sábado, 20 de noviembre de 2010
Escrever à mão mantém o cérebro mais activo
Un novelista sin fe en la ficción.Tolstói
Shakespeare multicultural prepara Londres para Olimpíadas
Uma serie de eventos culturais são preparados pelo Reino Unido como parte das Olimpíadas. Eles culminarão no "UK Festival", entre junho e setembro de 2012.
Um exemplo é o Festival de Shakespeare, que deverá ocorrer a partir de abril de 2012, por cerca de três meses, informa o órgão britânico Visit Britain.
A proposta é que, saindo do tradicional, diferentes grupos teatrais pelo mundo mostrem suas interpretações. Por exemplo, poderia aparecer uma visão africana de Hamlet.
Estão previstas artes públicas em todas as regiões da Grã-Bretanha, incluindo música e escultura, até as Olimpíadas. Uma torre de observação de 115 metros no Parque Olímpico deve ser a maior dessas artes públicas.
O UK festival em si terá o objetivo de mostrar ao mundo a cultura britânica.
Fonte Folha de SP
viernes, 19 de noviembre de 2010
O remeiro do São Francisco
O remeiro do São Francisco
Publicado em 19.11.2010
O ano era 1946 e Pernambuco vivia aquela que seria a mais bela campanha eleitoral para governador e deputados estaduais. A primeira após a ditadura Vargas.
Era interventor federal o general Dermeval Peixoto totalmente comprometido com Neto Campelo Jr. candidato da UDN e do Palácio do Catete, embora Dutra tivesse sido eleito pelo PSD.
A oposição tinha como candidato Barbosa Lima Sobrinho, deputado federal, intelectual, escritor, orador primoroso, cuja campanha era chefiada por Agamenon Magalhães, deputado federal, ex-ministro de Vargas que chefiara a campanha de Dutra e era por ele hostilizado.
Pré-universitário, presidi o comitê estudantil pró-Barbosa de quem, além de admirador, tornei-me amigo.
Yony Sampaio, meu irmão, então jovem professor universitário, no verdor de seus 26 anos, foi eleito deputado estadual, não logrando assumir a cadeira por ter falecido repentinamente, vítima de apendicite tardiamente diagnosticada.
Muitos foram os seus companheiros de chapa (o PSD elegeu 23). Quero hoje rememorar e reverenciar um que causou-me forte impressão e de cuja amizade privei, por motivos muito especiais: era da mesma idade do meu irmão Yony e teria completando, se vivo fosse, 90 anos no dia 2 de novembro.
Refiro-me a Nilo Coelho, que iniciou sua vida pública com aquela eleição e teve bela e vitoriosa trajetória política.
Não exagero dizendo que ele foi a maior expressão humana e o maior líder político entre os nascidos no São Francisco, com projeção nacional.
Qual remeiro dos barcos ornados de carrancas, singrou águas mansas e de procelas, com firmeza e determinação, vencendo etapas e obstáculos.
Brilhou em todos os cargos que ocupou, pelo seu talento, pelo seu dinamismo marcado por um otimismo realista e por seu compromisso com a causa pública.
Muito fez por Pernambuco, sobretudo quando governador, em gestão progressista, correta, inteiramente a salvo das mazelas que hoje malsinam tantos governantes.
Embora velhos amigos e correligionários, como deputado fiquei na oposição, por ter sido ele levado ao cargo pela via indireta o que em nada alterou os respectivos respeito e amizade.
Apaixonado por Petrolina, quando lhe disse não conhecer sua cidade exclamou: "Então não conhece o Brasil".
Dotado de simplicidade suscitava simpatia a quantos dele se acercavam, era alegre, brincalhão e fervoroso carnavalesco. Não perdia o Baile dos Casados no Atlético.
Presidindo o Senado com o respeito e a admiração do País, seu último ato na vida pública, opondo-se aos desmandos da ditadura, entrou para a história fazendo honra à tradição de bravura e irredentismo do Pernambucano.
Deixa valioso legado para todos nós e um sucessor à altura de sua grandeza de espírito: seu irmão Osvaldo Coelho.
