sábado, 4 de diciembre de 2010

De homens e de HOMENS...

Acabo de chegar a Portugal e recebo uma mensagem, morreu Ernâni Lopes.

Não o conheci como Ministro das Finanças, como professor ou como embaixador.

Foi numa reunião - onde estava também o Henrique - que juntou as mais extraordinárias pessoas deste País-, que ele se apresentou - e a razão de ali estar presente - simplesmente como português, e como oficial da Armada na reserva.

Durante alguns meses - a Rita, a Carolina, o Henrique, o Nuno, os Franciscos e eu - convivemos com um Senhor que, com valores que alguns acham do passado, só falava do futuro. Desde esse ano, e já passaram 12, ficou um respeito e uma admiração inigualável, e uma amizade que - para nosso espanto - para ele era natural.

Depois dessa primeira reunião - em que me passou a tratar por Afonso Henriques - fizemos uma campanha inigualável em Portugal. À mesma mesa sentavam-se pessoas tão diferentes como o Alfredo Barroso e o Daniel Proença de Carvalho, o António Barreto e o Victor Cunha Rego, a Maria João Avilez e o Miguel Sousa Tavares; todos ali sentados para uma campanha, unidos por uma ideia comum, e liderados pelo Ernâni Lopes.

Foi assim que o vi, numa reunião em Setúbal, perante uma audiência hostil, a levantar-se e a falar sobre a nossa bandeira, a mesma que ele tinha jurado como oficial. Contra os nossos receios e expectativas, em vez de uma vaia foi alvo de uma ovação - tal a intensidade e segurança dos seus valores.

Enquanto percorremos o País, fomos conhecendo histórias e aventuras passadas, sempre contadas com impressionante precisão - certa vez, não queria contar a famosa conversa com Mário Soares (em que perante a questão de que as medidas de austeridade fariam perder as eleições, respondeu, algo como "perde-se as eleições mas ganha o País") porque não se lembrava do dia exacto!

Foram muitas as conversas, com o tabaco "Royal Yacht" a secar debaixo de um candeiro, em que conhecemos o seu amor e orgulho na sua famíla e nos deslumbrava com a naturalidade e segurança com que - de uma forma politicamente incorrecta - falava da sua Fé e do nosso Portugal.

Quando a campanha acabou, e em que vencemos, começou um problema para Ernâni Lopes: pela primeira vez em Portugal, e devido à sua gestão, acabámos a campanha não só sem dívidas mas com dinheiro a sobrar! Durante algum tempo, o professor não descansou enquanto não resolveu este imprevisto (o que fez editando um livro sobre o assunto). Esta tinha sido, dizia, a sua última acção pública.

Graças a Deus, não foi. Nos últimos anos empenhou-se num estudo que hoje é cada vez mais consensual: o "hiper-cluster" do Mar. Como sempre, entre cronogramas e vectores, com estatísticas e gráficos, estava um pensamento estratégico baseado numa ideia de Portugal.

Idealista e pragmático, é essa a herança que nos deixa: o exemplo da honradez e do patriotismo, e um manual para o que fazer neste País.

Foi este o português que hoje perdemos, é este o legado que nos deixa.

Diogo Afonso Henriques

PS : Reproduzo porque ...impossível nao faze-lo!

via blog 31 da armada

Santo Subito. Joao Paulo II

Que aspectos da vida de João Paulo II lhe deram tal convicção?

Ele viveu a sua vida com muita intensidade, segundo uma medida elevada, sem se poupar, sem ceder a compromissos. Viveu a sua vida sempre olhando em frente. A sua santidade é uma santidade quotidiana, dentro da vida, com a simplicidade que pode ter a vida de um papa, sempre envolta em tantas coisas. A sua santidade é sobretudo parte da sua relação com Deus. Era um homem de Deus, um homem de oração. E esta profundidade da relação com Deus ele soube vivê-la na relação com os homens, com o mundo.

