jueves, 30 de diciembre de 2010

Fato, Terno, Traje...you choose it!


El traje es el rey del armario por excelencia. Ya sean políticos, banqueros o empresarios, el llamado 'uniforme del capitalismo' ha conquistado el mundo entero, más y más deprisa que el propio mercantilismo en sí. El traje se ha convertido en un símbolo y en su contrasímbolo, pasando incluso a formar parte del ropero femenino.

Desde que George 'Beau' Brummell lo diseñara, tal y como lo conocemos, a finales del siglo XVIII ha sufrido diversos cambios. Ahora, 150 años después, el clásico dos piezas se mantiene idéntico. La chaqueta sigue los mismos patrones: cruzadas, con botones, entalladas... Al igual que ocurre con los pantalones, más anchos o más estrechos, pero que se mantienen en lo esencial. Más de 100 años después el largo adecuado tanto del pantalón como de las mangas de camisa se mantienen protocolariamente. Quizás sea la corbata (que sustituyó a los pañuelos de seda anudados al cuellos) el único avance novedoso
Fonte El Mundo.es
Para ler toda a matéria clique aqui

lunes, 27 de diciembre de 2010

De Pernambuco para o mundo


Dizia a Rádio Jornal do Comércio: "De Pernambuco para o Mundo!"
Nesta toada,digo eu: a se confirmar a lista do novo secretariado do Governador Eduardo Campos para o próximo mandato, Ciro Coelho assume o mandato de Deputado Estadual

Azulejar em Queluz





Semana Villa Mata em Sao Paulo

Vila-Matas destaca del premio Leteo, "Fue muy interesante ver tantos poetas jóvenes y con tanto entusiasmo. Me recordó a ciertas experiencias latinoamericanas, un lugar donde los asuntos literarios se viven con pasión". Prueba de ello será la semana Vila-Matas que se celebrará en São Paulo próximamente.
Via El Pais
leia mais aqui

Tras 17 años de obras, finaliza la restauración de la mayor joya del arte bizantino : Santa Sofia

Ese ángel ha vuelto a sobrevolar Estambul. Convertida en museo desde 1935, Santa Sofía muestra desde apenas unos días otra vez toda su magnificencia después de 17 años enredada en obras y andamios. La restauración empezó en 1993, un año después de ser declarada por la Unesco Patrimonio Histórico de la Humanidad junto con el resto del barrio histórico de Estambul.

El principal trabajo ha consistido en limpiar 600 metros cuadrados de mosaicos y la cúpula. Durante estos 17 años, obreros y artesanos repararon el domo de 31,3 metros de diámetro y las caligrafías doradas que lo recubren. También se ha descubierto la cara de uno de los ángeles situado en las enormes pechinas sobre las que descansa.

Melike Oscam, secretaria de la dirección del museo, explica que las caras de los mosaicos se ocultaron bajo un caparazón metálico cuando la basílica se convirtió en mezquita tras la caída de Constantinopla. "Mehmet el Conquistador mandó hacer de Santa Sofía el centro del Califato. Años más tarde, se cubrió la cara de los ángeles, pues en el islam está prohibido rezar delante de representaciones humanas". De la época otomana, también se han limpiado las enormes caligrafías que decoran la pared con el nombre de Allah y de los ocho profetas. "Tuvimos que restaurarlas in situ porque eran demasiado grandes para pasar por la puerta. Por eso descubrimos que fueron hechas dentro del templo", comenta Oscam.

En el exterior, la restauración se ha centrado en limpiar las fachadas y en reforzar los techos con 50 toneladas de plomo para minimizar los daños del futuro gran terremoto que, según los expertos, azotará la metrópolis en algún momento de los próximos 30 años. No será el primer desastre al que sobrevive Santa Sofía, que se ha enfrentado a varios temblores, asedios y a los caballeros de la Cuarta Cruzada, que en el siglo XIII saquearon la catedral llevándose el oro de los mosaicos y la corona de espinas de Cristo que hoy se encuentra en la Sainte Chapelle de París.

Además, el próximo año se podrá visitar el baptisterio, situado en el atrio de Santa Sofía, así como la enorme pila bautismal del siglo VI tallada en un solo bloque de mármol y usada por los cristianos para bautizos colectivos. "Aquellos cristianos se ungían con aceite para que su piel quedara resbaladiza. Tras el bautizo, el demonio no podía tocarles" explica el director del museo Santa Sofía, Haluk Dursun. El edificio,que tiene la misma planta que su hermana mayor, se transformó en el siglo XVI en almacén y posteriormente en mausoleo para los sultanes Mustafa I e Ibraim, que fueron destronados y por tanto indignos de un nuevo panteón como sus antecesores.

Dursun, que ha dirigido los dos últimos años las obras, anuncia nuevos proyectos para 2011: la apertura de la biblioteca del sultán Mahmud I y los trabajos en los techos de la galería superior, recubiertos por una espesa capa de pintura durante el XIX con el fin de proteger sus mosaicos. "Nuestra intención es mostrar todas las etapas por las que ha pasado Santa Sofía, por eso el trabajo nunca se puede dar por acabado".
Via El Pais
PS o negrito e o itálico sao meus...fiquei a pensar em justaposicao e sobreposicao ...Sobreposicao é de fato uma tecla bastante acessada na história das conquistas e do poder...

domingo, 26 de diciembre de 2010

A Shakira usa...

Coldplay - Have yourself a merry little christmas


From now on our troubles will be far away...

Tchaikovsky - violin concerto - Allegro moderato part I


A grande personagem do filme: um concerto de Tchaicovsky

"Le concert" - (a movie by Radu Mihaileanu)


"E afinal, voce existe!"
Quem duvida, recebe a visita.Oras, se!

"Le Concert"


"Quando toco, é o olhar deles que espero encintrar"

sábado, 25 de diciembre de 2010

Maysa - Ne me quitte pas


Incroyable!

Hoje - Taiguara -


As minhas maos enfraquecidas e vazias
Procuram nuas pelas luas,pelas ruas,
na solidao das noites frias,
por voce ...
Eu nao queria juventude asim perdida
eu nao queria amar assim

Universo No Teu Corpo - Taiguara -



EU DESISTO NÃO EXISTE ESSA MANHÃ QUE EU PERSEGUIA

UM LUGAR QUE ME DÊ TRÉGUA OU ME SORRIA

UMA GENTE QUE NÃO VIVA SÓ PRÁ SI
(...)

E É PORISSO QUE EU PRECISO

DE VOCÊ COMO EU PRECISO

NÃO ME DEIXE UM SÓ MINUTO SEM AMOR

VEM COMIGO MEU PEDAÇO DE UNIVERSO É NO TEU CORPO

EU TE ABRAÇO CORPO IMERSO NO TEU CORPO

E EM TEUS BRAÇOS SE UNE EM VERSOS A CANÇÃO

EM QUE EU DIGO QUE ESTOU MORTO PRÁ ESSE TRISTE MUNDO ANTIGO

QUE MEU PORTO MEU DESTINO MEU ABRIGO

SÃO TEU CORPO AMANTE AMIGO EM MINHAS MÃOS

SÃO TEU CORPO AMANTE AMIGO EM MINHAS MÃOS

Teu Sonho Não Acabou - Taiguara


Só feche o seu livro quem já aprendeu
Só peca outro amor quem ja eu do seu...

Merry Christmas Charlie Brown!


That is what Christmas is all about!

Ladainha dos póstumos Natais

Há-de vir um Natal e será o primeiro
em que o Nada retome a cor do Infinito


DAVID MOURÃO-FERREIRA in Cancioneiro de Natal

Biblia, leitura mitica e creacionismo

Vê o que a Bíblia conta como uma lenda?
Há duas leituras. A leitura que eu faço é histórico-crítica e, portanto, tento situar esses textos. E para nós é evidente hoje que o relato dos começos do Livro do Génesis é mítico. E quando dizemos mítico, não estamos a depreciar. O mito é provavelmente das formas mais sublimes que nós temos para expressar certas verdades, certas realidades - sobre a própria humanidade, sobre a relação da humanidade com o Cosmos e tudo isso.
Mas aquilo que parece história, é óbvio que é uma história criada. Pode haver - e há com certeza - certos acontecimentos históricos que estão por detrás, mas que se tornaram lendários e que são apresentados só pelo sentido religioso que têm. É um testemunho de fé e um testemunho de fé é partidário por definição. Portanto, faz parte de um relato que não é necessariamente histórico e que não pretende ser um relato objectivo.

A Igreja Católica já não defende a Bíblia como sendo uma realidade, uma verdade histórica?
Não. Defendeu, defendeu, defendeu. Mas isso passou-lhe [ri-se]. Mas no século XX, defendeu.

Mas há pessoas que ainda hoje interpretam a Bíblia à letra - nomeadamente os criacionistas.
Penso que isso vem de uma espécie de medo perante a razão e de uma preocupação em sacralizar as formas de expressão, que os impede de descobrir o sentido dessas expressões, a verdadeira mensagem que está por detrás. Fixam-se na materialidade do linguístico e do imagético e pensam que isso é canónico, normativo. E isso impede-os de aceder ao verdadeiro sentido dos relatos, à sua verdadeira mensagem. Parece infantil.

Para ler toda a matéria do Publico.pt com Francolino Gonçalves - dominicano portugues - , clique aqui

Doces conventuais

Os sonhos

Os nomes da doçaria conventual são espantosos não porque evocam o amor, o namoro, o corpo e o sexo, mas porque, fazendo-o claramente, foram permitidos e adoptados por quem mandava nos conventos.

Há os sonhos, os suspiros e os ais. Há os beijos-de-freira. Há os namorados. Há as barrigas-de-freira, as barriguinhas-de-freira e os pescoços-de-freira.

Há as ternuras, os mimos-do-confessor, as sestas. Há os papos-de-anjo e os toucinhos-do-céu. Há as raivas, os melindres e os mexericos-de-freiras.

Leia mais, aqui!

Fonte:Publico.pt

viernes, 24 de diciembre de 2010

Love Me Like There's No Tomorrow


I don´t have that far to go

How can i go on _ FREDDIE MERCURY & MONTSERRAT CABALLÉ


How can i forget
Those beautiful dreams??