» Dorany Sampaio é advogado, ex-presidente da OAB-PE e ex-conselheiro federal
Fonte Jornal do COMERCIO
jueves, 18 de noviembre de 2010
é muito difícil fazer crer que as pessoas têm que ser mais inteligentes, têm que ter mais imaginação...
"Walter Benjamin. Constelaciones"

La exposición 'Walter Benjamin. Constelaciones', organizada por el Círculo de Bellas Artes (CBA), la Sociedad Estatal de Conmemoraciones Culturales (SECC) y la AECID, ofrece un recorrido inédito por el pensamiento benjaminiano y rinde así homenaje a uno de los filósofos más influyentes en el complejo entramado del pensamiento contemporáneo.
Walter Benjamin (1892-1940) es un intérprete privilegiado de las transformaciones más características de nuestro tiempo -la mercantilización generalizada, la nuevas formas cognoscitivas, la crisis de la experiencia histórica tradicional...- y un referente indispensable del pensamiento crítico cuyo ascendiente desborda el ámbito académico para infiltrar el cine, la literatura, la arquitectura, las artes plásticas o la música.
(...)
El elemento central de esta exposición "no al uso" es una pieza audiovisual titulada 'Constelaciones', de 46 minutos de duración, producida íntegramente por el CBA y que es "una especie de metáforaque aproxima a la obra de Benjamin", según Xosé Luis García Canido, director de Proyectos de la SECC. Se trata de un conjunto de citas audiovisuales -escenas de películas, fotografías, pinturas, grabaciones sonoras, animaciones, documentos históricos- articuladas con fragmentos de textos extraídos de algunos de sus más conocidos ensayos.
Junto a 'Constelaciones', se expone el 'Atlas Walter Benjamin', también elaborado por el CBA, una herramienta informática que permite navegar por una selección de 500 textos benjaminianos unidos por hipervínculos. El objetivo es sacar a la luz algunas de las grandes vetas de sentidoque atraviesan el pensamiento de Benjamin y que a menudo resultan difíciles de detectar en su escritura, característicamente oblicua y poco académica.
Fuente El Mundo.es
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miércoles, 17 de noviembre de 2010
É preciso toda a aldeia para educar uma crianca! E em Portugal ainda as há!
Em poucas horas, a aldeia de Verdelhos, na Covilhã, viveu, de uma assentada, emoções fortes e jamais vistas por aquelas paragens serranas: a chegada de um forte dispositivo da GNR para apoiar a retirada para institucionalização de duas crianças sinalizadas por negligência; os sinos a tocar a rebate para mostrar que o povo estava revoltado com tal decisão; e, finalmente, o regresso a casa de uma das menores que tinha sido levada, num jipe da GNR, pelas traseiras do Centro Social de Verdelhos.
"Se a menina de quatro anos que levaram à força do jardim de infância não regressasse a casa, a aldeia em peso ficaria aqui, noite e dia, até que isso acontecesse", garante Dina Correia. A mesma moradora foi uma das principais opositoras à decisão de retirar as crianças à mãe e aos avós, alegando que as mesmas "são muito bem tratadas, alimentadas e vestidas".
"Abri a porta aos pontapés"
"Quando vi chegar sete carros cheios de militares da GNR, alguns armados, fui com mais três vizinhas à igreja tocar os sinos. Como a porta estava fechada, benzi-me, para pedir perdão a Deus, e abri a porta aos pontapés", recorda Dina Correia.
As duas meninas, filhas de mãe solteira, que sofre de epilepsia, vivem com a avó materna na aldeia de Verdelhos. "Trabalho muito para lhes dar o que precisam. E as crianças nunca tiveram problemas no pré-escolar. A mais velha chegou mesmo a ter um prémio por ser boa aluna", lembra a avó, Patrocínia Pais Afonso, inconformada com a decisão de retirada das netas, cuja tutela afirma deter.
