sábado, 12 de enero de 2013
Milagre e Bom Humor
Os
milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas,
ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não
acontecem de repente, mais devagar, muito devagar. Quero dizer
seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde.
Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não
te desesperes ao triste pensamento de Alice: “Devo estar diminuindo de
novo”. Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer
novamente.
E
escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho
que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito,
Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E
é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o
camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível
rinoceronte: É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que
produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem
hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no
caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o
rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E
como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre
meio cômico, nunca devemos perder o bom humor. (Paulo Mendes Campos)
viernes, 11 de enero de 2013
A Pepa e o Zico ou a futilidade e o bom senso (miguel GASPAR)
Quem acredita que as redes sociais nos tornam mais inteligentes e democráticos fazia melhor em dedicar o seu tempo a pensar em malas Chanel ou nos sentimentos de cães que matam crianças.
É revelador constatar como uma campanha da Samsung, que é apenas fútil, gerou uma onda de indignação tão generalizada a ponto de a marca ter sido obrigada a retirar os vídeos que se tornaram virais.
E, ao mesmo tempo, dezenas de milhares de pessoas estão dispostas a encontrar “motivos” que justifiquem que um cão tenha matado uma criança de 18 meses, acusando a família de negligência e pedindo uma segunda oportunidade para o animal.
Dito de outra maneira, é censurável que uma blogger de moda, chamada Pepa sonhe com malas Chanel, mas é pensável que um cão chamado Zico possa ser desculpado por uma morte.
Os dois casos mostram como as redes sociais são férteis em desencadear correntes que desafiam o bom senso e a racionalidade.
A Samsung ficou incomodada com o efeito negativo da sua campanha, que foi vítima do preconceito social contra as "queques" e as "pseudoqueques" que falam "à tia". Esse preconceito é profundamente moralista e autoritário: é crime sonhar com uma mala Chanel em tempos de crise.
Mesmo que continue a haver pessoas que sonham com malas Chanel ou outra futilidade qualquer, é preciso pôr a máscara e dizer que se tem piedade dos pobrezinhos ou se é contra o capitalismo.
Por isso, a única coisa censurável que a Samsung fez foi retirar a sua campanha e ceder a uma pressão pública que num certo sentido é uma forma de censura.
Mas se queremos falar em piedade, é igualmente estranho que, em vez de ser a morte de uma criança de 18 meses a suscitar pena, seja o cão que a matou a ser objecto de uma campanha de solidariedade.
O animal não é condenado, é abatido por ser um perigo público. No entanto, os subscritores desse abaixo-assinado agem como se o animal devesse ser absolvido em nome de valores morais.
Há qualquer coisa estranha quando tratamos a futilidade com uma fúria quase animal e tratamos a fúria de um animal como se fosse uma causa humanitária.
Correcção Pepa é blogger de moda e não modelo.
FONTE publico.pt
Túneis que vao dar a lugar nenhum ou castelos de valores inexistentes. Falemos de Touradas!
“Os usurários mundiais nem sequer construíram túneis inúteis”, diz,
“construíram castelos de valores inexistentes, que continuam a crescer e
a alimentar a sua ganância. Até isto se resolver falemos de tourada,
porque não faz muito sentido discutir o estado da nossa sociedade, e o
demais, em 2013.”(João Magueijo)
Fonte Publico.pt
Fonte Publico.pt
Miguel esteves Cardoso faz lembrar Tom Jobim
“Estes anos, para mim, têm sido difíceis, embora tenham sido também
felizes e bons. E o título deste livro de crónicas que vai sair em Abril
acompanha dias bons e dias maus”, disse o autor. “Mas a coisa mais
importante é que, mesmo nos dias maus, havia sempre momentos bons. É à
própria pessoa que cabe decidir o dia. Por isso é que o livro se chama Como É Linda a Puta da Vida”, explicou MEC, que foi um dos fundadores do semanário O Independente
e mudou o modo como se escreviam crónicas nos jornais em Portugal. O
livro incluirá textos do PÚBLICO e de outros jornais e revistas, mas
também crónicas que não saíram em lugar algum. “Eram quase quatro mil e
foram reduzidas a 100. São sete anos.”
Quando esteve a ler as suas crónicas para fazer a selecção, Esteves Cardoso ficou surpreendido com “a quantidade de merda que uma pessoa escreve”. É um exercício que não recomenda a ninguém por ser profundamente deprimente: os computadores não se esquecem, não há maneira de aquilo se perder. Depois, de repente, aparece um texto que não é tão mau e uma pessoa fica contente, conta. “Lembro-me de que quando era novo tentava fazer: merda, merda, merda, e um [texto] bom. Mas era muito optimista. Agora era merda, merda, merda 19 vezes e depois um bom! Que sorte!”
“A vida é má e imprevisível e é uma puta. E não se percebe bem qual é o critério. Mas, por outro lado, é linda”...
Fonte Publico.pt
Quando esteve a ler as suas crónicas para fazer a selecção, Esteves Cardoso ficou surpreendido com “a quantidade de merda que uma pessoa escreve”. É um exercício que não recomenda a ninguém por ser profundamente deprimente: os computadores não se esquecem, não há maneira de aquilo se perder. Depois, de repente, aparece um texto que não é tão mau e uma pessoa fica contente, conta. “Lembro-me de que quando era novo tentava fazer: merda, merda, merda, e um [texto] bom. Mas era muito optimista. Agora era merda, merda, merda 19 vezes e depois um bom! Que sorte!”
“A vida é má e imprevisível e é uma puta. E não se percebe bem qual é o critério. Mas, por outro lado, é linda”...
Fonte Publico.pt
La HISTORIA como disciplina de ls ciencias sociales
La historia, como disciplina de las ciencias sociales, es la
narración verosímil de los acontecimientos de la Humanidad, la novela de
no ficción que explica y ayuda a entender la evolución humana. Así han
resumido los historiadores José Enrique Ruiz-Domènec, Felipe
Fernández-Armesto y Manuel Lucena Giraldo el debate coloquio Conocer el pasado, comprender el presente. En el acto, organizado por EL PAÍS y National Geographic en CaixaForum Madrid, se ha presentado, asimismo, la colección Historia National Geographic,
que repasa los últimos 5.000 años en 30 tomos en el 125º aniversario de
la institución y que se ofrecerán con el diario a partir de este
domingo 13 de enero. El primer volumen, Los primeros faraones, por 1,95 euros de forma excepcional —el resto costará 9,95 euros—.
