miércoles, 13 de octubre de 2010
Chile: a história do resgate
"Aqui em baixo há muito trabalho para fazer".
(Luis Urzua, chefe de turno, líder dos mineiros entao soterrados e agora resgatados)
(Luis Urzua, chefe de turno, líder dos mineiros entao soterrados e agora resgatados)
martes, 12 de octubre de 2010
Conversation with myself
"Quando era jovem... reunia em mim todas as fraquezas, todos os erros e faltas de discrição de um rapaz do campo [...]. Confiei na arrogância como forma de esconder as minhas fraquezas. [...] Uma questão que me preocupava seriamente na prisão era a falsa imagem que eu, sem qualquer intenção, projectava para o mundo exterior; a de ser encarado como um santo. Nunca fui um santo, nem mesmo na acepção terrena de um santo como um pecador que não cessa de se esforçar."
(Nelson Mandela)
lunes, 11 de octubre de 2010
domingo, 10 de octubre de 2010
A Universidade de Lisboa faz CEM Anos!
O centenário da universidade - que se assinala em 2011, mas cujo programa de comemorações é anunciado oficialmente amanhã, na abertura do ano académico - seria o momento ideal para lançar esse projecto. Para o concretizar falta essencialmente uma coisa, segundo o reitor António Sampaio da Nóvoa: trinta milhões de euros para o investimento inicial.
Cem anos é uma idade respeitável, e a UL quer aproveitá-la para recuperar muito da sua história e da sua memória na cidade. "Queremos mostrar como a Universidade esteve ligada à cidade desde o século XIII. Há um património vastíssimo do ponto de vista dos edifícios, que as pessoas conhecem mal", explica António Nóvoa. Neste momento está já a fazer-se o registo deste património e a planear-se percursos pela cidade para o quem quiser conhecer melhor.
Para além dos edifícios, existem as colecções, que também estão a ser inventariadas. "Gostaríamos de publicar um livro sobre elas e aproveitar este balanço para revalorizar a dimensão museológica da Universidade e conseguir construir pelo menos um grande pólo museológico nos actuais Museus da Politécnica, e um segundo pólo mais centrado nas questões da saúde no edifício histórico do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana", diz Nóvoa.
Fonte Piblico.pt
Cem anos é uma idade respeitável, e a UL quer aproveitá-la para recuperar muito da sua história e da sua memória na cidade. "Queremos mostrar como a Universidade esteve ligada à cidade desde o século XIII. Há um património vastíssimo do ponto de vista dos edifícios, que as pessoas conhecem mal", explica António Nóvoa. Neste momento está já a fazer-se o registo deste património e a planear-se percursos pela cidade para o quem quiser conhecer melhor.
Para além dos edifícios, existem as colecções, que também estão a ser inventariadas. "Gostaríamos de publicar um livro sobre elas e aproveitar este balanço para revalorizar a dimensão museológica da Universidade e conseguir construir pelo menos um grande pólo museológico nos actuais Museus da Politécnica, e um segundo pólo mais centrado nas questões da saúde no edifício histórico do Instituto Bacteriológico Câmara Pestana", diz Nóvoa.
Fonte Piblico.pt
Manoel de Oliveira abra a Mostra Internacional de Cinema de Sao Paulo
SÃO PAULO - Já está disponível a lista de filmes que serão exibidos na 34ª Mostra Internacional de Cinema, que começa neste 21 de outubro, na cidade de São Paulo. A abertura do festival será feita com o filme "O Estranho Caso de Angélica", de Manoel de Oliveira, Auditório do Ibirapuera.
ReproduçãoWin Wenders estará presente na exibição de 'Até o Fim do Mundo'A programação de filmes se estende até o dia 4 de novembro, com mais de 400 obras, de diretores e produções do mundo inteiro. As exibições se dividem entre as categorias: Perspectiva Internacional; Competição Novos Diretores, com exibição de filmes de cineastas que tenham realizado no máximo seu segundo longa-metragem; Mostra Brasil, retrospectivas, homenagens e exibições especiais.
Neste ano, o diretor alemão Win Wenders estará presente na exibição da versão de 280 minutos de seu filme de 1991, "Até o Fim do Mundo". Uma exposição de fotos feitas pelo alemão também será realizada.
A lista completa de filmes e locais de exibição estão no site da mostra.