"Não é verdade. A senhora não tem a tutela das netas. Quem a tem é a filha que não está capaz", explica ao JN Paulo Rosa, presidente da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) da Covilhã. O responsável explica que as crianças estão sinalizadas desde que nasceram, tendo a decisão de institucionalização, autorizada por escrito pela progenitora, ficado a dever-se a alegados casos de "negligência e promiscuidade". " A minha filha não autorizou nada. Assinou os papéis obrigada e sob a ameaça de nunca mais ver as crianças", afirma a avó.
Já os populares não conseguiram impedir que a menina mais nova fosse retirada pelas traseiras do Centro Social. Mas conseguiram pôr a mais velha a salvo. "Fomos buscá-la à escola, num táxi, e esteve mais de duas horas escondida no carro", relata outra moradora. À tarde, as menores foram entregues à guarda da madrinha de uma delas, por 30 dias, depois de um vizinho, Adelino Marcelino, assumir a responsabilidade de zelar pela sua segurança.
Fonte JN.pt
Ana Maria Matute
lunes, 15 de noviembre de 2010
Torrente Ballester sale del escondite
Casi 12 años después de su muerte, todo en la vida y en la obra de Gonzalo Torrente Ballester (Ferrol, 1910-Salamanca, 1999) puede seguir resultando igual de misterioso que aquella fauna de niebla y piedra incrustada con magia y furia entre las callejas de Villasanta de la Estrella, trasunto jacobeo, en las páginas de aquel libro fascinante que su autor dio en llamar Fragmentos de Apocalipsis. Todo en la obra del escritor de Los gozos y las sombras y La saga / fuga de J. B. permanece y crece, nada se precipita en el pozo del olvido pese al tesón de tantos, pese a la desidia de muchos, pese al ninguneo crítico y editorial al que por tiempos se sometió a la personalidad y la literatura de uno de los grandes del siglo XX, alguien que apenas si cuenta con una sola edición crítica que echarse a la boca.
Solo dos personas han podido leer a día de hoy estos inéditos de Torrente. Una de ellas es un bibliotecario de Albany, quien lo hizo de oficio para poder expurgar de aquellos tres cuadernos de papel cuadriculado escritos alternativamente a lápiz y a bolígrafo, con letra de miope, toda referencia a los hijos del escritor: esa era una de las cláusulas ineludibles que figuran en el documento de cesión de los cuadernos a la universidad estadounidense en la que Torrente fue profesor. Documento en el que el autor de Off-side escribe exactamente: "Todo lo referente a mis hijos María José, Gonzalo, María Luisa y Javier Torrente Malvido deberá permanecer inédito hasta la muerte de todos y cada uno de ellos". La otra persona que ha leído los cuadernos es Joanna Sabadell Nieto, titular de Literatura Española Contemporánea en Albany y depositaria universal de Mi fuero interno.Todo en el planeta GTB puede permanecer misterioso y permanece; por ejemplo, la inquebrantable secta de los lectores de su obra se pregunta desde hace ya tiempo, en voz baja, sin hacer ruido pero yendo a lo suyo, muy al estilo del autor, qué diantres pasa con los tres cuadernos ocultos de Mi fuero interno, colosal diario político-literario que el escritor elaboró en la década comprendida entre 1954 y 1964 y que posteriormente -1967- decidió donar a la Universidad de Nueva York en Albany... donde tantos avatares después permanecen escondidos en una caja fuerte.
"Desde un punto de vista de la historia política, literaria y religiosa de este país en aquellos años del franquismo, los diarios son impagables... Estamos ante el testimonio de un intelectual que habla con absoluta libertad en una época en la que no la había", cuenta desde el otro lado del teléfono Joanna Sabadell, aún víctima del aplastante jet lag tras su periplo Filadelfia-Madrid-Vigo.
Porque será precisamente en Vigo -hoy mismo y en el marco del congreso que sobre la vida y la obra de Torrente Ballester organiza la fundación que lleva su nombre con motivo del centenario de su nacimiento- donde esta profesora e investigadora española afincada en EE UU desgranará ante sus colegas el contenido y el espíritu con que fue escrito Mi fuero interno. Una obra cuya edición en España, asegura Sabadell, verá la luz antes del final del año que viene.
