sábado, 19 de julio de 2008

Unbreak my heart

 il divo - regresa í mi (unbreak my heart)

Roses and butterflies

Imigrantes Indesejados

Sábado, 19 de Julho de 2008

Imigrantes indesejados na Europa
Gilberto Dupas

Há grandes paradoxos na questão dos imigrantes europeus. Movimentos xenófobos se multiplicam, governos apertam controles e surgem novas leis que punem ilegais. No entanto, a questão demográfica é crítica, a população dos velhos países está diminuindo e a Europa vai precisar de mais gente de fora. Pelas projeções da ONU, estabilizada a imigração nos nível atuais, em 2050 a região terá 70 milhões de pessoas a menos - e continuará encolhendo. Até lá a quantidade de nascimentos na Alemanha, por exemplo, será a metade de hoje. Quem trabalhará para manter os velhos aposentados? Há uma grande reserva de jovens desempregados no norte da África e no Oriente Médio. Mas quem os quer?Imigração pode ser fator de fortalecimento ou enfraquecimento das nações. Durante o século 20, como mostra Walter Laqueur, sociedades fortes e seguras de si quase sempre se mostraram capazes de absorver essas ondas e tirar-lhes o melhor de seus talentos e habilidades. Os recém-chegados após a 2ª Guerra foram basicamente de dentro da Europa: italianos e iugoslavos vindo para a Alemanha; portugueses e espanhóis, para a França. Os trabalhadores eram recrutados para fazer o que os cidadãos locais não queriam fazer. Em geral eles permaneciam um tempo e voltavam logo que a situação financeira melhorava. Mas, no final do século passado, aqueles imigrantes foram sendo substituídos por vários milhões de oriundos do Oriente Médio, da Ásia e da África. Também eles eram imaginados pelas comunidades locais como fenômeno temporário. Entretanto, apenas metade daquela massa de "convidados" retornou. Eles foram ficando, legal ou ilegalmente, e trazendo parentes. Suas taxas de natalidade se mantiveram elevadas. A imigração ilegal também se tornou negócio organizado. Clandestinos começaram a chegar do Oriente Médio via Bálcãs, da Europa Oriental para a Itália, do norte da África para a Espanha e Itália.Muitos vieram como exilados, em busca de oportunidades para si e seus filhos. Não pretendiam retornar, mas boa parte também não planejava se integrar às sociedades européias, como fez a onda anterior. A resistência à assimilação gerou problemas crescentes de natureza social, política e cultural, que até a virada do século pareciam contornáveis. De repente, percebeu-se que os recém-chegados já significavam entre um quarto e um terço da população de alguns bairros periféricos de muitas cidades européias, em vários casos eles eram a maioria entre a população dos mais jovens. Em 2004, mais de 55% das crianças nascidas em Bruxelas foi de filhos de imigrantes. E a população local foi se sentindo estrangeira em seu próprio país. O caso dos muçulmanos é o mais crítico. O passado colonialista foi uma das causas: argelinos na França e indianos na Grã-Bretanha. E não se perguntou aos cidadãos europeus se os queriam. Assunto tão crítico nunca esteve em votação. Em 2006, as comunidades muçulmanas na Europa atingiam 5,5 milhões de pessoas na França - onde o número de mesquitas já era de 2 mil, ante 260 em 1985 -, 3,6 milhões na Alemanha, 1,6 milhão na Grã-Bretanha e 1 milhão na Holanda.Por que a imigração muçulmana na Europa é vista hoje principalmente como uma ameaça? Os Estados europeus já não são capazes de produzir pleno emprego, com bons salários e crescimento econômico elevado. Os imigrantes que chegaram encontraram sociedades pouco confiantes, permissivas e tomadas por um relativismo cultural que os levava a crer que normas e leis poderiam ser ignoradas. O futuro da Europa muçulmana é cheio de tensões. Laqueur lembra que, na Inglaterra, eles são uma comunidade jovem, com taxa de natalidade razoavelmente alta; e que tende a participar à sua maneira da vida política local. O desemprego entre eles é três vezes maior que a média e há uma crescente sensação de discriminação e abandono. Apesar dos esforços dos últimos governos em integrá-los e dialogar com as organizações muçulmanas, Londres tornou-se - nos anos 1990 - centro de ações radicais islâmicas. As políticas voltadas para o multiculturalismo, e não para a integração, abriram curiosamente espaço para um Islã militante. As correntes de pensamento mais à esquerda abandonaram as idéias marxistas e passaram a apoiar toda sorte de movimentos sociais.Como isso também não ajudou à integração, caminhou-se para a política de identidades. O que passou a importar não foram os valores comuns, mas as demandas étnicas, mesmo as radicais. Na França, as autoridades têm-se mostrado cada vez mais rigorosas. Deportaram imãs envolvidos em agitação política e proibiram o véu nas escolas. Isso resultou em embates. É difícil prever o futuro dessas tensões. Há regiões, como Marselha, onde a coexistência étnica tem funcionado razoavelmente bem. Já na Alemanha, boa parte dos imigrantes turcos não fala alemão - e não está muito preocupada em aprender. Para os mais velhos, a mesquita é o eixo cultural, social e político de sua vida. Mas, para os jovens, seu alicerce social são as gangues de rua. Em 1985, cerca de 86% dos turcos com menos de 21 anos iam às escolas. Hoje são só 40%. Quando os professores insistem em que eles usem a língua local, são acusados de repressão cultural. Nas sociedades democráticas européias contemporâneas, as gangues têm um razoável espaço. A polícia se acha sob restrições mais ou menos severas, bem como os professores e o Judiciário. Seus membros são soltos rapidamente e viram heróis entre os companheiros. Entrevistados, falam com desdém dos "brancos" que raramente resistem quando são roubados. E a sociedade se ressente.O que vai ocorrer no futuro? Pressões identitárias e separatistas ou integração, esse é o grande dilema europeu na questão imigratória. Gilberto Dupas, coordenador-geral do Grupo de Conjuntura Internacional (IRI-USP), presidente do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais (IEEI), é autor de vários livros, entre os quais O Mito do Progresso (Editora Unesp)
Fonte:Estadao

