sábado, 7 de noviembre de 2009

Uniban: soluçao ou aprofundamento do problema ???

Leia e ouça aqui um podcast com opiniao sensata a respeito do problema que está no "colo" da Uniban. Literalmente um problema que deixa claro que educar é um dever de todos nós. Como diz um velho ditado: é necessário que toda a "aldeia" se comprometa com esta tarefa.

Fonte Folha de Sao Paulo

UNIBAN expulsa aluna. Deu a louca no mundo???

Uniban expulsa aluna assediada por usar vestido curto em aula
Universidade diz que atitude provocativa da aluna resultou em reação coletiva de defesa do ambiente escolar


SÃO PAULO - A Universidade Bandeirante informou em anúncio publicado em jornais paulistas neste domingo, 8, que decidiu expulsar a aluna Geisy Arruda de seu quadro discente. A estudante do curso de Turismo sofreu assédio coletivo no último dia 22 de outubro por ir ao campus de São Bernardo do Campo da faculdade com um vestido curto. O episódio ganhou repercussão na internet após vídeos do tumulto serem postados no 'You Tube'.



No anúncio publicitário, entitulado ' A educação se faz com atitude e não com complacência' a universidade diz que tomou a decisão após uma sindicância interna constatar que a aluna teve uma postura incompatível com o ambiente da universidade, frequentando as dependências da unidade em trajes inadequados. Para a Uniban, Geisy provocou os colegas ao fazer um percurso maior que o habitual, desrespeitando princípios éticos, a dignidade acadêmica e a moralidade.

A universidade afirma ainda que foi constatado que "a atitude provocativa da aluna resultou numa reação coletiva de defesa do ambiente escolar". Ainda assim, o conselho superior declarou na nota que suspendeu temporariamente os alunos envolvidos e identificados no incidente. A Uniban também criticou o comportamento da imprensa na cobertura do caso. Segundo a universidade, a mídia perdeu a oportunidade de contribuir para um debate 'sério e equilibrado' sobra ética, juventude e universidade.

Segundo as cenas e os depoimentos de presentes, o tumulto começou quando a aluna subia por uma rampa até o terceiro andar e os alunos começaram a gritar. Ela ficou trancada em uma sala e, com a ajuda de um professor e colegas, chamou a polícia, que a escoltou até a saída da universidade.

De acordo com a estudante, em entrevista concedida ao estadao.com.br no último dia 30, o episódio começou "como uma grande brincadeira". Vestida para uma festa que iria naquele noite, ela conta que no início arrancou muitos elogios com seu visual, mas a situação aos poucos inverteu. No intervalo das aulas, um "verdadeiro coral ridículo de gritos de puta" a acompanhou até que deixasse o prédio.

Fonte Estadao online

viernes, 6 de noviembre de 2009

jueves, 5 de noviembre de 2009

XI FICBrasilia - Festival de Cinema de Brasilia

Já que falamos de Teatro, ópera e cinema, veja aqui a programaçao do XI FicBrasilia, organizado por Marco e Donnatela Farani

Don Giovanni - Mozart

Cinema : se dúvida havia

Fica claríssimo que as "Mostras de Cinema" patrocinadas pelas Embaixadas e Consulados sao canais importantes para a veiculaçao das culturas que representam. E mais importante ainda é dizer que o senhor Aldo é um FOFO!


Fonte Estadao

miércoles, 4 de noviembre de 2009

Imigraçao em Portugal

Imigrantes diminuem défice comercial português
por Nuno Aguiar
.Estudo conclui que a imigração aumenta mais as exportações do que as importações

Imigrantes tendem a consumir produtos do seu país de origem sandra rocha/kameraphoto 1/1 + fotogalería .Os imigrantes estimulam o comércio internacional e contribuem para melhorar o défice comercial de Portugal. Esta é a conclusão a que chegam Horácio Faustino e João Peixoto do Instituto Superior de Economia e Gestão. O estudo dos dois professores surge no final de um ano em que o impacto da imigração foi alvo de grande discussão política.

