sábado, 27 de septiembre de 2008
There´s one thing I know...they won´t defeat me
Good Bye, Paul!
PS 1 A única dúvida é se assistí a este filme no cine Massangano ou no cine Petrolina....se lembrar, eu conto.
PS 1 A única dúvida é se assistí a este filme no cine Massangano ou no cine Petrolina....se lembrar, eu conto.
Literatura pelo Celular
LITERATURA
Prêmio via torpedo abre suas inscrições
O Prêmio Literatura pelo Celular, promovido pela Oi, abriu suas inscrições. Este ano o prêmio passa a fazer parte do calendário da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto), que acontece entre os dias 6 e 9 de novembro. Os interessados devem mandar um texto contendo até 160 caracteres, por meio de um aparelho Oi, para o número 48333. Mais informações e regulamento: www.fliporto.net.
Fonte Folha de Sao Paulo
Prêmio via torpedo abre suas inscrições
O Prêmio Literatura pelo Celular, promovido pela Oi, abriu suas inscrições. Este ano o prêmio passa a fazer parte do calendário da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto), que acontece entre os dias 6 e 9 de novembro. Os interessados devem mandar um texto contendo até 160 caracteres, por meio de um aparelho Oi, para o número 48333. Mais informações e regulamento: www.fliporto.net.
Fonte Folha de Sao Paulo
YouTube e iBanesto proponen un concurso para ahorrar
El primer concurso de vídeo en Europa en esta plataforma es en España
ROSA JIMÉNEZ CANO - Madrid -
En un ambiente lleno de bloggers y entusiastas de la red se ha presentado el primer concurso de YouTube en Europa. De la mano de iBanesto se propone la creación de vídeos con una duración inferior a un minuto con el tema "gastamos menos":
Los premios van de los 5.000 euros a los 1.000 para el tercer clasificado. El jurado, además de estar compuesto por bloggers y videobloggers cuenta con un presidente de reconocido prestigio, el director de cine Fernando Colomo, que durante la puesta de largo del concurso destacó las virtudes del cine "no de 'low budget', sino 'no budget'. Es increíble lo que se puede hacer sin dinero pero con talento". Al tiempo que animo a hacer obras colectivas, divertidas y con un mensaje claro, encontrar soluciones que inviten al ahorro en las situaciones más cotidianas.
Esta acción se enmarca dentro de la estrategia del banco para obtener clientes en Internet y hacer ver cómo ellos ahorran en sus sucursales pero poder dar mayores beneficios a sus clientes. Los propios trabajadores del banco, bajo la ficticia identidad de Salvador del Puño, supuesto responsable de ahorro en la compañía, han realizado unos desenfadados vídeos con sus primeras iniciativas para gastar lo menos posible. Ya sea con un guarda con perro de porcelana, post 'its' humanos, o lápices de vida extra larga: http://www.youtube.com/user/salvadordelpuno.
Las bases del concurso se pueden visitar en http://www.gastamosmenosparadartemas.com/.
Fonte El Pais
viernes, 26 de septiembre de 2008
Itamaraty repudia pacto europeu de imigracao
Em nota, Itamaraty repudia o Pacto Europeu de Imigração
Embora não seja mencionado no texto, governo brasileiro deve adotar princípio de reciprocidade
Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O governo brasileiro advertiu a Comissão Européia que o Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo, uma política de imigração mais dura que será aprovada em outubro próximo pelos países da União Européia, poderá gerar divisões entre o bloco e as Nações de origem dos imigrantes. Por meio de nota divulgada pelo Itamaraty na tarde desta sexta-feira, 26, o Brasil reiterou sua defesa do "direito de ir vir das pessoas" e informou que redobrará sua vigilância sobre as medidas desse Pacto que venham a afetar os brasileiros. O governo brasileiro cobrou ainda a União Européia a considerar que o Brasil acolheu "generosamente e sem discriminações" milhões de emigrados no passado, sobretudo europeus.
"A decisão dá seqüência a uma preocupante escalada de medidas tomadas em âmbito europeu que, a pretexto de combater a imigração ilegal e estimular a regularidade, reforçam predisposição negativa à migração, generalizam critérios seletivos e abrem margem a controles que, na prática, podem se revelar arbitrários e atentatórios aos direitos humanos", afirma a nota.
"(O Brasil) redobrará a vigilância em relação a medidas que possam afetar (os emigrados brasileiros) em violação a normas humanitárias e de convivência consagradas universalmente."
Embora não tenha sido mencionado no texto, o governo brasileiro adota o princípio da reciprocidade nas suas normativas sobre o acesso e o tratamento a cidadãos estrangeiros. Isso significa que as regras do Pacto que venham a atingir os brasileiros na União Européia tenderão a ser reproduzidas, no Brasil, para o tratamento de europeus em visita ou residentes no País. Esse foi um dos pontos fundamentais para o recente recuo dos britânicos, que pretendiam reativar a exigência de visto para os brasileiros.
O texto do Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo foi concluído em reunião, na quinta-feira, 25, dos ministros do Interior e da Imigração dos 27 países do bloco. O projeto acaba com a possibilidade de regularização coletiva da situação de imigrantes indocumentados, prevê a criação do cartão azul, uma versão européia do "green card" americano, e aumenta os controles de fronteira. O cartão azul abrirá uma brecha na normativa para facilitar o acesso à Europa de imigrantes com grau de escolaridade mais elevado - algo que, para os países de origem, significa o estímulo à fuga de cérebros. Entre as exigências aos candidatos ao cartão azul está o diploma universitário ou a experiência profissional de cinco anos em uma área específica.
Essa nova política européia complementa a Diretiva do Retorno, aprovada pelo Parlamento Europeu em junho passado, e que causou reações mundo afora. A Diretiva harmonizou os procedimentos de deportação - com a proibição de ingresso à União Européia por um prazo de cinco anos - e prevê a prisão de imigrantes ilegais por 18 meses. Na ocasião, o Itamaraty lamentou a adoção da Diretiva, por "criar uma percepção negativa da imigração" e por ser contrária a um "mais amplo e pleno convívio entre os povos".
Embora não seja mencionado no texto, governo brasileiro deve adotar princípio de reciprocidade
Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - O governo brasileiro advertiu a Comissão Européia que o Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo, uma política de imigração mais dura que será aprovada em outubro próximo pelos países da União Européia, poderá gerar divisões entre o bloco e as Nações de origem dos imigrantes. Por meio de nota divulgada pelo Itamaraty na tarde desta sexta-feira, 26, o Brasil reiterou sua defesa do "direito de ir vir das pessoas" e informou que redobrará sua vigilância sobre as medidas desse Pacto que venham a afetar os brasileiros. O governo brasileiro cobrou ainda a União Européia a considerar que o Brasil acolheu "generosamente e sem discriminações" milhões de emigrados no passado, sobretudo europeus.
"A decisão dá seqüência a uma preocupante escalada de medidas tomadas em âmbito europeu que, a pretexto de combater a imigração ilegal e estimular a regularidade, reforçam predisposição negativa à migração, generalizam critérios seletivos e abrem margem a controles que, na prática, podem se revelar arbitrários e atentatórios aos direitos humanos", afirma a nota.
"(O Brasil) redobrará a vigilância em relação a medidas que possam afetar (os emigrados brasileiros) em violação a normas humanitárias e de convivência consagradas universalmente."
Embora não tenha sido mencionado no texto, o governo brasileiro adota o princípio da reciprocidade nas suas normativas sobre o acesso e o tratamento a cidadãos estrangeiros. Isso significa que as regras do Pacto que venham a atingir os brasileiros na União Européia tenderão a ser reproduzidas, no Brasil, para o tratamento de europeus em visita ou residentes no País. Esse foi um dos pontos fundamentais para o recente recuo dos britânicos, que pretendiam reativar a exigência de visto para os brasileiros.
O texto do Pacto Europeu sobre Imigração e Asilo foi concluído em reunião, na quinta-feira, 25, dos ministros do Interior e da Imigração dos 27 países do bloco. O projeto acaba com a possibilidade de regularização coletiva da situação de imigrantes indocumentados, prevê a criação do cartão azul, uma versão européia do "green card" americano, e aumenta os controles de fronteira. O cartão azul abrirá uma brecha na normativa para facilitar o acesso à Europa de imigrantes com grau de escolaridade mais elevado - algo que, para os países de origem, significa o estímulo à fuga de cérebros. Entre as exigências aos candidatos ao cartão azul está o diploma universitário ou a experiência profissional de cinco anos em uma área específica.
Essa nova política européia complementa a Diretiva do Retorno, aprovada pelo Parlamento Europeu em junho passado, e que causou reações mundo afora. A Diretiva harmonizou os procedimentos de deportação - com a proibição de ingresso à União Européia por um prazo de cinco anos - e prevê a prisão de imigrantes ilegais por 18 meses. Na ocasião, o Itamaraty lamentou a adoção da Diretiva, por "criar uma percepção negativa da imigração" e por ser contrária a um "mais amplo e pleno convívio entre os povos".
EL ARTISTA MÁS ENIGMATICO DEL SIGLO XX

Christopher Rothko, hijo del artista y responsable de su legado, ante uno de los murales expuestos en la Tate. (Foto: AP)
BEGOÑA P´REZ
LONDRES.- Mark Rothko tuvo una noción ambivalente del éxito. Pasó parte de su existencia buscando el reconocimiento pero, una vez que lo obtuvo, no supo cómo digerirlo. Prueba de ello, fue el episodio que marcó el advenimiento de sus célebres murales Seagram. En 1958 recibió una lucrativa propuesta de 35.000 dólares para cubrir las paredes del restaurante Four Seasons dentro del rascacielos Seagram de Mies van der Rohe. Dos años más tarde, dio marcha atrás, devolvió el dinero y decidió quedarse con las pinturas. Cuenta el mito que había aceptado el reto con intención malévola, "arruinar el apetito de cada hijo de puta que come en esa sala".
Pero fue el propio Rothko quien acabó atragantándose ante la ostentación del restaurante, insoportable para su credo socialista. En 1969 decidió donar nueve de esos murales a la Tate Gallery de Londres. Los murales llegaron a la orilla del rio Támesis el mismo día en que se tuvo noticia de su suicido. Su cuerpo había aparecido junto a un charco de sangre y una cuchilla en su estudio de Manhattan.
Desde el miércoles, los murales de la Seagram vuelven a lucir en la Tate como plato fuerte de la exposición que recuerda los años finales de Rothko. A su alrededor, las obras llegadas de otras dos colecciones, la del Kawamura Memorial Museum of Art de Japon y la National Gallery of Art de Washington, permiten considerar con ojos nuevos al pintor nacido en Letonia.
El conjunto marca "el comienzo del década más rica de mi padre", según el hijo del artista, Christopher Rothko, responsable de su legado. Pero también el más lúgubre, porque fue entonces cuando el pintor abandonó los colores intensos y brillantes de sus inicios para recrearse en oscurecidos tonos granate, rojo y negro. Según los expertos, Rothko quería obligar a una reflexión más profunda sobre su trabajo en su momento de máxima popularidad.
La cotización de su obra había alcanzado altas posiciones a principios de los 60, pero Rothko era muy consciente de que los gustos cambiantes del mundo del arte podían dar lugar a un cambio de tendencia. Quizá por eso, llamó a los representantes del Pop Art "charlatanes" y "jóvenes oportunistas". No se imaginaba que en 2008 seguiría siendo un pintor codiciado por los coleccionistas que, el año pasado, asistieron a la subasta de su cuadro 'White center', liquidado en Nueva York por 72,8 millones de dólares (récord entre los artistas de posguerra).
La exposición estrá abierta del 26 de septiembre al 1 de oactubre. (Foto: REUTERS)
Claro que eso no tiene nada que ver con el deseo de Rothko de hacer del arte un instrumento de comunicación emocional. Su objetivo escondía una técnica meticulosa envuelta en un halo de misterio. Una de las salas de la muestra intenta desbrozar a través de fotografías aumentadas, y con ayuda de luces ultravioletas el método Rothko, las capas y y los retoques imperceptibles a simple vista.
El estudio ha sido realizado por la Tate en colaboración con especialistas holandeses e italianos pero aún deja en suspensión muchas preguntas sobre su técnica. Rothko rehusaba la presencia de testigos mientras pintaba y ni siquiera toleraba la presencia de sus asistentes. Las fotografías del pintor en su estudio solían retratarlo en una posición contemplativa, nunca en plena creación.
El entusiasmo que inspiraron sus murales Seagram llevaron al coleccionista Dominique de Menil a encargar a Rothko una serie de pinturas para la capilla de Houston, rebautizada para la posteridad Capilla Rothko. El edificio inspiró sus pinturas Black form (Forma negra) en 1964, un conjunto de lienzos negros de cambiante textura que supusieron un paso adelante respecto a la atmósfera crepuscular de los murales Seagram. La Tate ofrece algunos de esos cuadros, que representaron un corte con su trabajo anterior y también un desafío para quienes percibían su obra como decorativa.
La última sala de la exposición muestra algunos ejemplos de su última serie, 'Black on gray' ('Negro sobre gris'), un trabajo en el que se propuso desafiar sus propios límites. Durante su elaboración, Rothko abrió las puertas de su estudio a un grupo de miembros selectos del mundo del arte neoyorquino. Fue el epílogo de una carrera marcada por varios episodios depresivos regados por el alcohol.
El oscurecimiento de su última obra insinúa un mayor desánimo, pero sus herederos prefieren verla, a día de hoy, como una celebración de su mejor trabajo, como explicó recientemente su hija Kate en una entrevista a 'The Observer'. "Nadie puede negar que mi padre estuvo muy deprimido al final de su vida. Yo estaba muy convencida de esa idea. Tuve la terrible experiencia de ver cómo sus pinturas se oscurecían, para mí fue duro separarlas de su depresión. Pero cuando ví la exposición de la Capilla Rothko, me sentí fascinada. Ese fue el comienzo de una forma diferente de ver su trabajo".
Fonte El Mundo
Turismo e Artesanato
Actividade turística cresceu 6,6% em 2007
Crise não afecta turismo
O artesanato "é muito importante", como aliado do turismo, para difundir a identidade social e política de cada nação, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT).
Turismo e Artesanato
Mais de dois mil milhões de euros é o valor médio gasto por dia em viagens turísticas, apesar da crise financeira mundial, anunciou hoje, em Lima, capital do Perú, a Organização Mundial do Turismo (OMT).
"Apesar da actual crise mundial, o turismo cresceu 6,6 por cento em 2007, gerando receitas no valor de 614 mil milhões de euros", avançou Taleb Rifai, secretário-geral adjunto da Organização, durante a II Conferência Internacional de Turismo e Artesanato, que decorre na capital peruana.
A conferência reúne mais de 120 especialistas mundiais, provenientes de 23 países e tem como objectivo principal reforçar a ideia de que o artesanato "é muito importante", como aliado do turismo, para difundir a identidade social e política de cada nação.
Hamid Baghai, vice-presidente da Organização do Património Cultural, Artesanato e Turismo do Irão, salientou que "grandes atracções mundiais, como Machu Picchu (Peru), Taj Mahal (Índia) ou Petra (Jordânia), entre outros, estão circundadas por artesanato, o que tem fortalecido o turismo" nas referidas regiões.
A Conferência Internacional de Turismo e Artesanato decorre até sexta-feira no Museu da Nação, em Lima.
