sábado, 30 de abril de 2011

Chá combina com dia chuvoso, granizado e... com bolo gostoso


Falso Fofo
Ingredientes:
Para o Bolo:
3 ovos
125 g de açúcar
50 g de farinha de trigo
40 g de maizena
1/2 colher de chá de fermento em pó
1 colher de sopa de água quente
Para o Recheio:
3 gemas de ovo
125 ml de leite
125 ml de natas
50 g de açúcar
1 colher de chá de açúcar baunilhado
15 g de farinha
Preparação do Bolo:
Separar as gemas das claras, bater as gemas com os açúcares até obter uma mistura esbranquiçada, adicionar a água quente, depois as farinhas e o fermento, por fim envolver as claras que foram préviamente batidas em castelo.
Vai ao forno quente a 180º, em forma untada e enfarinhada durante cerca de 20 minutos ou até espetar o palito e o mesmo sair seco.
Enquanto o bolo coze, prepara-se um creme de pasteleiro batendo as gemas de ovo com o açúcar até dobrar o volume, adicionar-lhe a farinha e um pouquinho de leite e reservar. Levar o restante leite com as natas ao lume, quando estiver quente juntar o preparado das gemas, baixar o lume e mexer com uma colher de pau até engrossar, retirando de imediato do lume, continuando a mexer. Tapar com pelicula de cozinha colocado mesmo por cima do creme para não criar "nata" por cima e deixar arrefecer.
Desenformar o bolo ainda morno, deixar arrefecer completamente sobre uma grelha, cortar ao meio e rechear com o creme.
Polvilhar a superfície do bolo com açúcar.
Fonte:http://tertuliadesabores.blogs.sapo.pt/88669.html

Celebration





Fonte DN.pt

Wedding Day. Mother´s Day.


Five months ago, when Prince William first announced to the world he’d given a ring to Kate Middleton, he made it clear that only one other woman mattered as much to him.
"It's my mother's engagement ring,” he told the press of the sapphire and diamond engagement heirloom. “Obviously she's not going to be around to share any of the fun and excitement of it all -- this was my way of keeping her close to it all."

During every step of their path down the aisle, Kate and William have made a point to keep Lady Diana’s memory alive. Today’s wedding was no exception. They recited their vows at the Westminster Abbey, the historic church where Diana’s memorial was held for 3 million mourners in 1997. Then, William was just a teenager, and his solemn march behind his mother’s coffin was in stark contrast to the beaming stride he took down the aisle today.

But the church itself wasn't the only reminder of Diana's parting. Bishop of London Richard Chartres, who also spoke at Diana's memorial, gave the wedding sermon. And during the musical portion of the ceremony, the first hymn sung was "Guide Me Thou, O Great Redeemer," the same song that concluded Di's funeral service and memorial service, 10 years after her death.

The focus wasn't only on Di's absence, but on the memory of her vibrant life. As Kate walked down the aisle in Alexander McQueen , every bit the breathtaking bride her mother-in-law was in 1981, she clutched a bouquet of Sweet William dotted with Lily of the Valley, a staple of Diana's wedding bouquet. And when it was time to say her vows, she again summoned Di’s independent spirit, by omitting the term “obey”. It was the one battle Diana Spencer picked when she agreed to marry Prince Charles. At the time, the break in tradition caused outrage among royal-watchers. Today it’s a testament to Di’s courage and trail-blazing choices.


Princess Diana smiles at a charity event in 1995 (Mark Lennihan/AP Photo)

Perhaps the biggest homage to Di’s legacy has been the subtle nods to lessons she taught both her immediate family and the royalty she’d forever be linked to. Diana’s tragic death, often blamed on a stalking paparazzi, may have influenced the couple and the royal court to keep their guard up with both paps and press during the wedding planning. When Di’s bridal dressmaker was announced, reporters famously rifled through the designer’s dumpsters hunting for information. Lesson learned, Kate kept her dress a secret despite pressure from media outlets and with souvenir factories at a standstill. It helped to have the firm backing of Clarence House, the royal press office, which closely guarded information in accordance to Will and Kate’s wishes. They’ve also accommodated the couple’s desire to have Diana’s favorite fashion photographer, Mario Testino, snap their engagement photo.

