sábado, 15 de enero de 2011
De Cecilia Meireles para Joao de Barros
Lisboa, 8 de Dezembro de 1951.
Querido Poeta e Ilustre Amigo,
Dr. Joao de Barros
Tinha pensado mil coisas para dizer na festa de ôntem e uma das mais agradáveis para mim era recordar a nossa velha amizade.
Nao me foi possível, - e aqui estou pezarosa, sem saber como me compreenderao a ausência, e como me perdoarao o que a mim fêz sofrer mais do que a ninguém.
Mas tenho esperanca no coracao dos poetas, e o seu aquí está, no belo livro que me manda, e que tanto agradeco.
Com o maior carinho,
Cecilia Meireles
Querido Poeta e Ilustre Amigo,
Dr. Joao de Barros
Tinha pensado mil coisas para dizer na festa de ôntem e uma das mais agradáveis para mim era recordar a nossa velha amizade.
Nao me foi possível, - e aqui estou pezarosa, sem saber como me compreenderao a ausência, e como me perdoarao o que a mim fêz sofrer mais do que a ninguém.
Mas tenho esperanca no coracao dos poetas, e o seu aquí está, no belo livro que me manda, e que tanto agradeco.
Com o maior carinho,
Cecilia Meireles
De Cecilia Meirelles para Joao de Barros
Rio, 8 de Outubro de 1946
Joao de Barros: a sua "modesta divagacao" tem a meus olhos um valor único.
Pois, de tantas pessoas simpáticas que se têm aventurado por obra da própria simpatia, a ver c0isas maravilhosas no que escrevo, esta é a primeira vez que alguem descobre, com uma simplicidade de mágico, esse sentimento de heroicidade que, no entanto, sempre se me afigurou a pequena e talvez exclusiva, íntima virtude da minha vida humana e poética.
De modo que, se diante de muitas críticas inteligentes e bondosas, me sinto admirada do que posso parecer, -- e talvez o que seja, também, para surpreza minha -- diante de suas palavras, me sinto como descoberta, e até um pouco assustada -- porque é talvez dos poetas andarem sempre escondidos e em metamorfose, como essas figuras de Picasso, com muitas cabecas e os olhos onde nao podem estar...
Pelo que aí vai dito, peco-lhe que compreenda a especial ternura com que me detive nas suas consideracoes, e o que para mim representa que um Poeta da sua estirpe me dispense mais do que simpatia: essa clarividência que é um transbordamento da sua própria emocao. Nao é verdadeque o mundo precisa cada vez mais de exemplosde tao fraternal tratamento?
O que me entristeceu foi nao o ter podido cumprimentar, quando por aquí passou.
(...)
A Poesia, como quasi sempre, é que ficou frustrada, nos meus planos de oferecer-lhe aquela cordial demonstracao de constante apreco e sincera ternura. Apenas por estas letras -- mas nunca é bem a mesma coisa --lhe envio estas antigas verdades, com muitos e profundos agradecimentos.
Cecília Meireles
Joao de Barros: a sua "modesta divagacao" tem a meus olhos um valor único.
Pois, de tantas pessoas simpáticas que se têm aventurado por obra da própria simpatia, a ver c0isas maravilhosas no que escrevo, esta é a primeira vez que alguem descobre, com uma simplicidade de mágico, esse sentimento de heroicidade que, no entanto, sempre se me afigurou a pequena e talvez exclusiva, íntima virtude da minha vida humana e poética.
De modo que, se diante de muitas críticas inteligentes e bondosas, me sinto admirada do que posso parecer, -- e talvez o que seja, também, para surpreza minha -- diante de suas palavras, me sinto como descoberta, e até um pouco assustada -- porque é talvez dos poetas andarem sempre escondidos e em metamorfose, como essas figuras de Picasso, com muitas cabecas e os olhos onde nao podem estar...
Pelo que aí vai dito, peco-lhe que compreenda a especial ternura com que me detive nas suas consideracoes, e o que para mim representa que um Poeta da sua estirpe me dispense mais do que simpatia: essa clarividência que é um transbordamento da sua própria emocao. Nao é verdadeque o mundo precisa cada vez mais de exemplosde tao fraternal tratamento?
O que me entristeceu foi nao o ter podido cumprimentar, quando por aquí passou.
(...)
A Poesia, como quasi sempre, é que ficou frustrada, nos meus planos de oferecer-lhe aquela cordial demonstracao de constante apreco e sincera ternura. Apenas por estas letras -- mas nunca é bem a mesma coisa --lhe envio estas antigas verdades, com muitos e profundos agradecimentos.
Cecília Meireles
De Ronald de Carvalho para Joao de Barros
Junho de 926
Meu querido Joao de Barros
Esta carta é toda um grande obrigado.
Obrigado pela graca maravilhosa com que o seu estilo envolveu e seduziu a minha poesia.
Obrigado pelo enthusiasmo com que seu coracao de grande portugues bateu ao lado do meu.Obrigado pela forca fervorosa do seu talento, pelo seu talento de poeta extraordinário poz na exaltacao dos meus rythmos de [...] e viagem barbária. Muito obrigado!
Seu artigo,meu querido amigo, é uma luz.
Refrange-se nelle os prismas vivos e multiplos da alma da musica.Raros europeus conseguiram penetrar tao ritmicamente, como voce, na substancia profunda, na estrutura ritmica da psyvhe americana. Por isso, todos que leram o seu artigo, vieram a mim com a boca cheia de louvor. Voce me fez orgulhoso.
Deixo-o por fiador desse pecado subtil deante da Eternidade.
Receba todos os sentimentos de fraterna gratidao. Affectuoso e saudoso seu maior admirador e verdadeiro amigo
Ronald de Carvalho
Meu querido Joao de Barros
Esta carta é toda um grande obrigado.
Obrigado pela graca maravilhosa com que o seu estilo envolveu e seduziu a minha poesia.
Obrigado pelo enthusiasmo com que seu coracao de grande portugues bateu ao lado do meu.Obrigado pela forca fervorosa do seu talento, pelo seu talento de poeta extraordinário poz na exaltacao dos meus rythmos de [...] e viagem barbária. Muito obrigado!
Seu artigo,meu querido amigo, é uma luz.
Refrange-se nelle os prismas vivos e multiplos da alma da musica.Raros europeus conseguiram penetrar tao ritmicamente, como voce, na substancia profunda, na estrutura ritmica da psyvhe americana. Por isso, todos que leram o seu artigo, vieram a mim com a boca cheia de louvor. Voce me fez orgulhoso.
Deixo-o por fiador desse pecado subtil deante da Eternidade.
Receba todos os sentimentos de fraterna gratidao. Affectuoso e saudoso seu maior admirador e verdadeiro amigo
Ronald de Carvalho
De Luis Fernando da Camara Cascudo para Joao de Barros.
XXII-IX-MCMXXIII
Em Natal
Exmo. Joao de Barros
Muito saudar
O senhor e o meu saudoso Joao do Rio tem feito muito mais pela aproximacao de Portugal-Brasil ...É por que um país so se revela e une a outro pelo espírito. D´elle dependem o sucesso diplomático, o cambio dos negócio (sic), a cortesia social.
(...)
O senhor é em Portugal um exemplo de espirito portugues. Mesmo de monoculo, de andar airoso, de viagem, de vinte séculos de civilizacao, eu estou vendo em cada verso seu, o velho gesto de Portugal marítimo e guerrilhador, o som e a voz que rugiu em Aljubarrota e foi a India. Sua luva nao disfarca a mao que se agitou no ar em Alcacer-Kibir, disendo(sic) pelo gesto a necessidade de morte vagarosa...Que symbolo!...
Morrer devagar, e quando Portugal tiver morrido é por que o derradeiro homem falleceu, e elle nao tem aso de crear novos mundos em terras várias.
E la me fui, gravador, ensinando padre nosso da Patria a um professor de civismo.
Todo este arranque escripto quer dizer, meu illustre Poeta, a minha admiracao e fragil auxilio no pequeno jornal que dirijo, no fundo de uma Provincia brasileira- ao seu trabalho corajoso e sereno entre nós e para nós, brasileiros e portugueses.
Em breve conto mandar lhe novos livros meus ora no prelo. O que tenho publicado, esgotou-se.
Pode contar em sua lusida e bella [...] o meu esforco diminuto e sincero.
Creia na estima e admiracao de
Luis da Camara Cascudo
Em Natal
Exmo. Joao de Barros
Muito saudar
O senhor e o meu saudoso Joao do Rio tem feito muito mais pela aproximacao de Portugal-Brasil ...É por que um país so se revela e une a outro pelo espírito. D´elle dependem o sucesso diplomático, o cambio dos negócio (sic), a cortesia social.
