sábado, 28 de junio de 2008

She will be loved



Beauty queen of only eighteen
She had some trouble with herself
He was always there to help her
She always belonged to someone else
I drove for miles and miles
And wound up at your door
I've had you so many times but somehowI want more
I don't mind spending everydayOut
on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be lovedShe will be loved
Tap on my window knock on my door
I want to make you feel beautifulI know
I tend to get so insecureIt doesn't matter anymore
It's not always rainbows and butterflies

It's compromise that moves us along, yeah
My heart is full and my door's always open
You can come anytime you want
I don't mind spending everydayOut
on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smileAsk her if she wants to stay awhile
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
And she will be loved
I know where you hide
Alone in your car
Know all of the things that make you who you are
I know that goodbye means nothing at all
Comes back and begs me to catch her every time she falls
Tap on my window knock on my door
I want to make you feel beautiful

I don't mind spending everydayOut
on your corner in the pouring rain
Look for the girl with the broken smile
Ask her if she wants to stay awhile
And she will be lovedAnd she will be loved
And she will be loved
And she will be loved[in the background]
Please don't try so hard to say goodbye
Please don't try so hard to say goodbyeYeah[softly]
I don't mind spending everydayOut
on your corner in the pouring rain
Try so hard to say goodbye
*

O quadro e a polêmica

Empresário em parceria com o Estado compra quadro em leilão
26.06.2008 - 09h22 Lusa
Num acordo com o Ministério da Cultura (MC), um empresário português - que prefere manter o anonimato - comprou ontem num leilão em Paris o quadro Súplica de D. Inês de Castro, de Francisco Vieira, o Portuense (1765-1805), por 210 mil euros.A obra ficará exposta no Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA) e durante um ano o Estado poderá reunir os meios necessários para a comprar pelo mesmo preço.A compra foi anunciada em conferência de imprensa no MNAA pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, que se congratulou pela eficácia desta parceria entre o Estado e um privado que permitiu adquirir uma peça que o director do museu, Paulo Henriques, considerou "de referência".Pinto Ribeiro adiantou também o que prevê que venha a acontecer no prazo de um ano: a Fundação Caixa Geral de Depósitos já manifestou a sua disponibilidade para "financiar a compra" e para, ao tornar-se proprietária do quadro, permitir que ele continue exposto no MNAA. Paulo Henriques mostrou-se muito satisfeito por este "regresso do filho pródigo" - o quadro tinha sido levado pela família real portuguesa quando esta partiu para o Brasil, em 1807, e não se sabia do seu paradeiro desde o século XIX - mas insistiu num ponto: Súplica deveria pertencer às colecções do Estado. Foi evidente a diferença de pontos de vista entre o ministro e o director do MNAA em relação a este ponto. Pinto Ribeiro sublinhou por várias vezes que o importante é a obra estar disponível para o público, e considerou secundária a questão da propriedade. "A entrada deste quadro para as colecções do Estado é uma causa pública", insistiu, por seu lado, Paulo Henriques, notando que a posse pelo Estado garante uma continuidade que a de um particular não garante. Limite de preçoO quadro de Vieira Portuense, que no catálogo da leiloeira Pierre Bergé & Associes aparecia avaliado por 120 mil a 150 mil euros, foi a leilão com um preço base de 80 mil euros e "subiu rapidamente" até aos 210 mil. O MC tinha estabelecido um limite, disse Pinto Ribeiro, não revelando qual foi, e adiantando apenas que era "pouco superior ao preço pelo qual foi licitado". Não se sabe quem foram os outros interessados na peça, que foi licitada pelo advogado do empresário português por telefone. Questionado sobre a possibilidade de se ter comprado o quadro antes de este chegar a leilão, o ministro admitiu que se se tivesse sabido há mais tempo da existência do quadro em Paris o Estado poderia ter tentado comprá-lo, mas depois de uma peça ser entregue para leilão "é muito difícil retirá-la". Por outro lado, uma manifestação de interesse por parte de um Estado pode sempre ter o efeito perverso de fazer subir muito o preço. O ministro agradeceu o alerta para a existência da obra e a sua ida a leilão a várias instituições, entre as quais o próprio MNAA e o Museu do Louvre, e ao mecenas, que recusou o convite para estar presente na conferência de imprensa de ontem e que é "pouco dado a ser conhecido publicamente". Nota da Redacção: Ontem a Lusa disse que o quadro "Súplica de D. Inês de Castro", tinha sido comprado pelo Estado português num leilão em Paris, o que foi publicado no PUBLICO.pt. A informação não se veio a confirmar.

Das obrigacoes dos políticos e dos escritores(Parte II)

Lobo Antunes ,falando do seu livro "Meu nome é Legião", numa entrevista ao "Diário de Notícias (30.09.2007)


"Conseguiu terminar o livro mas os problemas destes jovens não se resolvem!
-Não me compete a mim, sou só um escritor. Esta pergunta terá que ser feita a outro tipo de pessoas, dos que têm respostas para tudo"

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"Não receia que o seu universo fique desajustado da realidade em que vivemos?
Nunca pensei nisso. Falamos do universo ficcional? Não sei, vivo neste tempo e a realidade é uma coisa que não existe - é muito subjectiva - mas é neste tempo que eu vivo e este é que me foi dado a ter."


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O LIVRO

Neste livro O Meu Nome É Legião há uma violência constante?
Não sou eu que a trago, a violência é inerente à situação do livro.

Preocupa-o essa violência quase selvagem num mundo civilizado?
Se é selvagem, o mundo não é civilizado.

Como vê uma realidade com que não é obrigado a conviver?
Era mais ou menos inevitável que isto acontecesse num país onde o abandono, a desigualdade social e a miséria são tão grandes. Com o estrangulamento da classe média era inevitável.
Acha que o Governo devia ter outra atitude?
Não tenho nada que achar porque não sou Governo nem quero ser mas, obviamente, acho que devia haver maior atenção para isto. A partir da altura em que as desigualdades se tornam gritantes é claro que estas crianças são empurradas para a delinquência.

Houve um tempo em que teve militância política. Os partidos terão resposta para estas questões?
Não sei responder mas se achasse que era útil ainda continuava a tê-la. Sou demasiado individualista e rebelde para aceitar uma disciplina partidária, além disso as opções políticas são tão afectivas como as opções clubísticas. Há pessoas de direita mais democratas que as de esquerda, há partidos de esquerda mais conservadores, as ideologias foram-se dissolvendo e a maior parte dos partidos são frentes e aqueles que ainda têm ideologia, ela está caduca. O único partido que vejo com corpo ideológico mais ou menos coerente é o Partido Comunista mas é de um tempo que já não existe. As conquistas de Abril, onde estão? Foram importantes mas passado todo este tempo....


Conseguiu terminar o livro mas os problemas destes jovens não se resolvem!
Não me compete a mim, sou só um escritor. Esta pergunta terá que ser feita a outro tipo de pessoas, dos que têm respostas para tudo.

