sábado, 6 de noviembre de 2010

The Blower's Daughter


And so it is ...

Na Biblioteca Nacional um reencontro com Jorge Luis Borges y Tomas Eloy Martinez

Jorge Luis Borges trabajó en los años 30 del siglo pasado en la Biblioteca Miguel Cané, en el barrio de Boedo, Buenos Aires, uno de los lugares más apacibles de la ciudad desde la que el autor de El Aleph inventó el mundo. En uno de los paneles chiquitos que recuerdan a ese Borges que asoció su imaginación y su vida a estas calles y a este sitio hay un texto hermoso de Jorge Edwards que recuerda esa letra menuda y urbana desde la que se produjo finalmente el prodigio de ser Borges. Su sitio de trabajo, donde escribía, hacía fichas de libros y leía, cuando aún tenía vista y venía hasta acá leyendo la Divina Comedia en el tranvía 27, es un rectángulo muy pequeño que ahora se visita como si fuera el santuario laico en el que uno esperaría hallar la atmósfera del mito más extraordinario de la literatura en español del siglo XX. En esta ocasión, la segunda vez que visito este espacio en pocos años, nos llevó a Sergio Ramírez, el escritor nicaragüense, y a otros amigos, el periodista Ezequiel Martínez, hijo de Tomás Eloy Martínez, el gran escritor que tanto conversó con Borges y tanto supo de él. El azar de la vida ha querido que, tras la muerte de Tomás Eloy, ocurrida en enero de este año, la municipalidad de Buenos Aires (cuya viceministra de Cultura, Josefina Delgado, nos enseñó ayer los lugares míticos de la biblioteca en la que vivió Borges) ha ofrecido a la Fundación Tomás Eloy Martínez que tenga aquí su sede. Es una coincidencia magnífica, que hubiera conmovido a Tomás Eloy y que obviamente emociona a sus hijos, entre los cuales es Ezequiel el que de manera más activa se está ocupando ahora de ese legado. Allí estaban, cerca del rectángulo que recuerda a Borges, las cajas aún cerradas de la biblioteca personal de Tomás Eloy Martínez, que revolucionó con su calidad el periodismo en español, que reconstruyó para la ficción lo que de ficción tuvieron las vidas de Eva y de Juan Domingo Perón, y que utilizó la realidad, como Borges, para explicar la densidad de las nubes de los sueños. Observé a Sergio Ramírez, el excelente autor de El señor de los tristes, deglutiendo esta experiencia; me fijé en sus ojos tan profundos, y a veces tan exhaustivamente melancólicos, imaginando las consecuencias que para el azar tiene esta emocionante coincidencia de estos dos escritores grandes en esta biblioteca chica pero honda, histórica, e imaginé que algún día leeremos en sus propios textos evocaciones tan hermosas como las que constituyen ese Señor de los tristes, uno de los mejores libros de ensayos literarios que he leído en los últimos tiempos. Nos fuimos a Margot, luego, un restaurante que ya estaba ahí, cerca de la biblioteca, cuando Borges desembarcaba de su tranvía; fue como la peregrinación a un pasado desde el que sopló la literatura en Buenos Aires.
via El País,Blog Mira que te lo tengo dicho, aqui

Fundação Agha Khan em Portugal

A fundação Agha Khan vai abrir uma "academia de excelência" para 1200 alunos, em Portugal, e outra em Moçambique.
A escola portuguesa vai praticar o método de ensino do International Baccalaureate (IB) - o mesmo seguido em Portugal, pelo Liceu Francês - e estará "aberta a todos os públicos" e não apenas a crianças da Comunidade Ismaelita portuguesa, que, de resto, é constituída por "oito a 10 mil pessoas". Haverá crianças desde a infantil até ao secundário.
"A nossa missão, enquanto fundação, é ajudar os países onde estamos presentes", explicou Nazim Ahmed, garantindo que o único critério de selecção será "o mérito" dos estudantes. "35% a 40% de todos os alunos das nossas escolas não pagam qualquer verba, porque não têm dinheiro para isso. Somos nós que os apoiamos."
As duas escolas - a portuguesa e a moçambicana - serão também um "ponto de partida para o intercâmbio" entre os países de língua portuguesa, algo que "interessa particularmente" à fundação.
A academia, que funcionará em regime aberto e de internato, terá "instalações residenciais para 150 alunos e 200 professores", pelas quais passarão, além dos residentes, estudantes e docentes "de vários países". No que toca às autorizações, nomeadamente pelo Ministério da Educação, o represen- tante da fundação garante "existir sintonia completa: O Governo português conhece o nosso trabalho e está em sintonia com os nossos objectivos".
Oficialmente presente em Portugal desde 2005, a fundação tem intensificado os seus projectos de cooperação no País. Actualmente, tem em curso várias iniciativas de apoio a comunidades desfavorecidas, incluindo uma creche, nos Olivais Sul (Lisboa), que acolhe 240 crianças.
Além do Estado, a fundação tem protocolos assinados com a Igreja Católica e com a Universidade Católica Portuguesa. A próxima meta será a criação "do primeiro banco português dedicado ao microcrédito", um projecto que Nazim Ahmed confessou também ter esperanças de ver aprovado "em breve" pelo Governo português.
Para seguir lendo clique aqui

Uma lágrima por elas : Emília é o quarto caso do género em dez dias

Foi assassinada pelo marido, que tentou depois o suicídio. É o quarto caso do género em dez dias

O homem que supostamente alvejou mortalmente, na quinta-feira à noite, a companheira, em Santa Maria da Feira, e depois atentou contra a própria vida, permanecia ontem, no final da tarde, internado no Hospital de Santo António, no Porto, em estado muito crítico. Foi o quarto caso em dez dias de homicídio de mulher por companheiro que tenta de seguida o suicídio (excepto num caso). Este ano já foram assassinadas 30 mulheres.
Abel Costa, 67 anos, foi encontrado inconsciente debruçado no sofá da sala, num apartamento rés-de-chão, em Mosteirô, com ferimentos de arma de fogo na cabeça. Ao seu lado, já morta, estava Emília Valente, 54 anos, baleada na boca. As circunstâncias do suposto homicídio estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto, podendo ter motivações passionais.
Continue a ler a matéria aqui

Fonte DN.pt

Comento: Quem AMA NAO MATA!