Fonte Expresso
PS. Se voce quer conhecer o melhor artesanato brasileiro tem que ir ao sitioweb da Artesol.veja link abaixo
http://www.artesol.org.br/principal2.php
Crise não afecta turismo
O artesanato "é muito importante", como aliado do turismo, para difundir a identidade social e política de cada nação, segundo a Organização Mundial de Turismo (OMT).
Turismo e Artesanato
Mais de dois mil milhões de euros é o valor médio gasto por dia em viagens turísticas, apesar da crise financeira mundial, anunciou hoje, em Lima, capital do Perú, a Organização Mundial do Turismo (OMT).
"Apesar da actual crise mundial, o turismo cresceu 6,6 por cento em 2007, gerando receitas no valor de 614 mil milhões de euros", avançou Taleb Rifai, secretário-geral adjunto da Organização, durante a II Conferência Internacional de Turismo e Artesanato, que decorre na capital peruana.
A conferência reúne mais de 120 especialistas mundiais, provenientes de 23 países e tem como objectivo principal reforçar a ideia de que o artesanato "é muito importante", como aliado do turismo, para difundir a identidade social e política de cada nação.
Hamid Baghai, vice-presidente da Organização do Património Cultural, Artesanato e Turismo do Irão, salientou que "grandes atracções mundiais, como Machu Picchu (Peru), Taj Mahal (Índia) ou Petra (Jordânia), entre outros, estão circundadas por artesanato, o que tem fortalecido o turismo" nas referidas regiões.
A Conferência Internacional de Turismo e Artesanato decorre até sexta-feira no Museu da Nação, em Lima.
Fonte Expresso
PS. Se voce quer conhecer o melhor artesanato brasileiro tem que ir ao sitioweb da Artesol.veja link abaixo
http://www.artesol.org.br/principal2.php
Em Portugal o CQC se chama Gato Fedorento.
O regresso dos Gato Fedorento
Diz que é uma espécie de partido político
A verdadeira 'rentrée' política é já no próximo dia 5 de Outubro, na SIC. José Sócrates, Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas que se cuidem porque os Gato Fedorento estão de volta. O jornalista Filipe Santos Costa falou com o quarteto e pode comprovar que, afinal, uma piada é coisa muito séria.
Fonte Expresso
Nueva pelicula de Tornatore trata del tema de la prostituicion
Sexo, violencia y redención: historia de una prostituta
Tornatore narra la perversidad de la trata de blancas en 'La desconocida'
ISABEL LAFONT -
La historia del cine está llena de prostitutas. De las Cabiria y Saraghina de Fellini, hasta la improbable Vivian (Julia Roberts) de Pretty woman, muchos directores han creado heroínas memorables de las profesionales del sexo. Pero en pocas ocasiones han mostrado un retrato sin concesiones de la perversidad de la trata de blancas. Giuseppe Tornatore (Bagheria, Sicilia, 1956) lo ha hecho en su último filme, La desconocida, la historia de una prostituta ucrania que huye de su proxeneta en busca de una vida. Huelga decir que mejor.
El director de Cinema Paradiso no ahorra al espectador ni un gramo de crudeza. "La realidad es incluso peor", dice Tornatore. "Es una mujer que ha sufrido todo tipo de mortificaciones y que en un cierto momento decide recuperar la femineidad que le ha sido robada. Y lo hace con el mismo lenguaje que ha aprendido", añade. "Es una película de género, pero aquí no hay un asesino al que hay que descubrir, sino el sentimiento que actúa de motor de la protagonista. Es un filme policiaco clásico contaminado por una historia de sentimientos".
Fonte El Pais
jueves, 25 de septiembre de 2008
EXPULSARÁ A LOS REINCIDENTES Y MÁS VIOLENTOS
EXPULSARÁ A LOS REINCIDENTES Y MÁS VIOLENTOS
Un nuevo equipo especial de la policía perseguirá a los delincuentes extranjeros
El objetivo será contribuir a la disminución de la 'alarma social' por estos delitos
Expulsará a terroristas, integrantes de bandas o culpables de violencia doméstica
La Brigada de Expulsiones de Delincuentes Extranjeros (BEDEX) funcionará desde otoño
El secretario de Estado de Seguridad, Antonio Camacho, ante la Comisón de Interior del Congreso. (Foto: EFE)
EFE
MADRID.- El Ministerio del Interior pondrá en marcha este otoño la nueva Brigada de Expulsiones de Delincuentes Extranjeros (BEDEX) que se encargará de repatriar a sus países de origen a aquellos delincuentes extranjeros reincidentes y especialmente violentos.
Así lo ha anunciado el secretario de Estado de Seguridad, Antonio Camacho, en una comparecencia ante la Comisión de Interior del Congreso en la que ha dado cuenta de las líneas generales de su departamento.
Camacho ha explicado que el objetivo de la nueva brigada será contribuir a la disminución de la "alarma social" que provocan determinados hechos violentos llevados a cabo por delincuentes extranjeros.
La nueva brigada, que dependerá de la Comisaría General de Extranjería y Fronteras, se encargará de perseguir y, en su caso, expulsar del país -siempre con autorización judicial- a delincuentes de origen extranjero, ya sean terroristas, integrantes de bandas organizadas, o implicados en delitos de violencia doméstica.
La unidad acentuará las llamadas "repatriaciones cualificadas", es decir, la de aquellos individuos que dada su condición de multireincidentes o por su agresividad provocan un "efecto negativo" para el resto de ciudadanos que residen en España.
Adelante un descenso de la criminalidad en 3,8%
En cuanto a los niveles de delincuencia, Camacho ha asegurado que España es un país "muy seguro" y ha avanzado los datos provisionales de 2007, en los que se observa un descenso del 3,8% de la tasa de criminalidad.
La tasa de infracciones penales por cada mil habitantes en el área de responsabilidad de la Policía y la Guardia Civil ha pasado de 52,1 en 2002 -el máximo histórico- a 47,5 en el conjunto del año pasado y 46,6 en el mes de julio de 2008. Ello se ha conseguido, según ha destacado el secretario de Estado de Seguridad, a pesar del importante crecimiento de la población española, de un 7,8% desde 2003.
Camacho ha recordado que desde 2004, se ha producido un incremento del gasto en seguridad, superior al 36%, lo que se ha reflejado en un aumento de las plantillas del Cuerpo Nacional de Policía y de la Guardia Civil superior al 18%.
En su argumentación, el responsable de Interior ha subrayado que junto al aumento de dotación presupuestaria, ha mejorado la coordinación entre las Fuerzas de Seguridad del Estado. Policía y Guardia Civil han pasado de no compartir ninguna base de datos, a acceder de forma conjunta a los sistemas informáticos sobre operaciones antiterroristas, antecedentes policiales, ADN, DNI, huellas dactilares o bastidores de vehículos.
Camacho se ha felicitado por los "excelentes resultados" en la lucha contra la criminalidad organizada, que ha permitido la desarticulación de 1.527 bandas relacionadas con el blanqueo de capitales, la detención de 17.376 personas o la intervención de bienes por un valor estimado de 4.126 millones de euros.
En el ámbito del narcotráfico, en los últimos cuatro años se han incautado cerca de 170 toneladas de cocaína, 2.577 toneladas de hachís, y 2,3 millones de pastillas de éxtasis.
Un nuevo equipo especial de la policía perseguirá a los delincuentes extranjeros
El objetivo será contribuir a la disminución de la 'alarma social' por estos delitos
Expulsará a terroristas, integrantes de bandas o culpables de violencia doméstica
La Brigada de Expulsiones de Delincuentes Extranjeros (BEDEX) funcionará desde otoño
El secretario de Estado de Seguridad, Antonio Camacho, ante la Comisón de Interior del Congreso. (Foto: EFE)
EFE
MADRID.- El Ministerio del Interior pondrá en marcha este otoño la nueva Brigada de Expulsiones de Delincuentes Extranjeros (BEDEX) que se encargará de repatriar a sus países de origen a aquellos delincuentes extranjeros reincidentes y especialmente violentos.
Así lo ha anunciado el secretario de Estado de Seguridad, Antonio Camacho, en una comparecencia ante la Comisión de Interior del Congreso en la que ha dado cuenta de las líneas generales de su departamento.
Camacho ha explicado que el objetivo de la nueva brigada será contribuir a la disminución de la "alarma social" que provocan determinados hechos violentos llevados a cabo por delincuentes extranjeros.
La nueva brigada, que dependerá de la Comisaría General de Extranjería y Fronteras, se encargará de perseguir y, en su caso, expulsar del país -siempre con autorización judicial- a delincuentes de origen extranjero, ya sean terroristas, integrantes de bandas organizadas, o implicados en delitos de violencia doméstica.
La unidad acentuará las llamadas "repatriaciones cualificadas", es decir, la de aquellos individuos que dada su condición de multireincidentes o por su agresividad provocan un "efecto negativo" para el resto de ciudadanos que residen en España.
Adelante un descenso de la criminalidad en 3,8%
En cuanto a los niveles de delincuencia, Camacho ha asegurado que España es un país "muy seguro" y ha avanzado los datos provisionales de 2007, en los que se observa un descenso del 3,8% de la tasa de criminalidad.
La tasa de infracciones penales por cada mil habitantes en el área de responsabilidad de la Policía y la Guardia Civil ha pasado de 52,1 en 2002 -el máximo histórico- a 47,5 en el conjunto del año pasado y 46,6 en el mes de julio de 2008. Ello se ha conseguido, según ha destacado el secretario de Estado de Seguridad, a pesar del importante crecimiento de la población española, de un 7,8% desde 2003.
Camacho ha recordado que desde 2004, se ha producido un incremento del gasto en seguridad, superior al 36%, lo que se ha reflejado en un aumento de las plantillas del Cuerpo Nacional de Policía y de la Guardia Civil superior al 18%.
En su argumentación, el responsable de Interior ha subrayado que junto al aumento de dotación presupuestaria, ha mejorado la coordinación entre las Fuerzas de Seguridad del Estado. Policía y Guardia Civil han pasado de no compartir ninguna base de datos, a acceder de forma conjunta a los sistemas informáticos sobre operaciones antiterroristas, antecedentes policiales, ADN, DNI, huellas dactilares o bastidores de vehículos.
Camacho se ha felicitado por los "excelentes resultados" en la lucha contra la criminalidad organizada, que ha permitido la desarticulación de 1.527 bandas relacionadas con el blanqueo de capitales, la detención de 17.376 personas o la intervención de bienes por un valor estimado de 4.126 millones de euros.
En el ámbito del narcotráfico, en los últimos cuatro años se han incautado cerca de 170 toneladas de cocaína, 2.577 toneladas de hachís, y 2,3 millones de pastillas de éxtasis.
Quando o rigor comeca a parecer excentricidade
Los periodistas hemos perdido la autoestima"
JUAN CRUZ 25/09/2008
Esta mujer que ahora nos preside (acaba de ser elegida presidenta de la Federación Española de Asociaciones de la Prensa, es la primera mujer que alcanza este puesto) estuvo siempre pendiente de los yogures, pero le encontraron cierta incompatibilidad y ahora desayuna más, y con más abundancia, pero lo hace en casa, muy temprano. Así que Magis Iglesias (nació en Vigo, hace 52 años) llega a la rotonda del Palace a desayunar ya desayunada; claro, no viene como cuando era una joven de la movida gallega, que comía ostras al amanecer, después de las juergas en el Kremlin, el lugar movido de entonces; ni viene, por supuesto, de desayunar en la cama (es su pasión, desayunar en la cama) un bocadillo de mejillones.
Es la primera mujer que preside la federación de la prensa española
Así pues, se pide un té, unas pastas que el camarero le trae como un desafío para su hambre saciada, y nada más sentarse ya está hablando de periodismo. Una obsesión. Ella cree que "los periodistas hemos perdido la autoestima"; nos da igual ser rigurosos que no, y además nos cuesta rectificar. Y, claro, si no nos importa la calidad de lo que hacemos, mal vamos. "Podemos terminar haciendo periódicos de breves sobre breves; perderemos nuestra capacidad de análisis y conseguiremos que el rigor parezca una excentricidad".
Caramba, y sólo ha tomado té, de momento. Entre las cosas que le preocupan, y que han contribuido a que el periodista pierda la autoestima, Magis Iglesias cita "la superficialidad como modo de aproximarnos a los hechos". El periodismo, dice, "tiene que basarse en hechos, y no en opiniones, y cada día nos importan más las opiniones que los hechos". Y para encontrar los hechos, "hay que ir a la calle, hablar con la gente, contar qué pasa. Pero la gente está en las redacciones, recibiendo teletipos, mirando las páginas web, y menos en contacto con la realidad". Tiene un plan que elabora medio en serio medio en broma: "Que los jefes salgan a la calle y que los redactores hagan su trabajo; así a lo mejor cambiamos la dinámica".
Ella es de agencia, y eso se nota en esta obsesión que es más poderosa que la que tuvo por los yogures: "Estoy obsesionada por la verificación de las informaciones, y me eriza la piel comprobar que eso es cada día más difícil". ¿Y qué pasa, Magis, por qué hay este panorama? "Porque las redacciones se organizan ahora más desde la técnica que desde la calidad, y vale más la audiencia que lo que se cuenta. Las empresas se quedan en la superficialidad, y eso puede afectar de manera radical a la calidad de la prensa escrita".
Su agencia es Colpisa, de Vocento. Pero empezó en los diarios; pasó por El Faro de Vigo y luego estuvo en La Voz de Galicia; desde hace 20 años cubre el Parlamento de la nación, con lo cual ya debe estar saturada de desayunos, almuerzos y cenas con sus señorías. ¿No es atosigante, no venden la moto y se hacen cómplices de los periodistas? "Hay reglas, que si se observan por ambos lados no contaminan la información, y los periodistas tenemos que tener fuentes, si no, ¿cómo ibas a tener información? Nosotros tenemos que marcar el territorio, que no nos lo marquen ellos. Y tenemos que ser incómodos con el poder. Pero para que el lector sepa tenemos que comer con ellos. O desayunar".
JUAN CRUZ 25/09/2008
Esta mujer que ahora nos preside (acaba de ser elegida presidenta de la Federación Española de Asociaciones de la Prensa, es la primera mujer que alcanza este puesto) estuvo siempre pendiente de los yogures, pero le encontraron cierta incompatibilidad y ahora desayuna más, y con más abundancia, pero lo hace en casa, muy temprano. Así que Magis Iglesias (nació en Vigo, hace 52 años) llega a la rotonda del Palace a desayunar ya desayunada; claro, no viene como cuando era una joven de la movida gallega, que comía ostras al amanecer, después de las juergas en el Kremlin, el lugar movido de entonces; ni viene, por supuesto, de desayunar en la cama (es su pasión, desayunar en la cama) un bocadillo de mejillones.
Es la primera mujer que preside la federación de la prensa española
Así pues, se pide un té, unas pastas que el camarero le trae como un desafío para su hambre saciada, y nada más sentarse ya está hablando de periodismo. Una obsesión. Ella cree que "los periodistas hemos perdido la autoestima"; nos da igual ser rigurosos que no, y además nos cuesta rectificar. Y, claro, si no nos importa la calidad de lo que hacemos, mal vamos. "Podemos terminar haciendo periódicos de breves sobre breves; perderemos nuestra capacidad de análisis y conseguiremos que el rigor parezca una excentricidad".