E porque hoje é dia 19 e a memória nao se apaga

AS MÃOS DE MEU PAI
As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já da cor da terra
- como são belas as tuas mãos
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da nobre cólera dos justos...
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que se chama simplesmente vida,
E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da tua cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas...
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste [alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra o vento?
Ah! como os fizeste arder, fulgir, como o milagre das tuas mãos!
E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas...
essa chama de vida – que transcende a própria vida...
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma.
Mário Quintana

Alguien lo sabe

Alguien lo sabe
Antonio Muñoz Molina 19/07/2008

Hay un haiku de Borges del que me acuerdo cada vez que abro To the Lighthouse: "En el desierto / acontece la aurora. / Alguien lo sabe". La interpretación puede ser teológica, o sólo literaria, y en cualquier caso ya se sabe que para Borges la teología era una rama de la literatura fantástica. Ese alguien que sabe algo de lo que ningunos ojos humanos son testigos sería el Dios omnisciente o ese narrador no menos fantasmal de las novelas al que se viene aplicando el mismo calificativo: el que lo ve todo, el que espía todos los pensamientos, el que ha leído unas palabras escritas en arena y borradas a los pocos minutos por una ola, el que está en el retrete donde Leopold Bloom se alivia voluptuosamente leyendo el periódico y en la alcoba donde Anita Ozores se revuelve de misticismo y deseo en el insomnio, el único, aparte de la mujer asesinada, que ha visto la mirada en los ojos de Raskolnikov en el momento en que levantaba el hacha, el que ha acompañado al capitán Nemo cuando se cerraban por última vez las escotillas del Nautilus.
'To the Lighthouse' pertenece a una época en la que la literatura aspiraba con igual vehemencia a retratar el alma humana y el mundo
El paso del tiempo no nos lo cuentan las palabras: lo sentimos fluyendo en ellas, en las frases tan hechas de tiempo como pasajes musicales
A los profesores, a los teóricos, a los arbitristas de cómo han de ser o no ser las novelas, el narrador omnisciente les irrita mucho, tanto como el Dios que lo sabe todo y lleva la cuenta de todos los pecados nos irritaba a los librepensadores precoces cuando queríamos desprendernos de la capa de ceniza sombría del catolicismo franquista. De vez en cuando se leen diatribas indignadas: el narrador, en una novela, no debería saber más que sus personajes; el único narrador posible es el personaje que cuenta en primera persona, etcétera. Ahora que lo pienso, es una actitud muy propia en una época de hipertrofia del yo, alimentada y fortalecida por tantas tecnologías que le permiten a uno vivir cada vez más en una burbuja de egolatría caprichosa y comunicar al mundo de manera inmediata cada valiosa ocurrencia en el querido diario de un blog. La aurora del desierto no necesita testigos para suceder; de hecho, las auroras, igual que los anocheceres, o que las apariciones de la luna, o que la floración de los almendros, han sucedido sobre la tierra a lo largo de millones de años antes de que ningunos ojos humanos pudieran mirarlas. Pero esa idea es irritante, incluso inaceptable, para la nueva época del yo absoluto, que imagina que nada existe fuera de él, con la misma convicción con que un aficionado al horóscopo considera verosímil que las estrellas se ordenen con la finalidad de predecirle si su novia dejará de quererlo o si le subirán el sueldo el año que viene. Cada artefacto nuevo lleva en el nombre la marca del yo, de lo mío, del tú que no es el otro sino el reflejo narcisista de la propia identidad: I-pod; I-phone; My-Space; YouTube.
To the Lighthouse, como Mrs. Dalloway, pertenece a una época en la que la literatura aspiraba con igual vehemencia a retratar el alma humana y el mundo. Es una novela hecha de íntimas percepciones personales que sin embargo excluyen por completo el narcisismo y los caprichos del yo. En la conciencia de cada personaje los pensamientos y las sensaciones fluyen a una velocidad de sombras proyectadas en una pared, y aunque la mayor parte de ellos permanecen secretos, alguien sabe. No Dios, desde luego, ni el novelista metijón que unas veces mueve los hilos tan descuidadamente como Maese Pedro en su retablo y otras se esconde detrás de una cortina para espiarlo todo. Es Virginia Woolf la que escribe, pero la voz narradora no es la suya: su arte es tan supremo, tan limpio de gesticulación o de vanidades de estilo, que nos parece asistir, página tras página, a un acontecer como el de la aurora impersonal del poema de Borges. Cada conciencia es única, el centro exacto de una experiencia, el ángulo de un punto de vista, pero a las pocas líneas ya se ha disuelto en otra, como una ola va a disolverse en el filo de espuma de la que la precedía, y al poco rato parece que ha vuelto, pero ya no es la misma. Cada personaje cavila y observa en el reino de su propia soledad y a la vez es parte de una polifonía o de uno de esos retratos colectivos en los que observamos el aislamiento en la expresión de cada una de las caras que nos parecieron casi idénticas. Todos ellos, en algún momento, miran hacia el faro, o se acuerdan de él, o se imaginan que lo visitan, pero a cada uno su lejanía y su luz le afectan de manera distinta; llega un momento, incomparable en la literatura, en que no hay nadie que observe la luz del faro, nadie en la casa junto al mar que estuvo llena de presencias y de voces, nadie que escuche el crujido de las maderas del suelo o que presencie el movimiento suave de un chal colgado en una percha, o que perciba cómo la humedad va estropeando las páginas de los libros en una estantería o la ropa colgada en la oscuridad de un armario. Las cosas siguen existiendo, aunque nadie las mire o se acuerde de ellas. Los cristales de la casa deshabitada vibran con un retumbar muy lejano que es el de la guerra que está sucediendo en Europa.
Vuelvo una y otra vez a esa novela, que en español suele titularse Al faro, aunque a mí me gusta más y me parece más preciso Hacia el faro, que da mejor la idea de un deseo de llegar, de un estar mirando desde lejos. Vuelvo desde hace poco, porque, para mi vergüenza, he tardado mucho en leer a Virginia Woolf con la atención maravillada que merece. Vuelvo a la novela pero sobre todo a su parte central, la titulada Time passes, la más breve y sin embargo el eje de su simetría, de su admirable arquitectura sin peso, hecha de fluidez y claridad. El paso del tiempo no nos lo cuentan las palabras: lo sentimos casi físicamente fluyendo en ellas, en las frases tan hechas de tiempo como pasajes musicales, tan perceptibles en su fugacidad como una corriente de agua o de brisa, como la luz del sol y la luz del faro que recorren día tras día y noche tras noche las habitaciones de la casa cerrada. Muy lejos, los personajes continúan sus vidas, se hacen mayores, van a la guerra, mueren de parto o de cáncer, piensan en volver, posponen para otro año el regreso. Y mientras ellos no están, cada uno ausente en la novela de una vida que se esboza apenas en un dibujo muy rápido, en el interior de la casa acontece otra novela, una de las más difíciles y de las más asombrosas que yo he leído nunca, la del espacio deshabitado, la del agua de la lluvia que se filtra por una ventana cuyo marco ha empezado a pudrirse, la de los insectos que chocan contra los cristales o la lluvia que los golpea en una noche de invierno sin que nadie oiga ese sonido. Pero alguien lo sabe. -
Fuente:El País

