sábado, 17 de mayo de 2008

As escolas e o desastre na China

Li na Folha de São Paulo de hoje o excelente artigo e matéria que retransmito abaixo:

Ajuda dos chineses às vítimas do tremor supera a do governo

China recebe missões humanitárias estrangeiras e busca aproximar-se rivais históricos, como o Japão, em meio à crise

Voluntários se unem aos 130 mil militares e médicos mobilizados por Pequim; forte réplica ao terremoto atrapalhou resgates ontem

DA REDAÇÃO

Quatro dias após o terremoto mais fatal em 32 anos, as mortes confirmadas na China passaram ontem de 22 mil. Pequim estima que mais de 50 mil pessoas tenham sido vítimas do abalo sísmico, que destruiu vilarejos e estradas e interrompeu o fornecimento de água e energia em parte da Província de Sichuan, epicentro do terremoto, onde 4,8 milhões de pessoas perderam suas casas.

A tragédia mobilizou a população chinesa, que já doou às áreas atingidas 3,2 bilhões de yuans (R$ 753 milhões) em dinheiro e materiais, segundo o ministério de Assuntos Civis. O valor é quase três vezes maior que o alocado pelo governo central no fundo de ajuda aos desabrigados.
Soldados e voluntários vasculham as ruínas, muitas vezes com as mãos, em busca de sobreviventes. Em Yinghua, o operário Liu Deyun teve de amputar um braço e uma perna, mas foi retirado com vida dos escombros da fábrica onde trabalhava. "Foi um milagre", disse o médico Zhao Hogzing, que participou da operação que salvou a vida de Deyun. "Mas os milagres chegam depois de trabalho duro", ponderou. Com esperança em novos "milagres", famílias continuam a busca por parentes soterrados.

Oito sobreviventes foram resgatados ontem. Um deles, Peng Zhijun, 46, conta que sobreviveu sob os destroços bebendo a própria urina e comendo o que tinha no bolso -cigarro e lenços de papel.

Entre os resgatados, há quatro crianças, três delas alunas de uma escola primária em Beichuan, em Sichuan -onde o tremor derrubou 6.898 escolas, segundo a agência oficial de notícias chinesa. O governo diz que vai investigar as razões de tantos prédios escolares terem sido destruídos e punirá os responsáveis caso sejam descobertas irregularidades.
Uma forte réplica -tremores menores que sucedem grandes terremotos- atingiu ontem o centro de Sichuan, provocando deslizamentos e atrapalhando as operações de resgate. Veículos foram soterrados em uma estrada que leva a Wenchuan, epicentro do abalo de segunda, mas não há relatos de mortes.

Diplomacia do desastre

A China autorizou missões humanitárias internacionais e recebeu especialistas em operações de resgate estrangeiros, numa abertura incomum de sua diplomacia. Mesmo após mobilizar 130 mil militares e médicos, o país ainda tem dificuldade para prestar assistência aos milhões de flagelados e prosseguir a busca por sobreviventes. Segundo Pequim, o terremoto foi ainda mais "devastador" que o de 1976 -mais mortífero do século 20, com mais de 240 mil vítimas.
Na quinta, a China pediu ao seu tradicional rival Japão que enviasse 60 especialistas em resgate, na primeira missão internacional do gênero durante a crise atual e uma das poucas aceitas pela República Popular da China desde a sua fundação, em 1949. O acesso livre foi estendido a equipes de Rússia, Coréia do Sul e Cingapura.

O país aceitou também a ajuda de equipe de resgate não-oficial de Taiwan -ilha onde instalou-se um governo autônomo dissidente após a revolução comunista e que Pequim considera uma Província rebelde.

O convite feito ao Japão e a presença de Taiwan, após a recusa de ofertas similares feitas por outros países, podem indicar que a ajuda humanitária é vista por Pequim como um modo de melhorar as relações com os países da região e suavizar a imagem do país a três meses da Olimpíada.