Mas se a sua mão seguiu esse caminho foi porque a cabeça também o exigiu?
Eu queria falar era da vida toda, nunca imaginei que saísse assim, nunca estive nestes bairros e nunca conheci estes miúdos. O problema é que não pertencem a parte nenhuma, nasceram cá mas não ganharam Portugal e os pais perderam África. Às vezes comovia-me com a dificuldade de viver deles.
Há frases no livro que revelam racismo!
Pelo menos esses brancos do livro assim o pensam. O racismo é inevitável, vem do medo e do desconhecimento... Às vezes penso que muitas pessoas são como os liberais americanos que dizem dos negros és meu irmão mas nunca serás meu cunhado. Sempre me interroguei porque vi o racismo contra nós portugueses em países como a França. Quando fui receber uma condecoração a Paris, um dos membros do Governo disse-me que pensava que fosse espanhol e ao saber respondeu-me: 'É português. É engraçado a minha mulher a dias também.' Isto é profundamente racista, eu estava ao nível da empregada e ao mesmo tempo ali a receber uma condecoração do Presidente.

Há também uma mulher que lamenta não ser branca!
Da mesma maneira que os pobres gostariam de ser ricos, que alguns queriam ser saudáveis... No fundo, o que ela estará a dizer é que gostaria de ter determinados privilégios que no entendimento dela os brancos têm. Mal sabe que o racismo existe entre as várias classes sociais e continua a ser marcante no nosso país.

Mas a desigualdade e a violência preocuparam-no mais neste livro?
Claro que me preocuparam mas sempre houve e até os escritores estabelecem hierarquias ao nível social, para não falar ao nível da literatura. Mas também quantos grandes escritores há hoje em dia a escrever? Três ou quatro no mundo inteiro já não é nada mau, estamos muito longe do século XIX quando havia trinta génios ao mesmo tempo.

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Não receia que o seu universo fique desajustado da realidade em que vivemos?
Nunca pensei nisso. Falamos do universo ficcional? Não sei, vivo neste tempo e a realidade é uma coisa que não existe - é muito subjectiva - mas é neste tempo que eu vivo e este é que me foi dado a ter.

Muitas das referências ideológicas do início da sua carreira desapareceram?
Em grande parte por nossa culpa, não fomos suficientemente sedutores para a juventude e refiro-me à participação cívica. Agora, há a ideologia do imediato, do eu quero ser célebre, famoso e rico, jovem e bonito, vive-se uma época de adolescentocracia, o que para mim é repugnante. Uma das minhas filhas esteve em Itália a estudar e as colegas de 17/18 anos quando acabavam o liceu pediam aos pais uma plástica como presente. Houve uma enorme quantidade de valores que a publicidade trouxe e que são seguidos por muitas pessoas.

Das obrigacoes dos politicos e dos escritores.(Parte I)

CRÓNICA: CRÓNICAS DE AMÉRICA LATINA
Escribir detrás de los tiros de Río de Janeiro
João Paulo Cuenca 28/06/2008


El autor brasileño João Paulo Cuenca reflexiona sobre la responsabilidad social y el posicionamiento moral de los escritores latinoamericanos ante la realidad de sus países y reivindica la libertad de espíritu para la creación. "No escribo sobre tiros, nunca sobre los tiros, pero, si estoy sin suerte, sí bajo los tiros", afirma
La semana antes de embarcarme a Madrid para la Feria del Libro fui a una fiesta en Leme, barrio de clase media de Río. Pasé parte del tiempo en el balcón, solo, bebiendo cerveza. Miraba las ventanas de los apartamentos del otro lado de la calle y los pequeños cuadros iluminados me mostraban familias comiendo, casi todas frente a un televisor.


Poco después de las siete de la tarde, a lo largo de los extensos corredores de hormigón que en Leme y en Copacabana separan los morros del mar, empezaron a oírse unos tiros. Primero estampidos producidos por pistolas y luego intermitentes balazos de fusil. El carioca medio es un connaisseur cuando se trata de identificar el ruido producido por las armas de fuego: sabe distinguir el sonido de un revólver calibre 38 del de una ametralladora antiaérea, o del de un AK-47, el fusil ruso que, por estos pagos, le ha robado la popularidad al AR-15.
En Leme, donde un apartamento en la avenida Atlántica con vistas infinitas al mar puede valer algunos millones de euros, hay una favela en estado de guerra. No contra la policía, sino contra otra favela controlada por el bando rival que pretende invadirla. Cuando hay un intercambio de tiros en la Zona Sur que dura más de diez minutos, surgen los agentes del orden. Y esto fue lo que sucedió: aparecieron vehículos de la policía a gran velocidad, con sirenas zumbando y fusiles ostensiblemente apuntados para fuera.
Dentro de los apartamentos, simulamos indiferencia ante el ruido de los tiros y de las granadas que ahora empiezan a retumbar. La anfitriona ofrece más cerveza, hace un comentario gracioso ("¡eh!, hoy la fiesta va a acabar más tarde...") y aumenta el volumen de la música para eclipsar el inconveniente bullicio que llega de fuera. Antes de que todo aquello llegue a transformarse en noche buñuelesca e interminable, decido, desoyendo todos los consejos, irme de allí.
Ya en la calle, anduvimos bajo las explosiones y la mira de las armas como si no nos importásemos. Para distraerme de las balas, invento oxímoros, escribo haikus en silencio, silbo una sonata de Schubert, pienso en la distancia que me separa de la mujer que perdí. Algunos abandonan la timidez y corren por las calles, pero la mayoría caminamos despacio, con la cabeza erguida, los ojos fijos mirando hacia adelante. Otros beben en las tascas donde los omnipresentes televisores transmiten la repetición de un partido de fútbol.
Me acordé de ese poco más que banal episodio ya en Madrid donde participaba en una mesa sobre Realidad social en América Latina y su impacto sobre las letras. En una de las intervenciones se dijo que muchos escritores latinoamericanos daban la espalda a la dura realidad de sus países. Se citó el término "Belíndia", acuñado por el economista Edmar Bacha para definir el contraste social en Brasil, y se insistió en que algunos escriben como si estuvieran en Bélgica, olvidándose de la "India" que hay en el seno de sus países, escapando de una supuesta responsabilidad social en su literatura. (En el caso de Río de Janeiro, donde la desigualdad tiene ese lado, digamos, más belicista, podría hablarse de "Beliraq").
Después alguien preguntó, con un sentido del humor claramente involuntario: ¿no sería inmoral que un escritor huya de su país, de la violencia de su país?
Antes de que diga que pedir responsabilidad social y posicionamiento moral a escritores es lo mismo que esperar talento o capacidad inventiva de un cura, preciso decir que en mis novelas y cuentos nunca nadie sintió hambre.
Y además, nadie disparó nunca un tiro en una favela.
Escribo crónicas para periódicos desde hace cinco años, sobrevivo en Río de Janeiro desde hace treinta y, prácticamente, nunca me ocupé del tema. Podría decir que esta ha sido la primera vez (y tal vez la última). No me siento obligado a hacerlo. No siento que deba retractar algo que no forme parte de mi extravagante proyecto literario, cuyo rumbo está determinado exclusivamente por mí, y hasta hoy no me he sentido influenciado por eventos tan vulgares como un tiroteo. Por suerte, otros escritores brasileños contemporáneos, como Sérgio Sant'Anna, Bernardo Carvalho, Joca Reiners Terron, Daniel Galera y otros muchos más especímenes originales que podría citar aquí, comparten esa misma libertad de espíritu.
Cuando escribo, tan extranjero soy en Madrid como en Río de Janeiro o en París, donde me encuentro ahora. Brasil, país que adoro y detesto a partes iguales, me interesa en la medida de mis curiosidades y de mis mutantes obsesiones. Nada debo a Brasil y nada me debe a mí Brasil, impuestos aparte.
El gran escritor de esta nación insular, y uno de los mayores del planeta de todos los tiempos, se llamaba Machado de Assis y era un carioca mulato, descendiente de esclavos. Pasó décadas siendo tachado de alienado y despolitizado porque, supuestamente, nunca se comprometió con los problemas sociales de su país, por entonces, preabolicionista. Lo cierto es que Machado nunca necesitó ser didáctico o panfletario, cosa que, lamentablemente, muchas veces se espera de un escritor, sobre todo si es tercermundista. Las contradicciones de aquella sociedad estaban presentes, y no podían dejar de estarlo, en todas y cada una de sus palabras.
La libertad de no colocarse bajo ningún paraguas folclórico o ideológico y salir a la calle, perdido en medio del tiroteo, huyendo de la frívola fiesta en la que pudimos permanecer, obviamente no es confortable. Pero me es muy querida esa sensación de incomodidad, y creo que toda una generación de nuevos escritores latinoamericanos se ha expresado a través de ella, con la libertad de escribir, incluso, sobre sus aldeas y sus propias guerrillas. No como escritores latinoamericanos, sino como escritores, punto. Escritores terráqueos, si se prefiere.
En mi caso puedo decir que no escribo sobre tiros, nunca sobre los tiros, pero, si estoy sin suerte, sí bajo los tiros. Que se reflejan explícitamente o no en mi literatura y en mi sanidad mental.