(...)
O senhor é em Portugal um exemplo de espirito portugues. Mesmo de monoculo, de andar airoso, de viagem, de vinte séculos de civilizacao, eu estou vendo em cada verso seu, o velho gesto de Portugal marítimo e guerrilhador, o som e a voz que rugiu em Aljubarrota e foi a India. Sua luva nao disfarca a mao que se agitou no ar em Alcacer-Kibir, disendo(sic) pelo gesto a necessidade de morte vagarosa...Que symbolo!...
Morrer devagar, e quando Portugal tiver morrido é por que o derradeiro homem falleceu, e elle nao tem aso de crear novos mundos em terras várias.
E la me fui, gravador, ensinando padre nosso da Patria a um professor de civismo.
Todo este arranque escripto quer dizer, meu illustre Poeta, a minha admiracao e fragil auxilio no pequeno jornal que dirijo, no fundo de uma Provincia brasileira- ao seu trabalho corajoso e sereno entre nós e para nós, brasileiros e portugueses.
Em breve conto mandar lhe novos livros meus ora no prelo. O que tenho publicado, esgotou-se.
Pode contar em sua lusida e bella [...] o meu esforco diminuto e sincero.
Creia na estima e admiracao de
Luis da Camara Cascudo
Passarim - Tom Jobim
"Cade meu caminho? a água levou
cade meu rastro? a chuva apagou
E a minha casa o rio carregou"
O refúgio de Tom Jobim desapareceu em duas horas: " é pau, é pedra, é o fim do caminho..."
À beira do Rio Preto, no sítio Poço Fundo, em que adorava passar férias sozinho, Tom Jobim fazia tudo virar música. Era a lama, o sapo, a rã, o caco de vidro, a luz da manhã e até um carro enguiçado do amigo João Gilberto, que visitava a toca do maestro em busca de arranjos para suas canções. Águas de Março foi o que de mais impressionante Jobim anotou ali em sua casinha, depois de uma temporada de verão com muita água caindo do céu na tranquila São José do Vale Rio Preto, a 40 minutos de Petrópolis, Rio. Desde as 8 horas da manhã de quarta-feira, a casa em que Jobim criou também Dindi e Matita Perê, segundo seu filho Paulo Jobim, não existe mais. O teto desabou, as paredes ruíram, muitas árvores se foram.
O refúgio de Tom Jobim desapareceu em 2 horas
O refúgio de Jobim desapareceu em duas horas. Ali perto, no mesmo sítio, estava seu neto Daniel com a família. Ninguém ficou ferido. A 5 km de distância, porém, houve mortes e casas destruídas. Antes de bater em retirada com a família em uma aventura por estradas interditadas e em busca da gasolina que se tornou escassa nos postos de São José, Daniel correu até a casinha do avô para ver se restava algo. E viu o que não queria.
"Eu vi a casa cair. O teto desabou. A casa dos caseiros também foi destruída. Eu consegui sair com minha família de carro, mas as pessoas que moram lá só contam com elas mesmas. Não tem Defesa Civil, não tem nada. Dizem por lá que o Rio levou até os tratores que poderiam ajudar. Quase todas as pontes da região foram levadas pelas águas, saí por uma ponte em que só passava um carro por vez."
O volume de água que Daniel diz nunca ter visto antes em São José do Vale do Rio Preto, para ele, pode ser consequência da abertura de alguma barreira. "Não é possível, só a chuva não faria isso." Até a tarde de ontem, não havia como entrar em contato por telefone com a Defesa Civil da região. Paulo Jobim, filho de Tom e pai de Daniel, tem outra opinião. "Foi assim também em Teresópolis e outras regiões do Rio. Para mim, as comportas que foram abertas foram as comportas do céu."
O neto Daniel vê as músicas do avô como "proféticas". "Ele tinha mesmo esse mistério", diz. Jobim mostrava em entrevistas preocupação com o desmatamento antes mesmo das discussões sobre a camada de ozônio. Águas de Março, feita ali na casa destruída por uma impiedosa enxurrada de janeiro, soa agora como uma previsão. "É pau, é pedra, é o fim do caminho / É um resto de toco/ é um pouco sozinho." Outra a sair das inspirações à beira do Rio Preto foi Dindi. "Céu, tão grande é o céu / E bandos de nuvens que passam ligeiras / Pra onde elas vão, ah, eu não sei, não sei / E o vento que toca nas folhas / Contando as histórias que são de ninguém / Mas que são minhas e de você também / Ai, Dindi."
Tom Jobim levava o filho Paulo ainda criança, com 7 ou 8 anos, para o sítio Poço Fundo. "Meu pai ficava lá sozinho, aproveitava o verão todo, até João Gilberto o visitava." Assim que as águas baixarem, a pergunta em família será "afinal, o que fazer com o sítio?" O lugar estava passando por uma reforma geral, o teto já estava concluído. Paulo tem sua resposta sobre o destino. "Acho que é para ser esquecido (como moradia). Ou vamos fazer uma espécie de memorial. Mas acredito que ninguém mais vai se sentir bem morando lá."
Daniel, que testemunhou os últimos momento da casinha de Tom Jobim, diz que, pelo que viu, há como reconstruir o local. "Mas não aconselho ninguém a voltar lá para morar. Ali há muitas moradias irregulares, em situação de risco. Isso as pessoas já sabiam e continuaram lá." Por enquanto, para os Jobim, Poço Fundo não é mais lembrança da infância ou de alguns dos melhores versos criados por Tom. Daniel tem outras imagens na memória. "O cenário é de total devastação."
Fonte Estadao
A vida bate ( Ferreira Gullar)
A vida bate
Não se trata do poema e sim do homem
e sua vida
- a mentida, a ferida, a consentida
vida já ganha e já perdida e ganha
outra vez.
Não se trata do poema e sim da fome
de vida,
o sôfrego pulsar entre constelações
e embrulhos, entre engulhos.
Alguns viajam, vão
a Nova York, a Santiago
do Chile. Outros ficam
mesmo na Rua da Alfândega, detrás
de balcões e de guichês.
Todos te buscam, facho
de vida, escuro e claro,
que é mais que a água na grama
que o banho no mar, que o beijo
na boca, mais
que a paixão na cama.
Todos te buscam e só alguns te acham. Alguns
te acham e te perdem.
Outros te acham e não te reconhecem
e há os que se perdem por te achar,
ó desatino
ó verdade, ó fome
de vida!
O amor é difícil
mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.
E estamos na cidade
sob as nuvens e entre as águas azuis.
A cidade. Vista do alto
ela é fabril e imaginária, se entrega inteira
como se estivesse pronta.
Vista do alto,
com seus bairros e ruas e avenidas, a cidade
é o refúgio do homem, pertence a todos e a ninguém.
Mas vista
de perto,
revela o seu túrbido presente, sua
carnadura de pânico: as
pessoas que vão e vêm
que entram e saem, que passam
sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro
sangue urbano
movido a juros.
São pessoas que passam sem falar
e estão cheias de vozes
e ruínas . És Antônio?
És Francisco? És Mariana?
Onde escondeste o verde
clarão dos dias? Onde
escondeste a vida
que em teu olhar se apaga mal se acende?
E passamos
carregados de flores sufocadas.
Mas, dentro, no coração,
eu sei,
a vida bate. Subterraneamente,
a vida bate.
Em Caracas, no Harlem, em Nova Delhi,
sob as penas da lei,
em teu pulso,
a vida bate.
E é essa clandestina esperança
misturada ao sal do mar
que me sustenta
esta tarde
debruçado à janela de meu quarto em Ipanema
na América Latina.
Não se trata do poema e sim do homem
e sua vida
- a mentida, a ferida, a consentida
vida já ganha e já perdida e ganha
outra vez.
Não se trata do poema e sim da fome
de vida,
o sôfrego pulsar entre constelações
e embrulhos, entre engulhos.
Alguns viajam, vão
a Nova York, a Santiago
do Chile. Outros ficam
mesmo na Rua da Alfândega, detrás
de balcões e de guichês.
Todos te buscam, facho
de vida, escuro e claro,
que é mais que a água na grama
que o banho no mar, que o beijo
na boca, mais
que a paixão na cama.
Todos te buscam e só alguns te acham. Alguns
te acham e te perdem.
Outros te acham e não te reconhecem
e há os que se perdem por te achar,
ó desatino
ó verdade, ó fome
de vida!
O amor é difícil
mas pode luzir em qualquer ponto da cidade.
E estamos na cidade
sob as nuvens e entre as águas azuis.