El encuentro, moderado por el periodista Jacinto Antón, ha comenzado entre risas cuando ha repartido entre el público para que viera de cerca pelos de mamut, restos de una momia "humilde" y arena de la tumba de Tutankamon. Esta colección de libros, que abarca desde el antiguo Egipto y Mesopotamia hasta el siglo XX, es "el triunfo de la curiosidad", según Lucena Giraldo, doctor en Historia de América, de 52 años. Con estos libros se intenta romper la barrera que tradicionalmente ha separado a los historiadores, y académicos en general, del público. "Necesitamos que se comprenda el valor que tiene la historia. La historia contextualiza mediante un relato sencillo los acontecimientos", puntualizó Ruiz-Domènec, de 64 años.
La historia experimenta, además, un proceso de cambio continuo, caracterizado por tres elementos. En primer lugar una mundialización cultural y económica que han profundizado en las relaciones humanas, incluso, en el intercambio científico. Esta tendencia ha visto en la crisis un catalizador que ha trastornado y dejado perplejo a un público que busca respuestas. La historia se ha dado cuenta, concluye el catedrático de 62 años Fernández-Armesto, de que el mundo ya no tiene un solo centro, sino que es plural. "Habitamos en un mundo con muchas civilizaciones y tenemos que abandonar la historia nacional y abrazar una historia mundial".
Analizado el pasado es turno del futuro. "Soy un pesimista entrañable. El futuro trae novedades inesperadas pero creo que hay dos fenómenos que pueden acabar con nosotros, si no lo hacemos nosotros mismos: el clima y la microbiología. Son dos campos que no hemos logrado controlar", sentenció Fernández-Armesto.
Fonte Elç Pais
El encuentro, moderado por el periodista Jacinto Antón, ha comenzado entre risas cuando ha repartido entre el público para que viera de cerca pelos de mamut, restos de una momia "humilde" y arena de la tumba de Tutankamon. Esta colección de libros, que abarca desde el antiguo Egipto y Mesopotamia hasta el siglo XX, es "el triunfo de la curiosidad", según Lucena Giraldo, doctor en Historia de América, de 52 años. Con estos libros se intenta romper la barrera que tradicionalmente ha separado a los historiadores, y académicos en general, del público. "Necesitamos que se comprenda el valor que tiene la historia. La historia contextualiza mediante un relato sencillo los acontecimientos", puntualizó Ruiz-Domènec, de 64 años.
La historia experimenta, además, un proceso de cambio continuo, caracterizado por tres elementos. En primer lugar una mundialización cultural y económica que han profundizado en las relaciones humanas, incluso, en el intercambio científico. Esta tendencia ha visto en la crisis un catalizador que ha trastornado y dejado perplejo a un público que busca respuestas. La historia se ha dado cuenta, concluye el catedrático de 62 años Fernández-Armesto, de que el mundo ya no tiene un solo centro, sino que es plural. "Habitamos en un mundo con muchas civilizaciones y tenemos que abandonar la historia nacional y abrazar una historia mundial".
Analizado el pasado es turno del futuro. "Soy un pesimista entrañable. El futuro trae novedades inesperadas pero creo que hay dos fenómenos que pueden acabar con nosotros, si no lo hacemos nosotros mismos: el clima y la microbiología. Son dos campos que no hemos logrado controlar", sentenció Fernández-Armesto.
Fonte Elç Pais
El predominio occidental en el arte tiene los días contados...
La fuerza de China se siente en todos los sectores de la economía, y
el mercado del arte no es una excepción. Al contrario, quizá sea uno de
los que mejor reflejan el multifacético desarrollo del Gran Dragón.
Porque el país ha provocado un vuelco tanto desde dentro como fuera de
sus fronteras: los artistas contemporáneos chinos han saltado a la fama
de la noche a la mañana, mientras que los coleccionistas del gigante
asiático han sacado a pasear la chequera por el mundo y se han
convertido ya en un ávido grupo de influyentes compradores.
Todo esto lo saben bien en Christie’s, la mayor casa de subastas del mundo: en 2008, el volumen de sus ventas en Hong Kong, el corazón del mercado del arte en China, suponía solo un 3% del total; pero el año pasado, convertido el país en el mercado líder en el mundo, ese porcentaje se había incrementado hasta el 30%. Y la tendencia continúa agudizándose por la explosiva combinación de rápido crecimiento económico en Asia y la crisis económica en los mercados tradicionales.
“China está encontrando el lugar que le corresponde. El predominio occidental en el arte tiene los días contados... y es justo”, asegura el presidente de Christie’s en Asia, el francés François Curiel. “El magnífico desarrollo económico del país ha dado poder a una élite que comienza a invertir en arte, aunque solo sea por copiar lo que hacen en otras partes del mundo, y la apertura sociocultural ha provocado la explosión de la creatividad de los artistas locales”, explica Curiel.
Sin embargo, por la velocidad a la que se mueve el país, el coleccionista chino está confuso y busca el consejo de expertos. Para formar a estos, Christie’s y la China-Europe International Business School (CEIBS) —que cuenta con la colaboración del Gobierno de España— lanzarán este año el programa El mercado global del arte: coleccionar e invertir. Los alumnos serán, terminado el curso, los guías de los nuevos inversores chinos, cuyo interés por el arte tiene un fuerte componente de patriotismo.
“Vemos que los coleccionistas chinos quieren recuperar el patrimonio artístico que se vendió en tiempos pasados Es motivo de orgullo para ellos adquirir obras que habían estado fuera de China”, argumenta Curiel. Además, no solo hay que tener en cuenta a los coleccionistas individuales, sostiene. “En este país se han construido 360 museos a lo largo de 2012. Casi uno al día. Y necesitan obras. Como en todos los ámbitos, el Gobierno también juega un papel importante en el mercado del arte”.