viernes, 18 de julio de 2008

Reconciliacao

Ministro da Cultura saúda "reconciliação" entre Saramago e Portugal
17.07.2008 - 20h13 Lusa
O ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, saudou hoje a "reconciliação" entre José Saramago e Portugal, país onde o autor afirmou que se sente muito amado e muito odiado."Uma palavra de homenagem a José Saramago e à reconciliação de José Saramago com esta pátria que ele soube fazer voar mais através do que ele escreveu e que se vem reconciliando com ele", afirmou Pinto Ribeiro. O ministro da Cultura falava durante a assinatura do acordo entre a Câmara de Lisboa e a Fundação José Saramago para a cedência da Casa dos Bicos à instituição, um dia depois da aprovação do acordo em reunião do executivo municipal com os votos contra do PSD e do movimento Lisboa com Carmona. "A mim amam-me muito neste país, mas também me odeiam bastante", afirmou José Saramago, acrescentando que foi precisa "muita coragem" do presidente da Câmara, António Costa (PS), para avançar com a proposta de ceder a Casa dos Bicos à fundação. Para o autor prémio Nobel da Literatura, a votação da proposta quarta-feira em reunião de Câmara foi "óptima", porque "em lugar de uma falsa unanimidade, as pessoas foram francas". Saramago aludiu, sem nomear os vereadores que as proferiram, a afirmações feitas durante a reunião, nomeadamente do vereador do movimento Lisboa com Carmona Pedro Feist, que disse não serem conhecidas iniciativas da fundação. Logo no início da intervenção, o escritor referiu-se à comparação que o vereador José Manuel Ramos, do mesmo movimento, fez da Casa dos Bicos como representando os "bifes do lombo" da autarquia, sugerindo que fosse cedido um edifício que correspondesse aos "bifes da vazia ou da alcatra". "Depois de algumas consultas feitas desde ontem a pessoas entendidas em comércio de carnes, posso assegurar-vos que a Casa dos Bicos não é um bife do lombo", disse Saramago. "Não devemos ter medo de homenagear quem merece ser homenageado". Além da homenagem ao único autor português a receber o prémio Nobel da Literatura, dez anos após a distinção, António Costa quis também assinalar os vinte anos que no próximo ano passam sobre a eleição de Saramago como presidente da Assembleia Municipal de Lisboa.

Veinte mil libros de viaje submarino

ELPAIS
El atraso en el nivel de lectura en España obedece a razones "históricas"
Un informe del gremio de editores sostiene que los peores índices de lectura se dan entre personas mayores.- España es uno de los países de Europa con niveles de lectura más bajos
EFE - Sevilla - 18/07/2008
El director ejecutivo de la Federación de Gremios de Editores de España (FGEE,) Antonio María Avila, ha asegurado hoy que España tiene un "atraso" con respecto a la media europea en índice de lectura "motivado por cuestiones históricas" y que "se acentúa" en regiones como Andalucía, Extremadura y Galicia. Estos datos se deducen del Barómetro de hábitos de lectura y compra de libros de 2007, presentado con motivo de la inauguración de la campaña Lee en la playa, y que ha revelado que España tiene un atraso con respecto a la media europea. Para Avila, estas cifras deben cambiar "ya que la lectura es la llave de plata para entrar en la sociedad del conocimiento".
El barómetro arroja datos como que el 56,9% de los españoles mayores de catorce años se declaran lectores frecuentes u ocasionales, mientras que el perfil de personas que menos leen "se da entre los mayores, normalmente pertenecientes a ámbitos rurales y analfabetos funcionales". Según Ávila, España es uno de los países europeos con menor índice de lectura, ya que la media de libros por universitario es de 23, mientras que "en lugares como Harvard esta cifra se sitúa en 1.423 libros".
El índice de lectura crece hasta el 56,9%
Por otra parte, el barómetro revela que el perfil de los lectores que prefieren la novela en castellano como género literario responde al de una mujer universitaria, joven y perteneciente al ámbito urbano. El director de los editores se ha mostrado optimista, ya que el índice de lectura en España "ha superado la media de los tres últimos años situándose en el 56,9%". Las comunidades de Madrid, con un 65,7%, Cataluña (59,3%) y Canarias (58,7%) superan la media nacional del índice de lectura, mientras que Andalucía (52,2%); Castilla-La Mancha (51,8); Galicia (51,2%) y Extremadura (49,5%) son las que se sitúan en las últimas posiciones.
La Federación de gremios de editores de España ha puesto en marcha la III edición de la campaña Lee en la Playa, bajo el lema 20.000 libros de viaje submarino y acogerá diversas actividades en las que personajes literarios visitarán decenas de playas españolas, a las que llegarán a bordo del Nautilus para inculcar el hábito a la lectura entre los bañistas.

Um dia muito especial



E como hoje é o aniversário de Nelso Mandela, as palavras se tornam desnecessárias e insuficientes porque o exemplo deste homem fala por si.