Fernando Bezerra Coelho


O trator de Fernando Bezerra Coelho


Marisa Gibson - Coluna Diario Político

Pra começo de conversa, Fernando Bezerra Coelho (PSB), indicado pelo governador Eduardo Campos (PSB) e escolhido por Dilma Rousseff (PT) para ser ministro da Integração Nacional, já foi saudado ontem como ´futuro governador de Pernambuco` pelo empresário Paulo Drumond, na última reunião do Condic. Muita precipitação, claro, mas não deixa de refletir o clima que começa a tomar conta de alguns setores do estado.
Consciente de que tem nas mãos um ministério que lhe dará visibilidade nacional, dependendo do seu desempenho, Bezerra Coelho não perdeu tempo e já mostrou que tem ideias, desenvoltura, iniciativa, capacidade de trabalho e tato político.
Enfim, com a experiência que acumulou na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Bezerra Coelho sabe que num ministério não basta ser competente. Tem que ser eficiente e ter muito, mas muito jogo de cintura
Embora a ida para o ministério já coloque Fernando Bezerra Coelho como um dos candidatos naturais ao governo, ele optou, ontem, por negar futuras pretensões políticas. Disse que todas as articulações seriam conduzidas pelo governador e só pensava agora no ministério, que terá um perfil mais nacional, além das mudanças na Codevasf, no Dnocs e na Sudene.Depois de se colocar na ´fila` do Senado e ser obrigado a retirar o nome após uma conversa com o governador Eduardo Campos (PSB), o novo ministro preferiu se dizer espectador e não protagonista de 2014. Na segunda entrevista coletiva que deu após ser confirmado por Dilma, ele se mostrou disciplinado e agradecido a Eduardo por indicar seu nome. ´Tirem meu nome dessa fila`, disse.
Fonte Blog do Magno Martins

O Natal e Dickens

"O século XIX é fracturante em relação ao passado na promoção de uma nova visão do convívio da família", explica Nuno Gaspar, historiador e técnico do Palácio da Pena, em Sintra, onde preparou uma visita, realizada no ano passado, que tinha como tema o Natal da família real (embora, sublinha, durante a época do Natal, os reis e os filhos não estivessem na Pena, mas sim no Palácio das Necessidades, em Lisboa). "A tradição dos presentes não existia, sobretudo nos meios mais populares. Esta associação dos presentes que são trazidos pelos Reis Magos para oferecer ao Menino Jesus não existe antes. Pôr as crianças no centro das festividades do Natal é obra do século XIX."
(...)
quem melhor terá descrito o espírito do Natal vitoriano foi Charles Dickens - não é por acaso que ficou conhecido com "o homem que inventou o Natal". Foi ele quem, em 1843, escreveu Conto de Natal, a história do velho e avarento Scrooge, e são os livros de Dickens que instalam definitivamente no nosso imaginário a imagem da véspera de Natal como uma noite fria, com o nevoeiro a invadir as ruas, e as casas acolhedoras e aquecidas, com a família reunida à volta de um peru e da árvore de Natal - a tal inovação que tanto entusiasmava toda a Europa e que, num texto publicado em 1850, o escritor descreve como "aquele bonito brinquedo alemão".
Leia mais aqui
Fonte Publico.pt

Os Alfarrabistas: Miguel de Carvalho, livreiro-alfarrabista

O livreiro-alfarrabista de Coimbra.
Assista aqui
a pagina da livraria : http://www.livro-antigo.com/site/index.php

Voz com poder encantatório

A Academia das Ciências de Lisboa entregou as insígnias da instituição a D. Manuel Clemente, uma voz "com poder encantatório" no combate à degradação de valores.

"São precisas vozes com poder encantatório, que sejam capazes de se opor à degradação de valores que a sociedade ocidental está a sofrer e ele é uma dessas vozes", sublinhou o presidente da Academia, Adriano Moreira, em declarações aos jornalistas, no final da cerimónia, que decorreu no Palácio da Bolsa do Porto.

O actual presidente da bicentenária academia ligada às ciências exactas e às humanidades frisou ainda a "consistência, autoridade científica, e capacidade pedagógica, que não é muito vulgar", de Manuel Clemente.

"Precisamos de três talentos - investigar, ensinar e organizar. É preciso muita vontade de Deus para os três talentos coincidirem na mesma cabeça. Mas Deus com ele teve essa benevolência", acrescentou o presidente da Academia das Ciências.

Também em declarações aos jornalistas, o prelado, que foi eleito sócio da Academia por unanimidade, disse ter recebido a distinção "com muita humildade e simplicidade", mas também "com sentido de responsabilidade reforçada".

O novo sócio da Academia das Ciências, conhecido como "o bispo da Cultura" é também a única figura da Igreja Católica distinguida com o Prémio Pessoa - o referente a 2009.
Licenciado em História e doutorado em Teologia Histórica, o prelado natural de Torres Vedras é autor de dezenas de obras e estudos sobre História, Teologia e Pastoral, reativou a Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, de que é presidente, e dirige a Diocese do Porto desde 25 de Março de 2007.
via Diário Económico.pt

jueves, 23 de diciembre de 2010

Crazy Love

Crazy love is all around me
Love is crazy love is kind
But I know somehow you'll find me
Love is crazy love is blind

She walks the boulevard without a care
Knowing too much but having come so far
Pretending life is just a game you play for nothing
Loving no-one and no-where

Crazy love is all around me
Love goes crazy given time
But I know somehow you'll find me
Love is crazy love is blind

She looks as if expecting a surprise
Maybe an encounter that will change her life
Not knowing hot from cold or good for bad
If life is just a joke or if it makes her sad

Ouca aqui

I was born to love you


With every single bit
of my heart
every single day
of my life

kill for your love
born to love you

Queen - I Want To Break Free Live at Wembley Stadium 1986




I've fallen in love for the first time
And this time I know it's for real
I've fallen in love, yeah
God knows,
God knows I've fallen in love

It's strange but it's true
I can't get over the way you love me like you do
But I have to be sure
When I walk out that door
Oh how I want to be free

Queen - 'Don't Stop Me Now'


Burning through the sky
DON´T STOP ME NOW!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Bendita tu luz


Bendita mirada
Bendito el lugar
Bendito Dios por encontrarnos
en el camino
Benditos ojos
que simulaban desdén
que me ignoraban
y de repente sostienen la mirada

Natal em Portugal: pudins, bolos, presuntos e... leite-creme!

E eu posso, com valor que nada teme,
Contigo preparar lautos festins
E ajudarte a fazer leite-creme
E os mélicos pudins
(...)
Já vês, pois, que podemos viver juntos,
Nos mesmos aposentos confortáveis,
Comer dos mesmos bolos e presuntos,
E rir dos miseráveis.

Nós podemos, nós dois, por nossa sina,
Quando o Sol é mais rúbido e escarlate
Beber na mesma chávena da China,
O nosso chocolate.
(Cesário Verde)

El paso de cebra de Abbey Road, declarado de importancia cultural e histórica



La portada del mítico disco homónimo de The Beatles dio la fama en 1969 a este cruce de Londres convirtiéndose en lugar de peregrinación para cientos de fans del grupo

" like a rolling stone", I mean, Beatles!

miércoles, 22 de diciembre de 2010

Os Alfarrabistas: Livraria d'Outro Tempo

Na Calcada do Combro ,em Abrantes, Torres Novas, no Chiado , no Bulhao..ou na República Tcheca... livros e Alfarrabistas
"posso dizer hoje que nao guardo ressentimento das injusticas sofridas"JK 1968

A geração nem-nem

(Paulo Ferreira)

Os sociólogos espanhóis chamam-lhe, com rigor e acutilância, a "geração nem-nem". Quem a compõe? Pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 30 anos que não têm qualquer ocupação: nem trabalham, nem estudam. Quantos são em Portugal? No terceiro trimestre de 2010 eram 314 mil, segundo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se do valor mais alto dos últimos anos. Desde 2007, este batalhão aumentou em cerca de 30 mil!

Há, seguramente, uma miríade de explicações para este fenómeno que emcaminha pessoas para lugar nenhum. Se fosse possível, a análise caso a caso mostraria, com toda a certeza, que, no meio destes 300 mil indivíduos, coabitam preguiçosos e trabalhadores, gente que faz de tudo para ganhar a vida e gente que prefere a modorra dos dias e o guarda- -chuva dos apoios sociais, pessoas que se refugiam na degradação dos salários e do mercado laboral para justificaram a apatia e a indolência e pessoas que, apesar disso tudo e de muito mais, levantam a cabeça e, seguras do seu mérito, não abandonam a batalha...
continue a ler aqui

Caruso

Petrolina assim outra vez!


Fernando Bezerra Coelho é indicado Ministro da Integracao Nacional.

Resta Qui - Andrea Bocelli


Con me...

Meu postal de Natal

Natal, e não Dezembro


Entremos, apressados, friorentos,
numa gruta, no bojo de um navio,
num presépio, num prédio, num presídio
no prédio que amanhã for demolido...
Entremos, inseguros, mas entremos.
Entremos e depressa, em qualquer sítio,
porque esta noite chama-se Dezembro,
porque sofremos, porque temos frio.

Entremos, dois a dois: somos duzentos,
duzentos mil, doze milhões de nada.
Procuremos o rastro de uma casa,
a cave, a gruta, o sulco de uma nave...
Entremos, despojados, mas entremos.
De mãos dadas talvez o fogo nasça,
talvez seja Natal e não Dezembro,
talvez universal a consoada.

David Mourão-Ferreira, Cancioneiro de Natal

Velazquez e o Felipe IV




Efe | Nueva York

El retrato de un joven Felipe IV, propiedad del Museo Metropolitan de Nueva York, ha vuelto a ser atribuido a Velázquez tras un proceso de restauración y después de que "perdiera" a su autor tras una investigación en 1973, que concluyó que había sido pintado por un discípulo suyo.

Este cuadro, pintado en 1624 por el maestro español y de 2,10 metros de altura, vuelve a verse, recuperado su crédito, treinta y siete años después del impacto que causó su no atribución a Velázquez (1599-1660), según informa el 'New York Times'.

"Uno de los más grandes pintores de la tradición occidental -y un retrato real, por si fuera poco- es recuperado", declaraba al periódico el responsable de pintura europea del MET, Keith Christiansen, a propósito de este cuadro que muestra al rey español con dieciocho años, vestido con traje negro y capa.


Según el rotativo, el hispanista Jonathan Brown, que defendía que este retrato no era del autor de 'Las meninas', ha supervisado cada paso de la restauración y ha llegado a la misma conclusión que Christiansen.

En el estudio de 1973, obras anteriormente atribuidas a El Greco, Rembrandt o Vermeer, perdieron su "estatus", pero el caso del retrato de Felipe IV fue especialmente clamoroso debido a que el MET conservaba el recibo de pago firmado por el propio Velázquez y que datada el 4 de diciembre de 1624.

leia mais aqui
Fonte El Mundo.es

Antigüedades soñadas en el Museo del Louvre

Una de las virtudes de la estupenda exposición L'Antiquité rêvée (La Antigüedad soñada), que puede visitarse en el Museo del Louvre hasta mediados de febrero, es que relativiza extraordinariamente la convencional opinión acerca del siglo XVIII como el del predominio de la Razón, aquel en el que, finalmente, las Luces rasgaron, mediante el conocimiento y la virtud, el espeso velo que la superstición y sus agentes (el absolutismo, la Iglesia) habían interpuesto entre la humanidad y su liberación. De hecho, su subtítulo -Innovations et résistances au XVIIIe siècle- hace referencia a las tensiones que en él afloraron, despejando oblicuamente cualquier tentación de considerar el periodo como un todo ideológica y estéticamente unitario.

La muestra también pone en cuestión la moderna opinión negativa acerca de los logros de la Ilustración, muy popular en ciertos ámbitos desde que Horkheimer y Adorno (Dialéctica de la Ilustración, 1947; Trotta, 1994) formularon su teoría acerca de que el "desencantamiento del mundo" propiciado por las Luces habría conducido a la radical disociación de conocimiento y ética. Según ambos autores, a lo largo del siglo "el conocimiento se convirtió en mero medio de obtener un fin, y la cultura se transformó en un artículo disuelto en diversas formas de información sin que implicase a los individuos que la adquirían". Es decir que, una vez producido ese desafortunado (y, a partir de entonces, permanente) desencuentro, lo que los hombres buscaron en la ciencia (y en su aplicación práctica: la tecnología) era el modo de utilizarla para dominar a sus semejantes. Los totalitarismos del siglo XX y hasta el Holocausto serían hijos lejanos de aquella hipertrofia de la Razón.