Mi fuero interno está integrado por tres cuadernos de colegial de unas 100 páginas cada uno, "escritos a mano con una letra de miope que casi ni se puede leer y que cuentan con lujo de detalles las tormentas interiores de un autor como Torrente, alguien que ha venido siendo víctima de un olvido sangrante desde un punto de vista de la crítica y del mundo de la edición", explica en un tono entre fascinado y molesto Carmen Becerra, directora de la Fundación Torrente Ballester y del congreso de Vigo, en el que tomarán parte durante cinco días numerosos expertos en la obra del escritor gallego llegados desde España, Estados Unidos, Alemania, Francia, Inglaterra, Polonia, Holanda, Uruguay o Puerto Rico.
Carmen Becerra y Joanna Sabadell coinciden de principio a fin en subrayar la importancia del contenido de los cuadernos ocultos de Torrente. Se trata de una rica sucesión de reflexiones del autor de La novela de Pepe Ansúrez en torno a cuestiones como la apropiación de la religión católica por parte de Franco, a disquisiciones sobre su propia evolución ideológica (Torrente llegó a afiliarse a Falange tras el alzamiento y frecuentó el círculo de intelectuales falangistas integrado en el llamado Grupo de Burgos, junto a Laín Entralgo, Luis Felipe Vivanco, Luis Rosales o Dionisio Ridruejo), críticas al régimen y comentarios más o menos piadosos, más menos despiadados, acerca de lacrème literaria de la época, Cela, Bergamín, Alfonso Sastre y por ahí... "Y también hay comentarios sobre ministros y generales de Franco, algunos de ellos, por cierto, incluidos en los procesos de Garzón contra los crímenes del franquismo", añade Joanna Sabadell.
Según ella, uno de los ingredientes más fascinantes de estos diarios de Torrente Ballesteres la absoluta libertad con que fueron escritos, producto de la falta de presión de la censura franquista (que ya había cercenado otras obras anteriores de Torrente, pero que no sabía de la existencia de estos textos) y también de la falta de presión editorial, puesto que en un principio no estaban destinados a convertirse en libro.
"Los tres citados cuadernos no podrán ser examinados ni publicados hasta diez años después de acaecida mi muerte", dejó escrito Gonzalo Torrente Ballester en la escritura de donación de Mi fuero interno a la State University of New York at Albany. Cansado de Franco, cansado de una oposición con excesivo protagonismo del Partido Comunista, cansado de sentirse en peligro él y su familia ("En el caso de que mi muerte acaeciera durante algún viaje a España y por razones políticas, ruego la inmediata publicación del texto...", añadió en la escritura, en un claro aviso a navegantes), uno de los grandes autores de la literatura española del siglo XX decidía poner sus diarios en manos de una universidad estadounidense. Han pasado no 10, sino 11 años de su muerte. Ha llegado la hora. Los cuadernos de Mi fuero interno empiezan a ver la luz fuera de su caja fuerte.
Fuente El Pais
Palavras pra que?
domingo, 14 de noviembre de 2010
Prohibido echar libros al retretre (IGNACIO VIDAL-FOLCH)
El gran periodista soviético Ilia Ehrenburg llegó a Moscú desde la Guerra Civil española donde estaba como corresponsal, y se asombró al encontrar en el ascensor de su casa un cartel que decía: "Prohibido echar libros al retrete. Los infractores serán descubiertos y castigados". Como aquellos forasteros que tanto irritaban a Pasternak, y años después a Joseph Brodski, aquellos forasteros que llegaban a la Rusia soviética y lo contemplaban todo con ojos maravillados y sin entender lo que estaba pasando, y a menudo sin quererlo entender, a Ehrenburg el cartel le chocó como una extravagancia y le costó comprender lo que significaba: que la posesión de ciertos libros era peligrosísima y había que desembarazarse de ellos por cualquier procedimiento, aunque fuera a costa de atascar las cañerías. Lo cuenta en sus memorias Gentes, años, vida (Planeta).