For Diana, whose outspoken voice was sometimes muffled by royal etiquette, fashion as a way to communicate with the public. Today, Carole, Kate's mother, stood in solidarity with her fellow mother-in-law. Her sky blue shantung dress was designed for the occasion by the house of Catherine Walker, Di's favorite designer. Walker, who died last year, designed at least 1,000 looks that defined Diana's style in her lifetime, including the black dress she was buried in.

Just skidding off of her teenage years, Diana became a figurehead the instant she said her vows. “At the age of 20 she has renounced forever spontaneity and privacy, freedom and independence, her red Mini Metro and her Chelsea apartment, past friendships and future intimacies other than those deemed appropriate for royal confidences,” a reporter wrote in the New York Times, the day after her July 29 nuptials. Both William and Kate, nearing the end of their 20s, were able to come into their own as individuals before they settle down with children, as they’re swiftly expected to do upon marriage. Their decision to wait, and to forge a 10-year bond, was no doubt a reaction to young Diana’s marital struggles which she claimed in Andrew Morton’s biography, started by “day two.”

For her wedding in 1981 Diana had little say in the guest list. But after her divorce, the people’s princess kept herself surrounded with a close-knit circle, some of them in attendance today, including dear friends Tessa Green and Elton John, who refashioned his song Candle in the Wind in her memory. John, along with over 1,000 other official guests, were asked by the couple to make charitable donations in lieu of gifts. Of all the bricks that built Diana’s legacy, her humanitarian work was a cornerstone.

Nine days ago, while the rest of the world fixated on every last detail of their impending nuptials, Will and Kate took a boat to his mother’s final resting place. The couple spent a quiet day at Lady Di’s remote burial site, and walking the grounds of the nearby arboretum where Will and Harry planted trees alongside their mother as boys. “It was very important for William to take Kate to visit his mum just before their wedding day," a royal insider told the Daily Mirror. “Diana is still a huge part of her boys' everyday life and always will be." This was particularly true today, as William bit his lip nervously, standing at the altar with his bride, just as his mother did on her wedding day. It was a reminder to the millions of viewers who've watched the prince become a man, he's still his mother's son.
Fonte Yahoo.com

viernes, 29 de abril de 2011

Irene Pimentel em homenagem a Vitorino Magalhães Godinho (1918/2011)