Pero si algo se hace patente en el recorrido de la muestra es la yuxtaposición -y, a menudo, la coexistencia- de fuerzas y tensiones muy diversas que dejaron su impronta en el arte del siglo XVIII, aunque en todo caso, y siguiendo caminos muy diferentes, todas se vieran obligadas a confrontarse con la Antigüedad.
Fonte El País
leia mais, aqui

martes, 21 de diciembre de 2010

Your Song - Billy Paul


I can´t easily hide

Alfarrabistas e Livreiros:Letra Livre, Lisboa

Ouca aqui ou vá a Calcada do Combro,139

Bolo Rei. Nacional de Portugal.


Ingredientes:
500g de farinha, 100g de margarina, 25g de melhorante para massas levedas (facultativo), 50g de açúcar, 7g de sal, 2 ovos, 100ml de vinho do Porto, 125ml leite, 40g de fermento para padeiro, 500g de cubos de maçã confitada e frutos secos.

Confecção: juntar ingredientes até obter uma massa homogénea e de seguida adicionar o fermento padeiro. Quando a massa estiver lisa e homogénea misture os cubos de maçã confitada e frutos secos. Deixe repousar cerca 45 minutos.

Corte duas ou três bolas de massa e faça um buraco no meio. Abra até formar uma roda. Deixe repousar cerca de 45 minutos.

Para a cobertura: pincele com ovo e espalhe a amêndoa. Decore com rodelas de maçã confitada, cereja,amêndoa aos palitos e o açúcar em pó. Leve a cozer a 190 graus cerca de 60 minutos.

lunes, 20 de diciembre de 2010

Os Alfarrabistas: Chaminé da Mota - TSF

Os Alfarrabistas: Chaminé da Mota - TSF

Os Alfarrabistas: Chaminé da Mota

Na semana do Natal, a TSF apresenta cinco lugares de culto do livro antigo. Em «Os Alfarrabistas», Fernando Alves e Mésicles Helin desfiam histórias do amor pelos livros antigos. Pedro Chaminé da Mota é o primeiro de «Os Alfarrabistas». No nº 28 da Rua das Flores, no Porto, encheu de livros todos os pisos, incluindo as catacumbas..

I love Christmas. I love this song!

Macau

O mercado editorial no Brasil em 2010

A lista (parte)do Daniel Pizza :
O que me divertiu mesmo em 2010 foram os livros de e sobre arte. Duas edições são de uma beleza tamanha, em todos os sentidos, que não consigo parar de abri-las periodicamente: a caixa em seis volumes com todas as cartas ilustradas de Van Gogh e o mega-álbum Caravaggio – The Complete Works, duas demonstrações de que os livros em papel têm delícias visuais e táteis que nenhum iPad pode ter. Estudos clássicos como Arte como Experiência, de John Dewey, O Outono da Idade Média, de Johan Huizinga (não só sobre arte, mas também literatura), e A Arte Moderna na Europa, de Giulio Carlo Argan, foram enfim traduzidos, assim como O Pintor da Vida Moderna, de Charles Baudelaire, e as resenhas do mesmo Baudelaire e de John Ruskin em Paisagem Moderna. E o livro de memórias do grande arquiteto Tadao Ando não teve o destaque que merecia, num ano curiosamente carente de boas biografias.
Na fronteira cada vez mais explorada da arte com a ciência, aprendi com The Vision Revolution, de Mark Changizi, sobre as particularidades dos olhos humanos; Adam’s Tongue, de Derek Bickerton, e On the Origin of Stories, de Brian Boyd, sobre a importância fisiológica da gramática e da narrativa; Why We Cooperate, de Michael Tomasello, que mostra que a natureza humana não é só agressão ou erotismo; e Pegando Fogo, de Richard Wrangham, sobre como “cozinhar nos tornou humanos”. E por que não acrescentar aqui o início das obras completas de Freud traduzidas por Paulo César de Souza? Um contemporâneo e conterrâneo de Freud, o jornalista (sim, jornalista “full time”) e pensador Karl Kraus, também passou a ser devidamente publicado, com seus Aforismos, num país onde não há antologias decentes dos melhores aforistas. É isso aí: poucas e boas reedições, releituras e, para quebrar a modorra, ensaios científicos. Mas é melhor viver disso do que de falsas novidades e velhas picaretagens.
via Estadao-Daniel Pizza

Os amantes de novembro - Alexandre O'Neill

Ruas e ruas dos amantes
Sem um quarto para o amor
Amantes são sempre extravagantes
E ao frio também faz calor

Pobres amantes escorraçados
Dum tempo sem amor nenhum
Coitados tão engalfinhados
Que sendo dois parecem um

De pé imóveis transportados
Como uma estátua erguida num
Jardim votado ao abandono
De amor juncado e de outono

...She wrote

"Cala-te que me estás a fazer doer com essa música"

domingo, 19 de diciembre de 2010

DAVE BRUBECK

Antonio Gonçalves Filho - O Estado de S.Paulo
Os 90 anos do pianista e compositor norte-americano Dave Brubeck foram comemorados no último dia 6 com um concerto do próprio no Blue Note, o clube nova-iorquino de todas as grandes lendas do jazz - ele, inclusive, que revolucionou o gênero há 51 anos com o disco Time Out, usando compassos incomuns para os ouvidos da época. Brubeck entrou no palco do Blue Note com alguma dificuldade - ele colocou um marca-passo em outubro -, mas logo se sentiu em casa. Nesta entrevista exclusiva ao Estado, ele fala do CD comemorativo que está sendo lançado no Brasil, Legacy of a Legend (Sony), do documentário que Clint Eastwood produziu sobre sua vida e escolhe seu disco favorito, entre os gravados por ele desde 1949.
(...)

Nos anos 1960 o senhor compôs um oratório sobre os ensinamentos de Jesus e uma cantata, The Gates of Justice, que fazia referência a textos bíblicos e às palavras do pastor e ativista político Martin Luther King. Ambas as experiências revelam um homem lutando contra o preconceito, a injustiça e o sentimento bélico no mundo, mais reforçado em outra cantata sua, Truth Is Fallen, o que faz do senhor um exemplo raro de músico engajado e religioso na história do jazz. Como é ser um homem de fé num mundo materialista como o nosso?

Mahatma Gandhi, Jesus, Buda, São Francisco de Assis e milhares de outros menos conhecidos viveram num mundo materialista e conseguiram se manter fiéis a seus princípios éticos e à fé espiritual. Em The Light in the Wilderness, por exemplo, eu tratei musicalmente a tentação de Cristo por Satanás quando este diz que pode colocar o mundo a seus pés. Lembrei-me de um episódio que aconteceu comigo logo após o término da 2.ª Guerra, quando visitei a Kehlsteinhaus de Hitler (projetada como uma casa de chá para o ditador numa montanha de Berchtesgaden, Alemanha). Hitler dominou tudo o que ele podia ver do alto dessa montanha, mas sabemos o que aconteceu com ele, um homem sem nenhum entendimento espiritual da vida.
LEIA MAIS, AQUI

Dave Brubeck - All The Things You Are - 1972

Dave Brubeck is definitevly one of My Favorite Things

Sesame Street: Itzhak Perlman Talks About Easy and Hard


Fácil e difícil...

David Oistrakh - Bach Violin Concerto in A minor (1st mvt.)


Como diria o Lobo Atunes, "ó morte, onde está o teu triunfo?"

Henry James e o universo ficcional

Labirintos de Henry James


MARCOS FLAMÍNIO PERES


Ler "OS EMBAIXADORES", de Henry James, é desfrutar de um romance de aventuras em que nada parece acontecer. O leitor não presencia grandes peripécias, o espaço pelo qual transita é quase todo concentrado na Paris de Montmartre e da Rive Gauche, com uma entrada aqui e ali no Museu do Louvre e na igreja de Notre Dame. Também não viaja no tempo, pois a ação se restringe ao período de algumas semanas.

Da mesma forma, a trama do livro, não tem nada de rocambolesco: o sensato Lambert Strether é enviado à Europa para "resgatar" Chadwick Newsome -supostamente tragado pelos encantos da Paris fin-de-siècle- e trazê-lo de volta à pequena e puritana Woolett, na Nova Inglaterra, para assumir os negócios da família.

E, no entanto, a transformação por que passará "nosso herói" será monumental. Aos 55 anos,"o pobre Strether", o "embaixador" do Novo Mundo, testemunha seu edifício de certezas pacientemente construído sofrer um colapso completo em poucas semanas.

"Nada lhe parecia mais estranho do que a consciência de que se lançava em uma aventura cujo sentido não se coadunava com seu passado."

Ao longo da "maravilhosa primavera parisiense", flanando através da Rue de la Paix, das Tulherias, cruzando o Sena e chegando ao Jardim de Luxemburgo, percebe-se em um entrelugar. Na desigual relação entre perdas e ganhos que passa a viver na capital francesa, suas verdades se esvaem, embora não ganhe nada em troca: "O palácio das recordações de Strether não estava mais lá [...], mas, sim, "o vazio irremediável que ali se instalou".

Nesse sentido, ele é um anti-Ulisses, à medida que aquilo que caracteriza o protagonista da epopeia homérica é justamente a imutabilidade; de retorno a Ítaca, Ulisses é o mesmo que partira tanto tempo antes.

Strether, ao contrário, é o homem que reelabora o sentido de sua história pessoal no curso de sua viagem. O modo como descreve a si mesmo é sintomático de sua fragmentação, que dará o tom de toda a obra: "Ruminava sentado ali sobre estranha lógica de descobrir-se assim tão livre. Sentia mover-se no mais estranho dos ares, sobre um terreno que não era dos mais estáveis".

Assim como outros grandes autores que iriam fixar o cânone moderno, Henry James (1843-1916) também cria seu "terreno" muito particular -sua cidade turbilhão, que tudo desagrega. Se James Joyce tem Dublin, Alfred Döblin tem Berlim, Marcel Proust tem Paris, James também possui seu devorador mito urbano, o "labirinto que [Strether] apenas começava a trilhar": "Seu maior desassossego parecia provir da assustadora impressão de que quase qualquer concessão a Paris ameaçava arruinar-lhe a autoridade. A vasta e cintilante Babilônia erguia-se diante dele como um imenso objeto iridescente".

Foi ela que provocara no jovem Chad sua "ruptura de identidade" e transformara o rude jovem de três anos atrás em um homem refinado. A "criatura disforme" brotada nas imensidões do Novo Mundo fora posta no "molde firme" pelas mãos de Madame de Vionnet, moradora da "velha Paris".

Contudo, para um romance de tão grande extensão, ficamos sabendo pouco dessa "metrópole descomunal". A razão é que, publicado em 1903, "Os Embaixadores" se distancia firmemente da herança realista (ainda que também dialogue com ela).

