Porque Blancanieves es una panoplia de riesgos: silente, en blanco y negro, desarrollada a finales de los años veinte en España, en un mundo de matadores, flamenco y enanos toreros. “Nunca he sido aficionado a los toros”, confiesa su director, “pero poco a poco fui encajando las ideas: Blancanieves debía ser en blanco y negro y muda, y si la hacía así, tenía que transcurrir en los años veinte [la época gloriosa del cine mudo]; y si era en España, el auténtico mundo de la realeza era el de los toros, con sus reyes matadores, su corte cuadrilla, su cortijo castillo de cuento… Además tenía en la cabeza las fotos de España oculta, de Cristina García Rodero, con esa España profunda y visceral, con sus enanos toreros… Y todo eso me llevó al flamenco. El padre de Blancanieves es un torero de ficción inspirado en Belmonte. En la película hay secuencias de toros, pero no es un filme taurino. No soy taurino. Tampoco mi padre me llevó a los toros de niño. Sí es cierto que mi padre veía las corridas por televisión y que yo vi muchas de pequeño con él, en aquel blanco y negro televisivo. Siempre he pensado que los toros son muy cinematográficos. Tienen movimiento y conflicto. Ceremonia narrativa”. Y de flamenco, ¿cómo andamos? “Tampoco soy flamenquito. Aunque hay algo en los sentimientos que transmite el flamenco que no se da en ningún otro tipo de música: su ritmo, su guitarra, sus palmas tribales… lo hacen único e identificable”. Más aún: Berger ha compuesto la letra del tanguillo que se escucha en la película y que con su voz especial desgarra Sílvia Pérez Cruz.
sábado, 1 de septiembre de 2012
Blancanieves de Pablo Berger
Porque Blancanieves es una panoplia de riesgos: silente, en blanco y negro, desarrollada a finales de los años veinte en España, en un mundo de matadores, flamenco y enanos toreros. “Nunca he sido aficionado a los toros”, confiesa su director, “pero poco a poco fui encajando las ideas: Blancanieves debía ser en blanco y negro y muda, y si la hacía así, tenía que transcurrir en los años veinte [la época gloriosa del cine mudo]; y si era en España, el auténtico mundo de la realeza era el de los toros, con sus reyes matadores, su corte cuadrilla, su cortijo castillo de cuento… Además tenía en la cabeza las fotos de España oculta, de Cristina García Rodero, con esa España profunda y visceral, con sus enanos toreros… Y todo eso me llevó al flamenco. El padre de Blancanieves es un torero de ficción inspirado en Belmonte. En la película hay secuencias de toros, pero no es un filme taurino. No soy taurino. Tampoco mi padre me llevó a los toros de niño. Sí es cierto que mi padre veía las corridas por televisión y que yo vi muchas de pequeño con él, en aquel blanco y negro televisivo. Siempre he pensado que los toros son muy cinematográficos. Tienen movimiento y conflicto. Ceremonia narrativa”. Y de flamenco, ¿cómo andamos? “Tampoco soy flamenquito. Aunque hay algo en los sentimientos que transmite el flamenco que no se da en ningún otro tipo de música: su ritmo, su guitarra, sus palmas tribales… lo hacen único e identificable”. Más aún: Berger ha compuesto la letra del tanguillo que se escucha en la película y que con su voz especial desgarra Sílvia Pérez Cruz.
Su protagonista es racial, es gótica y es a la vez Carmen como la de la ópera de Georges Bizet.
viernes, 31 de agosto de 2012
jueves, 30 de agosto de 2012
lunes, 27 de agosto de 2012
De Vargas Llosa
Ao analisar a popularidade que Assange ganhou depois de divulgar milhares de
documentos secretos dos Estados Unidos, o escritor disse que seus partidários
deveriam lembrar que a outra face da liberdade é a legalidade e que, sem esta, a
primeira desaparece logo ou com o tempo.
"A liberdade não é nem pode ser a anarquia, e o direito à informação não pode significar que em um país desapareçam o privado e a confidencialidade e todas as atividades de uma administração devem ser imediatamente públicas e transparentes", acrescentou.