A cidade. Vista do alto
ela é fabril e imaginária, se entrega inteira
como se estivesse pronta.
Vista do alto,
com seus bairros e ruas e avenidas, a cidade
é o refúgio do homem, pertence a todos e a ninguém.
Mas vista
de perto,
revela o seu túrbido presente, sua
carnadura de pânico: as
pessoas que vão e vêm
que entram e saem, que passam
sem rir, sem falar, entre apitos e gases. Ah, o escuro
sangue urbano
movido a juros.
São pessoas que passam sem falar
e estão cheias de vozes
e ruínas . És Antônio?
És Francisco? És Mariana?
Onde escondeste o verde
clarão dos dias? Onde
escondeste a vida
que em teu olhar se apaga mal se acende?
E passamos
carregados de flores sufocadas.
Mas, dentro, no coração,
eu sei,
a vida bate. Subterraneamente,
a vida bate.
Em Caracas, no Harlem, em Nova Delhi,
sob as penas da lei,
em teu pulso,
a vida bate.
E é essa clandestina esperança
misturada ao sal do mar
que me sustenta
esta tarde
debruçado à janela de meu quarto em Ipanema
na América Latina.
Dois e dois: quatro (Ferreira Gullar)
Como dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
e a tua pele, morena
como é azul o oceano
e a lagoa, serena
como um tempo de alegria
por trás do terror me acena
e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.
Ouca o poema na voz do poeta, aqui
sei que a vida vale a pena
embora o pão seja caro
e a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
e a tua pele, morena
como é azul o oceano
e a lagoa, serena
como um tempo de alegria
por trás do terror me acena
e a noite carrega o dia
no seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade, pequena.
Ouca o poema na voz do poeta, aqui
Lisboa. Un melodrama.
La nueva novela del escritor argentino Leopoldo Brizuela se titula Lisboa. Un melodrama. ¿Por qué escribo esto como si lo subrayara? Porque el subtítulo hace referencia a un género de literatura muy específico, con su tradición y con sus reglas. Y no creo que el autor no haya tenido en cuenta estas características, que son en su novela sustanciales. El melodrama, desprendido de su complicidad con la música, es un género que tiene su campo abonado en la Francia posrevolucionaria. Intriga, trámites sentimentales de calado casi inverosímiles, un sentido de la felicidad sencilla, doméstica, son estas sus características grosso modo. Esto en cuanto a su estructura. Pero se da la circunstancia de que Brizuela tiene algunas ideas sobre cómo ciertos asuntos históricos quedan borrados de la memoria colectiva. La historia genera silencios, que decía John Berger, que hay que restituir. La novela puede acometer esta responsabilidad. Ya escribí en estas mismas páginas que Brizuela reconoce su admiración por Marcelo Birmajer, Pablo de Santis y Guillermo Martínez. De alguna manera Lisboa. Un melodrama pareciera acusa la presencia de estos autores. Está en sus líneas esa obligación estética y ética, y en medio de los dos, un sentido absoluto de la fruición narrativa. Las peripecias de la novela transcurren en Lisboa durante 1942. Es decir, durante la Segunda Guerra Mundial y en medio de la sospechosa neutralidad de Portugal (con Salazar) y España (con Franco). Y Argentina (con sus Gobiernos ultraconservadores). Tengamos en cuenta que Lisboa era por esa época una de las ciudades más concurridas por el espionaje internacional. Lisboa era también la ciudad soñada por todos los expatriados del nazismo (la ciudad a la que aspiró llegar para salvar su vida Walter Benjamin). Brizuela pone en juego varias piezas: algunas de ellas reales, como Enrique Santos Discépolo (el célebre autor de tangos como Yira, Yira, Cambalache), su mujer, la cupletista Tania, cierto perfil de Carlos Gardel y la gran cantante de fados Amália Rodrigues; otras ficticias, como el cónsul argentino en Lisboa Eduardo M. Cantilo. Como no podía ser de otra manera, teniendo en cuenta el tiempo histórico recreado y el papel de ciudad abierta que jugaba Lisboa en el tablero de una Europa en llamas, la novela está repleta de personajes, peripecias cruzadas, flash-back, romances disimulados. La vinculación de trama y música que desarrolla Brizuela, como para restaurar el núcleo conceptual del melodrama, es el paisaje que aprisiona varios secretos, entre los cuales uno es el esencial: el que esconde el cónsul y el que los lectores tendremos que descifrar entre la letra de ese tango inmortal titulado precisamente Secreto (una pieza sólo comparable a Tatuaje, cantada de Conchita Piquer), la jovencísima voz de Amália Rodrigues y lo que la historia no tenga tiempo de borrar. No es un secreto menor el de la construcción de la propia novela que leemos. Una novela de destinos a la deriva en pos de un destino para la novela. Me parece que Lisboa. Un melodrama, además también de una investigación amorosa, es el tipo de novela que se está obligado a escribir si se quiere ser un novelista de verdad.
(J. ERNESTO AYALA-DIP )
Fuente Babélia-elpaís
(J. ERNESTO AYALA-DIP )
Fuente Babélia-elpaís
los supuestamente simplones e ignorantes.
Wikipedia o el saber de pasar el rato
VICENTE VERDÚ
Es chocante. Cuando parecen más ignorantes los alumnos y las escuelas se hallan en franco descrédito, la gente no cesa de querer saber. ¿Una consecuencia de que institucionalmente no les enseñaron nada? Puede ser. El hecho clamoroso es que jamás habían logrado más éxito las obras orientadas a suplir las lagunas históricas, matemáticas o filosóficas, y los libros con aportaciones para completar el conocimiento sobre los egipcios, los romanos o los hombres de las cavernas se convierten en best sellers junto a los opúsculos sobre Sócrates, Platón, la ética o el hedonismo, las matemáticas o el misterio de los números.
De esta popular demanda de saber no es una consecuencia sino su colofón la Wikipedia y los diversos sitios en la Red donde se responde a las preguntas de las masas tenidas por ignorantes, suspendidas en el colegio, expulsadas de los institutos, fatalmente maleducadas.
Este mismo periódico informaba ayer (Miguel Ángel Méndez desde San Francisco) del éxito de Ask.com que suda tinta china para responder incesantemente a las cuestiones de casi 100 millones de usuarios. La gente, como decía el programa de Mercedes Milá, quiere saber y quienes saben, con o sin título, desean enseñar.
Las contestaciones automáticas de Ask.com comprenden el 60% de su oferta, el resto provienen de las respuestas que procura la gente alrededor. La gente o el coro colectivo que, congregados como aficionados, hacen de la sabiduría una provisión sabrosa, divertida y oportuna.
Nunca antes hubo en el mundo una enciclopedia tan vasta como Wikipedia, fundada en 2001 por Jimmy Wales y Karry Sanger, dos tipos norteamericanos de los supuestamente simplones e ignorantes. Antes de Wikipedia el primer puesto enciclopédico fue obra de los chinos (efectivamente), que bajo la dinastía del emperador Ming Cheng Zu, en el siglo XV, redactaron el Yongle Dadien -Gran Colección de la era Yongle-. En torno a 1408, 2.100 redactores llegaron a concluir un monstruo omnívoro del saber total, según contaba Paolo Fabri, hace unos dos años en Revista de Occidente.
Esta obra china contaba con 11.000 volúmenes que comprendían 22.817 capítulos, cada uno correspondiente a un ideograma, clasificado a su vez por claves. La disposición era fonética, no sistemática. Es decir (por decir algo): las entradas estaban dispuestas de acuerdo a las 76 sílabas finales. Este mamotreto gigantesco a cuyo lado la Enciclopedia Británica, el Larousse o la Encyclopédie son meros libros de bolsillos terminó en cenizas, como tantas obras chinas, durante la loca y pintoresca guerra de los boxers. Pero los chinos son así para casi todo: inventan la pólvora y la gastan en fuegos artificiales, inventan el papel y lo dedican a los retretes, introducen el timón y no son capaces -en el pasado- de salir bogando del siglo XVIII.
Hoy China es ya otra cosa. Otra cosa aprendida del saber occidental y, probablemente, de obras mundializadas tan democráticamente como la Wikipedia, un monumento del conocimiento que no brota del sabio excepcional, sino de millones de sabihondos, una realización universal que no sigue el rigor de la universidad ni la severa fiabilidad de sus tremendos postulados.
En Wikipedia conviven la verdad con la falsedad, la certeza con el desatino, el grupo de los "inclusionistas" partidarios del todo vale y el de los "tachadores", enemigos de la lasitud. En Wikipedia la enciclopedia se abandona -como Fabri apuntaba- el prurito de la enciclo-pedia (el ciclo del saber) para inaugurar la Espiropedia. Una espiral del conocimiento que se vuelve sobre sí, habla contra sí y contra otros, se muestra a favor o en contra de esto o de aquello, exalta el saber horizontal sobre el saber piramidal, allana el conocimiento.
