jueves, 10 de abril de 2008

Rice e Mandela

Em almoco de amigas,todas mulheres interessantes e profissinais de êxito em Portugal,a referência a Condolezza Rice nao me surpreendeu.A leitura dos jornais me traz matéria da BBC Brasil com os reparos a um ataso mais que inadmissível e que a Condolezza registra e repara:
10/04/2008 - 16h23
Rice pede fim de referência a Mandela como "terrorista"
da BBC Brasil

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu que restrições "embaraçosas" que impedem a entrada nos Estados Unidos do ex-presidente Nelson Mandela e de outros líderes sul-africanos sejam suspensas.

A Comissão para Assuntos Exteriores da Câmara dos Representantes apresentou ao Congresso americano um projeto de lei que prevê a remoção de referências a membros do governo da África do Sul e a outros líderes do país como "terroristas" em arquivos do governo.

Atualmente, qualquer membro do partido Congresso Nacional Africano (CNA), de Mandela, precisa de uma permissão especial para entrar nos Estados Unidos.

O partido foi classificado de organização terrorista pelo antigo regime de Apartheid, que governou a África do Sul de 1948 a 1990.

"Francamente, é bastante embaraçoso que eu ainda tenha de autorizar a entrada dos meu equivalente --o ministro das Relações Exteriores da África do Sul-- isso para não mencionar o grande líder, Nelson Mandela", disse Rice.

"Vergonhoso"

Na semana passada, Howard Berman, presidente da Comissão para Assuntos Exteriores, disse que era "vergonhoso" que os Estados Unidos ainda tratassem o CNA desta forma.

"É incrível, mas Nelson Mandela ainda precisa obter uma permissão especial para entrar nos Estados Unidos por causa de sua corajosa liderança do CNA. Que insulto. Esta legislação vai acabar com isso", disse Berman.

O governo da África do Sul baniu o CNA em 1960, prendendo seus líderes ou forçando-os ao exílio.

Mandela, que completa 90 anos este ano, foi libertado em 1990, após passar 27 anos na prisão.

Ele se tornou o primeiro presidente da África do Sul na era pós-Apartheid e se aposentou depois de exercer um mandato. A saúde de Mandela parece ser boa, mas ele faz cada vez menos aparições em público.

martes, 8 de abril de 2008

São Paulo foi invadido pelos portugueses,mas os brasileiros também estao em Lisboa....

A Embaixada do Brasil em Lisboa, leia-se o Embaixador Celso Marcos,abre exposição de gravuristas brasileiros em importante fundação portuguesa.

Já em São Paulo, na Pinacoteca do Estado , no espaço reservado à arte contemporânea o público pode apreciar a obra da jovem artista portuguesa Joana Vasconcelos enquanto Júlio Pomar, um dos mais importantes pintores portugueses do pós-guerra, ocupa três salas expositivas do mesmo museu.
Pomar tem participado de mostras no país desde 1953, coomecando pela 2ª Bienal de São Paulo, realizada naquele ano.
Hellmut Wohl, curador da mostra explica que a mostra de 40 obras de Pomar busca relacionar o Percurso de Pomar â història da arte portuguesa.
Se nas obras de início de carreira a temática social e política são bastante evidentes, a figuracao, entretanto assumirà maior dimensao posteriormente, na mesma medida em que o social perde importancia.
"Naquela época, a abordagem social era uma prática comum, nós tínhamos muita influência, por exemplo, do muralismo mexicano", disse o artista, nascido em 1926, durante a montagem da exposição.
A mostra reúne também obras que Pomar realizou no Brasil inspiradas em manifestações culturais como as cavalgadas de Pirenópolis (GO) e o Quarup, dos índios Xingu, realizadas nos anos 80.

lunes, 7 de abril de 2008

Mentiras não funcionam . E sem media training,então..

Estava lendo a Folha online quando me deparei com uma pequenina materia da agencia Efe dando conta de uma entrevista do escritor Salman Rushdie,que lhes copio abaixo. Me impactei com uma frase em que ele diz que ao contar uma mentira,algo em que nao acreditava, sentiu como se ele mesmo tivesse arrancado a própria língua. E fiquei pensando que esta talvez seja a explicacao para que as pessoas tropecem nas próprias palavras quando contam as suas mentiras e as suas bravatas.