Não estamos mais na Paris quase topográfica de "O Pai Goriot" (1835) e "Ilusões Perdidas" (1837-43), de Balzac, ou mesmo de "A Educação Sentimental" (1869), de Flaubert. Ao contrário, a cidade e as relações que estabelece são subsumidas no olhar do personagem -e "sua imaginação reagia antes que pudesse interrompê-la".

A consciência extrema do ponto de vista como organizador da matéria ficcional é a marca de Henry James -tanto o autor quanto o crítico literário. Caso modelar é a novela "A Volta do Parafuso", releitura sofisticadíssima do romance gótico em que o terror é uma construção imaginária -logo, psicológica- de uma mente impressionável.

Talvez sua abordagem mais exaustiva do tema esteja em "Pelos Olhos de Maisie", relançado agora em tradução revista (Cia. das Letras, trad. Paulo Henriques Britto, 412 págs., R$ 26). Manipulada por pai e mãe, depois padrastos e madrastas de ocasião -em benefício próprio e contra o respectivo cônjuge-, a protagonista representa um ícone dos efeitos devastadores das famílias disfuncionais sobre a psique infantil. "Ela serviria a seus ódios e selaria suas vinganças."

Mas o que dá consistência a essa interpretação de natureza cultural é a elaboração da realidade na qual Maisie vive e circula de mão em mão. Os recortes de sentimentos e valores egoístas a que a menina é submetida por cada um dos adultos com quem convive -"estava diante de uma mudança constante"- são incorporados à forma narrativa como "o" ponto de vista, cambiante, de Maisie.

Já "Os Embaixadores", obra da fase madura, tem isso e muito mais e faz jus ao carinho que seu autor tinha por ele como protótipo do "romance perfeito".
A imaginação também leva Strether a reelaborar a realidade, mas transborda e contamina seus vários aspectos.

Assim, a vida concreta de Woolett, em que sempre existe uma "realidade última e irredutível", se opõe à sutileza e dubiedade das relações nos salões parisienses. A própria ideia de sociabilização não encontra eco na província estritamente dividida entre família e trabalho. E a vida produtiva da cidadezinha não se encaixa no "laissez-faire" não-produtivo de aristocratas e artistas.

A distinção de classe também está presente, pois depreende-se que Strether é um agregado da família Newsome. Dinheiro -"eis a raiz de todo o mal", reflete.
Por trás de tudo, a dicotomia fundamental entre Velho e Novo mundos. O próprio James, americano expatriado voluntariamente em Londres, se situava num entrelugar que seu personagem experiencia.

"Embaixadora" emblemática no livro é Miss Gostrey. "Sou um agente da repatriação. Quero repovoar nosso combalido país. Do contrário, que será dele? Quero desencorajar os outros. [...] Se [os expatriados] passarem por minhas mãos [...], mando-os de volta inteiramente gastos. Para que não voltem mais."

Waymarsh, amigo de Strether que passara pelas mãos de Miss Gostrey, forma um contraponto silencioso ao herói. "A Europa [...] falhara em transmitir-lhe a mensagem. [...] 'Não estou em sintonia em nenhum canto por aqui [...] Olhe... estou pronto para voltar'."

Mas talvez a figura mais poderosa neste romance coalhado de mulheres fortes seja Mrs. Newsome, aquela de quem todos falam, que ninguém vê, e que, no entanto, dita o ritmo da narrativa e dos movimentos dos personagens. "Ela está por trás de tudo; mas age com tal delicadeza e tato...!", afirma Strether.

Mas será justamente ele a romper com esse padrão e criar -no plano da vida e da forma romanesca- seu próprio ponto de vista.

A tradução cuidadosa apanha bem o estilo de James, que revira a sintaxe da língua inglesa para dar conta da complexidade das mudanças que Strether sofre -à semelhança do que Proust faria com a língua francesa duas décadas mais tarde, com "Em Busca do Tempo Perdido".

A bela edição em capa dura traz prefácio do autor e ensaio iluminador de Ian Watt (de "A Ascensão do Romance") -embora um lapso de revisão confunda, na contracapa, Madame de Vionnet e Mrs. Newsome.

Como todo grande escritor, James faz do estilo um mundo à parte, que exige de quem o lê um envolvimento sem o qual não "entra" na obra.

Para o leitor intermitente, abordar "Os Embaixadores" pode ser frustrante. Justamente por isso, é livro para ser enfrentado nas férias. Sol, praia, mar e tempo livre formam o conjunto perfeito para mergulhar neste romance de aventuras "interior".

Fonte Ilustríssima,Folha de Sao Paulo

La vida es sueño

¿Qué es la vida? Un frenesí.
¿Qué es la vida? Una ilusión,
una sombra, una ficción,
y el mayor bien es pequeño;
que toda la vida es sueño,

y los sueños, sueños son.
(calderon de la barca)

Natal em Portugal

Natal é coisa para pofissional.Como nao tenho a Matha Stwewart handy, vou de Sao Bernanrdo e nao fico mal servida.

Você Já Me Esqueceu - Fernanda Takai.


Voce já me esqueceu
e a madrugada fria agora vem dizer
que eu já nao passo de nada prá voce..

Natal

Eduardo defende Fernando

Leia aqui
Bem haja!

Uma Thurman, Malaguena Salerosa

Uma: "que ela nao sofra". Amor de pai é amor de pai!

O seu nome é de origem indiana. Já alguma vez pensou em fazer um filme indiano?
Passei o meu primeiro ano e o meu décimo ano de vida na Índia. O meu pai era especialista em sânscrito. Ainda estava a graduar-se em Harvard quando nasci. Temos todos nomes de origem hindu. O meu significa "que ela não sofra". Quanto a fazer um filme, se me aparecer um guião que me agrade, porque não?

Continua a ir à Índia?
A Índia é, para mim, como se fosse a minha terra. Estive lá pela última vez há ano e meio. Em Nova Deli, sinto-me perfeitamente em casa. Mas é claro que me sinto grata por ter crescido em Massachusets e depois me ter mudado para Nova Iorque. E a carreira de actriz tem-me permitido conhecer o Mundo todo.

Essa espiritualidade tem-na ajudado no seu dia a dia?
Não sou budista praticante. O budismo é mais uma filosofia do que uma religião. É muito aberta. Atribui grande parte da responsabilidade à própria pessoa. Cada pessoa paga pelos seus actos. Não é tão punitiva como as outras religiões. Mas é verdade que me tem ajudado bastante.

Já esteve com o Dalai Lama
?
Várias vezes. É o homem mais maravilhoso que já conheci, e cheio de paz. Mas, das últimas vezes, vi-o mais triste, por não conseguir chegar a acordo com as autoridades chinesas tendo em vista alcançar uma maior dignidade para o povo tibetano. Ao pé deles, até parece que os palestinianos e os israelitas estão a fazer um grande trabalho.

Como se sente, como mulher e actriz, ao chegar aos 40 anos?

O melhor de ter chegado aos 40 é ser cada vez menos tolerante para com a estupidez. Achei que os meus 30 anos tinham sido muito mais difíceis. Por isso, estou a olhar com muito optimismo para os meus 40 anos
Continue a ler aqui
Fonte Jornal de Notícias

sábado, 18 de diciembre de 2010

Bacana.Bacanérrimo.

Este site aqui
Pronto, já nao podem dizer que nao falei de Sintra.

Estranha forma de vida (1965)


Que todos os ais sao meus...
Foi por vontade de Deus!

Augustina como única companhia.

Aos pés, tem o seu lar, novo de há cerca de três meses: caixotes de cartão devidamente espalmados e colocados, que servem de chão, de paredes e, por fim, de tecto.


A "desgraça" começou, anos atrás, com o divórcio. Uma família destroçada. Filhos? "Sim, devo ter por aí, talvez com 19 e 22 anos". Depois, veio a doença nas pernas. Hoje, com 300 euros de subsídio social de desemprego, ao ex-electricista, de 53 anos, resta o umbral de uma loja de pronto-a-vestir de "Santa Catarina".


"Não, frio não tenho", assegura, enrolado em cobertores. Reconhece a miséria de vida que lhe calhou na rifa. Mostra três sopas, entregues por três equipas de voluntários. "Quando fica muito frio, todos se lembram de nós", atira, com um não-sei-quê de sarcasmo. Procura manter os prazeres de outros tempos. De manhã, recolhe os parcos pertences e vai para a Biblioteca Municipal. Lê a Imprensa do dia, de manhã. À tarde, depois de comer uma sopa, ali regressa para ler livros. À noite, no seu "lar", usa uma lanterna para ler "A Sibila", de Agustina.

Leia mais aqui
Fonte Jornal de Noticias

O Paraíso de Lezama Lima outra vez.

Anjos caídos. Nesse sentido, o paraíso de Lezama Lima é bem diferente do jardim do Éden do mito judaico-cristão. Poderíamos dizer, até, que o seu é um paraíso invertido. José Cemí e os demais personagens, longe de viver num estado de inocência primitiva, respiram um ar carregado de sexualidade e conhecimento. Há uma imagem, no início do terceiro capítulo, em que ele recria a cena mítica do roubo do fruto proibido. Rialta, a mãe de José Cemí, desliza pelos galhos de uma árvore para arrancar um punhado de nozes. Diferentemente do que ocorre no Éden, ninguém é expulso deste Paradiso. Fronesis e Foción são iniciados no conhecimento e no sexo. Vivem uma delicada existência consagrada a deslindar os diálogos de Platão e decifrar os enigmas da sua sexualidade, o primeiro com uma mulher, o segundo com um homem. Ambos são os novos anjos caídos que não têm motivo para se rebelar porque, neste paraíso, as suas inclinação não são um vício, mas uma virtude.

O paraíso invertido de Lezama Lima assemelha-se ao Jardim das Delícias, de El Bosco, e por isso elementos fantásticos penetram nele, como o enorme falo rodeado de damas romanas que desfila entre os estudantes rebelados, ou o crítico musical de 114 anos que permanece adormecido e exposto em uma urna de cristal durante meio século. Neste paraíso também existe morte, perdas, doenças, inconformismo e sofrimento, mas não pecado. Todas as paixões de Lezama Lima - o amor pelo conhecimento, a homossexualidade, a vocação poética - são lícitas. O poeta aproveitou seu talento e esforço para corrigir as falhas do paraíso original e moldá-lo à sua própria visão da terra prometida. Lezama Lima estava convencido de que a poesia tinha o poder de substituir a história. Em La Expresión Americana, um dos seus livros de ensaios, ele afirma que são as imagens poéticas, não a tumultuada experiência de épocas passadas, que sobrevivem ao tempo. Dos etruscos, carolíngios ou bretões o que nos chegou foram a sua imaginação, as metáforas e sínteses que fizeram da sua experiência e que acabaram por se impor à realidade histórica. Paradiso foi escrito com o mesmo objetivo: negar a realidade e a história e contrapor a elas uma imagem mítica de Cuba, onde a única preocupação dos seus habitantes é o conhecimento e as musas, onde o herói é o poeta e a sua vocação, onde a experiência mais simples e cotidiana é realçada pela magia da analogia.