Borís Pasternak sobrevivió a aquellos años en que les tocó a los escritores e intelectuales el turno de ser aniquilados, y hasta le permitieron "vivir tranquilamente en su dacha", como reseña odiosamente Simone de Beauvoir, notoria turista del ideal. Pasternak sobrevivió, a diferencia de todos los demás, empezando por Maiakovski; continuando por su protector Bujarin, por Babel, Pilniak, su amiga Marina Tsetaieva a la que él personalmente había recomendado, en París, donde participó en el Congreso Antifascista en defensa de la Cultura de 1935, que se quedara en el exilio: "No regrese usted a Rusia; hace frío, hay corrientes constantes"; por Mandelstam... Mandelstam había recitado a Pasternak su famoso poema contra Stalin (...para él toda ejecución es una fiesta...) y la respuesta del escritor fue, aproximadamente: "Ni yo he oído estos versos ni usted debe recitárselos a nadie nunca más".Es la primera novela que cuenta desde dentro el desengaño de la Revolución
¿Por qué sobrevivió a las purgas, siendo notorio su desafecto por el régimen? Probablemente se libró gracias a su buena suerte, porque hacía ya mucho que se limitaba a traducir a poetas extranjeros, y porque en ciertos círculos oficiales tenía reputación de no estar totalmente en sus cabales, como él mismo llegó a comentar a Isaiah Berlin. En cualquier caso, en aquellos años nació la idea de El doctor Zhivago, el primer libro en contar desde dentro el desengaño de la Revolución, y cuya primera traducción directa del ruso al español llega ahora a las librerías en la edición fijada por el hijo del autor (Galaxia Gutenberg / Círculo de Lectores).
Dos décadas después, cuando Pasternak se disponía a intentar su publicación escribió en la dedicatoria de sus Poesías a una amiga: "Hace veinte años, cuando comenzaron aquellos terribles juicios, algo se rompió en mi interior y, de estar unido a los acontecimientos de mi tiempo, pasé a la oposición". Dedicó diez años a escribir El doctor Zhivago ("algo nuevo, novedoso, luminoso, elegante, bien proporcionado, de una pureza y simplicidad clásicas, y este será mi legado al mundo", dijo a Berlin), y en 1956, muerto ya Stalin y creyendo poder beneficiarse del deshielo de Kruschev, envió copias del manuscrito a tres revistas de Moscú e informó de que una cuarta copia la había hecho llegar a un editor comunista italiano, Feltrinelli.
1956 fue el año del levantamiento y aplastamiento de Budapest. La novela de Pasternak, que circulaba en numerosas copias samizdat por la URSS, no se publicaría allí (hasta 1998) y el autor fue amenazado en vano para que retirase el permiso de publicación a Feltrinelli. Este sufrió tantas presiones y chantajes para que no publicase El doctor Zhivago que acabó saltando del PC italiano. Dos años después la academia sueca concedió a Pasternak el premio Nobel "por sus grandes logros en la poesía lírica contemporánea y por proseguir las nobles tradiciones de la gran prosa rusa", en alusión a la herencia tolstoiana. Pasternak envió a Estocolmo una nota de agradecimiento, pero al cabo de una semana fue convencido de rechazarlo. En todo el mundo, la novela obtuvo un éxito inmediato y clamoroso, y en la URSS se desató contra su autor una campaña de difamación: el mismo Kruschev, la Unión de Escritores y hasta tribus siberianas y asociaciones de ordeñadores de vacas que nunca habían oído el nombre de Pasternak descubrieron que aborrecían a aquel difamador del pueblo soviético. Se le retiraron los trabajos de traducción, se le confiscaron los royalties por las traducciones y de hecho se le redujo a la indigencia.
Olga Ivinskaia, su amante desde 1946, inspiradora del personaje de Lara y autora deRehén de la eternidad (Grijalbo), la memoria de su vida con el poeta, ya en 1949 había sido torturada, interrogada por el mismo ministro de Seguridad del Estado, el brutal Víctor Abakúmov ("tu Borís nos detesta, ¿no?") y encarcelada durante cinco años para minar la combatividad del escritor. En 1960 la condenaron de nuevo al Gulag por "tráfico de divisas" (llevar a Borís el dinero de los editores extranjeros). Ese mismo año el autor de El doctor Zhivago falleció de una rápida enfermedad.
Fuente El País