Rushdie diz que fingiu retorno ao islamismo para se defender

da Efe, em Londres

O escritor de origem indiana Salman Rushdie confessou que em 1990 fingiu seu retorno ao islamismo para se defender da sentença de morte promulgada pelo aiatolá Khomeini por sua obra "Versos Satânicos", considerada uma blasfêmia entre os muçulmanos.

Em entrevista antecipada neste domingo (6) pelo jornal britânico "The Sunday Telegraph", Rushdie afirma que, com a falsa conversão, pretendia reduzir o risco de que algum muçulmano o atacasse em cumprimento da sentença legal que o então líder supremo iraniano emitiu em 1989 pedindo sua execução.

Em comunicado no ano seguinte, Rushdie, nascido na Índia em 1947 e naturalizado britânico, assegurou ter renovado sua fé na religião muçulmana, repudiando os ataques ao islamismo feitos em seu livro e afirmando estar comprometido em contribuir para uma melhor compreensão da religião.

Porém, em uma conversa com uma psicoterapeuta para um programa do canal de televisão britânico More4, que será divulgada em maio, o autor de "Os Filhos da Meia-Noite" afirma que o retorno à religião de seu nascimento foi fictício.

"Estava transtornado. Estava mais desequilibrado do que nunca, não se pode nem imaginar sob que pressão estava", explica.

"Pensei simplesmente que estava fazendo uma declaração de fraternidade, mas, logo que disse isso, senti como se tivesse arrancado minha própria língua", declarou Rushdie, que, apesar de ter nascido em uma família muçulmana xiita, nunca se considerou religioso.

Depois disso, o escritor sentiu que "tinha chegado ao fundo do poço" e se deu conta de que seu único mecanismo para sobreviver era sua "integridade", afirma o jornal.

"Versos Satânicos" (1988) foi proibido na Índia e em outros países. Exemplares do livro foram queimados nas ruas do Reino Unido, pois supostamente tratavam com irreverência o profeta Maomé.

Durante a entrevista, Rushdie, de 60 anos, assegura que as críticas negativas à obra causaram mais desgosto do que a "fatwa" --a sentença de morte--, já que tinha passado cinco anos escrevendo o livro e o considerava seu "melhor trabalho".

domingo, 6 de abril de 2008

Eu celebro,tu celebras ,Ele celebra

Celebrei o aniversário do Vargas LLosa e celebro também a sua obra literária e idéias de cidadao do mundo.



Borges y los piqueteros
La biblioteca Miguel Cané, en el barrio bonaerense de Boedo, es un modesto local de techos altos y viejos anaqueles y pupitres de lectura, que se ha convertido en un sitio de peregrinación cultural para todo visitante más o menos alfabeto que llega a Buenos Aires.



Por: Mario Vargas Llosa

Fonte: El periódico de Guatemala

Porque aquí trabajó Jorge Luis Borges nueve años, de 1937 a 1946, como humilde auxiliar de bibliotecario, registrando y clasificando libros en un estrecho cuartito sin ventanas del segundo piso, donde ahora se exhiben, en una vitrina, las primeras ediciones de algunos de sus libros.

No hace mucho pasó por aquí el escritor inglés Julian Barnes y dejó estampada su admiración por el autor de Ficciones. Siento de pronto emoción imaginando aquellos años oscuros de ese auxiliar de biblioteca que, según la leyenda, en la hora de tranvía que le tomaba ir y venir de su casa a su trabajo, se enseñó a sí mismo el italiano, y leyó y poco menos que memorizó La Divina Comedia, de Dante. Además, claro, de darse tiempo para escribir los cuentos de su primera obra maestra, Ficciones (1944).