Caramba, y sólo ha tomado té, de momento. Entre las cosas que le preocupan, y que han contribuido a que el periodista pierda la autoestima, Magis Iglesias cita "la superficialidad como modo de aproximarnos a los hechos". El periodismo, dice, "tiene que basarse en hechos, y no en opiniones, y cada día nos importan más las opiniones que los hechos". Y para encontrar los hechos, "hay que ir a la calle, hablar con la gente, contar qué pasa. Pero la gente está en las redacciones, recibiendo teletipos, mirando las páginas web, y menos en contacto con la realidad". Tiene un plan que elabora medio en serio medio en broma: "Que los jefes salgan a la calle y que los redactores hagan su trabajo; así a lo mejor cambiamos la dinámica".
Ella es de agencia, y eso se nota en esta obsesión que es más poderosa que la que tuvo por los yogures: "Estoy obsesionada por la verificación de las informaciones, y me eriza la piel comprobar que eso es cada día más difícil". ¿Y qué pasa, Magis, por qué hay este panorama? "Porque las redacciones se organizan ahora más desde la técnica que desde la calidad, y vale más la audiencia que lo que se cuenta. Las empresas se quedan en la superficialidad, y eso puede afectar de manera radical a la calidad de la prensa escrita".
Su agencia es Colpisa, de Vocento. Pero empezó en los diarios; pasó por El Faro de Vigo y luego estuvo en La Voz de Galicia; desde hace 20 años cubre el Parlamento de la nación, con lo cual ya debe estar saturada de desayunos, almuerzos y cenas con sus señorías. ¿No es atosigante, no venden la moto y se hacen cómplices de los periodistas? "Hay reglas, que si se observan por ambos lados no contaminan la información, y los periodistas tenemos que tener fuentes, si no, ¿cómo ibas a tener información? Nosotros tenemos que marcar el territorio, que no nos lo marquen ellos. Y tenemos que ser incómodos con el poder. Pero para que el lector sepa tenemos que comer con ellos. O desayunar".
Maria da Penha!!!!!!!!!!
"¿Para qué voy a denunciar si no me van a creer?"
La mujer asesinada en Villanueva de la Cañada llevaba sufriendo malos tratos desde hacía 40 años
F. JAVIER BARROSO - Madrid
El País
Nati se enciende un cigarrillo. Aspira profundamente y no dice nada. Sus ojos denotan que ha pasado una mala noche, que no ha dormido. Le acompañan dos familiares. Está a las puertas del Instituto Anatómico Forense. Dentro en una de las cámaras se encuentra su madre, Christine Hedwig Lang, de 66 años y origen alemán, la última víctima por violencia machista. "Gracias por haber venido, pero no voy a comentar nada. Tan sólo que lamento muchísimo que mi madre sea la última de la lista de mujeres asesinadas por este tipo de violencia", se limita a decir tras quitarse el cigarrillo de la boca. Y es que detrás hay mucho dolor y sufrimiento. Christine Hedwig sufrió 40 años de malos tratos físicos y psíquicos. Casi tantos años como los que llevaba casada con el que sería su asesino, su marido. Éste la mató a cuchilladas la tarde del martes en el chalé que tenían ambos en la localidad de Villanueva de la Cañada y se entregó a la Guardia Civil tras limpiarse y quitarse la ropa manchada.
La décima víctima del año
"Como otras muertes, se veía venir", afirma Pérez del Campo
Hedwig acudió hace un año a la Federación de Asociaciones de Separadas y Divorciadas. Contactó con este colectivo a través de la página de Internet. Nada más llegar, las especialistas le aconsejaron que abandonara su casa y que se metiera en un centro de acogida. Allí recibiría tratamiento psicológico, además del jurídico. Ella se negó. "¿Para qué voy a denunciar si los jueces no me van a creer todo lo que he estado pasando?", preguntó a las responsables de la federación.
Los malos tratos por parte de su marido comenzaron, según explicó la mujer, al poco tiempo de casarse. No se limitaba a golpes o palizas. "Lo que peor llevaba ella era el abuso psicológico a que la tenía sometida. Su marido había conseguido anular su personalidad totalmente", explicó la presidenta de la federación, Ana María Pérez del Campo Noriega.
La Guardia Civil intentó interrogar al marido, cuyo nombre corresponde a las iniciales A. S. C., de 64 años y nacionalidad española, pero él se negó. Tan sólo se limitó a decir que había tenido una discusión con su esposa y que la había matado. La titular del Juzgado de Violencia sobre la Mujer número 1 de Móstoles decretó ayer la prisión comunicada y sin fianza para el detenido. Éste, que está acusado de un delito de maltrato en el ámbito familiar con resultado de muerte (homicidio), ingresó por la tarde en el centro penitenciario de Soto del Real, según informó un portavoz del Tribunal Superior de Justicia de Madrid.
"La muerte de esta mujer no es producto de una acción aislada. Como muchas, se veía venir. Finalmente, si la víctima quiere escapar, la matan", explicó Pérez del Campo. Christine Hedwig tenía fijada para las 9.50 de ayer la vista para divorciarse de su marido, con el que estaba casada desde hacía 42 años. Debía celebrarse en los juzgados de la plaza de Castilla, ya que la familia residía en el barrio de Aluche. Desde que decidieron separarse, la mujer se había quedado en la segunda residencia de la familia, en Villanueva de la Cañada. "El maltrato que sufría era habitual, constante y permanente. La mujer tenía un miedo insuperable y una indecisión total. Le ofrecimos un tratamiento integral en nuestro centro, pero ella se negó. Desde luego, no la podíamos obligar", concluyó la presidenta de la federación.
Los vecinos de Hedwig en Villanueva de la Cañada se quedaron anonadados con el final que sufrió la mujer. "La conocíamos desde hacía más de 30 años, cuando compraron la finca. Era una mujer muy educada. Tenía pasión por sus perros y sus plantas. Como no tenía electricidad ni agua corriente, tenía que ir regando uno por uno los árboles", explicó una vecina.
La mujer asesinada en Villanueva de la Cañada llevaba sufriendo malos tratos desde hacía 40 años
F. JAVIER BARROSO - Madrid
El País
Nati se enciende un cigarrillo. Aspira profundamente y no dice nada. Sus ojos denotan que ha pasado una mala noche, que no ha dormido. Le acompañan dos familiares. Está a las puertas del Instituto Anatómico Forense. Dentro en una de las cámaras se encuentra su madre, Christine Hedwig Lang, de 66 años y origen alemán, la última víctima por violencia machista. "Gracias por haber venido, pero no voy a comentar nada. Tan sólo que lamento muchísimo que mi madre sea la última de la lista de mujeres asesinadas por este tipo de violencia", se limita a decir tras quitarse el cigarrillo de la boca. Y es que detrás hay mucho dolor y sufrimiento. Christine Hedwig sufrió 40 años de malos tratos físicos y psíquicos. Casi tantos años como los que llevaba casada con el que sería su asesino, su marido. Éste la mató a cuchilladas la tarde del martes en el chalé que tenían ambos en la localidad de Villanueva de la Cañada y se entregó a la Guardia Civil tras limpiarse y quitarse la ropa manchada.
La décima víctima del año
"Como otras muertes, se veía venir", afirma Pérez del Campo
Hedwig acudió hace un año a la Federación de Asociaciones de Separadas y Divorciadas. Contactó con este colectivo a través de la página de Internet. Nada más llegar, las especialistas le aconsejaron que abandonara su casa y que se metiera en un centro de acogida. Allí recibiría tratamiento psicológico, además del jurídico. Ella se negó. "¿Para qué voy a denunciar si los jueces no me van a creer todo lo que he estado pasando?", preguntó a las responsables de la federación.
Los malos tratos por parte de su marido comenzaron, según explicó la mujer, al poco tiempo de casarse. No se limitaba a golpes o palizas. "Lo que peor llevaba ella era el abuso psicológico a que la tenía sometida. Su marido había conseguido anular su personalidad totalmente", explicó la presidenta de la federación, Ana María Pérez del Campo Noriega.
La Guardia Civil intentó interrogar al marido, cuyo nombre corresponde a las iniciales A. S. C., de 64 años y nacionalidad española, pero él se negó. Tan sólo se limitó a decir que había tenido una discusión con su esposa y que la había matado. La titular del Juzgado de Violencia sobre la Mujer número 1 de Móstoles decretó ayer la prisión comunicada y sin fianza para el detenido. Éste, que está acusado de un delito de maltrato en el ámbito familiar con resultado de muerte (homicidio), ingresó por la tarde en el centro penitenciario de Soto del Real, según informó un portavoz del Tribunal Superior de Justicia de Madrid.
"La muerte de esta mujer no es producto de una acción aislada. Como muchas, se veía venir. Finalmente, si la víctima quiere escapar, la matan", explicó Pérez del Campo. Christine Hedwig tenía fijada para las 9.50 de ayer la vista para divorciarse de su marido, con el que estaba casada desde hacía 42 años. Debía celebrarse en los juzgados de la plaza de Castilla, ya que la familia residía en el barrio de Aluche. Desde que decidieron separarse, la mujer se había quedado en la segunda residencia de la familia, en Villanueva de la Cañada. "El maltrato que sufría era habitual, constante y permanente. La mujer tenía un miedo insuperable y una indecisión total. Le ofrecimos un tratamiento integral en nuestro centro, pero ella se negó. Desde luego, no la podíamos obligar", concluyó la presidenta de la federación.
Los vecinos de Hedwig en Villanueva de la Cañada se quedaron anonadados con el final que sufrió la mujer. "La conocíamos desde hacía más de 30 años, cuando compraron la finca. Era una mujer muy educada. Tenía pasión por sus perros y sus plantas. Como no tenía electricidad ni agua corriente, tenía que ir regando uno por uno los árboles", explicó una vecina.
miércoles, 24 de septiembre de 2008
Retrato de Diego por Frida y una carta a Einstein


Hallan una carta del pintor mexicano Diego Rivera al científico Albert Einstein. La fecha es del ano 1934.
DPA
CIUDAD DE MÉXICO.- Una carta de Diego Rivera al científico alemán Albert Einstein en 1934, que fue encontrada el pasado 21 de septiembre, será presentada en una muestra que incluirá otros 50 objetos inéditos del pintor mexicano y su esposa Frida Kahlo.
Los organizadores de la exposición han informado este miércoles que la muestra abrirá sus puertas el 25 de septiembre en Ciudad de México, en el museo Frida Kahlo.
La misiva fue encontrada el domingo pasado en el Museo Frida Kahlo, cuando se realizaban los preparativos de la que será la segunda exposición montada con una parte de las 30.000 piezas de Frida y Diego halladas en 2007 en ese recinto, que fue la casa de la pintora surrealista.
"Apareció (en los archivos) una carta que Diego Rivera envió en mayo de 1934 a Einstein, agradeciéndole una felicitación que le envió por los paneles que (el muralista) hizo en Nueva York", explicó la investigadora Ingrid Suckaer.
"Con ayuda del archivo Einstein de Israel se pudo reconstruir esta correspondencia entre ambos intelectuales", que se presentará en la exposición 'Retrato de Diego por Frida', agregó Suckaer.
La muestra, que permanecerá hasta fin de año, mostrará una faceta más íntima de Rivera como ilustrador, arquitecto, además de su estancia en París, su arte y su lucha social.
El curador, Ricardo Pérez Escamilla, dijo en conferencia de prensa que se "ofrece un retrato de Diego Rivera 'pintado por Frida Kahlo'. Pero no como una pintura", sino a través de "la comunicación, la comunidad que existió entre ellos y entre todo lo que los rodeaba".
La exposición por dentro
Fotografía de Frida Kahlo en un lugar desconocido que forma parte de la exposición 'Retrato de Diego por Frida' (Foto: AP)
Una chimenea de estilo prehispánico y el boceto para el mural del Centro Médico de la Raza (1952-54) (un hospital del Seguro Social para los trabajadores privados) son dos novedades que abren la colección, conformada por unas 150 piezas, algunas ya conocidas.
También hay cartas, manuscritos, libros, fotos, cuadros nuevos, además de un mensaje y un arete en forma de mano de Pablo Picasso, muy atesorado por la pintora de cejas juntas y que lució en algunas fotos y autorretratos.
Otras primicias son un retrato de Rivera, realizado por el italiano Amedeo Modigliani, así como un cuadro que el muralista e intelectual mexicano hizo a Frida, su segunda esposa, a un año de su muerte.
La muestra también da cuenta de "la exaltada pasión" entre la pareja y "el lazo más fuerte que tuvieron que fue la trasgresión", afirmó Pérez Escamilla.
Fonte Elmundo
Net,net,net...queremos internet
El Gobierno espera que la banda ancha llegue al 99% de la población a finales de año
El Ministerio de Industria espera que se cumpla el objetivo independientemente de zonas rurales o urbanas
EUROPA PRESS - Sevilla -
El director general para el Desarrollo de la Sociedad de la Información, dependiente del Ministerio de Industria, Turismo y Comercio, David Cierco, ha asegurado que a finales de 2008 el 99% de la población española tendrá acceso a banda ancha "independientemente de que pertenezca a zonas rurales o urbanas".
Ninguna oferta de ADSL de 10 ó 20 megas llega al 80% de velocidad real
Telefónica, Jazztel y ONO, las compañías mejor valoradas
En declaraciones recogidas antes de intervenir en el curso de verano de la Universidad Internacional de Andalucía (UNIA) en Sevilla ''Sociedad de la Información y Desarrollo Local'', Cierco aseguró que desde el Gobierno se están poniendo en marcha políticas para extender los accesos en banda ancha en toda España "desde la igualdad y para la igualdad".
"Hemos hecho dos esfuerzos muy importantes para construir una sociedad de la información desde la igualdad, uno desde el punto de vista territorial y el otro atendiendo a la brecha social, con la idea de que cualquier persona esté capacitada para beneficiarse de ella", asegura, para añadir que las políticas de formación digital se están realizando "especialmente en las zonas rurales porque la edad de población es mayor y hay que hacer un esfuerzo particular".
Internet como ámbito de participación política
Así, indicó que la celebración del citado curso universitario tiene "mucho sentido", ya que después de tres años avanzando en una sociedad de la información basada en los accesos, el Gobierno quiere pasar a una "sociedad del conocimiento", que según el mismo definió se trata de "una sociedad de personas, pero también de procesos, donde la gente no sólo accede a información, sino que la comparte y genera así conocimiento, de manera que éste se convierta en motor social y empresarial de nuestro país".
Por otra parte, Cierco califica Internet como "un ámbito de participación política", por dos motivos, la posibilidad del voto electrónico, que servirá para "dar transparencia a los procesos democráticos porque se ha demostrado que funciona perfectamente", y la creación de opinión en la red, que es "muy importante porque complementa a los canales tradicionales de creación de opinión y se da voz a distintas opiniones que enriquecen la democracia". En este sentido, reconoció que "está todo por definir y por avanzar y es un reto de futuro muy interesante".
El Ministerio de Industria espera que se cumpla el objetivo independientemente de zonas rurales o urbanas
EUROPA PRESS - Sevilla -
El director general para el Desarrollo de la Sociedad de la Información, dependiente del Ministerio de Industria, Turismo y Comercio, David Cierco, ha asegurado que a finales de 2008 el 99% de la población española tendrá acceso a banda ancha "independientemente de que pertenezca a zonas rurales o urbanas".