Passaram-se 44 anos desde que Paradiso foi publicado e 100 anos desde o nascimento do poeta. É muito cedo para afirmar que a imagem criada por Lezama Lima substituiu a de uma Cuba real. Talvez pedir a um romance uma tal façanha seja demasiado. O que não há dúvida é que o esforço titânico de Lezama Lima resultou num dos romances mais pessoais e audaciosos da literatura hispano-americana, onde o centro do mundo é Cuba e toda a história e a cultura universal se convertem num ornamento para transformar a existência em poesia. / TRADUÇÃO DE TEREZINHA MARTINO

CARLOS GRANÉS É DOUTOR EM ANTROPOLOGIA SOCIAL PELA UNIVERSIDADE COMPLUTENSE

DE MADRI, AUTOR DE LA REVANCHA DE LA IMAGINACIÓN - ANTROPOLOGÍA DE LOS

PROCESOS CREATIVOS: MARIO VARGAS LLOSA Y JOSÉ ALEJANDRO RESTREPO (CONSEJO

SUPERIOR DE INVESTIGACIONES CIENTIFICAS DE MADRID) E ORGANIZADOR DE SABRES &

UTOPIAS - VISÕES DA AMÉRICA LATINA (EDITORA OBJETIVA)

Leia mais aqui
Fonte Estadao

O rei Baião ou "Seu" Lua e a poética do Sertão

José Nêumanne* - O Estado de S.Paulo
Saiba que lá pelos anos 60 do século passado a Música Popular Brasileira, dita MPB, vivia à mercê da guerra da turma do tamborim contra a patota da guitarra elétrica. Então, o pernambucano Luiz Gonzaga (homônimo do santo) do Nascimento (sobrenome inventado para comemorar a proximidade do aniversário dele com o Natal) foi despejado para o ostracismo total. Aí, emergiu das sombras a ruidosa figura do roqueiro capixaba Carlos Imperial e propagou a boa nova: "Os Beatles gravaram Asa Branca." Era mentira. Mas o "gordo da Corte" havia proferido uma sacada genial: o mulato da Chapada do Araripe não era um compositor e cantor à altura de John Lennon e Paul McCartney. Mas, como os fabulosos garotos de Liverpool, ele tinha fundado uma estética, inaugurado uma cultura. Os quatro cavaleiros do Império Britânico foram muito além do universo dos rouxinóis e viraram o Ocidente de pernas para o ar. E o sanfoneiro do Exu inventou a cultura regional nordestina.


Reproduções
Para esta constatação chama a atenção um livro que reúne ensaios em prosa, fotos e xilogravuras encomendados, reunidos e coletados pelo artista plástico, poeta, compositor e curador de exposições paraense Bené Fonteles: O Rei e o Baião. No luxuoso e belíssimo volume editado pela Fundação Athos Bulcão, de Brasília, e financiado pelo Ministério da Cultura, não faltam excelentes textos de autores do naipe do compositor e cantor baiano Gilberto Gil, da professora cearense Elba Braga Ramalho, do poeta baiano Antônio Risério. Mas o que há de mais notável é a parte visual, a cargo do fotógrafo Gustavo Moura e dos xilogravadores João Pedro do Juazeiro, José Lourenço e Francorli & Carmem.

Todos eles contribuíram para uma visão multidisciplinar completa do Rei do Baião, que, morto há 21 anos, ainda é venerado como o símbolo vivo da diáspora nordestina. Seu cetro se explica de certa forma pela frase-síntese do maior folclorista brasileiro, o potiguar Luís da Câmara Cascudo: "O sertão é ele". Mas isto é só o ponto de partida.

A entronização de Lua se deve ao fato de ele ter incorporado a cultura rural sertaneja à indústria cultural urbana. Por isso, dele só se aproxima em importância na história de nosso cancioneiro a geração de sambistas cariocas dos anos 30, aos quais se juntou o mineiro Ary Barroso. Como os precursores do maior espetáculo do mundo - o desfile das escolas de samba do Rio -, Gonzagão inspirou as festas de São João: ao criar o primeiro trio com sanfona, zabumba e triângulo, ele instaurou a música regional nordestina, introduziu ao mercado a atividade de instrumentista e intérprete oriundo do sertão e interferiu na indústria cultural com nova modalidade.
Leia mais aqui

Fonte Estadao

viernes, 17 de diciembre de 2010

A meu favor - Alexandre O'Neill

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça.

Recogimiento

Cuando a final del siglo XIX empezaron a excavar Medina Azahara, creían estar buscando ruinas romanas y la llamaron Córdoba la vieja. Cuando identificaron la mítica ciudad musulmana, un siglo de excavaciones reportó hallazgos que preservar en un museo, inaugurado el año pasado, que ha recibido el premio Aga Kahn.

-¿Quinientos mil dólares?

"A repartir entre los cinco premiados", puntualiza la arquitecta Fuensanta Nieto (Madrid, 1957). Es el galardón mejor dotado de su carrera, en la que figura el Nacional de Arquitectura, y que arrancó cuando conoció a Enrique Sobejano (Madrid, 1957), hoy catedrático en Berlín, en la Universidad de Columbia. "La tenía vista de la escuela, pero ella siempre iba por delante", apostilla él. Atribuyen su relación profesional "de iguales" a que se conocieron "en el mismo nivel", estudiando en Nueva York. Desde 1983, han caminado juntos: tres hijos -el mayor arquitecto- y una retahíla de museos. Estamos en el restaurante del Museo Thyssen.

"Del Aga Kahn solo sabíamos que se casó con Rita Hayworth. Tiene una fundación que dona fondos para construir escuelas en países en desarrollo. Lo mejor del premio es que te hace ver más allá de Occidente. Sabíamos, por política y por economía, que el futuro ya no es Occidente. Pero esto te hace reflexionar sobre la arquitectura", dice Sobejano. "El premio valora la capacidad de mejora que aporta un edificio a un lugar", añade Nieto. Nadie se presenta. Un jurado elige visitar dos decenas de proyectos.

Él elige lubina y ella tortellini. Comparten tomates con mozarella.

-¿Qué tiene de islámico su museo más allá del sitio arqueológico de la ciudad que fundó Abderramán III en el siglo X? "Es una arquitectura introvertida, organizada en torno a patios con luz indirecta". El edificio está enterrado, desde el exterior no se ve. "En un museo sobre una ciudad es fundamental mantener el paisaje del lugar", opinan. Pero ese recogimiento caracteriza toda su arquitectura. Son varios sus edificios que buscan desaparecer. A veces, como en los museos de Mortizburg y Graz (en Alemania y Austria) bajo cubiertas topográficas. "Las cubiertas han llegado a definir las ciudades, pero son el gran perjudicado del movimiento moderno, que nos dejó sin ellas. Se puede ser moderno sin emplear la cubierta plana".

Brindamos con un rioja. Cuentan que, aprovechando la entrega de premios en Qatar han visitado la ciudad islámica que Foster está construyendo en Masdar. "Es interesante su investigación para lograr una urbe sostenible con coches eléctricos. Lo que me pregunto es si es sostenible hacer eso en un desierto", comenta Sobejano. "Un edificio sostenible es un inmueble que se usa. Si las infraestructuras culturales no tienen uso eso es insostenible", apunta Fuensanta. Y eso que todos los concursos que han ganado, el 95% de sus trabajos, son de infraestructuras culturales. Con todo, deben de ser de los pocos arquitectos que han esquivado la crisis. "Tenemos obras en marcha", precisan con cautela. Frente a la mezquita de Córdoba levantan el nuevo Centro de Arte de la ciudad. También en febrero inaugurarán el Museo de San Telmo en San Sebastián. ¿Cambiará la crisis la cara de los museos? "A pesar de contribuir a la economía, la cultura suele pagar las crisis".
Fonte El Pais.com

Cenas favoritas do Quijote

Mirad si queréis otra cosa..., por Antonio Gamoneda
A diferencia de otros, Antonio Gamoneda no duda un instante: “Mi escena predilecta del Quijote es la del juicio de Sancho, cuando es seudogobernador de Barataria, y acaba demostrando que es más justo, sensato y cabal que muchos jueces, y que además se está quijotizando”.

-Mirad si queréis otra cosa —dijo Sancho—, y no la dejéis de decir por empacho ni por vergöenza.
-No, por cierto —respondió el labrador.
Y, apenas dijo esto, cuando, levantándose en pie el gobernador, asió de la silla en que estaba sentado y dijo:
-¡Voto a tal, don patán rústico y mal mirado, que si no os apartáis y ascondéis luego de mi presencia, que con esta silla os rompa y abra la cabeza! Hideputa bellaco, pintor del mesmo demonio, ¿y a estas horas te vienes a pedirme seiscientos ducados?; y ¿dónde los tengo yo, hediondo?; y ¿por qué te los había de dar, aunque los tuviera, socarrón y mentecato?; y ¿qué se me da a mí de Miguel Turra, ni de todo el linaje de los Perlerines? ¡Va de mí, digo; si no, por vida del duque mi señor, que haga lo que tengo dicho! Tú no debes de ser de Miguel Turra, sino algún socarrón que, para tentarme, te ha enviado aquí el infierno. Dime, desalmado, aún no ha día y medio que tengo el gobierno, y ¿ya quieres que tenga seiscientos ducados?
Hizo de señas el maestresala al labrador que se saliese de la sala, el cual lo hizo cabizbajo...

Fonte ElMundo.es

leia mais aqui

la 'preciosa unidad del español'

Los Príncipes de Asturias han presidido en la Academia la presentación oficial de la nueva Ortografía de la Lengua Española, "mucho más ambiciosa", según ha precisado Don Felipe, "y donde se realiza de manera más clara, la preciosa unidad del español".

"Una concepción equivocada de la Gramática o de la Ortografía puede ver en ellas una carga que limita la libertad del individuo; algo que se nos impone ya elaborado y que no podemos modificar", ha agregado durante su discurso. Tuvo también palabras de reconocimiento y gratitud para el todavía director de la RAE en funciones, Víctor García de la Concha, y felicitó a José Manuel Blecua, su sustituto.

Según ha destacado el príncipe Felipe, García de la Concha ha dedicado 12 ños "con tanto acierto como pasión, a servir a la grandeza del español".

'Una concepción equivocada de la Gramática o de la Ortografía puede ver en ellas una carga que limita la libertad del individuo', afirmó el Príncipe
Asimismo, el príncipe ha aprovechado la ocasión para reiterar su "alegría" por el Premio Nobel concedido al escritor peruano Mario Vargas Llosa, a "quien también le concedimos el Premio Príncipe de Asturias de las Letras".

El escritor Mario Vargas Llosa, en una intervención virtual, ha señalado que este libro no debe intimidar al lector a pesar de su volumen y de sus 800 páginas". Para el Nobel, esta obra está "al alcance de los lectores corrientes, ya que no se contenta con enumerar las normas de una correcta ortografía en español, sino que explica su razón de ser". "Deseo a este libro una larga y exitosa vida", indica.

Por su parte, Víctor García de la Concha, ha señalado que se trata de "la primera vez que, al servicio de la unidad del idioma, las Academias de todos los países hispano-hablantes hacen una Ortografía de todos para todos". "Por primera vez se explica el porqué de cada norma y se analiza de manera detallada una numerosa casuística", ha recalcado.

