Beijinhos e carinhos.
sábado, 28 de agosto de 2010
Comentario delicioso na NET
"Leitor voraz le até bula de remédio!",dizia meu pai. Ele que amontoava jornais velhos no banheiro para nao perder as noticias que nao pudera ler durante a semana...
Eu leio comentarios de noticias de jornais online... Escrevo na net e tb faço comentários...
Mas deixo aqui este sambinha, quero dizer, este comentário bem bacaninha etc e tal, que li no Público, a respeito daquele senhor que se fazia passar por médica do IPO (vejam que tao delicado: disfarçava a voz em "voz feminina"...).
RE: ...
"também há cães da mesma raça com personalidades diferentes. também devem ter alma, se calhar. Um dos grandes males da internet é que dá voz a imensa gente ignorante que antes só incomodava a família ao jantar."
PS: o grifo é meu. Deixei de lado o adjetivo "ignorante" por respeito aos discretos, angustiados, desocupados, "cuerdos", "locos" etc e tal...
Eu leio comentarios de noticias de jornais online... Escrevo na net e tb faço comentários...
Mas deixo aqui este sambinha, quero dizer, este comentário bem bacaninha etc e tal, que li no Público, a respeito daquele senhor que se fazia passar por médica do IPO (vejam que tao delicado: disfarçava a voz em "voz feminina"...).
RE: ...
"também há cães da mesma raça com personalidades diferentes. também devem ter alma, se calhar. Um dos grandes males da internet é que dá voz a imensa gente ignorante que antes só incomodava a família ao jantar."
PS: o grifo é meu. Deixei de lado o adjetivo "ignorante" por respeito aos discretos, angustiados, desocupados, "cuerdos", "locos" etc e tal...
Utilidade Pública: dieta para emagrecer
Li em quase todos os onlines do Brasil...A saber se funciona.
O ingrediente da mais nova dieta milagrosa está disponível em qualquer torneira: água. Um estudo realizado pela professora Brenda Davy, PhD em nutrição humana e professora da Universidade Virgina Tech, nos Estados Unidos, afirma que bastam dois copos antes das refeições para perder sete quilos em apenas três meses (média entre as pessoas que participaram da pesquisa).
A cada refeição, a economia seria de 70 a 90 calorias, chegando a quase 300 por dia. O segredo do emagrecimento é simples: a água enche o estômago. Com o estômago cheio, as pessoas sentem menos fome. “As pessoas deviam beber mais água e menos refrigerentes”, disse Brenda ao jornal britânico Daily Mail.
fonte vejaonline
O ingrediente da mais nova dieta milagrosa está disponível em qualquer torneira: água. Um estudo realizado pela professora Brenda Davy, PhD em nutrição humana e professora da Universidade Virgina Tech, nos Estados Unidos, afirma que bastam dois copos antes das refeições para perder sete quilos em apenas três meses (média entre as pessoas que participaram da pesquisa).
A cada refeição, a economia seria de 70 a 90 calorias, chegando a quase 300 por dia. O segredo do emagrecimento é simples: a água enche o estômago. Com o estômago cheio, as pessoas sentem menos fome. “As pessoas deviam beber mais água e menos refrigerentes”, disse Brenda ao jornal britânico Daily Mail.
fonte vejaonline
viernes, 27 de agosto de 2010
Pessoa em SAMPA
Exposição interactiva percorre a vida e obra do poeta através de textos, imagens e vídeos
É a primeira vez que o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, tem uma exposição dedicada a um autor português. Depois de ter homenageado os brasileiros Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, o museu alberga, desde terça-feira e até ao dia 30 de Janeiro de 2011, a exposição Fernando Pessoa: plural como o universo, um passeio pela vida e obra do escritor através de textos, imagens e vídeos.
É uma exposição interactiva: pretende-se que o visitante se envolva, tome parte, seja cúmplice, nem que seja só simbolicamente. "A viagem marítima é um leitmotiv da exposição", explica por e-mail, a partir de São Paulo, Richard Zenith, especialista na obra do poeta e um dos curadores da mostra, juntamente com o académico brasileiro Carlos Felipe Moisés.
"Há o mar do livro Mensagem, o mar tão presente na geografia e na história portuguesa, o mar que tanto marcou a infância e a juventude de Pessoa (fez quatro travessias entre Lisboa e África do Sul) e o mar que é preciso navegar", explica ao P2, lembrando que Pessoa rabiscou num pedaço de papel, reproduzido e exposto na exposição, uma frase isolada: "O mar é a religião da natureza."
O azul é a cor predominante da exposição. Logo no início estão montadas cinco cabines dedicadas a Pessoa e heterónimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares) onde são projectados excertos de poemas. A sexta cabine, intitulada Eu sou muitos, é dedicada a outras personalidades literárias criadas pelo poeta.
Nas cabines, se o visitante levantar os braços, o movimento é captado por um sensor, e os poemas mudam.
A cenografia da exposição é de Hélio Eichbauer - que fez uma brincadeira com o quadro de Almada Negreiros que retrata Fernando Pessoa a escrever ao lado da revista Orpheu. Recriou os objectos - a cadeira e a mesa - e pendurou-os no tecto. "Nosso propósito básico é levar Fernando Pessoa à vida do cidadão que não o conhece e que, portanto, encontrará uma linguagem acessível, e àqueles que já estão familiarizados com seus versos, que terão a chance de descobrir aspectos e conceitos novos", considera Carlos Felipe Moisés
Quiseram igualmente que a exposição mexesse com o visitante, "que pusesse a sua "unidade" em causa, que o fizesse reflectir sobre o desafio pessoano de dar expressão à multiplicidade de desejos, pensamentos e formas de ser que habitam em cada um", diz Zenith.
