
sábado, 4 de septiembre de 2010
viernes, 3 de septiembre de 2010
ESCALÍGERO
"Aristoteles imperator noster, omnium bonarum artium dictator perpetus" exclamaba Escalígero, mientras en buen numero de cuestiones fundamentales le contradecia categoricamente.
in Riley E.C.
in Riley E.C.
jueves, 2 de septiembre de 2010
miércoles, 1 de septiembre de 2010
Lope de Vega
Andrucha Waddington (de Eu Tu Eles e Casa de Areia) é o único brasileiro a apresentar um longa-metragem no Festival de Veneza. Lope, coprodução entre Espanha (sócia majoritária) e Brasil, elege como personagem o dramaturgo e poeta Felix Lope de Vega (1562-1635), uma das glórias do barroco espanhol. Um herói de aventuras, personagem de folhetim, como diz Andrucha, um aventureiro capaz de seduzir a plateia, como seduziu ao cineasta. O filme será apresentado no dia 11em Veneza. Leia a entrevista concedida ao Estado.
Como chegou ao projeto: foi na condição de diretor convidado ou você mesmo propôs o tema?
Fui apresentado ao projeto em 2005, quando terminava Casa de Areia. Não conhecia muito a vida e a obra de Lope de Vega, mas fiquei absolutamente apaixonado pelo roteiro. Então estruturamos a coprodução Espanha/Brasil, sendo coprodutores pela Espanha Antena 3 Films, El Toro Pictures e Ikiru Films, e pelo Brasil Conspiração Filmes, Warner Bros. e Telefônica. Foram 4 anos de pesquisa e preparação, de imersão no século de ouro e no mundo maravilhoso e complexo de Lope de Vega.
Você tem alguma relação especial com o personagem?
Tudo o que sabia a respeito dele era ser autor de teatro importante do período barroco espanhol. Quando fui apresentado ao roteiro de Jordi Gasul e Ignacio Del Moral, fiquei surpreso ao descobrir um poeta de sua dimensão, transformador do teatro que chegou a influenciar Shakespeare, um aventureiro, soldado da Armada espanhola, exímio no manuseio da espada, amante de muitas mulheres, personagem real que mistura poesia e aventura, surpreendente para nós, hoje, que temos grande influência do romantismo e associamos poesia à delicadeza e fragilidade. Também me surpreendi com a profunda identificação que tive com Lope e sua relação com o produtor teatral de seus espetáculos, muito similar à existente hoje na indústria do cinema. A vontade de popularizar e modernizar o teatro, a relação contratual, a parceria entre o produtor e o artista. Lope é herói de aventura, um homem ligado ao entretenimento. Cervantes era autor da elite intelectual, Lope pertencia às ruas, ao povo, como o teatro e, hoje, o cinema. O Barroco inventou o homem moderno, Shakespeare nos apresentou o drama psicológico em meio a aventuras fabulescas, Lope quis misturar drama e comédia, como afirma ser a vida. É um período em que popular e erudito se misturam. Esse é um dos grandes objetivos do cinema, misturar entretenimento e arte.
Você queria atores pouco conhecidos para os papéis principais. Como os escolheu?
Foi um processo longo, procurando escalar o ator perfeito para cada personagem, independentemente de ser conhecido ou não. Fiz várias entrevistas com atores espanhóis, testes e mais teste, e o elenco foi sendo escalado pouco a pouco, ao longo de um ano. Pilar Lopez de Ayala, Leonor Watling, Juan Diego, Antonio Dechent, Antonio de la Torre, Selton Melo e Sonia Braga davam corpo ao elenco. O ator menos conhecido foi escalado para o papel do Lope, faltando um mês para o início das filmagens. Alberto Ammann, até então, havia atuado em apenas um filme, Celda 211, que ainda estava em estágio de montagem. Ele fez um teste genial e vi nascer ali o protagonista do filme.
Você se detém numa fase específica da vida do autor, ou dá uma panorâmica na biografia dele?
O filme narra a fase jovem do Lope até ele ser descoberto e reconhecido como grande poeta e dramaturgo, seus primeiros amores, sua coragem de trocar a Armada espanhola pela poesia e pelo teatro. A meu ver, isso torna o filme contemporâneo e universal, pois trata de questões inerentes ao jovem buscando seu lugar no mundo.
Como inseriu os brasileiros (Selton Mello e Sônia Braga) nessa história tão espanhola?
Selton faz um marquês português, dando humor refinado ao personagem. Sonia faz participação mais que especial como mãe do Lope. Os dois arrebentaram.
Não teme que os espanhóis achem estranho um diretor brasileiro cinebiografar um dos ícones da cultura deles?