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ARTIGO

O rosto compassivo da China
GEOFF DYER E MURE DICKIE
DO "FINANCIAL TIMES"

Poucas horas depois do mortífero terremoto em Sichuan, o primeiro-ministro Wen Jiabao estava no avião e a caminho do local do desastre. E, igualmente importante, acompanhado por uma câmera de televisão cuja missão era capturar imagens de Wen e de seus assessores, de mangas arregaçadas, estudando mapas e tomando decisões.
Desde então, Wen vem sendo presença constante na mídia chinesa. Ele foi mostrado gritando ordens a funcionários do governo e chorando ao lado de famílias enlutadas. Quando equipes de resgate estavam tentando salvar uma criança em uma escola que desabou, Wen estava a postos. "O vovô Wen está aqui", ele disse, usando um par de tênis encardidos.
Desastres revelam muito sobre a maneira pela qual um país funciona. Depois do terremoto, o autoritarismo empreendedor da China entrou em ação. Os líderes chineses podem não precisar de eleição, mas isso não significa que lhes seja possível ignorar a opinião pública.
Assistência efetiva em caso de desastre é parte do pacto implícito que ajuda a sustentar o forte apoio ao Partido Comunista. Wen levou esse imperativo político a um nível novo.
Quando nevascas deixaram milhões de pessoas isoladas pouco antes do feriado de Ano Novo chinês, em janeiro, ele pediu desculpas aos passageiros na estação ferroviária de Changsha, usando um megafone.
Na verdade, o apego à publicidade estava longe de ser um dos motivos que conduziram o modesto Wen ao posto de primeiro-ministro, em 2003. Sua ascensão pela hierarquia resulta de sua competência burocrática e de sua capacidade de sobrevivência política. Nascido em 1942, em uma região rural, Wen é filho de professores e se formou em geologia. Em 1968, começou a trabalhar no serviço geológico em Gansu, Província pobre no noroeste do país. Passou 14 anos por lá.

Novos talentos
Quando Deng Xiaoping lançou uma campanha no começo dos anos 80 para descobrir novos talentos administrativos, Wen foi transferido a Pequim.
Ele passou por rápidas promoções que o conduziram ao núcleo da liderança do partido, mas sua carreira quase acabou quando dos protestos dos estudantes, em 1989. Wen era um dos assessores mais próximos de Zhao Ziyang, o líder reformista do partido.
Com uma disputa pelo poder em curso, Zhao visitou a praça Tiananmen e pediu aos estudantes que partissem antes que os militares chegassem. Uma foto famosa mostra Wen em pé, atrás do líder. Quando a lei marcial foi decretada, Zhao foi derrubado. Mas Wen sobreviveu, na opinião de alguns porque era considerado um leal servidor de seu chefe.
Ainda que ocasionalmente pareça rígido ao falar com as pessoas comuns e que alguns comentários na internet o tenham criticado por monopolizar as atenções, as reações populares vêm sendo favoráveis.
Os vídeos mais populares em sites chineses, nos últimos dias, eram imagens de Wen.
Mas Wen também tem sido discretamente criticado por não ter causado impacto real sobre o governo. Os críticos dizem que ele não tem a personalidade necessária para promover mudanças contra o bloqueio dos burocratas. Suas reformas rurais e do seguro social não atingiram escala necessária para reverter a disparidade de renda chinesa.
Russell Leigh Moses, um analista que trabalha em Pequim, diz que o tom emotivo de Wen é uma resposta às suas dificuldades para impor suas idéias. Há alguns problemas para Wen, em sua identificação com a resposta ao desastre. Há perguntas difíceis quanto ao desabamento de escolas. As boas manchetes não impedirão uma reação adversa caso as coisas não melhorem.



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Tradução de PAULO MIGLIACCI

viernes, 16 de mayo de 2008

Homenagem a DINHA,rainha do acarajé

Leio a Folha de São Paulo online que traz a triste notícia de Dinha.

16/05/2008 - 13h32

Dinha, a baiana do acarajé, morre em Salvador



Morreu, em Salvador, Lindinalva de Assis, a baiana do acarajé Dinha, aos 56 anos. A quituteira havia ficado internada no hospital Aliança, em Salvador, por conta de uma virose e de falta de ar.


Baiana Dinha do Acarajé sofria de diabetes e de hipertensão
Ontem, teve alta. Mas, ao chegar em casa, passou mal novamente e retornou ao centro médico. Dinha não resistiu a uma parada cárdiorrespiratória e morreu.

A quituteira sofria de diabetes e hipertensão. O velório está sendo realizado no cemitério Jardim da Saudade. O enterro está marcado para às 17h, informou à Folha Online o administrador do cemitério, Délio Passos.