Neste documento são analisados os números da imigração a par com os do comércio internacional português, entre 1996 e 2006, para 38 países. A conclusão: um aumento do número de imigrantes é proporcional a um crescimento das importações e das exportações. Se o stock de imigrantes aumentar 10%, as importações crescem 2,66% e as exportações 2,8%.

"As consequências para a política de imigração são claras. Quando vista no seu todo, a imigração traz efeitos positivos para a economia portuguesa, no que diz respeito ao comércio internacional", pode ler-se no estudo. Como justificação para esta dinamização das trocas comerciais, são apontadas razões diferentes. No caso das importações, o impacto dos imigrantes está ligado às suas preferências. Isto é, continuam a consumir produtos que encontravam no seu país de origem. Em relação às exportações - para além de haver um conhecimento dos mercados de destino - esse efeito tem a ver com a existência de contactos informais entre o imigrante e o país de origem que possibilitam a diminuição dos custos de transacção.

Para uma análise mais pormenorizada, os autores criaram dois grupos: imigrantes altamente qualificados e imigrantes empregadores. Nestes casos, o aumento é mais significativo e a diferença na balança comercial é ainda mais positiva. "Os dados sugerem que as políticas de imigração que facilitam a entrada de imigrantes, favorecem a sua formação e promovem o seu empreendedorismo são benéficas para Portugal, no que diz respeito à balança comercial e fluxos comerciais", escrevem Faustino e Peixoto.

Estas conclusões estão em linha com a tendência mundial, embora nunca tivesse sido feito para Portugal um estudo tão completo acerca do impacto dos imigrantes no comércio. "Esta é uma estimativa concreta em números. As pessoas precisam de números," explica Horácio Faustino. "Está provado que as redes criadas pelos imigrantes são positivas."

polémica No início deste ano, a política de imigração portuguesa foi rodeada de polémica. A 7 de Maio, lia-se na manchete do i: "Sindicatos, Patrões e Governo: Todos querem menos imigrantes", referindo-se à vontade de limitar drasticamente a entrada de imigrantes em Portugal. "Em tempos de crise é um discurso que não se deve fazer," sublinha Horácio Faustino. "No entanto, em geral, Portugal tem feito um bom trabalho quanto à imigração." O professor acusa ainda os políticos de alguma desonestidade intelectual e de quererem estudos que vão ao encontro das suas ideias.

Rui Marques, ex-Alto Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas, não aceita misturar as duas coisas. "Devidamente enquadrados, os imigrantes são uma bênção, mas a gestão de entradas tem de ser feita com atenção para continuarem a ser uma mais-valia." O actual líder do Movimento Esperança Portugal diz ser normal assistir-se a "uma correlação entre o número de vistos atribuídos e as dinâmicas de oferta de emprego".

Num país com uma balança comercial desequilibrada e um défice externo crescente, surge, pela primeira vez, um estudo que relaciona o crescimento da imigração com o equilíbrio da balança comercial. A discussão promete continuar.
Tags: imigração, défice, economia, exportações
Fonte ionline.pt

Príncipe Real

Chique do Chique!

Patéticos!

França: Conservadores britânicos são "patéticos", segundo secretário de Estado francês


Londres, 05 Nov (Lusa) - Os conservadores britânicos, muito eurocépticos, são "patéticos" afirmou Pierre Lellouche, secretário de Estado francês encarregue dos Assuntos Europeus, numa entrevista hoje publicada pelo The Guardian.

Reagindo às declarações do chefe do partido conservador britânico David Cameron, anunciado como futuro Primeiro-ministro se os Tories regressarem ao poder em Junho, Lellouche foi claro.

