sábado, 3 de noviembre de 2012
Gamoneda, Sartre< objetividade e subjetividade
¿para qué sirve la poesía?
R. Desde luego, la poesía no es el arma cargada de futuro que decía el bueno de Gabriel Celaya. Sartre lo entendía mucho mejor cuando decía que la poesía es subjetiva y no tiene nada que ver, directamente al menos, y eso lo añado yo, con las circunstancias objetivas. No obstante, la consideración de la vida como un accidente no aniquila que tenga contenidos de verdad: el amor, la belleza… algo es algo.
Fonte El Pais
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R. Desde luego, la poesía no es el arma cargada de futuro que decía el bueno de Gabriel Celaya. Sartre lo entendía mucho mejor cuando decía que la poesía es subjetiva y no tiene nada que ver, directamente al menos, y eso lo añado yo, con las circunstancias objetivas. No obstante, la consideración de la vida como un accidente no aniquila que tenga contenidos de verdad: el amor, la belleza… algo es algo.
Fonte El Pais
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jueves, 1 de noviembre de 2012
No dia de Anos das minhas filhas, a cançao de Vinicius de Moraes
Cançao para Pedro, meu filho
Como eu nunca lutei para deixar-te nada além do amanhã indispensável: um quintal de terra verde onde corra, quem sabe, um córrego pensativo; e nessa terra, um teto simples onde possas ocultar a terrível herança que te deixou teu pai apaixonado - a insensatez de um coração constantemente apaixonado.
E porque te fiz com o meu sêmen homem entre os homens, e te quisera para sempre escravo do dever de zelar por esse alqueire, não porque seja meu, mas porque foi plantado com os frutos da minha mais dolorosa poesia.
Da mesma forma que eu, muitas noite, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua.
E porque vivemos tanto tempo juntos e tanto tempo separados, e o que o convívio criou nunca a ausência pôde destruir.
Assim como eu creio em ti porque nasceste do amor e cresceste no âmago de mim como uma árvore dentro de outra, e te alimentaste de minhas vísceras, e ao te fazeres homem rompeste meu alburno e estiraste os braços para um futuro em que acreditei acima de tudo.
E sendo que reconheço nos teus pés os pés do menino que eu fui um dia, em frente ao mar; e na aspereza de tuas plantas as grandes pedras que grimpei e os altos troncos que subi; em tuas palmas as queimaduras do Infinito que procurei como um louco tocar.
Porque tua barba vem da minha barba, e o teu sexo do meu sexo, e há em ti a semente da morte criada por minha vida.
E minha vida, mais que ser um templo, é uma caverna interminável, em cujo recesso esconde-se um tesouro que me foi legado por meu pai, mas cujo esconderijo eu nunca encontrei, e cuja descoberta ora te peço.
Como as amplas estradas da mocidade se transformaram nestas estreitas veredas da madureza, e o Sol que se põe atrás de mim alonga a minha sombra como uma seta em direção ao tenebroso Norte.
E a Morte me espera em algum lugar oculta, e eu não quero ter medo de ir ao seu inesperado encontro.
Por isso que eu chorei tantas lágrimas para que não precisasse chorar, sem saber que criava um mar de pranto em cujos vórtices te haverias também de perder.
E amordacei minha boca para que não gritasses e ceguei meus olhos para que não visses; e quanto mais amordaçado, mais gritavas; e quanto mais cego, mais vias.
Porque a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei.
E assim como sei que toda a minha vida foi uma luta para que ninguém tivesse mais que lutar:
Assim é o canto que te quero cantar, Pedro meu filho...
E porque te fiz com o meu sêmen homem entre os homens, e te quisera para sempre escravo do dever de zelar por esse alqueire, não porque seja meu, mas porque foi plantado com os frutos da minha mais dolorosa poesia.
Da mesma forma que eu, muitas noite, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, e pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua.
E porque vivemos tanto tempo juntos e tanto tempo separados, e o que o convívio criou nunca a ausência pôde destruir.
Assim como eu creio em ti porque nasceste do amor e cresceste no âmago de mim como uma árvore dentro de outra, e te alimentaste de minhas vísceras, e ao te fazeres homem rompeste meu alburno e estiraste os braços para um futuro em que acreditei acima de tudo.
E sendo que reconheço nos teus pés os pés do menino que eu fui um dia, em frente ao mar; e na aspereza de tuas plantas as grandes pedras que grimpei e os altos troncos que subi; em tuas palmas as queimaduras do Infinito que procurei como um louco tocar.
Porque tua barba vem da minha barba, e o teu sexo do meu sexo, e há em ti a semente da morte criada por minha vida.
E minha vida, mais que ser um templo, é uma caverna interminável, em cujo recesso esconde-se um tesouro que me foi legado por meu pai, mas cujo esconderijo eu nunca encontrei, e cuja descoberta ora te peço.
Como as amplas estradas da mocidade se transformaram nestas estreitas veredas da madureza, e o Sol que se põe atrás de mim alonga a minha sombra como uma seta em direção ao tenebroso Norte.
E a Morte me espera em algum lugar oculta, e eu não quero ter medo de ir ao seu inesperado encontro.
Por isso que eu chorei tantas lágrimas para que não precisasse chorar, sem saber que criava um mar de pranto em cujos vórtices te haverias também de perder.
E amordacei minha boca para que não gritasses e ceguei meus olhos para que não visses; e quanto mais amordaçado, mais gritavas; e quanto mais cego, mais vias.
Porque a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei.
E assim como sei que toda a minha vida foi uma luta para que ninguém tivesse mais que lutar:
Assim é o canto que te quero cantar, Pedro meu filho...
lunes, 29 de octubre de 2012
‘Nueva guía del Museo del Prado’, un poemario en el que convierte en versos obras de El Bosco, Goya o Rubens
¿Pero qué conexión existe entre la pintura y la poesía? Ambas se centran y profundizan en un momento muy concreto de la realidad, explica el autor: “Ninguna de las dos disciplinas trabaja por expansión contando una larga historia, ni dando miles de detalles sobre lo que rodea lo que se quiere contar. Es, por el contrario, una manera muy condensada y muy extensa de trabajar. El cuadro cuenta un momento de la historia, y yo me centro en esa parte”. En otro de los cuadros que analiza en este libro, El fusilamiento de Torrijos, fue la mano que se ve en el borde inferior lo que llevó al poeta a pensar que el poema estaba en aquella mano, la del héroe o el revolucionario que no tiene nombre ni cara, al que nunca pintarán un cuadro, “Y así voy descubriendo detalles, cuadros pequeños que nunca había visto, o que no habían llamado tanto mi atención”.
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Fuente El Pais
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