Dinha era uma das mais conhecidas baianas de acarajé da cidade. Ela era dona do restaurante Casa da Dinha, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, inaugurado em 1999. Por conta de sua barraca de acarajé, hoje, o largo de Santana, no mesmo bairro, é conhecido dos soteropolitanos como largo da Dinha.

O Acordo ortográfico da língua portuguesa.

sexta-feira, 16 de maio de 2008, 15:05 Online
Parlamento português aprova novo acordo ortográfico

Mudanças enfrentavam resistência no país porque centenas de palavras seriam escritas como no Brasil

Barry Hatton, da AP e Jair Rattner, especial para o Estado

LISBOA - O Parlamento português aprovou nesta sexta-feira, 16, o polêmico acordo ortográfico para sua língua-mãe que prevê a padronização do idioma nos sete países lusófonos. A implementação deve ocorrer ao longo dos próximos seis anos. As mudanças enfrentavam grande resistência em Portugal porque centenas de palavras teriam de passar a ser escritas como no Brasil. "A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo", afirmou o deputado Mota Soares.


Parlamentares tanto do governista Partido Socialista quanto da oposição social-democrata votaram em peso em favor de uma proposta do governo. Apesar do movimento gerado nas últimas semanas contra o acordo, apenas três deputados votaram contra.



O português é a língua oficial de 230 milhões de pessoas em todo mundo, 190 milhões delas no Brasil. O acordo de padronização da língua inclui os sete países lusófonos existentes no mundo: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.



Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe já haviam ratificado o acordo antes de Portugal.



A proposta prevê, entre outras coisas, que a grafia das palavras seja mais próxima da pronúncia por meio da remoção de consoantes mudas, como no Brasil. Já o alfabeto aumenta de 23 para 26 letras, com a inclusão oficial do "k", do "w" e do "y". O acordo também determina novas regras para o uso de hifens e acentos.



A resistência era grande em Portugal, especialmente por parte de escritores e personalidades que consideravam o acordo uma "rendição desnecessária à influência brasileira".



Uma das iniciativas que gerou maior mobilização foi um abaixo-assinado através da Internet, iniciado no dia 2 de maio, que em apenas 14 dias recolheu mais de 35.000 assinaturas.



Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição na Internet contra o acordo - Zita Seabra e Vasco Graça Moura - não estavam o plenário na hora da votação. Zita Seabra alegou que como é editora, havia conflito de interesses para votar o texto.



Os defensores das mudanças alegam que a padronização facilitará buscas na internet e uniformizará termos jurídicos para a elaboração de contratos internacionais. Além disso, o governo português tem a esperança de que, com a padronização, o idioma finalmente se torne uma das línguas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU). Atualmente, a ONU tem seis idiomas oficiais: o árabe, o espanhol, o francês, o inglês, o mandarim e o russo.



Modificações



Segundo o acordo, a norma escrita em Portugal terá 1,42% das suas palavras modificadas, enquanto no Brasil apenas 0,43% das palavras serão alteradas. Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto e director, o "p" em Egipto e óptimo, o acento que distingue o pretérito perfeito do presente (em Portugal escreve-se "levámos", no passado, e "levamos", no presente). A utilização do hífen também será uniformizada.



Apesar do acordo, continuará a haver diferenças no português dos dois lados do Atlântico. Os portugueses vão continuar a escrever António e género com acento agudo, enquanto no Brasil fica o circunflexo. Também vão manter o "c" em facto - fato em Portugal é roupa - e tiram o "p" que não pronunciam na palavra "recepção".

Modinhas e Lundus em Queluz


Vem pelas maos da Luiza Sawaya este belissimo convite e que compartilho aqui .

Educação

Estou copiando da FSP o artigo da minha amiga Maria Helena Castro porque acredito nos argumentos e propostas ali estabelecidos.