"É patético. É muito triste ver a Grã-Bretanha, tão importante na Europa, afastar-se do resto da UE e desaparecer dos ecrãs radar (...) Fazendo o que fazem no Parlamento europeu, vão diminuir a influência do Reino Unido no seio do Parlamento europeu", afirmou.
Fonte:lusa

martes, 3 de noviembre de 2009

Francisco Ayala: Sabedoria

Vanguardia, exilio y sabiduría
El escritor cultivó con igual brillantez la novela, el cuento y el ensayo
JOSÉ CARLOS MAINER - Madrid - 04/11/2009


La inteligencia era el don que unificaba las múltiples facetas de la personalidad de Francisco Ayala. A su propósito, cabe pensar esa inteligencia como una disposición general, pero también como una constelación de estrategias vitales: el privilegio de acertar con la oportunidad, la capacidad de relativizar las cosas (empezando por sí mismo), el uso adecuado de la ironía, la disposición para cambiar de rumbo y la capacidad de desprenderse de lo accesorio (aunque forme parte de uno), la lealtad crítica a lo fundamental.

Adecuó su invención a lo vivido, fruto de lo cual fue 'El jardín de las delicias'
Antes de la guerra civil, se había fraguado una notable reputación como escritor de vanguardia (sus prosas de Cazador en el alba están entre las mejores y su Indagación del cinema fue un ensayo brillante y oportuno) pero, a la vez, se convertía también en un funcionario público de alto nivel, dotado de una moderna formación jurídica. La guerra civil y su lealtad crítica a lo fundamental le impidieron desarrollar la segunda dimensión de su vida; la misma contienda, sumada a la universal que le siguió, le hizo aparcar su prosa de vanguardia y le llevó a otra forma de literatura, como argumentó en el prefacio a sus cuentos La cabeza del cordero.

Entonces y después recurrió a la capacidad de desprenderse de lo afectivamente accesorio, cuando le tocó hacerse cargo de las circunstancias de un mundo diferente: su ensayo Razón del mundo fue una luminosa reflexión sobre el compromiso del intelectual, la función del Estado y la nueva dimensión del liberalismo. Que eran quizá los temas capitales de la posguerra internacional, que Ayala abordó en su nueva condición de sociólogo y con un propósito que recogía el título de la revista que fundó y dirigió en Buenos Aires: Realidad (1947-1949).

Era un escritor exiliado y supo evitar la tentación de hacerse un profesional del exilio. No todos entendieron que se preguntara, ya en 1947, "¿Para quién escribimos nosotros?" y se respondiera de forma poco benevolente, pensando ya en la caducidad del sistema cultural de la emigración. Vivió en Argentina con intensidad, también lo hizo en Brasil, en 1945. Luego lo haría en Puerto Rico (desde 1950) y en Estados Unidos, a partir de 1956.

No asociaba el exilio al calor de un grupo basado en la nostalgia o el rencor. Cuando Max Aub le preguntó su opinión sobre un artículo de Aranguren en 1953, titulado La evolución espiritual de los intelectuales en la emigración, respondió: "Yo no creo, dada la situación, que sea lo mejor echarse encima y cerrarse a la banda, desanimando así las buenas voluntades; nada de eso tiene importancia en orden al régimen imperante, tan indiferente a las opiniones de los intelectuales de allí como a las nuestras. Por eso, la contestación colectiva que habéis pensado, me parece mal. Por eso, y porque creo que si hay un error en el artículo de Aranguren es englobar a los intelectuales. No hay tal grupo. La aglutinación es de carácter político y eso no vale para los efectos actuales y a la fecha de hoy". Tampoco albergó dudas al empezar a residir temporadas en España. "Es muy cierto -escribía a Aub en 1963- que me he comprado un piso frente a la Academia de Jurisprudencia. Si le quedan a uno unos pesos, en este país no hay en qué invertirlos, y hay que darles colocación en algún país subdesarrollado, ¿y cuál mejor que el nuestro? Si alguna vez las cosas se mejoran y llega la hora de jubilarse, por lo menos ahí tenemos un rincón".