-
João Paulo Cuenca es autor de Corpo presente y O dia Mastroianni y es columnista del diario O Globo. Forma parte de la selección Bogotá 39, realizada por Hay Festival en 2007. Traducción de José Manuel Revuelta.

As ditaduras e as ruínas humanas e institucionais.

Tortura en campos de reeducación
Miles de opositores han sido obligados a pasar por cientos de instalaciones escolares donde los partidarios de Mugabe queman y mutilan a sus víctimas
PERE RUSIÑOL - Bulawayo - 28/06/2008 -El País


Zimbabue fue hasta hace poco un país. Ahora parece un gran campo de reeducación. Cientos de centros escolares son utilizados para encerrar y torturar a miles de opositores al presidente Robert Mugabe. Los veteranos de guerra, la policía y las agresivas milicias progubernamentales son los dueños de las calles.

El país está en ruinas y no sólo por el caos económico. Se respira terror
"Todo el mundo sabe dónde están estos campos terribles". dice un diplomático
Algunos cadáveres aparecieron con la lengua y los labios cortados
Las organizaciones de derechos humanos han identificado centenares de "campos de reeducación", por los que han pasado decenas de miles de opositores -o sospechosos de serlo- en estos tres meses. Entre 90 y 500 personas, según diversas ONG han fallecido; algunos opositores han sido brutalmente mutilados o quemados, ante la connivencia -cuando no el aliento- de las autoridades. Cerca de 200.000 personas han acabado huyendo de casa para salvar la piel. El país está en ruinas y no sólo por el colapso económico. Se respira terror.
"Todo el mundo sabe dónde están estos campos terribles. En Harare hay unos cuantos, la mayoría, en instalaciones escolares. Las milicias han hecho lo que han querido", explica un diplomático occidental, quien añade: "Las detenciones son continuas y los abusos quedan impunes".
Toda la cúpula del opositor Movimiento para el Cambio Democrático (MDC, en inglés) ha sufrido la ola represora: el líder, Morgan Tsvangirai, ha sido detenido cinco veces en las últimas semanas y al final optó por retirarse de la carrera y refugiarse -dos veces- en la Embajada de Holanda. El secretario general, Tendai Biti, pasó dos semanas en la cárcel y ahora está en libertad bajo fianza, pero acusado de "traición", con lo que puede ser condenado a muerte. La casa del alcalde de Harare fue saqueada y quemada y su esposa, raptada, mutilada y asesinada.
La campaña de violencia sistemática ha sido planificada hasta el último detalle por el búnker del gubernamental ZANU-PF, el partido de Mugabe. Una vez repuestos de la estupefacción inicial por la derrota de marzo, los duros arrinconaron a los aperturistas y pusieron en marcha la Operación Makavhoterapapi, que en shona significa: "¿Dónde pusiste la cruz?". El objetivo: detectar a los que pusieron "la cruz" equivocada -votaron al MDC- y generar un entorno de terror que hiciera imposible una nueva derrota electoral de Mugabe en la segunda vuelta. Los miles que se registraron en la primera vuelta como observadores independientes o agentes electorales de la oposición creyendo que la democracia iba en serio fueron las primeras víctimas.
Al frente del dispositivo se colocó al Comité de Operaciones Unificadas (JOC), que agrupa a los altos mandos militares y policiales. Y como director, a Emmerson Mnangagwa, de 65 años, el más firme candidato a relevar algún día a Mugabe. Mnangagwa y al menos dos de sus compañeros del JOC ya dirigieron en los años ochenta las terribles masacres de opositores en Matabeleland, cuya capital es Bulawayo, que causaron más de 20.000 muertes.
Las ONG -locales e internacionales: Human Rights Watch, Asociación de Médicos para los Derechos Humanos, Centro para la Paz y la Solidaridad, etcétera- han documentado más de 1.500 ataques con extrema violencia o tortura y la creación de un centenar de "campos de reeducación". La violencia se ha cebado sobre todo en Mashonaland, Manicaland y Masvingo, zonas rurales hasta hace poco bastiones de Mugabe que en marzo escaparon de su control.
Algunas víctimas han relatado sus pasos por los "campos de reeducación" a las ONG: a todas, las milicias las fueron a buscar a casa y les retuvieron en algún caso durante días: "Me acusaban de haber vendido el país a los blancos y decían que nos iban a limpiar porque nuestro país no puede regalarse", explica un hombre de 32 años. Otro: "Me estuvieron pegando durante una hora y luego dijeron: 'Ahora estás bautizado; tus pecados han sido perdonados".
Alguna de estas reuniones llegó a encerrar a 70 personas simultáneamente, de las que seis murieron como consecuencia de las torturas. La violencia, coinciden las ONG, supera cualquier ola posterior a 1990 y también el nivel de brutalidad: algunos han sido apaleados hasta la muerte; otros, quemados vivos. Y algunos cadáveres, sostiene HWR, han sido encontrados con las lenguas y los labios cortados. "Los actos de terror que se han perpetrado son el preludio de todo politicidio o genocidio", concluye Genodice Watch, con sede en Washington.

"Me diz se é perigoso a gente ser Feliz"

BEATRIZ (Edu Lobo-Chico Buarque-Jorge Vercillo)



"Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel
E se eu pudesse entrar na sua vida
Sim, me leva para sempre, Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão
Diz se é perigoso a gente ser feliz"


http://www.youtube.com/watch?v=y-DxavW8Se8

viernes, 27 de junio de 2008

"Se o mundo pudesse ter um pai...."