À medida que se percorre o espaço, encontra-se uma espécie de fotobiografia projectada na parede de um corredor (com reproduções de documentos inéditos); surgem dois vídeos em loop, com mostradores que expõem livros e revistas originais, e há ainda uma mesa de leitura, que incentiva o convívio e a discussão entre os visitantes.
"Há também um quarto de espelhos em que o visitante se vê reflectido e fragmentado em dezenas de pedaços enquanto ouve versos e frases de Pessoa que questionam a noção de um eu uno e coeso. Esta frase, por exemplo, do Livro do Desassossego: "Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer - eu sou eu?""
Um fac-símile do original de Mensagem que Pessoa entregou à tipografia (e que está actualmente à guarda da Biblioteca Nacional) está projectado sobre uma mesa com as imagens das páginas muito aumentadas. Quando se passa a mão por cima do canto inferior das páginas, folheia-se o livro virtual. Há um pêndulo ao pé da imagem do quadro de Nuno Gonçalves e poemas são projectados em dois tanques de areia. Dois vídeos são projectados como se fossem janelas. Um deles, de Carlos Nader com argumento do poeta Antônio Cícero, mostra pessoas a recitar Pessoa no meio da multidão. O segundo mostra uma imagem do mar, sempre em movimento, tirada do filme Limite, de Mário Peixoto.
Fonte:ípsilon
É a primeira vez que o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, tem uma exposição dedicada a um autor português. Depois de ter homenageado os brasileiros Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Machado de Assis, o museu alberga, desde terça-feira e até ao dia 30 de Janeiro de 2011, a exposição Fernando Pessoa: plural como o universo, um passeio pela vida e obra do escritor através de textos, imagens e vídeos.
É uma exposição interactiva: pretende-se que o visitante se envolva, tome parte, seja cúmplice, nem que seja só simbolicamente. "A viagem marítima é um leitmotiv da exposição", explica por e-mail, a partir de São Paulo, Richard Zenith, especialista na obra do poeta e um dos curadores da mostra, juntamente com o académico brasileiro Carlos Felipe Moisés.
"Há o mar do livro Mensagem, o mar tão presente na geografia e na história portuguesa, o mar que tanto marcou a infância e a juventude de Pessoa (fez quatro travessias entre Lisboa e África do Sul) e o mar que é preciso navegar", explica ao P2, lembrando que Pessoa rabiscou num pedaço de papel, reproduzido e exposto na exposição, uma frase isolada: "O mar é a religião da natureza."
O azul é a cor predominante da exposição. Logo no início estão montadas cinco cabines dedicadas a Pessoa e heterónimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares) onde são projectados excertos de poemas. A sexta cabine, intitulada Eu sou muitos, é dedicada a outras personalidades literárias criadas pelo poeta.
Nas cabines, se o visitante levantar os braços, o movimento é captado por um sensor, e os poemas mudam.
A cenografia da exposição é de Hélio Eichbauer - que fez uma brincadeira com o quadro de Almada Negreiros que retrata Fernando Pessoa a escrever ao lado da revista Orpheu. Recriou os objectos - a cadeira e a mesa - e pendurou-os no tecto. "Nosso propósito básico é levar Fernando Pessoa à vida do cidadão que não o conhece e que, portanto, encontrará uma linguagem acessível, e àqueles que já estão familiarizados com seus versos, que terão a chance de descobrir aspectos e conceitos novos", considera Carlos Felipe Moisés
Quiseram igualmente que a exposição mexesse com o visitante, "que pusesse a sua "unidade" em causa, que o fizesse reflectir sobre o desafio pessoano de dar expressão à multiplicidade de desejos, pensamentos e formas de ser que habitam em cada um", diz Zenith.
À medida que se percorre o espaço, encontra-se uma espécie de fotobiografia projectada na parede de um corredor (com reproduções de documentos inéditos); surgem dois vídeos em loop, com mostradores que expõem livros e revistas originais, e há ainda uma mesa de leitura, que incentiva o convívio e a discussão entre os visitantes.
"Há também um quarto de espelhos em que o visitante se vê reflectido e fragmentado em dezenas de pedaços enquanto ouve versos e frases de Pessoa que questionam a noção de um eu uno e coeso. Esta frase, por exemplo, do Livro do Desassossego: "Conhece alguém as fronteiras à sua alma, para que possa dizer - eu sou eu?""
Um fac-símile do original de Mensagem que Pessoa entregou à tipografia (e que está actualmente à guarda da Biblioteca Nacional) está projectado sobre uma mesa com as imagens das páginas muito aumentadas. Quando se passa a mão por cima do canto inferior das páginas, folheia-se o livro virtual. Há um pêndulo ao pé da imagem do quadro de Nuno Gonçalves e poemas são projectados em dois tanques de areia. Dois vídeos são projectados como se fossem janelas. Um deles, de Carlos Nader com argumento do poeta Antônio Cícero, mostra pessoas a recitar Pessoa no meio da multidão. O segundo mostra uma imagem do mar, sempre em movimento, tirada do filme Limite, de Mário Peixoto.
Fonte:ípsilon
Quase,quase...

Esta foto foi "emprestada" daqui
PS: e a tese me deixou quase aí... I confess thar I had a wonderful time,though. Intelectually speaking it was just great.