Leio uma frase no El País que era exatamente aquela que eu havia pensado escrever:"una figura de alcance mundial y del tamaño moral de Mahatma Gandhi."

jueves, 17 de julio de 2008

Pesimismo ante el objetivo de mejorar el sistema de aguas residuales

La ONU es pesimista ante el objetivo de mejorar el sistema de aguas residuales
Dos millones de niños de menos de 5 años mueren cada año a causa de enfermedades derivadas de la falta de acceso al agua potable
ELPAÍS.com/EFE - Madrid/Ginebra - 17/07/2008


Cerca del 40% de la población mundial carece de inodoros e infraestructuras que eviten que las aguas residuales y fecales contaminen el ambiente, según un informe de UNICEF y la Organización Mundial de la Salud (OMS). El organismo internacional reconoce que el Objetivo de Desarrollo del Milenio de mejorar el saneamiento básico para 2015 no se cumplirá.

Según el documento, que ha presentado un experto de la OMS, Jamie Bartram, no se logrará reducir a la mitad el número de personas sin acceso a dichos servicios sanitarios básicos que se registró en 1990. En el mundo, alrededor de 2.500 millones de personas seguirán sin tener acceso a inodoros ni dispondrán de infraestructuras sanitarias básicas, como conducciones de agua. El informe recalca que la ausencia de higiene es la causa de numerosas enfermedades y que la práctica más peligrosa es la de defecar al aire libre. La siguen haciendo alrededor de 1.200 millones de personas en el mundo, aunque el dato ha caído desde el 24% en 1990 y el 18% en 2006. Sucede especialmente en el sur de Asia y en el África subsahariana.
"Mirar más allá de 2015"
Por eso Bartram ha considerado, teniendo en cuenta dichas previsiones, que es conveniente "mirar más allá del 2015 y ver nuevos enfoques y maneras de conseguirlo". Eso a pesar de que el informe destaca las mejoras conseguidas en el acceso al agua de la población mundial. Así, el 87% de los habitantes del planeta -más de seis mil millones de personas-, tienen acceso a una fuente de agua potable, libre de contaminación química o fecal. Sin embargo, el documento subraya el escaso avance logrado para reducir o cerrar la brecha de desigualdad que a ese respecto existe entre las zonas rurales y urbanas. En las primeras viven unos 746 millones de personas sin acceso a agua potable, cuatro veces más que en las ciudades, donde 137 millones de personas siguen sin poder contar con ese servicio básico.
Estas condiciones afectan especialmente a los menores. Dos millones de niños de menos de 5 años mueren cada año a causa de enfermedades derivadas de la falta de acceso al agua potable, según el informe Estado Mundial de la Infancia de UNICEF 2008 que también se ha hecho público hoy. La contaminación del medioambiente con heces provoca entre otras enfermedades diarrea, una de las causas principales de mortalidad en los niños menores de cinco años.
Un ahorro de más de 4 dólares
UNICEF señala que a pesar de estos datos conseguir acceso universal al agua potable es posible y rentable: cada dólar invertido supone un ahorro de 4,4 dólares en tiempo, productividad, prevención de enfermedades, medicamentos, atención sanitaria y funerales. Las estimaciones de la OMS ya advirtieron en 2004 de que con 22.600 millones de dólares (alrededor de 14.500 millones de euros) se lograría el acceso universal a servicios mejorados de agua y saneamiento. La Presidenta de UNICEF Comité Español, Consuelo Crespo, ha asegurado que "podemos y sabemos evitarlo".
Con instalaciones sanitarias, ya fueran inodoros o letrinas conectados a tanques sépticos o fosos aislados, se evitaría contaminar el entorno y se reduciría los niveles de contaminación del agua y de los alimentos, así como la incidencia de enfermedades, han explicado los expertos. Por eso el informe pone ejemplos. Así señalan a Birmania, Siria, Vietnam, Guatemala, Filipinas, Angola, Honduras, Pakistán y México como los países donde se han llevado a cabo las mayores mejoras en el saneamiento básico en los últimos años.

Sin exito por mientras

Un cantante francés acusa a Carla Bruni de plagiar el título de su disco
Thierry Desseux afirma que publicó un trabajo titulado 'Comme si de rien n'était' en 2003
EP - París - 17/07/2008


Como si nada no es sólo el título del tercer álbum de la cantante y primera dama de Francia, Carla Bruni, sino el de un desconocido artista francés llamado Thierry Desseux que, según el diario digital Le Post, sacó en 2003 un disco producido por él mismo que se llama exactamente igual que el que acaba de publicar la esposa del presidente galo.
Según la publicación digital, Thierry Desseux asegura haber sufrido un perjuicio artístico. El cantante afirma que "la señorita Bruni se ha invitado esta semana en mi página musical, como si nada. Por lo tanto, mi próximo álbum se llamará Alguien me ha dicho, como su primer disco. Tengo derecho, ¿no?".
Bertrand De Labbey, agente de Bruni, es tajante a la hora de negar las acusaciones de plagio. "De ninguna manera hay plagio. El título Como si nada viene del nombre de una foto de su hermano muerto y ella ha querido rendirle un homenaje y al mismo tiempo hacer un guiño a su nuevo estatus de primera dama", ha declarado el agente de la artista. También ha señalado que, en un principio, el disco se iba a llamar El refugio, pero que Como si nadase impuso enseguida.
Por otro lado, según Le Parisien, la última obra de Bruni no está haciendo furor a juzgar por el número de ventas cuando se cumple una semana del lanzamiento. Así, la Fnac, que supone un tercio del mercado, ha vendido 5.000 ejemplares y los resultados de Virgin tampoco parecen buenos. En todo caso, si ocurre como con el primero, el éxito podría venir más del boca a boca que de la publicidad comercial.

Museo virtual

Italia abre el primer museo arqueológico sólo virtual
Más de 70 instalaciones y las más sofisticadas tecnologías reviven las ciudades del Golfo de Nápoles sepultadas por la lava del Vesubio - El centro ha requerido tres años de trabajo y 10 millones de euros
R. ROSCO / S. CALDANA 17/07/2008 -El País

Mientras el gobierno italiano declara el estado de emergencia por el deterioro de las ruinas de Pompeya, visitadas por 2,5 millones de personas al año, en Herculano, otro pueblo sepultado también por la erupción del Vesubio del 79 d. C., se ha inaugurado el primer Museo Arqueológico Virtual (MAV) del mundo.