Había escrito ya un par de novelas excepcionales, Muertes de perro y El fondo del vaso, y preparaba un regreso que fue un prodigio de discreción y habilidad: eligió editores, periódicos en que escribir y hasta compiló un libro misceláneo, Confrontaciones, carta de presentación a sus lectores españoles. Con los años, supo adecuar su invención a lo personal y vivido, fruto de lo cual fueron El jardín de las delicias y El tiempo y yo, socarrones y enigmáticos, melancólicos a veces, disfrutados siempre. Supo sobrevivir a la vejez y a la servidumbre de los homenajes porque solo quien ha sabido vivir con inteligencia sabe habitar su propia posteridad. Y ahí es donde contaba mucho el don de la ironía... Quienes tuvimos el privilegio de tratarle no olvidaremos nunca su lección de vida.
Fuente El Pais

Morreu Levy-Strauss


Tristes trópicos

"No título de seu mais famoso livro, Lévi-Strauss, que na semana passada completou 100 anos de vida, nos convida a abandonar os estereótipos de nós mesmos"
Claude Lévi-Strauss, que na última sexta-feira, em Paris, completou 100 anos na glória de ser tido como sábio de uma estirpe que não existe mais, devemos a revelação de que somos tristes. Ela está no título do seu livro mais famoso: Tristes Trópicos. O etnógrafo/antropólogo/
filósofo franco-belga morou no Brasil entre 1935 e 1939, como integrante do time de professores franceses contratado para dar início à Universidade de São Paulo. Tristes Trópicos, um livro que, além de etnográfico/antropológico/filosófico, é também – e sobretudo – uma obra-prima da literatura, constitui-se no relato, escrito vinte anos depois, da experiência brasileira do autor.

Por que seriam tristes estes nossos trópicos? O livro não o explicita. Em entrevistas, Lévi-Strauss contou muitas vezes que, ao voltar do Brasil, começou a escrever um romance – abandonado quando se convenceu de vez da falta de talento para a ficção – que se chamaria Tristes Trópicos. Como nunca explicou por que o romance, por sua vez, teria esse título, ficamos na mesma. Viria a tristeza das boçais truculências, contadas no livro, sofridas em suas relações com o Brasil? Uma vez, em Salvador, ele fotografava meninos negros quando foi abordado por dois policiais e levado preso. "Essa fotografia, utilizada na Europa, poderia acreditar a lenda de que existem brasileiros de pele preta e de que os garotos da Bahia andam descalços", escreveu.

De outra vez – pior, muito pior –, já de volta à França, e querendo escapar do sufoco de ser judeu no regime pró-nazista de Vichy, esbarrou com a indecência do Estado Novo de Getúlio Vargas ao recorrer à Embaixada do Brasil em busca de um visto. O embaixador, Luís de Souza Dantas, que era seu amigo, já suspendia no ar o carimbo para aplicá-lo no passaporte quando foi interrompido pelo alerta de um conselheiro da embaixada – judeus não eram bem-vindos pelo regime brasileiro. Escreve Lévi-Strauss: "Durante alguns segundos, o braço permaneceu no ar. Com um olhar ansioso, quase suplicante, o embaixador tentou obter de seu colaborador que desviasse os olhos enquanto o carimbo se abaixasse. Nada aconteceu, o olho do conselheiro continuou fixado sobre a mão, que finalmente caiu ao lado do documento. Eu não teria o meu visto, o passaporte me foi devolvido com um gesto de tristeza".

Estamos numa falsa pista. Não seria por razões pessoais que um espírito como o de Lévi-Strauss chamaria de tristes os trópicos. Além disso, a permanência no Brasil, rica de contatos com os povos indígenas, forneceu-lhe a base de uma carreira de etnógrafo e de antropólogo que o elevaria à condição de um dos maiores pensadores do século XX. O Brasil foi um ponto luminoso, não de sombra, em sua centenária vida.

