sábado, 23 de octubre de 2010

" O propósito de ensinar é estender a bênção da vida prolongada." Harold Bloom

Lúcia Guimarães - O Estado de S. Paulo

Ele nunca decepciona seus interlocutores. Passional e provocador. Professoral, sempre. Num momento pede socorro à mulher porque derrubou o aparelho de audição ("Está tudo desmoronando por aqui!") e em seguida elogia, sedutor, o que chama de voz maviosa da repórter ao telefone.

Toda traquinagem será tolerad
a.

Harold Bloom acaba de completar 80 anos. No final de 2009, sua saúde o afastou por meses do convívio com os estudantes da Universidade de Yale, onde ocupa a mais famosa cadeira de crítica literária do país. Se você faz 80 anos e passou a vida lendo o melhor da poesia, então, "começa a saber que, diante do morrer e da morte, a imaginação é, ao mesmo tempo, nada e tudo".

Assim Bloom explica seu desejo de reunir cem poemas em Till I End My Song - A Gathering of Last Poems (Até Eu Terminar Minha Canção - Uma Reunião de Últimos Poemas). O título cita o verso repetido em Prothalamion, de Edmund Spenser, o poeta elisabetano, que abre a coletânea. O fim que une os poemas não é necessariamente o fim temporal.

O livro cobre 450 anos de poesia, de William Shakespeare a James Merrill, de Robert Frost a Robert Lowell e termina com o poema The Veiled Suite, de Agha Shahid Ali, indiano de Kashmir morto em Massachusetts, os 52 anos, em 2001 e incluído numa coleção póstuma publicada em 2009. Bloom considera os versos de The Veiled Suite entre os mais obsessivos que trataram da morte.

Apesar do tema e de sua avançada idade, Bloom está longe de se deixar abater pelo assunto. Comemora suas cinco décadas na academia - "Dei aula para cerca de 25 mil estudantes, o bastante para lotar uma cidade" - e conclui: "O propósito de ensinar é estender a bênção da vida prolongada."

Quando telefono para sua casa em New Haven, Connecticut, o professor contorna a primeira pergunta e já sai palestrando sobre a nova obra. "Sim, há um tom um pouco sombrio na obra que inclui poemas de amigos queridos, como Robert Penn Warren, morto em 1989, e Anthony Hecht, morto em 2004. Ainda sofro o luto por eles." E segue, entusiasmado com Till I End My Song. Acompanhe aqui

França: Parlamento aprova mudança na idade de aposentadoria

A aposentadoria passa de 60 anos para 62 anos. And??? Good GOD!

viernes, 22 de octubre de 2010

Foto de pássaros no fio publicada no 'Estado' vira música

Valéria França
Tudo começou com a foto de pássaros pousados nos fios de luz de uma rua feita pelo repórter fotográfico do Estado Paulo Pinto, de 49 anos, no interior do Rio Grande do Sul. Uma cena normal, dependendo do olhar. Para o paulistano Jarbas Agnelli, de 46 anos, a imagem "soou" como música. Notas numa partitura foram o que lhe pareceram as aves nos fios de alta tensão. Publicitário e músico, Agnelli recortou a foto publicada no Estado na quinta-feira passada e, naquela noite, no estúdio de sua casa, começou a compor com base nas notas que enxergou na imagem.

"Pássaros empilhados viraram acordes e os solitários, notas no teclado", diz Agnelli. "Depois coloquei o xilofone e, na sequência, clarinete, fagote e oboé."
(...)
Assim que a música dos pássaros ficou pronta, Agnelli ligou para Paulo Pinto. "Não acreditei que ele tivesse entendido o que eu vi na hora que fiz a foto. Para mim, os pássaros também pareciam notas", admirou-se Paulo, que mandou por e-mail a foto original, sem cortes. "Quando recebi, vi que a versão editada no jornal tinha eliminado oito pássaros, ou seja, quatro notas no início e quatro no final da música", diz o publicitário. "Fiquei surpreso porque era exatamente o que faltava para finalizar a melodia."

A Fonte da matéria é o Estadao, mas podem ouvir a história e a música aqui

Mais de cem queixas num ano contra a tolerância do ruído

por PAULA CARMO

Provedor de Justiça recebe avultado número de reclamações por causa do barulho.


Com o despontar da lua, há quem desespere. Motivo: Bares e discotecas abertos noite fora, festas e diversões na via pública, sem dar descanso a quem quer dormir. Para além do caso de obras ininterruptas, estes são os principais factores nocturnos que infernizam a vida dos portugueses. Porque "é uma questão de saúde grave", assume ao DN o professor catedrático Massano Cardoso, epidemiologista. Ao todo, 102 queixas, segundo o mais recente relatório de 2009 do actual provedor de Justiça, Alfredo José de Sousa.