"Peter Gabriel disse uma vez: 'se o mundo pudesse ter um pai, o homem que escolheríamos para ser nosso pai seria Nelson Mandela"', disse Smith para a platéia. "Nelson Mandela nos ensinou sobre amor e reconciliação, nos ensinou sobre justiça", disse o ator.
O tributo ao estadista sul-africano acontece agora, em Londres .
Mandela,o primeiro presidente negro da África do Sul, aposentou-se oficialmente há nove anos, mas ainda é uma autoridade moral bastante admirada. O show acontece 20 anos depois de um tributo no estádio de Wembley, quando Mandela ainda estava atrás das grades por se manifestar contra o apartheid.
Fonte :O Estado de Sao Paulo

Ultima Licão

A ultima licão da Professora Ruth Cardoso foi uma aula do que costumávamos chamar EDUCACÃO SENTIMENTAL. As imagens do Presidente Fernando Henrique são versos de um lindo poema que falam de saudade.

Das coisas verdadeiramente tristes.

Adolescente indígena foi vítima de violência sexual, diz polícia

da Agência Brasil
A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou que a índia xavante de 16 anos que morreu ontem (25) no Hospital Universitário de Brasília foi vítima de violência sexual. A adolescente sofria de uma lesão neurológica grave e por isso não falava e usava uma cadeira de rodas para se locomover.
"Ela realmente sofreu violência sexual que causou sua morte. Nós temos um caso de homicídio qualificado, além do estupro e do atentado violento", disse o delegado-chefe da 2ª delegacia de polícia do Distrito Federal, Antônio José Romeiro, responsável pelas investigações do caso.
A adolescente morreu ao meio-dia de quarta-feira (25) no Hospital Universitário de Brasília, após uma cirurgia. A adolescente teve duas paradas cardíacas e não resistiu. Segundo o delegado, a jovem sofreu perfuração no órgão genital e a cirurgia foi uma tentativa de reverter a situação.
O delegado garante, ainda, que o crime aconteceu dentro da Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) do Distrito Federal, da Funasa (Fundação Nacional de Saúde). A garota estava em Brasília para tratamento médico desde o dia 28 de maio.
De acordo com o delegado, a Casai também será investigada. "Os exames indicam que o caso ocorreu entre 24 e 48 horas [antes da morte], período no qual ela se encontrava na Casa de Apoio", afirmou.
"Nós não temos nenhuma dúvida de que a violência ocorreu na Casa de Apoio, e é lá que vamos investigar", disse o delegado.
A Funasa informou, por meio de nota, que "na Casai, a Funasa mantém serviço de vigilância 24 horas. No dia que a indígena passou mal, haviam 56 pessoas entre pacientes e acompanhantes".

Comento:Ontem tantos de nós brasileiros sentíamos uma saudade do que um amigo chamava "o país decente" ou ainda "o decoro", pensávamos que a morte da Dra Ruth nos deixaria mais tristes. Entristece mesmo é ler nos jornais a respeito de tanta covardia que envolve a morte desta menina.

jueves, 26 de junio de 2008

Dra. Ruth

"Como milhões de brasileiros, muitas foram as virtudes que passamos a admirar na Dra. Ruth, desde que a conhecemos. De fato, além do seu profundo compromisso com o social, evidenciado, por exemplo, na criação da Comunidade Solidária (que tantos serviços já prestou ao País), chamavam muito a atenção as suas virtudes humanas, advindas de um caráter firme, de uma inteligência lúcida e de uma extrema delicadeza no trato com as pessoas."Renan,Livia,Isabella e Cristiana Barreto

Ruth Cardoso,más que la esposa de un ex presidente

OBITUARIO
Ruth Cardoso, más que la esposa de un ex presidente
Antropóloga, impulsó numerosos proyectos sociales en Brasil
JUAN ARIAS 26/06/2008
El País


Ruth Correa Leite Cardoso, esposa del ex presidente de la República Fernando Henrique Cardoso a quien sustituyó el presidente Luiz Inácio Lula da Silva en el cargo en 2003, era una antropóloga que brilló con luz propia en el campo social. Fue mucho más que la mujer del presidente socialdemócrata, con quien convivió 55 años. Fue una resistente contra la dictadura militar, como ha recordado Lula, que ha proclamado tres días de luto nacional por su muerte.

Ruth, como era conocida popularmente por sus acciones sociales en favor de los más pobres, falleció el martes a los 77 años, en su casa de São Paulo, tras haber sufrido una angina de pecho. Deja a tres hijos. Llevada al hospital y observada por los médicos, volvió a su casa donde murió pocas horas después de un ataque al corazón.
Se había doctorado en Antropología en la Universidad de São Paulo y se especializó en la Universidad de Columbia en Nueva York. Dio cursos en varias universidades inglesas y americanas.
Fue la ideadora, durante los ocho años de mandato de presidencia de su marido, de varios proyectos sociales, entre ellos el de la ayuda a las familias pobres para que llevasen a sus hijos a la escuela. Dicho programa tomó con el ex gobernador de Brasilia, el senador Cristovam Buarque, el nombre de Bolsa Escuela y hoy es el proyecto social clave del Gobierno de Lula llamado Bolsa Familia, que ayuda a 12 millones de familias.
Ruth creó también el programa de Alfabetización Solidaria, que lleva ya alfabetizados a cerca de tres millones de personas. De iniciativa suya era también el programa Universidad Solidaria y Capacitación Solidaria. Esta última ha formado a más de 100.000 jóvenes para el mercado de trabajo en las grandes urbes metropolitanas.
Fue siempre respetada por aliados y adversarios por su entrega a la causa social y su gran preparación científica. Ello ha quedado reflejado ayer cuando decenas de políticos de todos los partidos sin distinción acudieron a São Paulo para darle el último adiós. El presidente Lula, en una nota oficial, calificó a Ruth de mujer "de convicciones firmes, gestos nobles y sensibilidad para el drama de la desigualdad social" y afirmó que se ha tratado de "una pérdida enorme para todo el país".
Uno de los últimos actos oficiales a los que había acudido Ruth fue en São Paulo, el pasado mayo, con motivo de la creación de la Fundación Santillana en Brasil, donde compartió mesa y mantel con Ignacio Polanco y Juan Luis Cebrián, presidente y consejero delegado, respectivamente, del Grupo PRISA, y con el ministro de Justicia del Gobierno de Lula, Tarso Genro.


Ps: Eis o link para ler a matéria no El País http://www.elpais.com/articulo/Necrologicas/Ruth/Cardoso/esposa/ex/presidente/elpepinec/20080626elpepinec_2/Tes

"No llega a ser una obsesión..." o "para que no creyeran que me aprovechaba de mi hijo"


El lado más erótico de la familia Sarkozy
El padre del presidente francés expone las obras que realiza con un amigo en la Casa de Vacas del Retiro
PATRICIA ORTEGA DOLZ - Madrid - 26/06/2008



Queriendo o sin querer, Pal Sarkozy, el padre del presidente francés, le ha hecho un gran favor a su amigo y antiguo compañero de despacho Werner Hornung. Ambos trabajaban en empresas de publicidad en París, casi mesa con mesa. Al padre del político -más alto y estilizado que su hijo, y hecho un galán a sus 80 años- le gustaba dibujar de toda la vida "con un lápiz y un papel", según cuenta. De hecho, hizo dibujos para firmas como L'Oréal o Dior. Hornung, 20 años menor, llevaba décadas desarrollando creaciones artísticas basadas en el collage: recortes de periódicos, pinturas, fotografías... "Ayudado de la tecnología, las obras se digitalizaron", dice él mismo.