Passo firme rumo à educação de qualidade
MARIA HELENA GUIMARÃES DE CASTRO

O novo índice de qualidade oferece um diagnóstico de cada escola e permite que a evolução dos alunos seja acompanhada

SÃO PAULO está dando mais um importante passo em relação ao acesso de crianças e jovens à escola, o governo do Estado passou a buscar incessantemente a melhoria de qualidade e uma maior eqüidade do sistema.
Nova proposta curricular, programa especial de alfabetização, reformulação do sistema de avaliação, recuperação intensiva, diversificação curricular do ensino médio, materiais de apoio a professores e alunos, inovações tecnológicas, valorização dos professores, melhoria da infra-estrutura das escolas, seleção de 12 mil coordenadores pedagógicos, enfim, um conjunto de ações foi desencadeado para melhorar a aprendizagem.
Agora um novo passo é dado. A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo lançou ontem o Programa de Qualidade da Escola, com o Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo, o Idesp, definindo metas a serem alcançadas, ano a ano, pelas escolas da rede.
O Idesp chega para ser um indicador de qualidade e promover a eqüidade educacional das escolas, abrangendo os 5 milhões de alunos da rede estadual, nas 645 cidades paulistas.
Mostra a situação atual de 5.183 escolas, de acordo com cada ciclo, nas séries iniciais (1ª a 4ª) e finais (5ª a 8ª) do ensino fundamental e no ensino médio. Considera dois quesitos: desempenho e fluxo escolar. Com variação de 0 a 10, permite a comparação a longo prazo. Especificamente, visa garantir que todos os alunos dominem de maneira satisfatória competências e habilidades para a série escolar que se encontram e concluam os ensinos fundamental e médio no tempo adequado.
O novo índice de qualidade oferece um diagnóstico de cada escola, a partir de hoje, e permite que professores, gestores escolares, pais e mães de alunos e comunidade acompanhem a evolução dos alunos.
Criar um indicador sintético que dialogue com a diversidade das escolas da rede estadual só foi possível devido à adoção de um padrão comparativo que levou em conta o cruzamento das taxas líquidas de aprovação em cada ciclo com os níveis de aprendizagem dos alunos medidos pelo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo), uma prova de língua portuguesa e matemática para estudantes da rede que cursam, entre outras, as séries finais dos ciclos. O Idesp estabelece metas por disciplina e por ciclo. Isso por que a situação dos estudantes da rede estadual paulista não é homogênea, conforme demonstrou o Saresp 2007. Além disso, em uma mesma disciplina a porcentagem de alunos proficientes se reduz em níveis mais elevados ao longo do processo educacional, tendência também observada em todo o país.
Com base no Idesp, será possível a cada escola aprimorar seu projeto pedagógico, considerar que alunos diferentes precisam de apoio e/ou desafios diferentes, reconhecer e valorizar cada vez mais a importância do trabalho dos professores.
Queremos que as nossas escolas cheguem ao nível indicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), um elevado padrão de qualidade.
O trabalho é árduo e longo, exige continuidade de ações e compromisso com políticas de longo tempo. Em educação não há trabalho fácil e com resultados em curto prazo.
Falamos em melhorias em pouco mais de duas décadas. Prazo curto diante do trabalho e do esforço a serem realizados para que um percentual tão alto possa ser atingido em uma rede tão grande e complexa.
Daí a preocupação do governo do Estado em envolver todos os atores do processo educacional, pais, educadores e gestores públicos, em esforço que certamente é válido, sobretudo diante do salto de qualidade que há muito São Paulo faz por merecer.
Por meio de um boletim, levamos a todas escolas sua posição no Idesp e, sobretudo, a meta a ser atingida no intervalo 2008-2009 e uma projeção a cada ano, em, por exemplo, 2015, 2022, 2026...
A secretaria coloca à disposição em seu site (www.educacao.sp.gov.br) a consulta aos indicadores e às metas, por escola. Desejamos que nasça um diálogo acerca da responsabilidade compartilhada entre educador e família em torno da importância da educação, que, da cobrança por uma escola melhor, surja a melhoria da qualidade e da eqüidade da educação.



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MARIA HELENA GUIMARÃES DE CASTRO, 61, professora da Unicamp (licenciada), é secretária da Educação do Estado de São Paulo. Foi secretária-executiva do Ministério da Educação (2002) e presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) entre 1995 e 2002.

jueves, 15 de mayo de 2008

Licença Maternidade de 180 dias aprovada!

Com alegria leio na folha de São Paulo uma notícia muito boa que chega do Congresso Nacional:

Licença-maternidade de 180 dias é aprovada em comissão

MARIA CLARA CABRAL
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou ontem projeto que amplia a licença-maternidade de 120 para 180 dias. Pela proposta, as empresas que prorrogarem a licença receberão incentivo fiscal.
O projeto já foi aprovado no Senado, mas ainda precisa passar pela Comissão de Finanças e Tributação e pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
De autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), a proposta prevê que as mães adotivas também terão direito ao benefício.