Nesse documento, na área das queixas urbanísticas e ambientais, são as queixas contra a tolerância de actividades ruidosas que continuam a liderar o ranking.

A mais recente condenação, findo um longo processo judicial, vai obrigar o Metropolitano de Lisboa e a empresa construtora da Linha do Oriente (Metrexpo) a indemnizar sete pessoas pelo barulho provocado pelas obras, ininterruptas (incluindo domingos e feriados). Neste caso, os sete queixosos, entre os quais quatro juízes-conselheiros "a viver num prédio do Ministério da Justiça" segundo fonte ligada àquela empresa de transportes, vão receber cada um entre 15 e 20 mil euros. Porque, segundo fonte do Metro de Lisboa, "não se verificando qualquer desconformidade processual, o Metropolitano irá, naturalmente, acatar a decisão do tribunal assumindo as responsabilidades que lhe são acatadas".

Estamos perante casos de interesses conflituantes. Se uns querem dormir, porque têm direito ao descanso, outros, porém, fazem tábua rasa face à necessidade do sossego nocturno. São "raros os casos que chegam aos tribunais, e congratulo-me por essa decisão, que é um sinal de civilidade", diz Massano Cardoso, provedor do Ambiente em Coimbra, cidade onde há muitas queixas contra o barulho à noite. "É, actualmente, o problema ambiental número um. Uma situação grave. Com os U2 ninguém se queixou, pois foi uma festa transitória."

A Provedoria de Justiça deu recentemente razão a moradores de Piodelo (Vila Real), por causa do barulho dos bares à noite no centro da cidade. Ora, neste caso, as queixas existem há quase 13 anos. Pedidos de ajuda que chegaram à autarquia local e à polícia. Porém, o calvário nocturno destes moradores teve eco na Provedoria de Justiça, que recomendou à câmara local a redução dos horários das casas de diversão nocturna. "Há necessidade de reformular os factores nocturnos na política das cidades", assume Massano Cardoso.

Situação bem diferente é, por exemplo, a estridente recolha de lixo madrugada fora. Neste caso, explica, "trata-se de um benefício social que é superior ao prejuízo individual". Para este especialista em epidemiologia, urge uma atitude actuante dos cidadãos para que façam accionar a fiscalização. Esse é um dos meios de salvaguarda dos direitos, pois a má qualidade do sono provoca "danos graves" na saúde (ver caixa).
Fonte DN.pt
Comento: Que dirao os moradores de Campo de Ourique? O verao foi "da hora"...

jueves, 21 de octubre de 2010

She Will Be Loved - Maroon 5


I don´t mind ...standing everyday

miércoles, 20 de octubre de 2010

O meu colégio faz CEM ANOS

Recebo um email-convite para participar da organizacao dos CEM ANOS do Colégio Padre Antonio Vieira. Imediatamente lembro-me de Almada Negreiros, cluno de colégio jesuíta, como eu. Lembro ainda de Padre Ugo, Padre Sanchez, os professores, os amigos, a juventude...Tempo bom demais!E saber que há uma urna a ser aberta no dia 15 de Marco de 2011 com "notícias" guardadas desde entao para serem revelados nesta data.

lunes, 18 de octubre de 2010

António Câmara. "Os portugueses são demasiado sofisticados"

É mais difícil encontrar talentos em Portugal que lá fora?
O talento tecnológico, de design e científico existe em Portugal e é de classe mundial. Não temos problema nenhum em encontrar talentos fantásticos nessas áreas. Onde temos uma enorme dificuldade é encontrar pessoas com experiência global em marketing e vendas.

A YDreams está muito forte no Brasil. Como fazem o recrutamento lá?
Temos pessoas incrivelmente experimentadas, lideradas pela Karina Israel, pessoas que ganharam Leões em Cannes...

Não é mais difícil reter esses talentos num mercado tão aberto?

Temos conseguido fazê-lo. A equipa está a desenvolver-se com as mesmas pessoas há três anos. Algo importante não é só a ambição da empresa, mas o estilo de vida. Acho que o facto de o estilo ser liberal é um bem, não haver horários. As pessoas trabalham imenso mas a flexibilidade é um factor decisivo.

A cultura corporativa vem de cima?
A cultura no Brasil é parecida com a que temos aqui. No Rio de Janeiro estamos em frente à praia. É fantástico.
(...)

A diferença em termos de talento tecnológico das pessoas que temos aqui para as da Google é que é mínima. Aliás alguns deles aqui são melhores. A questão abissal é na gestão. Costuma dizer-se o contrário...
Não sabem do que estão a falar.