El caso es que la obra de Hornung era bastante desconocida pese a estar colgada, en parte, en Internet. Hace cuatro años tuvo la gran idea de proponerle a su amigo Pal mezclar sus creaciones, hacer una especie de max mix Pal-Werner. "Elegimos una idea, él dibuja algo y yo trabajo sobre ello hasta que le damos una forma final".
El resultado de ese trabajo conjunto son las 35 obras que pueden verse hasta el 13 de julio en la Casa de Vacas del Retiro y que, cuando menos, sorprenden por su alto contenido erótico y su inspiración surrealista. También hay un retrato del presidente francés "sacado de su propia habitación", decía ayer su padre en la presentación de la muestra, a la que asistió (ausentándose del pleno) el alcalde, Alberto Ruiz-Gallardón; el embajador francés, Bruno Delaye, y la comisaria de la exposición, Alicia Viladomat, hija del artista Domingo Viladomat; entre otros.
Out of mind (que puede traducirse como Sin control) es el nombre de la muestra, en la que predomina claramente la creatividad de Hornung frente a la de Sarkozy padre. Y basta con echar un vistazo a las obras del artista de origen alemán en su web. En algunos cuadros de esta exposición se vislumbran los dibujos eróticos del padre del presidente francés, pero parece claro que su principal aportación es la popularidad.
Las piezas tienen otra particularidad: no son únicas. "Hay seis de cada", dice Hornung. Es lo que tienen las tecnologías: hacen repetible la obra de arte. "No son copias", insiste, "son la misma obra". Un debate interesante.
Si algo parecen compartir estos dos hombres en sus creaciones es el gusto por el sexo opuesto. "No llega a ser una obsesión", afirma Hornung. "Pero nos gustan las mujeres", dice sonriendo a su colega. No en vano Sarkozy padre, que pasa largas temporadas en España (Ibiza y Madrid), se ha ganado fama de mujeriego.
Y se preguntarán ustedes cómo ha llegado esta colección a Madrid, donde se presenta como "primicia mundial", según el alcalde. "No quise presentarla en París para que no creyeran que me aprovechaba de mi hijo", explicó Sarkozy. Sí aprovechó, en cambio, su amistad con Alicia Viladomat, que explicó que fue a ver a su amigo Pal a París: "Y le propuse exponer en Madrid. Me dijo que sólo si yo era la comisaria y aquí estoy". Nada menos. Un lugar privilegiado (la última exposición tuvo 55.000 visitas), que les han cedido sus "amigos" del Ayuntamiento.

"demasiada geografia e demasiada poca historia"

Canadá como cuento universal

ALBERTO MANGUEL 26/06/2008



La identidad de una nación se refleja menos en su política que en las historias que cuenta. Con esta convicción, Margaret Atwood se propuso, hace más de tres décadas, construir para el Canadá, vasto territorio que nunca quiso definirse del todo, una conciencia cultural. Para entonces había publicado con éxito varias colecciones de poemas y una primera novela, La mujer comestible; su nuevo libro resultó ser un manual literario y práctico para todo aquel que quisiese conocer la geografía imaginaria canadiense. El punto de partida fue una reflexión de su profesor de literatura, el gran crítico Northrop Frye. "En cada cultura", escribió Frye, "existe una estructura de ideas, imágenes y creencias que expresan, en un cierto momento, una visión general de la situación humana y de su destino". Para Atwood, en el vasto territorio canadiense que alguien definió como "demasiada geografía y demasiada poca historia", ese conjunto imaginario podía resumirse a la idea de supervivencia. Perseguidos por los espectros del colonialismo, atónitos ante el paisaje descomunal, exiliados en su propia tierra por una naturaleza hostil, los canadienses narran lo contrario del deseo: aquello que se teme, aquello que se combate para sobrevivir.
Desde 1972, cuando publicó Survival, hasta hoy, la obra de Atwood redime y perfecciona esa obsesión. En su literatura, los personajes luchan por salvarse de sí mismos y de sus fantasmas (como en Ojos de gato y The Robber Bride), o de los fantasmas del mundo natural (Surfacing) o de la monstruosa sociedad que trata de destruirlos (El cuento de la criada) o aún de los estragos de una ciencia enloquecida (Onyx y Craye). No es casual que la ciencia-ficción, literatura de redención por excelencia, le haya brindado un campo fértil para sus últimas narraciones.
Hoy, gracias a Atwood, la literatura canadiense tiene un pasado que se extiende hasta los confines del siglo XVIII, y un presente tan rico y variado que ya no puede limitarse a las fronteras del país. Gracias a ella, el escritor canadiense es capaz de trabajar sin sentir que escribe en el vacío de un país casi inexistente. Pero ninguna literatura, una vez afirmada, sigue siendo autóctona. La obra de Atwood, traducida a decenas de idiomas, no es leída como "canadiense", sino como el reflejo de cada uno de sus lectores que, a través del mundo, sienten que el destino de esos personajes, sea cual fuera su nacionalidad, no les es ajeno, y les revela espejos para experiencias que hasta entonces no sabían comunes. Quizás sea ése el mayor atributo de Atwood: el haber reconocido en la exploración y creación de mitos locales, algo infinitamente más profundo, menos circunspecto y, sobre todo, más universal.

Margareth Atwood,Principe de Astúrias de Letras

Un grito literario contra la injusticia
La autora canadiense Margaret Atwood gana el Premio Príncipe de Asturias de las Letras
JOSÉ ANDRÉS ROJO - Madrid - 26/06/2008


Hay quienes asocian a Margaret Atwood (Ottawa, 1939) con una incesante batalla por subrayar la dignidad de la mujer. La escritora canadiense, sin embargo, está metida en todas las guerras, y su escritura está ahí para vociferar contra las injusticias políticas, sociales, religiosas, económicas, medioambientales o étnicas.