El sueño del celta

Todos los elementos de esta historia provienen del avezado taller de Vargas Llosa donde ninguna experiencia se pierde sino que se transforma. Como sus mejores ensayos, este libro trata acerca de la verdad y la mentira como polos del pecado de escribir. Y constituye un regreso a la novela histórica que versa sobre la ambigüedad de los procesos revolucionarios, algo que inició en La guerra del fin del mundo y que ha continuado en Lituma en los Andes, El Paraíso en la otra esquina y La Fiesta del Chivo. El sueño del celta ha sido también un buen pretexto para volver a Iquitos, la ciudad mágica en que se ambientó parte de La casa verde y la totalidad de Pantaleón y las visitadoras. Y su autor ha disfrutado al trabajar sobre un material que contaba con ilustres obras literarias previas, igual que hizo en La casa verde y en La guerra del fin del mundo, inspirada por Os Sertôes, de Euclides da Cunha. Y otra vez se ha asomado a los finales de la hipócrita, retórica y fascinante centuria antepasada, que tanto le fascina: no en vano fue "ese siglo de grandes deicidas como Tolstói, Dickens, Melville y Balzac". Cuando Vargas Llosa publicó su libro sobre García Márquez lo llamó Historia de un deicidio, porque toda gran novela debe tener algo de destitución del otro Creador; hora es ya de reconocer que nuestro autor se ha incorporado al catálogo de los mejores deicidas de nuestro tiempo.
Clique aqui para ler ensaio de Jose-Carlos Mainer, em Babélia, El Pais.com

'A Portrait of Oscar Wilde' sai em edição de luxo

A ideia de que a "arte é inútil" não nasceu exatamente com o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900), mas foi ele quem, no prefácio de seu único romance, O Retrato de Dorian Gray, deixou registrada a frase que provocou enorme desconforto entre seus leitores, um deles aluno de Oxford. Em abril de 1891, Bernulf Clegg lhe escreveu uma carta perguntando em que outro livro havia desenvolvido essa teoria sobre a inutilidade da arte. Wilde respondeu de modo enviesado ao missivista, afirmando que a arte é inútil porque não foi feita para instruir ou motivar ações. Sua natureza seria soberbamente estéril, conclui Wilde. O manuscrito dessa carta é uma das preciosidades incluídas no magnífico A Portrait of Oscar Wilde, que será lançado na quarta-feira, a partir das 20 horas, na galeria AGain (Rua Alagoas, 651, Higienópolis), de Attilio Baschera e Gregorio Kramer, amigos de Lúcia Moreira Salles - responsável pela edição da obra, em inglês, de tiragem limitada e numerada de 525 exemplares, dos quais 280 estarão à venda por R$ 1 mil.
Primorosos 525 exemplares foram costurados manualmente, com fac-símiles de manuscritos do autor irlandês.
A patrocinadora do livro, terceira mulher do banqueiro e diplomata Walther Moreira Salles, viveu até 2009 para assinar cada um dos volumes. A renda proveniente da comercialização será revertida para o projeto Brasileirinho da ONG Riovoluntario ((www.riovoluntario.org.br), da qual era a principal mantenedora. Cada exemplar terá o nome do comprador catalogado pela instituição norte-americana Morgan Library & Museum, proprietária de vários manuscritos de Oscar Wilde (inclusive de O Retrato de Dorian Gray), para a qual Lúcia doou os originais de poemas, contos e cartas do escritor pertencentes a ela e ao marido, que tinham uma coleção de manuscritos.
Para ler a materia completa, clique aqui.
Fonte Estadao

Bach, J.S. - "Air" Orchestral Suite N° 3 in D Major_BWV 1068

Joao Carlos Martins

Joao Carlos Martins responde ao questionário Proust na TV Estadao. Assista aqui. Imperdível!

viernes, 5 de noviembre de 2010

Dedo de Moca

muito bacana. Veja aqui

Escritas de Viagem

Filipe Morato Gomes, jornalista de viagens, vai partilhar os seus conhecimentos em Novembro num workshop de escrita de viagens na escola Restart (Belém, Lisboa).
Leia e informe-se mais, aqui

Como Arcimboldo



Food Landscapes é o título do livro de Carl Warner (128 p., Livraria Cultura, R$ 51,08) e lembra muito o trabalho magistral de Giuseppe Arcimboldo (1527 – 1593).

Elogiadíssima pela crítica, a obra recém-lançada reúne boa parte do material publicado no jornal Sunday Times, que divulga o trabalho do fotógrafo inglês desde 2008. Além disso, o livro traz um making of com as produções, que levam dias para ficarem prontas.
Para conhecer o site clique aqui
Fonte Estadao.Blog Paladar

Rubens. "El Prado reivindica al rey de los pintores"


De Rubens se conservan 1.500 cuadros y cerca de 9.000 dibujos, pero casi ninguno lleva su firma. No lo necesitaba: los monarcas de Europa se disputaban sus servicios. Noventa y tres de esas obras -el doble que de velázquez o tizianos- se guardan en el Prado. No hay en el mundo otra pinacoteca más rica en óleos del pintor de Amberes. Desde hoy y hasta el 23 de enero de 2011, 90 rubens -falta alguna pieza comprometida en préstamo- pueden verse en el museo madrileño en un montaje rompedor que no ocupa más que dos salas de la ampliación de Moneo.

