viernes, 14 de octubre de 2011

A Imagética das Letras- 2o e 21 Outubro 2011 - FLUL

Colóquio internacional e interdisciplinar
A Imagética das Letras:
representações de letrados e da construção de saberes
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 20 e 21 de Outubro de 2011, Anf. III
org. CH/FLUL, coord. M. Leonor García da Cruz, Imagética-Grupo Mundos Novos

jueves, 13 de octubre de 2011

Reserva de Luxo

O melhor é que é mesmo!

De Narciso e Modernidade

O Espectro de Narciso na Modernidade – de Freud a Adorno

O Espectro de Narciso na Modernidade – de Freud a Adorno, Mônica do Amaral, São Paulo: Ed. Estação Liberdade, 1997
Cibele Prado Barbieri
A proposta básica da autora é aprofundar as hipóteses de Adorno buscando seus ecos na atualidade.

Theodor W. Adorno (1903 – 1969), é um filósofo alemão que, fazendo uma leitura dos fenômenos de massa à luz da teoria freudiana, inscreve o movimento fascista num registro libidinal buscando, através da correlação entre a psicologia individual e a das massas, esclarecer as motivações e efeitos de tal fenômeno.

Para Adorno, a subjetividade contemporânea é essencialmente narcísica e sofre de tendências latentes de autodestruição, no que ele muito se aproxima do pensamento freudiano da pulsão de morte. Entretanto, pelo discorrer da autora a respeito de sua teorização, ele se detém na perspectiva das tendências sado-masoquistas como expressão da libido, sob a égide das relações de objeto, da primeira tópica, não tendo avançado em relação às formulações posteriores de Freud.

Partindo da concepção freudiana de “herança”, por exemplo, ele diz que: “Uma dominação que pode ser caracterizada como psicológica, não em função do apelo a convicções racionais, mas pela imposição autoritária de objetos irracionais, que são alcançados despertando-se habilmente nas massas uma porção de sua ‘herança arcaica’.”

A autora vai então desenvolver tais formulações, buscando os mecanismos próprios que permitiram esse tipo de dominação e, para tanto, ela recorre principalmente à teoria da sedução generalizada de Laplanche, à teoria do canibalismo ou sadismo oral em André Green, às fontes da sexualidade feminina e do masoquismo em J. André, além da teoria do narcisismo, paranóia e melancolia em Freud para respaldar suas conclusões.

Nesta trajetória ela vai pontuar algumas características psicológicas das massas:
1. Um estado de regressão libidinal das massas que facilitaria a instalação e manutenção da dominação do líder.

2. O caráter sado-masoquista das massas.

3. O caráter feminino das massas no sentido de uma passividade masoquista.

4. A coincidência dos mecanismos descritos por Freud na paranóia com o funcionamento das massas, principalmente no que tange ao narcisismo.

5. Como efeito do declínio da função paterna na modernidade, a autora pensa que se pode justificar o surgimento de uma tendência paranóica na massa, engendrada sob a influência de uma liderança fascista também paranóica, ou ainda, que um líder perverso favoreceria um comportamento neurótico das massas.

6. O movimento fascista, na perspectiva de Adorno, se inscreve num registro libidinal onde as relações do grupo com o líder assumem basicamente uma modalidade sádico-oral. O líder, colocado em posição de ideal do eu, evoca as identificações primárias com o objeto oral parcial, identificações que, segundo ele, despertam a culpabilidade absoluta e originária. Isto promoveria a adesão da massa num registro imperativo.

A autora retoma em Freud vários textos, fazendo algumas críticas que justificariam sua preferência pela teoria da “sedução generalizada” de Laplanche para explicar o modo de funcionamento das massas.

Entre os textos de Freud que ela retoma encontramos uma ênfase nos seguintes: Introdução ao Narcisismo (1914), Uma Criança é espancada (1919), O Ego e o Id (1923) e O caso Schereber (1911).

Com relação a este último, ela toma o narcisismo aí exposto como uma possível metáfora do narcisismo contemporâneo, em articulação com os mecanismos paranóicos. Adorno trata o fascismo como o que promove “... a integração da ‘desgraça subjetiva’ que acomete o indivíduo a uma sorte de ‘desgraça objetiva visível’. (...) por meio de mecanismos de identificação (...) do indivíduo com as instâncias sociais” acrescentando que o fascismo realiza em ato as fantasias mórbidas de suas vítimas (pág. 165).
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Sobre o sujeito paranóico ele diz que: “Ele antecipa subjetivamente o estado no qual a loucura objetiva e a impotência do indivíduo se transformam imediatamente uma na outra, tal como o fascismo, enquanto ditadura dos maníacos de perseguição, realiza todas as angústias persecutórias de suas vítimas” (citado na pág. 167).

Embora Adorno, tanto quanto a autora, admitam o viés auto- destrutivo implicado na submissão inerente às vítimas do fascismo, a articulação proposta concentra–se nas formulações freudianas anteriores a 1920, que privilegiam a perspectiva dos conceitos de regressão e de estágios objetais da libido, da primeira tópica.

Sobre a Autora
Psicanalista, membro do Círculo Psicanalítico da Bahia desde 1987. Formação em Psicologia pela UFRJ/UFBA. Formação em Psicanálise no Círculo Psicanalítico da Bahia.

Fonte site da editora Agalma

miércoles, 12 de octubre de 2011

Exposicao Frei Mariano Veloso, na Biblioteca Nacional de Portugal

Livre Arbítrio e Graca Divina

" Estávamos profundamente equivocados. O que derrubou a ditadura foi a luta de massas, a luta democrática. Mas o que está feito, está feito. Não me arrependo."

Senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), relator da Comissão da Verdade, que pegou em armas contra a ditadura militar de 1964

Nossa Senhora APARECIDA, eu vos consagro a minha família

eu só vim mostrar meu olhar..