Fonte DN.pt

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viernes, 3 de diciembre de 2010

Cem anos em Cem textos

Isto aqui é MA-RA-VI-LHO-SO

jueves, 2 de diciembre de 2010

Concerto de Fim de Ano . Universidade de Lisboa

Outono dos Livros


Feira de edições na BNP
4 a 11 de Dezembro de 2010 BNP 2ª a 6ª Feira das 10h00 às 19h00 Sábado das 10h00 às 17h00

Grandes livros a pequenos preços. Livros de variados temas de história, literatura, história do livro, da ciência e das artes, e muitos outros, em catálogos e roteiros de exposições, bibliografias, guias e inventários, fac-similes e edições críticas, disponíveis a preços muito reduzidos durante uma semana dedicada à difusão da vasta actividade editorial da BNP.

Uma oportunidade única para adquirir títulos publicados pela BNP até 2007, inclusive, com descontos que chegam a 80% do preço de capa, e qualquer edição posterior com 20% de desconto.

A iniciativa inclui um conjunto de edições da Inapa e da Babel.

De 4 a 11 de Dezembro venha comprar edições da BNP a 1, 3, 5 e 10 Euros.

miércoles, 1 de diciembre de 2010

Autumn dream in Portugal



Outono em Lisboa


O Sertao do Sao Francisco. PETROLINA. Nordeste Brasileiro.

Integração Nacional deve ficar com PSB de Pernambuco

Maria Lima e Gerson Camarotti, O Globo

Para conter um início de rebelião dos seus aliados nordestinos com a ausência, até agora, de um nome da região para o primeiro escalão do governo, a presidente eleita, Dilma Rousseff, definiu [ontem] as cotas de indicações das regiões Norte e Nordeste.

Após muita disputa entre os partidos aliados, Dilma avisou que o Ministério da Integração Nacional irá para o PSB. O nome mais forte é o do ex-prefeito de Petrolina Fernando Bezerra Coelho, apadrinhado do governador Eduardo Campos (PSB-PE).

via blog do Noblat

martes, 30 de noviembre de 2010

A VOZ

Alem da letra e da intrpretacao, a linda VOZ da MARRON.

Força Estranha HD

A vida é amiga!

Ademanes

que hablaban tanto!

Você não sabe

Voce nao sabe ate onde eu chegaria...encontraria uma palavra que nao existe

Não se Esqueça de Mim

Por um momento pensar que voce pensa em mim

lunes, 29 de noviembre de 2010

Júri invoca falta de qualidade dos textos para não atribuir Prémio Leya

O júri do Prémio Leya 2010 decidiu não atribuir a distinção relativa a este ano por considerar que os textos originais apresentados a concurso “se apresentam prejudicados por limitações na composição narrativa e por fragilidades estilísticas”.
No final da reunião que decorreu esta tarde em Alfragide, sede do grupo editorial, o júri considerou ainda que as obras concorrentes “não correspondem à importância e ao prestígio do Prémio Leya no âmbito das literaturas de língua portuguesa”.
Fonte Publico.pt

O fado de António Zambujo


António Zambujo atravessou o oceano algumas vezes, guiado pela música da terra descoberta por Cabral. Numa das últimas viagens, desembarcou em praias brasileiras para firmar parcerias com novos compositores, que registrou no quarto álbum, Guia (MP,B/Universal). Encerrando um pequeno giro por terras brasileiras, o cantor português volta a São Paulo para show único amanhã, no Bourbon Street Music Club, depois de ter se apresentado no Recife e no Rio, na semana passada.

(...)

"Tem uma história engraçada. Os fados tradicionais obedecem uma métrica, têm uma estrutura poética, que podem ser quadras, quintilhas, sextilhas ou decassílabos. Quando li o poema de Vinicius percebi que eram quatro sextilhas, que dava para cantar perfeitamente num fado tradicional", conta o cantor. " Experimentei com Fado Perseguição, que tem várias letras - no fado tradicional a letra é independente da melodia - e gostei. Pedi autorização aos herdeiros de Baden e Vinicius e eles aprovaram."

Fonte Estadao

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