Los chinos, los egipcios, los griegos vivían el gran pathos de la sabiduría. Hoy, desordenadamente, patológicamente, el saber es ya una divertida y multitudinaria manera de gozar, jugar, amar y pasar el rato.
Fuente elPaís
JFK:Memória
Lí no elPaís que JFK também utiliza o tuíter. Preferí deixar o endereco do arquivo de memórias completo,aqui
De dioses y hombres (Carlos Boyero)

De dioses y hombres está protagonizada por monjes que trágicamente no pertenecen a la ficción. Eran franceses, vivían en Argelia intentando estar en paz consigo mismos y con el mundo. Poseyendo poco o casi nada, ayudaban en todo lo que podían, material y espiritualmente, a la comunidad rural que rodeaba su convento. Sin ánimo de convertir a esa gente, por solidaridad, siendo fieles al espíritu de su religión. Fueron secuestrados en 1996, se los cargaron. No está absolutamente clara la identidad de sus asesinos, aunque todo apunta a que fue el GIA. En cualquier caso, estos personajes ejemplares fueron exterminados por la barbarie fundamentalista, el odio ciego al extranjero que practican los ortodoxos salvapatrias.
El director Xavier Beauvois cuenta admirablemente, con penetración psicológica y sencillez narrativa, la modélica relación de estos monjes católicos con su entorno musulmán, el mosqueo al intuir que pueden estar en el punto de mira de los talibanes, su muy humana condición negándose a aceptar el martirio, su miedo a quedarse en Argelia y la sensación de que estarán traicionando sus principios si huyen a Francia, sus contradicciones y su coraje, sus ganas de vivir y la sospecha de que se está acercando el horror, la profunda democracia a la hora de tomar decisiones.
Beauvois no hace trampas en esta fábula moral, no fuerza el sentimentalismo, nos hace entender profundamente la complejidad emocional y las dudas de este grupo amenazado por una situación límite, su espiritualidad y sus necesidades terrenales. Todo resulta creíble y turbado, incluido su reparto, en el que vuelve a deslumbrar el anciano Michael Lonsdale, uno de los mejores actores que ha dado el cine. Y sales conmovido con la historia de estos religiosos.
Fuente El Pais
viernes, 14 de enero de 2011
¿es mi hijo un pobre cretino y un descerebrado?
La cena del miedo
(AMADOR FERNÁNDEZ-SAVATER 12/01/2011)
...Eso sí, hablé del papel fundamental que para mí podrían tener hoy las políticas públicas para promover un nuevo contrato social y evitar la devastación de la enésima reconversión industrial, para acompañar/sostener una transformación hacia otros modelos, más libres, más justos, más apegados al paradigma emergente de la Red. Como se ha escrito, "la inversión pública masiva en estudios de grabación, mediatecas y gabinetes de edición públicos que utilicen intensivamente los recursos contemporáneos -crowdsourcing, P2P, licencias víricas- podría hacer cambiar de posición a agentes sociales hasta ahora refractarios o poco sensibles a los movimientos de conocimiento libre"(2). Pero mientras yo hablaba en este sentido tenía todo el rato la sensación de arar en el mar. Ojalá me equivoque, porque si no la cosa pinta mal: será la guerra de todos contra todos.
Ya acabo. Durante toda la reunión, no pude sacarme de la cabeza las imágenes de la película El hundimiento: encerrados en un búnker, sin ver ni querer ver el afuera, delirando planes inaplicables para ganar la guerra, atados unos a otros por fidelidades torpes, muertos de miedo porque el fin se acerca, viendo enemigos y traidores por todos lados, sin atreverse a cuestionar las ideas que les arrastran al abismo, temerosos de los bárbaros que están a punto de llegar...(3)
¡Pero es que el búnker ni siquiera existe! Los "bárbaros" ya están dentro. Me gustaría saber cuántos de los invitados a la cena dejaron encendidos sus ordenadores en casa descargándose alguna película. A mi lado alguien me dijo: "tengo una hija de dieciséis años que se lo baja todo". Y me confesó que no le acababa de convencer el imaginario que circulaba por allí sobre la gente joven. Ese tipo de cosas constituyen para mí la esperanza, la posibilidad de razonar desde otro sitio que no sea sólo el del miedo y los estereotipos denigratorios. Propongo que cada uno de los asistentes a la próxima cena hable un rato sobre el tema con sus hijos antes de salir de casa. O mejor: que se invite a la cena tanto a los padres como a los hijos. Sería quizá una manera de sacar a los discursos de su búnker, porque entonces se verían obligados a asumir algunas preguntas incómodas: ¿es mi hijo un pobre cretino y un descerebrado? ¿Sólo quiero para él que sienta miedo cuando enciende el ordenador? ¿No tiene nada que enseñarme sobre el futuro? El búnker ya no protege de nada, pero impide que uno escuche y entienda algo.
NOTAS
1. Alguien en la cena reveló que había descubierto recientemente que en "el lado oscuro" también había preocupación por el tema de la remuneración de los autores/trabajadores/creadores. ¡Aleluya! A pesar de esto, durante toda la reunión se siguió argumentando como si este conflicto opusiera a los trabajadores de la cultura y a una masa de consumidores irresponsables que lo quieren "todo gratis".
Leia mais aqui
Fonte El País
(AMADOR FERNÁNDEZ-SAVATER 12/01/2011)
...Eso sí, hablé del papel fundamental que para mí podrían tener hoy las políticas públicas para promover un nuevo contrato social y evitar la devastación de la enésima reconversión industrial, para acompañar/sostener una transformación hacia otros modelos, más libres, más justos, más apegados al paradigma emergente de la Red. Como se ha escrito, "la inversión pública masiva en estudios de grabación, mediatecas y gabinetes de edición públicos que utilicen intensivamente los recursos contemporáneos -crowdsourcing, P2P, licencias víricas- podría hacer cambiar de posición a agentes sociales hasta ahora refractarios o poco sensibles a los movimientos de conocimiento libre"(2). Pero mientras yo hablaba en este sentido tenía todo el rato la sensación de arar en el mar. Ojalá me equivoque, porque si no la cosa pinta mal: será la guerra de todos contra todos.
Ya acabo. Durante toda la reunión, no pude sacarme de la cabeza las imágenes de la película El hundimiento: encerrados en un búnker, sin ver ni querer ver el afuera, delirando planes inaplicables para ganar la guerra, atados unos a otros por fidelidades torpes, muertos de miedo porque el fin se acerca, viendo enemigos y traidores por todos lados, sin atreverse a cuestionar las ideas que les arrastran al abismo, temerosos de los bárbaros que están a punto de llegar...(3)
¡Pero es que el búnker ni siquiera existe! Los "bárbaros" ya están dentro. Me gustaría saber cuántos de los invitados a la cena dejaron encendidos sus ordenadores en casa descargándose alguna película. A mi lado alguien me dijo: "tengo una hija de dieciséis años que se lo baja todo". Y me confesó que no le acababa de convencer el imaginario que circulaba por allí sobre la gente joven. Ese tipo de cosas constituyen para mí la esperanza, la posibilidad de razonar desde otro sitio que no sea sólo el del miedo y los estereotipos denigratorios. Propongo que cada uno de los asistentes a la próxima cena hable un rato sobre el tema con sus hijos antes de salir de casa. O mejor: que se invite a la cena tanto a los padres como a los hijos. Sería quizá una manera de sacar a los discursos de su búnker, porque entonces se verían obligados a asumir algunas preguntas incómodas: ¿es mi hijo un pobre cretino y un descerebrado? ¿Sólo quiero para él que sienta miedo cuando enciende el ordenador? ¿No tiene nada que enseñarme sobre el futuro? El búnker ya no protege de nada, pero impide que uno escuche y entienda algo.
NOTAS
1. Alguien en la cena reveló que había descubierto recientemente que en "el lado oscuro" también había preocupación por el tema de la remuneración de los autores/trabajadores/creadores. ¡Aleluya! A pesar de esto, durante toda la reunión se siguió argumentando como si este conflicto opusiera a los trabajadores de la cultura y a una masa de consumidores irresponsables que lo quieren "todo gratis".