Ordenados cronológicamente y apenas separados por unos centímetros, tal y como se mostraban antiguamente en muchos talleres, los cuadros forman "una coreografía" que Miguel Zugaza, director de la institución, define como "almacén visitable, instalación, gabinete, Rubens de 360 grados, Rubens sin fin...".

La muestra, comisariada por Alejandro Vergara, pretende llamar la atención del público sobre un pintor que nunca ha perdido el favor de artistas, historiadores y críticos pero que parece haber caído en desgracia para el gusto contemporáneo. "Se le ve como retórico y antiguo", explica Vergara. "Ha sido víctima de la idea de progreso aplicada a las artes y de una modernidad asociada a la sobriedad y el minimalismo". Para él, sin embargo, el apego de Rubens a la Antigüedad clásica -más que con otros pintores se le ha comparado con Homero- es uno de los grandes valores de este "pintor gigantesco y sabio": "Nos hace viajar más lejos".

Tan lejos como a un mundo que entre los siglos XVI y XVII vivía su gran crisis y la explosión del primer capitalismo después de que el oro que llevaba cien años llegando desde América facilitara la construcción de palacios cuyas paredes había que llenar con arte. Los tapices eran muy caros y los artistas se vieron inmersos en una suerte de producción semi-industrial de pintura.

En ese escenario triunfó Rubens, que ocupó el trono vacante desde la muerte de Rafael y convirtió su taller en una factoría en la que llegaron a trabajar hasta 25 ayudantes, algunos tan ilustres como Van Dyck. En una carta a un noble británico que requería sus servicios revela que las telas pintadas enteramente "de su mano" costaban el doble que aquellas en las que su participación se limitaba al boceto o los retoques.

Justo cuando las artes buscaban reconocimiento, él se convirtió en un profesional reconocido que hablaba seis idiomas, ejercía como coleccionista y diplomático -llegó a negociar un tratado de paz entre Inglaterra y España- y se construía en Amberes una casa a la altura de su enorme colección particular, la vivienda de alguien digno de compartir escena con Melchor, Gaspar y Baltasar. No extraña, así, que durante décadas fuera un verdadero referente para sus colegas, el rey de los pintores de un tiempo que tuvo entre sus contemporáneos a figuras de la ciencia y de la cultura como Galileo, Descartes, Shakespeare o Cervantes.

"No hay proyecto, por grande o variado que sea, que supere mi coraje", escribió Rubens en una carta de 1921, y la exposición del Prado es la más rotunda ilustración de esa frase: escenas mitológicas y religiosas, retratos de apóstoles, nobles y reyes, bodegones y paisajes, Rubens sin fin, efectivamente. Mucho más, como bromea Vergara, que "mujeres gordas desnudas".

Pero además de una explosión de vitalidad y talento, color y carne, la muestra es también la historia de una obsesión, la del rey Felipe IV, que a finales de la década de 1630 se convirtió en el principal coleccionista del maestro flamenco. Rubens visitó España por segunda vez en 1628, se alojó durante ocho meses en el Alcázar real, copió compulsivamente a Tiziano y convivió con Velázquez, 22 años menor que él.

Tiempo después, y fiel a su obsesión, Felipe IV, que ya tenía decenas de rubens en la Torre de la Parada, una pabellón de caza cercano al Pardo, quiso tener copia de todos en su palacio de Madrid. Algunas de esas copias son las que pueden entreverse detrás de las infantas en Las meninas. Poco después de la desaparición del artista, el monarca español compraría a sus herederos 15 nuevos cuadros, entre ellos, una tabla emblemática: Las tres Gracias. "Considero que todo el mundo es mi país", escribió en otra carta Peter Paul Rubens. Su nombre está tan unido a la cultura española que aquí se le llama Pedro Pablo.
Para ler a matéria completa, clique aqui

De lo que habla el libro de Dragó-Boadella es del mundo y de nuestro destino

La excusa pedófila. O la gran tapadera

JAVIER RUIZ PORTELLA

Si nuestro mundo no fuera tan necio, hasta se podría pensar que el gran escándalo y la gran persecución contra Dragó se han desatado con el propósito de tapar lo esencial: la publicación del libro más demoledor de todo lo “políticamente correcto” que ha visto la luz en mucho tiempo en España. Un libro que habla ante todo de las miserias y absurdidades que corroen nuestra vida y nuestro mundo. Miserias espirituales, culturales, artísticas, políticas…

Tanto nuestra casta política (cualquiera que sea su signo) como los hombres-masa que siguen como borregos lo que sutilmente les imponen: es todo ello lo que Dragó y Boadella vapulean a lo largo de unas conversaciones que no dejan literalmente títere con cabeza.

¿Ha hablado alguien de tales cosas?…

No, ni una palabra. Silencio. Sobre todo que no se hable, que no se diga, que no quede claro que nuestro mundo es absurdo, que no tiene sentido esa sociedad cuyos hombres, después de alcanzar las más altas cotas de bienestar, son incapaces de hacer otra cosa que trabajar, comer, entretenerse con banalidades (ji, ji, je, je) y morirse.

Éste —no otro— es el tema del libro. De ello es de lo que se habla a lo largo de sus más de trescientas páginas. En ellas, el muy libertino Dragó rompe tabús (sí, aún existen: el de los celos, por ejemplo) contando —ínfima parte en el conjunto del libro— algunas de sus historias personales. Entre ellas, como una gota de agua en el mar, la de las dichosas japonesitas.