Madre Teresa de Calcuta
La felicidad no está ni en el pasado ni en el futuro, es hoy.
La cosa más fácil, equivocarse.
El obstáculo más grande, el miedo.
El error mayor, abandonarse.
La raíz de todos los males, el egoísmo.
La peor derrota, el desaliento.
Los mejores profesores, los niños.
La primer necesidad, comunicarse.
Lo que nos hace más feliz, ser útiles a los demás.
El misterio más grande, la muerte.
El peor defecto, el malhumor.
La persona más peligrosa, la mentirosa.
La mayor satisfacción, el deber cumplido.
El sentimiento más ruin, el rencor.
El mejor remedio, el optimismo.
El regalo más bello, el perdón.
El resguardo más eficaz, la sonrisa.
Lo imprescindible, el hogar.
La sensación más grata, la paz interior.
La fuerza más potente del mundo, la fe.
Las personas más necesarias, los padres.
La cosa más bella de todas, el amor.
PS:Sinto falta de uma dicha a respeito de AMIZADE, o sentimento mais bonito e mais gratificante
La cosa más fácil, equivocarse.
El obstáculo más grande, el miedo.
El error mayor, abandonarse.
La raíz de todos los males, el egoísmo.
La distracción más bella, el trabajo.
La peor derrota, el desaliento.
Los mejores profesores, los niños.
La primer necesidad, comunicarse.
Lo que nos hace más feliz, ser útiles a los demás.
El misterio más grande, la muerte.
El peor defecto, el malhumor.
La persona más peligrosa, la mentirosa.
La mayor satisfacción, el deber cumplido.
El sentimiento más ruin, el rencor.
El mejor remedio, el optimismo.
El regalo más bello, el perdón.
El resguardo más eficaz, la sonrisa.
Lo imprescindible, el hogar.
La ruta más rápida, el camino correcto.
La sensación más grata, la paz interior.
La fuerza más potente del mundo, la fe.
Las personas más necesarias, los padres.
La cosa más bella de todas, el amor.
PS:Sinto falta de uma dicha a respeito de AMIZADE, o sentimento mais bonito e mais gratificante
jueves, 26 de agosto de 2010
miércoles, 25 de agosto de 2010
Tchekov e o conto moderno
Este post é homenagem a Profa Cristina e as aulas maravilhosamente bem planejadas .
Luxo só!
Eis uma lista aqui. Trocaríamos alguns nomes, of course...Ah, as antologias! Sempre cheias de equívocos ...como pensar em deixar Cine Prado fora de uma lista dessas?
Luxo só!
Eis uma lista aqui. Trocaríamos alguns nomes, of course...Ah, as antologias! Sempre cheias de equívocos ...como pensar em deixar Cine Prado fora de uma lista dessas?
martes, 24 de agosto de 2010
Agora pode!
.
Calma. Agora tem mais tempo para se arrepender de ter enviado um email
por Marco Dinis Santos,
É só por um visto na opção "undo send". Google 1/1 + fotogalería .30 segundos, é o tempo que o Gmail, da Google, lhe dá para se arrepender de ter enviado um email.
A opção não está activada por defeito, mas pode fazê-lo nas configurações do email. Para isso necessita mudar a língua para inglês e activar a opção “Labs”, que lhe dá acesso às funções experimentais do Gmail.
Desça na página até encontrar a opção “undo send” e escolha “enable”.
Esta função já existia, mas o tempo de que dispõe foi alterado de cinco para 30 segundos.
Fonte ionline.pt
Calma. Agora tem mais tempo para se arrepender de ter enviado um email
por Marco Dinis Santos,
É só por um visto na opção "undo send". Google 1/1 + fotogalería .30 segundos, é o tempo que o Gmail, da Google, lhe dá para se arrepender de ter enviado um email.
A opção não está activada por defeito, mas pode fazê-lo nas configurações do email. Para isso necessita mudar a língua para inglês e activar a opção “Labs”, que lhe dá acesso às funções experimentais do Gmail.
Desça na página até encontrar a opção “undo send” e escolha “enable”.
Esta função já existia, mas o tempo de que dispõe foi alterado de cinco para 30 segundos.
Fonte ionline.pt
Gabinete Portugues de Leitura se expande
Na estreita rua Luís de Camões, fica um prédio histórico que por vezes é confundido com uma igreja. Há quem se benza diante das cruzes que ornamentam sua fachada, sem perceber que a liturgia ali está ligada à literatura, e não a uma religião. Inaugurado pela Princesa Isabel, o prédio de estilo neomanuelino, em pedra lavrada, no centro do Rio, abriga o Real Gabinete Português de Leitura desde 1887, quando português se grafava com "z". Sem dúvida, vale a visita. Mas de longe também se pode conhecer uma parte especial de seu acervo, único no País.
Na página da instituição na internet (www.realgabinete.com.br) estão disponíveis obras raríssimas, datadas em sua maioria do século 19, devidamente digitalizadas. Curiosos e amantes de literatura e da língua portuguesa se deliciam com os manuscritos do romancista Camilo Castelo Branco de seu livro mais conhecido, Amor de Perdição (1862) e do Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias (1858). Uma boa amostragem da correspondência pessoal de Castelo Branco também foi para a rede.