Ninguna oferta de ADSL de 10 ó 20 megas llega al 80% de velocidad real
Telefónica, Jazztel y ONO, las compañías mejor valoradas
En declaraciones recogidas antes de intervenir en el curso de verano de la Universidad Internacional de Andalucía (UNIA) en Sevilla ''Sociedad de la Información y Desarrollo Local'', Cierco aseguró que desde el Gobierno se están poniendo en marcha políticas para extender los accesos en banda ancha en toda España "desde la igualdad y para la igualdad".
"Hemos hecho dos esfuerzos muy importantes para construir una sociedad de la información desde la igualdad, uno desde el punto de vista territorial y el otro atendiendo a la brecha social, con la idea de que cualquier persona esté capacitada para beneficiarse de ella", asegura, para añadir que las políticas de formación digital se están realizando "especialmente en las zonas rurales porque la edad de población es mayor y hay que hacer un esfuerzo particular".
Internet como ámbito de participación política
Así, indicó que la celebración del citado curso universitario tiene "mucho sentido", ya que después de tres años avanzando en una sociedad de la información basada en los accesos, el Gobierno quiere pasar a una "sociedad del conocimiento", que según el mismo definió se trata de "una sociedad de personas, pero también de procesos, donde la gente no sólo accede a información, sino que la comparte y genera así conocimiento, de manera que éste se convierta en motor social y empresarial de nuestro país".
Por otra parte, Cierco califica Internet como "un ámbito de participación política", por dos motivos, la posibilidad del voto electrónico, que servirá para "dar transparencia a los procesos democráticos porque se ha demostrado que funciona perfectamente", y la creación de opinión en la red, que es "muy importante porque complementa a los canales tradicionales de creación de opinión y se da voz a distintas opiniones que enriquecen la democracia". En este sentido, reconoció que "está todo por definir y por avanzar y es un reto de futuro muy interesante".
Prostitutas, puede; esclavas, no! A saber....
Prostitutas, puede; esclavas, no
El debate entre regulación y abolición distrae del problema más claro y acuciante: los derechos humanos - Miles de extranjeras son violadas, aisladas y explotadas en Europa por las mafias
CARMEN MORÁN
El País
La mirada que lanza la sociedad hacia las prostitutas ha ido cambiando con los años. Por no ir siglos atrás, en la posguerra española se veía con naturalidad que se tapara el hambre vendiendo servicios sexuales. Pasadas unas décadas se aplicó un prisma moral, de pecado y de vicio, pero a pesar de las prohibiciones, ahí siguieron las minifaldas y los escotes generosos. En los ochenta, prostitución y drogas viajaban en el mismo barco. Y, siempre, la compraventa de sexo ha estado ligada a una paupérrima situación económica que ahora se denomina, de forma globalizada, feminización de la pobreza.
Hasta hace poco, las posturas políticas al respecto se antojaban simples: prohibir o legalizar la prostitución. Pero un fenómeno nuevo, la inmigración, ha llenado de matices el debate. Las cifras que reconoce el Gobierno como buenas indican que el 90% de las prostitutas son extranjeras y un 80% del total son víctimas de la trata, es decir, que no han optado por trabajar en la calle para llevar ingresos a casa, sino que están en manos de mafias sin posibilidad alguna de elegir. Los que están de acuerdo con este análisis califican la situación de esclavitud del siglo XXI y retratan torturas, secuestros, aislamiento y violaciones sistemáticas para domesticar la voluntad de unas mujeres que han viajado engañadas en busca de otros empleos. Esta es la postura del Gobierno, que está ultimando un Plan Integral en el que participan 11 ministerios para tratar de atender estas situaciones.
Pero hay algunas organizaciones y partidos políticos del ala más izquierdista que casi dan la vuelta a esas cifras. Afirman que un 80% de las prostitutas ejercen voluntariamente y son minoría las que lo hacen sin escapatoria alguna. La organización más representativa de esta versión, Hetaira, entiende que en ambos casos hay mucho que hacer y no creen que se esté en el buen camino. Estas son las que se denominan -siempre con matices- regulacionistas. Piden que el Estatuto de los Trabajadores ampare a aquellas que se prostituyen voluntariamente "porque estas trabajadoras eligen el oficio, no así las condiciones en las que lo ejercen, ni los horarios, ni el salario que perciben, ni los servicios sexuales que han de ofrecer", explica Cristina Garaizabal, portavoz de Hetaira. Este colectivo alabó hace unos días las declaraciones de Miguel Ángel Revilla, el presidente de Cantabria, que reconoció haberse estrenado con una prostituta.
La asociación Apramp, con presencia en varias comunidades, informa a unas 500 mujeres distintas en la calle o en burdeles cada día. "Si ellas nos pidieran que regularan su situación laboral no nos negaríamos, pero lo que estamos viendo es una esclavitud: mujeres maltratadas, violadas cada día, que las encierran en pisos y nadie habla con ellas hasta que deciden hacer la calle", explica Rocío Mora. Por eso, Apramp se encuadra entre las abolicionistas, aunque saben "que eso puede ser utópico".
La situación es tan compleja, que, hartas de debates entre abolir y regular, Rocío Mora lo que pide son soluciones inmediatas para las miles de mujeres que están pasando por una mala situación ahora. En el caso de la trata, aunque no hay acuerdo en la cifra, sí coinciden unas y otras en que es un caso de derechos humanos y como tal hay que abordarlo. La primera medida que toman las mafias que trafican con estas mujeres es despojarlas de sus papeles para que no puedan acceder a un permiso de trabajo ni de residencia. Son prisioneras. También de las amenazas, que se extienden a sus familias en los países de origen.
La ONU calcula que la prostitución mueve entre cinco y siete billones de dólares anuales (entre tres y cinco billones de euros) y afecta a cuatro millones de víctimas.
Cuando la policía irrumpe en un burdel las mujeres pueden denunciar a quienes las han reclutado a la fuerza. Si lo hacen pasan a ser tratadas como testigos protegidos. ¿Pero lo estarán sus familias en Brasil, en Rumania, en Polonia? Los golpes, las torturas y las amenazas hacen una espiral en sus cabezas. Prácticamente ninguna mujer se atreve a ir a la policía, aunque eso parezca la salida más fácil.
"Esto es como la violencia de género, que se les pide que denuncien pero no siempre lo hacen. Pero peor, porque estas mujeres han sufrido unos malos tratos tremendos. Por eso hemos pedido al Gobierno que se les conceda al menos un mes para que podamos trabajar con ellas desde un punto de vista psiquiátrico, si no, no denunciarán nunca". Así será. "Nosotros les demostramos en ese tiempo que todo es un gran negocio, que nadie les está ayudando, como les dicen", cuenta Rocío Mora, de Apramp. Pero, desgraciadamente, reconoce que cada vez es más difícil recuperar a las prostitutas porque los problemas psiquiátricos que presentan ahora no tienen nada que ver con los que había años atrás.
En Hetaira van más allá, creen que el llamado "periodo de reflexión" de 30 días no sirve. "Esas mujeres que han sido traficadas deben recibir todas las atenciones que se merecen por haber sufrido esa situación, no condicionar su estancia en España a que denuncien o den detalles sobre las mafias".
Derechos es lo que piden unas y otras. Soluciones inmediatas, con independencia de que el Gobierno se decida a hacer un Plan Integral o a decantarse por penalizar al cliente o no. Salidas para esas mujeres que están sufriendo ya ese maltrato.
Sobre las que actúan en libertad, la asociación Apramp no cree ni que existan. "Si preguntas a cualquiera de las que están en la calle te dirán que lo hacen voluntariamente, porque a veces necesitamos meses para que reconozcan que son víctimas de trata. Si son tan libres, ¿por qué desaparecen del club en el que trabajan cuando nos acercamos a hablar con ellas más de 10 minutos? Si van acompañadas hasta a la peluquería. Si algunas no cierran la puerta del baño meses después porque están acostumbradas a una vigilancia permanente, si las cronometran cuando están con los hombres en su habitación según el servicio que tengan que darles, si los carteles que ponen en algunos de esos pisos en lugar de recomendaciones sanitarias indican todo lo contrario", recalca Rocío Mora.
"¿Cómo vamos a pedir que se regule la situación laboral de estas mujeres? Sería tanto como pedir que se dé amparo legal a una situación mafiosa", añade Mora. Apramp tiene dos pisos en Madrid con 9 habitaciones cada uno y mucha falta de plazas para alojar a estas mujeres que se atreven a dejarlo. Algunas de ellas trabajan como topos para conseguir que otras abandonen también la prisión en la que están. A otras les ofrecen talleres y colaboran con otras organizaciones para proporcionarles algún trabajo, por lo general en el servicio doméstico o cuidando ancianos. Pero la labor de documentarlas es ardua y eso es lo primero que tienen que hacer y para lo que piden ayuda a la administración. "No son inmigrantes ilegales a quienes repatriar, son víctimas".
En toda Europa hay cuatro modelos para legislar sobre la prostitución. Los más prohibicionistas penalizan a los que compran y a los que venden sexo y esos son el 60% de los países, con un caso aislado, Suecia, que solo multa a los clientes. Otros tienen regulada la situación, con ciertos derechos laborales y obligaciones sanitarias, pero eso deja aparte a las que no tienen papeles, que, según las cifras, son las más. En otro grupo están los que llaman abolicionistas, como España, aunque en la práctica se traduce en políticas de no intervención. La situación en España es alegal. Y hay lo que se llama nuevo abolicionismo que sería el caso Italiano, similar al enfoque español. Pero eso ha cambiado recientemente hacia un prohibicionismo total, que impide ejercer en la calle.
Las abolicionistas en España tienen una certeza firme: se trata de víctimas de mafias y hay que acabar con ello y permitirles a estas mujeres otra vida. Pero las regulacionistas afirman que campañas como la del Ayuntamiento de Sevilla, que ataca a los clientes de la prostitución -"¿Tan poco vales que tienes que pagar?", rezan las vallas publicitarias- no hacen sino estigmatizar más a las prostitutas, como "si fueran ellas las que no valen nada", dice Garaizabal. "Si no hay anuncios en la prensa muchas perderán sus trabajos". Los clientes a veces son fundamentales para detectar cuando hay trata, dicen en Hetaira. Esta asociación no fue invitada a la reunión de ayer en el Ministerio de Igualdad con ONG que trabajan con prostitutas. "No quieren oír que en los países donde se ha regulado la prostitución tienen menos cabida las mafias".
El debate entre regulación y abolición distrae del problema más claro y acuciante: los derechos humanos - Miles de extranjeras son violadas, aisladas y explotadas en Europa por las mafias
CARMEN MORÁN
El País
La mirada que lanza la sociedad hacia las prostitutas ha ido cambiando con los años. Por no ir siglos atrás, en la posguerra española se veía con naturalidad que se tapara el hambre vendiendo servicios sexuales. Pasadas unas décadas se aplicó un prisma moral, de pecado y de vicio, pero a pesar de las prohibiciones, ahí siguieron las minifaldas y los escotes generosos. En los ochenta, prostitución y drogas viajaban en el mismo barco. Y, siempre, la compraventa de sexo ha estado ligada a una paupérrima situación económica que ahora se denomina, de forma globalizada, feminización de la pobreza.
Hasta hace poco, las posturas políticas al respecto se antojaban simples: prohibir o legalizar la prostitución. Pero un fenómeno nuevo, la inmigración, ha llenado de matices el debate. Las cifras que reconoce el Gobierno como buenas indican que el 90% de las prostitutas son extranjeras y un 80% del total son víctimas de la trata, es decir, que no han optado por trabajar en la calle para llevar ingresos a casa, sino que están en manos de mafias sin posibilidad alguna de elegir. Los que están de acuerdo con este análisis califican la situación de esclavitud del siglo XXI y retratan torturas, secuestros, aislamiento y violaciones sistemáticas para domesticar la voluntad de unas mujeres que han viajado engañadas en busca de otros empleos. Esta es la postura del Gobierno, que está ultimando un Plan Integral en el que participan 11 ministerios para tratar de atender estas situaciones.
Pero hay algunas organizaciones y partidos políticos del ala más izquierdista que casi dan la vuelta a esas cifras. Afirman que un 80% de las prostitutas ejercen voluntariamente y son minoría las que lo hacen sin escapatoria alguna. La organización más representativa de esta versión, Hetaira, entiende que en ambos casos hay mucho que hacer y no creen que se esté en el buen camino. Estas son las que se denominan -siempre con matices- regulacionistas. Piden que el Estatuto de los Trabajadores ampare a aquellas que se prostituyen voluntariamente "porque estas trabajadoras eligen el oficio, no así las condiciones en las que lo ejercen, ni los horarios, ni el salario que perciben, ni los servicios sexuales que han de ofrecer", explica Cristina Garaizabal, portavoz de Hetaira. Este colectivo alabó hace unos días las declaraciones de Miguel Ángel Revilla, el presidente de Cantabria, que reconoció haberse estrenado con una prostituta.
La asociación Apramp, con presencia en varias comunidades, informa a unas 500 mujeres distintas en la calle o en burdeles cada día. "Si ellas nos pidieran que regularan su situación laboral no nos negaríamos, pero lo que estamos viendo es una esclavitud: mujeres maltratadas, violadas cada día, que las encierran en pisos y nadie habla con ellas hasta que deciden hacer la calle", explica Rocío Mora. Por eso, Apramp se encuadra entre las abolicionistas, aunque saben "que eso puede ser utópico".
La situación es tan compleja, que, hartas de debates entre abolir y regular, Rocío Mora lo que pide son soluciones inmediatas para las miles de mujeres que están pasando por una mala situación ahora. En el caso de la trata, aunque no hay acuerdo en la cifra, sí coinciden unas y otras en que es un caso de derechos humanos y como tal hay que abordarlo. La primera medida que toman las mafias que trafican con estas mujeres es despojarlas de sus papeles para que no puedan acceder a un permiso de trabajo ni de residencia. Son prisioneras. También de las amenazas, que se extienden a sus familias en los países de origen.
La ONU calcula que la prostitución mueve entre cinco y siete billones de dólares anuales (entre tres y cinco billones de euros) y afecta a cuatro millones de víctimas.
Cuando la policía irrumpe en un burdel las mujeres pueden denunciar a quienes las han reclutado a la fuerza. Si lo hacen pasan a ser tratadas como testigos protegidos. ¿Pero lo estarán sus familias en Brasil, en Rumania, en Polonia? Los golpes, las torturas y las amenazas hacen una espiral en sus cabezas. Prácticamente ninguna mujer se atreve a ir a la policía, aunque eso parezca la salida más fácil.
"Esto es como la violencia de género, que se les pide que denuncien pero no siempre lo hacen. Pero peor, porque estas mujeres han sufrido unos malos tratos tremendos. Por eso hemos pedido al Gobierno que se les conceda al menos un mes para que podamos trabajar con ellas desde un punto de vista psiquiátrico, si no, no denunciarán nunca". Así será. "Nosotros les demostramos en ese tiempo que todo es un gran negocio, que nadie les está ayudando, como les dicen", cuenta Rocío Mora, de Apramp. Pero, desgraciadamente, reconoce que cada vez es más difícil recuperar a las prostitutas porque los problemas psiquiátricos que presentan ahora no tienen nada que ver con los que había años atrás.
En Hetaira van más allá, creen que el llamado "periodo de reflexión" de 30 días no sirve. "Esas mujeres que han sido traficadas deben recibir todas las atenciones que se merecen por haber sufrido esa situación, no condicionar su estancia en España a que denuncien o den detalles sobre las mafias".