É preciso lembrar, corrigindo o início deste artigo, que Lévi-Strauss não foi o primeiro a farejar tristeza por estas paragens. O livro Retrato do Brasil, de Paulo Prado, de 1928, abre com a frase: "Numa terra radiosa vive um povo triste". Paulo Prado cita testemunhas tão remotas quanto o padre Anchieta, para quem esta era uma terra "desleixada e remissa e algo melancólica". Como é que pode? Não somos a terra do sol, da natureza em festa, do Hino Nacional que, caso único no mundo, tem duas vezes o adjetivo "risonho" em sua letra ("céu, risonho e límpido" e "risonhos, lindos campos") e do povo identificado universalmente como o que injetou doses supremas de alegria no carnaval recatado e no futebol brutamontes dos europeus? Estamos diante de algo incongruente, algo que não bate. Por que tristes trópicos?

Se Lévi-Strauss abandonou o romance que estava escrevendo, não abandonou o título. Tristes Trópicos, com seu "tri" que se enlaça no "tro", brinca na língua e soa como verso, era bom demais para ser esquecido. Mas não o julguemos leviano a ponto de conservar um título só por sua qualidade literária. Talvez o título lhe tenha sido sugerido pelo assombro – presente, no livro, tanto quanto na época de Colombo e de Cabral – diante do encontro entre dois mundos e duas humanidades, com o resultado, para os europeus do Velho Mundo para aqui transplantados, da nostalgia do desterro, e, para os indígenas que aqui viviam, da opressão e do aniquilamento.

Ou talvez a benemérita intenção do autor tenha sido apenas investir contra o estereótipo. Atenção: nem tudo o que é ensolarado é alegre, nem tudo o que é gelado é triste. Esse seria o aviso do grande filósofo.
Roberto Pompeu de Toledo / Dez 2008 / Revista Veja

Para ler mais a respeito de Levy Straus e o Brasil clique aqui

If I ruled the world

domingo, 1 de noviembre de 2009

Don Juan de Torrente Ballester..por si acaso un intento

"É necessário separar o plágio do roubo; a preguiça da paixão; o copista do continuador. E repetir, como Dryden sobre Jonson, que muitos são capazes de imitar. Mas poucos conquistam autores alheios e, como monarcas vitoriosos, reclamam terra velha onde constroem um mundo inteiro." João Pereira Coutinho
Fonte Folha de Sao Paulo

Mil vezes NAO!

O mito da legalização das drogas - 31/10/2009
Bo Mathiasen, Folha de S. Paulo, 31/10/09
O combate à violência no Rio de Janeiro passa pela legalização das drogas?

NÃO
O QUE é preciso ser feito para diminuir a violência nos centros urbanos do país?

A solução passa pela ação do Estado em retomar os espaços que hoje estão negligenciados e que, por isso, são ocupados por poderes paralelos, a fim de devolver a cidadania às pessoas que vivem sem a proteção da lei, como reféns do crime organizado.

A relação entre violência, crime organizado e tráfico de drogas é um tema complexo e, como tal, não permite soluções simplistas, por vezes até oportunistas, que costumam aparecer principalmente nos períodos de extrema violência, quando a população se sente mais fragilizada.

Uma dessas propostas é o mito de que legalização das drogas acabaria com o crime organizado.

Não se pode negar que o crime organizado tem como uma de suas sustentações financeiras o tráfico e a venda de drogas ilícitas. Parte considerável dos recursos do crime tem relação direta ou indireta com elas.

Do ponto de vista “empresarial”, o crime organizado irá sempre procurar as oportunidades mais rentáveis.

Sequestro, tráfico de armas e de pessoas, jogo ilícito, falsificação de medicamentos, contrabando, pedofilia, extorsão, lavagem de dinheiro -todos eles financiam o crime organizado, que também engloba o comércio de drogas, mas que não pode ser colocado como consequência dele.