Han sido necesarios tres años de trabajo, diez millones de euros, un espacio de 1.500 metros cuadrados, software hasta ahora utilizado sólo en el Ejército y tecnologías de última generación (láser, realidad virtual, escáner, pantallas tridimensionales), para reconstruir no sólo las ciudades de Pompeya y Herculano, sino todos los asentamientos antiguos de la Campania, desde Cuma, donde vivió la mítica Sibila, hasta Sorrento."Quien visita el MAV antes de acudir a las excavaciones tendrá una percepción de las ruinas completamente distinta", asegura Valter Ferrara, director del museo italiano, que ha contado con Gaetano Capasso y el equipo creativo de Capware Digital Worlds, para convertir en reconstrucciones de realidad virtual y aumentada, años de investigaciones de arqueólogos y estudiosos de todo el mundo.

El despliegue tecnológico es imponente, pero perfectamente integrado: las pantallas se ocultan en charcas de aguas cristalinas, linternas mágicas y espejos oxidados por el tiempo, mientras que los cambios de temperatura y las sugestiones olfativas, hacen la visita aún más realista. "Sin exhibir ningún hallazgo arqueológico, con una escenografía mínima y el empleo de una tecnología inmersiva, interactiva e invisible, incluso el visitante más escéptico tendrá la sensación de ser parte de un evento que contribuye a determinar", explica Capasso.

Todo el museo es gestionado por un único software que, a partir de la identidad de los visitantes -reconocidos a través de una chapa electrónica que recoge su edad, sexo y nacionalidad- controla las más de 70 instalaciones, de modo que éstas se reconfiguran cambiando el idioma y a veces el contenido. Es el caso del prostíbulo, donde las imágenes eróticas más escabrosas se ocultan cuando el programa detecta la presencia de niños.

El mecanismo se activa también en las termas, donde los visitantes deben limpiar un cristal empañado para ver las escenas más íntimas, mientras perciben el intenso olor de óleos y perfumes. El mecanismo de reconocimiento funciona también cuando el visitante recorre las calles del mercado virtual, ya que el sistema acústico reconoce al visitante y le habla en su idioma.

Gracias a una técnica que el ejército utiliza para engañar el enemigo, el sonido no se expande en el espacio como sucede con un altavoz común, sino que se forma en un punto alejado de su origen, así que el público percibe -como en la realidad- trozos de conversaciones, que le sumergen en conspiraciones, historias de amor y vivencias cotidianas, de la época romana.

El recorrido empieza con una galería, donde los rostros de los antiguos habitantes de Herculano, recabados de estatuas y frescos, cobran vida y cuentan sus historias.

La reconstrucción del pozo donde en 1783 un campesino encontró mármoles antiguos, dando inicio a las primeras excavaciones que se realizaron en época borbónica, permite al visitante interactuar tan sólo moviendo con la mano la superficie líquida, mientras que la caída de una piedra virtual le lanza salpicaduras reales.

Imágenes en agua nebulizada
Al salir de los subterráneos que mandó excavar Carlos V, una pared de agua nebulizada, donde se visualizan escenas urbanas y rurales, representa a la nube piroplástica que mató los habitantes de los pueblos alrededor del Vesubio, antes de que la ceniza conservara eternamente sus cuerpos en la postura que tenían entonces.

También se pueden reconstruir mosaicos y visitar residencias patricias, como la Villa de los Papiros, que perteneció al suegro de Julio César. El corazón del museo es el Cave, una instalación de realidad virtual que permite pasearse por casas y jardines de Pompeya, Stabia y Herculano. "Hemos optado por soluciones intuitivas y transparentes, que no requieren gafas, guantes u otras interfaces. Tan sólo se interactúa con las manos", indica Ferrara. "A diferencia de una colección estable, donde el material se expone según reglas rígidas e inalterables, aquí todo es objeto de experimentación continua", añade Capasso. Confirman sus palabras un libro virtual, que interactua con los principales frescos de la zona y una mesa interactiva que proporciona informaciones sobre la gastronomía de la época.


MAV: www.museomav.com

Blogs,blogueros y otras alternativas.

El cansancio de algunos 'blogueros' ilustres
FRANCIS PISANI 17/07/2008 -El País


El mundo de los 'blogs' tecnológicos ha visto desaparecer algunos de sus más notables ejemplos. ¿Crisis?

INCLUSO PARA LOS ESTADOUNIDENSES la llamada de las vacaciones parece ser demasiado fuerte para ser ignorada. Un puñado de blogueros especialistas en tecnología han anunciado de manera más o menos brutal su abandono del ejercicio de manera tal que lleva a preguntarse si, debajo de la publicidad que algunos buscan no hay algo más serio: ¿Crisis de los blogs?


Jason Calcanis, uno de los blogueros estrella de EEUU, se ha 'jubilado'. Ahora sólo mantiene una 'newsletter' con un grupo limitado de 750 personas

La aparición y el éxito de las nuevas y ágiles herramientas de diálogo social frena el impacto de los 'blogs' de un único autor
El elemento más visible es la reciente decisión de Jason Calcanis, uno de los blogueros estrella de EEUU de "jubilarse". Decidió restringir sus comunicaciones a un grupo limitado a 750 personas con los cuales se comunicará mediante una newsletter cuyo primer número anuncia la "muerte oficial" del blogging. Ahora presidente de Mahalo.com, un motor de búsqueda que funciona en base a la participación de sus usuarios, Calcanis fundó en 2004 Weblogs Inc, una red de blogs exitosos (entre los cuales se encontraba Engadget.com) que vendió en el 2005 a AOL.

La mayoría de las reacciones han sido negativas y ven en el anuncio un gesto publicitario de un experto en la materia. Nadie piensa que los blogs han muerto y obviamente no es el caso. Sin embargo, Calcanis dista de estar solo. Algo está pasando

Daniel Lyons, autor de The Secret Diary of Steve Jobs, una divertidísima parodia de lo que hubiera podido ser un blog escrito por el presidente y co-fundador de Apple, había anunciado dos días antes que ponía fin a la experiencia para dedicarse a cosas más serias como un trabajo de columnista especializado en asuntos de tecnología para la revista Newsweek.

