jueves, 15 de diciembre de 2011
"Con cualquier vida se puede construir un universo literario".
Fonte El Pais
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martes, 13 de diciembre de 2011
Biblioteca Nacional de España
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Gente que eu admiro!
Filho de taxista com dona de casa, Caio Allan dos Santos, de 17 anos, economizou o salário de auxiliar administrativo e, com ajuda do pai, chegou aos EUA há dez dias para estudar inglês. Foi o primeiro da casa a viajar de avião, o que, por si só, já é motivo de orgulho para uma típica família da classe C.
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“Falei que meu objetivo não era passear, mas estudar”, conta o garoto, aluno de um cursinho de inglês há três anos. Para ele, o intercâmbio pode ser um aliado no objetivo de “trabalhar numa multinacional.”
A possibilidade de fazer cursos no exterior começa a se tornar acessível para jovens de famílias com renda entre R$ 1.200,00 e R$ 5.174,00 (definição da Fundação Getulio Vargas para a classe C). Os motivos vão do real valorizado às facilidades de parcelamento.
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“A classe C está sentindo uma necessidade de qualificação e tem acesso ao crédito com muita facilidade. O programa de intercâmbio pode ser vendido em várias vezes sem juros”, diz Marcelo Albuquerque, diretor da IE Intercâmbio. Segundo ele, quando a agência abriu as portas, há 14 anos, as classes A e B representavam 80% do faturamento. Agora a liderança é da C, com 55%.
A funcionária pública baiana Márcia Brito Silva, de 53, guardou dinheiro por três anos para que o filho pudesse fazer intercâmbio em Toronto. “Quando contei para minha família que Matheus ia estudar no Canadá, ficaram encantados. Só duas primas tinham ido ao exterior, para a Disney.”
Matheus, hoje com 17, ficou fora do País de novembro do ano passado a fevereiro. Estuda inglês desde os 14 em um dos melhores cursinhos de Salvador, com bolsa integral, por ter se destacado na escola pública.
(...)
Matheus, claro, não cansa de agradecer à mãe. E também ao pai, pintor, que o ajudou mandando dinheiro para comprar roupas de frio. “Fui um adolescente e voltei um rapaz maduro e independente”, diz o estudante, que vai fazer cursinho e tentar vaga em Engenharia Civil na Federal da Bahia. “Depois que estiver trabalhando, vou aproveitar as férias para fazer outros intercâmbios.”
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(Carlos Lordelo e Cedê Silva - Estadão.edu)
lunes, 12 de diciembre de 2011
domingo, 11 de diciembre de 2011
Pra Voce Guardei O Amor
O convite para o silencio...
guardei sem ter porque, nem razao ou outra coisa qualquer
Verdú: Negligencia e belleza? Las Hilanderas

Esta belleza de la negligencia no es en absoluto fácil de lograr. O, mejor dicho, no cabe proyecto alguno para conseguirla a través de una tarea y voluntad previa. Se trata de una categoría que nace del cuerpo o de la naturaleza sin poner demasiada atención en su objeto o cuya posible atención se halla desviada hacia un punto excéntrico que, a su antojo, con indolencia, hila la obra.
Es el caso mismo de Las hilanderas cuyo enigma baña tanto la estructura como la emisión del cuadro asociadas ambas a una belleza que procede de un viento interno. De un invisible vendaval, el único asociable pacíficamente a su turbadora belleza.
Turbadora y singular, es original, ocasional. La belleza de la negligencia dura mucho en la "duración" de Bergson, y siempre sin perder encantamiento, tal como el descuidado paseo del gentleman o la desgana de la dama de las camelias.
Porque, en fin, ya lo sabemos, nada nos arrebata más intensamente los sentidos que aquello que no nos tiene en cuenta. Nada nos seduce con más fuerza que la belleza que no nos necesita y ni
siquiera se necesita a ella para conquistar admiración.
El orden facilita la explicación cabal, se presta a ser visitado, controlado y calibrado. El desorden, este actual desorden del mundo que tanto nos hace sufrir, es ante todo el desorden del horror y no de la negligencia. Pero un paso más, una línea de luz que apareciera en la lontananza, transformaría este caos en impensada esperanza, confusa aún pero presagio de un tiempo único, aún sin peinar, que nos espera con su prestancia.
Fonte El Pais
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