Respecto al "revuelo mediático" producido hace unas semanas, según ha señalado, por "tres o cuatro cuestiones descontextualizadas y, nostra culpa, mal explicadas", ha matizado que entonces se estaba hablando de "otra obra distinta", previa a la reunión que tuvo lugar en Guadalajara (México), donde se acordaron finalmente todos los cambios.

Entre las novedades que se incluyen en esta obra, destaca la desaparición de la 'ch' y la 'll' del alfabeto español. Además, en el caso de las palabras con diptongo y cuya pronunciación también puede ser la de un hiato, la RAE establece que prevalece la primera y, por lo tanto, palabras como 'cian', 'guion', 'veis' o 'pie' nunca llevarán tilde. Además, recomienda no acentuar los pronombres demostrativos y la palabra 'solo'.

Al acto, que ha tenido lugar esta mañana en la sede de la RAE, han acudido académicos como Soledad Puértolas, Carmen Iglesias, José Manuel Sánchez Ron, Juan Luis Cebrián, Ignacio Bosque o Margarita Salas, así como escritores y otras personalidades, entre los que se encontraban Antonio Colinas, Boris Izaguirre, Luis María Ansón o Alberto Oliart.
Fonte ElMundo.es

Pinguinos en la cama

Bendita tu luz

Malagueña Salerosa - Robret Rodriguez Band


Ellos me quieren mirar,
pero si tu no los dejas....
Hechicera!
Si me desprecias
Yo te concedo razon
si por pobre me desprecias

Lucky I am in love with my best friend

jueves, 16 de diciembre de 2010

Lisboa: Bairro Alto e Marinheiros.

Lisboa
Ruas revelam Bairro de marinheiros
por INÊS BANHA

Passeio inserido no Dia do Bairro Alto contou história e histórias do local que hoje é de diversão nocturna

No século XVI, o Bairro Alto era um lugar de marinheiros. Cinco séculos depois, as histórias desse tempo estão gravadas na toponímia do bairro típico lisboeta. No Dia do Bairro Alto, que decorreu ontem, Elisabete Rocha, do serviço educativo da Hemeroteca Municipal de Lisboa, foi a guia de um passeio por ruas cheias de história e de histórias.

Quando, com os Descobrimentos, Lisboa se transformou numa cidade cosmopolita, os marinheiros viram-se obrigados a fugir da Ribeira das Naus. O local escolhido foi uma urbanização que começara a surgir em 1513 e que hoje é o Bairro Alto. Os vestígios desse tempo estão um pouco por todo o lado, no bairro que hoje é conhecido pela sua vida nocturna.

A Rua das Gáveas seria, por exemplo, a artéria onde viveriam os gáveas - "os homens que subiam aos mastros dos navios" para fazer a vigia, explicou Elisabete Rocha. As gáveas eram, precisamente, os cestos que estavam no topo do mastro.
Para ler tudo, clique aqui

via Lisboa S.O.S - Diário de Notícias

O poeta e o diplomata

Desde que el vallisoletano Juan Velázquez de Velasco fuera nombrado por Felipe III "espía mayor de la corte y superintendente general de las inteligencias secretas" mucho y poco ha cambiado en el mundo del espionaje. Los legajos que hoy consultamos en los archivos de Simancas sobre la corte francesa o inglesa son similares a los que Wikileaks filtra del Departamento de Estado norteamericano, aunque con cuatro siglos de diferencia. De repente, nos encontramos ante el frescor de acontecimientos contemporáneos y de los cuales aún tenemos memoria viva, sin el tamiz de un sueño de los justos de varias décadas, algo inédito en la historia.


El poeta Alfred Austin describía el paraíso como estar sentado en un agradable jardín de la embajada recibiendo telegramas que le anunciasen alternativamente una victoria inglesa por mar y otra por tierra. En la actualidad, querer separar espionaje y acción exterior es seguir teniendo una visión muy romántica de un diplomático.

Para ler mais, clique aqui

Fonte El Pais

Mark Rothko

¿Por qué nos gusta Rothko?
VICENTE VERDÚ


¿Por qué nos gusta tanto Rothko? Durante años he tratado de responder a esta pregunta y ahora que ya tengo más años que Rothko llegó a vivir me parece saber por qué. Me parece saber que quien no pinta es incapaz de entender lo que Roth-ko hacía y lo que hacía que pintara así.

Ricardo Menéndez Salmón en su afectado libro La luz es más antigua que el amor, hace un esfuerzo ímprobo, un esfuerzo literario, para dar cuenta de lo que estaba en la cabeza de Rothko, sin percatarse que esa cabeza y sus cuadros vienen a ser un reflejo de casi la misma opción. No digo de "la misma opción" puesto que toda coincidencia, todo parecido, toda equivalencia es falsa, falsificación. Digo "casi" puesto que ese punto cumple la certeza de la misma ocasión.

Pero, además, en esta ocasión y llegado a un punto, su pintura es aquella que se plasma irremisiblemente, "irresbalablemente", en una estampa que redunda sobre la matriz del cerebro tal como si la masa cerebral abandonara sus tres dimensiones para consumarse, culminarse y expresarse en una doble y exacta dimensión.

El plano y no el relieve es lo más sincero que, en cualquier arte, desde el dibujo al boceto arquitectónico, puede llegarse a alcanzar. No pretendo decir, Dios nos libre, que Rothko fuera casi un santo con sus alardes de misticismo, beatitud y primitiva religiosidad pero pudo haber comprendido, desde que se hizo famoso, que la fama posee dos dimensiones verdaderas y una tercera que pertenece a la publicidad.

Gracias a esta conciencia, conciencia de verdad y engaño, gracias a la placentera experiencia de la honestidad y no de la vanidad, los cuadros de Rothko adquieren la potencia de la dimensión a dos. Alto por ancho, tal como viene a ser el cálculo definitivo que galeristas, marchantes o tasadores tienen en cuenta antes de calcular el precio mercantil de la creación.

Como los tejidos de un telar o las alfombras del salón, lo primero es saber el ancho y el largo de lo que se desea incluir en el pedido, la importancia de lo que se quiere comprar. O expresado al revés: el cuadro se revela no principalmente pero sí aparatosamente a través de su variable proporción.

La moderna y contemporánea pintura norteamericana lo entendió cabalmente y lo predicó después con perfección. Un cuadro no termina de ser completo si no nos incorpora a él. Un cuadro no es un cuadro si la influencia de su talla obliga a acercar la vista y, en consecuencia, nos exige un acercamiento artificioso que destruye toda espontaneidad. Más sucintamente: una obra de arte no alcanza su objetivo completo si no nos objetiva envueltos en la óptica de su seducción.

De este modo nos gusta tanto Rothko. Sus cuadros son lo que hubiéramos sido en la pintura sin ser profesionalmente pintores. Es decir, siendo solo espectadores, notarios o doctores. No hay un más allá -ni místico, ni mágico- detrás de sus bellas pinturas. Hay, por el contrario, el más rudo, honesto y sincero más acá.

No es preciso penetrar en la composición del lienzo que pinta Rothko: el lienzo acaba allí su composición y su contenido a la vez que culmina de un golpe la absoluta contemplación. Es tonto o artificioso, lo mismo da, asociar el suicidio de Rothko a cualquier circunstancia artística o trascendental. Simplemente estaba deprimido y traicionado sexualmente.

Los pintores, como los ganaderos, son antes gañanes que ovejas, antes humanos que pintores. Y, si encima se trata de norteamericanos, de origen o de adopción, lo que vale es mostrarse claros, directos, sin trampa ni cartón ante el cliente.

Todo enrevesamiento en el análisis de Rothko caerá en el ridículo por exceso de discurso sofisticador. Precisamente por lo contrario de la retórica europea nos gusta tanto la luz, la oscuridad y los colores sensuales del hijo de Jakob Rothkowitz y Anna Goldin.
Fonte El Pais

miércoles, 15 de diciembre de 2010

Natal no PRADO

Si visitar el Prado cualquier día del año es un lujo, hacerlo durante las vacaciones navideñas va a multiplicar los alicientes. El museo ha creado un itinerario extra, ligado a la celebración de la Navidad a través de 11 obras entre las que se encuentran: la Anunciación, la Visitación, el Nacimiento de Cristo, la Adoración de los pastores, la Adoración de los Magos, la Presentación en el Templo y la Huida a Egipto. El itinerario navideño se puede realizar también de forma interactiva a través de la web de la pinacoteca.


El paseo interactivo online permitirá profundizar en el itinerario seguido en salas o realizar el itinerario completo a través de las imágenes en alta resolución de 32 obras con su correspondiente explicación temática e individual, según informa el museo.
Fonte El Pais

Para ver o site do Museo del Prado, aqui; e aqui a obra La Anunciación, de Fra Angelico

Fly Me To The Moon


In other words...

My Funny Valentine -



If you care for me
Stay litlle Valentine
Stay
Each day is
Valentine´s day...

domingo, 12 de diciembre de 2010

Contos Completos de Marguerite Yourcenar

Estos Cuentos completos reúnen, en este orden, Cuento azul (1993), Fuegos (1936), Cuentos orientales (1938) y Como el agua que fluye (1979-1981). Cuento azul está integrado por tres relatos juveniles que vieron la luz a título póstumo en 1993, el primero de los cuales, 'Cuento azul', riguroso inédito y primera entrega de una probable trilogía cromática, prefigura el tono mítico, la tradición oral y la sensorialidad de sus célebres Cuentos orientales. Al lector le impresiona la temprana edad en la que Marguerite fue capaz de escribir con tal dominio de la lengua 'La primera noche'. De los tres relatos que forman Como el agua que fluye destaca 'Ana, soror

...', intenso relato de corte histórico acerca del incesto, que recrea, con prosa prístina, voluptuosa y enaltecida, el Nápoles del Siglo de Oro, revelando aspectos en común con Alexis o el tratado del inútil combate (1929). Los cuentos que integran Fuegos, pura pasión y puro lirismo, los más innovadores en la forma, constituyen la prueba de que las vanguardias históricas no le pasaron desapercibidas, dejando la huella de su imaginería onírica, sensual, colorista o excéntrica ("Helena pintaba su boca de vampiro con una barra de labios que recordaba la sangre"), sus anacronismos deliberados ("la había abandonado porque una noche en un taxi, al volver del teatro, no había consentido en dejarse acariciar") y un notable eclecticismo genérico, entre el relato, el apólogo, el poema en prosa y el aforismo. Tiene aquí el lector algunas de las páginas más hermosas escritas por Yourcenar, balanceándose entre la mitología clásica y el futurismo de la vie moderne, como en un cuadro de Delvaux, máquinas junto a estatuas griegas. 'Cómo se salvó Wang-Fô', precioso ejercicio de idealismo, preside los magníficos Cuentos orientales con los que, como hizo D. H. Lawrence con México, Occidente se abraza al exotismo de culturas distantes, y resulta un modo canónico de comenzar a leer los cuentos de Yourcenar, dejándose mecer por su balsámico oleaje de sensibilidad y memoria atemporal, no en vano tradujo Las olas de Virginia Woolf, y refutando a la autora misma, pues no es preciso "morir para detener el Tiempo".
Fuente El País

sábado, 11 de diciembre de 2010

Contraponto

As histórias acontecem no mesmo espaço de tempo dando-nos a sensação da polifonia, várias vozes sendo reproduzidas ao mesmo tempo. Desta forma, a história de cada núcleode personagens forma uma linha melódica independente. A técnica do contraponto, musicalmente falando, é a técnica de combinar as várias vozes de uma polifonia e esse conceito é levado para a literatura.
Em Don Juan Ballester compoe distintos núcleos de personagens que entram na trama da obra e cada núcleo pode ser comparado a uma linha melódica que vai sendo inserida no silêncio inicial, e a partir de sua entrada, as sucessivas vozes (histórias) vão se sucedendo, entrando e cedendo espaço a novas vozes, ou à volta de uma voz que estava calada. Outra característica presente na obra, resultante deste tipo de estruturação polifônica, é que cada núcleo corresponde a uma linha melódica, mas personagens de um grupo interagem com personagens de outros grupos criando assim uma estrutura vertical, que em música corresponde ao conceito de harmonia.