Fonte El Pais
Este interés por devolver a China lo que muchos consideran que fue expoliado ha provocado también un impresionante aumento del precio de las obras de arte clásico del país. “2005, por ejemplo, fue el año en el que, por primera vez, una obra se cotizaba por encima de los 100 millones de dólares. Fue un picasso. La obra china más cara ese año fue un jarrón chino, que se vendió por 27 millones de dólares, un 75% más barata. En 2010, sin embargo, aunque Picasso volvió a marcar un récord con 105 millones, el arte chino colocó una obra a 64 millones, ya solo un 40% por debajo. Así, no me extrañaría que un año sea algún artista chino quien supere al pintor español”, avanza François Curiel, que tiene claro que el gigante asiático ha llegado para quedarse como líder: “El boom del arte en China no es ninguna burbuja. Es cierto que no resulta posible mantener durante mucho tiempo el actual crecimiento del volumen de ventas, pero pienso que solo veremos una moderación de ese crecimiento, nunca una caída”.
La otra cara del auge artístico de China la firman sus propios creadores, cuya irrupción en la escena internacional ha sido espectacular. Curiel lo explica con un ejemplo práctico: “En octubre de 2004 vendimos en Hong Kong un par de pequeñas obras de Zeng Fanzhi, de la serie Máscaras, por 12.000 dólares. Fue la primera obra de este autor que se subastaba. Cuatro años después, Zeng marcó, también en Hong Kong y con una obra de esa misma serie, el récord de cualquier artista chino vivo con 9,6 millones de dólares”.
Tres de los diez artistas vivos más valorados son ya chinos, y 11 de las 20 firmas que el año pasado vendieron obras por mayor valor en subastas también lo son. De hecho, esa última lista la lideran Zhang Daqian y Qi Baishi. Las obras de ambos alcanzaron el año pasado un valor combinado de más de 500 millones de dólares, muy por delante del tercero, Andy Warhol. Así, es lógico pensar que Pekín o Shanghái terminarán desplazando a los tradicionales centros comerciales del arte, como Nueva York y Londres. “Tienen potencial pero de momento no les harán sombra. La razón es simple: los elevados impuestos con los que se gravan las transacciones. Por eso, nosotros apostamos por Hong Kong como el centro neurálgico de la venta de arte en Asia”.
Todo esto lo saben bien en Christie’s, la mayor casa de subastas del mundo: en 2008, el volumen de sus ventas en Hong Kong, el corazón del mercado del arte en China, suponía solo un 3% del total; pero el año pasado, convertido el país en el mercado líder en el mundo, ese porcentaje se había incrementado hasta el 30%. Y la tendencia continúa agudizándose por la explosiva combinación de rápido crecimiento económico en Asia y la crisis económica en los mercados tradicionales.
“China está encontrando el lugar que le corresponde. El predominio occidental en el arte tiene los días contados... y es justo”, asegura el presidente de Christie’s en Asia, el francés François Curiel. “El magnífico desarrollo económico del país ha dado poder a una élite que comienza a invertir en arte, aunque solo sea por copiar lo que hacen en otras partes del mundo, y la apertura sociocultural ha provocado la explosión de la creatividad de los artistas locales”, explica Curiel.
Sin embargo, por la velocidad a la que se mueve el país, el coleccionista chino está confuso y busca el consejo de expertos. Para formar a estos, Christie’s y la China-Europe International Business School (CEIBS) —que cuenta con la colaboración del Gobierno de España— lanzarán este año el programa El mercado global del arte: coleccionar e invertir. Los alumnos serán, terminado el curso, los guías de los nuevos inversores chinos, cuyo interés por el arte tiene un fuerte componente de patriotismo.
“Vemos que los coleccionistas chinos quieren recuperar el patrimonio artístico que se vendió en tiempos pasados Es motivo de orgullo para ellos adquirir obras que habían estado fuera de China”, argumenta Curiel. Además, no solo hay que tener en cuenta a los coleccionistas individuales, sostiene. “En este país se han construido 360 museos a lo largo de 2012. Casi uno al día. Y necesitan obras. Como en todos los ámbitos, el Gobierno también juega un papel importante en el mercado del arte”.
Fonte El Pais
Este interés por devolver a China lo que muchos consideran que fue expoliado ha provocado también un impresionante aumento del precio de las obras de arte clásico del país. “2005, por ejemplo, fue el año en el que, por primera vez, una obra se cotizaba por encima de los 100 millones de dólares. Fue un picasso. La obra china más cara ese año fue un jarrón chino, que se vendió por 27 millones de dólares, un 75% más barata. En 2010, sin embargo, aunque Picasso volvió a marcar un récord con 105 millones, el arte chino colocó una obra a 64 millones, ya solo un 40% por debajo. Así, no me extrañaría que un año sea algún artista chino quien supere al pintor español”, avanza François Curiel, que tiene claro que el gigante asiático ha llegado para quedarse como líder: “El boom del arte en China no es ninguna burbuja. Es cierto que no resulta posible mantener durante mucho tiempo el actual crecimiento del volumen de ventas, pero pienso que solo veremos una moderación de ese crecimiento, nunca una caída”.
La otra cara del auge artístico de China la firman sus propios creadores, cuya irrupción en la escena internacional ha sido espectacular. Curiel lo explica con un ejemplo práctico: “En octubre de 2004 vendimos en Hong Kong un par de pequeñas obras de Zeng Fanzhi, de la serie Máscaras, por 12.000 dólares. Fue la primera obra de este autor que se subastaba. Cuatro años después, Zeng marcó, también en Hong Kong y con una obra de esa misma serie, el récord de cualquier artista chino vivo con 9,6 millones de dólares”.