Estudiosos de áreas diversas têm acesso fácil a documentos mandados da colônia a dom João VI em 1817, cartas régias assinadas pelo Marquês de Pombal, do século anterior, textos de autoria de Padre Antonio Vieira (não se sabe se grafado por ele ou por copistas), diplomas, ofícios, decretos, aquarelas, desenhos a bico de pena, além de atas de reuniões do Real Gabinete. As homenagens, no Brasil, por ocasião do tricentenário da morte de Camões, em 1880, foram assunto de uma série de cartas,
São mais de 1.500 itens já contemplados. Com um zoom, mais do que observar a grafia e o léxico de tempos idos, é possível chegar aos detalhes de todos esses papéis, ver as ranhuras, as marcas do tempo. Foi para tentar diminuir esse impacto do passar dos anos que o projeto foi criado. "Queremos resguardar obras e manuscritos mais raros. Até meses atrás, se passasse na nossa avaliação, a pessoa poderia pegar com as próprias mãos documentos de 200 anos", conta o presidente do Real Gabinete, o economista português Antonio Gomes Costa, 59 dos 76 anos no Brasil - está na função há 18.
O trabalho ainda está em andamento: falta digitalizar, por exemplo, as Ordenações de D. Manuel, de 1521, e os Capitolos de Cortes e Leys Que Sobre Alguns Delles Fizeram, de 1539. Para tanto, será preciso dinheiro - algo difícil de se ver por lá. "Como nos mantemos? Por milagre. Não temos receita própria nem recebemos recursos de governos. Temos 5.000 associados, sendo 200 só os que pagam, e R$ 30 por mês. Tudo é com patrocínio", conta o presidente, citando associados ilustres: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, alguns membros da Academia Brasileira de Letras, gente que tem o privilégio de poder levar livros para casa. Para conseguir dar conta da digitalização, ele conseguiu 40 mil com a fundação portuguesa Calouste Gulbenkian. Na próxima visita de seu presidente, inclusive, para um lançamento, seu Antonio vai aproveitar para pedir mais verba, para a etapa seguinte do projeto.
Expansão. Presente de Portugal para o Brasil, criado em 1837, num prédio menor, o Real Gabinete não se expande só pela internet, mas também fisicamente. Seus dois prédios vizinhos foram comprados pela instituição. O da direita já está abarrotado de livros; quanto ao destino do outro, ainda há dúvidas. "Estamos estudando, pode virar um novo espaço para o leitor, com computadores para leitura de e-books", diz o antenado seu Antonio, que veio adolescente para a "terra das oportunidades".
A sede, construída de 1880 a 1887, tem 380 mil volumes de várias áreas do conhecimento. Como a nossa Biblioteca Nacional, que recebe tudo que é publicado por aqui, ao Real Gabinete é enviada uma cópia de toda a produção portuguesa. É a única instituição fora de Portugal com a prerrogativa - virou o maior acervo de livros lusitanos fora de lá.
Seu interior é tão belo que atrai diretores de novela, clipes de música, filmes. Muitos querem o Real Gabinete como locação - e são bem-vindos, já que os aluguéis ajudam na manutenção. "Durante 100, 150 anos, vivemos encolhidos aqui, sem divulgação. Acho que os portugueses tinham medo de divulgar, por recato. Agora, não mais", garante seu Antonio.
Fonte Estadao
Na página da instituição na internet (www.realgabinete.com.br) estão disponíveis obras raríssimas, datadas em sua maioria do século 19, devidamente digitalizadas. Curiosos e amantes de literatura e da língua portuguesa se deliciam com os manuscritos do romancista Camilo Castelo Branco de seu livro mais conhecido, Amor de Perdição (1862) e do Dicionário da Língua Tupy, de Gonçalves Dias (1858). Uma boa amostragem da correspondência pessoal de Castelo Branco também foi para a rede.
Estudiosos de áreas diversas têm acesso fácil a documentos mandados da colônia a dom João VI em 1817, cartas régias assinadas pelo Marquês de Pombal, do século anterior, textos de autoria de Padre Antonio Vieira (não se sabe se grafado por ele ou por copistas), diplomas, ofícios, decretos, aquarelas, desenhos a bico de pena, além de atas de reuniões do Real Gabinete. As homenagens, no Brasil, por ocasião do tricentenário da morte de Camões, em 1880, foram assunto de uma série de cartas,
São mais de 1.500 itens já contemplados. Com um zoom, mais do que observar a grafia e o léxico de tempos idos, é possível chegar aos detalhes de todos esses papéis, ver as ranhuras, as marcas do tempo. Foi para tentar diminuir esse impacto do passar dos anos que o projeto foi criado. "Queremos resguardar obras e manuscritos mais raros. Até meses atrás, se passasse na nossa avaliação, a pessoa poderia pegar com as próprias mãos documentos de 200 anos", conta o presidente do Real Gabinete, o economista português Antonio Gomes Costa, 59 dos 76 anos no Brasil - está na função há 18.
O trabalho ainda está em andamento: falta digitalizar, por exemplo, as Ordenações de D. Manuel, de 1521, e os Capitolos de Cortes e Leys Que Sobre Alguns Delles Fizeram, de 1539. Para tanto, será preciso dinheiro - algo difícil de se ver por lá. "Como nos mantemos? Por milagre. Não temos receita própria nem recebemos recursos de governos. Temos 5.000 associados, sendo 200 só os que pagam, e R$ 30 por mês. Tudo é com patrocínio", conta o presidente, citando associados ilustres: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, alguns membros da Academia Brasileira de Letras, gente que tem o privilégio de poder levar livros para casa. Para conseguir dar conta da digitalização, ele conseguiu 40 mil com a fundação portuguesa Calouste Gulbenkian. Na próxima visita de seu presidente, inclusive, para um lançamento, seu Antonio vai aproveitar para pedir mais verba, para a etapa seguinte do projeto.
