sábado, 7 de mayo de 2011

viernes, 6 de mayo de 2011

Visionários

La visión abierta. Del mito del Grial al surrealismo
ENSAYO. La leyenda del Grial es sólo una de las perspectivas desde la que este libro se enfrenta a un tema universal: la "visión abierta", el ojo interior, el ver más allá del ver. Ver con una inmensa claridad, comparable a la del sol reflejado en un pote de estaño como le sucedió a Böhme, los grandes secretos del universo, penetrar en eso que, bajo aspectos diferentes, siempre se ha llamado "Dios". Como si hoy, por decirlo así, traspasáramos la barrera de Planck y descubriéramos lo que los mismos físicos llaman la fórmula o la partícula "de Dios". Cuando el Grial aparece ante la corte del rey Arturo cubierto de una tela de seda, Gauvin, caballero de la mesa redonda, de escudo y estandarte blancos, luminosos, cuyas fuerzas crecen con la luz del sol hasta triplicarse al mediodía, se lamenta por no haberlo podido "ver claramente" y jura no retornar a la corte hasta haberlo conseguido. A Victoria Cirlot le intriga esa heroica pretensión de Gauvin y realiza un bello esfuerzo por aclarar ese inquietante ver claro, abrir esa misteriosa visión abierta, entender qué pueda significar eso. Las experiencias visionarias de Hildegard von Bingen y de Jacob Böhme, la originaria de todas: el Apocalipsis de San Juan, así como el mundo imaginal de la cultura irania, están en la base de su análisis. Que despliega confrontando todo ese mundo excepcional de experiencia en evangeliarios, retablos, salterios, códices, misales, piedras, con algunos testimonios, no menos insólitos, del proceso creativo del XX, con surrealistas como Breton, Ernst, Magritte, Masson, Brauner, o con Picasso. En el vuelo mágico del artista, dice, como en el del visionario, la percepción sensitiva no desempeña papel alguno, las imágenes alcanzan valor de símbolos, se alejan de lo efímero mundano para mostrar la eternidad celeste. Entre visionarios y artistas este libro crea él mismo un mágico círculo de ida y vuelta, subyugante tanto por la profundidad mística de su mirada esclarecedora como por la elegante agilidad de su narración.

La visión abierta. Del mito del Grial al surrealismo

Victoria Cirlot

Siruela. Madrid, 2011

160 páginas. 21,95 euros


Parece que también Cirlot, como visionarios y artistas, haya "visitado el cielo".

Fonte El País, Babelia, 11/04/2011

Retrato Em Branco E Preto

Uma rosa é uma rosa é uma rosa

Mas no meu jardim as rosinhas sao as mais belas justamente porque sao as rosinhas do MEU jardim em Lisboa.




Restaurante Tavares Rico:o melhor de Lisboa






Comer no Tavares Rico é muito mais barato do que se pensa. E muitissimo melhor que Excelente.

jueves, 5 de mayo de 2011

Caruso

Meio Ambiente:Por que ler os clássicos?

É já no dia 6 que tem lugar a primeira sessão do ciclo de conferências Ambiente. Porquê Ler os Clássicos, uma iniciativa da Fundação Gulbenkian e da Embaixada dos Estados Unidos da América que propõe abordar temas ambientais a partir de seis textos fundamentais da área do ambiente e da filosofia do ambiente: Walden ou A Vida nos Bosques, de Henry David Thoreau; Sand County Almanac (Pensar como uma Montanha), de Aldo Leopold; Small is Beautiful: Economics as if People Mattered, de E.F. Schumacher; Silent Spring (Primavera Silenciosa), de Rachel Carson; Our Common Future (Brundtland Report), ONU, 1987; The Limits of Growth, de Donella and Dennis Meadows, Jorgen Randers e William W Behrens III.

Escritas ao longo do último século e meio, estas obras são consideradas emblemáticas para a consolidação do que designamos como movimento ambiental. Além de representarem um amplo espectro de ideias e de conceitos que perduram, estes livros contribuíram para a construção do imaginário e das narrativas pessoais, sociais e políticas sobre o ambiente, mantendo ainda hoje o seu carácter inovador, alternativo e revolucionário.

Walden ou a Vida nos Bosques leva-nos numa viagem interior relembrando-nos que os Homens não são superiores à Natureza, mas essencialmente sua parte integrante. Pensar como uma Montanha sugere-nos também uma comunhão com a Natureza, culminando com uma proposta filosófica de uma ética da terra. Small is beautiful questiona a estrutura económica que domina o mundo e que o faz tão injusto, insustentável e ineficiente. Primavera Silenciosa, expondo os efeitos dos pesticidas nos ecossistemas naturais, acordou-nos para a necessidade de olharmos para o mundo e o progresso de modo diferente. Our Common Future inaugura o conceito de desenvolvimento sustentável que perdura como uma das mais emblemáticas ideias do movimento ambiental. Por fim, The Limits of Growth marcou uma época em que a palavra “ilimitado” deixou de ser a visão universal do nosso estar no mundo.