Derechos es lo que piden unas y otras. Soluciones inmediatas, con independencia de que el Gobierno se decida a hacer un Plan Integral o a decantarse por penalizar al cliente o no. Salidas para esas mujeres que están sufriendo ya ese maltrato.
Sobre las que actúan en libertad, la asociación Apramp no cree ni que existan. "Si preguntas a cualquiera de las que están en la calle te dirán que lo hacen voluntariamente, porque a veces necesitamos meses para que reconozcan que son víctimas de trata. Si son tan libres, ¿por qué desaparecen del club en el que trabajan cuando nos acercamos a hablar con ellas más de 10 minutos? Si van acompañadas hasta a la peluquería. Si algunas no cierran la puerta del baño meses después porque están acostumbradas a una vigilancia permanente, si las cronometran cuando están con los hombres en su habitación según el servicio que tengan que darles, si los carteles que ponen en algunos de esos pisos en lugar de recomendaciones sanitarias indican todo lo contrario", recalca Rocío Mora.
"¿Cómo vamos a pedir que se regule la situación laboral de estas mujeres? Sería tanto como pedir que se dé amparo legal a una situación mafiosa", añade Mora. Apramp tiene dos pisos en Madrid con 9 habitaciones cada uno y mucha falta de plazas para alojar a estas mujeres que se atreven a dejarlo. Algunas de ellas trabajan como topos para conseguir que otras abandonen también la prisión en la que están. A otras les ofrecen talleres y colaboran con otras organizaciones para proporcionarles algún trabajo, por lo general en el servicio doméstico o cuidando ancianos. Pero la labor de documentarlas es ardua y eso es lo primero que tienen que hacer y para lo que piden ayuda a la administración. "No son inmigrantes ilegales a quienes repatriar, son víctimas".
En toda Europa hay cuatro modelos para legislar sobre la prostitución. Los más prohibicionistas penalizan a los que compran y a los que venden sexo y esos son el 60% de los países, con un caso aislado, Suecia, que solo multa a los clientes. Otros tienen regulada la situación, con ciertos derechos laborales y obligaciones sanitarias, pero eso deja aparte a las que no tienen papeles, que, según las cifras, son las más. En otro grupo están los que llaman abolicionistas, como España, aunque en la práctica se traduce en políticas de no intervención. La situación en España es alegal. Y hay lo que se llama nuevo abolicionismo que sería el caso Italiano, similar al enfoque español. Pero eso ha cambiado recientemente hacia un prohibicionismo total, que impide ejercer en la calle.
Las abolicionistas en España tienen una certeza firme: se trata de víctimas de mafias y hay que acabar con ello y permitirles a estas mujeres otra vida. Pero las regulacionistas afirman que campañas como la del Ayuntamiento de Sevilla, que ataca a los clientes de la prostitución -"¿Tan poco vales que tienes que pagar?", rezan las vallas publicitarias- no hacen sino estigmatizar más a las prostitutas, como "si fueran ellas las que no valen nada", dice Garaizabal. "Si no hay anuncios en la prensa muchas perderán sus trabajos". Los clientes a veces son fundamentales para detectar cuando hay trata, dicen en Hetaira. Esta asociación no fue invitada a la reunión de ayer en el Ministerio de Igualdad con ONG que trabajan con prostitutas. "No quieren oír que en los países donde se ha regulado la prostitución tienen menos cabida las mafias".
El Villano es, con frequencia,un héroe frustrado
Tiempo de villanos
MANUEL RODRÍGUEZ RIVERO
El País
La marca de relojes suizos "más famosa del mundo" (y debe de ser verdad: 16 millones de referencias en Google) acaba de lanzar una colección de "cronos" centrada en la "atracción y misterio" de los villanos que se han enfrentado con James Bond. Resultan ideales -dicen- para regalar en ocasiones especiales: Navidad, aniversarios, comuniones, bodas, jubilaciones. De manera que ponga un villano en su muñeca. Y elíjalo bien: uno puede navegar hasta la web de la compañía -fundada en los ochenta como agresiva respuesta de la industria suiza a la conquista de los mercados mundiales por los relojes japoneses- y, mediante un sencillo test (qué arma elegiría para matar, cuál es su vía de escape favorita), averiguar la propia "naturaleza maligna". De acuerdo con ella, la marca le sugiere el modelo que le cuadra mejor: ¿el de Oddjobb, el coreano de sombrero letal (Goldfinger)?, ¿el de la supermala lésbica Rosa Klebb (inolvidable Lotte Lenya) de Desde Rusia con amor?, ¿el del astuto Scaramanga de El hombre de la pistola de oro? Así hasta 22 villanos para elegir. Escoja uno y mida con él su tiempo.
"Vivimos fascinados por los villanos. Los chicos y chicas malos nos atraen más que los buenos"
Vivimos fascinados por los villanos. Los chicos y chicas malos, esos modelos que no debemos imitar, nos atraen más que los buenos. Los inquilinos del Infierno dantesco son más divertidos que los bienaventurados del Paraíso, sus vidas fueron más novelescas, sus amores más intensos, sus pecados más espectaculares que las virtudes de sus contrafiguras celestiales. Desde muy antiguo, los villanos -y especialmente los villanos absolutos, que son los de la cultura popular- encarnan fantasías de deseos cumplidos que la civilización ha reprimido en el común de los mortales, pero que siguen ahí, latentes, oscuros, esperando. En cada uno de nosotros duerme mister Hyde.
Desde Vladímir Propp sabemos que el villano cumple una función fundamental en el relato. Como adversario del héroe, encarna el obstáculo -a veces auténtica némesis- que éste debe despejar, pero también le sirve de complemento: su carácter y aspiraciones deben ser diametralmente opuestas a las suyas, aunque ambos provengan a menudo del mismo ambiente (como Caín y Abel) y originalmente compartiesen los mismos valores. El villano es, con frecuencia, un héroe frustrado al que el bueno ha infligido un agravio. Los sacrificios de Abel agradaban más a Yahvé -que siempre se mostró caprichoso-, lo que resulta intolerable para el excluido y explica su villanía asesina. Villano es, también, como denuncia la etimología, el siervo de un noble; es decir, el pobre.
Una película de superhéroes es tan buena como malvado (y, por consiguiente, bueno en su género) sea su supervillano: el último Joker -Heath Ledger- resulta más atractivo que el Batman fascistoide y blandengue que se le opone. Claro que los mejores son aquellos que consiguen hacernos creíbles sus razones: Frankenstein (Mary Shelley), Torquemada (Galdós), Fagin (Dickens) o La Belle Dame sans Merci (retomada por Keats) son grandes ejemplos de la literatura del XIX que han hecho escuela en la cultura popular posterior, repleta de mujeres fatales (por seguir con Bond, ahí tenemos a la estupenda Xenia Sergeyevna Onatopp, de GoldenEye, que llega al orgasmo cuando asesina), científicos ambiciosos (Nemo, Moriarty, Moreau, Luthor), sádicos sin escrúpulos, psicópatas irredimibles, etcétera. Toda una galería de personajes malvados a los que adorar y en los que (secretamente) proyectarse.
Claro que los de los relojes -simples malos banalizados- no son los más siniestros. A estas alturas ya deberíamos saber que los villanos más temibles no habitan en la ficción. Pero, claro, a ninguna compañía se le ocurre lanzar una línea de "complementos" con villanos que no lo parecen, aunque protagonicen titulares de los diarios o perpetren sus fechorías en los mercados financieros. Desde allí también miden nuestro tiempo, "tic-tac, tic-tac, tic-tac".
MANUEL RODRÍGUEZ RIVERO
El País
La marca de relojes suizos "más famosa del mundo" (y debe de ser verdad: 16 millones de referencias en Google) acaba de lanzar una colección de "cronos" centrada en la "atracción y misterio" de los villanos que se han enfrentado con James Bond. Resultan ideales -dicen- para regalar en ocasiones especiales: Navidad, aniversarios, comuniones, bodas, jubilaciones. De manera que ponga un villano en su muñeca. Y elíjalo bien: uno puede navegar hasta la web de la compañía -fundada en los ochenta como agresiva respuesta de la industria suiza a la conquista de los mercados mundiales por los relojes japoneses- y, mediante un sencillo test (qué arma elegiría para matar, cuál es su vía de escape favorita), averiguar la propia "naturaleza maligna". De acuerdo con ella, la marca le sugiere el modelo que le cuadra mejor: ¿el de Oddjobb, el coreano de sombrero letal (Goldfinger)?, ¿el de la supermala lésbica Rosa Klebb (inolvidable Lotte Lenya) de Desde Rusia con amor?, ¿el del astuto Scaramanga de El hombre de la pistola de oro? Así hasta 22 villanos para elegir. Escoja uno y mida con él su tiempo.
"Vivimos fascinados por los villanos. Los chicos y chicas malos nos atraen más que los buenos"
Vivimos fascinados por los villanos. Los chicos y chicas malos, esos modelos que no debemos imitar, nos atraen más que los buenos. Los inquilinos del Infierno dantesco son más divertidos que los bienaventurados del Paraíso, sus vidas fueron más novelescas, sus amores más intensos, sus pecados más espectaculares que las virtudes de sus contrafiguras celestiales. Desde muy antiguo, los villanos -y especialmente los villanos absolutos, que son los de la cultura popular- encarnan fantasías de deseos cumplidos que la civilización ha reprimido en el común de los mortales, pero que siguen ahí, latentes, oscuros, esperando. En cada uno de nosotros duerme mister Hyde.
Desde Vladímir Propp sabemos que el villano cumple una función fundamental en el relato. Como adversario del héroe, encarna el obstáculo -a veces auténtica némesis- que éste debe despejar, pero también le sirve de complemento: su carácter y aspiraciones deben ser diametralmente opuestas a las suyas, aunque ambos provengan a menudo del mismo ambiente (como Caín y Abel) y originalmente compartiesen los mismos valores. El villano es, con frecuencia, un héroe frustrado al que el bueno ha infligido un agravio. Los sacrificios de Abel agradaban más a Yahvé -que siempre se mostró caprichoso-, lo que resulta intolerable para el excluido y explica su villanía asesina. Villano es, también, como denuncia la etimología, el siervo de un noble; es decir, el pobre.
Una película de superhéroes es tan buena como malvado (y, por consiguiente, bueno en su género) sea su supervillano: el último Joker -Heath Ledger- resulta más atractivo que el Batman fascistoide y blandengue que se le opone. Claro que los mejores son aquellos que consiguen hacernos creíbles sus razones: Frankenstein (Mary Shelley), Torquemada (Galdós), Fagin (Dickens) o La Belle Dame sans Merci (retomada por Keats) son grandes ejemplos de la literatura del XIX que han hecho escuela en la cultura popular posterior, repleta de mujeres fatales (por seguir con Bond, ahí tenemos a la estupenda Xenia Sergeyevna Onatopp, de GoldenEye, que llega al orgasmo cuando asesina), científicos ambiciosos (Nemo, Moriarty, Moreau, Luthor), sádicos sin escrúpulos, psicópatas irredimibles, etcétera. Toda una galería de personajes malvados a los que adorar y en los que (secretamente) proyectarse.
Claro que los de los relojes -simples malos banalizados- no son los más siniestros. A estas alturas ya deberíamos saber que los villanos más temibles no habitan en la ficción. Pero, claro, a ninguna compañía se le ocurre lanzar una línea de "complementos" con villanos que no lo parecen, aunque protagonicen titulares de los diarios o perpetren sus fechorías en los mercados financieros. Desde allí también miden nuestro tiempo, "tic-tac, tic-tac, tic-tac".
Premio Nacional de Ilustracion 2008

Arnal Ballester obtiene el Nacional de Ilustración
ISABEL LAFONT - Madrid -
El País
Aturdido aún, el dibujante Arnal Ballester, premio Nacional de Ilustración 2008, aseguraba ayer, horas después de conocerse la decisión del Ministerio de Cultura, que la impresión que le había producido la noticia era lo más parecido a "un puñetazo en la boca del estómago". Es la primera vez que se concede este galardón, dotado con 20.000 euros, a un ilustrador de literatura infantil y juvenil. Anteriormente se reconocía esta actividad con el Premio a las Mejores Ilustraciones de Libros Infantiles y Juveniles que, por cierto, también ganó Ballester (Barcelona, 1955) en 1993.
Según el comunicado del ministerio, "el objetivo de elevarlo a la categoría de Premio Nacional es darle un mayor reconocimiento social nacional e internacional". El galardón no puede quedar desierto ni concederse a título póstumo.
El premiado, licenciado en Historia, se define autodidacta. "Siempre he dibujado y a los 15 años empecé a publicar en revistas emblemáticas del tardofranquismo, como Por Favor o El Papus". A los 30 años desplazó su actividad hacia la ilustración editorial. También ha trabajado como ilustrador de periódicos, colaborando en diarios como EL PAÍS y El Mundo. En la actualidad, sigue ilustrando libros para niños y realiza carteles y animación. También es profesor de ilustración en la Escola Massana de arte y diseño de Barcelona y en la Escola Professional de la Dona.
martes, 23 de septiembre de 2008
lunes, 22 de septiembre de 2008
Las Bibliotecas de Espana y sus lectores
Los usuarios de bibliotecas públicas aumentan al ritmo de un millón por año
Castilla-La Mancha y Extremadura registran las mayores subidas.- La mitad de los centros abren menos de 20 horas a la semana
EFE - Madrid -
El número de usuarios de las bibliotecas públicas creció de forma llamativa en los últimos años, al pasar de los 6,4 millones que había en 2001 a los casi diez de 2005, un período en el que las visitas recibidas por estos centros aumentaron desde los 57,2 millones del primer año a los 83 del segundo.
Estos son algunos de los datos que figuran en el libro Las bibliotecas públicas en España. Dinámicas 2001-2005, realizado por la Fundación Germán Sánchez Ruipérez y presentado hoy en la sede del Ministerio de Cultura por el titular de este departamento, César Antonio Molina; el vicepresidente ejecutivo de la Fundación, Antonio Basanta, y el presidente de CEDRO, Juan Moyá.
El estudio, que, como dijo Basanta, nace "con cierto carácter de exhaustividad", demuestra el crecimiento "realmente destacado" que ha experimentado el número de bibliotecas públicas en España (de 3.871 en 2001 se ha pasado a 4.752 en 2005), si bien ese esfuerzo está "muy concentrado en algunas comunidades autónomas", en especial en Castilla-La Mancha y en Extremadura.
En los años del estudio las colecciones que ofrecen las bibliotecas públicas han aumentado también de forma muy significativa, ya que en 2005 había 54,3 millones de documentos (el 90,5% son libros) disponibles, frente a los 39,5 millones de 2001.
Gracias a este último incremento, siete comunidades autónomas (Navarra, Extremadura, Castilla-La Mancha, Castilla y León, País Vasco, Asturias y Baleares) alcanzaban en 2005 los índices recomendados por IFLA/UNESCO de 1,5 a 2,5 libros por habitante.
Aunque estos datos reflejan la buena evolución de las bibliotecas públicas en España, Basanta dijo que también hay "sombras": más de la tercera parte de los puntos bibliotecarios tienen menos de cien metros cuadrados y casi la mitad de los centros existentes "no sobrepasa las veinte horas de apertura semanal".
Castilla-La Mancha y Extremadura registran las mayores subidas.- La mitad de los centros abren menos de 20 horas a la semana
EFE - Madrid -
El número de usuarios de las bibliotecas públicas creció de forma llamativa en los últimos años, al pasar de los 6,4 millones que había en 2001 a los casi diez de 2005, un período en el que las visitas recibidas por estos centros aumentaron desde los 57,2 millones del primer año a los 83 del segundo.