No Brasil ,solidariedade

miércoles, 14 de mayo de 2008

Mantra

“Mas quem tem alma de vento, minha filha, não pode temer tempestade”,

Nossa Senhora de Fátima


Foi ontem, 13 de Maio, o dia de Nossa Senhora de Fátima. Em Portugal assistimos por todo o pais a "procissão das velas". No Brasil,lendo o jornal O Povo, do Ceará, soube que a santinha seria celebrada com a inauguração de uma imagem .

Transcrevo parte da matéria e foto da imagem da santa para vocês:


Durante as comemorações do dia de Nossa Senhora de Fátima, Fortaleza ganhará uma estátua da santa, com 15 metros de altura, que ficará localizada na Praça Pio IX, em frente à Igreja. Ao longo do dia serão celebradas ainda dez missas, sendo a primeira às 5h e a última às 20h30min. Na celebração de meio-dia, que será presidida pelo Bispo Auxiliar de Fortaleza, Dom José Luis, a prefeita Luizianne Lins fará a entrega oficial da imagem à comunidade.

Às 18h30min, acontece a procissão que sai da Igreja do Carmo, no Centro, percorre a Avenida 13 de Maio chegando até a Igreja de Fátima, onde acontece, a partir das 20h30min, uma celebração. Às 19h30min será realizada a apresentação da Orquestra Vila Lobos, regida pelo Maestro Poty, que executará o concerto Mariano, acompanhado dos cantores solistas Paulo José Benevides, Patrícia Oliveira e Débora Morais, além de 22 músicos.

Qualidade na Educação:daqui para a frente tudo vai ser diferente???

Queria guardar esta noticia para maior reflexão. Me pareceu mais do mesmo.....


Concurso reprova 94% de candidatos a professor em Pernambuco

RENATA BAPTISTA
da Agência Folha

Uma associação de professores pretende entrar nesta quarta-feira (14) com representação no Ministério Público de Pernambuco pedindo a anulação de concurso realizado pelo Estado devido à reprovação de cerca de 94% dos candidatos na primeira etapa, realizada em abril.

Com o concurso, o governo estadual pretendia substituir por efetivos os 3.154 professores que trabalham em salas de aula com contrato temporário.

O edital previa 1.702 vagas, mas o Estado criou 1.452 novos cargos no quadro permanente, que seria preenchido pelo banco de reserva do concurso.

Das 27.538 pessoas que fizeram as provas em abril, apenas 1.679 (6,1%) foram aprovadas. Desse total, apenas 692 (2,5%) estavam aptas a preencher as vagas de imediato.

Para conseguir a aprovação, os candidatos precisavam acertar no mínimo 60% de questões pedagógicas, de português e da disciplina de conhecimentos específicos. No total, a prova tinha 80 perguntas.

Segundo o presidente do Moprope (Movimento Organizado de Professores de Pernambuco), Juarez Ribeiro Filho, o tempo foi insuficiente para realização do teste, e as provas aplicadas estavam fora dos padrões de concursos nacionais. Cerca de 5.000 professores são ligados ao movimento.

"Foram quatro horas para responder 80 questões. Cerca de três minutos para cada questão. A prova foi feita para reprovar, para justificar os baixos salários no Estado", disse Ribeiro Filho, que prestou o concurso e não foi aprovado. Ele disse que não teve tempo para responder 25 questões da prova.

A Secretaria Estadual da Educação informou, por meio da assessoria de imprensa, que o edital do novo concurso para preenchimento das vagas de professores será divulgado em agosto e que os critérios para a seleção serão mantidos para assegurar a qualidade do profissional de ensino no Estado.

Ainda de acordo com a secretaria, o concurso passado será homologado no dia 4 de junho com a nomeação dos 692 professores. Os demais 987 que foram aprovados ficarão no banco de reserva.

martes, 13 de mayo de 2008

Imagens inesquecíveis!!!!!!!!!!





"Respeitem o Líder da OPOSIÇÃO!"(Ulysses Guimarães)

Fotos de Luciano Andrade.