Borges es una de las cosas más notables que le ha pasado a la Argentina, a la lengua española, a la literatura, en el siglo XX. Y es seguro que esa particular forma de genialidad que fue la suya –por lo excéntrico de sus curiosidades, su oceánica cultura literaria, lo universal de su visión y la lucidez de su prosa– hubiera sido imposible sin el entorno social y cultural de Buenos Aires, probablemente la ciudad más literaria del mundo, junto con París. Ambas capitales tienen encima, como segunda piel, una envoltura literaria de mitos, leyendas, fantasías, anécdotas, imágenes, que remiten a cuentos, poemas, novelas y autores y dan una dimensión entre fantástica y libresca a todo lo que contienen: cosas, casas, barrios, calles y personas.

Mucho de aquella Argentina de lectores voraces y universales, de cosmopolitas frenéticos y políglotas desmesurados, está todavía presente en la desfalleciente Buenos Aires a la que vuelvo luego de algunos años: en sus espléndidas librerías de Florida y Corrientes abiertas hasta altas horas de la noche, en sus cafés literarios donde se cocinaron grandes polémicas estéticas y políticas, y cuajaron esas revistas culturales que circulaban por toda América Latina como ventanas que nos descubrían a los latinoamericanos todo lo importante que en materia artística y literaria ocurría en el resto del mundo. Las paredes del Café Margot están llenas de inscripciones, fotos y recuerdos de los ilustres escribidores, músicos y pintores que se sentaron, bebieron y discutieron hasta altas horas en estas mesitas frágiles y apretadas donde, con un grupo de amigos, recordamos algunas glorias extintas: Victoria Ocampo, María Rosa Oliver, José Bianco. En un rincón del célebre Café Tortoni hay una mesa con un Borges de tamaño natural, hecho de papier–maché.

Pero es sobre todo en ciertas personas donde aquella tradición civil e intelectual está aún viva y coleando: después de muchos años tengo la alegría de ver al ensayista y filósofo Juan José Sebreli y unos pocos minutos de conversación me bastan para comprobar, de nuevo, la solidez y vastedad de su información filosófica, la desenvoltura con que se mueve por los mundos de la historia, las ideas políticas y la literatura. Como muchos argentinos que he conocido, me da la impresión de haber leído todos los libros.

Borges fue destituido de su empleo en la biblioteca Miguel Cané por el Gobierno de Perón, en 1946, y degradado, por su anti–peronismo, a la condición de inspector municipal de aves y gallineros. El hecho es todo un símbolo del proceso de barbarización política que latinoamericanizaría a Argentina y revelaría a los argentinos al cabo de los años que, en verdad, no eran lo que muchos de ellos creían ser –ciudadanos de un país europeo, culto, civilizado y democrático, enclavado por accidente en Sudamérica– sino, ay, nada más que otra nación del tercer mundo subdesarrollado e incivil.

La involución del país más próspero y mejor educado de América Latina –una de las primeras sociedades en el mundo que gracias a un admirable sistema educativo derrotó al analfabetismo– a su condición actual, es una historia que está por escribirse. Cuando alguien la escriba, lo que saldrá a la luz tendrá la apariencia de una ficción borgiana: una nación entera que, poco a poco, renuncia a todo lo que hizo de ella un país del primer mundo –la democracia, la economía de mercado, su integración al resto del globo, las instituciones civiles, la cultura de brazos abiertos– para, obnubilada por el populismo, la demagogia, el autoritarismo, la dictadura y el delirio mesiánico, empobrecerse, dividirse, ensangrentarse, provincianizarse, y, en resumidas cuentas, pasar de Jorge Luis Borges a los piqueteros.

Son emblema de la otra Argentina, la que rechazó el camino de la civilización y optó resueltamente por la barbarie. En sus orígenes eran, al parecer, desempleados y marginales que salían a reclamar atención y trabajo de un poder que los ignoraba, de un mundo oficial sin alma, que daba la espalda a los más necesitados. Ahora, más bien, son las fuerzas de choque del poder político. Antenoche han salido con sus bombos y sus garrotes a enfrentarse a los simpatizantes de los agricultores que protestan en la Plaza de Mayo por los nuevos impuestos decretados por el Gobierno de Cristina Kirchner para los productos agrícolas. Y, en efecto, los dispersan a palazos y a patadas, en nombre de la revolución.