O problema não é a matemática?
Santo Deus, não. A maior parte das pessoas aqui é dez vezes melhor a matemática que qualquer americano que trabalhe na Google. Não há comparação. As pessoas cá não têm padrões, é inacreditável. Os exames de matemática em Portugal são mais difíceis que no MIT. Há o talento em Portugal para fazer isso, a questão é transformar isto num negócio gigantesco.
Fonte :ionline.pt

domingo, 17 de octubre de 2010

A maior foto do mundo

Por Tatiana de Mello Dias

A maior foto do mundo tem a altura de um prédio. A largura de dois quarteirões. Tem 152 gigapixels, ou simplesmente 0,15 terapixels. É tão pesada que demorou uma semana para ser enviada para a web. E foi feita no Brasil, por um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Inpa), no Rio de Janeiro.



O grupo liderado pelo fotógrafo e matemático Luiz Velho quebrou duas vezes a barreira da maior foto do mundo. A primeira foi uma foto do Corcovado com 67 gigapixels. E a segunda, a imagem do Pão de Açúcar acima, tem mais do que o dobro disso. “Nós pensamos ‘vamos ver onde podemos chegar, qual é o limite da resolução na fotografia, o quanto de detalhes é possível capturar com um equipamento digital’”, explica Velho, que já foi fotógrafo profissional e câmera de cinema antes de se dedicar à matemática.

Para gerar a maior foto do mundo, foram necessárias seis mil imagens de 18 megapixels cada, em um processo de captura que levou mais de quatro horas. A equipe usou uma Canon T2i, um robô Epic Pro que facilita a captura das imagens e um software de sincronização para juntar as milhares de imagens em um mesmo panorama. Todos os envolvidos no instituto são pesquisadores renomados em matemática e computação, e se reuniram em 20 de julho sob “condições perfeitas” para aquela foto.

Amadores.
As condições e o currículo dos participantes colaboraram, mas eles também estão ajudando a popularizar o mundo dos gigapixels. O grupo ajudou a testar o Gigapan, projeto que já reúne 42 mil fotos gigantes de todo o mundo.

O Gigapan foi criado em 2006 pela Carnegie Mellon University em parceria com a Nasa. A tecnologia de fazer fotos gigantes e ultradetalhadas foi empregada no projeto Mars Rover, o robô que explorava o território marciano. “As imagens vindas de Marte foram processadas para criar só uma”, explica Clara Phillips, brasileira que vive nos EUA trabalhando no projeto. Os pesquisadores Illah Nourbakhsh, do Carnegie, e Randy Sargent, da Nasa, estudaram uma maneira de adaptar a tecnologia a nós, terrestres. E chegaram a três pilares: um robô (o Epic) que ajuda a efetuar os disparos, um software para sincronizar e um portal com servidores potentes para os usuários subirem as imagens.

“É possível usar quase qualquer câmera”, diz o mexicano Thomaz Mendoza-Harrell, que faz parte do projeto há seis anos e registrou dezenas de panoramas, uma delas na capa da edição desta semana.
(...)

O Gigapan ficou famoso com a foto da posse de Barack Obama, no início de 2009. Nela é possível ver a multidão e aproximar para ver cada rosto. Comparada a outras, parece pequena: foi feita com 220 fotos e tem só 1 gigapixel. Foi essa foto que motivou Emmerson Maurílio, gerente de multimídia do Clube Atlético Mineiro, a importar o robô Epic 100, desenvolvido pela Gigapan. Ele fez uma panorâmica de 8 gigapixels do Mineirão na final do Campeonato Mineiro deste ano. Hoje Maurílio já fez 60 fotos. “Sempre tento aumentar o tamanho das imagens”, diz.



O tamanho, porém, não é tudo. Luis Velho quer ir além das fotos. “As pessoas pensam que um gigapixel é apenas uma imagem maior. Essa é uma visão curta”, diz. Para ele, não faz sentido pensar no panorama do Rio apenas como um outdoor gigantesco de um prédio de altura por dois quarteirões de largura. Uma imagem dessas tem tantos detalhes, tantas possiblidades de navegação, que não é apenas uma imagem. É uma mídia
Fonte Estadao. Para ler a materia, clique aquiComento: é a tal coisa, "para ser grande, sê inteiro"

Mistérios de Lisboa 2

Entrevista com Raúl Ruiz - legandas em Portguês from Clap Filmes on Vimeo.

Mistérios de Lisboa

Mistérios de Lisboa de Raúl Ruiz - Trailer from Clap Filmes on Vimeo.