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Fonte El País
jueves, 13 de enero de 2011
HISTORIOGRAFIA, MEMÓRIA E SOCIEDADE (Séculos XIX e XX)
I Seminário
HISTORIOGRAFIA, MEMÓRIA E SOCIEDADE
(Séculos XIX e XX)
FACULDADE DE LETRAS
UNIVERSIDADE DE LISBOA
Anfiteatro III
24 e 25 de Janeiro de 2011
9h30: Sessão de Abertura
10h00-11h00
Historians, professionalizationand Institutions: TheEuropeanAtlas
IlariaPorciani(U. Bolonha)
História e memória: que relações?
Fernando Catroga (U. Coimbra)
11h00-11h30: debate e intervalo
11h30-12h30
Antropologia e história: a propósito da primeira pessoa do plural
RobertRowland(ISCTE)
La memoria de la historia: los historiadores en el franquismo y en la "segunda hora cero" de la historiografía española
IgnacioPeiróMartín(U. Saragoça)
12h30: debate e almoço
15h00-16h00
Ensaísmo, crítica e problemática da história
Norberto Ferreira da Cunha(ILCH-UMinho)
Rumos e Ritmos da Historiografia da Expansão Portuguesa
(séculos XIX –XX)
Luís Filipe Barreto (U. Lisboa)
16h00-16h30:debate e intervalo
16h30-18h00
Região, nação e historiografia local
Maria Isabel João (U. Aberta)
O caso de José Régio –Motivos da identidade: tradição e originalidade
Paula Morão(U. Lisboa)
O memorialismoem Portugal no Estado Novo
António Ventura (U. Lisboa)
18h00-18h30: debate e encerramento
Dia 25
10h00-11h00
Historiografia e mito: o caso de Alexandre Herculano
Ana Isabel Buescu(U. Nova de Lisboa)
Monárquicos e republicanos: narrativas das revoluções liberais no ocaso do século XIX
Ana Maria Pina (ISCTE)
11h00-11h30: debate e intervalo
11h30-13h00
Historiografia e intervenção cívica: de Herculano à I República
Sérgio Campos Matos (U. Lisboa)
O Estado Novo na historiografia: uma perspectiva crítica
Luís Reis Torgal(U. Coimbra)
13h00:debate e almoço
15h00-16h00
0 2º Visconde de Santarém e a tradição documental portuguesa (1817-1846)
Daniel Protásio(doutor UNL)
A historiografia no Curso Superior de Letras: o caso de Rebelo da Silva
João Couvaneiro(bolseiro FCT)
Carlos Malheiro Dias historiador e romancista
Teresa Nunes (bolseira FCT, doutoranda FLUL)
16h00-16h30: debate e intervalo
16h30-17h30
A História na Faculdade de Letras de Lisboa (1911-1930)
Hugo Dores (bolseiro FCT, doutorando ICS-FLUL)
Marcelo Caetano, historiador
Ricardo Brito(mestrando FLUL)
Ruben Andersen Leitão, historiador e memorialista
Paulo Rodrigues Ferreira (bolseiro FCT, doutorando FLUL)
Historiografia e intervenção cívica no decénio de 1940: V. Magalhães Godinho
José Guedes de Sousa (mestrando FLUL)
17h30-18h30:debate e conclusões
HISTORIOGRAFIA, MEMÓRIA E SOCIEDADE
(Séculos XIX e XX)
FACULDADE DE LETRAS
UNIVERSIDADE DE LISBOA
Anfiteatro III
24 e 25 de Janeiro de 2011
9h30: Sessão de Abertura
10h00-11h00
Historians, professionalizationand Institutions: TheEuropeanAtlas
IlariaPorciani(U. Bolonha)
História e memória: que relações?
Fernando Catroga (U. Coimbra)
11h00-11h30: debate e intervalo
11h30-12h30
Antropologia e história: a propósito da primeira pessoa do plural
RobertRowland(ISCTE)
La memoria de la historia: los historiadores en el franquismo y en la "segunda hora cero" de la historiografía española
IgnacioPeiróMartín(U. Saragoça)
12h30: debate e almoço
15h00-16h00
Ensaísmo, crítica e problemática da história
Norberto Ferreira da Cunha(ILCH-UMinho)
Rumos e Ritmos da Historiografia da Expansão Portuguesa
(séculos XIX –XX)
Luís Filipe Barreto (U. Lisboa)
16h00-16h30:debate e intervalo
16h30-18h00
Região, nação e historiografia local
Maria Isabel João (U. Aberta)
O caso de José Régio –Motivos da identidade: tradição e originalidade
Paula Morão(U. Lisboa)
O memorialismoem Portugal no Estado Novo
António Ventura (U. Lisboa)
18h00-18h30: debate e encerramento
Dia 25
10h00-11h00
Historiografia e mito: o caso de Alexandre Herculano
Ana Isabel Buescu(U. Nova de Lisboa)
Monárquicos e republicanos: narrativas das revoluções liberais no ocaso do século XIX
Ana Maria Pina (ISCTE)
11h00-11h30: debate e intervalo
11h30-13h00
Historiografia e intervenção cívica: de Herculano à I República
Sérgio Campos Matos (U. Lisboa)
O Estado Novo na historiografia: uma perspectiva crítica
Luís Reis Torgal(U. Coimbra)
13h00:debate e almoço
15h00-16h00
0 2º Visconde de Santarém e a tradição documental portuguesa (1817-1846)
Daniel Protásio(doutor UNL)
A historiografia no Curso Superior de Letras: o caso de Rebelo da Silva
João Couvaneiro(bolseiro FCT)
Carlos Malheiro Dias historiador e romancista
Teresa Nunes (bolseira FCT, doutoranda FLUL)
16h00-16h30: debate e intervalo
16h30-17h30
A História na Faculdade de Letras de Lisboa (1911-1930)
Hugo Dores (bolseiro FCT, doutorando ICS-FLUL)
Marcelo Caetano, historiador
Ricardo Brito(mestrando FLUL)
Ruben Andersen Leitão, historiador e memorialista
Paulo Rodrigues Ferreira (bolseiro FCT, doutorando FLUL)
Historiografia e intervenção cívica no decénio de 1940: V. Magalhães Godinho
José Guedes de Sousa (mestrando FLUL)
17h30-18h30:debate e conclusões
miércoles, 12 de enero de 2011
Licao do poeta Zuzú D´Ávila que o Ministro Fernando Bezerra Coelho conhece bem!
Este o poema ficava afixado na parede da casa da nossa avó, Dona Josefa Coelho, com uma belíssima ilustracao de Scliar:
RIO SÃO FRANCISCO
Rio São Francisco
milionário vestindo farrapos
farrapos de velas imensas que arrastam barcaças -
sonolentas, bem lentas -
rio acima
rio abaixo.
E no bôjo das barcas
bem lentas
sonolentas
vem peixe sêco (surubí, couro de onça e jacaré
mamona, caroá, maniçoba, "januária", rapadura...
Vem tanta coisa
tanta riqueza
tanta fartura!
Se você visse então nossos barqueiros
sertanejos bem fortes bem brasileiros
remando cantando as mais lindas canções
estrêlas rimando com o olhar de morenas
olhar que é estrêla nas noites serenas
E às margens do rio de águas caudalosas
pequeninas cidades com histórias famosas
de congadas, tiroteios,
ladainhas
jagunços
e novenas
e amantes que roubem mulheres morenas!
Ah! Meu Rio São Francisco -
o rio mais brasileiro
que não podendo abraçar inteirinha tôda imensa
[ e bela terra brasileira
se despedaça
se suicida
no estrondo de uma cachoeira.
J. Antonio d'Avila
(Do livro de poemas "Vento cansado")
RIO SÃO FRANCISCO
Rio São Francisco
milionário vestindo farrapos
farrapos de velas imensas que arrastam barcaças -
sonolentas, bem lentas -
rio acima
rio abaixo.
E no bôjo das barcas
bem lentas
sonolentas
vem peixe sêco (surubí, couro de onça e jacaré
mamona, caroá, maniçoba, "januária", rapadura...
Vem tanta coisa
tanta riqueza
tanta fartura!
Se você visse então nossos barqueiros
sertanejos bem fortes bem brasileiros
remando cantando as mais lindas canções
estrêlas rimando com o olhar de morenas
olhar que é estrêla nas noites serenas
E às margens do rio de águas caudalosas
pequeninas cidades com histórias famosas
de congadas, tiroteios,
ladainhas
jagunços
e novenas
e amantes que roubem mulheres morenas!
Ah! Meu Rio São Francisco -
o rio mais brasileiro
que não podendo abraçar inteirinha tôda imensa
[ e bela terra brasileira
se despedaça
se suicida
no estrondo de uma cachoeira.