Stowe Boyd, otro bloguero (y consultor) de renombre, explicó el sábado 12 de julio que iba a dejar de afanarse en el seguimiento diario de la actualidad para dedicarse más al "analysis/sintesis". Elemento adicional de peso: transformar su blog en un lugar de expresión y de consultoría colectiva.

Hay elementos trágicos. En abril el New York Times anunció la muerte de tres blogueros (de tecnología) atribuída al exceso de trabajo: muchos de ellos reciben apenas 10 dólares por nota o son pagados por el tráfico que generan.

De hecho los blogs de tecnología más conocidos han dejado de ser blogs para volverse medios que usan plataformas de blogs para publicar sus notas. Es el caso de TechCrunch.com, de ReadWriteWeb.com, de GigaOm.com y de ArsTecnica.com entre otros. En una nota publicada también el 12 de julio el bloguero Nick O'Neil dice de esta última que es "simplemente una publicación dedicada a la tecnología".

Se están volviendo negocios redondos. Después de la adquisición de Ars Technica por Condé Nast en mayo (25 millones de dólares), PaidContent fue adquirido la semana pasada por 30 millones mientras Kara Swisher (bloguera del Wall Street Journal) anunciaba que TechCrunch podría ser adquirido muy pronto por un precio comparable... o más elevado si Michael Arrington, su presidente y fundador, obtiene lo que quiere. Además de bloguear y de publicar textos escritos por otros, Calcanis, Arrington y Rafat ALi, el fundador de PaidContent organizan conferencias exitosas que contribuyen ampliamente a su éxito económico.

Varias tendencias se están juntando para explicar esos elementos aparentemente no relacionados entre sí pero que ocurren juntos. En lo económico la difícil situación lleva, como suele ser el caso, a una consolidación de las empresas que han dejado de ser blogs.

Paralelamente se da un movimiento de cansancio de los blogueros más activos (Arrington reconoció en abril haber engordado 15 kg que atribuye ampliamente al estrés). Mucho más importante sin embargo es la aparición y el éxito de nuevas herramientas de diálogo social como son Twitter.com y FriendFeed.com y de espacios como MySpace.com. Facebook.com o Hi5.com. En vez de depender del bloguero, las conversaciones se dan de manera más ágil y menos jerárquica. Todos los ejemplos tomados en esta nota se refieren a blogs o publicaciones de tecnología. Importan porque el sector suele indicar la emergencia de tendencias sociales que cuentan.

martes, 15 de julio de 2008

En la Cataluña.....


El Gobierno pone límites al plan para segregar alumnos en Cataluña
Educación dice que los espacios para inmigrantes deben ser una medida "puntual, voluntaria y por tiempo limitado" - La ley defiende la escolarización "inclusiva"
S. TOBARRA / J. A. AUNION - Barcelona / Madrid - 15/07/2008


El Gobierno central afirma que los "espacios" para alumnos inmigrantes fuera de la red escolar anunciados por la Generalitat de Cataluña deben ser una medida puntual, es decir, extraordinaria, de estancia limitada en el tiempo y voluntaria para las familias. La Generalitat creará cuatro centros de estas características en las ciudades de Vic (Barcelona) y Reus (Tarragona) para alumnos de ocho a 18 años que lleguen con el curso empezado y desconozcan el idioma y la realidad social y cultural del país.

La Generalitat replica que "no está escrito que la estancia sea obligatoria"
El ministerio se muestra cauto porque aún no conoce "la propuesta de Cataluña al detalle", aunque afirmó que está "a favor de cualquier medida que busque la integración de los alumnos inmigrantes" y considera que es en este marco donde está la propuesta catalana. "Puede ser una experiencia positiva si es voluntaria, está limitada en el tiempo y tiene el objetivo de facilitar la incorporación a los centros educativos en las mejores condiciones posibles", remachó un portavoz del ministerio.

Sin embargo, ¿cómo casa el hecho de que los niños y niñas de seis a 16 años tengan que estar escolarizados con la posibilidad de ir a esos centros para inmigrantes, que la Generalitat ha asegurado que no son centros escolares? El Gobierno catalán ha definido estos espacios como "previos a la escolarización". Ante esta pregunta, el ministerio vuelve a decir que no conoce los detalles del proyecto, pero que, efectivamente, los alumnos deben estar escolarizados siguiendo los principios de "normalidad e inclusión".

El Departamento de Educación de la Generalitat asegura que estos centros estarán fuera de la red educativa y recordó ayer que la estancia en ellos será temporal. Inicialmente, se barajó hasta un máximo de un curso. Ahora no se ha fijado tiempo máximo de estancia, aunque se asegura que será el mínimo posible. Un portavoz del Departamento de Educación recalcó que en la información facilitada a los medios "no está escrito que la estancia sea obligatoria". En la información facilitada el pasado viernes se daba entender que será obligatoria al afirmar que habrá para los inmigrantes un recibimiento en el espacio de acogida familiar y "se derivará a las familias a los Espacios de Bienvenida Educativa", el nombre con el que la Generalitat ha bautizado a estos centros.

En esta línea, el departamento destaca que "los profesionales que diagnostiquen las necesidades [de los alumnos] precisarán el tiempo de estancia en función del Plan de Trabajo individual". Y todo ello para "facilitar la incorporación de los alumnos al sistema educativo con plenas garantías". Para las familias de los alumnos está previsto, asimismo, "un módulo de 10 horas consistente en entrevistas personalizadas".

Por otro lado, aunque el ministerio asegura que si se cumplen esos tres requisitos, la medida catalana no contradiría el espíritu de la Ley Orgánica de Educación (LOE), impulsada por el Gobierno socialista en la anterior legislatura, este texto legal defiende la escuela inclusiva. En el artículo 79, punto dos, dice: "El desarrollo de estos programas [para los alumnos que llegan con el curso empezado y tienen carencias lingüísticas] será en todo caso simultáneo a la escolarización de los alumnos en los grupos ordinarios, conforme al nivel y evolución de su aprendizaje".