Tres de los diez artistas vivos más valorados son ya chinos, y 11 de las 20 firmas que el año pasado vendieron obras por mayor valor en subastas también lo son. De hecho, esa última lista la lideran Zhang Daqian y Qi Baishi. Las obras de ambos alcanzaron el año pasado un valor combinado de más de 500 millones de dólares, muy por delante del tercero, Andy Warhol. Así, es lógico pensar que Pekín o Shanghái terminarán desplazando a los tradicionales centros comerciales del arte, como Nueva York y Londres. “Tienen potencial pero de momento no les harán sombra. La razón es simple: los elevados impuestos con los que se gravan las transacciones. Por eso, nosotros apostamos por Hong Kong como el centro neurálgico de la venta de arte en Asia”.
jueves, 10 de enero de 2013
Para o invisível
Texto publicado a 31 de Maio de 2012
Não conheço Dalton Trevisan. Sei que ele é um homem real, e não um
personagem de ficção. Que vive em Curitiba, que é um grande escritor e
que acaba de receber o prestigiado Prêmio Camões.
Mas se cruzar com Dalton pelas ruas da cidade - eu, que moro em Curitiba há 18 anos - não o reconheceria.Dalton Trevisan é um escritor invisível. Foge com fúria de fotógrafos, cinegrafistas, jornalistas.
Desaparece na neblina da cidade. Seus personagens de ficção parecem mais vivos do que ele. Não creio, porém, que essa estratégia de fuga seja o resultado de um traço de temperamento, ou de alguma fobia secreta. Dalton é invisível porque o invisível é o objeto de sua literatura.
É invisível porque a Curitiba que ele narra e perpetua em seus relatos é invisível também. É este seu trabalho: Dalton Trevisan vê o que ninguém vê. Dalton Trevisan é um cirurgião que, manobrando um fino bisturi, mas com a necessária violência, rasga o corpo da Curitiba moderna, a cidade das torres imensas, dos ônibus em forma de serpentes, dos parques de arquiteto. Dilacera-a para arrancar de seu interior o que ela tem de menor, de mais oculto e, sobretudo, de mais inominável. Dalton persegue seres e histórias aos quais não parece corresponder nome algum.
É uma espécie de Gulliver, o personagem de Jonathan Swift que, um dia, acorda em uma ilha de homens minúsculos que, apesar disso, o encarceram. Também Dalton é prisioneiro dessa cidade miúda que ele mesmo inventou. Cidade habitada por seres que se arrastam como fantasmas bizarros, cometem atrocidades em que não suportamos pensar e nas quais sequer eles mesmos conseguem pensar. Que, enfim, portam as partes mais desprezíveis, mais dolorosas do humano.
Talvez por isso, eu - como a maioria dos habitantes de Curitiba - não consiga ver Dalton Trevisan. Porque, nivelando-se a seus extraordinários personagens, também ele, o escritor, se esquiva e se anula. Ronda pela cidade - para usar uma imagem que ele mesmo cunhou no célebre livro de 1965 - como um vampiro.
Alimenta-se de seu sangue: sorve-o com uma escrita seca e cruel. Dalton devora a Curitiba moderna para, através de suas narrativas, digerir sua alma. Para entender Dalton Trevisan, é preciso entender Curitiba, bela e singular cidade localizada a 900 km ao sul do Rio de Janeiro.
Fundada no ano de 1693, ela foi, durante longo tempo, só um lugar de passagem, uma espécie de largo e turbulento corredor para tropeiros, desbravadores, aventureiros e viajantes. Só dois séculos depois, ao se tornar a capital da província do Paraná, ganhou verdadeiros ares urbanos. Só se transformou na cidade que hoje conhecemos depois que o urbanista e ex-governador, o inspirado Jaime Lerner, tratou de reinventá-la. Localizada a quase mil metros de altura, Curitiba guarda, com grande recato, o espírito desse passado longínquo, em que foi uma rota de fuga, mas também de conquistas, para mercadores, traficantes, fugitivos e almas penadas.
Essas características sobrevivem,submersas, na moderna Curitiba dos longos ônibus biarticulados, dos jardins impecáveis e das estações de cristal. Sobrevivem, mas são visíveis apenas aos olhos clínicos de Dalton, o grande miniaturista. Dalton as fisga com uma escrita, ela também, cada vez mais avara, mais contida, mais desconfiada, em que as palavras se poupam com a mesquinhez de um agiota. Seus personagens experimentam sofrimentos que não conseguem expor. Sofrem de dilemas internos a que não conseguem dar um nome. As palavras lhes falham e, por isso, só a escrita dura e cortante de Dalton - como socos desferidos sobre um desamparado leitor - é capaz de capturá-las.
Dalton Trevisan sabe que a literatura - qualquer literatura - está muito além da ética. Não tem piedade de seus personagens. Não os desculpa, não os embeleza, nem ameniza seus horrores. Tampouco se dá ao trabalho de lhes poupar as aparências com o recurso das metáforas, ou dos paradoxos. Sua ficção caminha em direção oposta a de outra magnífica contista de sua geração, a paulista Lygia Fagundes Telles, que escreve movida pela delicadeza e por uma gritante intuição. Dalton não: ele trabalha aos golpes, com força e precisão, como um escultor - ou, talvez mesmo, como um boxeador. Fosse poeta (talvez seja um poeta e ainda não consigamos ver isso), estaria mais próximo de alguém como João Cabral de Melo Neto, que foi um homem apaixonado pelo concreto, pelos ossos e pelas sínteses. Dalton também é.
Na última década, a literatura de Dalton tem se encolhido ainda mais, o que me leva a pensar nos buracos negros - regiões das quais nada, nem os mais sólidos objetos, escapa. Às vésperas dos 87 anos de idade, Dalton Trevisan se conserva um narrador afiado, de pulso firme e corte exato, nas mãos de quem toda nuance, toda delicadeza, toda elegância é simplesmente exterminada.
Em suas histórias circulam ninfetas obscenas, anjos vingadores, tarados cheios de si, homens enlouquecidos pelas drogas, anões vigaristas e maníacos de todas as espécies. Sujeitos que lutam entre si e, mais que isso, que lutam, com desespero e raiva, para sobreviver. Pois é da sobrevida, e não propriamente da vida, que Dalton Trevisan trata. Como continuar a viver em um mundo sem sentido? Como continuar a amar depois das mais abomináveis traições? Como aceitar a si mesmo, enquanto o mundo o repele e o achata? Como insistir em ser em um universo no qual tudo aponta para o extermínio e a morte?
Não é tão surpreendente que sob a elegante Curitiba contemporânea se esconda um mundo tão hediondo.