J. Antonio d'Avila
(Do livro de poemas "Vento cansado")
O Ministro Fernando Bezerra Coelho
O Editorial do Jornal do Comercio de Pernambuco desta quarta feira, merece ser reproduzido porque nos oferece a dimensao do "Ministro de Pernambuco", na medida em que evoca as maximas pernambucanas de abertura para o mundo. Todos nós conhecemos o slogan da rádio que falava "de Pernambuco para o Mundo". E, ainda, o Marco Zero do Recife que nos ensina onde comeca o Mundo. Entretanto,o Ministro conviveu desde a infancia,quotidianamente, aliás, com o poema do seu primo Zuzú DÁvila. O grande poeta petrolinense compos um belíssimo poema sobre o rio Sao Francisco em que o nomeava "o rio mais brasileiro".
Ao editorial, pois:
O ministro de Pernambuco
Publicado em 12.01.2011
O ministro Fernando Bezerra Coelho assumiu o maior desafio de sua carreira pública ao ser empossado na pasta da Integração Nacional. Sua experiência como gestor público, por três vezes prefeito de Petrolina, e como secretário de Desenvolvimento Econômico, na primeira gestão do governador Eduardo Campos, quando trabalhou para atrair a implantação de uma siderúrgica e uma fábrica de automóveis para o Estado, o coloca em condições de ser importante elo entre Pernambuco e o governo da presidente Dilma Rousseff na viabilização de projetos vitais para o Estado e a região. Sob sua responsabilidade estão duas maiores obras estruturadoras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Nordeste – a Transposição do Rio São Francisco e sua integração com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional e a Ferrovia Transnordestina.
Nascido e criado no Sertão do São Francisco, Bezerra Coelho sabe o exato valor que a água tem para o nordestino e sua subsistência. Ao longo de sua vida, pôde presenciar o contraste existente na região, que o seu tio e senador Nilo Coelho ajudou a transformar na Califórnia brasileira, com o início da implantação do Projeto Bebedouro, há exatos 50 anos. Se nas margens do rio há a fartura, a possibilidade de vida próspera e abundante, alguns quilômetros adiante a miséria se instala na caatinga castigada pelo sol e pelo árido chão rachado. Daí uma das primeiras medidas anunciadas como ministro ter sido a criação da Secretaria de Irrigação.
Com acerto, Bezerra Coelho estabeleceu como prioridade o estímulo à agricultura irrigada. Foi ela quem mudou a paisagem e deu novo impulso econômico ao Semiárido nordestino, onde vivem 22 milhões de brasileiros. As obras de infraestrutura hídrica e de irrigação contempladas no PAC 1 e PAC 2 alcançam R$ 14 bilhões e podem significar a universalização do acesso à água. Nas últimas décadas, o Vale do São Francisco tornou-se o exportador de frutas (uva, manga, melão, acerola, goiaba) destinadas ao mercado europeu, além de prosperar como nova fronteira da vitivinicultura, com reconhecimento internacional, principalmente para seus espumantes. Em 2009, eram mais de 120 mil hectares irrigados, gerando 240 mil empregos diretos. Há ainda uma imensidão de terras e famílias esperando pelas águas da transposição.
Um dos primeiros convênios que o ministro deve assinar é o do Perímetro Irrigado do Pontal do São Francisco, no valor de R$ 240 milhões, com o qual se inaugura um modelo de gestão, através de parceria público-privada (PPP). Bezerra Coelho tem como meta implantar outros projetos, como o Baixio de Irecê, o Projeto Salitre, o Canal do Sertão Alagoano, a Adutora do Agreste e o Canal do Sertão Pernambucano. “A agricultura irrigada é a atividade econômica que mais gera emprego por dinheiro aplicado – mais que a indústria automobilística, mais que a indústria têxtil, mais que a petroquímica”, disse o ministro em sua posse, prestigiada por governadores do Nordeste.
O ministro demonstra ter visão ampla da pasta ao afirmar a necessidade de fortalecer a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene, antiga Sudene) e a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA, antiga Sudam) e a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), dando nova dimensão aos organismos para que sejam voltados aos programas de transferência de renda. Mas a política do governo deve ter foco no investimento, na criação de oportunidades de emprego e renda para que o Brasil se desenvolva e aos poucos elimine os programas compensatórios de erradicação da pobreza.
Fonte Jornal do Comercio de Pernambuco
PS Este editorial está reproduzido apenas parcialmente.
Ao editorial, pois:
O ministro de Pernambuco
Publicado em 12.01.2011
O ministro Fernando Bezerra Coelho assumiu o maior desafio de sua carreira pública ao ser empossado na pasta da Integração Nacional. Sua experiência como gestor público, por três vezes prefeito de Petrolina, e como secretário de Desenvolvimento Econômico, na primeira gestão do governador Eduardo Campos, quando trabalhou para atrair a implantação de uma siderúrgica e uma fábrica de automóveis para o Estado, o coloca em condições de ser importante elo entre Pernambuco e o governo da presidente Dilma Rousseff na viabilização de projetos vitais para o Estado e a região. Sob sua responsabilidade estão duas maiores obras estruturadoras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no Nordeste – a Transposição do Rio São Francisco e sua integração com as bacias hidrográficas do Nordeste Setentrional e a Ferrovia Transnordestina.
Nascido e criado no Sertão do São Francisco, Bezerra Coelho sabe o exato valor que a água tem para o nordestino e sua subsistência. Ao longo de sua vida, pôde presenciar o contraste existente na região, que o seu tio e senador Nilo Coelho ajudou a transformar na Califórnia brasileira, com o início da implantação do Projeto Bebedouro, há exatos 50 anos. Se nas margens do rio há a fartura, a possibilidade de vida próspera e abundante, alguns quilômetros adiante a miséria se instala na caatinga castigada pelo sol e pelo árido chão rachado. Daí uma das primeiras medidas anunciadas como ministro ter sido a criação da Secretaria de Irrigação.
Com acerto, Bezerra Coelho estabeleceu como prioridade o estímulo à agricultura irrigada. Foi ela quem mudou a paisagem e deu novo impulso econômico ao Semiárido nordestino, onde vivem 22 milhões de brasileiros. As obras de infraestrutura hídrica e de irrigação contempladas no PAC 1 e PAC 2 alcançam R$ 14 bilhões e podem significar a universalização do acesso à água. Nas últimas décadas, o Vale do São Francisco tornou-se o exportador de frutas (uva, manga, melão, acerola, goiaba) destinadas ao mercado europeu, além de prosperar como nova fronteira da vitivinicultura, com reconhecimento internacional, principalmente para seus espumantes. Em 2009, eram mais de 120 mil hectares irrigados, gerando 240 mil empregos diretos. Há ainda uma imensidão de terras e famílias esperando pelas águas da transposição.
Um dos primeiros convênios que o ministro deve assinar é o do Perímetro Irrigado do Pontal do São Francisco, no valor de R$ 240 milhões, com o qual se inaugura um modelo de gestão, através de parceria público-privada (PPP). Bezerra Coelho tem como meta implantar outros projetos, como o Baixio de Irecê, o Projeto Salitre, o Canal do Sertão Alagoano, a Adutora do Agreste e o Canal do Sertão Pernambucano. “A agricultura irrigada é a atividade econômica que mais gera emprego por dinheiro aplicado – mais que a indústria automobilística, mais que a indústria têxtil, mais que a petroquímica”, disse o ministro em sua posse, prestigiada por governadores do Nordeste.
O ministro demonstra ter visão ampla da pasta ao afirmar a necessidade de fortalecer a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene, antiga Sudene) e a Agência de Desenvolvimento da Amazônia (ADA, antiga Sudam) e a Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), dando nova dimensão aos organismos para que sejam voltados aos programas de transferência de renda. Mas a política do governo deve ter foco no investimento, na criação de oportunidades de emprego e renda para que o Brasil se desenvolva e aos poucos elimine os programas compensatórios de erradicação da pobreza.
Fonte Jornal do Comercio de Pernambuco
PS Este editorial está reproduzido apenas parcialmente.
Mega Ferreira poderia ser apenas MEGA.
Os posts de filmes diversos com a mesma música-Malagueña Salerosa- confirmam de certa forma o que diz o Mega Ferreira sobre a literatura: "alguns livros, alguns autores tornaram-se meus até o ponto de, noto-o agora, ter passado a vida a citá-los no discurso que fui construindo, feito de palavras e gestos, afectos e vivencias, paixoes e enganos. Se calhar, os outros veem-me melhor através do meu discurso do que eu próprio me vejo: eu vejo-me como um emaranhado de coisas e sentimentos, numa "floresta obscura" que nao me deixa identificar uma a uma as árvores que me formam..."