Segundo o consagrado autor, "nas atuais circunstâncias não há razão alguma para considerar Julian Assange um messias da liberdade de expressão, mas sim um oportunista que, graças a seu bom faro, senso de oportunidade e habilidades na informática, montou uma operação escandalosa que lhe deu fama internacional e a falsa sensação de que era todo-poderoso, invulnerável e poderia permitir-se todos os excessos".
Vargas Llosa afirma que Assange se equivocou e "não é impossível que se lhe lembre sobretudo pela involuntária ajuda que prestou, pensando atuar a favor da liberdade, a seus inimigos mais ferrenhos
Fonte Estadao
"A liberdade não é nem pode ser a anarquia, e o direito à informação não pode significar que em um país desapareçam o privado e a confidencialidade e todas as atividades de uma administração devem ser imediatamente públicas e transparentes", acrescentou.
Segundo o consagrado autor, "nas atuais circunstâncias não há razão alguma para considerar Julian Assange um messias da liberdade de expressão, mas sim um oportunista que, graças a seu bom faro, senso de oportunidade e habilidades na informática, montou uma operação escandalosa que lhe deu fama internacional e a falsa sensação de que era todo-poderoso, invulnerável e poderia permitir-se todos os excessos".
Vargas Llosa afirma que Assange se equivocou e "não é impossível que se lhe lembre sobretudo pela involuntária ajuda que prestou, pensando atuar a favor da liberdade, a seus inimigos mais ferrenhos
Fonte Estadao
Passado e Futuro
Quando sentimos nostalgia pelo que já foi, é sempre bom prestarmos atenção no fatalismo melancólico que nos faz querer trocar o futuro incerto que exige nossa participação, por um doce passado diante do qual já não temos nada a fazer.(Maria Rita Khel)
domingo, 26 de agosto de 2012
FRANK SINATRA ★ FLY ME TO THE MOON ★ Live 1969
Frank Sinatra canta em homenagem aos astronautas americanos quando os mesmos pousaram na Lua.
Jovem de 15 anos revoluciona o combate ao cancer de pancreas
"O projeto estava tão bem elaborado, tão bem escrito e representava uma ideia tão inovadora,que foi impossível recusá-lo", diz Maitra. "Jack é um rapaz brilhante." E esforçado. Na segunda metade de 2011, Jack começou o trabalho que duraria sete meses. O médico conta que o garoto aparecia no laboratório todos os dias, após a escola — uma viagem de 70 quilômetros. "Vinha até nos feriados e por vezes saía tarde da noite do laboratório."
Jack Andraka é um garoto americano de 15 anos que adora o seriado de TV Glee. Filho de pai polonês e mãe inglesa, mora com a família em Maryland, na vizinhança da capital Washington, onde cursa o primeiro ano do High School (equivalente ao segundo grau no Brasil) no North County High School, um cólegio normal. Gosta de remar em seu caiaque e fazer origamis. A princípio, não há nada que o destaque dos demais rapazes de sua idade. Jack, porém, é um gênio. No dia 18 de maio, venceu a Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel, a maior do mundo para pré-universitários. Levou 100.000 dólares para casa, 75.000 pelo prêmio principal, 25.000 em prêmios especiais. Seu feito: desenvolver um teste simples e barato para fazer o diagnóstico precoce de três tipos de câncer, incluido o do pâncreas, um dos mais letais. O custo é de três centavos de dólar e o resultado é obtido em menos de cinco minutos. Segundo o site da Intel, o teste que Jack criou é 28 vezes mais barato e 100 vezes mais sensível do que o conjunto de técnicas atualmente utilizado para o diagnóstico. A comparação com o teste ELISA, o mais difundido método de detecção atual, é ainda mais impactante: o método de Jack se mostra 26.667 vezes mais barato e 400 vezes mais sensível.
Jack é persistente. Depois que o tio morreu de câncer do pâncreas, passou meses pensando em formas de atacar a doença. Cerca de 95% dos pacientes morrem em até cinco anos se o tumor no pâncreas não é descoberto cedo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos são registrados quase 145.000 novos casos de câncer de pâncreas e cerca de 139.000 mortes. Steve Jobs, cofundador da Apple, foi uma das vítimas da doença. Jack teve seu momento eureka durante uma aula de biologia em 2011. Andraka já havia estudado os nanotubos de carbono, estruturas artificiais com a espessura de um átomo hoje usadas na indústria farmacêutica, e marcadores biológicos, substâncias presentes no organismo que podem indicar a existência de uma doença. Ele juntou as duas coisas e começou a projetar um teste que usasse os nanotubos para detectar o marcardor biológico do câncer de pâncreas, com o objetivo de fazer isso de forma mais simples e mais barata que o teste ELISA.