Es como si, por ejemplo, toda la obra de Antonio Machado (que ciertas librerías valencianas deberían retirar de inmediato) quedase reducida al pedófilo acto —como dirían los bienpensantes— consistente en haberse casado y yacido con la niña Leonor Izquierdo de trece años de edad. Es como si toda la Divina Comedia(también retirada de las mismas librerías) quedase reducida a los amores —platónicos, es cierto, pero cuando tienen semejante intensidad…— que el niño Dante Alighieri sintió a sus nueve años por la niña Beatrice Portinari. Es como si… Dejemos la literatura: los ejemplos son incontables. Concluyamos con la política. Es como si toda la obra de nuestro rey Felipe II (así como la de tantos otros reyes y señores) quedase reducida al pedófilo acto que Su Majestad cometió cuando, a los treinta y dos años de su edad, contrajo reales nupcias con Isabel de Valois, de trece años de edad.

¡Cuánta hipocresía!… Cuántas ganas de que no se hable del único verdadero escándalo: el de una sociedad absurda, encenegada en la fealdad, dominada por el materialismo, perdida en el sinsentido.

Cuántas ganas, en una palabra, de que nadie conozca lo que realmente se escribe en este libro.

Demos, para contrarrestarlo, algunos ejemplos:

Del igualitarismo, la mujer y los homosexuales

¿Hay algún valor más indiscutido que el del igualitarismo? Dragó lo tritura, calificándolo de “teoría demencial”, y Boadella cree que se ha sacado de quicio, aunque reconozca “las legítimas aspiraciones igualitarias” que están en el origen del fenómeno. Uno de sus ataques más inmisericordes es contra una sociedad blandengue y acomodada, como la llaman. “Una sociedad de niños mimados”, sostiene Boadella, mientras Dragó recuerda que, antes, el prestigio de un colegio se medía por el número de suspensos, mientras que ahora es al revés.

¿Los homosexuales? Al mismo tiempo que ambos reconocen sin la menor ambivalencia la legitimidad de su opción sexual, Boadella se pregunta si “hay espectáculo más chabacano y grotesco que el día del orgullo gay”, al tiempo que detecta en todo ello “una voluntad exhibicionista”.

Contra los políticos

Cuando hablan de nuestro pasado reciente, le quitan solemnidad al antifranquismo, reconociendo lo que tuvo de divertido, al tiempo que Dragó defiende el servicio militar como una útil experiencia formadora. En cuanto a los gobernantes actuales, todos les parecen una “banda de legisladores compulsivos”, dispuesta a coartar la libertad del individuo. Gobernantes de cualquier signo; ya que “en estos puestos, la ética y la honradez intelectual no pueden sobrevivir ni dos minutos […]: todo ha sido hecho para que la pérdida de la realidad sea lo primero que suceda cuando uno ocupa un despacho con la bandera nacional”, afirma Boadella. Dragó, por su lado, sostiene que, en España, la derecha no existe, ya que el PP es, en realidad, socialdemócrata.

¿Y qué decir de los ataques, tan mordaces como certeros, que, por parte de ambos, recibe el calamitoso “Estado de las autonomías” en el que se va disgregando la identidad de la nación española?


La Iglesia, los toros, el psicópata de Picasso y las oenegés

La Iglesia no se escapa del análisis demoledor de ambos. Pero que nadie se haga ilusiones; no se meten con Rouco Varela, que eso está al alcance de cualquiera, sino con Juan XXIII. Para Dragó, Juan XXIII fue el Anticristo y el Concilio Vaticano II, al abolir el latín y los grandes ritos litñurgicos, puso fin a la historia de la Iglesia. El Concilio Vaticano II fue satanismo puro: con él terminó el catolicismo. Lo que sí les encanta, en cambio, es la gran manifestación de “idolatría pagana” en que consisten nuestras procesiones de Semana Santa.

Están, por supuesto, a favor de las corridas de toros, cuya prohibición constituye el mayor de los dislates. Tan a favor están que Boadella sostiene que deberían ser un espectáculo infantil, ya que constituyen un espectáculo tan didáctico como moral. A Dragó le parecen “lo más sublime que ha creado el ser humano, lo más verdadero, lo más emocionante, lo más pedagógico”. También destaca “el amor a los animales que se respira en el mundo taurino”.

En cuanto al arte, ambos se burlan con sorna de todas las memeces del feísmo contemporáneo (esto es: del hecho de que la fealdad se alce en el lugar de lo bello). Salvan a Dalí, pero a Boadella Picasso le parece “el gran traidor” y Dragó asegura que es un psicópata que pintaba lo que había dentro de su negra conciencia.

Las oenegés, tan de actualidad, también se llevan lo suyo. Oigamos a Dragó: “Por lo general la gente que se mete en una oenegé, lo sepa o no, lo reconozca o no, es porque quiere hacer turismo sexual, correr aventuras, vivir de la sopa boba, resolver sus problemas psicológicos o mirarse al espejo y pensar qué bueno soy”.

A Literatura

Los filósofos Fernando Savater y Gustavo Bueno; los escritores María Dueñas, Luis Alberto de Cuenca, Benjamín Prado y Juan Bonilla; el cineasta José Luis Garci, el dramaturgo Albert Boadella y otras personalidades de la Cultura y las letras se han sumando a un escrito titulado 'Contra la quema de libros. Manifiesto por Fernando Sánchez Dragó', contra las condenas públicas y acciones en su contra (incluida la retirada de sus libros) que ha recibido el escritor por relatar en un libro un encuentro con menores de edad.

También se han adherido al manifiesto los escritores Luis Racionero, Roberto Montero Glez, Miguel Dalmau y Álvaro Bermejo, el poeta Jesús Munárriz, además de los periodistas Silvia Grijalba, Jesús González Green; el director de ELMUNDO.es, Fernando Baeta; el subdirector de EL MUNDO Pedro García Cuartango, así como Javier Ruiz Portella, fundador de www.elmanifiesto.com, donde figura el formulario para adherirse al mismo.
Fonte Elmundo.es

Uma lágrima por Gil Mangens ,o último habitante do Palácio Nacional de Mafra

Gil Ferreira Mangens, nascido em Mafra em 1927, era descendente de uma família francesa que chegou a Lisboa no século XVIII, por alturas da construção do palácio.