Baudelaire e Don Juan: uma aproximacao em contraponto

"Nos sonreímos.Mi sonrisa quería significar que estábamos de acuerdo.La de él me daba las gracias"
Torrente Ballester, Gonzalo, Don Juan,Alianza editorial, Madrid,1998,p140.


PS:Em seu romance Contraponto, Huxley, ao mesmo tempo em que faz uma sátira sobre a desumanização do século XX, busca subverter a forma tradicional do romance, escrevendo com base na analogia do contraponto musical.Fez uma construção literária adaptando a estrutura de "Suíte Número 2 em Si Menor", de Bach, à narrativa em palavras.
Segundo Sérgio Augusto de Andrade,'comparáveis a trechos de certas sinfonias, as situações se repetem e se desdobram em diagramas quase simétricos"

Prosa poética ou poema em prosa?

"Com efeito, é a própria natureza do que é habitualmente entendido como poético que Cesário revoluciona num discurso, que ao transpor a tradicional subjetividade do lirismo na expressao objetivada de um "eu" funcional (como das personagens do romance realista), torna a poesia lírica num instrumento tao capaz de observacao concreta e de comentário e social quanto a prosa realista..."

Macedo,H., Nós,uma leitura de Cesário Verde, Publicacoes Dom Quixote, Lisboa,1981,p18

Livros


As Feiras e Festas de Livros que acontecem no mes de Dezembro em Lisboa sao absolutamente imperdíveis!
Tanto na Gulbenkian quanto na Biblioteca Nacional encontrei "jóias" a preços inacreditáveis.
Exemplo?

Roteiro do Mar Roxo de Dom João de Castro
Ms. Cott. Tib. Dix da British Library
CASTRO, João de, 1500-1548
ALBUQUERQUE, Luís de, 1917-1995, (pref.)

Encadernação de editor, em de caixa própria, In-fólio (380 mm) de [4]-91-[3]-(34 fac-símile)-[4] pp., Edições Inapa,Lisboa 1991.

Edição comentada e com um estudo do Prof. Luís de Albuquerque que serve de introdução ao fac-símil do manuscrito de 1543, existente na British Library. Preco: CINCO EUROS. Eu disse cinco(05)euros!Indeed!
PS : A foto acima, da Feira do Livro de Fotografia da Fábrica Braço de Prata, foi "emprestada" daqui

Conheça os novos pobres: jovens desempregados e mal pagos

Em cinco anos, a noção que os portugueses têm sobre a pobreza mudou de alvo. Pobres são hoje os jovens à procura do primeiro emprego, os que têm trabalhos precários e aqueles que ganham baixos salários, mas em 2004 eram, sobretudo, os idosos, os alcoólicos, os toxicodependentes e os deficientes. Essa é a principal conclusão do Estudo Sobre a Percepção da Pobreza em Portugal, que a Rede Europeia Anti-Pobreza apresentou ontem em conjunto com a Amnistia Internacional/Portugal (AIP) e o Socius - Centro de Investigação em Sociologia Económica e das Organizações do ISEG e UTL.

"Essa transformação acontece porque houve um combate eficaz à pobreza extrema dos grupos que antes estavam mais vulneráveis à pobreza", explica ao i o director executivo da AIP, Pedro Krupenski. E essa será uma das razões para esses alvos passarem para segundo plano. A actual crise financeira e as elevadas taxas de desemprego explicam, por outro lado, a mudança de opinião dos portugueses sobre os novos grupos.

"Os dados oficiais da pobreza em Portugal mostram que 18% da população é pobre, quando a percepção das pessoas é de que mais de metade da população é carenciada". Daí que o responsável da Amnistia defenda que as políticas de combate devam considerar não só as estatísticas, mas também a percepção que se tem sobre este fenómeno.

Não ter água ou electricidade em casa são indicadores de pobreza identificados pela maioria dos portugueses, mas surgiram entretanto outros bens que já começam a ser considerados como igualmente essenciais. Carro ou televisão são outras necessidades básicas: "A definição de pobreza material foi a mais escolhida", explica Raquel Rego, investigadora do Socius.

Um descrédito cada vez mais acentuado parece ser a tendência dos portugueses, que estão cada vez mais pessimistas face ao futuro do país. Quando questionados sobre os próximos cinco anos, os inquiridos demonstram um alto nível de pessimismo e de baixas expectativas: 75% considera que a situação agravou- -se desde 2004 e 50% está convencida de que irá continuar a piorar. Pedro Krupenski chama a atenção para outra conclusão do estudo: "O governo é causa, mas também é a solução do problema. O Estado continua a ser visto pelos portugueses como o único responsável pela situação económica do país", diz Krupenski, alertando para a necessidade dos portugueses não se desresponsabilizarem.

Outra tendência, é que as precárias condições laborais continuem a ser vistas como causa da pobreza. No entanto, a investigadora do Socius alerta: "A definição deste conceito é sempre indicativa, já que estamos a falar de percepções". O certo é que os resultados do último Eurobarómetro sobre a pobreza e exclusão social, divulgado no início de Novembro, coincidem com as conclusões deste estudo: 88% dos portugueses considera que a pobreza é generalizada, um valor acima da média europeia (73%).

via ionline.pt

Os novos Pobres

OS NOVOS POBRES

por

Pedro Lomba

jurista



Uma pergunta: há 40 anos ou menos, havia mais pobres em Portugal, grupos de risco, vários tipos de desintegrados. A sociedade portuguesa era dual, como mostrou o sociólogo Adérito Sedas Nunes: o mundo dos "de cima" existia sem contacto com os "de baixo". De certa forma esse dualismo ainda existe. No entanto, a pobreza portuguesa dessa época nunca se associou a fenómenos de criminalidade, nunca justificou que fosse estabelecido um nexo entre as condições sociais de uma pessoa e o seu desvio para o crime.

Hoje, mesmo que a sociedade portuguesa continue segura, é verdade que as condições da pobreza em Portugal se alteraram e que os "novos" pobres são mais propensos a casos de criminalidade do que no passado. Como explicar a mudança? Um regime de liberdade por oposição a um de autoritarismo demonstra alguma coisa. A crise e as desigualdades de rendimento, mais ostensivas e pronunciadas, produzem reacções de cobiça social que podem descarrilar. E o que antes era uma sociedade fechada abriu-se à Europa e a um mundo globalizado.

Mas não só. Pouca gente estudou melhor a pobreza em Portugal do que a investigadora da Faculdade de Economia Leonor Vasconcelos Ferreira, que morreu prematuramente esta semana. Conhecia alguns dos seus artigos (por exemplo, "Dinâmica de rendimentos e persistência da pobreza em Portugal"), produto de um trabalho de décadas, e esse trabalho estatístico, sem nunca sair do registo de "objectividade" e do jargão académico, procurava explicar porque é que a pobreza portuguesa é tão "crónica" e resistente, porque é que se transmite de pais para filhos e não adere com facilidade aos meios que podem assegurar a mobilidade. Em Loures, um pai e um tio levaram um menor de 13 anos para um assalto. O rapaz acabou morto pela GNR. Tratou-se de um caso de iniciação à marginalidade, mas também de típica transmissão da pobreza.

Ao lermos o que escrevia Leonor Ferreira, percebemos que a núcleo do problema não é económico mas cultural. Depende das políticas de desenvolvimento humano que podem levar grupos de pobres especialmente vulneráveis a interiorizar valores de educação, aprendizagem social e preparação do futuro.

Nas últimas décadas, a sociedade portuguesa tem sofrido uma erosão das normas sociais que distinguem as sociedades saudáveis. Indivíduos em estado bruto crescem em famílias deterioradas, sem respeito por uma escola gratuita e por noções mínimas de comunidade. Os apoios sociais são tidos como permanentes em vez de transitórios. O consumo vale mais do que o trabalho. Certos grupos imigrantes esquecem que, tal como os portugueses, devem zelar pelas normas da sociedade que os recebe. Está aqui a agenda socialmente conservadora e economicamente progressista que devemos perseguir.|
Fonte DN.pt

Cartas de Jogar ( Max Aub)


A pesar de que su amigo Tito Monterroso hizo correr el rumor de que Max Aub tenía encerrado, en el sótano de su casa mexicana, a un escritor judío, traído engañado de Europa, al que le forzaba a escribir con la amenaza de que los nazis habían ganado la guerra; y que, luego, se apropiaba Max Aub de esos textos para publicarlos, lo cierto es que todo lo escribió él. Todo, entre bromas y veras.


Según qué naipe salga puede ser una cosa u otra. Y el intercambio epistolar, el barajar, confunde o aclara

Nacido en París en 1903, hijo de padres judíos, él alemán, ella francesa, venida la familia a España huyendo de la Gran Guerra, español por hacer aquí -en Valencia, y se es de donde se hace el bachillerato, esa frase suya- sus estudios primarios, republicano, socialista, trasterrado, prisionero en arenas de concentración en Francia, refugiado en México (y con la nacionalidad mexicana murió en 1972), Max Aub escribió -y jugó- mucho sobre la identidad.

Un día de mayo de 1962, en su casa de DF, aprovechando que tenía cerca a Jusep Torres Campalans -en redonda si hablamos de ese pintor cubista catalán, amigo de Picasso; o en cursiva, si nos referimos a su novela, ficción, o a su biografía, relato real; valen ambas-, se le ocurrió hacer un juego de cartas: el texto, él; los dibujos, Campalans. Un juego de cartas, sí, porque cartas son, de las de ponerles sellos, y cartas son, naipes -si les das la vuelta- de una baraja, 108 naipes, con sus correspondientes comodines o jokers, naipes mezclados de las barajas española y francesa.

Una baraja para jugar y para leer, y avanzar por el laberinto de la vida de Máximo Ballesteros -todas las vidas esconden un as, o varios, en la manga-. Gana el que más sepa o más se aproxime a hacerse una idea de quién fue el tal Máximo, un canalla, un mujeriego, un don nadie, un buen marido, un buen amante, un buen amigo. Qué. Según qué naipe te salga puede ser una cosa u otra. Y el intercambio epistolar, el barajar, confunde o aclara. Así son las vidas, mosaicos que pueden descubrir una imagen u otra si se acierta o no con las teselas, un puzle complicado, quizás, o no tanto. ¿Se suicidó, lo mató su mujer, muerte natural? ¿Respetó a su mujer, la padeció? ¿Encontró consuelo entre otros brazos? ¿Supo estar a la altura que se esperaba de él? ¿Le buscaban las mujeres, las acosaba él? ¿Quién fue, en fin, Máximo Ballesteros, un personaje menor, tal vez, de la excelente Galería de Personajes inventados por Max Aub?