Se, nos anos 1920 e início dos anos 1930, a principal atividade econômica do crime organizado nos EUA estava baseada no contrabando de álcool, proibido pela Lei Seca, com a legalização dessa substância, o crime organizado não deixou de existir -apenas mudou de ramo.

O debate sobre a legalização tira o foco de questões mais importantes.

Uma delas é o entendimento de que a repressão ao tráfico seja focada prioritariamente no crime organizado, nos grandes traficantes e nos financiadores do tráfico, limitando, de forma efetiva, o acesso às drogas ilegais.

Nesse sentido, não adianta apenas prender os pequenos traficantes, peças facilmente substituíveis na engrenagem do crime organizado. É preciso identificar e tirar de suas posições de comando os verdadeiros líderes dessa engrenagem.

Da mesma forma, encarcerar usuários que não têm relação direta com o crime organizado não é a solução mais adequada. Quem usa drogas precisa de acesso à saúde e à assistência social, não de sanção criminal.

Há uma tendência em alguns países de descriminalizar o consumo, ou seja, tirar a pena de prisão para usuários de drogas e pequenos traficantes, aplicando-lhes sanções alternativas.

Essa tendência não afronta as convenções internacionais sobre o controle de drogas, que contam com a adesão universal dos países-membros das Nações Unidas. As convenções apontam quais são as substâncias que são ilegais, mas sua forma de aplicação é questão de decisão soberana de cada país.

Se a legalização das drogas não traria vantagens em termos de redução do poder do crime organizado, por outro lado, poderia ter consequências negativas incalculáveis, principalmente em termos de saúde pública.

Por isso, nenhum país está propondo a legalização das drogas ilícitas.

Além disso, os países que caminham em direção a descriminalizar o uso, evitando a pena de prisão a usuários, investem maciçamente em prevenção, assistência social e ampliação do acesso ao tratamento.

Nesse sentido, o debate relacionado às políticas sobre drogas não deve ser pautado somente sob a ótica da Justiça e da segurança, mas deve também incluir a perspectiva da saúde, da educação, da assistência social e, em um sentido mais amplo, da construção da cidadania.

E, nesse caso, fala-se principalmente da cidadania das pessoas que vivem em regiões nas quais não há a presença permanente do Estado. São pessoas que não se sentem amparadas pela lei e que ficam à mercê de lideranças paralelas efêmeras e muitas vezes imprevisíveis e tiranas.

Em vez de simplesmente propor a legalização de substâncias ilícitas (e prejudiciais à saúde), é preciso concentrar esforços para reocupar essas áreas e libertar as pessoas que vivem sob o domínio do crime organizado.

BO MATHIASEN, 45, dinamarquês, é o representante do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) para o Brasil e o Cone Sul. É mestre em ciência política e economia pela Universidade de Copenhague e especialista em desenvolvimento econômico pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Good Question, noves fora "raza"