Expansão. Presente de Portugal para o Brasil, criado em 1837, num prédio menor, o Real Gabinete não se expande só pela internet, mas também fisicamente. Seus dois prédios vizinhos foram comprados pela instituição. O da direita já está abarrotado de livros; quanto ao destino do outro, ainda há dúvidas. "Estamos estudando, pode virar um novo espaço para o leitor, com computadores para leitura de e-books", diz o antenado seu Antonio, que veio adolescente para a "terra das oportunidades".
A sede, construída de 1880 a 1887, tem 380 mil volumes de várias áreas do conhecimento. Como a nossa Biblioteca Nacional, que recebe tudo que é publicado por aqui, ao Real Gabinete é enviada uma cópia de toda a produção portuguesa. É a única instituição fora de Portugal com a prerrogativa - virou o maior acervo de livros lusitanos fora de lá.
Seu interior é tão belo que atrai diretores de novela, clipes de música, filmes. Muitos querem o Real Gabinete como locação - e são bem-vindos, já que os aluguéis ajudam na manutenção. "Durante 100, 150 anos, vivemos encolhidos aqui, sem divulgação. Acho que os portugueses tinham medo de divulgar, por recato. Agora, não mais", garante seu Antonio.
Fonte Estadao
lunes, 23 de agosto de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
La Celestina, El Lazarillo y Don Quijote parte II
La entrada del realismoy el campo abierto para su desarollo es la presencia de las cosas pequeñas, vulgares.
Aqui, lo primero que hay que sacar es la Comedia de Calixto y Melibea y posteriormente la Tragédia de Calixto y Melibea, llamado despues de La Celestina.
Jamás en un texto anterior la realidad cuotidiana se filtre mas amplia y mas totalmente.
Fernando Rojas a lo mejor deseaba una condena a los locos enamorados que los romanticos tomaran de forma distinta. La supresion de las categorias socioliterárias que son la negación de la poética clasica. Ellos no poden ser personajes trágicos. Eso va contra el orden de la naturaleza, va contra la poesia....Las rameras, los matones, las empleadas..no pueden sentir como tal.L Celestina no describe pues es una obra dialogada. La Celestina no era una novela. Es una comedia de la espécie que se llamaba humanistica , escrita en latin, escrita como teatro. pero no era novela...ahora es una novela. La Celestina era una obra de teatro hastaporque en los 1400 no habia la novella. En La Celestina aparece toda la realidad mas trivial en la España de los Reyes Católicos. Sabemos como van vestidos no porque se los describa mas porque sabemos que juegan.Comparece en la Celestina toda la Ciudad.La plaza del Vicario Gordo sera Toledo, Sevilla...Ahi estan las taneias, los curtidores,el mal aliento, los cemeterios que visitan las hechiceras, la Plazadel mercado, los monasterios, las calles con los galanes..cada lugar entra en la vida del personage...eta narrativizado no porque se describe. Eso no puede ser artificial...Rojas apura la medida de realidad que se da en el texto como la pintura flamenca:el gusto por el menudo.
Demos un salto de 50años:Lazarillo de Tormes
Cosas tan señaladas pero nunca vistas o lidas...dice el prologo
Dica aun el prologo : Confesando yo no ser mas santo que mis vecinos, mi mujer es tan honrada como hay dentro de Toledo...Desta nonada ...este grosero estilo con que escribo.Estilo es el conjunto de personajes, lengua,temas y actitud.Grosero estilo y no puede ser de otra forma pues Lazarillo está en el último escalón de la sociedad...
Jarro por ejemplo es una palabra proibida y Lazarillo lo dice aun que lo proiba Pinciano. Como Libertad tambien ,que sugiere libertinage...
Tener noticias de Lazaro era también un absurdo...Como tener noticia de Lazaro?Un Nada de Toledo?
A Cervantes :
Desde el punto de vista de la concatenacion narrativa y de la logica argumental,El Quijote es puro disparate.Pero el ambiente es maravillosamente exacto .Desde las primeras lineas hasta las ultimas, con el testamento dictado de su cama, toda responde a la realidad perfectible a la experiencia, y el elogio que hace al Tirant Blanc(aqui los caballeros comem , y duermen, y mueren en su cama).Cervantes es el mas consciente, el mas apegado a las reglas de la teoria clasica. Las tiene presente Aun que sea a encontrar salida a los callejones sin salida:..Como dice en el prologo del quijote:De loslibros de cavalleria nunca se acordó aristeteles, ni dijo nada San Basilio ni se alcanzó Cicero:para el genero de la novela no hay teoria. La novedad del Quijote es crear una poetica y en una cierta medida compatible con la antigua para un genero que no existe...Escribe con las regals antiguas para un arte nuevo. La verisimilitud y la imitacion en quines consiste la perfeccion de lo que se escribe. El arte de perfeccionar la naturaleza .... en Cervantes los personajes aun que sean inverosimiles, que sean verdaderos.Hay que poetizar.Que es mas verdadero:la poesia o la historia???La poesia es mas verdadera porque cuenta como deberia ser.El genero novelesco es un intento de hacer poesia y historia una sola cosa.El problema central, el desarollo argumental no es mas que el enfrentamiento de la poesia y historia segun los moldes de la poetica clasicista.
Compilaçao de conferência de Pacco Rico en la Fundacion Juan March 1998??
Aqui, lo primero que hay que sacar es la Comedia de Calixto y Melibea y posteriormente la Tragédia de Calixto y Melibea, llamado despues de La Celestina.