"O que fiz foi criar um sensor de papel: um nanotubo de carbono de parede simples combinado com anticorpos e um marcador biológico do câncer chamado mesotelina. Os anticorpos são moléculas que se grudam em outras moléculas específicas. Meu sensor, em um estudo cego, fez o diagnóstico certo do câncer de pâncreas em 100% dos casos. Ele pode diagnosticar o câncer antes que ele se torne invasivo." Uma gota de sangue basta para fazer o teste.
Para validar sua ideia, Jack escreveu um projeto de pesquisa prevendo os materiais necessários, o tempo de utilização do laboratório, o custo e os resultados almejados. Enviou o projeto por e-mail para 200 profissionais nos Estados Unidos. Recebeu 197 'nãos'. Duas respostas nunca chegaram. "Quando estava prestes a desistir, recebi a última resposta", diz Jack em entrevista ao site de VEJA.
A resposta positiva veio do laboratório do médico Anirban Maitra, especialista em câncer do pâncreas. Maitra trabalha há 12 anos na respeitada Universidade John Hopkins, que tem uma das melhores faculdades de medicina do mundo e investe alto no tratamento do câncer. "O projeto estava tão bem elaborado, tão bem escrito e representava uma ideia tão inovadora, que foi impossível recusá-lo", diz Maitra. "Jack é um rapaz brilhante." E esforçado. Na segunda metade de 2011, Jack começou o trabalho que duraria sete meses. O médico conta que o garoto aparecia no laboratório todos os dias, após a escola — uma viagem de 70 quilômetros. "Vinha até nos feriados e por vezes saía tarde da noite do laboratório."
Celeiros de gênios
O surgimento de tantos jovens talentos científicos nos Estados Unidos não é obra do acaso. Diversas organizações estimulam e financiam premiações como a Feira de Ciências da Intel, que este ano distribuiu milhares de dólares em prêmios.
A competição entre jovens gênios também é levada a sério na Olimpíada da Matemática (USAMO - United States of America Mathematical Olympiad), competição entre estudantes do High School que é realizada há seis décadas.
De olho em futuros talentos para suas diversas missões espaciais, a NASA promove o Projeto Aliança Robótica. Os vencedores das diversas competição são observados de perto pela agência, que seleciona os melhores projetos, que, muitas vezes, resultam em missões bem sucedidas.
Nada sou - Fernando Pessoa
Nada sou, nada posso, nada sigo.
Trago, por ilusão, meu ser comigo.
Não compreendo compreender, nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei.
Fora disto, que é nada, sob o azul
Do lato céu um vento vão do sul
Acorda-me e estremece no verdor.
Ter razão, ter vitória, ter amor
Murcharam na haste morta da ilusão.
Sonhar é nada e não saber é vão.
Dorme na sombra, incerto coração.
PS: Caso acreditemos no que nos diz António Cícero, ao mergulharmos na leitua deste poema damo-nos conta de que o tema do mesmo é uma questao central para o pensamento judaico cristao, aquela que inscreveu o tempo numa perspectica onde ao final (éschaton) realiza-se aquilo que fora anunciado ao princípio.
Nada sou, nada sei, nada sigo.
(...) nem sei
Se hei de ser, sendo nada, o que serei
Ora,apesar de negar tres vezes "nada sou, nada posso,nada sigo" o sujeito poético tenta afirmar-se:" Trago, por ilusão, meu ser comigo."