Estos son algunos de los datos que figuran en el libro Las bibliotecas públicas en España. Dinámicas 2001-2005, realizado por la Fundación Germán Sánchez Ruipérez y presentado hoy en la sede del Ministerio de Cultura por el titular de este departamento, César Antonio Molina; el vicepresidente ejecutivo de la Fundación, Antonio Basanta, y el presidente de CEDRO, Juan Moyá.
El estudio, que, como dijo Basanta, nace "con cierto carácter de exhaustividad", demuestra el crecimiento "realmente destacado" que ha experimentado el número de bibliotecas públicas en España (de 3.871 en 2001 se ha pasado a 4.752 en 2005), si bien ese esfuerzo está "muy concentrado en algunas comunidades autónomas", en especial en Castilla-La Mancha y en Extremadura.
En los años del estudio las colecciones que ofrecen las bibliotecas públicas han aumentado también de forma muy significativa, ya que en 2005 había 54,3 millones de documentos (el 90,5% son libros) disponibles, frente a los 39,5 millones de 2001.
Gracias a este último incremento, siete comunidades autónomas (Navarra, Extremadura, Castilla-La Mancha, Castilla y León, País Vasco, Asturias y Baleares) alcanzaban en 2005 los índices recomendados por IFLA/UNESCO de 1,5 a 2,5 libros por habitante.
Aunque estos datos reflejan la buena evolución de las bibliotecas públicas en España, Basanta dijo que también hay "sombras": más de la tercera parte de los puntos bibliotecarios tienen menos de cien metros cuadrados y casi la mitad de los centros existentes "no sobrepasa las veinte horas de apertura semanal".
"uma notícia boa"


Ciclo de debates iniciando no dia 15 de outubro
Inscrições pelo tel. (21) 2286-3299 ou pelo site
www.polodepensamento.com.br
Os sinais de melhora são nítidos no Rio de Janeiro: ajuste das contas públicas, investimentos públicos e privados em profusão, crescimento econômico, geração de empregos de boa qualidade, redução do desemprego e da pobreza... Tudo isto é extremamente positivo, mas ainda não é suficiente para nos tornar capazes de sair do buraco em que nos enfiamos nas últimas décadas do século passado - quando perdemos, uma a uma, as vocações que fizeram do Rio uma das maiores metrópoles do mundo. A recuperação em curso, iniciada em meados desta década, se dá depois de um quarto de século de encolhimento do PIB per capita de nossa região metropolitana. Parafraseando Paulo Vanzolini, para dar a volta por cima é preciso, antes, reconhecer a queda - e não desanimar.
Este ciclo de debates se baseia no livro Trilhas para o Rio - do reconhecimento da queda à reinvenção do futuro recentemente lançado pelo economista André Urani (pesquisador do IETS e professor do IE-UFRJ) pela editora Campus-Elsevier. Parte de um diagnóstico aprofundado de nossa situação econômica, política e social atual para, a partir dele, discutir estratégias de futuro com expoentes da academia, da sociedade civil e do mundo empresarial.
curador: André Urani
5 encontros
15 de outubro, quarta-feira: 19h30 às 21h30
Boom econômico ou baleia encalhada? Em que pé estamos?
Palestrante: André Urani
23 de outubro, quinta-feira: 19h30 às 21h30
Redesenhando o espaço público: quais governanças para melhor enfrentar os verdadeiros problemas e aproveitar as oportunidades?
Palestrante: Giuseppe Cocco (Professor da UFRJ)
Mediador: André Urani
30 de outubro, quinta-feira: 19h30 às 21h30
Redesenhando o espaço público II: o movimento Rio Como Vamos
Palestrante: Rosiska Darcy de Oliveira (escritora, presidente-executiva do Movimento Rio Como Vamos)
Mediador: André Urani
6 de novembro, quinta-feira: 19h30 às 21h30
Redesenhando os territórios: a megalópole como solução para os problemas metropolitanos?
Palestrante: José Luiz Alqueres (Presidente da Light e Vice-Presidente da ACRJ)
Mediador: André Urani
13 de novembro, quinta-feira: 19h30 às 21h30
Enfim capitalismo?
Palestrante: Armínio Fraga (sócio da Gávea Invest, ex-Presidente do Banco Central)
Mediador: André Urani
Los Reyes inauguran en Sangüesa el mayor laboratorio de energía eólica del mundo

Los Reyes charlan con otras autoridades en el acto de inauguración(Foto: EFE)
ELMUNDO.ES | AGENCIAS
MADRID.- Los Reyes de España, Don Juan Carlos y Doña Sofía han inaugurado en el polígono industrial Rocaforte de Sangüesa (Navarra) el Laboratorio de Ensayo de Aerogeneradores del Centro Nacional de Energías Renovables (CENER), el mayor centro eólico que existe en el mundo.
Se trata de una infraestructura única en el mundo, tanto por la potencia de las máquinas, como por la amplia y variada oferta de servicios tecnológicos que presta. Las instalaciones cuentan con laboratorios de ensayo de Palas, de Tren de Potencia, Túnel de Viento, de Materiales Compuestos y Procesos y de Aerogeneradores.
Además, está previsto que las actuales infraestructuras se completen con un parque eólico experimental en el que se realizarán ensayos en terreno complejo de prototipos y certificación de aerogeneradores.
La actuación se ha llevado a cabo por un acuerdo entre el Centro de Energías Renovables, el Gobierno de Navarra, el Ministerio de Ciencia e Innovación y el CIEMAT. CENER, del que dependen las nuevas instalaciones, es un centro tecnológico especializado en la investigación aplicada y el desarrollo y fomento de las energías renovables de alta cualificación y prestigio internacionales.
Cuenta con seis áreas de trabajo e investigación en el campo de las energías: eólica, solar térmica y solar fotovoltaica, biomasa, arquitectura bioclimática, e integración en red de las energías renovables.
Don Juan Carlos y Doña Sofía llegaron a las 11.40 horas al Laboratorio de Ensayo de Aerogeneradores (LEA), donde fueron recibidos por el presidente del Gobierno de Navarra, Miguel Sanz. También acudió la ministra de Ciencia e Innovación, Cristina Garmendia. Los Reyes saludaron a la presidenta del Parlamento de Navarra, Elena Torres; a la delegada del Gobierno en Navarra, Elma Sáiz, al presidente del Concejo de Rocaforte, Javier Itoiz, y a la alcaldesa de Sangüesa, Esquisabel Suescun.
Pocos minutos después se guardó un minuto de silencio en memoria en memoria del brigada Luis Conde la Cruz, asesinado la pasada madrugada en un atentado en Santoña (Cantabria).
En nombre del Rey y antes de comenzar el acto institucional, el Consejero de Innovación, Empresa y Empleo de la Comunidad Foral, José María Roig, ha pedido el minuto de silencio y ha expresado la más "firme condena y repulsa por este cobarde atentado terrorista y de los que tuvieron lugar ayer en Vitoria y Ondárroa con el deseo de una pronta recuperación para todas las personas que han resultado heridas".
Se convertirá en un referente mundial
También el presidente de la Comunidad Foral, Miguel Sanz, y la ministra de Ciencia e Innovación, Cristina Garmendia, se han sumado a la condena del atentado. Don Juan Carlos y Doña Sofía, acompañados por Sanz y Garmendia, entre otras autoridades, han descubierto un monolito en recuerdo de la inauguración del laboratorio y han podido ver como se realizan los ensayos estáticos y dinámicos de una pala de aerogenerador, el laboratorio de materiales compuestos, el impresionante tren de potencia y el túnel del viento.
En sus palabras, el presidente de Navarra, Miguel Sanz, ha subrayado que las infraestructuras del LEA son únicas en el mundo y ha agradecido el apoyo de la Corona a los proyectos que simbolizan el presente y el futuro de la Comunidad Foral.
Garmendia ha reseñado que no es casual que el LEA se convierta en un referente mundial, porque Navarra es pionera en energías alternativas y en la lucha contra el cambio climático, que comenzó hace décadas cuando esa cuestión sólo la planteaban algunos visionarios y ha añadido que la Administración central participa en CENER a través de varios ministerios.
Los Reyes han puesto fin a su visita a Navarra en la planta Ecointegra, en la localidad de Aoiz, en donde 22 personas discapacitadas reciclan frigoríficos y pequeños aparatos electrodomésticos, para recuperar los gases causantes de la destrucción de la capa de ozono y evitar que vayan a la atmósfera.
domingo, 21 de septiembre de 2008
Leilão Fernando Pessoa em Novembro
Leilão Fernando Pessoa
A leiloeira e Galeria de Arte P4Ltd (Potássio Quatro Limitada) vai realizar no dia 13de Novembro um leilão dedicado exclusivamente a obras e peças de Fernando Pessoa. Ainda antes de sair o catálogo, veja aqui imagens de alguns dos lotes.
O Expresso divulga imagens em primeira mão
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/408267
A leiloeira e Galeria de Arte P4Ltd (Potássio Quatro Limitada) vai realizar no dia 13de Novembro um leilão dedicado exclusivamente a obras e peças de Fernando Pessoa. Ainda antes de sair o catálogo, veja aqui imagens de alguns dos lotes.
O Expresso divulga imagens em primeira mão
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/408267
Fareed Zakaria e o mundo pós americano
A hegemonia dos Estados Unidos está a chegar ao fim e, com isso, o resto da comunidade internacional ganha peso. Fareed Zakaria, o editor da "Newsweek", explica ao Expresso como será o mundo pós-americano, tema do seu novo livro.
Micael Pereira
Damien Donck
Fareed Zakaria, editor da Newsweek
Um mundo não dominado pelos Estados Unidos será um sítio melhor para os nossos filhos viverem?
Vai ser um mundo diferente, um mundo em que as visões, as perspectivas e os interesses de outros países serão mais proeminentes. Isso pode ser positivo se a transição para um mundo pós-americano for bem gerida. Apesar de todos os seus problemas, o mundo dominado pela América tem sido de relativa paz e prosperidade. Os americanos têm ajudado a liberalizar os mercados e a levar a democracia a todo o lado e - considerando as alternativas - isso tem sido uma coisa boa. Se outros países tentarem reforçar esta ordem - enquanto aumentam a sua própria importância - isso será positivo. Mas se outros países quiserem destruir esta ordem mundial aberta e avançar com os seus interesses particulares - então nós iremos regressar a uma grande competição pelo poder, a economias nacionalistas e a uma tensão internacional.
Estarão os americanos (e também os europeus) realmente a exagerar com a sua visão pessimista sobre a sua própria segurança? Na sua perspectiva pós-americana, como é que o vê o conflito na Geórgia? Não há uma nova guerra fria a caminho?
Trata-se de uma poderosa confirmação do ponto-chave do livro - de que novos grandes poderes estão em ascensão e que nós temos pela frente um novo mundo. Mas eu penso que a ideia de que isso possa significar uma nova guerra fria é muito exagerada. A Rússia não tem aliados nesta jogada. Não houve nenhum país a reconhecer a Ossétia do Sul e a Abcásia. Os chineses distanciaram-se das acções da Rússia. Eu penso que Moscovo irá perceber que foi mais longe do que podia e que será cautelosa em relação a qualquer nova movimentação agressiva. Entretanto, a Europa e os Estados Unidos têm estado unidas. O processo de abdicar de um império - que é o que a Rússia tem de fazer - tem sido muitas vezes complexo e esse é claramente o caso russo hoje em dia.
Deve a Europa rearmar-se com exércitos mais fortes para se pôr a par de uma nova ordem global e com a emergência de conflitos regionais? Até que ponto os Estados Unidos nos serão úteis no futuro como nossos protectores militares tradicionais?
A Europa devia construir uma capacidade militar mais séria em qualquer situação. Se os americanos têm soft power a menos, a Europa tem hard power a menos. Os seus exércitos são uma anedota. A Europa precisa de embarcar numa programa sério de modernização militar, o que será útil em fazer ver aos russos de que vocês levam a sério a vossa defesa e será necessário para conflitos como os que têm havido nos Balcãs, no Cáucaso e no Médio Oriente. Se a Europa quer uma voz mais forte nos assuntos internacionais, tem de ter vontade de suportar alguns dos fardos das grandes potências. De outro modo, Washington irá dominar nesta área e isso não é bom para América ou para o mundo.
Como é que a democracia irá evoluir na Ásia e em África com uma interferência mais fraca da América nos seus assuntos internos e com uma maior influência de países como a China, que não tem preocupações com princípios democráticos na sua política diplomática?
É uma boa questão. O processo de democratização tem estado ligado com o poder e o alcance da América e, antes disso, da Grã-Bretanha. Mas a América não vai desaparecer. Por outro lado, os princípios da democracia e dos direitos humanos são agora assumidos de uma forma mais vasta do que alguma vez foram e numa parte significativa do globo. Portanto, provavelmente não será preciso uma ajuda tão grande da América como foi no passado. E a China está em transição. Não reclama um modelo alternativo não-democrático, em vez disso vê-se como estando a aproximar-se lentamente da democracia. Isto pode ser mais retórica do que realidade, mas significa, que a um nível ideológico, a China não está a apresentar uma alternativa ao Ocidente.
Pode o Brasil vir a ter a importância que actualmente têm a China e a Índia?
A sorte e o azar do Brasil são o facto de ser geograficamente mais isolado do que a China, a Índia e a Rússia. Irá desempenhar um papel geopolítico mais modesto no mundo do que aquelas potências. Mas isso poderá ser uma benção. Significa que poderá focar-se no desenvolvimento e não se distrair com as maquinações da grande diplomacia.
Que papel restará para países pequenos e não-emergentes como Portugal?
Olhe para Singapura. Se um país é capaz de fazer uma reforma agressiva e posicionar-se como economicamente produtivo e geopoliticamente activo, pode desempenhar um grande papel no mundo. Portugal pode ter um papel importante em juntar a nova e a velha Europa, a Europa de leste e a Europa ocidental, e mostrar o caminho num momento em que a Europa enfrenta uma nova vaga de reformas.
A pressão dos mercados asiáticos, com produtos baratos e cada vez melhores, não irá ter um impacto enorme nos direitos dos trabalhadores dos países ocidentais? Na Europa, discute-se a semana de 65 horas.
A Europa não será capaz de competir contra países de baixos salários como a China e a Índia e nem deve tentar fazê-lo. Vocês não querem que os vossos cidadãos recebam esse tipo de salários baixos. Devem evoluir para produtos mais complexos e de maior valor. E a maior parte da Europa é capaz de fazer isso. Os alemães lideram nas exportações de produtos industriais. O norte da Itália ainda domina o mundo da moda e do design. Mas há pouco espaço para produtos de baixa qualidade e baixo valor. Portanto, toda a gente tem de aumentar as suas competências.
Como é que se sente, tendo nascido na Índia, a trabalhar como jornalista num dos media mais poderosos da América? Acha que está a ajudar os americanos a mudar a forma como olham para eles próprios?
Espero que sim. Acho que América está a mudar bastante e eu posso ser uma pequena parte desse processo. Mas é um país incrivelmente aberto e o meu próprio sucesso - tal como ele é - deve-se a essa abertura americana. Quando se olha para os problemas que a Europa tem com a imigração, penso que essa é uma área onde a América faz as coisas muito bem. Aceita mais imigrantes todos os anos do que o resto do mundo inteiro. E assimila-os e eles tornam-se americanos leais. A América está no processo de criar a primeira nação universal, feita de todos os credos, cores e géneros.