Jamás en un texto anterior la realidad cuotidiana se filtre mas amplia y mas totalmente.
Fernando Rojas a lo mejor deseaba una condena a los locos enamorados que los romanticos tomaran de forma distinta. La supresion de las categorias socioliterárias que son la negación de la poética clasica. Ellos no poden ser personajes trágicos. Eso va contra el orden de la naturaleza, va contra la poesia....Las rameras, los matones, las empleadas..no pueden sentir como tal.L Celestina no describe pues es una obra dialogada. La Celestina no era una novela. Es una comedia de la espécie que se llamaba humanistica , escrita en latin, escrita como teatro. pero no era novela...ahora es una novela. La Celestina era una obra de teatro hastaporque en los 1400 no habia la novella. En La Celestina aparece toda la realidad mas trivial en la España de los Reyes Católicos. Sabemos como van vestidos no porque se los describa mas porque sabemos que juegan.Comparece en la Celestina toda la Ciudad.La plaza del Vicario Gordo sera Toledo, Sevilla...Ahi estan las taneias, los curtidores,el mal aliento, los cemeterios que visitan las hechiceras, la Plazadel mercado, los monasterios, las calles con los galanes..cada lugar entra en la vida del personage...eta narrativizado no porque se describe. Eso no puede ser artificial...Rojas apura la medida de realidad que se da en el texto como la pintura flamenca:el gusto por el menudo.
Demos un salto de 50años:Lazarillo de Tormes
Cosas tan señaladas pero nunca vistas o lidas...dice el prologo
Dica aun el prologo : Confesando yo no ser mas santo que mis vecinos, mi mujer es tan honrada como hay dentro de Toledo...Desta nonada ...este grosero estilo con que escribo.Estilo es el conjunto de personajes, lengua,temas y actitud.Grosero estilo y no puede ser de otra forma pues Lazarillo está en el último escalón de la sociedad...
Jarro por ejemplo es una palabra proibida y Lazarillo lo dice aun que lo proiba Pinciano. Como Libertad tambien ,que sugiere libertinage...
Tener noticias de Lazaro era también un absurdo...Como tener noticia de Lazaro?Un Nada de Toledo?
A Cervantes :
Desde el punto de vista de la concatenacion narrativa y de la logica argumental,El Quijote es puro disparate.Pero el ambiente es maravillosamente exacto .Desde las primeras lineas hasta las ultimas, con el testamento dictado de su cama, toda responde a la realidad perfectible a la experiencia, y el elogio que hace al Tirant Blanc(aqui los caballeros comem , y duermen, y mueren en su cama).Cervantes es el mas consciente, el mas apegado a las reglas de la teoria clasica. Las tiene presente Aun que sea a encontrar salida a los callejones sin salida:..Como dice en el prologo del quijote:De loslibros de cavalleria nunca se acordó aristeteles, ni dijo nada San Basilio ni se alcanzó Cicero:para el genero de la novela no hay teoria. La novedad del Quijote es crear una poetica y en una cierta medida compatible con la antigua para un genero que no existe...Escribe con las regals antiguas para un arte nuevo. La verisimilitud y la imitacion en quines consiste la perfeccion de lo que se escribe. El arte de perfeccionar la naturaleza .... en Cervantes los personajes aun que sean inverosimiles, que sean verdaderos.Hay que poetizar.Que es mas verdadero:la poesia o la historia???La poesia es mas verdadera porque cuenta como deberia ser.El genero novelesco es un intento de hacer poesia y historia una sola cosa.El problema central, el desarollo argumental no es mas que el enfrentamiento de la poesia y historia segun los moldes de la poetica clasicista.
Compilaçao de conferência de Pacco Rico en la Fundacion Juan March 1998??
La Celestina, Lazarillo y Don Quijote Parte I
Hay que callar aquello que,dice ,exponiendolo ensuciaria la escritura. Y esto, que es un programa literario marco toda la practica linguistica ya desde el tiempo de Bembo La tirania que se exerció en Italia con excepción de la novela española. Eso no quiere decir que esa regla na haya sido obedecida la regla entoda España.Es así en Quijote y no es asi en la Celestina..
Los personajes de Racine por exemplo, viven en el mas estricto aislamento del mundo exterior...y mucho menos el mundo exterior de rango inferior.
Decia Victor Hugo que nadie ha jamas escuchado un rey preguntar "quelle heure est il?"
Las cosas triviales no se dicen...todavia se cuenta como anedocta y cambiado de sentido que el Emabajador de España que interrumpe alguien que hace referencia a las piernas de la reina de España y dice:"Perdon, señor, la reina de España no tiene piernas"
Dios le libre a Gongora de hablar de cosas bajas con sus palabras
La literatura a la antigua y la moderna, lo que les hace distinto la poesia y la novela, es que la poesia antigua proíbe de se decir la realidad cuotidiana.Es logico que sea asì. Si es ficcion, no tratemos de la realidad. Si huimos del mundo, huiamos,pues!!!
En España no se ha conocido una literatura que es un poco similar a la de Inglaterra..no hubo nunca los ideales clasicistas como Italia y Francia.
El nucleo de las escuelas creadas por los Reyes católicos era el aprendizaje de latin. Enseñar Latin es enseñar un tesaurus...Eso equivale decir que una proporción considerable de la poblacion aprendió latin y los rudimentos de la enseñanza clasica. A eso corespondió por exemplo a un ascenso del funcionario publico, burocratas. Pero no toda la enseñanza fue de lo mismo nivel y muchos aprenderan en centros de enseñañzas (cuatro mil centros de enseñañza en torno al año 1600)con profesores mal preparados tambien por Universidades de mala calidad.