Actualmente, o antigo tipógrafo, que não deixa descendentes, era o único residente do Palácio Nacional de Mafra, onde passou os últimos dias de vida “de forma voluntária”, a dar indicações aos turistas.

O último habitante do Palácio Nacional de Mafra morreu hoje, aos 83 anos, após ter vivido toda a sua vida naquele local, disse à agência Lusa o director do edifício.

“Era uma pessoa muito querida que dedicou toda a sua vida ao palácio. Ninguém sabia tanto sobre o edifício como ele”, afirmou à agência Lusa o director do Palácio Nacional de Mafra, Mário Pereira.

O responsável recordou Gil Mangens como alguém que “viveu sempre de uma forma austera” e que “não ligava aos luxos”. “Andava sempre a pé e vivia sem telefone e televisão. Dizia que a sua única paixão eram os livros e o palácio” contou.

Mário Pereira disse ainda que o Palácio de Mafra pretende homenagear o seu último residente através de uma exposição com base no espólio deixado por Gil Mangens, nomeadamente livros e fotografias.

De acordo com o responsável, Gil Mangens terá sido mesmo o último residente do Palácio Nacional de Mafra, uma vez que residia ali apenas por descender de antigos ocupantes do monumento.

Fonte Publico.pt

jueves, 4 de noviembre de 2010

El jardín de las delicias, la sinfonía de los horrores


Los instrumentos que pintó El Bosco (1450-1516) en su cuadro más famoso, 'El jardín de las delicias', colgado en el Museo del Prado de Madrid, generan una cacofonía insufrible.

A esa conclusión han llegado los expertos de la Colección Bate de Instrumentos Musicales, de la Universidad de Oxford, que recrearon pacientemente algunos de esos instrumentos con la esperanza de que arrojaran alguna luz sobre la música de entonces. Sin embargo, según Andy Lamb, director de esa colección, el sonido que sale de esos instrumentos resulta difícil de soportar para el oído humano.

"Traté de sacar algunas notas más o menos armoniosas de los instrumentos de viento, pero es horrible lo que sale de ahí", dijo Lamb, en declaraciones al diario 'The Times'.

Según Lamb, la cacofonía resultante parece corresponder a los horrores que se describen en el cuadro, que entre otros motivos incluye imágenes de pecadores devorados por las ratas y monstruos con cabeza de pájaro.

Dos de los instrumentos representados en el cuadro -una flauta y un tambor- producen un sonido razonable, pero los ocho restantes resultan imposibles de reproducir o generan un sonido insoportable.

La trompeta, por ejemplo, no tiene una serie natural de armónicos y está tan retorcida que no se puede tocar mientras que las cuerdas del arpa tienen una longitud y un peso tales que resulta imposible una octava.

En cuanto a la zanfona, instrumento en el que las cuerdas vibran por la fricción de una rueda situada en la caja de resonancia del instrumento y que gira gracias a un manubrio, parece estar mal diseñada.

"Cuando uno da vueltas al manubrio, el instrumento emite una especie de zumbido, pero es imposible sacar melodía alguna. Sería además difícil de sostener porque las cuerdas están en una posición equivocada y además sobra una cuerda", explicó Lamb al periódico.

En las gaitas no parece que tenga sentido la distancia que deja el artista flamenco entre los agujeros para los dedos y el laúd, tal y como lo pintó, es imposible de afinar. Reproducir los instrumentos llevó meses, pese a lo cual el director de la colección de instrumentos musicales de Oxford dijo creer que el esfuerzo valió la pena.
Fonet Elmundo.es

Vargas Llosa, o Nobel, a novela e o herói moderno

"Nunca estuvo entre mis aspiraciones literarias ganar el Premio Nobel. Mis ambiciones eran mayores: yo quería escribir buenas novelas", afirmó ayer. "Mi ambición era que mis libros se leyeran como yo leía los libros que me cambiaron la vida".
Uno de ellos fue El corazón de las tinieblas, y en una biografía de su autor, Joseph Conrad, Vargas Llosa se topó con la fascinante figura de Roger Casement. Diplomático británico nacido en el Ulster, su conversión al nacionalismo irlandés tras la experiencia africana le llevó a conspirar con Alemania durante la I Guerra Mundial para impulsar la independencia de Irlanda. Aquella conspiración dio con sus huesos en una cárcel de Londres. "Fue un gran héroe moderno", le dijo Vargas Llosa a Gabilondo.
Para seguir lendo,clique aqui
Fonte El País

miércoles, 3 de noviembre de 2010

La Venus en el espejo


En La Venus en el espejo de Velázquez, (...)no vemos el rostro de Venus, sino su tenue reflejo en el espejo. En este momento la pintura,género bidimensional por excelencia, se hace tridimensional,se teatraliza, las miradas se intercambian dramáticamente, envolviendo, a veces, al espectador incauto(...); es un espacio dual que va hacia afuera del mundo aparencial y se desliza, imperceptiblemente,fuera del lienzo, hacia lo real.
in María Alicia Amadei-Pulice. Calderón y el barroco : exaltación y engaño de los sentidos
Leia mais aqui

uno de los mejores desnudos de la historia del arte




La pintura Nu assis sur un divan (La Belle Romaine), de Amedeo Modigliani (1884-1920), ha logrado un nuevo precio récord para una obra del pintor italiano al ser comprada por 49 millones de euros (68,9 millones de dólares) durante una subasta de arte impresionista y moderno en la sede de Sotheby's en Nueva York.