O lugar que o sujeito poético ocupa é feito de nagativas . Nega tres vezes (Nada sou, nada sei,nada sigo) e o que parece afirmar - Ter razao, ter vitoria,ter amor - será tambem transformado em negativa posto que "murcham na haste morta da ilusao". Neste sentido, atraves das negativas em duplicidade o sujeito poetico se constrói e afirma (-se): aa semelhanca daquele que também negado tres vezes e foi "il principio e il senso di tutto ciò che esiste"- Deus.O sujeito poético ao utilizar a negativa em duplicidade torna-se afirmativo(pensamento lógico) construindo a sua imagem a semelhanca de jesus que guarda semelhança com Deus ecom o homem.O tema do duplo, alias, ja desde o inicio do poema fora sucitado :" Trago, por ilusão, meu ser comigo"
O pensamento platonico, também aqui inscrito , ajuda-nos a compreender que, na busca da verdade de si mesmo o poeta sonha, procurando na sombra a sua verdade (Nada sou/ sonhar é nada). Contudo, apesar de carregar consigo a ilusao de ser a fim de dar sentido a propria vida, refere a posicao tragica e admite que esta ilusao possa ser (des)feita pelo sopro divinoo vento vao do sul acorda-me/sonhar é nada. . Como num jogo dialético o sujeito poético coloca-se afinal na posiçao de Criador e buscardar ele próprio este sentido através do sonho, da ilusao, quando afirma de forma Imperativa:
Dorme na sombra, incerto coraçao
Blink to the Moon - Blink to Neil Armstrong
The Wall Street Journal
A família de Neil Armstrong distribuiu ontem esta nota:
"Compartilhamos a notícia do falecimento de Neil Armstrong devido a complicações surgidas após procedimentos cirúrgicos cárdiovasculares. Ele estava com 82 anos.
Neil foi nosso amado marido, pai, avô, irmão e amigo.
Ele também foi um herói relutante, pois sempre acreditou que não fizera nada mais que seu trabalho. Serviu à Nação com orgulho, como piloto da Marinha, piloto de testes e astronauta.
Foi também um comerciante de sucesso em seu Ohio natal e tornou-se um líder comunitário em Cincinatti.
Nunca deixou de ser um advogado entusiasmado da aviação e da exploração espacial e nunca perdeu seu entusiasmo de menino por essas atividades.
Prezava muito sua privacidade, mas sempre apreciou as demonstrações de boa vontade e simpatia que recebia.
Sofremos com sua perda, mas celebramos também sua vida extraordinária e esperamos que ela sirva de exemplo para os jovens de todo o mundo, que nunca deixem de perseguir seu sonho, prontos a explorar e vencer limites e a altruisticamente servir a uma causa maior que eles mesmos.
Para os que perguntam como podem honrar Neil, temos um pedido muito simples. Homenageiem seu exemplo, realizações e modéstia deste modo: na próxima vez que forem dar uma volta em uma noite clara, ao ver a Lua sorrindo para vocês, pensem em Neil Armstrong e pisquem o olho para ele”.
A família de Neil Armstrong distribuiu ontem esta nota:
"Compartilhamos a notícia do falecimento de Neil Armstrong devido a complicações surgidas após procedimentos cirúrgicos cárdiovasculares. Ele estava com 82 anos.
Neil foi nosso amado marido, pai, avô, irmão e amigo.
Ele também foi um herói relutante, pois sempre acreditou que não fizera nada mais que seu trabalho. Serviu à Nação com orgulho, como piloto da Marinha, piloto de testes e astronauta.
Foi também um comerciante de sucesso em seu Ohio natal e tornou-se um líder comunitário em Cincinatti.
Nunca deixou de ser um advogado entusiasmado da aviação e da exploração espacial e nunca perdeu seu entusiasmo de menino por essas atividades.
Prezava muito sua privacidade, mas sempre apreciou as demonstrações de boa vontade e simpatia que recebia.
Sofremos com sua perda, mas celebramos também sua vida extraordinária e esperamos que ela sirva de exemplo para os jovens de todo o mundo, que nunca deixem de perseguir seu sonho, prontos a explorar e vencer limites e a altruisticamente servir a uma causa maior que eles mesmos.
Para os que perguntam como podem honrar Neil, temos um pedido muito simples. Homenageiem seu exemplo, realizações e modéstia deste modo: na próxima vez que forem dar uma volta em uma noite clara, ao ver a Lua sorrindo para vocês, pensem em Neil Armstrong e pisquem o olho para ele”.
Suscribirse a:
Entradas (Atom)