«Neste início do século XXI, para que serve a universidade? Para que servem as ciências sociais e humanas? Para que serve a história?
Quanto à função da Universidade
A universidade não tem só um papel educativo, no sentido de se interessar apenas pelo que lá se apreende, mas deve interessar-se também pela forma como se aprende. Ela alimenta e forma a capacidade instintiva de compreender, de aprender a procurar. Ensina os estudantes a reflectir, a procurar um sentido, a identificar os problemas por eles próprios e a resolvê-los através de argumentos analíticos, apoiado em provas. Ensina a pôr em causa as interpretações que lhes são apresentadas, a pôr uma ordem no caos das informações, a verificar o que é estável no conjunto instável de informações que se fazem passar por conhecimento. Entre parênteses, na era da Internet, a universidade deve ensinar a utilizá-la, orientar para a pesquisa e, já agora, pelo caminho, dar um sentido à autoria, hoje perdido. A universidade também ensina muito do que a sociedade procura: o espírito de empreendimento, a capacidade de gestão, o trabalho de equipa, a adaptabilidade a várias situações e a utilização eficaz de competências específicas.
E as ciências sociais e humanas?
Isto tudo vale para as ciências sociais e humanas, cuja importância para a sociedade é infelizmente subestimada pela visão progressivamente instrumental da universidade, demasiado concentrada – embora bem – em outras ciências. Por um lado, há quem considere que as ciências sociais e humanas são inúteis e que seria melhor que fossem substituídas, pelo menos no liceu, pela gestão e pela informática. Por outro lado, já vai longe o tempo em que as saídas profissionais dos diplomados universitários pareciam estar garantidas e em que o investigador recém-doutorado em ciências sociais e humanas se definia por um método e pelo seu mérito, atravé do qual tinha acesso a um posto na universidade ou num centro de investigação.
É certo que essa situação, em Portugal, bem como noutros países europeus, também se aplica às outras ciências, mas tem talvez mais acuidade no campo das ciências sociais e humanas, onde – lembre-se – existe uma quase absoluta ausência de centros de investigação. (…) Pelo contrário, na Grã-Bretanha, há uma menor importância acordada à especialização e um doutor em filosofia ou história pode facilmente trabalhar num banco ou numa empresa.
Paralelamente, verifica-se também hoje de certa forma, em Portugal, uma acrescida procura social de produção dos cientistas sociais. Os especialistas de ciências humanas são cada vez mais solicitados a deixar o laboratório, a cátedra e a biblioteca, sendo convidados a intervir na sociedade, que por seu turno faz apelo às suas competências.
Não é porém unicamente com recurso ao argumento da «cultura geral» que se consegue explicitar o valor social, político e até económico e cívico do saber produzido pelas ciências humanas. Esta explicitação passa sobretudo por referir as competências que estas possibilitam adquirir no quadro académico. Passa também por mobilizar essas competências noutros contextos, que não sejam apenas os dos livros onde os conhecimentos são unicamente dirigidos aos colegas, pares, estudantes, aprendizes, eruditos ou mesmo autodidactas.
Entre as ciências sociais e humanas, conta-se a História
Em 2000, o professor José Mattoso, da FCSH da Universidade Nova de Lisboa dirigiu-se aos estudantes de História, para afirmar precisamente a utilidade e a necessidade dessa disciplina no mundo actual e em Portugal. Hoje, oito anos depois, as suas observações mantêm-se perfeitamente actuais, por isso vou aqui referir algumas, de forma telegráfica. Em primeiro lugar, continua a verificar-se hoje um alargamento da projecção cultural da História, revelador de que a licenciatura em nesta disciplina não serve só para dar aulas, mas também para responder a um enorme interesse e curiosidade por parte de sectores amplos da população. Interesse que também se exerce sobre outros profissionais, jornalistas, sociólogos, economistas, etnólogos, especialista em literatura, ou no campo das artes. Ao mesmo tempo, os historiadores exercem hoje uma variada gama de profissões e estão, geograficamente, por toda a parte, ocupando-se a investigar o passado de todos os lugares e de todas as regiões. O Professor José Mattoso explicitou as competências fornecidas pelos cursos de História, salientando a necessidade de se esbater a oposição estabelecida entre a investigação e a aplicação dos conhecimentos às tarefas da vida corrente.
A formação em História contribui para se adquirir a noção da infinita complexidade das formas de sociabilidade. Habitua a olhar para todos os acontecimentos como resultantes de causas e de condições muito variadas, conjugadas de forma aleatória. Habitua a descobrir a relatividade das coisas, das ideias, das crenças e das doutrinas. Habitua a detectar por que razão, sob aparências diferentes, se voltam a repetir situações análogas, se reproduz a busca de soluções parecidas ou se verificam evoluções paralelas. Habitua a aferir as informações recebidas segundo os seus diversos graus de credibilidade, a compará-las entre si para tentar descobrir os factos objectivos que lhes deram origem. Habitua a saber onde ir buscar os testemunhos necessários para obter e documentar as informações desejadas.
Hoje estamos a viver um período em que parece haver, na sociedade, um eterno presente, sem ligação, quer com o passado, quer com o futuro. Nem sempre foi assim, pois a relação com o tempo e a historicidade foi mudando ao longo dos séculos.
Antes do período contemporâneo, inaugurado pela revolução francesa reinava um regime de historicidade no qual a luz vinha do passado e não do futuro. O interesse pelo passado prendia-se com o objectivo de fazer do presente um melhor presente. Era esse o movimento do humanismo renascentista, ao procurar na antiguidade clássica as raízes para a construção de um presente ainda mais glorioso que o de antanho.
A partir do século XVIII, surgiu, na Alemanha, outro regime de historicidade, que recebeu a sua tradução politica, sob forma violenta, com a Revolução francesa. A história instalou-se na relação entre passado e o futuro, como tentativa de articulação desses dois elementos, para estabelecer um continuum entre passado, presente e futuro.
Depois, ao longo do século XIX, no campo académico, os professores de história e os historiadores tinham uma missão: fabricar a nação. As histórias nacionais eram teleológicas, escritas em função do futuro, um futuro de progresso e de Luzes. Hoje, após 1989, a ideia do progresso entrou em crise. Perdeu-se a abertura para o futuro e passou-se a viver uma historicidade «presentista», segundo a expressão de François Hartog.
Actualmente, vive-se um presente que é órfão do passado e do futuro, que fabrica cada dia o passado e o futuro de que necessita. Ora, é no investimento do futuro que o passado se tornava inteligível. Mas quando o futuro já não é o motor da sociedade e já não é objecto da esperança, apontando para a catástrofe, a história com grande «H» já não tem sentido, parecendo estar a transformar-se numa multidão de histórias particulares com pequenos «h». O que nada tem a ver – diga-se – com o fim da história. Por outro lado, com o fascínio pelo presente que conduz ao desinteresse de tudo o que se passou antes, o passado já não é convocado.
Há a ideia de que se pode viver ignorando o passado. No entanto, sem ter o passado em conta não se consegue compreender o que se passa. Um povo ignorante da sua história está desarmado, pois, não podendo comparar o que é ao que foi, fica perante o facto consumado que ele tende a aceitar sem protestar. A história é de certa forma a mais política das ciências humanas. Espera-se do historiador que, além de político, ele seja juiz, especialista em direitos do homem e monitor da consciência universal. É por isso fundamental caracterizar o lugar na História.
E a História não é uma religião, não aceita dogmas, não respeita interditos, não conhece tabus. A História também não é a moral, nem um objecto jurídico. Não cabe ao historiador ou ao professor de História exaltar ou condenar, dado que ele não é um auxiliar da justiça, nem uma testemunha da moralidade.
O historiador é um paciente investigador, que das descobertas no indicativo não pretende tirar conclusões no imperativo, como diz Jacques Julliard. E, no entanto, num mundo reduzido ao presente, condenado ao zapping e dominado pelos media, o historiador é mais necessário que sempre. O profissional de História é aquele que tem o encargo social de cultivar a memória, cujo exercício é indispensável à vida em sociedade.
Os seus objectivos são, no fundo, a preservação da vida dos membros da sociedade e a criação de condições favoráveis ao seu desenvolvimento. Escrever a História é também um modo de nos livrarmos do passado, por vezes infeliz, como disse Goethe. Ou seja, na medida em que, ao fazer o luto do passado, o trabalho da História ao mesmo tempo preserva a memória e contribui para pacificá-la. Ao transformá-la numa justa memória, a História possibilita uma relação actuante entre o passado, o presente e o futuro, bem como de solidariedade entre as gerações.»
Fonte:http://irenepimentel.blogspot.com/