¿Cuál revolución? La del odio. Lo explica muy bien el líder piquetero Luis D’Elía, afirmando que la culpa de esta movilización de agricultores contra el Gobierno la tienen “los blancos”. Añade que él “odia” a los blancos del Barrio Norte y quisiera “acabar” con todos ellos. Pregunto a mis amigos argentinos qué quiere decir el líder piquetero con aquello de “blancos”. Porque, por donde yo miro, en la Argentina, por más esfuerzos que hago, solo veo blancos. ¿Quiere acabar, pues, el piquetero con 40 millones de sus compatriotas? No veo argentinos negros, ni cholos, ni indios, ni mulatos, salvo turistas o inmigrantes: ¿únicamente a ellos está dispuesto D’Elías a salvar de sus fantasías homicidas y racistas?

Unos días más tarde, tengo ocasión de inspeccionar muy de cerca a un par de centenares de piqueteros que emboscan el autobús que me lleva, de la Bolsa de Rosario al local del Instituto Libertad, que cumple 20 años, un aniversario que un buen número de liberales del mundo entero hemos venido a celebrar. Como quedamos inmovilizados por la joven hueste de don Luis D’Elías –o tal vez alguna peor, pues esta es solo ultra, y en la Argentina hay ultra–ultra y más– entre 10 y 15 minutos en la Plaza de la Cooperación, mientras ellos, imbuidos de la filosofía de aquel mentor, destrozan los cristales del autobús y lo abollan a palazos y pedradas y lo maculan con baldazos de pintura, tengo tiempo de estudiar de cerca las caras furibundas de nuestros atacantes.
Son todos blanquísimos a más no poder. Mis compañeros y yo guardamos la compostura debida, pero no puedo dejar de preguntarme qué ocurrirá si, antes de que vengan a rescatarnos, los aguerridos piqueteros que nos apedrean lanzan adentro del ómnibus un coctel molotov o consiguen abrir la puerta que ahora sacuden a su gusto. ¿Celebraré mis 72 años –porque hoy es mi cumpleaños– tratando de oponer mis flacas fuerzas a la apabullante furia de esta horda de salvajes? Cuando pasa todo aquello, la joven periodista ecuatoriana Gabriela Calderón –es tan menuda que consiguió encogerse debajo del asiento como una contorsionista– me pregunta muy en serio si estas cosas me ocurren en todas las ciudades que visito. Le respondo que no, que esto solo me ha ocurrido en la queridísima ciudad de Rosario.

Lo es para mí, por los buenos recuerdos que guardo de ella, y porque es la tierra de mi amigo Gerardo Bongiovanni y de Mario Borgonovo, un publicista que, cuando se lanza a cantar tangos, hasta los ángeles del cielo bajan y los diablos del infierno suben a escucharlo. Gerardo fundó, con cuatro amigos, en 1988, la Fundación Libertad, para promover las ideas liberales en su país. Veinte años después, el Instituto es un foco de pensamiento, de debates, de publicaciones, de seminarios y conferencias que entablan una batalla diaria por la modernidad, la tolerancia, el progreso, la democracia y la prosperidad contra quienes se empeñan en seguir retrocediendo a la Argentina hacia lo que Popper llamaba “la cultura de la tribu”. Durante los diálogos, mesas redondas y exposiciones de estos días, como en la mañana emocionante de mi visita a la biblioteca “Miguel Cané”, de Boedo, me digo, esperanzado, que no todo está perdido, que todavía el fantasma de Borges podría despertar a la Argentina de la pesadilla de los piqueteros.

Lima, abril de 2008
© Mario Vargas Llosa 2008.

Julio Pomar e James Bond





Ja havia feito um post inteiramente dedicado a exposicao do pintor portugues Julio Pomar na Pinacoteca do Estado de Sao Paulo,Brasil. E agora lhes comento que o ator Pierce Brosnam, ex-agente007 , que encontra-se em Sao Paulo para fazer uma filmagem, foi à Pinacoteca do Estado, ontem, sábado. Brosnan ficou no segundo andar do museu por quase uma hora apreciando as obras do acervo e visitou também a exposicao de Pomar.