La obra de Modigliani, pintada en 1917, se considera, según los responsables de la casa de pujas, "uno de los mejores desnudos de la historia del arte" junto con el El nacimiento de Venus de Sandro Botticelli (1445-1510), la Venus del espejo de Diego Velázquez (1599-1660) y la Olympia de Édouard Manet (1832-1883).

Fuente El Pais

Comento: Se tivesse que escolher a melhor narrativa nao tenho duvidas que a minha escolha pessoal recairia sobre Velazquez.Gosto pessoal, of course...

El mejor Philip Roth está de vuelta

Uno de los mayores logros de Roth como narrador es que obliga a los lectores a adentrarse con él en regiones sumamente oscuras de la experiencia humana. Ello lo convierte en un narrador a quien puede resultar incómodo seguir. Se ha dicho de él que nadie ha explorado mejor en nuestro tiempo el misterio de la sexualidad. Otras cumbres de su arriesgada propuesta narrativa son El teatro de Sabbath (1995), Pastoral Americana (1997), y La mancha humana (2000). Aunque es cierto que en algunas novelas ha puesto a prueba las posibilidades técnicas del arte narrativo, como en El pecho (1972) o La contravida (1986), la verdadera fuerza de Roth está en su capacidad para obligarnos a mantener la mirada abierta en los momentos más duros que nos plantea a todos el reto cotidiano de la existencia. Así, en Patrimonio (1991), el protagonista (que puede o no ser el propio Roth) sostiene un duelo insoportable con lo que significa ser testigo de la agonía y muerte de su padre. Otro tanto hace, en distintos momentos de su obra, con la enfermedad o la vejez. El reto es difícil porque al hacerlo logra alejarse de lo que es en sí aborrecible y doloroso para trascenderlo a través del arte. No es que borre la distancia entre realidad y ficción, como se ha dicho, sino que nos sitúa en un punto en el que, desde la emoción, nos permite entender situaciones cruciales de la vida para las que no hay sino las palabras más elementales: el odio, el mal, el amor, la posibilidad de que el mundo y la historia estén gobernados por el más absoluto sinsentido. Para afrontar la vida, cuando es difícil y en los momentos de esplendor, disponemos del arte. Sabiendo que es así, Roth no deja de escribir. Probablemente no podría hacerlo, aunque quisiera.

Leia mais aqui
Fuente El Pais

martes, 2 de noviembre de 2010

Câmara Clara - Magazines RTP 2 - Multimédia RTP

Câmara Clara - Magazines RTP 2 - Multimédia RTP
Nao há nada que comece com Herberto Helder que possa ser classificado com um adjetivo menor que extraordinário!

Seal - Secret


From what I see you are trying hard...

Biblioteca Nacional faz 200

Fundação Biblioteca Nacional faz 200 anos com mostra de acervo e raridades


Raquel Cozer - O Estado de S.Paulo
Poucos metros separam um raríssimo exemplar da chamada Bíblia de Mogúncia (1462), impressa sobre pergaminho por ex-sócios de Gutenberg, uma primeira edição de Os Lusíadas (1572), de Luís de Camões, e um manuscrito da ópera O Guarani (1871), de Carlos Gomes. Essas preciosidades históricas são apenas três dentre os mais de 9 milhões de itens reunidos ao longo de dois séculos pela Fundação Biblioteca Nacional e podem ser vistas na exposição Biblioteca Nacional 200 Anos - Uma Defesa do Infinito, na sede da instituição, na Rua México, s/n.º, no centro do Rio, com entrada franca.

Com um acervo desenvolvido a partir da coleção Real Biblioteca, que d. João VI trouxe consigo ao desembarcar em Salvador em 1808 - e pela qual o Brasil pagou, "e não pouco", como destaca Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional -, a FBN é hoje a oitava instituição do gênero no mundo em quantidade de livros, mapas e outros documentos. Duzentas dessas peças foram selecionadas pelo curador Marco Lucchesi para a mostra, que fica aberta para visitação de amanhã até 25 de fevereiro.

"Foi uma das antologias mais difíceis que me coube realizar", diz Lucchesi, que dedicou nove meses de visitas às divisões da biblioteca, numa "verdadeira força-tarefa", com vários setores da instituição. "O trabalho de curadoria buscou abranger expectativas do que o público e os pesquisadores esperam ver em geral e, ao mesmo tempo, realizar um trabalho de arqueologia profunda, trazendo novidades."

Obras e autores. O resultado pode ser visto dividido em três seções principais. A primeira delas, A Construção do Gabinete Ocidental, conta um pouco da história da biblioteca, "peregrina", como destaca Lucchesi, já que passou por outros endereços, como a Rua do Carmo e a Rua do Passeio, antes de se instalar no atual prédio, em 1910. Dessa "pré-história" da instituição, aparecem documentos como uma listagem de naus e pessoas que saíram de Portugal a 29 de novembro de 1907 rumo ao Brasil, na companhia de d. João VI, assim como uma gravura do embarque no além-mar, de autoria de Francesco Bartolozzi. Do material que fazia parte do acervo da Real Biblioteca portuguesa, há curiosidades como a primeira edição de Os Lusíadas e um enorme volume do Le Grand Theatre de l"Univers (1741), no qual se destaca uma tábua cronológica de todos os príncipes da Europa desde o nascimento de Cristo.

Na segunda seção da exposição, chamada Do Autor Invisível à Máquina do Universo, estão algumas das maiores riquezas do acervo, como a Bíblia de Mogúncia. O "autor invisível" aparece, por exemplo, na mais antiga obra da Biblioteca Nacional, uma compilação de evangelhos em grego, manuscrita sobre pergaminho, datada do século 11. Daí para a frente começam a aparecer itens nacionais, como a arte de Santa Rosa para a capa do livro Sagarana, de Guimarães Rosa, e a edição original de A Menina do Narizinho Arrebitado (1920), primeiro título infantil escrito por Monteiro Lobato e cuja história, anos mais tarde, abriria o clássico Reinações de Narizinho (1931).