Cinema tem linguagem universal, a vida do ser humano nas mais diversas culturas passa pelos mesmos dilemas e idiossincrasias. Fiz um filme sincero e honesto, mergulhando de corpo e alma na preparação e na pesquisa. Agora é com o público.
Como foram as filmagens e a receptividade na Espanha?
Foram dez semanas maravilhosas de filmagem, contando com a colaboração de toda a equipe, espanhola e brasileira. Quanto a receptividade, só saberemos quando o filme estrear.
Parece que o filme entra em cartaz na Espanha dia 3 de setembro com mais de 300 cópias. É tudo isso, não parece demasiado para um filme histórico? Tem data para outros países, em especial o Brasil?
Lope não é um documentário ou um documento histórico. A Hispano Fox, distribuidora,, acredita muito no filme que tem uma pegada contemporânea, poética e bastante comercial. Será vai lançá-lo com 325 cópias na Espanha. No Brasil, será dia 26 de novembro.As vendas internacionais serão feitas no festival de Toronto pela Wild Bunch.
É uma coprodução Brasil-Espanha, em que porcentagem?
80% Espanha, 20 % Brasil.
Que tom procurou dar à obra?
Vivemos numa era midiática e massificada. Lope me fez acreditar que é possível reunir num só personagem o herói de capa e espada, o romântico e a profunda discussão a respeito do que move a arte. O Barroco tem muito a nos ensinar.
Fonte Estadao
Comentario: Nao se pode pedir tudo a um cineasta tao jovem....
Como chegou ao projeto: foi na condição de diretor convidado ou você mesmo propôs o tema?
Fui apresentado ao projeto em 2005, quando terminava Casa de Areia. Não conhecia muito a vida e a obra de Lope de Vega, mas fiquei absolutamente apaixonado pelo roteiro. Então estruturamos a coprodução Espanha/Brasil, sendo coprodutores pela Espanha Antena 3 Films, El Toro Pictures e Ikiru Films, e pelo Brasil Conspiração Filmes, Warner Bros. e Telefônica. Foram 4 anos de pesquisa e preparação, de imersão no século de ouro e no mundo maravilhoso e complexo de Lope de Vega.
Você tem alguma relação especial com o personagem?
Tudo o que sabia a respeito dele era ser autor de teatro importante do período barroco espanhol. Quando fui apresentado ao roteiro de Jordi Gasul e Ignacio Del Moral, fiquei surpreso ao descobrir um poeta de sua dimensão, transformador do teatro que chegou a influenciar Shakespeare, um aventureiro, soldado da Armada espanhola, exímio no manuseio da espada, amante de muitas mulheres, personagem real que mistura poesia e aventura, surpreendente para nós, hoje, que temos grande influência do romantismo e associamos poesia à delicadeza e fragilidade. Também me surpreendi com a profunda identificação que tive com Lope e sua relação com o produtor teatral de seus espetáculos, muito similar à existente hoje na indústria do cinema. A vontade de popularizar e modernizar o teatro, a relação contratual, a parceria entre o produtor e o artista. Lope é herói de aventura, um homem ligado ao entretenimento. Cervantes era autor da elite intelectual, Lope pertencia às ruas, ao povo, como o teatro e, hoje, o cinema. O Barroco inventou o homem moderno, Shakespeare nos apresentou o drama psicológico em meio a aventuras fabulescas, Lope quis misturar drama e comédia, como afirma ser a vida. É um período em que popular e erudito se misturam. Esse é um dos grandes objetivos do cinema, misturar entretenimento e arte.
Você queria atores pouco conhecidos para os papéis principais. Como os escolheu?
Foi um processo longo, procurando escalar o ator perfeito para cada personagem, independentemente de ser conhecido ou não. Fiz várias entrevistas com atores espanhóis, testes e mais teste, e o elenco foi sendo escalado pouco a pouco, ao longo de um ano. Pilar Lopez de Ayala, Leonor Watling, Juan Diego, Antonio Dechent, Antonio de la Torre, Selton Melo e Sonia Braga davam corpo ao elenco. O ator menos conhecido foi escalado para o papel do Lope, faltando um mês para o início das filmagens. Alberto Ammann, até então, havia atuado em apenas um filme, Celda 211, que ainda estava em estágio de montagem. Ele fez um teste genial e vi nascer ali o protagonista do filme.
Você se detém numa fase específica da vida do autor, ou dá uma panorâmica na biografia dele?
O filme narra a fase jovem do Lope até ele ser descoberto e reconhecido como grande poeta e dramaturgo, seus primeiros amores, sua coragem de trocar a Armada espanhola pela poesia e pelo teatro. A meu ver, isso torna o filme contemporâneo e universal, pois trata de questões inerentes ao jovem buscando seu lugar no mundo.