Comento: falei do meu cunhado Nestor Duarte no post em homenagem ao Artur da Tavola. Nestor é o então jovem deputado de terno claro, aos 21 anos, que se vê nas fotos com o grande Ulysses Guimarães.

domingo, 11 de mayo de 2008

Por que precisamos de histórias??????

Entrei na pagina do La Nación e li uma belissima entrevista com a Nélida Pinon. Deixo-lhes um trecho da entrevista e um link para esta pequena maravilha: En esta entrevista, habla de sus últimas obras y de una historia de la literatura no oficial

Su literatura exhibe una poética profunda y sin tiempo. .Y cuando habla, su sabiduría parece provenir de un alma cuya antigüedad excede en mucho su cronología.

La escritora brasileña Nélida Piñon habla y escribe como si un misterio insondable la habitara:

"Mi geografia literaria es la libertad. No tengo miedo. Como no pienso en el éxito ni en los premios cuando escribo, puedo ser una aventurera en cualquier geografia cósmica y en cualquier parte de la Tierra. A lo que no puedo renunciar es a la lengua portuguesa".

Este año, se espera en español su ensayo Aprendiz de Homero, que acaba de publicar en portugués. Allí rastrea la trayectoria civilizadora y los grandes maestros del pensamiento narrativo. Y también el primer volumen de sus memorias, Corazón andariego. Ambas obras a cargo de Grupo Santillana.

"Ese corazón andariego soy yo", dice la notable narradora como si hiciera falta. "Mi vida entre dos culturas –la gallega de mi familia y la brasileña- es el fundamento. He tenido la fortuna de nacer con un doble imaginario. Soy una mujer con dos visiones del mundo", subraya.

La ganadora del Premio Príncipe de Asturias de las Letras 2005 estuvo en la Feria del Libro de Buenos Aires para hablar sobre el padre de la novela moderna brasileña, Joaquim Machado de Assis, y de su último trabajo literario traducido al español, Voces del desierto (Alfaguara).

-Como Kafka, que escribió en alemán, y tantos otros ¿podría usted haber elegido una lengua literaria distinta a la portuguesa?

-En el caso de Kafka parece una naturalidad histórica, no crees? Cuando yo era muy joven –tendría 16 años- me pregunté sobre esa posibilidad. Pero hubiera sido renunciar a la grandeza del portugués. Hubiera sido un acuerdo espurio para facilitar mi trayectoria literaria. Y no lo quise así. Sé que no elegí el camino más fácil. Pero elegí, sin arrepentimientos, ser una escritora brasileña.

-¿Qué le brindó la lengua portuguesa?

-Cuando asumí como presidenta de la Academia Brasileña de Letras, la mayor institución cultural de mi país fundada por Machado de Assis y Joaquim Nabuco, dije que me sentía como una brasileña reciente. Ya no tengo ese sentimiento, pero durante muchos años me sentí como si hubiera golpeado hacía poco tiempo la puerta del corazón brasileño. Y de ese modo tenía que hacer un doble esfuerzo por interpretar ese país. Como una cristiana nueva que no abjura de su anterior creencia, me tocaba mirar desde un ángulo singular por el hecho de ser de familia inmigrante gallega. Esto me ha dado una antigüedad, porque me siento como una mujer de 5000 años. Aunque soy nueva en América, soy antigua en algún sitio y he aportado esta antigüedad a mi mirada americana. La lengua portuguesa, además, ganó modernidad al llegar a Brasil…

-Como el español en América latina.

-Exacto. En el momento en que ingresamos en la corriente atlántica, el espíritu del portugués fue afectado. Empezamos a buscar interpretaciones y palabras que se ajustaran al nuevo espíritu de América.

-¿La historia de la literatura comete muchas injusticias, como el olvido al que se condenó a Machado de Assis?

-Es inevitable, porque muchas veces hay un epicentro decisorio que varía. Ese epicentro no siempre favorece el periférico. Y a Machado de Assis lo tuvimos siempre en el periférico. Machado, un genio extraordinario, fue el primer gran narrador de América Latina, el padre de la novela moderna, el que se atreve a tomar el mundo urbano como hilo conductor de su narrativa. Hace de Río de Janeiro la metáfora de Brasil. Por eso hay que considerarlo como el extraordinario intérprete de Brasil. La tendencia en nuestros países es buscar a los intérpretes en la sociología o en la enseñanza social. Pero creo que la psiquis brasileña, sus laberintos y su misterio están en la obra de Machado. Y a través de la obra de creación se puede incursionar en lo humano.