jueves, 28 de abril de 2011

Dispersao

Quási


Um pouco mais de sol - eu era brasa,

Um pouco mais de azul - eu era além.

Para atingir, faltou-me um golpe d'asa...

Se ao menos eu permanecesse àquem...



Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído

Num baixo mar enganador de espuma;

E o grande sonho despertado em bruma,

O grande sonho - ó dôr! - quási vivido...



Quási o amor, quási o triunfo e a chama,

Quási o princípio e o fim - quási a expansão...

Mas na minh'alma tudo se derrama...

Entanto nada foi só ilusão!



De tudo houve um começo... e tudo errou...

- Ai a dôr de ser-quási, dor sem fim...

- Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim,

Asa que se elançou mas não voou...



Momentos d'alma que desbaratei...

Templos aonde nunca pus um altar...

Rios que perdi sem os levar ao mar...

Ansias que foram mas que não fixei...



Se me vagueio, encontro só indicios...

Ogivas para o sol - vejo-as cerradas;

E mãos de herói, sem fé, acobardadas,

Puseram grades sôbre os precipícios...



Num impeto difuso de quebranto,

Tudo encetei e nada possuí...

Hoje, de mim, só resta o desencanto

Das coisas que beijei mas não vivi...



Um pouco mais de sol - e fôra brasa,

Um pouco mais de azul - e fôra além.

Para atingir, faltou-me um golpe de aza...

Se ao menos eu permanecesse àquem...



Mário de Sá-Carneiro, in 'Dispersão'