El artículo 71, apartado 2 de esta ley, recalca que se deben "asegurar los recursos necesarios para que los alumnos y alumnas que requieran una atención educativa diferente de la ordinaria por presentar necesidades educativas especiales por (...), por haberse incorporado tarde al sistema educativo (...) puedan alcanzar el máximo desarrollo posible de sus capacidades personales y, en todo caso los objetivos establecidos con carácter general para todo el alumnado". Y agrega el apartado tres de ese artículo: "La atención integral al alumnado con necesidad específica de apoyo educativo [...] se regirá por los principios de normalización es inclusión".

En el artículo 74 se vuelve a los mismos principios, asegurando además la "no discriminación y la igualdad efectiva en el acceso y la permanencia en el sistema educativo", aunque dice que pueden introducirse "medidas de flexibilización de las distintas etapas educativas cuando se considere necesario". En cualquier caso, un poco más abajo dice que las comunidades deben "desarrollar programas para su adecuada escolarización en los centros de educación primaria y secundaria obligatoria".

Otra ley, la que regula los Derechos y Libertades de los Extranjeros en España y su integración social, regula el derecho a la educación de los inmigrantes: "Todos los extranjeros menores de 18 años tienen derecho y deber a la educación en las mismas condiciones que los españoles, derecho que comprende el acceso a una enseñanza básica, gratuita y obligatoria, a la obtención de la titulación académica correspondiente y al acceso al sistema público de becas y ayudas".


La ley educativa
- Artículo 71.2. "Corresponde a las Administraciones educativas [comunidades autónomas] asegurar los recursos necesarios para que los alumnos y alumnas que requieran una atención educativa diferente a la ordinaria[...]".- 74.1. "La escolarización del alumnado que presenta necesidades educativas especiales se regirá por los principios de normalización e inclusión y asegurará su no discriminación y la igualdad efectiva en el acceso[...]".- 74.4. "Corresponde a las Administraciones educativas promover la escolarización en la educación infantil del alumnado que presente necesidades educativas especiales y desarrollar programas para su adecuada escolarización en los centros de educación primaria y secundaria obligatoria".- 79.2. Programas específicos: "El desarrollo de estos programas será en todo caso simultáneo a la escolarización de los alumnos en los grupos ordinarios[...]".

lunes, 14 de julio de 2008

Waldick Soriano de Caetité.

Com câncer de próstata em estágio avançado, o cantor baiano Waldick Soriano, 75, encontra-se em estado grave e irreversível, afirmou Walda Soriano, 56, sua mulher, à Folha Online.

"mantener a flote a gente que está siempre tratando de hundirse"

El diván como potencia literaria
Un grupo de escritores y artistas analiza su experiencia con el psicoanálisis
JOSÉ ANDRÉS ROJO - Madrid - 14/07/2008 -El País


La angustia sigue estando ahí. Y afecta a muchas personas, empujándolas al infierno del sufrimiento. Hace ya muchos años, las teorías de un joven médico sacudieron la Viena del siglo XIX, y con el tiempo se fueron imponiendo en otros lugares. El psicoanálisis, la gran creación de Sigmund Freud, puso patas arriba el mundo, cambió la manera de ver las relaciones entre hombres y mujeres, puso en órbita la importancia del sexo y señaló que existía, en nuestro interior, un inmenso continente desconocido (el inconsciente).


Juan José Saer subraya que la palabra es esencial en la terapia

Para Suso de Toro, leer a Freud supuso "la pérdida de la inocencia"
¿Fue, sin embargo, eficaz su propuesta de tumbar al paciente en el diván, y que empezara a hablar, para curar sus neurosis, para acabar con sus angustias? La actriz Isabelle Adjani cuenta que para embarcarse en ese desafío necesitó tiempo, "ese tiempo de la necesidad real de ponerme... del lado de la vida".

¿Qué pasa con el psicoanálisis? ¿Es sólo un reino de charlatanes y farsantes, una invitación a hablar una jerga extraña, un baile de interpretaciones sobre los sueños más disparatados? El año 2005 se publicó en Francia El libro negro del psicoanálisis, donde más de cuarenta especialistas se aplicaban a fondo para cargarse a Freud y sus teorías y prácticas, y todo lo que vino después. Un año después, otro libro se propuso contestar lo que allí se decía: en La regla de juego. Testimonios de encuentros con el psicoanálisis (Gredos), Bernard-Henri Lévy y Jacques-Alain Miller han reunido los comentarios de artistas, escritores, psicoanalistas e intelectuales sobre su relación, teórica y práctica, con esa disciplina. ¿Cómo entraron en esa historia y cómo les fue allí? La edición que acaba de aparecer aquí ha incorporado diferentes aportaciones procedentes de España y Argentina.

"Yo comencé una cura de psicoanálisis en 1972, porque después de haber visitado Auschwitz, cementerio sin tumbas donde están mis abuelos maternos, volví sin habla", recuerda la filósofa Catherine Clément, que luego confiesa que en el diván encontró la risa, "que me era ajena", y la manera de criar a sus hijos y de superar el Holocausto. El psicoanalista Hervé Castanet explica que a los veintidós años estaba buscando de manera desesperada una salida a su aburrimiento, y empezó una terapia. Hay quien habla de que frecuentó el diván porque no rendía en sus exámenes (Marlene Belilos) y Tom Bishop, profesor de civilización francesa en Nueva York, cuenta que el psicoanálisis lo ayudó a sobreponerse "a una infancia de huida de los nazis" y a superar la culpa "de haber sobrevivido cuando tantos otros no tuvieron esa suerte". Tahar Ben Jelloun sostiene que el rechazo al psicoanálisis viene del "miedo a ir al fondo de sí y el miedo a descubrir lo que no se tiene en absoluto deseo de descubrir".

En La regla de juego hay testimonios para todos los gustos. Piezas cortas y piezas largas. Son más de cien los que intervienen. Contestan cómo conocieron el psicoanálisis, qué le deben, qué es lo que les importa de esa disciplina. Fernando Arrabal ha escrito un largo poema que ha titulado Mi psicoanalista (yo) y yo, y en el que repite con insistencia una frase: "¡Yo te saludo, demente!". "Todo niño es un loco, el loco es sólo un niño / cuando posa su cabeza sobre el diván de plumas", dice allí en unos versos.