Fonte Estadao
ReproduçãoWin Wenders estará presente na exibição de 'Até o Fim do Mundo'A programação de filmes se estende até o dia 4 de novembro, com mais de 400 obras, de diretores e produções do mundo inteiro. As exibições se dividem entre as categorias: Perspectiva Internacional; Competição Novos Diretores, com exibição de filmes de cineastas que tenham realizado no máximo seu segundo longa-metragem; Mostra Brasil, retrospectivas, homenagens e exibições especiais.
Neste ano, o diretor alemão Win Wenders estará presente na exibição da versão de 280 minutos de seu filme de 1991, "Até o Fim do Mundo". Uma exposição de fotos feitas pelo alemão também será realizada.
A lista completa de filmes e locais de exibição estão no site da mostra.
Fonte Estadao
Otavio Dias conta do seu encontro com Vargas Llosa num metro londrino
Otávio Dias - editor do estadão.com.br
Em 1996, vivia em Londres como correspondente e, claro, andava no metrô de cá pra lá, sempre correndo atrás de entrevistas, reportagens... Uma manhã estava de pé num trem lotado da linha Picadilly e, ao olhar para o lado, vi um rosto conhecido. Custei a acreditar, mas realmente parecia o famoso escritor peruano Mario Vargas Llosa.
Não costumo abordar pessoas conhecidas no meio da rua, mas naquela dia não me contive: “Sorry mr., are you Vargas Llosa?”, perguntei, num inglês meio capenga pela emoção do momento. “Yes, where are you from?”, respondeu o escritor. Disse que era brasileiro e que já o havia encontrado uma vez no Brasil em um almoço com jornalistas.
Perguntei se costumava andar bastante de metrô. “Sim, vou todos os dias de metrô à biblioteca do Museu Britânico, onde costumo escrever quando estou em Londres.” Chegamos então à estação de Holborn, perto do famoso museu. Não tinha de descer lá, mas pulei do trem para aproveitar um pouco mais a conversa. Trocamos um rápido adeus e lá se foi um de meus escritores preferidos.
Fiquei então ali, no meio de toda aquela gente desconhecida, lembrando de minha ligação pessoal com Vargas Llosa. Aos 16 anos encontrei perdido na fazenda de minha família um livro chamado “Tia Júlia e o Escrevinhador”. Comecei a ler sem saber do que se tratava e, durante dois dias, não pude desgrudar daquele romance que entrelaçava estórias de um jovem peruano cheio de paixão e ideais a fantásticas novelas de rádio.
Disparei a ler sua obra e, quatro anos depois, decidi ir atrás de seus passos numa viagem de 45 dias, com mochila nas costas, pelo Peru. Acompanhado de um amigo chamado Daniel _aliás, filho de outro importante escritor latino-americano, Ignácio de Loyola Brandão_ partimos de Bauru rumo a Corumbá e, de lá, pegamos o famoso trem da morte até Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e seguimos por terra, de trem, ônibus, carona e até mesmo a pé, até Trujillo, no norte do país. Visitamos vários dos lugares descritos nas obras do escritor peruano, como Arequipa, sua cidade natal, Miraflores, bairro limenho bastante presente em seus livros, a universidade onde ele estudou...
Na época, Vargas Llosa era candidato à Presidência e estava na frente nas pesquisas. Parecia-me uma oportunidade incrível para o Peru ter como presidente um intelectual e escritor de seu nível. Cheguei a invejar os peruanos por aquela grande chance, enquanto nós, no Brasil, estávamos às voltas com Fernando Collor de Mello. Mas a torcida foi em vão: Vargas Llosa perdeu na última hora para um até então desconhecido Alberto Fujimori. Confesso que doeu...
Em Londres tive ainda mais uma oportunidade de encontrar Vargas Llosa. Os ingleses têm o hábito interessante, ainda pouco comum no Brasil, de ir ao teatro ouvir escritores lerem suas próprias obras. Um dia vi no jornal que Umberto Eco e seu colega peruano se reuniriam uma noite para ler seus novos romances em voz alta.
Imediatamente comprei o ingresso e, ao chegar lá, estranhei todo o esquema de segurança na porta. Logo entendi o motivo. Além dos ilustres romancistas italiano e peruano, teríamos também uma presença inesperada e “proibida”: Salman Rushdie. O escritor anglo-indiano vivia foragido, protegido 24 horas por dia pelo Scotland Yard por causa da fatwa proferida contra ele pelo aiatolá Khomeini anos antes, por ocasião do lançamento de “Os Versos Satânicos”.