A cidade de Dalton, na verdade, poderia ser qualquer cidade do nosso século 21. Ele não tem como objeto Curitiba, mas o mundo contemporâneo. Certas marcas curitibanas, contudo, nela se conservam com alguma nitidez. A capital do estado do Paraná é, ainda hoje, uma cidade sem identidade fixa - na qual se misturam polacos, ucranianos, japoneses, árabes, alemães, pessoas vindas de todas as partes do mundo.
É uma cidade internacional e por isso, quanto mais se expande, mais enigmática se torna. Sob suas fachadas ultramodernas, se escondem guetos espirituais, que apenas se suportam, civilizadamente, mas sem abdicar do temor e da desconfiança.
O curitibano típico é introvertido, não conversa com estranhos, não gosta de sair de casa e é, sobretudo, um desconfiado. Nesse sentido, os personagens de Dalton encarnam aspectos importantes da alma da cidade que nem mesmo as gerações mais jovens conseguiram, ainda, superar.
Talvez por isso, Curitiba seja, ela também, uma cidade fria, não só na temperatura, mas nos temperamentos.
Cidade de "estranhos", ainda assim, ou talvez por isso, é uma cidade - apaixonante cidade, introspectiva e tímida como uma dama - de seres esquivos e reticentes. Sob o manto verde dos parques, o casario exuberante e a majestade dos edifícios, Dalton, com sua lupa de escritor, enxerga esse mundo minúsculo, quase invisível que, apesar do avançar dos séculos, continua a resistir.
Ele vê uma cidade que ninguém vê e, com sua escrita de gênio, a reinventa.
Se Jaime Lerner é o inventor da Curitiba moderna, Dalton, seu contemporâneo, é o inventor (por retrospecto) da Curitiba mítica. Só Dalton a enxerga, só ele dá forma a essa nova Lilliput. Cidade que, mais que habitar o Brasil, habita sua fértil imaginação. Território de mitos cruentos, desagradáveis, indigestos, mas que, pelo que carregam de humano, falam a respeito das partes mais secretas de todos nós. Somos, todos, seres pequenos e angustiados. A realidade nos massacra. Somos, todos, personagens de Dalton Trevisan.
Gostaria muito de conhecer Dalton Trevisan, de lhe apertar a mão e dizer o quanto o admiro. Não sei, porém, se terei, um dia, a chance de abraçá-lo. Dalton é mais invisível que o mais invisível de seus personagens. É um escritor que se esconde dentro de seus livros.
Um escritor que se apequena para que a literatura tome a frente da cena. Um verdadeiro escritor. O justíssimo Prêmio Camões, contudo, lhe dá um forte abraço em nome de todos nós, seus leitores apaixonados.
José Castello é escritor, crítico literário, cronista do diário brasileiro "O Globo"
Fonte Publico.pt
Mas se cruzar com Dalton pelas ruas da cidade - eu, que moro em Curitiba há 18 anos - não o reconheceria.Dalton Trevisan é um escritor invisível. Foge com fúria de fotógrafos, cinegrafistas, jornalistas.
Desaparece na neblina da cidade. Seus personagens de ficção parecem mais vivos do que ele. Não creio, porém, que essa estratégia de fuga seja o resultado de um traço de temperamento, ou de alguma fobia secreta. Dalton é invisível porque o invisível é o objeto de sua literatura.
É invisível porque a Curitiba que ele narra e perpetua em seus relatos é invisível também. É este seu trabalho: Dalton Trevisan vê o que ninguém vê. Dalton Trevisan é um cirurgião que, manobrando um fino bisturi, mas com a necessária violência, rasga o corpo da Curitiba moderna, a cidade das torres imensas, dos ônibus em forma de serpentes, dos parques de arquiteto. Dilacera-a para arrancar de seu interior o que ela tem de menor, de mais oculto e, sobretudo, de mais inominável. Dalton persegue seres e histórias aos quais não parece corresponder nome algum.
É uma espécie de Gulliver, o personagem de Jonathan Swift que, um dia, acorda em uma ilha de homens minúsculos que, apesar disso, o encarceram. Também Dalton é prisioneiro dessa cidade miúda que ele mesmo inventou. Cidade habitada por seres que se arrastam como fantasmas bizarros, cometem atrocidades em que não suportamos pensar e nas quais sequer eles mesmos conseguem pensar. Que, enfim, portam as partes mais desprezíveis, mais dolorosas do humano.
Talvez por isso, eu - como a maioria dos habitantes de Curitiba - não consiga ver Dalton Trevisan. Porque, nivelando-se a seus extraordinários personagens, também ele, o escritor, se esquiva e se anula. Ronda pela cidade - para usar uma imagem que ele mesmo cunhou no célebre livro de 1965 - como um vampiro.
Alimenta-se de seu sangue: sorve-o com uma escrita seca e cruel. Dalton devora a Curitiba moderna para, através de suas narrativas, digerir sua alma. Para entender Dalton Trevisan, é preciso entender Curitiba, bela e singular cidade localizada a 900 km ao sul do Rio de Janeiro.
Fundada no ano de 1693, ela foi, durante longo tempo, só um lugar de passagem, uma espécie de largo e turbulento corredor para tropeiros, desbravadores, aventureiros e viajantes. Só dois séculos depois, ao se tornar a capital da província do Paraná, ganhou verdadeiros ares urbanos. Só se transformou na cidade que hoje conhecemos depois que o urbanista e ex-governador, o inspirado Jaime Lerner, tratou de reinventá-la. Localizada a quase mil metros de altura, Curitiba guarda, com grande recato, o espírito desse passado longínquo, em que foi uma rota de fuga, mas também de conquistas, para mercadores, traficantes, fugitivos e almas penadas.
Essas características sobrevivem,submersas, na moderna Curitiba dos longos ônibus biarticulados, dos jardins impecáveis e das estações de cristal. Sobrevivem, mas são visíveis apenas aos olhos clínicos de Dalton, o grande miniaturista. Dalton as fisga com uma escrita, ela também, cada vez mais avara, mais contida, mais desconfiada, em que as palavras se poupam com a mesquinhez de um agiota. Seus personagens experimentam sofrimentos que não conseguem expor. Sofrem de dilemas internos a que não conseguem dar um nome. As palavras lhes falham e, por isso, só a escrita dura e cortante de Dalton - como socos desferidos sobre um desamparado leitor - é capaz de capturá-las.