Otros, en cambio, han sido más breves y rotundos. Como el cineasta Josée Dayan, que se limita a decir: "No soy psicoanalista, pero, aunque el psicoanálisis sólo hubiera servido para darnos a Woody Allen, lo bendeciría". Y los hay, seguramente más próximos a Lacan que a Freud, que son capaces de formular opiniones de esta envergadura: "El campo escópico es el que más completamente elude a la castración" (Hervé Castanet, el que de joven se aburría).

El Libro negro... había sido bastante duro con que lo que, consideraban, era una "costumbre pseudocientífica que sólo perdura en Francia y Argentina". Y Ricardo Piglia, un argentino, comenta en La regla de juego que el psicoanálisis es atractivo "porque todos aspiramos a una vida intensa" y que "en medio de nuestras vidas secularizadas y triviales, nos seduce admitir que en un lugar secreto experimentamos o hemos experimentado grandes dramas". Y apunta: "El psicoanálisis es en cierto sentido un arte de la natación, un arte de mantener a flote en el mar del lenguaje a gente que está siempre tratando de hundirse". Juan José Saer, otro escritor argentino, subraya que lo que hizo Freud fue rendirle un homenaje sincero y profundo a la poesía, y lo hizo porque "el análisis es una actividad esencialmente verbal", y porque "la palabra es el único instrumento terapéutico con que cuenta".

Son muchos los testimonios de escritores que reconocen que sus obras tienen una profunda deuda con el psicoanálisis. Juan José Millás, que no está incluido en La regla de juego, escribe en El mundo (Planeta), su última novela: "Los cincuenta minutos de sesión significaban cincuenta minutos de visión. No era raro que al abandonar la consulta tuviera que pasear una o dos horas para digerir lo que había visto desde el diván". Y Lolita Bosch, que sí está incluida, considera que el psicoanálisis "tiene una capacidad que la literatura casi nunca tiene: detener el tiempo y buscar lo previo, lo previo, lo previo".

El encuentro con Freud desencadenó en el escritor gallego Suso de Toro una profunda crisis intelectual: "De algún modo pervirtió mi mirada sobre la realidad, fue la pérdida de la inocencia", dice, y luego cuenta que a los cincuenta años acudió al diván para revisar su vida. Y recomienda la experiencia. El filósofo Eugenio Trías se psicoanalizó durante cinco años y la tiene por "una de las experiencias más importantes" de su vida. "Me permitió trazar el relato de mi propia historia personal", comenta, y confiesa que para volver a su infancia acudió "a una colección de sueños" que consiguió recuperar durante el tiempo que tuvo esas sesiones. Sueños de infancia, de la preadolescencia.

¿Curarse de la angustia, decantarse por el lado de la vida, explorar nuestros secretos íntimos, servirse de la palabra para darle sentidos nuevos a nuestras experiencias? El caso es que no habrá seguramente nunca acuerdo sobre si el psicoanálisis es una ciencia o mera charlatanería. En lo que sí parecen coincidir muchos de los que intervienen en La regla de juego es en la enorme capacidad del psicoanálisis para provocar literatura, y quizá esto proceda también de lo bien que escribía el propio Sigmund Freud.

Eric Orsenna cuenta que él no se acostó en ningún diván, que se sentó. "Y lloré, hablé, hice silencio, balbuceé, retrocedí, caminé...". El escritor francés había buscado un psicoanalista porque no tenía un hacha. "Yo tenía, tengo, como todo el mundo, un mar helado en mí", explica Orsenna, y cita a Kafka: "¿Qué es un libro? ¿Es un hacha que mata el mar helado en nosotros?". ¿Es, de verdad, un hacha el psicoanálisis? ¿Puede terminar con este mar helado?

Supergenios y otros a camino

14 españoles reciben "clases particulares" de los supergenios
A. R. - Lindau - 09/07/2008 - El País



"Es como recibir clases particulares de los premios Nobel", dice el físico Jordi Mur, 31 años, actualmente en el University College of London, y uno de los 14 jóvenes científicos españoles seleccionados para participar este año en la 58 Reunión de los Premios Nobel, en la ciudad alemana de Lindau. El primer día estaban expectantes ante tan peculiar conferencia, al tercer día se les notaba ya entusiasmados. La participación de las superfiguras de la ciencia, los 24 nobeles, en un ambiente distendido es uno de los grandes atractivos de la reunión. "Son mucho más accesibles que nuestros jefes", comentaba Ramsés Martínez, de 27 años, investigador de microelectrónica en el CSIC, que hasta ahora había conocido sólo a un galardonado en Estocolmo.


No por ello dejan de ser críticos los jóvenes españoles. Iván Calvo, del grupo de fusión del Ciemat (Madrid), resalta el interés de tener a los 24 nobel juntos, pero echa un poco de menos una relación más directa con ellos en las sesiones de debate.

Ambiente distendido
Lucas Lamata, 31 años, que trabaja en computación cuántica en Garching (Alemania) en el equipo de Ignacio Cirac, cree que no sólo es importante conocer a los Nobel, sino tener a un grupo tan numeroso de ellos en una conferencia "y en un ambiente más distendido de lo normal".

El segundo factor de interés de la reunión para los jóvenes españoles es el intercambio de experiencias con centenares de colegas de todo el mundo dedicados a diferentes áreas, lo que es relevante para los científicos competitivos actualmente, que tienen que volcarse a fondo en su especialidad. De los 14 españoles -la participación más numerosa hasta ahora en la reunión anual de Lindau- nueve fueron seleccionados a través de la Confederación de Sociedades Científicas de España (COSCE). Los otros cinco llegaron a través de diferentes instituciones científicas internacionales.

"Es curioso y enriquecedor conocer a gente que no hace exactamente lo mismo que tú y que tiene puntos de vista diferente", dice Martínez. La interacción con jóvenes científicos y la posibilidad de hacer preguntas a los Nobel es lo que más agrada a Alejandro Bermúdez, 26 años, de computación cuántica de la Universidad Complutense de Madrid. "Uno se dedica normalmente a su campo y aquí lo interesante es ver qué está pasando en física, en general". No sólo el contacto internacional cuenta. Para Calvo, la reunión de Lindau es una oportunidad de conocer a colegas, "jóvenes investigadores que vas a encontrarte a lo largo de tu carrera".