E o que é que pensava da América antes de ir para aí viver?
Senti-me sempre fascinado e atraído por ela. Para muita gente e durante muitos anos, penso que a América foi uma espécie de de modelo luminoso de saúde, abertura, modernidade. Será interessante ver se isso está a mudar à medida que outros países também abraçam a modernidade e esse espírito de abertura. Será que as pessoas continuarão a ver a América como sendo o futuro? Não sei.
Micael Pereira
Damien Donck
Fareed Zakaria, editor da Newsweek
Um mundo não dominado pelos Estados Unidos será um sítio melhor para os nossos filhos viverem?
Vai ser um mundo diferente, um mundo em que as visões, as perspectivas e os interesses de outros países serão mais proeminentes. Isso pode ser positivo se a transição para um mundo pós-americano for bem gerida. Apesar de todos os seus problemas, o mundo dominado pela América tem sido de relativa paz e prosperidade. Os americanos têm ajudado a liberalizar os mercados e a levar a democracia a todo o lado e - considerando as alternativas - isso tem sido uma coisa boa. Se outros países tentarem reforçar esta ordem - enquanto aumentam a sua própria importância - isso será positivo. Mas se outros países quiserem destruir esta ordem mundial aberta e avançar com os seus interesses particulares - então nós iremos regressar a uma grande competição pelo poder, a economias nacionalistas e a uma tensão internacional.
Estarão os americanos (e também os europeus) realmente a exagerar com a sua visão pessimista sobre a sua própria segurança? Na sua perspectiva pós-americana, como é que o vê o conflito na Geórgia? Não há uma nova guerra fria a caminho?
Trata-se de uma poderosa confirmação do ponto-chave do livro - de que novos grandes poderes estão em ascensão e que nós temos pela frente um novo mundo. Mas eu penso que a ideia de que isso possa significar uma nova guerra fria é muito exagerada. A Rússia não tem aliados nesta jogada. Não houve nenhum país a reconhecer a Ossétia do Sul e a Abcásia. Os chineses distanciaram-se das acções da Rússia. Eu penso que Moscovo irá perceber que foi mais longe do que podia e que será cautelosa em relação a qualquer nova movimentação agressiva. Entretanto, a Europa e os Estados Unidos têm estado unidas. O processo de abdicar de um império - que é o que a Rússia tem de fazer - tem sido muitas vezes complexo e esse é claramente o caso russo hoje em dia.
Deve a Europa rearmar-se com exércitos mais fortes para se pôr a par de uma nova ordem global e com a emergência de conflitos regionais? Até que ponto os Estados Unidos nos serão úteis no futuro como nossos protectores militares tradicionais?
A Europa devia construir uma capacidade militar mais séria em qualquer situação. Se os americanos têm soft power a menos, a Europa tem hard power a menos. Os seus exércitos são uma anedota. A Europa precisa de embarcar numa programa sério de modernização militar, o que será útil em fazer ver aos russos de que vocês levam a sério a vossa defesa e será necessário para conflitos como os que têm havido nos Balcãs, no Cáucaso e no Médio Oriente. Se a Europa quer uma voz mais forte nos assuntos internacionais, tem de ter vontade de suportar alguns dos fardos das grandes potências. De outro modo, Washington irá dominar nesta área e isso não é bom para América ou para o mundo.
Como é que a democracia irá evoluir na Ásia e em África com uma interferência mais fraca da América nos seus assuntos internos e com uma maior influência de países como a China, que não tem preocupações com princípios democráticos na sua política diplomática?
É uma boa questão. O processo de democratização tem estado ligado com o poder e o alcance da América e, antes disso, da Grã-Bretanha. Mas a América não vai desaparecer. Por outro lado, os princípios da democracia e dos direitos humanos são agora assumidos de uma forma mais vasta do que alguma vez foram e numa parte significativa do globo. Portanto, provavelmente não será preciso uma ajuda tão grande da América como foi no passado. E a China está em transição. Não reclama um modelo alternativo não-democrático, em vez disso vê-se como estando a aproximar-se lentamente da democracia. Isto pode ser mais retórica do que realidade, mas significa, que a um nível ideológico, a China não está a apresentar uma alternativa ao Ocidente.
Pode o Brasil vir a ter a importância que actualmente têm a China e a Índia?
A sorte e o azar do Brasil são o facto de ser geograficamente mais isolado do que a China, a Índia e a Rússia. Irá desempenhar um papel geopolítico mais modesto no mundo do que aquelas potências. Mas isso poderá ser uma benção. Significa que poderá focar-se no desenvolvimento e não se distrair com as maquinações da grande diplomacia.
Que papel restará para países pequenos e não-emergentes como Portugal?
Olhe para Singapura. Se um país é capaz de fazer uma reforma agressiva e posicionar-se como economicamente produtivo e geopoliticamente activo, pode desempenhar um grande papel no mundo. Portugal pode ter um papel importante em juntar a nova e a velha Europa, a Europa de leste e a Europa ocidental, e mostrar o caminho num momento em que a Europa enfrenta uma nova vaga de reformas.
A pressão dos mercados asiáticos, com produtos baratos e cada vez melhores, não irá ter um impacto enorme nos direitos dos trabalhadores dos países ocidentais? Na Europa, discute-se a semana de 65 horas.
A Europa não será capaz de competir contra países de baixos salários como a China e a Índia e nem deve tentar fazê-lo. Vocês não querem que os vossos cidadãos recebam esse tipo de salários baixos. Devem evoluir para produtos mais complexos e de maior valor. E a maior parte da Europa é capaz de fazer isso. Os alemães lideram nas exportações de produtos industriais. O norte da Itália ainda domina o mundo da moda e do design. Mas há pouco espaço para produtos de baixa qualidade e baixo valor. Portanto, toda a gente tem de aumentar as suas competências.
Como é que se sente, tendo nascido na Índia, a trabalhar como jornalista num dos media mais poderosos da América? Acha que está a ajudar os americanos a mudar a forma como olham para eles próprios?
Espero que sim. Acho que América está a mudar bastante e eu posso ser uma pequena parte desse processo. Mas é um país incrivelmente aberto e o meu próprio sucesso - tal como ele é - deve-se a essa abertura americana. Quando se olha para os problemas que a Europa tem com a imigração, penso que essa é uma área onde a América faz as coisas muito bem. Aceita mais imigrantes todos os anos do que o resto do mundo inteiro. E assimila-os e eles tornam-se americanos leais. A América está no processo de criar a primeira nação universal, feita de todos os credos, cores e géneros.
E o que é que pensava da América antes de ir para aí viver?
Senti-me sempre fascinado e atraído por ela. Para muita gente e durante muitos anos, penso que a América foi uma espécie de de modelo luminoso de saúde, abertura, modernidade. Será interessante ver se isso está a mudar à medida que outros países também abraçam a modernidade e esse espírito de abertura. Será que as pessoas continuarão a ver a América como sendo o futuro? Não sei.
Dois Mundos e o mesmo Homem.Onde foi parar a prioridade é que eu nao sei.
La UE quiere mataderos con "trato humano"
E. DE B. - Madrid - 19/09/2008
Cada año, los mataderos de la UE sacrifican 250 millones de cerdos, vacas, ovejas y cabras, sin contar con los miles de millones de pollos, 25 millones de animales para utilizar su piel y un número variable de cabezas de ganado enfermos. La cantidad no va a descender, pero la Comisión Europea propone que el trato que se les dé sea lo más "humano" posible. Para ello propone la creación del cargo de "oficial del bienestar animal" en todas las instalaciones, que será responsable de que se tomen todas las medidas posibles para reducir el sufrimiento de los animales.
También quiere garantizar que los animales sean dejados inconscientes antes de que actúen los matarifes. Una vez sean atontados, habrá que realizar una vigilancia continua para evitar que se espabilen. También se pide a los Estados que creen servicios de vigilancia e investigación para minimizar el sufrimiento de los animales.
"Como sociedad, tenemos la obligación de cuidar a los animales, lo que incluye minimizar su estrés y evitar el dolor durante el proceso de la matanza", ha dicho la comisaria europea de Sanidad, Androulla Vassiliou.
Menores esclavos a 16 euros
El hambre aboca al tráfico de niños en Benín
M. RUIZ DEL ÁRBOL - Madrid -
Xaquin López se calzó el año pasado unas sandalias, una blusa estampada y una dosis de moral para subirse a un autobús con tres niños recién comprados. Tres menores a 50 euros, poco más de 16,50 cada vida, cada infancia. Iban desde Benín hacia las plantaciones de cacao de costa de Marfil. López, reportero de Televisión Española, viajaba en aquel autobús para documentar el tráfico de menores en el Golfo de Guinea. Los chicos, de 10, 12 y 16 años, a recolectán haba de cacao.
Acababan de ser comprados a sus padres por un traficante de niños y al final del viaje serían revendidos a los capataces de la plantación. "Su destino no parecía darles miedo. Más bien mostraban resignación ante una miseria que es lo único que han visto en su vida" afirma López. La poligamia está en la raíz de problema.
Ahora este periodista ha escrito un libro basado en aquel viaje: Las fronteras se cruzan de noche (editorial Foca). El núcleo del tráfico se desarrolla en Benín. Es un foco de explotación infantil. "Es un negocio entre benineses y para benineses". Una práctica tan instaurada en la zona que muchos de los niños, cuando vuelven, lo hacen convertidos en traficantes. "Conocen cómo funciona el fenómeno en Costa de Marfil y a los capataces. Tienen sus contactos y los utilizan para venderles nuevos niños", afirma López.
Castigos físicos
Pero Costa de Marfil no es el único destino. Se podría decir que los niños que van hacia el oeste de Benín son más afortunados que los que se desplazan al oeste del país. "Las canteras de arena de Nigeria son lugares de trabajo durísimos". Allí se practica un esclavismo infantil salvaje, con castigos físicos.
Según cuenta López, el perfil del traficante es una persona de la aldea y que la familia conoce. "Lo que realmente hacen es poner a ese niño en manos del traficante y él se responsabiliza del niño de alguna manera". Así, supuestamente no puede llevar al niño a costa de Marfil o a Nigeria y obligarlo a mendigar o castigarlo con golpes. "Como el traficante vuelve constantemente al poblado por más niños los padres le controlan, preguntan cómo está su hijo y si volverá con dinero".
Fonte El Pais
E. DE B. - Madrid - 19/09/2008
Cada año, los mataderos de la UE sacrifican 250 millones de cerdos, vacas, ovejas y cabras, sin contar con los miles de millones de pollos, 25 millones de animales para utilizar su piel y un número variable de cabezas de ganado enfermos. La cantidad no va a descender, pero la Comisión Europea propone que el trato que se les dé sea lo más "humano" posible. Para ello propone la creación del cargo de "oficial del bienestar animal" en todas las instalaciones, que será responsable de que se tomen todas las medidas posibles para reducir el sufrimiento de los animales.
También quiere garantizar que los animales sean dejados inconscientes antes de que actúen los matarifes. Una vez sean atontados, habrá que realizar una vigilancia continua para evitar que se espabilen. También se pide a los Estados que creen servicios de vigilancia e investigación para minimizar el sufrimiento de los animales.
"Como sociedad, tenemos la obligación de cuidar a los animales, lo que incluye minimizar su estrés y evitar el dolor durante el proceso de la matanza", ha dicho la comisaria europea de Sanidad, Androulla Vassiliou.
Menores esclavos a 16 euros
El hambre aboca al tráfico de niños en Benín
M. RUIZ DEL ÁRBOL - Madrid -
Xaquin López se calzó el año pasado unas sandalias, una blusa estampada y una dosis de moral para subirse a un autobús con tres niños recién comprados. Tres menores a 50 euros, poco más de 16,50 cada vida, cada infancia. Iban desde Benín hacia las plantaciones de cacao de costa de Marfil. López, reportero de Televisión Española, viajaba en aquel autobús para documentar el tráfico de menores en el Golfo de Guinea. Los chicos, de 10, 12 y 16 años, a recolectán haba de cacao.
Acababan de ser comprados a sus padres por un traficante de niños y al final del viaje serían revendidos a los capataces de la plantación. "Su destino no parecía darles miedo. Más bien mostraban resignación ante una miseria que es lo único que han visto en su vida" afirma López. La poligamia está en la raíz de problema.
Ahora este periodista ha escrito un libro basado en aquel viaje: Las fronteras se cruzan de noche (editorial Foca). El núcleo del tráfico se desarrolla en Benín. Es un foco de explotación infantil. "Es un negocio entre benineses y para benineses". Una práctica tan instaurada en la zona que muchos de los niños, cuando vuelven, lo hacen convertidos en traficantes. "Conocen cómo funciona el fenómeno en Costa de Marfil y a los capataces. Tienen sus contactos y los utilizan para venderles nuevos niños", afirma López.
Castigos físicos
Pero Costa de Marfil no es el único destino. Se podría decir que los niños que van hacia el oeste de Benín son más afortunados que los que se desplazan al oeste del país. "Las canteras de arena de Nigeria son lugares de trabajo durísimos". Allí se practica un esclavismo infantil salvaje, con castigos físicos.
Según cuenta López, el perfil del traficante es una persona de la aldea y que la familia conoce. "Lo que realmente hacen es poner a ese niño en manos del traficante y él se responsabiliza del niño de alguna manera". Así, supuestamente no puede llevar al niño a costa de Marfil o a Nigeria y obligarlo a mendigar o castigarlo con golpes. "Como el traficante vuelve constantemente al poblado por más niños los padres le controlan, preguntan cómo está su hijo y si volverá con dinero".
Fonte El Pais
Domingo com Vaclav Havel! Bom demais!

"Sin memoria histórica no hay identidad"
MIGUEL ÁNGEL VILLENA (ENVIADO ESPECIAL) -Praga
El escritor y político checo mantiene en la actualidad una actividad frenética. Su vuelta a los escenarios con la obra Retirándose y la publicación de sus memorias, Sea breve por favor, en varios países han revitalizado su trayectoria
Václav Havel es uno de los escasos intelectuales de primera fila, a lo largo del siglo XX, que se vio obligado por las circunstancias históricas a ocupar el poder político. Nacido en Praga en 1936, en el seno de una familia acomodada, su disidencia política en favor de las libertades le llevó a las cárceles de la dictadura comunista durante años. Desde su juventud, Havel escribió obras de teatro y ensayos que fueron muy bien recibidos en Occidente mientras eran prohibidos en su país. Como uno de los más relevantes opositores del régimen comunista, el estallido de la llamada revolución de terciopelo aupó inesperadamente al dramaturgo a la presidencia de la entonces Checoslovaquia, tras la caída del muro de Berlín a finales de 1989.
Su notable carisma y su prestigio moral facilitaron la transición democrática, permitieron una separación pacífica del país entre checos y eslovacos en 1993 y mantuvieron después a Havel en el castillo de Praga, sede de la Presidencia checa, hasta 2003, reelegido por sus compatriotas. Václav Havel, que se recupera de una reciente enfermedad, recibió a El PAÍS el pasado jueves en su oficina del centro de Praga, al lado de paisajes que han marcado su vida, como el Teatro Nacional, el café Slavia o el puente Carlos.
Pregunta. Con el estreno de Retirándose, una obra sobre la lucha del individuo contra el poder, ha vuelto usted a los escenarios de Praga después de mucho tiempo. ¿Cuál ha sido la reacción del público?