-¿Machado es a Brasil lo que Borges, a la Argentina?

-Borges es, para las últimas generaciones, un escritor cuya audacia fue imaginar que el mundo era Argentina. No hacía falta estar en la Argentina para ser argentino. El circula por el mundo, como si estuviera en la calle Posadas, de Buenos Aires. Y tiene una vocación universal. A mi juicio fue muy argentino. El abolió fronteras para las últimas generaciones. E inventó universos. Hasta un punto fue él quien ayudó a liberar el concepto de ciudades imaginarias. En ese sentido es un escritor extraordinario, a quien admiro profundamente.

-En Voces del desierto, la mujer parece detener el tiempo para que no corra sangre. ¿Sería el papel deseable para el género en un mundo dispuesto a la guerra?

-Convendría que lo fuera, pero no estoy segura. Es impredecible lo que la mujer vaya a hacer con su trayectoria. Lo importante es que ponga las pautas para hacer algo inaugural. Esa criatura tendrá que ser puesta a prueba, por si la sociedad es tan dañina que lo devasta todo y no deja espacio para la redención moral. Seria un atrevimiento. Pero hay que saber que la libertad exige una responsabilidad ética muy grande. Desde ese espacio inaugural, ella pueda aportar un elemento inesperado.

-¿Por qué los políticos prescinden de los intelectuales?

-Porque son egocéntricos y cada vez más incultos. Para ellos el libro es una abstracción. Además, piensan que los intelectuales son incómodos, un peso desagradable. Y con ideas no se gobierna. Creación, ideas y acción pública no se llevan. Ha pasado muy pocas veces en la historia. Para los políticos las ideas siempre están vinculadas a un sueño imposible y peligroso.

-¿Por qué el hombre necesita historias para sentirse vivo?

-Porque nuestra historia personal es insuficiente. Siempre tenemos que contrastarla con las de los otros, sea el vecino o quien fuera. Eso tiene que ver con un sentimiento de vacío que sólo puede ser llenado con la intriga, con el rumoreo. Para avanzar hacia sí mismo el hombre tiene que saber qué pasa en la casa del otro. Es inevitable: si no sé de tu vida, la mía reduce su dimensión. Estoy convencida de que no se puede volver a casa todos los días, desde el trabajo o de donde sea, sin llevar una pequeña intriga en el bolso. No se puede llegar a casa y decirle a otro: "No he vivido nada". Uno siempre tiene que dar pruebas al otro de que ha vivido una aventura diaria. Hay que legitimar lo cotidiano. Entonces uno llega y cuenta una historia ampliada. No somos narradores simples, nuestra vida personal no lo permite. Quien vuelve a su casa en silencio es muy peligroso. Le falta horizonte, imaginación y acepta una vida traducida, sin darse el trabajo de traducirla. Los escritores no inventamos la literatura, sino la poética. Ha sido la sociedad humana la que, desde el principio de la tribu, exigió que alguien le contara su historia. Por eso la comunidad acepta la invención literaria como si fuera suya.

-¿Cuál es la ciudad más literaria de Brasil?

-Si hablo de Machado de Assis, tengo que decir que es Río de Janeiro. Machado no cuenta la historia de Río, sino la de Brasil. Río de Janeiro es para Machado de Assis un escenario teatral. El sertón (desierto) brasileño sirvió muchas veces de escenario mítico. La materia de la realidad tiene que pasar por muchos filtros para ganar verosimilitud. Todo sirve para convencer en el arte.

-¿La lectura puede ayudar a la gente a preservarse en los países asolados por la violencia?

-Nos conviene creer eso, porque la lectura es una expresión de la civilización contra la barbarie. Es como si trabáramos batallas para enfrentar a aquellos que quieren hacernos renunciar a nuestro humanismo. Y la lectura es extraordinaria. Basta leer a Antígona para responder esa pregunta. Por eso es tan raro que la sociedad lea cada vez menos. Y eso se nota. Hoy, en el ascensor, saludé a dos brasileños que no reconocieron mi acento, porque hablé en español. Ellos hablaban un portugués indigente y hacían chistes indigentes. Hay que ser brillante en la ironía. De inmediato pensé: "¡Dios mío! Ya no es posible encontrar gente que suspenda la realidad con una frase". Es raro que te sorprenda alguien con una frase comprometedora. Al contrario, te expulsan.