Estas minhas versoes de "Malagueña" sao a minha uma homenagem a tradicao dos trovadores, as cancoes de amor e cancoes de amigo, numa ainda mais tradicional referencia a minha "educacao sentimental" petrarquista-neo-platonista).Vale?
Estas minhas versoes de "Malagueña" sao a minha uma homenagem a tradicao dos trovadores, as cancoes de amor e cancoes de amigo, numa ainda mais tradicional referencia a minha "educacao sentimental" petrarquista-neo-platonista).Vale?
Kill Bill Music Video-Malaguena Salerosa/Chingón
ellos qme quieren mirar
pero si tu no los deja ni siquiera parpadear
Niña hermosa, eres linda!
La Malagueña - Trio Calaveras- Enamorada
otras voces tendrán que decirte...
decirte niña hermosa...
linda y hechicera
como... una rosa
Maria Felix, la Maria Bonita, Y Pedro Armenzariz , protagonistas do filme ENAMORADA
La Cidade da Cultura de Galicia, en Santiago de Compostela, abrió las puertas
La Cidade da Cultura de Galicia, en Santiago de Compostela, abrió las puertas de sus dos primeros edificios, la Biblioteca y el Archivo, en un acto sobrio y austero que contó con la presencia de los Príncipes de Asturias.
(...)
Precisamente fue el aspecto político de la obra uno de los elementos que destacó Núñez Feijóo en su discurso. "Tres gobiernos y tres partidos políticos contribuyeron para que fuera posible". Obvió la reformulación que intentó el Gobierno bipartito de Pérez Touriño, al que señaló que "creyó en ella y la continuó", pese a la pesada inversión que debe asumir cada año la Xunta. Un gasto que ya supera los 350 millones de euros y sobre el que el propio Feijóo incluyó en sus palabras al hilo de la "racionalidad que exige este momento".
Por su parte, el Príncipe Felipe avanzó en sus palabras el hito que supondrá para el mundo de la cultura el complejo del Gaiás. "No sólo va a atesorar joyas de la creación, de la cultura y de la historia de Galicia, sino que alentarán nuestras humanidades, nuestra creatividad y el progreso del conjunto de España". Don Felipe, acompañado de Doña Letizia, conoció el complejo de la mano del propio Eisenman, al que agradeció el "paisaje arquitectónico sereno, estimulante y renovador que ha logrado concebir".
El acto organizado en el interior de la Biblioteca de Galicia, austero según el conselleiro de Cultura Roberto Varela, contó con la participación del Coro Gaos, que interpretó la 'Cantiga de Santa María de Alfonso X El Sabio', y de Cristina Pato -al piano- y del barítono Borja Quiza, en la interpretación de la pieza musical 'Lela'. El acto terminó con el solemne Himno Gallego.
La Cidade da Cultura abrirá ya este miércoles sus puertas al público, en horario de 8 a 20 horas -el recinto-. La consellería de Cultura prepara una intensa programación para impulsar la presencia del complejo. Pese a que todavía no ha dado a conocer los detalles, el día 15 dará comienzo la primera actividad, 'Galicia, cielo de las letras', un ciclo de una docena de sábados de autor que homenajeará a grandes figuras de la literatura gallega y universal. Está confirmada la presencia de creadores como María Kodama, viuda de Jorge Luis Borges, del actor José Luis Gómez o de la cantante Dulce Pontes.
Fonte Elmundo.es
(...)
Precisamente fue el aspecto político de la obra uno de los elementos que destacó Núñez Feijóo en su discurso. "Tres gobiernos y tres partidos políticos contribuyeron para que fuera posible". Obvió la reformulación que intentó el Gobierno bipartito de Pérez Touriño, al que señaló que "creyó en ella y la continuó", pese a la pesada inversión que debe asumir cada año la Xunta. Un gasto que ya supera los 350 millones de euros y sobre el que el propio Feijóo incluyó en sus palabras al hilo de la "racionalidad que exige este momento".
Por su parte, el Príncipe Felipe avanzó en sus palabras el hito que supondrá para el mundo de la cultura el complejo del Gaiás. "No sólo va a atesorar joyas de la creación, de la cultura y de la historia de Galicia, sino que alentarán nuestras humanidades, nuestra creatividad y el progreso del conjunto de España". Don Felipe, acompañado de Doña Letizia, conoció el complejo de la mano del propio Eisenman, al que agradeció el "paisaje arquitectónico sereno, estimulante y renovador que ha logrado concebir".
El acto organizado en el interior de la Biblioteca de Galicia, austero según el conselleiro de Cultura Roberto Varela, contó con la participación del Coro Gaos, que interpretó la 'Cantiga de Santa María de Alfonso X El Sabio', y de Cristina Pato -al piano- y del barítono Borja Quiza, en la interpretación de la pieza musical 'Lela'. El acto terminó con el solemne Himno Gallego.
La Cidade da Cultura abrirá ya este miércoles sus puertas al público, en horario de 8 a 20 horas -el recinto-. La consellería de Cultura prepara una intensa programación para impulsar la presencia del complejo. Pese a que todavía no ha dado a conocer los detalles, el día 15 dará comienzo la primera actividad, 'Galicia, cielo de las letras', un ciclo de una docena de sábados de autor que homenajeará a grandes figuras de la literatura gallega y universal. Está confirmada la presencia de creadores como María Kodama, viuda de Jorge Luis Borges, del actor José Luis Gómez o de la cantante Dulce Pontes.
Fonte Elmundo.es
Surrealistas, alegrai-vos!

La ciudad de St. Petersburg (Florida) se ha volcado con la inauguración del Museo Dalí. Nos es para menos. El nuevo museo, un espectacular edificio de cristal y hormigón, alberga la colección más extensa y completa del artista fuera de España.
La infanta Cristina de Borbón ha sido la encargada de cortar la cinta inaugural, momento que el director del museo, Hank Hein, definió como "el comienzo de una nueva era para la cultura de la región". Cristina, que acudió acompañada del Duque de Palma, aseguró a ELMUNDO.es que el museo le había parecido "fantástico, maravilloso, con una obra muy completa de Dalí".
Minutos antes, la ciudad fue testigo de un desfile 'surrealista' que recorrió la distancia que separa al museo antiguo del nuevo. En esta espontánea interpretación del legado del genio español pudimos ver a personas disfrazados de toreros, de 'Dalís' y de cualquier cosa 'surreal' porque como bien explicaba un participante, "Dalí es hacer lo que te da la gana".
La colección del Museo Dalí de St. Petersburg incluye 96 óleos y cientos de acuarelas, acrílicos, grabados y otros objetos de arte diseñados por el excéntrico genio español. Se trata de una colección donada por la familia Morse, los dueños de la colección privada más extensa del pintor.
Albert Reynolds Morse, un ingeniero industrial de Ohio que se hizo multimillonario con una patente para la fabricación de plásticos, conoció a Dalí en el año 1943 en un hotel de Nueva York. Desde entonces, él y su mujer mantuvieron una amistad durante cuatro décadas con el matrimonio formado por Salvador Dalí y Gala.
(...)
Una fortaleza para la colección
El Museo Dalí de St. Petersburg, que ha costado 28 millones de euros, tiene una gran estructura formada por cristales triangulares que abrazan una fachada de hormigón. Esta estructura, bautizada por el arquitecto Yann Weymouth como 'Enigma', es la protagonista del edificio, dotándolo fuera de una llamativa forma 'surrealista' y dentro de unas espectaculares vistas a la Bahía de Tampa.
"Me he inspirado mucho en la obra de Dalí y en España. Pero sobre todo he querido que el edificio sea muy fuerte, que ejerza el papel de fortaleza que protege la colección", ha explicado el arquitecto Yann Weymouth. Las paredes, de 45 centímetros de grosor, están diseñadas para proteger los cuadros de los huracanes típicos de Florida y de las inclemencias del mar, situado a escasos metros de distancia.
Ya en el interior del museo, la gran protagonista es una escalera de caracol de hormigón que parece nunca terminar y que está inspirada en la curiosidad del pintor español por la estructura del ADN.
El director de museo, Hank Hein, señaló el gran impulso económico que va a suponer para la ciudad. "Esperamos a muchos visitantes que están interesados en sumergirse en el mundo surrealista de Dalí. Y claro, estos visitantes se hospedan en hoteles y comen en restaurantes por lo que el impacto económico será importante". El antiguo Museo Dalí recibía 200.000 visitantes al año. En el nuevo, se espera un aumento de las visitas significativo.
Fuente Elmundo.es
martes, 11 de enero de 2011
Have You Ever Really Loved A Woman?
You tell her that she is really wanted, you tell her she is the one...