"Un escritor debe estar atrapado por la historia que tiene que contar"
"Prefiero el francés para los cumplidos y el inglés para las malas noticias"
"Lo que no sé de los españoles es de dónde sacan horas para dormir"
"Estoy encantada y es un gran honor para mí haber sido galardonada con este importante premio", dijo ayer Margaret Atwood a través de un comunicado que facilitó Ediciones B, la editorial que ha traducido muchos de sus libros. "Los premios Príncipe de Asturias no sólo son un gran tributo a la literatura, las humanidades y la ciencia, sino también al proyecto universal de construir una sociedad sensata y humana". "España es un país asombroso: ha sabido reinventarse a sí mismo muchas veces", comentaba al contestar por correo electrónico un cuestionario de este diario.
Margaret Atwood ha visitado este país varias veces, pero en 1999 estuvo una temporada en Madrid, donde escribió parte de su extensa novela El asesino ciego, que obtuvo el Premio Booker del año 2000. Cuenta que pasaron entonces unos meses maravillosos. "Los españoles", dice, "están atravesando un periodo de enorme creatividad, o ésa es por lo menos mi impresión. Lo que yo me pregunto es de dónde sacan horas para dormir".
La "agudeza" y la "ironía" fueron dos cualidades que destacó ayer el jurado del Premio Príncipe de Asturias, que utilizó el término de "espléndida" para definir su obra literaria, y valoró también su inteligencia a la hora de asumir la tradición clásica y ese afán permanente de denunciar las injusticias sociales y de defender la "dignidad de las mujeres".
El premio a Atwood provocó cierto desencuentro entre los miembros del jurado, informa Javier Cuartas. Hubo una corriente -encabezada por su presidente, y director de la Real Academia Española, Víctor García de la Concha- que defendía que el galardón fuera para un escritor en lengua española (no se premia a ninguno desde hace ocho años), y otra que se inclinaba por una elección más universal. Juan Goytisolo estuvo en la brecha hasta el final. Pero ganó la canadiense.
"Un día que iba de vuelta a casa desde la escuela por el furtivo camino de costumbre, un enorme pulgar invisible descendió del cielo y se apoyó en lo alto de mi cabeza, presionándome. Entonces surgió un poema. Era un poema melancólico, de la clase de poemas que los jóvenes escriben". Margaret Atwood tenía entonces 16 años, y la anécdota la cuenta en su página web (www.owtoad.com/), que propone un exhaustivo recorrido por su obra, sus opiniones, las imágenes de su vida, los chistes que sobre ella han hecho y todo cuanto puede pedir cualquiera que quiera acercarse a su arrolladora personalidad y su contagiosa simpatía.
¿Es necesario que un escritor esté comprometido con su tiempo, que se implique en las batallas contra las injusticias o en la defensa de los derechos de la mujer? "Nada hay que sea necesario para un escritor", contesta Margaret Atwood. "Por lo menos nada de este tipo. Lo que sí es imprescindible es que esté atrapado por la historia que siente que tiene que contar. Y contarla de la mejor manera posible".
Así que empezó por la poesía (aparecerá pronto en Bruguera), pero no tardó mucho en publicar también novelas (ha superado la veintena de títulos), cuentos e incluso ha escrito guiones para televisión (algunas de sus obras se han adaptado al cine y al teatro). Formada en artes en el Victoria College de la Universidad de Toronto, y con estudios posteriores en Cambridge y Harvard, ha sido profesora en distintas universidades y ha publicado también numerosos ensayos. Premiada incontables veces, presidenta de distintas asociaciones de escritores, Atwood ha podido dedicarse por completo a la literatura desde 1972.
Ha sido traducida a más de 30 idiomas y escribe tanto en inglés como en francés. ¿Cuál de las dos lenguas prefiere? "El francés para los adjetivos, el inglés para los nombres. El francés para los cumplidos, el inglés para las malas noticias. El inglés es, sin embargo, mi lengua principal, y como nunca ha sido tímido para tomar palabras de otras lenguas tiene un vocabulario enorme. Es como un órgano con un teclado de una milla de largo".
Uno de los elementos que caracterizan la obra narrativa de Margaret Atwood es la meticulosidad con la que construye las tramas y la estructura de cada uno de sus libros. Hay algunos, como La novia ladrona o Doña Oráculo, en que va midiendo con mucho cuidado el "regreso" a la vida de dos mujeres que fingen que mueren. En El cuento de la criada, su obsesión es la de hacer creíble esa distopía presidida por una atmósfera totalitaria en que la mujer sólo es un objeto para reproducir la especie. A El asesino ciego la definió alguna vez como "un conjunto de cajas chinas": abres una y te encuentras otra. Reconoce que ese afán meticuloso es "una obsesión personal que preferiría no tener, pero estoy atrapada por mi propio sino".
Entre esas múltiples cajas que iban abriendo historias diferentes en El asesino ciego, y que recorrían el siglo XX a través de la narración de una octogenaria, también aparecía la Guerra Civil española. ¿Por qué ese interés? "Muchos jóvenes canadienses participaron en esa guerra", explica en su correo electrónico. "Habían sido tratados en su país como parias y fueron llamados antifascistas prematuros. En una novela que se desarrolla en parte en el Canadá de los años treinta, esa guerra tenía que estar presente. Fue un momento-bisagra en el siglo XX. Si las cosas hubieran salido de otra manera, no hubiera habido Segunda Guerra Mundial".
A su edad, dice, ha "acumulado demasiadas lecturas" para reconocer qué escritores son los que más la han influido. "Sería una respuesta muy larga. Cuando tenía 14 años podría haber contestado de manera más breve". Otras veces ha reconocido la fuerte presencia de Flaubert, Zola y Maupassant en su literatura.
¿Y Canadá? "¿Cómo empezar? Es un país muy grande, muy diverso, y por ahora no demasiado maligno. Pero necesita limpiar su actitud y sus prácticas con el medio ambiente".

El teatro de Vargas Llosa es el teatro de las palabras

Vargas Llosa vuelve a la escena con Sherezade
Comienza la gira de 'Las mil noches y una noche'
ROSANA TORRES - Madrid - 26/06/2008