El cura de Don Quijote era licenciado por la pequeña Universidad de Siguenza, por ejemplo.
(Paco Ricco)
Los personajes de Racine por exemplo, viven en el mas estricto aislamento del mundo exterior...y mucho menos el mundo exterior de rango inferior.
Decia Victor Hugo que nadie ha jamas escuchado un rey preguntar "quelle heure est il?"
Las cosas triviales no se dicen...todavia se cuenta como anedocta y cambiado de sentido que el Emabajador de España que interrumpe alguien que hace referencia a las piernas de la reina de España y dice:"Perdon, señor, la reina de España no tiene piernas"
Dios le libre a Gongora de hablar de cosas bajas con sus palabras
La literatura a la antigua y la moderna, lo que les hace distinto la poesia y la novela, es que la poesia antigua proíbe de se decir la realidad cuotidiana.Es logico que sea asì. Si es ficcion, no tratemos de la realidad. Si huimos del mundo, huiamos,pues!!!
En España no se ha conocido una literatura que es un poco similar a la de Inglaterra..no hubo nunca los ideales clasicistas como Italia y Francia.
El nucleo de las escuelas creadas por los Reyes católicos era el aprendizaje de latin. Enseñar Latin es enseñar un tesaurus...Eso equivale decir que una proporción considerable de la poblacion aprendió latin y los rudimentos de la enseñanza clasica. A eso corespondió por exemplo a un ascenso del funcionario publico, burocratas. Pero no toda la enseñanza fue de lo mismo nivel y muchos aprenderan en centros de enseñañzas (cuatro mil centros de enseñañza en torno al año 1600)con profesores mal preparados tambien por Universidades de mala calidad.
El cura de Don Quijote era licenciado por la pequeña Universidad de Siguenza, por ejemplo.
(Paco Ricco)
La imitación
La imitación a principio no es de la naturaleza de la realidad sino de un ideal que combina todos los ideales de la naturaleza para alzarse a un ideal para lo cual no hay paragón.
No es bastante mostrr la naturaleza..el artista debe escoger lo que es bello y distinguirlo de lo que no és.
Esta negacion tiene que ver con la novela realista
No es bastante mostrr la naturaleza..el artista debe escoger lo que es bello y distinguirlo de lo que no és.
Esta negacion tiene que ver con la novela realista
Bola de Nieve: minha paixao!
Jotabê Medeiros - O Estado de S. Paulo
Gostava de beijar os homens no rosto, como faziam os argentinos e os franceses, mas não os cubanos. O poeta Nicolas Guillén o advertia: "Bola, você é o único homem que deixo me beijar, mas não passe daqui, ok?", dizia, apontando o canto da boca.
Quem É Bola de Nieve: pianista, cantor e compositor cubano, Ignácio Jacinto Villa Fernandez (1911-1971), pianista, cantor e compositor, foi o maior nome da música cubana, sucesso no México, Madri, Buenos Aires, Lima, Paris
Bola de Nieve era divertido, escrachado, intelectual, paquerador, debochado, contido. Herói de dois mundos, bon vivant dos salões e comunista de primeira hora na Cuba de Fidel (sua mãe era grande simpatizante do regime, e costumava juntar revolucionários em sua casa em Guanabacoa para "muita cachaça, feijoada, tambores e poesia"), o mais celebrado pianista e cantor da Ilha viveu as honras e as contradições dessa condição.
"Uma vez perguntei a ele se gostava dos comunistas. Ele me sussurrou que sim, gostava, mas que eles eram muito sisudos e sem senso de humor." Recostado no balcão do clube de jazz Bourbon Street, em São Paulo, uma taça de Malbec na mão, um charuto apagado na outra, o divertido biógrafo e poeta cubano Félix Contreras, de 70 anos, imita a desmunhecada e a risada característica de Bola de Nieve, de quem foi amigo.
Contreras biografou Bola de Nieve para a editora Cosac Naify, que deve lançá-lo no início do ano. Bola do Mundo, o volume que produziu, investiga a vida de Bola de Nieve desde a infância em Guanabacoa, gênio vindo de família modesta (teve três irmãos, dos quais ainda estão vivos Tomás e Raquel, a mais jovem, que cedeu farto material para a biografia inédita).
"O povo cubano, muito machista, muito antes ainda de 1959, falava: "Esse artista negro, e bicha, tem que ser muito bom pela fama que tem lá fora"", teatraliza Contreras. "Ainda na década do 70, em Cuba, durante a absurda e triste etapa do stalinismo na direção da cultura, ele sofreu marginalização. Mas fazia a mala e ficava longo tempo no México, onde era, sem dúvida, um rei."
Essa fase da vida de Bola de Nieve no México é nebulosa. Contreras testemunhou a saga de Bola pelos clubes - esteve com o músico lá até uma semana antes de sua morte, em 2 de outubro de 1971. O pianista preparava-se para descumprir uma ordem médica e viajar até Lima, Peru - tinha sido proibido de viajar pelo cardiologista que o atendeu após um enfarte, um mês antes.
"Meu livro quer ser um olhar feérico, redondo, que junta biografia, ensaio e investigação, porque sobre o Bola havia muito desconhecimento, sobretudo acerca do México e de sua cidade, Guanabacoa. Não se pode falar em Bola sem falar em Guanabacoa, sua cultura negra, tradições, a influência da família". Raquel, a irmã, vendeu seus objetos mais cobiçados, como o piano e a coleção de pintura dos anos 1920.