Retalhos de Cetim - Benito Di Paula
Era tudo que eu queria ver
Em retalhos de cetim
eu dormí o ano inteiro
e ela jurou desfilar pra mim
Mas chegou o carnaval
e ela nao desfilou
Cântico Negro de José Régio (interpretado por João Villaret)
Eu que nunca principio nem acabo
Sei que nao vou por aí!
lunes, 10 de enero de 2011
España, ¡qué fatalidad!
Desde los descalabros de Don Quijote, si es que no desde antes, hasta muchas actitudes actuales, pasando por el severo Unamuno o los hombres de negro de Mingote, los españoles no parecemos vernos a nosotros mismos con muy buenos ojos. También se pueden traer a colación unos versos, un poco manoseados ya, de Gil de Biedma: "de todas las historias de la Historia, la más triste, sin duda, es la de España, porque termina mal" (aunque también añadiera: "Quiero creer que nuestro mal gobierno es un vulgar negocio de los hombres y no una metafísica").
El asunto tiene, evidentemente, dos aspectos: la verdad o no de esas negras visiones y, en todo caso, el hecho de que esas visiones han abundado o han sido, incluso, las predominantes a lo largo de los siglos. A esto último, ya que prefiere no entrar en lo primero, dedica el historiador Rafael Núñez Florencio un documentado trabajo, 'El peso del pesimismo (del 98 al desencanto)', publicado por Marcial Pons.
La tesis es justamente ésa, que la visión pesimista es predominante entre los intelectuales españoles desde finales del siglo XIX, periodo que analiza el libro, y que hay que contar con ella. Y los ejemplos son múltiples. Desde la idea de que África empieza en los Pirineos, lanzada por Azorín y suscrita por muchos otros, a la tajante afirmación de María Zambrano de que inteligencia y España son términos antitéticos.
¿De dónde nos viene esa amargura? No es fácil decirlo con rotundidad, pero se puede sospechar de algunos hechos. Por ejemplo, la profunda raíz católica española, que ve el mundo como valle de lágrimas y se regodea en los penitentes y los Cristos sangrantes de la Semana Santa ("oh, no eres tú mi cantar", decía Antonio Machado, pero también él avisaba al españolito aquello de que una de las dos Españas iba a helarle el corazón).
Núñez Florencio cree que sí tiene alguna culpa el catolicismo en el pesimismo de los españoles. "Todo eso llega al Quijote, obra fundamental de la cultura española. El Quijote ha sido visto como un monumento a la melancolía, que enfatiza las batallas perdidas", dice. También cree que el hecho de que España irrumpiera en la Historia con fuerza, con el esplendor del imperio, tiene algo que ver; ya que eso hizo que todo lo posterior se viera como decadencia. El caso es que siempre hemos encontrado un motivo para lamentarnos: el fracaso de la industrialización y la revolución burguesa, nuestra marginación científica... Y los momentos de optimismo (Núñez Florencio señala la II República y la transición, dos salidas de sendas dictaduras) duran poco, porque se quiere todo enseguida, y lo que llega enseguida es el desencanto, término estrechamente unido a la transición.
En otro libro reciente, de muy distintos tono y pretensiones ('Españoles. Viaje al fondo de un país', Ediciones B) Rafael Torres aporta su grano de arena a una visión poco complaciente de la historia de España. Aquí, viene a decir, los españoles sólo han contado como carne de cañón para una clase dirigente deplorable, por lo que no cabe hablar de un pueblo español digno de tal nombre. Algo parecido a lo que suele decir Arturo Pérez Reverte cuando habla del siglo XVII, de Trafalgar o de 1808, y lamenta que en la Puerta del Sol no se hubiera levantado una buena guillotina.
El pesimismo español goza de buena salud. Los que (a diestra) anuncian la próxima destrucción de España y los que (a siniestra) descalifican la transición como un vergonzoso pacto y sostienen que estamos por debajo de Chile o Argentina por no investigar los crímenes de la dictadura, continúan con buenos bríos la tradición.
Pero la pregunta sigue en pie. Vale, el pesimismo es indudable, pero ¿está fundado? Quizá no, pero su propia existencia ya es un dato significativo. Como dice Rafael Núñez Florencio, "constatar el pesimismo es pesimista". La pescadilla se muerde la cola.
(Angel Vivas)
Fuente El Mundo.es
El asunto tiene, evidentemente, dos aspectos: la verdad o no de esas negras visiones y, en todo caso, el hecho de que esas visiones han abundado o han sido, incluso, las predominantes a lo largo de los siglos. A esto último, ya que prefiere no entrar en lo primero, dedica el historiador Rafael Núñez Florencio un documentado trabajo, 'El peso del pesimismo (del 98 al desencanto)', publicado por Marcial Pons.
La tesis es justamente ésa, que la visión pesimista es predominante entre los intelectuales españoles desde finales del siglo XIX, periodo que analiza el libro, y que hay que contar con ella. Y los ejemplos son múltiples. Desde la idea de que África empieza en los Pirineos, lanzada por Azorín y suscrita por muchos otros, a la tajante afirmación de María Zambrano de que inteligencia y España son términos antitéticos.
¿De dónde nos viene esa amargura? No es fácil decirlo con rotundidad, pero se puede sospechar de algunos hechos. Por ejemplo, la profunda raíz católica española, que ve el mundo como valle de lágrimas y se regodea en los penitentes y los Cristos sangrantes de la Semana Santa ("oh, no eres tú mi cantar", decía Antonio Machado, pero también él avisaba al españolito aquello de que una de las dos Españas iba a helarle el corazón).
Núñez Florencio cree que sí tiene alguna culpa el catolicismo en el pesimismo de los españoles. "Todo eso llega al Quijote, obra fundamental de la cultura española. El Quijote ha sido visto como un monumento a la melancolía, que enfatiza las batallas perdidas", dice. También cree que el hecho de que España irrumpiera en la Historia con fuerza, con el esplendor del imperio, tiene algo que ver; ya que eso hizo que todo lo posterior se viera como decadencia. El caso es que siempre hemos encontrado un motivo para lamentarnos: el fracaso de la industrialización y la revolución burguesa, nuestra marginación científica... Y los momentos de optimismo (Núñez Florencio señala la II República y la transición, dos salidas de sendas dictaduras) duran poco, porque se quiere todo enseguida, y lo que llega enseguida es el desencanto, término estrechamente unido a la transición.
En otro libro reciente, de muy distintos tono y pretensiones ('Españoles. Viaje al fondo de un país', Ediciones B) Rafael Torres aporta su grano de arena a una visión poco complaciente de la historia de España. Aquí, viene a decir, los españoles sólo han contado como carne de cañón para una clase dirigente deplorable, por lo que no cabe hablar de un pueblo español digno de tal nombre. Algo parecido a lo que suele decir Arturo Pérez Reverte cuando habla del siglo XVII, de Trafalgar o de 1808, y lamenta que en la Puerta del Sol no se hubiera levantado una buena guillotina.
El pesimismo español goza de buena salud. Los que (a diestra) anuncian la próxima destrucción de España y los que (a siniestra) descalifican la transición como un vergonzoso pacto y sostienen que estamos por debajo de Chile o Argentina por no investigar los crímenes de la dictadura, continúan con buenos bríos la tradición.
Pero la pregunta sigue en pie. Vale, el pesimismo es indudable, pero ¿está fundado? Quizá no, pero su propia existencia ya es un dato significativo. Como dice Rafael Núñez Florencio, "constatar el pesimismo es pesimista". La pescadilla se muerde la cola.
(Angel Vivas)
Fuente El Mundo.es
"Eu sou o dono" (Julian Assange)
Leio num artigo da Lúcia Guimaraes que " a edição da revista Vanity Fair de fevereiro vai relatar uma cena curiosa protagonizada pelo australiano. Munido de advogado, Assange irrompeu, furioso, no escritório do editor chefe do jornal inglês The Guardian, Alan Rusbridger, e ameaçou processar o jornal. Motivo? Os 250 mil documentos que o WikiLeaks obteve clandestinamente haviam sido transferidos para o Guardian por um voluntário do WikiLeaks, durante negociações iniciadas pelo próprio Guardian. Assange, que não para de dar entrevistas sobre a necessidade de vazar qualquer tipo de informação e combater todas as formas de censura, estava embriagado pelo poder da grande mídia de atrair atenção para os segredos de governos e corporações. Queria controlar o fluxo de divulgação e bradou: "Eu sou o dono de todos os documentos." Atenção, Dr. Strangelove, seu psiquiatra o aguarda no setor de informações."
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Fonte Estadao
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domingo, 9 de enero de 2011
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