A terceira seção, Como a Pintura, A Poesia, inclui itens que esclarecem que o acervo da Biblioteca Nacional vai além de documentos em papel, como muitos podem pensar. São expostos ali, entre outras coisas, o arcabouço de violino usado para estudo pelo maestro César Guerra Peixe, e o disco que registra a gravação de Pelo Telefone, considerado o primeiro samba nacional.

Fazem parte ainda dessa seção gravuras de artistas como Francisco Goya e Rembrandt, além de charges nacionais, assinadas por Lan, Nássara e outros. "A ideia principal é a de ter o leitor como centro e o livro como instrumento. Nada de apresentar a biblioteca enquanto "bibliópolis" faraônica, imóvel, silente, passiva", descreve Lucchesi, conhecedor do acervo da FBN desde os 18 anos e cujo empenho na investigação do material lhe inspirou o romance O Dom do Crime, a ser lançado este mês.
Fonte Estadao

Nacional de Portugal




Das vantagens de viver pelo mundo:tia Adilia, broas e bolo podre. Tudo genuinamente Nacional de Portugal! Nao tem preco ! (com cedilha,of course).

lunes, 1 de noviembre de 2010

Salman Rushdie e Shakespeare

¿Diría que Reino Unido ha estado a su altura en todo el asunto de la guerra contra el terrorismo? "Creo que Tony Blair es un tipo decente. No es amigo, debo de haber estado ocho, nueve, 10 veces con él. La tragedia de su vida es que cometió un gran, un colosal error y este se llamó Irak. Como literato que soy, me seduce lo shakesperiano del asunto. Es Macbeth, un hombre bueno al que le pierde algo que en el caso de Otelo eran los celos".

Dice y entonces se gira, coge la espada de Damocles por el filo, extrae un libro de Shakespeare de la granada librería y la conversación deriva hacia la vida y milagros del "tipo que tan pronto como en el siglo XVI lo escribió todo sobre todas las cosas".
Fonte El Pais
clique aqui para ler toda a entrevista

Drummond,sempre

Escute Drummond na voz de Paulo Autran
PS Via Noblat

domingo, 31 de octubre de 2010

História da da eternidade (Jorge Luis Borges)

*
No trecho das Enéadas cujo objetivo é interrogar e definir a natureza do tempo, afirma-se que é indispensável conhecer previamente a eternidade, que - como todos sabem - é o modelo e o arquétipo daquele. Essa advertência preliminar, tanto mais grave se acreditamos que é sincera, parece aniquilar toda esperança de que nos entendamos com o homem que a escreveu. O tempo para nós é um problema, um problema trepidante e exigente, talvez o mais vital da metafísica; a eternidade, um jogo ou uma fatigada esperança. Lemos no Timeu de Platão que o tempo é uma imagem móvel da eternidade; e isso não passa de uma consonância que não demove ninguém da convicção de que a eternidade é uma imagem feita com substância de tempo. Essa imagem, essa palavra tosca enriquecida pelos desentendimentos humanos, é o que me proponho historiar.

Invertendo o método de Plotino (único modo de utilizá-lo), começarei inventariando as obscuridades inerentes ao tempo: mistério metafísico, natural, que deve preceder a eternidade, que é filha dos homens. Uma dessas obscuridades, não a mais difícil mas tampouco a menos bela, é a que nos impede de estabelecer a direção do tempo. Que ele vai do passado para o futuro é a crença mais comum, mas a crença oposta não é mais ilógica - a que foi fixada em verso espanhol por Miguel de Unamuno:

Noturno o rio das horas flui
do manancial que é o amanhã
eterno...¹

Ambas são igualmente verossímeis - e igualmente inverificáveis. Bradley nega as duas e oferece uma hipótese pessoal: excluir o futuro, que é uma mera construção de nossa esperança, e reduzir o "atual" à agonia do momento presente desintegrando-se no passado. Essa regressão temporal costuma corresponder aos estados declinantes ou insípidos, enquanto toda e qualquer intensidade nos dá a impressão de avançar para o futuro... Bradley nega o futuro; uma das escolas filosóficas da Índia nega o presente, por considerá-lo inapreensível. "A laranja está a ponto de cair do galho, ou já está no chão", afirmam esses estranhos simplificadores. "Ninguém a vê cair."

O tempo propõe outras dificuldades. Uma delas, talvez a maior, a de sincronizar o tempo individual de cada pessoa com o tempo geral da matemática, foi amplamente alardeada pelo recente alarme relativista, e todos se lembram dela - ou pelo menos se lembram de lembrar-se dela até há bem pouco tempo. (Eu a retomo assim, deformando-a: Se o tempo é um processo mental, como é possível que milhares de homens o partilhem, ou mesmo dois homens diferentes?) Outra é a destinada pelos eleatas à refutação do movimento. Essa pode ser resumida nestas palavras: "É impossível que em oitocentos anos de tempo transcorra um período de catorze minutos, porque primeiro é indispensável que tenham se passado sete, e antes de sete, três minutos e meio, e antes de três e meio, um minuto e três quartos, e assim infinitamente, de modo que os catorze minutos nunca se completam". Russell rebate esse argumento afirmando a realidade e mesmo a vulgaridade dos números infinitos, que se dão de uma vez só, por definição, e não como termo "final" de um processo enumerativo sem fim. Esses algarismos anormais de Russell são uma boa antecipação da eternidade, que também não é possível definir pela enumeração de suas partes.

