viernes, 25 de abril de 2008

Exteriores II


Andei postando carta do Guimaraes Rosa . Deixo mais uma.

Rio,25.1.62
"Escrever ,de verdade, a Voce, é impossível. Entao movo-me e vou pondo e falando,fazendo de conta, fazendo de mim.
O que eu precisava era ter voce aqui perto,sempre.Para ouvir e falar,perguntar e comentar, e sentir; até mesmo para ficar calado...Por dentro,sigo. Menos angústia, mais certeza; isto,sim. ...Todo fim é exato.... Voce sabe tudo; e, mais que tudo, sabe dar.....quando penso em voce, o que cresce diante de mim, em mim, é uma imensa gratidao, amiga, que me emociona."

jueves, 24 de abril de 2008

"Mudernos" e Modernismos

Perdida na leitura absorvente do livro -"A arte brasileira em 25 quadros"- de um grande historiador da Arte ,Rafael Cardoso Denis, anoto e registro aqui passagem do referido livro:
"Todo o esfoco de Mario de Andrade e Tarsila do Amaral para promover um casamento entre o moderno e o brasileiro, principalmente apos 1924,aponta sintomaticamente para a consciência de uma rixa entre os dois conceitos. Se, por definicao, o moderno era o estrangeiro e o brasileiro era o arcaico,entao a única forma de juntar oas dois seria pela negacao da negacao. Ao lutar para afirmar a brasilidade em todo o seu arcaísmo bruto, os modernistas paulistas esperavam superar esta dicotomia e construir uma ponte para a atualidade. "

miércoles, 23 de abril de 2008

"I feel good"

http://www.mp3tube.net/musics/James-Brown-I-Feel-Good/4406/

domingo, 20 de abril de 2008

Exteriores I

Agora me toca reparar o tempo perdido e o atraso nos registros que foram diarios desde que comecei o blog. Viagens e compromissos inadiáveis com terceiras pessoas sao responsáveis pelo hiato.
E como o post anterior dava conta de assuntos do State Department, lanco mao de trecho de carta do nosso escritor e diplomta,o Grande Guimaraes Rosa,dirigindo-se ao Chanceler Azeredo da Silveira e registrado pela filha Wilma em livro :

Rio de Janeiro,27-X-45

Meu caro Silveira,
...Ando com fome de coisas sólidas e com ânsia de viver só o essencial.Leia o "Time must have a stop",de Huxley.Pessoalmente, penso que chega um momento na vida da gente , em que o único dever é lutar ferozmente para introduzir, no tempo de cada dia, o máximo de "eternidade"...