Reinciden por tercera vez. El escritor Mario Vargas Llosa, la actriz Aitana Sanchez-Gijón y el director Joan Ollé se embarcaron hace dos años en una experiencia escénica (La verdad de las mentiras) en la que el autor hispanoperuano se enfrentaba por primera vez, no a los escenarios -en su acercamiento a la política ya arengó a grandes masas- sino al oficio de actor o, como dicen muchos de esa profesión, cómico. Le cogió gusto y poco después debutó, con el mismo equipo, en otra aventura teatral más arriesgada: su versión del gran texto homérico al que llamó Odiseo y Penélope.
"El teatro de Mario es el de la palabra y hace falta poco más", dice Joan Ollé
El escritor ha hecho un homenaje al cuento en su versión minimalista
Ahora la cosa ya empieza a ser vicio -"el gusanillo está ahí", dice- o incluso perversión, porque confiesa tener muchísimo miedo. El caso es que se ha atrevido con un texto de mayor enjundia. La versión de Las mil noches y una noche (recupera su título original) que con producción de La Oficina del Autor se representará en Los Veranos de la Villa de Madrid en los Jardines de Sabatini (2, 3 y 4 de julio), en Sevilla (17 y 18) y en Santa Cruz de Tenerife (26 y 27).
"Una versión minimalista y cuyo primordial sentido es ofrecer un homenaje al cuento y a la tradición de vivir una vida alternativa", dice Vargas Llosa de este proyecto al que se ha incorporado Eduardo Arroyo, uno de los grandes artistas plásticos ligados desde hace años a la escena (sobre todo a la ópera) y que una vez más trabaja junto a su colaborador Bernard Michel.
Ollé tiene claro que deberían ser la compañía ménage à trois. El director se quita el sombrero ante el Vargas Llosa actor: "Son muy pocos los profesionales capaces de pensar y crear en directo. El teatro de Mario es el de la palabra y hace falta poco más, porque la palabra bien dicha evoca mil mundos, y si sumamos el trabajo de Arroyo, es un festín para los sentidos".
Por su parte el autor-actor no sólo ve a Sánchez-Gijón como su cómplice. También asegura que puede ser muy dura con sus miradas. La actriz pone cara de sorpresa, ríe abiertamente y añade: "Me ve como un sargento de caballería porque le doy mucha caña, pero es fascinante verle trabajar y sumergirse en ese texto donde hay teatro dentro del teatro, que está lleno de capas, donde jugamos a que jugamos, a ser y no ser el mismo. Me siento como cuando narro cuentos a mis hijos y al tiempo soy una niña, aunque con un maestro frente a mí, que también se entrega, se arremanga y suda la camiseta", dice la actriz.
Vargas Llosa se ha dejado enganchar por la escena, algo no previsto por él hace años: "Todo esto está siendo una experiencia maravillosa, pocos escritores tienen la posibilidad de vivir sobre el escenario fantasías y vidas simuladas, encarnar a otros seres y vivir esa transmutación que ofrece la lectura", sostiene el autor, que asegura que ha podido embarcarse en estas experiencias por la complicidad con director y actriz: "Disimulan mis imperfecciones y compensan mis deficiencias con su gran conocimiento, aunque a veces son persuasivos, despóticos y brutales", cuenta entre risas.
Dice también que no hay parábola más rica que la de este libro para explicar la función humanizadora que tiene la literatura: "Una muchacha cuenta cuentos a un rey despótico que piensa que al alba la cortará la cabeza, pero durante tres años esa chica salva todas las noches la vida apasionando a ese monarca cruel con relatos de la literatura oral y convierte a ese bruto en un ser sensible, arrepentido y enamorado...; le ha humanizado al sátrapa gracias a los cuentos", señala el autor de Travesuras de la niña mala, quien se ha centrado intencionadamente, para realizar su versión, en los cuentos menos conocidos: "Es un clásico de naturaleza proteica, con miles de autores, y cada uno le impregna con su sello, que puede ir desde el relato más angelical para niños hasta un asunto de gran profundidad erótica", dice Vargas Llosa, que confiesa que nunca aceptaría representar uno de sus personajes creados para teatro. "Por timidez, no lo haría por algo que ni yo mismo debo saber qué es, pero sólo pensarlo me pone muy nervioso", explica este escritor que trabaja en una nueva novela basada en la vida del diplomático británico Roger Casement.
El montaje de Las mil noches y una noche transita por tres planos que se entremezclan en la función. El de la realidad de los dos actores en la actualidad, el que viven el rey Sahrigar y Sherezade y el tercero, el de las historias que se van contando en diferentes épocas y espacios.

Mandela: El Guardiano de la autoridad moral de muchos continentes


AGENCIAS / ELPAÍS.com - Harare / Londres / Madrid - 26/06/2008



El ex presidente surafricano y premio Nobel de la Paz Nelson Mandela ha unido su voz a la de aquellos en África y el resto del mundo que condenan abiertamente la violencia política que se ha apoderado de Zimbabue.

En su primeras declaraciones sobre a crisis en Harare, Mandela, que acaba de cumplir 90 años, ha lamentado "el trágico fracaso del liderazgo del presidente Robert Mugabe", a quien la ONU culpa de la represión contra las fuerzas opositoras y de la imposibilidad de llevar a cabo unas elecciones libres y democráticas.
Mandela ha aprovechado una cena en su honor celebrada en Londres a la que han asistido numerosas personalidades, entre ellas el ex presidente estadounidense Bill Clinton y el actor Robert de Niro, para trazar un duro retrato de la realidad en el continente africano: "Vemos con desolación la continua tragedia en Darfur, más cerca de casa hemos visto el estallido de la violencia contra los compañeros africanos en nuestro propio país y el trágico fracaso de liderazgo en nuestro vecino Zimbabue".
Mandela no había hablado hasta ahora sobre la situación en Zimbabue para no distorsionar los contactos como mediador que lleva a cabo el presidente surafricano Thabo Mbeki, informa la BBC. Pero la estrategia de Mbeki se ha revelado insuficiente para frenar el caos y violencia en Zimbabue. Además, diversos sectores habían apelado a Mandela a sumarse a la condena internacional, puesto que está considerado por muchos como el "guardián de la autoridad moral" del continente. "
Comento:uma lideranca autentica nao se esconde atras de governabilidade ou conveniencias outras.

Robó de Portugal Faz Pintura Abstrata

Robô de Portugal faz pintura abstrata
Inventado pelo artista Leonel Moura, o "RAP3" integra mostra no Itaú Cultural
Artista criou zoológico de robôs e propõe "criatividade artificial'; "irmão" do "RAP3" vive em sala do Museu de História Natural de NY
SILAS MARTÍDA REPORTAGEM LOCAL Nasceu um novo Jackson Pollock, e ele é português. Também é bem menor e muito menos talentoso e polêmico. Não bebe nem bate nas mulheres como o expressionista americano fora acusado de fazer. É quase auto-suficiente, não fosse ter de parar e piscar uma porção de luzes cada vez que precisa de papel para pintar. O "RAP3" é um robô equipado com nove sensores visuais e outras tantas canetas coloridas. Inventado pelo artista português Leonel Moura, faz escala no Brasil na mostra "Emoção Art.Ficial 4.0", que o Itaú Cultural abre na próxima terça. "Discordo que só os humanos possam fazer arte", diz Moura à Folha. "Quis criar robôs capazes de fazer arte." O artista -que chegou a criar um curioso zoológico de robôs, o "Robotarium", em Alverca, perto de Lisboa- quer extrapolar o conceito de inteligência artificial. "Proponho a criatividade artificial, que aceitemos que as máquinas podem produzir obras bonitas como quadros do Pollock", diz Moura. Sem memória, dotado apenas de sensores capazes de detectar a densidade das manchas gráficas, o robô de Moura consegue criar composições diferentes, seguindo combinações numéricas de seu circuito interno. Ele só pára quando chega ao que o artista entende por "sentido de perfeição". "É como o artista humano, que chega ao ponto em que sabe que vai estragar tudo se acrescentar algo", compara. "Estou muito interessado em explorar os robôs como uma nova espécie de vida", diz Moura. Um "irmão" do "RAP3" vive numa sala do Museu de História Natural de Nova York, como representante mecânico dos desdobramentos da espécie humana. "O fato que um robô seja aceito como natural mostra uma evolução da maneira como olhamos para nossa própria espécie."