Dalton Trevisan sabe que a literatura - qualquer literatura - está muito além da ética. Não tem piedade de seus personagens. Não os desculpa, não os embeleza, nem ameniza seus horrores. Tampouco se dá ao trabalho de lhes poupar as aparências com o recurso das metáforas, ou dos paradoxos. Sua ficção caminha em direção oposta a de outra magnífica contista de sua geração, a paulista Lygia Fagundes Telles, que escreve movida pela delicadeza e por uma gritante intuição. Dalton não: ele trabalha aos golpes, com força e precisão, como um escultor - ou, talvez mesmo, como um boxeador. Fosse poeta (talvez seja um poeta e ainda não consigamos ver isso), estaria mais próximo de alguém como João Cabral de Melo Neto, que foi um homem apaixonado pelo concreto, pelos ossos e pelas sínteses. Dalton também é.
Na última década, a literatura de Dalton tem se encolhido ainda mais, o que me leva a pensar nos buracos negros - regiões das quais nada, nem os mais sólidos objetos, escapa. Às vésperas dos 87 anos de idade, Dalton Trevisan se conserva um narrador afiado, de pulso firme e corte exato, nas mãos de quem toda nuance, toda delicadeza, toda elegância é simplesmente exterminada.
Em suas histórias circulam ninfetas obscenas, anjos vingadores, tarados cheios de si, homens enlouquecidos pelas drogas, anões vigaristas e maníacos de todas as espécies. Sujeitos que lutam entre si e, mais que isso, que lutam, com desespero e raiva, para sobreviver. Pois é da sobrevida, e não propriamente da vida, que Dalton Trevisan trata. Como continuar a viver em um mundo sem sentido? Como continuar a amar depois das mais abomináveis traições? Como aceitar a si mesmo, enquanto o mundo o repele e o achata? Como insistir em ser em um universo no qual tudo aponta para o extermínio e a morte?
Não é tão surpreendente que sob a elegante Curitiba contemporânea se esconda um mundo tão hediondo.
A cidade de Dalton, na verdade, poderia ser qualquer cidade do nosso século 21. Ele não tem como objeto Curitiba, mas o mundo contemporâneo. Certas marcas curitibanas, contudo, nela se conservam com alguma nitidez. A capital do estado do Paraná é, ainda hoje, uma cidade sem identidade fixa - na qual se misturam polacos, ucranianos, japoneses, árabes, alemães, pessoas vindas de todas as partes do mundo.
É uma cidade internacional e por isso, quanto mais se expande, mais enigmática se torna. Sob suas fachadas ultramodernas, se escondem guetos espirituais, que apenas se suportam, civilizadamente, mas sem abdicar do temor e da desconfiança.
O curitibano típico é introvertido, não conversa com estranhos, não gosta de sair de casa e é, sobretudo, um desconfiado. Nesse sentido, os personagens de Dalton encarnam aspectos importantes da alma da cidade que nem mesmo as gerações mais jovens conseguiram, ainda, superar.
Talvez por isso, Curitiba seja, ela também, uma cidade fria, não só na temperatura, mas nos temperamentos.
Cidade de "estranhos", ainda assim, ou talvez por isso, é uma cidade - apaixonante cidade, introspectiva e tímida como uma dama - de seres esquivos e reticentes. Sob o manto verde dos parques, o casario exuberante e a majestade dos edifícios, Dalton, com sua lupa de escritor, enxerga esse mundo minúsculo, quase invisível que, apesar do avançar dos séculos, continua a resistir.
Ele vê uma cidade que ninguém vê e, com sua escrita de gênio, a reinventa.
Se Jaime Lerner é o inventor da Curitiba moderna, Dalton, seu contemporâneo, é o inventor (por retrospecto) da Curitiba mítica. Só Dalton a enxerga, só ele dá forma a essa nova Lilliput. Cidade que, mais que habitar o Brasil, habita sua fértil imaginação. Território de mitos cruentos, desagradáveis, indigestos, mas que, pelo que carregam de humano, falam a respeito das partes mais secretas de todos nós. Somos, todos, seres pequenos e angustiados. A realidade nos massacra. Somos, todos, personagens de Dalton Trevisan.
Gostaria muito de conhecer Dalton Trevisan, de lhe apertar a mão e dizer o quanto o admiro. Não sei, porém, se terei, um dia, a chance de abraçá-lo. Dalton é mais invisível que o mais invisível de seus personagens. É um escritor que se esconde dentro de seus livros.
Um escritor que se apequena para que a literatura tome a frente da cena. Um verdadeiro escritor. O justíssimo Prêmio Camões, contudo, lhe dá um forte abraço em nome de todos nós, seus leitores apaixonados.
José Castello é escritor, crítico literário, cronista do diário brasileiro "O Globo"
Fonte Publico.pt
Para Maria da Graça
Somos todos bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.(Paulo Mendes Campos)
miércoles, 9 de enero de 2013
Medo ou pura ambiçao
Los filósofos de Hitler
- Un ensayo estudia las motivaciones de Heidegger y compañía
Rosalía Sánchez | Berlín
Martin Heidegger.El caso de Heidegger es quizá el más angustioso y Sherratt detalla en su libro los episodios en los que se vistió de militar nazi para dar conferencias, la forma en que se deshizo de sus colaboradores judíos e incluso la traición a su propio maestro, Edmund Husserl. La mayor parte de estos hechos eran anteriormente conocidos, pero la novedad de la obra radica en la demostración de que en modo alguno fueron estos filósofos forzados o coaccionados y que aquellas conductas no fueron consecuencia del miedo o las amenazas, sino de la ambición.
Alasadir Palmer, del diario 'The Telegraph', que ha tenido acceso al documento completo, destaca como conclusiones el hecho de que "el comportamiento de aquellos filósofos puede definirse como racional en el sentido de que sigue la lógica de la búsqueda de poder. Se dieron cuenta de que para poder continuar con sus carreras estas tenían que transcurrir en línea con la abrumadora fuerza del imperio que surgía. Y, en coherencia con esto, se deshicieron de sus colegas judíos".