-Cunde una sensación de no pertenencia.

-Exacto, es como si tú no pertenecieras ya a un universo cosmopolita, culto y civilizado. Todo es muy indigente. Y además la gente está renunciando al uso pleno de la lengua. Una sola palabra define todo. ¿Donde ha quedado el mundo de las ideas y los conceptos? ¿Debajo de la alfombra?

-Pensando en el erotismo de Voces del desierto, ¿no cree usted que el vértigo de lo cotidiano ha afectado ese elemento que atraviesa todos los vínculos?

-El erotismo está en todas las expresiones. También entre los amigos, y no hace falta que uno tenga conciencia de que es erótico en un gesto o en un anhelo temporario. Vivimos con tanta velocidad, con tanto estrés, con tanta presión, que sólo queda el sexo mecánico. Pero ese sentimiento inefable del cuerpo, que es el erotismo, está desapareciendo. La gente ya no tiene una mirada erótica, que no es de lujuria, sino de complicidad. Hoy ya no se hace el amor para dos, sino para la mirada de un tercer observador que evalúa tus habilidades. Esto provoca una obsolescencia muy fuerte y te obliga a acelerar mucho más una vida que tendría que ser vivida con otra plenitud. Parece que tuvieras que dar pruebas evidentes de que no estás muerto. Es un miedo terrible a dejarse atrapar por la finitud.

-Y aparece el botox para extender la vida...

-Vivimos en una sociedad que se vanagloria de su juventud, de los pechos grandes, de la delgadez, de la cirugía estética, del botox en todas partes. Eso es la expresión del descontento con el propio ser. Es la no aceptación de quien eres. Y además no le da tiempo al cuerpo a vivir la dramática emoción de su envejecimiento, que es algo impresionante. Cada mañana te das cuenta que tus movimientos son distintos, que tienes que caminar de una determinada manera para no caerte. Es muy fascinante. Una experiencia única. Entonces simulas que la cara que ves no es la tuya. Pero ¿a quien se la pediste prestada? A quien le estás pagando copyright?

-Usted, que es aprendiz de Homero, ¿con qué personaje homérico se identifica?

-Creo que Paris y Elena son dos tontos. Aquiles me parece interesante. Pero el mayor de todos es Ulises, por mucho más que por su astucia. Ulises es quien aprenderá a envejecer. Es quien, en verdad, sabe que puede perderlo todo y entonces engaña a las fuerzas de la naturaleza para llegar un día, quién sabe, a Ítaca. Es el gran sobreviviente de Troya. Todos hacen su acuerdo con la eternidad, pero quien sobrevive es Ulises. Es quien cruza todas las épocas.







34a Feria del libro
"El erotismo está desapareciendo de nuestra vida"

La escritora brasileña Nélida Piñón rescata la universalidad de Borges


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LANACION.com Cultura Domingo 11 de mayo de 2008


Paulo Alberto "Artur da Távola"


Não lembro quando - nem onde - li as suas crônicas, reunidas no livro "Me vi te vendo". Lembro, entretanto que essa foi a primeira vez que ouvi falar desse distinto cavalheiro.

Tenho certeza,por outro lado, de que foi em Mar Grande, na Bahia, a primeira vez que falei com ele. Para ser mais exata, na casa de veraneio de "tio" Paulo Duarte, em companhia de minha irmã Verônica e meu cunhado Nestor, que foram visitá-lo,bem como a Babi Teixeira, sua então esposa.

Muitos anos depois pude reencontrá-lo em Brasília, onde certa feita coordenei um programa para a TV-Escola , a fim de celebrar os Cem Anos do poeta Carlos Drummond de Andrade. Desnecessário dizer da excelência que a sua participação trouxe ao programa. Sua cultura, ao mesmo tempo ampla e profunda, a que se somava a maneira despretenciosa de transmiti-la (o que nem sempre acontece com os intelectuais)ficará para sempre marcada na memória do povo brasileiro.

Quanto a mim, pessoalmente, guardarei dele, ademais, a recordação de sua coragem cívica e da convicção com que defendeu sempre os seus princípios.