Para Félix, autor de livros importantes (como La Música Cubana, Una Cuestión Personal, Porque Tienen Filin e Eu Conheci Benny Moré, este último lançado no Brasil pela Hedra), Bola de Nieve inicia uma nova tradição musical cubana, "uma maneira muito singular de expressar-se cantando e tocando ao mesmo tempo o piano". Mas o escritor discorda da ideia de que Bola tivesse qualquer grau de rusticidade. "Independente do vocal, ele se distinguia pelo domínio do teclado, com uma qualidade de mestre, pois recebeu uma formação muita boa nas aulas eruditas de Havana e Guanabacoa", afirma. "O curioso é que ele não queria permanecer como cantor, tinha a pretensão de sobressair na execução do piano, como Ernesto Lecuona e José Echaniz."
Bola era pianista de Rita Montaner. Quando a cantora adoeceu, em turnê pelo México, o dono do teatro, desesperado, "empurrou" Bola ao palco. "Daí pra frente, ele se tornou idolatrado. Quando atuava no famoso Restaurante Cardini, só uma cadeira para jantar e ouvir Bola custava algo em torno de US$ 100."
Fonte Estadao
Gostava de beijar os homens no rosto, como faziam os argentinos e os franceses, mas não os cubanos. O poeta Nicolas Guillén o advertia: "Bola, você é o único homem que deixo me beijar, mas não passe daqui, ok?", dizia, apontando o canto da boca.
Quem É Bola de Nieve: pianista, cantor e compositor cubano, Ignácio Jacinto Villa Fernandez (1911-1971), pianista, cantor e compositor, foi o maior nome da música cubana, sucesso no México, Madri, Buenos Aires, Lima, Paris
Bola de Nieve era divertido, escrachado, intelectual, paquerador, debochado, contido. Herói de dois mundos, bon vivant dos salões e comunista de primeira hora na Cuba de Fidel (sua mãe era grande simpatizante do regime, e costumava juntar revolucionários em sua casa em Guanabacoa para "muita cachaça, feijoada, tambores e poesia"), o mais celebrado pianista e cantor da Ilha viveu as honras e as contradições dessa condição.
"Uma vez perguntei a ele se gostava dos comunistas. Ele me sussurrou que sim, gostava, mas que eles eram muito sisudos e sem senso de humor." Recostado no balcão do clube de jazz Bourbon Street, em São Paulo, uma taça de Malbec na mão, um charuto apagado na outra, o divertido biógrafo e poeta cubano Félix Contreras, de 70 anos, imita a desmunhecada e a risada característica de Bola de Nieve, de quem foi amigo.
Contreras biografou Bola de Nieve para a editora Cosac Naify, que deve lançá-lo no início do ano. Bola do Mundo, o volume que produziu, investiga a vida de Bola de Nieve desde a infância em Guanabacoa, gênio vindo de família modesta (teve três irmãos, dos quais ainda estão vivos Tomás e Raquel, a mais jovem, que cedeu farto material para a biografia inédita).
"O povo cubano, muito machista, muito antes ainda de 1959, falava: "Esse artista negro, e bicha, tem que ser muito bom pela fama que tem lá fora"", teatraliza Contreras. "Ainda na década do 70, em Cuba, durante a absurda e triste etapa do stalinismo na direção da cultura, ele sofreu marginalização. Mas fazia a mala e ficava longo tempo no México, onde era, sem dúvida, um rei."
Essa fase da vida de Bola de Nieve no México é nebulosa. Contreras testemunhou a saga de Bola pelos clubes - esteve com o músico lá até uma semana antes de sua morte, em 2 de outubro de 1971. O pianista preparava-se para descumprir uma ordem médica e viajar até Lima, Peru - tinha sido proibido de viajar pelo cardiologista que o atendeu após um enfarte, um mês antes.
"Meu livro quer ser um olhar feérico, redondo, que junta biografia, ensaio e investigação, porque sobre o Bola havia muito desconhecimento, sobretudo acerca do México e de sua cidade, Guanabacoa. Não se pode falar em Bola sem falar em Guanabacoa, sua cultura negra, tradições, a influência da família". Raquel, a irmã, vendeu seus objetos mais cobiçados, como o piano e a coleção de pintura dos anos 1920.
Para Félix, autor de livros importantes (como La Música Cubana, Una Cuestión Personal, Porque Tienen Filin e Eu Conheci Benny Moré, este último lançado no Brasil pela Hedra), Bola de Nieve inicia uma nova tradição musical cubana, "uma maneira muito singular de expressar-se cantando e tocando ao mesmo tempo o piano". Mas o escritor discorda da ideia de que Bola tivesse qualquer grau de rusticidade. "Independente do vocal, ele se distinguia pelo domínio do teclado, com uma qualidade de mestre, pois recebeu uma formação muita boa nas aulas eruditas de Havana e Guanabacoa", afirma. "O curioso é que ele não queria permanecer como cantor, tinha a pretensão de sobressair na execução do piano, como Ernesto Lecuona e José Echaniz."
Bola era pianista de Rita Montaner. Quando a cantora adoeceu, em turnê pelo México, o dono do teatro, desesperado, "empurrou" Bola ao palco. "Daí pra frente, ele se tornou idolatrado. Quando atuava no famoso Restaurante Cardini, só uma cadeira para jantar e ouvir Bola custava algo em torno de US$ 100."
Fonte Estadao
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