Da série MEMÓRIA E DIÁLOGO, por Mandela

"É uma visão muito pessoal. Este é, para mim, o registo que oferece um olhar mais fresco sobre Nelson Mandela. O que é tão significativo, a meu ver, é que Mandela manifesta desconforto com o conceito de autobiografia. Quando fala do terrível peso que sente, de um fardo, refere-se à autobiografia e ao seu estatuto de ícone", explica Verne Harris numa entrevista ao P2, por telefone. "Ele começa a falar das suas fraquezas, desse tempo em que era mais novo e em que usava a arrogância para as ultrapassar. E isso é, a meu ver, muito profundo porque, tratando-se de um ser humano que realizou tanto na sua vida, está, aos 80 anos, quando escreveu esse rascunho, a expressar esse sentimento de ser falível, uma pessoa que cometeu erros e que quer agora encontrar uma maneira de escrever e tornar isso público."
...
Mais de 20 anos depois de escrever essas linhas, Mandela vê-as publicadas. "Penso que o material que recolhemos e juntámos como um conjunto permite-lhe fazer, através do Centro da Memória e do Diálogo, o que ele queria fazer naquela altura [em 1998, quando redigiu o rascunho]", continua Verne Harris. É então, nesse sentido, um livro muito importante para Mandela? Aquele em que se mostra e ao mesmo tempo se redime?

Leia a matéria da Ana Dias Cordeiro
no Publico.pt

da série "África" por Isabella Barreto

"Quem canta (pensa que ) seus males espanta", diz a minha amiga Noga, melhor, Angela Baptista!


E ela mandou avisar:
"Nessa próxima quinta, dia 21.10, das 20:30 às 22:00 hs, estarei fazendo uma participação especial, no show de Cristina Ávila "Samba- chanson".
O melhor da canção francesa, e algumas traduções de canções brasileiras para a língua de Lacan, Beaudelaire, Chabrol, Proust...
Cercadas de livros, e muito bem acompanhadas pelo violão de Asa Branca e pelo contra-baixo de Ivan Bastos...
No TOM DO SABER ( o café ), Rio Vermelho.
Estacionamento ao lado.

"Quem canta ( pensa que ) seus males espanta"...
Comento: a minha amiga é uma grande psicanalista, editora,cantora e amiga toda linda!

Killing Me Softly With His Song - Omara Portuondo

As Time Goes By Ibrahim Ferrery Omara Portuondo


...y el tiempo ...

Percebes?



Marisco nacional

Doce nacional


Arroz doce ou arroz de leite ...

in Portugal


Mario Zambujal no ionline: delícia das delícias

...sou um tipo um bocado instável. Gosto de me movimentar, raramente me fixo. Mudar de ambiente é quase uma necessidade. Isso aconteceu nos vários jornais onde trabalhei, apesar de nunca ter mudado por causa de algum conflito - os meus desentendimentos são escassos, normalmente acabam com "ficas na tua, eu fico na minha". Nunca me chateio mais do que isto. Mudar com frequência torna a vida mais intensa, rodeada de mais pessoas.

Nasceu no Alentejo. Como veio parar a Lisboa?
Nasci em Moura, vivi na Amareleja, em Beja e no Algarve, onde comecei por escrever uma crónica num jornal local. Também jogava futebol, mas era uma nulidade com o pé esquerdo. O treinador obrigava-me a jogar com uma sapatilha no pé direito e uma bota no outro, para ver se eu chutava com o esquerdo. Quando o correspondente d''"A Bola" no Algarve adoeceu, eu fui substituí-lo. Os editores começaram a pedir-me mais coisas, até que, pela primeira vez na sua história, o jornal chamou um miserável correspondente da província para trabalhar em Lisboa, na redacção.

Aceitou logo?

Tive medo de ter medo. Vir morar para um quarto alugado no bairro das Colónias depois de viver numa casa com 14 divisões era assustador. A senhoria não era má pessoa, mas eu sentia-me intruso. Os dois primeiros meses foram um desastre. O Carlos Pinhão levava-me para casa dele quase como se me tivesse adoptado. Mal sabia onde era a Rua do Ouro.

Nunca tinha saído do Algarve?
Depois de adulto, sim. Vinha a Lisboa de vez em quando. Tinha cá uma avó, que visitava de longe a longe. A minha família era um bocado aciganada, mas sempre tive uma grande ligação familiar. Os meus pais eram boa gente. O meu pai era mais austero. Uma vez fui suspenso da escola e ele não me deixou sair do quarto durante três dias.

O que fez para ser suspenso?
Disparates. A escola ficava perto do tribunal para onde eu e os meus amigos fomos. Enquanto decorria o julgamento, nós dizíamos "o homem não fez nada". De repente, tínhamos a polícia à nossa volta. Fomos todos para a esquadra.

Se quiser ir ao ionline, clique aqui

As time goes by