En la barbarie


IURY LECH 31/10/2009



Si se produjese el inevitable debate sobre las bellas artes, descubriríamos que en las trincheras de la cultura han aflorado procuradores de lo correcto provistos de un discurso conservador que disparan contra todo lo que se manifieste como innovación, cuando es notorio que sólo lo que cambia permanece. Leyendo Famosos impostores (Melusina), que Bram Stoker escribió hace un siglo, constatamos que nunca han faltado "individuos que no dudan en suplantar a quien haga falta en su búsqueda de riquezas, fama, o por amor al arte". Muchas usurpaciones y barbaridades se han acometido por este amor. Andy Warhol señaló con sarcasmo que "un buen negocio es el mejor arte". Aunque el panorama parece confirmar esta tendencia, el astrofísico John Barrow nos contenta afirmando que "el arte no sería una actividad humana universal si no hubiera respuestas y resonancias emocionales universales que pudiera despertar" -El Universo como obra de arte (Crítica)-. No piensa lo mismo José Javier Esparza, que en su ensayo Los ocho pecados capitales del arte contemporáneo (Almuzara) arremete contra los "abusos" de la creación artística contemporánea por incomprensible ya que ha establecido una "ruptura con la sensibilidad popular", e incluso el "asesinato" del arte. ¿Y por qué no pensar que es el espectador quien se ha estancado a base de una dieta de programación mediática residual y literatura kleenex y que el artista ha ido desarrollándose? En esta sociedad mediatizada, en fuga hacia lo superfluo, se asume que una obra de arte compleja es sinónimo de abyección y nunca se había vivido con tanto fervor el culto al "sin contenido". La televisión ofrece decenas de ejemplos de ello, aunque el más flagrante nos resulte el de Fernando Sánchez Dragó, que enarbola la transgresión como una sucesión de trasnochantes humoradas. En una sociedad hiperhedonista que no da signos de querer indagar más allá de lo que le ofrece la trituradora de los mass media, hemos colgado al Ser en algún rincón inaccesible para engalanarnos con los harapos de la Nada. Frank G. Rubio y Enrique Freire apuntalan esta tesis en su novedad editorial Protocolos para un Apocalipsis (Manuscritos), sosteniendo que "las masas son el mensaje básico de la relación hegemónica que unos pocos, y no precisamente los mejores, ejercen sobre la sociedad... Vivimos en la barbarie, aunque las tiendas estén colapsadas de productos y la publicidad nos aturda con su supuesto glamour". La barbarie está ahí fuera mimetizada. El concepto de grado cero de la escritura que cimentó Roland Barthes vuelve a recobrar una vigencia oblicua y podemos intercambiar la "ausencia en la escritura" por escritores sin literatura. El autor de best sellers Carlos Ruiz Zafón (La sombra del viento) manifiesta que "mucha gente es racista cuando se trata de libros" y rechaza la existencia de una Alta cultura. Es improbable que los libros tengan raza, no tanto el que los lectores tengan criterio. Refutando a quienes critican sus libros, Zafón dice que la segregación entre buena y mala literatura es fruto del marketing, y que en su tiempo las obras de clásicos como Cervantes, Shakespeare o Dickens podían considerarse como los best sellers actuales. Buen argumento para vender según qué libros, aunque Zafón olvida que desde Cervantes la literatura ha avanzado y que quienes escribían y leían en aquellas épocas eran los privilegiados y significaba un acto clasista, incluso subversivo. Bajo este paradigma: ¿dónde acomodamos entonces a Maurice Blanchot, Samuel Beckett, Julián Ríos o Aliocha Coll? La parcialidad la padece la literatura que indaga en nuevas vías de creación, no la que vuelve una y otra vez a los abrevaderos decimonónicos. Sin revulsivo la lengua se atrofia y acaba por descomponerse y, para renovarla, habrá que plantearse violar ciertos códigos de antaño o seguir vertiendo ríos de tinta que sólo destilan deseo de adulación y reconocimiento. No en vano, el filósofo suizo Benjamin Constant escribía allá por 1815 en Del espíritu de conquista y de la usurpación (Tecnos) que "la obsesión de todos los escritores es aparentar ser hombres de Estado". -
Fuente El Pais

Kika e Isa...e Todos os Santos

Hoje é o dia em que celebro Cristiana e Isabella.E Todos os Santos .A todos eles pedí e peço proteçao para "mis nenas". Mas tento fazer a minha parte também. À minha maneira, "gauche" quizás...
Gal Costa e Hebert Viana, duas geraçoes que manifestam carinho e a admiraçao mútua, cantando "Lanterna dos Afogados", é a minha homenagem a VIDA que se fez tao alargada desde que elas chegaram. "Há um cais de porto para os que precisam chegar". Vou estar sempre lá!

Falando ainda aos moços