Palmer subraya que se trata de una serie de trayectorias profesionales "moralmente despreciables, pero que respetan la racionalidad que se espera de un filósofo".
Fonte Elmundo.es
Comento : nao creio em apenas um tipo de motivaçao.
lunes, 7 de enero de 2013
Cultivar Valores (ainda)
Ontem , afinal, ainda que com atraso, assistí o programa do Faustao e a entrega do Premio Mario Lago ao Rei Roberto Carlos. Foram os participantes sempre unanimes nas anotaçoes que fizeram: O Rei Roberto Carlos é Rei pela sua generosidade, cortesia, grandeza, AURA enfim. Viva o Rei. Sou fa de carteirinha do Rei e das qualidades ali apontadas.
Viaje a la noche romántica del Prado
“Los románticos nos enseñaron a vivir, a morir, a soñar y, sobre
todo, a amar. La poesía ha exaltado el amor y lo ha analizado, lo ha
recreado y lo ha propuesto a la imitación del universal”. La cita de
Octavio Paz sirvió al Catedrático de Fenomenología de los Estilos y de
Historia del Arte Contemporáneo por la Universidad de Bolonia, Alfredo
de Paz, para introducir en su conferencia Fenomenología de la pasión y del deseo en la pintura de la edad romántica
un estimulante análisis sobre asuntos como la representación del cuerpo
de la mujer en el arte, cuando el arte en ese tiempo en que se opuso a
la “pasión por la razón’ de las perspectivas ilustradas y neoclásicas”.
La transcripción de aquella charla está contenida en El arte de la era romántica (Galaxia Gutenberg / Círculo de Lectores), que recoge el ciclo de conferencias que bajo ese título se celebró en el Prado, con el auspicio de la Fundación de Amigos del Museo que dirige Francisco Calvo Serraller (crítico de EL PAÍS). Para aquellos que no acudieron entre octubre de 2010 y marzo de 2011 al programa propuesto por Calvo Serraller para “acreditar la relación del romanticismo y la pinacoteca”, pueden adentrarse en las ideas y los modos de creación de un periodo trascendental en la historia, el convulso XIX, de la mano de especialistas como el escritor Félix de Azúa, que se dispone a impartir este mes un curso relacionado con el tema en el Casón del Buen Retiro, Javier Manterola --disertó sobre la ingeniería civil del romanticismo--, el historiador Jordi Canal (Entre el imperio y la nación: la construcción de la España contemporánea) o los conservadores de la institución madrileña --Manuela B. Marqués (Goya), Leticia Azcue Brea (escultura y artes decorativas) o Javier Barón y José Luis Díez (el XIX)—y de otras extranjeras: Arlette Sérullaz (Louvre) o Alison Smith (Tate).
“La pintura fue, desde luego, mucho mejor considerada por los románticos, aunque no sin someterla a una profunda transformación, que se inició con el trastrocamiento de los géneros. (…) Agitación, dinamismo, exuberante color y exotismo fueron algunos de los elementos que se impusieron”, escribe Calvo Serraller en el texto introductorio, que recurre en su título al viejo hechizo romántico de la noche.
De esa nueva pintura se ocupan también Thomas E. Crow, que se detiene en los retratos papales de los ingleses David, Ingres y Lawrence, o Carlos Reyero, y su mirada a “las raíces cosmopolitas de los pintores románticos españoles”; la música es cosa de Juan Ángel Vela del Campo y el urbanismo, de Fernando de Terán, que vence la aparente paradoja de dedicar una conferencia a la ciudad en el seno de un ciclo sobre el movimiento que más y mejor glorificó la naturaleza.
El volumen, presentado en el museo recientemente con una disertación de José María Guelbenzu sobre la literatura de aquel tiempo arrebatado (de Novalis a Shelley; de Coleridge a Fernán Caballero), viene a añadirse a una colección inaugurada en 1995 con un repaso a los Grandes museos históricos. Hasta la fecha, se han publicado17 títulos, entre otros: Tiziano y el legado veneciano, El bodegón, El Bosco y la tradición pictórica de lo fantástico, La senda de española de los artistas flamencos o El arte del siglo de las luces, recopilación en cierto modo complementaria, por oposición ética y estética, a la recién editada. El próximo volumen recogerá las conferencias que imparten desde el pasado octubre y hasta el 26 de febrero personalidades como Antonio Forcellino, Javier Portús o Gabrielle Finaldi con el título: Maestros en la sombra. La otra cara del museo del Prado.
FonteElPais
La transcripción de aquella charla está contenida en El arte de la era romántica (Galaxia Gutenberg / Círculo de Lectores), que recoge el ciclo de conferencias que bajo ese título se celebró en el Prado, con el auspicio de la Fundación de Amigos del Museo que dirige Francisco Calvo Serraller (crítico de EL PAÍS). Para aquellos que no acudieron entre octubre de 2010 y marzo de 2011 al programa propuesto por Calvo Serraller para “acreditar la relación del romanticismo y la pinacoteca”, pueden adentrarse en las ideas y los modos de creación de un periodo trascendental en la historia, el convulso XIX, de la mano de especialistas como el escritor Félix de Azúa, que se dispone a impartir este mes un curso relacionado con el tema en el Casón del Buen Retiro, Javier Manterola --disertó sobre la ingeniería civil del romanticismo--, el historiador Jordi Canal (Entre el imperio y la nación: la construcción de la España contemporánea) o los conservadores de la institución madrileña --Manuela B. Marqués (Goya), Leticia Azcue Brea (escultura y artes decorativas) o Javier Barón y José Luis Díez (el XIX)—y de otras extranjeras: Arlette Sérullaz (Louvre) o Alison Smith (Tate).
“La pintura fue, desde luego, mucho mejor considerada por los románticos, aunque no sin someterla a una profunda transformación, que se inició con el trastrocamiento de los géneros. (…) Agitación, dinamismo, exuberante color y exotismo fueron algunos de los elementos que se impusieron”, escribe Calvo Serraller en el texto introductorio, que recurre en su título al viejo hechizo romántico de la noche.