Respuesta. Lo cierto es que no ha sido un regreso fácil porque no se estrenaba una obra mía desde hacía casi 40 años. Durante más de dos décadas mi teatro se representó mucho en el extranjero, pero estaba prohibido en Checoslovaquia. Más tarde ocupé la Presidencia del país durante una larga etapa (1989-2003) y en todo ese tiempo cambió mucho el teatro y cambié yo, por supuesto. Estoy satisfecho porque la acogida del público praguense ha sido bastante favorable
[el pequeño teatro donde se representa Retirándose registra llenos diarios] y ha resultado una sorpresa muy agradable. No esperaba algo así porque durante mis años como presidente me gané unos cuantos enemigos que, como es natural, aguardaban mi fracaso.
P. Desde que abandonó la política hace más de cinco años. ¿Tiene más tiempo para escribir?
R. Confiaba en tenerlo, pero en la práctica no dispongo de mucho tiempo ni de facilidad para concentrarme en la escritura. Tengo muchas obligaciones
[Havel dirige una fundación cultural] y me resulta difícil encontrar momentos propicios para la creación literaria.
P. En su libro de memorias, Sea breve por favor, que ha aparecido recientemente en España publicado por Galaxia Gutenberg-Círculo de Lectores, declara que en parte lo ha escrito para las nuevas generaciones. ¿Qué pretendía?
R. Efectivamente, deseo que los jóvenes sean de algún modo los destinatarios principales del libro porque me parece muy importante conservar la memoria histórica. Sin la memoria no existe la continuidad histórica ni se mantiene la identidad. Sentí que era un deber para mí dejar un testimonio de mi trayectoria intelectual y política.
P. ¿Se arrepiente de haber aceptado ser presidente de Checoslovaquia?
R. Es difícil contestar a esa cuestión porque tuve que renunciar a muchas cosas al dar el paso a la política. Fue, sin duda alguna, un sacrificio para mí. Ahora bien, reconozco que también significó un regalo del destino porque pude influir en algunos acontecimientos fundamentales para mi país y para Europa y, al mismo tiempo, conocí a personalidades que nunca hubiera podido tratar.
P. ¿Por qué eligió el teatro como expresión literaria y no otro género?
R. Siempre he sido muy tímido, y el teatro me permite esconderme detrás de mis personajes. Además, el teatro implica una estructura narrativa, un sentido del espacio, del tiempo y del ritmo que me atraen mucho. Se trata de concentrar en las dos horas de duración de una obra toda la historia que pretendes contar.
P. La política tiene un evidente componente teatral. ¿Le sirvió su experiencia de dramaturgo para el ejercicio de la política?
R. Por supuesto existen muchas similitudes entre el teatro y la política y una de ellas se refiere a la composición del drama. En cualquier caso, yo intenté imprimir una actitud estética en mis años de presidente, sin duda, influido por el teatro. Es cierto también que concedía importancia a los símbolos de todo tipo y a la política de gestos en todos los sentidos.
P. ¿Cuál debe ser la actitud de un intelectual?
R. Creo que un intelectual tiene más responsabilidad frente a la sociedad que otras personas. Desde luego, la voz de un intelectual es importante y los políticos deberían escuchar más a los intelectuales porque una reflexión radical resulta muy necesaria para aspirar a un mundo mejor.
P. Usted siempre ha mostrado más reconocimiento y gratitud a Estados Unidos que hacia Europa por su comportamiento con su país, tanto en el pasado como en el presente. ¿A qué se debe esa actitud?
R. Sin el apoyo de EE UU nunca hubiera desaparecido el telón de acero. Esa constatación es algo indudable. La República Checa forma ahora parte de la UE, pero incluso ese ingreso se vio muy favorecido por nuestra pertenencia anterior a la OTAN. Tal vez la UE, siempre tan cautelosa, no hubiera permitido nuestra entrada de una forma tan rápida sin estar en la Alianza Atlántica. Muchos jóvenes vinculan los efectos negativos de la globalización al papel de EE UU en el mundo. Es comprensible esa actitud porque EE UU representa la potencia más fuerte, pero sería injusto echarle la culpa a los norteamericanos de la evolución del mundo.
P. Da la impresión de que la cultura checa atraviesa buenos momentos.
R. Somos un país pequeño y nuestra situación geopolítica, en pleno centro de Europa, ha llevado en ocasiones a la cultura a ocupar el lugar de la política, a paliar sus deficiencias.
P. Ha participado usted en el guión de una película sobre la anexión de la región checoslovaca de los Sudetes y el prólogo de la Segunda Guerra Mundial que prepara su amigo Milos Forman. ¿En qué consiste el proyecto?
R. En realidad sólo he colaborado en la creación de algunos diálogos. La película de mi amigo Milos Forman se basa en un libro de Georges-Marc Benamou, titulado El fantasma de Múnich, que narra la anexión de los Sudetes por parte de los nazis y su efecto como desencadenante de la guerra.
Fonte El Pais
Un lúcido espíritu provocador en la corte de Esperanza Aguirre
No hay nada de malo en la palabra "bufón". El diccionario lo define como la persona vestida grotescamente que se dedicaba a hacer reír a la corte, pero también como aquel sujeto que trata de divertir a toda costa, y eso, nadie lo negará, es encomiable con la que está cayendo ahí fuera. Y en cualquier caso, el propio Boadella se autodenominó así al titular Memorias de un bufón su propia autobiografía.
No viste ropajes especialmente grotescos Albert Boadella Oncins (Barcelona, 1943), pero sí que ha provocado por igual toneladas de carcajadas y sarpullido con sus salvajadas escénicas sobre los prohombres y los iconos de nuestra política y de nuestra cultura (Pujol, Dalí, Pla, el ejército, la Iglesia, los toros, la alta gastronomía...). Y ahora se atreve con otro (otra) intocable del solar patrio. El gran bufón Albert Boadella acaba de tomar asiento en la corte de Esperanza Aguirre. El problema es que la presidenta no será un personaje para un montaje de Els Joglars, como en principio podía esperarse..., sino su empresaria.
El definitivo sí que Boadella dio esta semana a la presidenta de la Comunidad de Madrid para ocupar la dirección de los Teatros del Canal cerraba cuatro años de persecución de la regidora popular detrás del inefable juglar. Boadella le dijo nones en un primer momento, fiel a sus entonces profundísimas convicciones contrarias al teatro público y a cualquier idilio entre los artistas y los políticos.
Desde su masía de Jafre, en Girona, se explicaba así anteayer acerca de su ingreso en la escudería Aguirre: "Seguramente en mi decisión hay mucho de nuevo reto ante la vida, porque nunca había participado en ningún cargo público. Como sabe, yo he criticado a menudo lo que yo llamo 'teatro de Estado', frente al teatro privado que ha sido más lo mío. Tiene cierta gracia que ahora vaya a estar en el otro lado".
No hace tanto que Albert Boadella, en aquella misma masía, pronunciaba las siguientes palabras en relación a la habilidad exhibida por el poder político en el arte de comprar a los artistas: "Europa ha logrado convertir a sus artistas en funcionarios; y claro, a las subvenciones del Estado, los artistas han reaccionado con un tributo de vasallaje; ¿no es ésta una forma de censura como otra cualquiera?".
Hoy no tiene problema el autor de zarpazos como Ubú president, Daaalí! o La increíble historia del doctor Floit & Mr. Pla en colocarse al otro lado de la línea. Y admite incluso cierta dosis de orgullo / chulería en su decisión: "Si no creyera que puedo llegar a ser capaz de hacer un teatro público distinto del que yo mismo he criticado siempre, pues no me habría lanzado a aceptar esto. Y creo que sí puedo. La verdad es que, en el fondo, aquí hay un pequeño resquicio de vanidad".
Así, el irreductible juglar que escandalizó a los militares y censores del franquismo con La torna provocando su ingreso en la cárcel Modelo, el demonio con patas que tocó las sotanas a la Iglesia con su feroz Teledeum y el grano en salva sea la parte que soliviantó al presidente Pujol con Ubú president desemboca en la oficialidad. En la oficialidad color Esperanza. Boadella le lanza desde ya un sorprendente mensaje a la presidenta: "Me imagino que si Esperanza Aguirre ha insistido tanto para que yo esté aquí es porque se esperará que yo no soy alguien que acepte según qué cosas. Si no acepta mi línea de trabajo, cosa que sería muy comprensible, está claro que yo no me voy a pasar los últimos años de mi trayectoria profesional aceptando cosas que no he aceptado nunca. Esperanza Aguirre ya sabe cómo las gasto. Además, yo no necesito este cargo para nada desde un punto de vista económico, porque con Els Joglars ya me gano estupendamente la vida".
La trayectoria ideológica de Boadella evolucionó desde un antifranquismo catalanista de juventud hacia una abierta simpatía por el PSC, al que abandonó "cuando se volvieron nacionalistas", para después apostar por el movimiento Ciutadans de Catalunya, del que también se ha apartado, prefiriendo la apuesta por Rosa Díez y su nuevo partido. Y ahora, funcionario temporal del PP madrileño. "Yo he acabado con Cataluña, así que era normal que pusiera un pie en la capital de España", comenta.
Albert Boadella no admite ataques sobre su evolución personal: "A mí me da igual que me encasillen en la órbita del PSOE o del PP. Me preocuparía más si me encasillaran en la órbita de una organización de extrema derecha neonazi. Yo siempre he sido muy claro y muy directo con mis ideas, mis posiciones políticas están bastante claras. Vamos, que la gente no puede ir por ahí diciendo que si Boadella ahora esto y Boadella ahora lo otro y tal y cual, no, no, siempre fui claro", asegura el flamante bufón de los Teatros del Canal.
¿Dónde quedará a partir de ahora el lúcido espíritu provocador de un colectivo como Els Joglars, que pasa a ser compañía residente de un teatro regido por Esperanza Aguirre? ¿Quedarán almacenados temporal o definitivamente en sus nichos los viejos torpedos de la transgresión que elevaron a los altares del teatro político a la troupe catalana?: "Lo único que puedo decir es que mientras yo esté al frente, Els Joglars mantendrá el mismo espíritu transgresor que ha mantenido siempre. De todas formas, aquí tengo que decir que hoy en día queda muy, muy poca transgresión en el ámbito de la creación. En ese sentido, Joglars toca techo. Así que tampoco asumo mucho riesgo en ese sentido".
Fonte El Pais
No viste ropajes especialmente grotescos Albert Boadella Oncins (Barcelona, 1943), pero sí que ha provocado por igual toneladas de carcajadas y sarpullido con sus salvajadas escénicas sobre los prohombres y los iconos de nuestra política y de nuestra cultura (Pujol, Dalí, Pla, el ejército, la Iglesia, los toros, la alta gastronomía...). Y ahora se atreve con otro (otra) intocable del solar patrio. El gran bufón Albert Boadella acaba de tomar asiento en la corte de Esperanza Aguirre. El problema es que la presidenta no será un personaje para un montaje de Els Joglars, como en principio podía esperarse..., sino su empresaria.
El definitivo sí que Boadella dio esta semana a la presidenta de la Comunidad de Madrid para ocupar la dirección de los Teatros del Canal cerraba cuatro años de persecución de la regidora popular detrás del inefable juglar. Boadella le dijo nones en un primer momento, fiel a sus entonces profundísimas convicciones contrarias al teatro público y a cualquier idilio entre los artistas y los políticos.
Desde su masía de Jafre, en Girona, se explicaba así anteayer acerca de su ingreso en la escudería Aguirre: "Seguramente en mi decisión hay mucho de nuevo reto ante la vida, porque nunca había participado en ningún cargo público. Como sabe, yo he criticado a menudo lo que yo llamo 'teatro de Estado', frente al teatro privado que ha sido más lo mío. Tiene cierta gracia que ahora vaya a estar en el otro lado".
No hace tanto que Albert Boadella, en aquella misma masía, pronunciaba las siguientes palabras en relación a la habilidad exhibida por el poder político en el arte de comprar a los artistas: "Europa ha logrado convertir a sus artistas en funcionarios; y claro, a las subvenciones del Estado, los artistas han reaccionado con un tributo de vasallaje; ¿no es ésta una forma de censura como otra cualquiera?".
Hoy no tiene problema el autor de zarpazos como Ubú president, Daaalí! o La increíble historia del doctor Floit & Mr. Pla en colocarse al otro lado de la línea. Y admite incluso cierta dosis de orgullo / chulería en su decisión: "Si no creyera que puedo llegar a ser capaz de hacer un teatro público distinto del que yo mismo he criticado siempre, pues no me habría lanzado a aceptar esto. Y creo que sí puedo. La verdad es que, en el fondo, aquí hay un pequeño resquicio de vanidad".
Así, el irreductible juglar que escandalizó a los militares y censores del franquismo con La torna provocando su ingreso en la cárcel Modelo, el demonio con patas que tocó las sotanas a la Iglesia con su feroz Teledeum y el grano en salva sea la parte que soliviantó al presidente Pujol con Ubú president desemboca en la oficialidad. En la oficialidad color Esperanza. Boadella le lanza desde ya un sorprendente mensaje a la presidenta: "Me imagino que si Esperanza Aguirre ha insistido tanto para que yo esté aquí es porque se esperará que yo no soy alguien que acepte según qué cosas. Si no acepta mi línea de trabajo, cosa que sería muy comprensible, está claro que yo no me voy a pasar los últimos años de mi trayectoria profesional aceptando cosas que no he aceptado nunca. Esperanza Aguirre ya sabe cómo las gasto. Además, yo no necesito este cargo para nada desde un punto de vista económico, porque con Els Joglars ya me gano estupendamente la vida".
La trayectoria ideológica de Boadella evolucionó desde un antifranquismo catalanista de juventud hacia una abierta simpatía por el PSC, al que abandonó "cuando se volvieron nacionalistas", para después apostar por el movimiento Ciutadans de Catalunya, del que también se ha apartado, prefiriendo la apuesta por Rosa Díez y su nuevo partido. Y ahora, funcionario temporal del PP madrileño. "Yo he acabado con Cataluña, así que era normal que pusiera un pie en la capital de España", comenta.
Albert Boadella no admite ataques sobre su evolución personal: "A mí me da igual que me encasillen en la órbita del PSOE o del PP. Me preocuparía más si me encasillaran en la órbita de una organización de extrema derecha neonazi. Yo siempre he sido muy claro y muy directo con mis ideas, mis posiciones políticas están bastante claras. Vamos, que la gente no puede ir por ahí diciendo que si Boadella ahora esto y Boadella ahora lo otro y tal y cual, no, no, siempre fui claro", asegura el flamante bufón de los Teatros del Canal.
¿Dónde quedará a partir de ahora el lúcido espíritu provocador de un colectivo como Els Joglars, que pasa a ser compañía residente de un teatro regido por Esperanza Aguirre? ¿Quedarán almacenados temporal o definitivamente en sus nichos los viejos torpedos de la transgresión que elevaron a los altares del teatro político a la troupe catalana?: "Lo único que puedo decir es que mientras yo esté al frente, Els Joglars mantendrá el mismo espíritu transgresor que ha mantenido siempre. De todas formas, aquí tengo que decir que hoy en día queda muy, muy poca transgresión en el ámbito de la creación. En ese sentido, Joglars toca techo. Así que tampoco asumo mucho riesgo en ese sentido".
Fonte El Pais
Benazir Bhutto. Sempre!
Suscribirse a:
Entradas (Atom)