Eco leu trechos de “O Pêndulo de Foucault”. Não entendo bem o italiano, mas o que me impressionou foi a torrente de palavras que saíam da boca do escritor. Depois, Vargas Llosa leu partes de “Lituma nos Andes”. E a jornada de literatura terminou com Rushdie e seu “O Último Suspiro do Mouro.” Três grandes escritores em uma só noite, uma glória!
Fonte Estadao
Em 1996, vivia em Londres como correspondente e, claro, andava no metrô de cá pra lá, sempre correndo atrás de entrevistas, reportagens... Uma manhã estava de pé num trem lotado da linha Picadilly e, ao olhar para o lado, vi um rosto conhecido. Custei a acreditar, mas realmente parecia o famoso escritor peruano Mario Vargas Llosa.
Não costumo abordar pessoas conhecidas no meio da rua, mas naquela dia não me contive: “Sorry mr., are you Vargas Llosa?”, perguntei, num inglês meio capenga pela emoção do momento. “Yes, where are you from?”, respondeu o escritor. Disse que era brasileiro e que já o havia encontrado uma vez no Brasil em um almoço com jornalistas.
Perguntei se costumava andar bastante de metrô. “Sim, vou todos os dias de metrô à biblioteca do Museu Britânico, onde costumo escrever quando estou em Londres.” Chegamos então à estação de Holborn, perto do famoso museu. Não tinha de descer lá, mas pulei do trem para aproveitar um pouco mais a conversa. Trocamos um rápido adeus e lá se foi um de meus escritores preferidos.
Fiquei então ali, no meio de toda aquela gente desconhecida, lembrando de minha ligação pessoal com Vargas Llosa. Aos 16 anos encontrei perdido na fazenda de minha família um livro chamado “Tia Júlia e o Escrevinhador”. Comecei a ler sem saber do que se tratava e, durante dois dias, não pude desgrudar daquele romance que entrelaçava estórias de um jovem peruano cheio de paixão e ideais a fantásticas novelas de rádio.
Disparei a ler sua obra e, quatro anos depois, decidi ir atrás de seus passos numa viagem de 45 dias, com mochila nas costas, pelo Peru. Acompanhado de um amigo chamado Daniel _aliás, filho de outro importante escritor latino-americano, Ignácio de Loyola Brandão_ partimos de Bauru rumo a Corumbá e, de lá, pegamos o famoso trem da morte até Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e seguimos por terra, de trem, ônibus, carona e até mesmo a pé, até Trujillo, no norte do país. Visitamos vários dos lugares descritos nas obras do escritor peruano, como Arequipa, sua cidade natal, Miraflores, bairro limenho bastante presente em seus livros, a universidade onde ele estudou...
Na época, Vargas Llosa era candidato à Presidência e estava na frente nas pesquisas. Parecia-me uma oportunidade incrível para o Peru ter como presidente um intelectual e escritor de seu nível. Cheguei a invejar os peruanos por aquela grande chance, enquanto nós, no Brasil, estávamos às voltas com Fernando Collor de Mello. Mas a torcida foi em vão: Vargas Llosa perdeu na última hora para um até então desconhecido Alberto Fujimori. Confesso que doeu...
Em Londres tive ainda mais uma oportunidade de encontrar Vargas Llosa. Os ingleses têm o hábito interessante, ainda pouco comum no Brasil, de ir ao teatro ouvir escritores lerem suas próprias obras. Um dia vi no jornal que Umberto Eco e seu colega peruano se reuniriam uma noite para ler seus novos romances em voz alta.
Imediatamente comprei o ingresso e, ao chegar lá, estranhei todo o esquema de segurança na porta. Logo entendi o motivo. Além dos ilustres romancistas italiano e peruano, teríamos também uma presença inesperada e “proibida”: Salman Rushdie. O escritor anglo-indiano vivia foragido, protegido 24 horas por dia pelo Scotland Yard por causa da fatwa proferida contra ele pelo aiatolá Khomeini anos antes, por ocasião do lançamento de “Os Versos Satânicos”.
Eco leu trechos de “O Pêndulo de Foucault”. Não entendo bem o italiano, mas o que me impressionou foi a torrente de palavras que saíam da boca do escritor. Depois, Vargas Llosa leu partes de “Lituma nos Andes”. E a jornada de literatura terminou com Rushdie e seu “O Último Suspiro do Mouro.” Três grandes escritores em uma só noite, uma glória!
Fonte Estadao
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