Muy (re)editado en España, faltaba esta rareza bibliográfica, este juego de cartas que escribió -y pintó- Max Aub, aparecido en 1964 en México, editado por Augusto Finisterre, un español exiliado, quien inventó el futbolín en el Frente de la Sierra de Madrid y con quien, por esta colaboración, tuvo sus más y sus menos Max Aub. Tal vez por eso ha tardado casi cincuenta años en llegar esta baraja, este juego de cartas, hermosa y cuidadosamente preparado por una pequeña editorial granadina. Una joya.

También se han editado las Obras completas de Max Aub. Volúmen V-A (El laberinto mágico III. Campo Francés) y el Volúmen V-B (Manual de historia de la literatura española). Generalitat Valenciana-Biblioteca Valenciana-Diputació de Valencia.
Via El País

viernes, 10 de diciembre de 2010

Alegria com Aletria. No Porto. Portugal




Mais de uma dezena de cozinheiros confecionaram hoje, no Porto, a maior aletria de sempre, estabelecendo com 357 quilogramas deste doce de Natal um novo recorde mundial.

Segundo fonte da organização, para estabelecer um novo recorde seriam precisos 200 quilos de aletria, o objectivo era produzir 250 e este foi largamente ultrapassado, com a produção de 357 quilos desta iguaria.

Esta iniciativa, denominada “Alegria com Aletria” e contou com a presença de muitas pessoas, conseguiu assim entrar para o Guiness Book of Records.

Cada um dos cozinheiros presentes fazia a sua panela de aletria, que depois juntava a um mega prato montado para o efeito.

Esta acção teve como objetivo “promover o espírito de solidariedade associado à época” através da angariação de fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro.

A iniciativa decorreu no espaço exterior da estação de metro da Trindade.
via Lusa-Destak.pt

Grau máximo!

Clarice Lispector

Clarice, 90 anos

Clarice, 90: a “boa rebelde” da literatura nacional

Dizer que Clarice Lispector (1920-1977), que nesta sexta-feira completaria 90 anos, foi uma escritora que conduziu a literatura brasileira a níveis de intimidade e profundidade pouco explorados no país não seria mentira. Mas pode-se dizer ainda mais dela. Para Nadia Batella Gotlib, autora de Clarice: uma Vida que se Conta (Edusp, 656 páginas), Clarice não era apenas uma autora dotada de “aguda percepção da condição humana”, mas também uma escritora capaz de romper com os gêneros tradicionais da ficção, legado que teria deixado. “Clarice praticava gêneros como a crônica, o conto e o romance, desmontando-os internamente. Sob esse aspecto, ela pode ser considerada, mesmo nos dias de hoje, entre escritores e escritoras, um dos grandes nomes da ‘boa rebeldia’ em nossa literatura”, diz Nadia, autora também do livro Clarice Fotobiografia (editora Imprensa Oficial, 668 páginas), em que analisa a escritora ucraniana crescida no Brasil a partir de suas imagens.

Um dos principais biógrafos de Clarice, Nadia vê a escritora como uma mulher que sofria de um provável deslocamento do mundo – talvez por integrar uma família de judeus imigrantes – e que transformava sua sensibilidade em livros densos, mas também capazes de conexão com as pessoas. Daí, Clarice ter sido traduzida para diversas línguas como o japonês, o russo e o polonês. “Essa forma sensível de ver o mundo pode ser encontrada já em seu primeiro romance, Perto do Coração Selvagem, que ela publicou com 23 anos”, diz Nadia. “Sua literatura de alto nível correspondia às expectativas de um público vasto: ela escrevia para pessoas de todas as idades e sobre pessoas de todas as idades.”

Abaixo, Nadia Batella Gotlib fala sobre seu principal objeto de estudo, Clarice Lispector.
.
.
.
Em entrevista a VEJA, o escritor argentino Ricardo Piglia disse que Clarice parece uma escritora de outro planeta, no sentido de que não se pode dizer facilmente que sua literatura é brasileira. A que se deve a universalidade da obra de Clarice?
De fato, a literatura de Clarice é universal porque traduz a condição humana, com seus vícios e virtudes. E com enorme competência narrativa: Clarice tem rara capacidade de registrar, em linguagem, com sutileza, densidade e ironia, detalhes que acabam traduzindo essa condição humana. Mas convém considerar que sua literatura é também datada e locada no Brasil. Macabéa (de A Hora da Estrela) remete ao povo judeu (macabeus), mas é uma alagoana pobre que tenta “melhorar de vida” no Rio de Janeiro. Essa situação é tipicamente brasileira. Sob esse aspecto, a literatura de Clarice constitui mais um capítulo da literatura brasileira depois do romance social dos anos 1930: com Clarice, o nordestino não só sai do sertão árido e seco, mas se retira do nordeste procurando sobreviver numa grande capital do sul do país.

O biógrafo Benjamin Moser (confira aqui entrevista com ele) desenvolveu uma tese sobre Clarice Lispector a partir de umestupro que sua mãe teria sofrido na Ucrânia. Moser diz que a mãe engravidou de Clarice na esperança de se salvar e que sua morte se tornou uma espécie de culpa que a escritora levaria consigo. Na sua opinião, a morte da mãe influenciou de alguma forma a obra de Clarice?
De fato, essa é a tese de Benjamin Moser, que, no entanto, não se apóia em registro documental. Segundo Elisa Lispector, irmã de Clarice que era considerada o “baú” da família, porque contou a saga dos Lispector da Ucrânia para o Brasil e cuidava dos documentos familiares, a mãe sofreu “trauma” – ela não especifica se no sentido físico ou psicológico ou ambos – devido a violência causada por bolcheviques russos. De fato, na época, a região da Ucrânia onde moravam os Lispector foi assolada por pogroms, perseguições aos judeus, aliás, provocadas por várias facções políticas, não só por bolcheviques. Ainda segundo Elisa, a mãe sofria de “hemiplegia”, que é a paralisia de metade do corpo ou de parte dele, causada por lesão cerebral. Clarice conviveu com a paralisia, que era progressiva, até os seus quase 10 anos, quando a mãe faleceu. E numa crônica conta que teria sido concebida para salvar a mãe e que a cura não aconteceu. É provável que tais fatos – a hemiplegia, a cura que não aconteceu e a morte da mãe, quando Clarice era criança – tenham marcado a escritora, tal como outros episódios, ao longo de sua vida, também podem tê-la influenciado a escrever como escreveu.

Em que medida a biografia de um escritor influi na sua obra e mais detidamente, como isso se dá no caso de Clarice Lispector?
É difícil determinar em que medida uma vida influencia uma obra. As experiências de vida aparecem, na obra, mesmo em textos autobiográficos, já misturadas com o imaginário do autor. Há invenção sempre. No caso de Clarice, por exemplo, o fato de pertencer a uma família judia emigrante pode tê-la feito sentir em constante “estado de exílio”, alguém que não pertence a lugar nenhum e vivencia uma espécie de estranhamento diante dos lugares e pessoas. Mas há que se considerar também que esse estranhamento pode ser, pelo menos em parte, manifestação de um modo “especial” de o artista “enxergar” o mundo, mediante uma desautomatização, por vezes, crítica, do que o rodeia, o que permite criar sentidos inusitados.

Clarice Lispector teria sido escritora se não tivesse vindo para o Brasil e conhecido o português?
Essa é uma pergunta que a própria Clarice se faz. E é um tipo de pergunta para a qual não se tem resposta precisa, apenas hipóteses.

Nas fotografias, é raro ver Clarice rindo. Ela era uma mulher séria ou compunha uma personagem para apresentar aos leitores?
Para fazer o livro Clarice Fotobiografia, vi centenas de fotos de Clarice só e em grupo. Mas não vi mais do que duas ou três em que Clarice aparece com “sorriso largo”. Nas demais, tal como sua personagem Ana, do conto “Amor”, nada mais que um sorriso de “meia satisfação”. Na única imagem ao vivo de que se tem notícia, a da entrevista de Clarice na TV Cultura, ela aparece séria demais, angustiada demais. Pena que seja esse o único registro gravado em som e imagem, pois seus amigos também dizem que ela era alegre e divertida. Mas uma das características de sua personalidade era a da mudança brusca de humor: em reuniões sociais, quando, de repente, resolvia sair e voltar para casa, nada havia que a fizesse mudar de ideia. O perigo é mitificar Clarice: atribuir a Clarice atitudes singulares, que, na realidade, também são nossas. Clarice percebeu isso e, em entrevista na TV Cultura, criticou pessoas que julgavam ser importante qualquer bobagem que ela dizia. Outro perigo é o de imaginar fatos “reais” referentes à sua vida, que surgem na tentativa de preencher lacunas. Nesse caso, Clarice é veemente. Numa crônica que leva o título de “Esclarecimentos. Explicação de uma vez por todas”, em que aborda justamente a questão do seu nascimento, afirma: “Não há simplesmente mistério que justifique mitos, lamento muito.”

Certa vez, a senhora disse que o olhar de Clarice tinha “um ar sedutor, instigante e um tom de desafio”.
Sim. Creio que tem. Se observar as fotos de Clarice criança verá que, em sua grande maioria, ela olha diretamente para a câmera, ou seja, para o fotógrafo. Não desvia o olhar. Essa marca persiste, ao longo da sua vida, até se transformar no olhar fulminante das fotos tiradas por Alair Gomes, no início dos anos 1960. Reconheço nesse olhar uma semelhança com o olhar de seu narrador que encara o “outro” (que pode ser inclusive cada um de nós, leitores) de modo direto, como se o enfrentasse, tal como uma personagem sua, que se encontra diante de um búfalo, na procura veemente de experimentar o ódio, num dos contos de Laços de Família.

Na data em que se comemoram os 90 anos de nascimento de Clarice Lispector, é inevitável examinar o legado que a escritora deixou. Qual, na sua opinião, é a sua herança?
Clarice trouxe para a literatura brasileira um novo modo de contar histórias, ao mergulhar no interior das personagens para acompanhar, a par e passo, cada detalhe, cada gesto dessa intimidade, com seus anseios, desejos, ódios, sensações, afetos, medos. E tudo isso a partir de uma estratégia narrativa muito esperta, de seduzir o leitor aos poucos, puxando sua atenção a partir do relato de fatos bem banais, de modo a lhe dar a sensação de que nada de importante estaria acontecendo ali, na história, mas, ao mesmo tempo, alimentando a sua inquietação com questionamentos instigantes e perturbadores, levando-o a uma nova “descoberta do mundo”. O interessante é que praticava tais gêneros desmontando-os internamente, minando o terreno da narrativa de conceitos e recursos que, de certa forma, colocavam em xeque o próprio gênero que praticava
Fonte Veja meus livros