Como inseriu os brasileiros (Selton Mello e Sônia Braga) nessa história tão espanhola?
Selton faz um marquês português, dando humor refinado ao personagem. Sonia faz participação mais que especial como mãe do Lope. Os dois arrebentaram.
Não teme que os espanhóis achem estranho um diretor brasileiro cinebiografar um dos ícones da cultura deles?
Cinema tem linguagem universal, a vida do ser humano nas mais diversas culturas passa pelos mesmos dilemas e idiossincrasias. Fiz um filme sincero e honesto, mergulhando de corpo e alma na preparação e na pesquisa. Agora é com o público.
Como foram as filmagens e a receptividade na Espanha?
Foram dez semanas maravilhosas de filmagem, contando com a colaboração de toda a equipe, espanhola e brasileira. Quanto a receptividade, só saberemos quando o filme estrear.
Parece que o filme entra em cartaz na Espanha dia 3 de setembro com mais de 300 cópias. É tudo isso, não parece demasiado para um filme histórico? Tem data para outros países, em especial o Brasil?
Lope não é um documentário ou um documento histórico. A Hispano Fox, distribuidora,, acredita muito no filme que tem uma pegada contemporânea, poética e bastante comercial. Será vai lançá-lo com 325 cópias na Espanha. No Brasil, será dia 26 de novembro.As vendas internacionais serão feitas no festival de Toronto pela Wild Bunch.
É uma coprodução Brasil-Espanha, em que porcentagem?
80% Espanha, 20 % Brasil.
Que tom procurou dar à obra?
Vivemos numa era midiática e massificada. Lope me fez acreditar que é possível reunir num só personagem o herói de capa e espada, o romântico e a profunda discussão a respeito do que move a arte. O Barroco tem muito a nos ensinar.
Fonte Estadao
Comentario: Nao se pode pedir tudo a um cineasta tao jovem....
Fellini,Mastroiani,Rota e...Cat Power
We all do what we can...remember one thing:the dream you can see
(La Strada)
martes, 31 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
Jorge Ben Jor - Amais linda história de AMOR
Foi a mais linda história de amor que me contaram, e, agora, eu vou contar...
(narrador em terceira pessoa e o manuscrito achado)
Cervantinismo puro. Ben Haja!
Jorge Ben Jor e os Pós-modernos
Por que você acha que, mesmo tocando as músicas do início da sua carreira, você continua fazendo shows e sendo lembrado, principalmente pelos jovens?
Gosto de ver que meu público com 15, 16 anos gosta das músicas de 30, 40 anos atrás. Minha geração não entendeu meu som. Eu misturava jazz, rock, coloquei baixo elétrico com uma bateria forte, mas os críticos reclamavam. Só o Caetano Veloso e o síndico [Tim Maia, a quem ele dedicou algumas músicas] me entenderam. Ele [Tim] me ligava 3, 4 horas da manhã para eu cantar uma música para ele.
Leia a entrevista aqui
Fonte Revista Vejaonline
PS:E agora digo eu:Jorge Ben(era assim que eu o chamava)"misturava" ainda a forma de amor mais classica (Taj Mahal) com o amor pós-68....fazer historiografia nao é assunto para qualquer um , Jorge ! BeN haja!
Gosto de ver que meu público com 15, 16 anos gosta das músicas de 30, 40 anos atrás. Minha geração não entendeu meu som. Eu misturava jazz, rock, coloquei baixo elétrico com uma bateria forte, mas os críticos reclamavam. Só o Caetano Veloso e o síndico [Tim Maia, a quem ele dedicou algumas músicas] me entenderam. Ele [Tim] me ligava 3, 4 horas da manhã para eu cantar uma música para ele.
Leia a entrevista aqui
Fonte Revista Vejaonline
PS:E agora digo eu:Jorge Ben(era assim que eu o chamava)"misturava" ainda a forma de amor mais classica (Taj Mahal) com o amor pós-68....fazer historiografia nao é assunto para qualquer um , Jorge ! BeN haja!
QUEM SABE ISSO QUER DIZER AMOR
O ribeirao em braço de mar...
O mundo lá sempre a rodar
em cima dele tudo vale...
quem sabe isso quer dizer amor
Pois trata de fazer
o sonho acontecer
Existencial
Lady Gaga x Lady Gaga
O que faz de Gaga a personalidade mais importante do mundo pop atualmente - e o que prova que ela é uma farsa sustentada em autopromoção
Fonte: Revista vejaonline
O que faz de Gaga a personalidade mais importante do mundo pop atualmente - e o que prova que ela é uma farsa sustentada em autopromoção
Fonte: Revista vejaonline
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