Nenhuma das diversas eternidades planejadas pelos homens - a do nominalismo, a de Irineu, a de Platão - é uma adição mecânica de passado, presente e futuro. Trata-se de algo mais simples e mais mágico: a simultaneidade desses tempos. A linguagem comum e aquele dicionário assombroso dont chaque édition fait regretter la precedente parecem ignorá-lo, mas assim a pensaram os metafísicos. "Os objetos da alma são sucessivos, agora Sócrates e depois um cavalo - leio no quinto livro das Enéadas -, sempre uma coisa isolada que se concebe e milhares que se perdem; mas a Inteligência Divina abarca todas as coisas conjuntamente. O passado está em seu presente, bem como o futuro. Nada transcorre neste mundo, no qual persistem todas as coisas, quietas na felicidade de sua condição."

¹ O conceito escolástico do tempo como a fluência do potencial no atual é afim a essa ideia. Cf. os objetos eternos de Whitehead, que constituem o "reino da possibilidade" e ingressam no tempo.

Fonte Folha de Sao Paulo

González-Sinde afirma que "el oficio de literato no es un eximente"

BLANCA LÓPEZ ARANGÜENA - Estambul - 31/10/20

Fernando Sánchez Dragó intervendrá hoy en la Feria del Libro de Estambul en una mesa redonda de lo más oportuna: literatura y medios de comunicación. Pero ha estado a punto de no hacerlo. La ministra de Cultura, Ángeles González-Sinde, confesó ayer que el Ministerio "habría considerado retirar la invitación" al escritor para que participe en la feria turca tras la salida a la calle de un libro donde confiesa que mantuvo relaciones sexuales en Tokio con dos menores de 13 años, a las que además insulta calificándolas de "zorritas" y "muy putas".

"El oficio de literato no es un eximente para quienes, con sus palabras, por muy hábilmente que estén ordenadas, ofenden, desprecian, se saltan las reglas de convivencia y pisotean, peligrosamente, valores como la igualdad o la no discriminación", afirmó la ministra en su discurso en la feria, que este año cuenta con España como invitada de honor y que, por tanto, cuenta con respaldo financiero del Ministerio de Cultura.

En el libro Dios los cría... y ellos hablan de sexo, drogas, España, corrupción... (Planeta), Sánchez Dragó conversa con el dramaturgo Albert Boadella y, en la página 164, narra así lo ocurrido durante un viaje a Tokio en 1967, cuando el escritor tenía 31 años. Salió del metro y se topó de frente "con unas lolitas de esas -ahora hay muchas- que visten como zorritas, con los labios pintados, carmín, rímel, tacones, minifalda...". Y añade: "Las muy putas se pusieron a turnarse".

La cascada condenatoria no ha cesado desde que se aireó el contenido del libro. Además de González-Sinde, ayer también Leire Pajín, ministra de Sanidad, Política Social e Igualdad, arremetió contra el escritor, que dirige y presenta en la cadena pública Telemadrid el programa de literatura Las noches blancas. Ni la literatura ni otras expresiones artísticas, dijo Pajín, "pueden justificar un comportamiento absolutamente inaceptable como el que hemos conocido", informa Efe.

Pajín, además, dijo que no le sorprendía. "No es la primera vez que Sánchez Dragó hace deliberaciones de estas características", afirmó. La ministra cree que las mayoritarias reacciones de condena son un signo de "esperanza". Sánchez Dragó aseguró, tras las primeras críticas, que el episodio sexual respondía a una ficción y no a un hecho real. "Era un grupo de chicas y chicos. Nos fuimos a tomar un café al lado de la estación de Ikebukuro. Hubo risas, chanzas y coqueteos. Luego cada mochuelo y cada mochuela se fue a su olivo. No creo, además, que tuvieran 13 años, sino algunos más. Era una forma de hablar. Los jóvenes japoneses tienen un aspecto muy aniñado", explicó a este diario días atrás.

Sin embargo, González-Sinde dijo que no creía en "la inocencia de las palabras que defiende Dragó y comparte la presidenta de la Comunidad de Madrid, Esperanza Aguirre".

En Estambul, la ministra explicó que su departamento respeta "la libertad de expresión" de los creadores, "pertenezcan a las convicciones políticas del Gobierno socialista o no", como demuestra el que Sánchez Dragó haya participado en otros actos relacionados con la promoción de la cultura española en el extranjero. No obstante, añadió que el Ministerio debe plantearse la participación de autores en eventos que patrocina en los casos en que "la libertad de expresión se extralimita y pasa por encima de la libertad de otras personas y de la consideración y el respeto a los menores".

Mientras tanto, el causante de todo, cuyos libros han sido retirados de algunas librerías en España pero no de los expositores de la Feria de Estambul, se encontraba ayer, según los organizadores de la feria, en la ciudad, aunque no acudió a la inauguración.
Fuente El País

Sôbolos Rios Que Vão

Durante a apresentação do seu último romance, Sôbolos Rios Que Vão, que acaba de chegar às livrarias numa edição da Dom Quixote, Lobo Antunes disse que "... não escreve porque tem coisas para dizer, a gente escreve porque quer dizer. E comecei a perceber que o que eu queria dizer era aquilo que se perdeu."

Lobo Antunes quer que os seus livros sejam um "diálogo permanente entre o texto e o público". E lembra-se de Paul Celan, que dizia: "Sou mais eu, quando sou tu." Os livros conversam com Lobo Antunes e o escritor conversa com eles. Mas será que lhe darão tempo para escrever o que queria?, pergunta. Este romance já lhe está distante, o que está a escrever agora tem-lhe dado problemas todos os dias. Porque Lobo Antunes sabe, como sabia Flaubert, no fim da vida, que "a puta da Bovary vai viver e eu vou morrer".
Fonte Publico.pt

PAZ!

PAZ, a gente é que FAZ!