EMOÇÃO ART.FICIAL 4.0 Quando: abertura terça, 1º/7, às 19h30; de ter. a sex., 10h às 21h; sáb. e dom., 10h às 19h; até 14/9 Onde: Itaú Cultural (av. Paulista, 149, tel. 0/xx/11/2168-1776; livre) Quanto: entrada franca

O Mosteiro de Odivelas

Doçuras do Mosteiro de Odivelas
O Estado de Sao Paulo
- Quem lê ou ouve contar a história do romance entre o rei d. João V (1689-1750), de Portugal, e madre Paula Teresa da Silva, do Mosteiro de Odivelas, a 15 quilômetros de Lisboa, poderia imaginar que aquela casa religiosa, construída a partir de 1295 por ordem de d. Dinis (1261-1325), sempre foi um canteiro de amores de perdição. É verdade que outros relacionamentos parecidos aconteceram ali, em tempos diferentes, envolvendo nobres ou plebeus e freiras da Ordem das Bernardas de Cister. Mas, até sua extinção, no século 19, o mosteiro se notabilizou pela vida espiritual, atividade intelectual e, sobretudo, generosa doçaria. Os tropeços morais decorreram da intromissão do poder laico na vida eclesiástica e da falta de vocação de algumas religiosas. Como outras casas religiosas, Odivelas acolhia moças que deixavam de casar porque os pais não queriam ou não podiam atribuir-lhes dotes. Então, a filha solteira, destituída dos bens familiares, habitualmente transferidos ao primogênito, recolhia-se à sombra protetora de um mosteiro ou convento. Apesar de jurar obediência às regras monásticas, como por exemplo a do celibato, não se sentia motivada a respeitá-las.Odivelas acolheu inúmeras almas beneméritas - foi ali que, já no leito de morte, Filipa de Lencastre (1359-1415), modelo de virtudes e admirável educadora, abençoou os filhos d. Duarte, d. Pedro e d. Henrique, que partiriam para vencer os mouros em Ceuta - e teve relevante importância intelectual. Em seu pátio ocorreram antológicos outeiros, festejos em que poetas glosavam motes propostos pelas freiras. Foi por sugestão da abadessa Violante Álvares Cabral, irmã de Pedro, o descobridor do Brasil, que Gil Vicente (1465-1537), fundador do teatro português, escreveu o Auto da Cananéia. Baseou-se no episódio bíblico relatado por São Mateus (15.21-28) em que uma cananéia (da Palestina, porém não judia) convence Jesus a libertar sua filha do demônio. No púlpito de Odivelas, o padre Antônio Vieira (1608-1697) pronunciou um de seus geniais sermões. O poeta, dramaturgo e escritor Almeida Garrett (1799-1854), no preâmbulo de Lírica de João Mínimo, descreve um passeio ao local.O mosteiro também ganhou fama pela contribuição à doçaria conventual - o rico acervo confeiteiro português desenvolvido a partir do século 15, quando as ordens religiosas passaram a ter açúcar à vontade em suas cozinhas. O farto suprimento era garantido pelas plantações e engenhos de cana no Arquipélago da Madeira, que depois se transferiram para o Brasil. Surgiram ou foram aprimoradas em Odivelas, por exemplo, a receita da marmelada da madre Paula e outras de criação coletiva, como as raivas e tibornas, os esquecidos, os suspiros de amêndoa e os tabefes, o pudim marfim ou de leite e o toucinho do céu. As freiras jamais economizavam açúcar e muito menos ovos. O mosteiro recebia em doação as gemas que sobravam do processo de elaboração do vinho; as claras eram usadas na clarificação, ou seja, na retirada das impurezas da bebida. A fartura se estendia a todas as casas religiosas do gênero.Mosteiros ou conventos tiveram grande importância na Reconquista - a guerra deflagrada por d. Afonso Henriques (1108-1185), o soberano que combateu os mouros e formou o reino de Portugal. Alfredo Saramago e Manuel Fialho mostram isso no livro Doçaria dos Conventos de Portugal (Assírio & Alvim, Lisboa, 1997). Uma das formas de ocupação do território foi a criação de estabelecimentos religiosos, cuja existência ainda servia para reis e senhores da nobreza pagarem ou redimirem seus pecados, por meio de contrato de rezas. ''Doavam ao convento bens suficientes para que estas casas cuidassem das suas almas em vida e depois da morte'', explicam Saramago e Fialho. Consolidadas as fronteiras, proporcionaram hospedagem e comida aos reis e senhores em viagem pelo interior, numa época destituída de hotéis e restaurantes.Além disso, transformaram-se em ''clubes'' para a comemoração do aniversário do soberano, de sua mulher e dos príncipes, de celebração do onomástico da abadessa, do dia do santo protetor, etc. Nessa condição, viraram centros gastronômicos. ''Quanto mais se comia, mais se rezava e, dando de comer bem ao rei e aos senhores, monjas e monges adquiriram o hábito da boa mesa'', assinalam Saramago e Fialho, com uma pitada de anticlericalismo. ''Como a Igreja nunca penalizou o pecado da gula, a população monástica deixou-se arrastar pela glutonice, convicta de que não se adquiria uma boa consciência só pelo fato de se beber leite e comer pão seco.''Odivelas foi um dos mosteiros nos quais a doçaria alcançou esplendor. Teria sido erguido em pagamento a uma promessa. Atacado por um urso, que investiu contra o cavalo no qual estava montado, d. Dinis prometeu ao protetor São Dinis homenageá-lo com a construção de um mosteiro caso saísse ileso do perigo. Então, tirou o punhal da cintura e conseguiu acertar o coração da fera. Outros dizem que erigiu Odivelas - não por acaso, também denominado Mosteiro de São Dinis -, para que acolhesse d. Maria Afonso, uma filha havida fora do casamento, falecida ainda na adolescência, porém a tempo de demonstrar uma habilidade: como as demais colegas, era doceira.
Pudim de leite*12 porções1h20 minutosIngredientes 6 xícaras (chá) de leite1 pequeno pau de canela11/2 xícara (chá) de açúcar12 gemas6 ovos inteirosCaramelo de açúcar (Dissolva em fogo baixo 3 xícaras de chá de açúcar em uma fôrma de pudim, furada no meio, mexendo sempre, até o açúcar desmanchar. Envolva as bordas da fôrma com o caramelo, que deve ficar dourado e pastoso.)PreparoLeve o leite ao fogo, com o pau de canela, até ferver. Retire o leite do fogo e reserve quente. Em uma tigela, misture o açúcar com as gemas e os ovos inteiros. Bata com um batedor manual e coloque aos poucos o leite (sem a canela), sempre batendo, até os ingredientes ficarem completamente misturados. Passe tudo para a fôrma caramelada e asse em banho-maria, em forno baixo (165ºC), preaquecido, por cerca de 1 hora. Desenforme frio.
*Receita do Mosteiro de Odivelas

martes, 24 de junio de 2008

Ruth Cardoso,uma Educadora.

Morre Dra Ruth Cardoso, a Grande Primeira Dama que o Brasil teve. Um "a mais" que veio na algibeira do Presidente Fernando Henrique , muito embora tenha sido personalidade independente toda a vida. Intelectual respeitada,um Luxo de MULHER!

Sao Joao, uma tradicao mediterranea





La noche del fuego
Miles de hogueras se encienden durante la noche de San Juan en toda España para celebrar el solsticio de verano , una de las tradiciones más arraigadas de la cultura mediterránea
EFE - 2008-06-24

lunes, 23 de junio de 2008

Exteriores IV.


“O mundo é mágico. As pessoas

não morrem, ficam encantadas.”


(Joao Guimaraes Rosa)

domingo, 22 de junio de 2008

Álvaro López-Dóriga (II)


"Queria cantar por mi pequeño,
que él ya no puede cantar más"(Chico Buarque)
http://www.youtube.com/watch?v=AhtlDIuSbIo

"Pedaco de mim "
(Chico Buarque)

http://www.youtube.com/watch?v=-ElevYsUDO4