De esa nueva pintura se ocupan también Thomas E. Crow, que se detiene en los retratos papales de los ingleses David, Ingres y Lawrence, o Carlos Reyero, y su mirada a “las raíces cosmopolitas de los pintores románticos españoles”; la música es cosa de Juan Ángel Vela del Campo y el urbanismo, de Fernando de Terán, que vence la aparente paradoja de dedicar una conferencia a la ciudad en el seno de un ciclo sobre el movimiento que más y mejor glorificó la naturaleza.
El volumen, presentado en el museo recientemente con una disertación de José María Guelbenzu sobre la literatura de aquel tiempo arrebatado (de Novalis a Shelley; de Coleridge a Fernán Caballero), viene a añadirse a una colección inaugurada en 1995 con un repaso a los Grandes museos históricos. Hasta la fecha, se han publicado17 títulos, entre otros: Tiziano y el legado veneciano, El bodegón, El Bosco y la tradición pictórica de lo fantástico, La senda de española de los artistas flamencos o El arte del siglo de las luces, recopilación en cierto modo complementaria, por oposición ética y estética, a la recién editada. El próximo volumen recogerá las conferencias que imparten desde el pasado octubre y hasta el 26 de febrero personalidades como Antonio Forcellino, Javier Portús o Gabrielle Finaldi con el título: Maestros en la sombra. La otra cara del museo del Prado.
FonteElPais
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domingo, 6 de enero de 2013
VERDI: 200 años de “la música del alma”
Pocas obras tienen tanta fuerza simbólica como el Coro de esclavos hebreos de la ópera Nabucco de Giuseppe Verdi. Tras su estreno en 1842, el lamento del pueblo viendo Jerusalén tomada por Nabucodonosor se convirtió en un segundo himno para Italia. Con Cavour por el norte y Garibaldi por el sur anexionando territorios, en los años siguientes Italia tomó a Verdi como un icono de la cultura de esa nueva Italia unificada que estaba por nacer. Este año se cumplen 200 años del nacimiento de uno de los compositores más importantes de la Historia de la ópera, y el Instituto Italiano de Madrid reivindica su figura con cinco recitales líricos con grandes voces en el Palacio de Abrantes.
El primero en subirse al escenario del Instituto Italiano será Michele Pertusi, bajo curtido en los papeles verdianos, además de haber probado con Mozart, Donizetti y Rossini. Cantará extractos de Don Carlo y Les vêpres siciliennes, dos de las óperas francesas del italiano. Francesas por ser encargos del país galo y porque sus textos están en ese idioma en su versión original —Don Carlo fue polémica tras su estreno en París por su forma y por no adaptarse a los cánones galos, además de por su crítica a la monarquía española—. “La gran ópera francesa de Verdi es Don Carlo, y su parte más importante el aria de Felipe II, que cantaré en el concierto. El color de la pieza es muy interesante. Les vêpres sicilienneses una ópera de música verdiana pero de concepto diferente. Es una nueva visión del gran género tras la ópera belcantista presente en La Traviata”, explica el bajo.
La fiesta por el bicentenario de Verdi —que, caprichos del destino, coincide con el de Wagner— promete ser un acontecimiento planetario. En Madrid ya se han visto algunos gestos de esta celebración: en el Teatro Real se ha representado su Macbeth, y el espectacular Requiemestá presente en las programaciones de las orquestas de la ciudad. “Durante el XIX Verdi era un compositor monumental, un político, un patriota emocional que fue senador en la primera capital de la Italia unificada, Turín. En una sola persona estaba representado todo el pueblo italiano”, explica el bajo. Y hasta su nombre se convirtió en un símbolo. La nueva Italia veía en él una señal providencial, puesto que las letras de su apellido eran un acrónimo del primer rey de la Italia unificada (Vittorio Emmanuele Ré D'Italia). “En toda su producción se ve a una generación de italianos. No era solo un gran músico con composiciones de calidad incuestionable, sino también un fenómeno en la concepción teatral”, precisa Pertusi.
Un hombre de su tiempo
La música de Verdi es fruto de una historia que comienza en un pequeño pueblo de Parma y que viaja hasta los grandes teatros de Europa, con especial presencia en La Scala de Milán, donde estrenó algunas de sus piezas más conocidas. Es fácil imaginárselo paseando por Milán y Roma como un ídolo nacional, con su chistera y su pañuelo blanco al cuello, como fue retratado por Giovanni Boldini en 1886. Su música no supone un salto a la vanguardia, pero interpela al pueblo y mueve las pasiones de una nación enardecida y necesitada de ánimos. “Verdi tiene una lengua única, habla al corazón de los hombres. En sus óperas hay un sentimiento real, fuerte y verdadero, y sus personajes hablan al hombre moderno con un lenguaje que huele a antiguo”, dice el bajo italiano. Una música alejada de movimientos reaccionarios pero que asegura a Verdi un lugar entre los mejores compositores del mundo, por su capacidad para llegar a la gente, bien sea utilizando argumentos de Shakespeare o historias más modestas. “La música de Verdi es la música del alma”, dice Pertusi.
Tras Pertusi pasarán por el Instituto Italiano el también bajo Roberto Scadiuzzi, las sopranos María Grazia Schavo y Fiorenza Cedolins y el tenor Francesco Meli, que llenarán de ópera hasta mayo el Palacio de Abrantes. En sus recitales repasarán desde I Lombardi a Falstaff —una obra muy avanzada que compuso a los 80 años—, pasando por Aida, Il trovatore, La Traviata, Simon Boccanegra u Otello. Una visión global de la obra de Verdi a través de una trayectoria de evolución musical y estilística digna de mención. Una buena ocasión para introducirse en la ópera italiana, que es reflejo de una época en la que el país luchaba por su reunificación al grito de “Viva Verdi”.
Ciclo Grandes Voces para Verdi. Del 10 de enero al 8 de mayo a las 20.00 en el Instituto Italiano (calle Mayor, 86). Entrada libre por invitación. Cualquier aficionado puede recoger dos invitaciones desde una hora antes del concierto
Fonte El Pais
Fonte El Pais
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