Viriato Soromenho-Marques, responsável pelo programa Gulbenkian Ambiente, falará sobre a primeira obra: Walden ou A Vida nos Bosques, no dia 6 de Maio, às 18h, no Auditório 3 da Fundação. Os comentários estarão a cargo de Isabel Capeloa Gil.

A sessão seguinte terá lugar a 7 de Julho com a presença de J. B. Callicott, que falará sobre Sand County Almanac de Aldo Leopold, com comentários de Maria José Varandas.
Emprestado daqui

"O Nemésio", dizia a profesora...

DESABAFO

(...)

Naquilo que os outros vêem um vago talento e sorte,
Outros: «belas qualidades, mas purgativo, aquele magnésio…»
Levo coisas tão simples como o meu sonho e a minha morte:
O menino que eu fui, parado nos meus olhos,
O garoto que eu fui, e os sinos que rachei à pedra ainda a vibrar,
Minha mãe no que tenho de condescendente e feminino,
Meu pai na força e pressa do meu próprio coração.

Não espero amor nem glória de ninguém:

Espero a terra e a lisura
Da pá que ma estender,
Além da erva ou torrão de calcadura,

E os filhos velhos, graves
Com um bocado de pão, a minha memória e uma acha a arder
Tudo isso espero com a força e a determinação da esperança,
Com as lágrimas do fraco melodioso,
Mas, cheirando a esturro, a pulso,
Sozinho e perigoso,
Terei vestido e pão no mar e nos seus fundos
E nos peixes de cor as flâmulas de guerra;
Hei-de cravar o Sol no meu destino.
Dar a lua a roer aos que duvidaram de mim,

E transparente como as baías me verão,

(...)

Mas, se acharem as baías bravas, que se aguentem!
Quando meu tio foi para Manaus, lá me aguentei!
Ah, baías salvadas e coléricas,
Açores de ronda ao vagalhão partido!
Morrer é bom quando se deixa
Algum pecado redimido.


Vitorino Nemésio Mendes Pinheiro da Silva (Ilha Terceira Açores, 19 de dezembro de 1901 - Lisboa, 20 de fevereiro de 1978)

miércoles, 4 de mayo de 2011

martes, 3 de mayo de 2011

Royal Wedding.

Uma receita deliciosa. Aqui

Dubay on Empty

(…) Dubai é a parábola do que o dinheiro é capaz de fazer quando não tem qualquer outro objetivo que não seja sua própria multiplicação e endeusamento.

“(…). Dubai é um lugar que não toma conhecimento do preço de nada, nem conhece o valor de nada – mas faz com que tudo deixe de ter qualquer valor”.

Leia o artigo aqui

lunes, 2 de mayo de 2011

Pedras

(Sofia Rijo)

"Pedras não foram feitas para matar mulheres..."
Mas sim, como Fernando Pessoa um dia disse guardar todas e construir um castelo... a organização internacional Women for Women, tenta reconstruir vidas e ajudar mulheres a erguerem a cabeça, depois de terem perdido tudo
A frase do título chamou-me a atenção numa das minhas últimas, e frequentes, idas ao facebook. Esta é uma das muitas causas às quais podemos aderir, que, por sua vez, é apoiada pela organização mundial Women for Women International .

Esta instituição apoia e ajuda mulheres vítimas, e sobreviventes da guerra, a reconstruírem as suas vidas, na maior parte das vezes ainda sob o luto, pelo desaparecimento e morte dos seus maridos e filhos.

Entre as mais de 30 responsáveis, a nível mundial, desta organização, existem duas que se destacam, não só por serem reconhecidas mundialmente pela sua beleza, como e sobretudo também pela nobreza de sentimentos e luta por causas humanitárias:

Zainad Salbi - Iraquiana, escritora , CEO e fundadora da organização, que desde 1993, já ajudou 299 mil mulheres sobreviventes de guerras, oferecendo-lhes apoio social e económico através de um programa reinserção, consciencialização dos direitos, educação qualificação profissional e acesso a oportunidades de emprego, de forma a contribuir para a saúde política e económica das comunidades onde vivem, valorizando as suas qualidades enquanto mulheres.

Rainha Rania Al-Abdullah - Uma das mulheres mais bonitas e carismáticas em todo o Mundo. Além de rainha, esposa do rei Abdullah II bin al-Hussein, mãe de quatro filhos, é ainda Presidente da Comissão Real sobre Direitos Humanos e Embaixadora Global das Mulheres para as Mulheres Internacional, assim como através de instituições como a River Jordan Foundation e a Dar al-Aman.

Estas são apenas duas entre muitas das mulheres que semanalmente procuro, como uma espécie de missão pessoal, encontrar em todo o Mundo. São mulheres de saltos altos, mas que em qualquer altura os trocam por umas botas de montanha ou umas alpercatas, que continuam a ser o coração da sociedade.

Curar feridas, limpar destroços e ajudar outras mulheres a levantarem a cabeça. Deve ser esta força de mulher que nos faz gerar vida , e que nas primeiras semanas de gestação nos faz abdicar de 90% das nossas forças, para criarmos uma vida nova, masculina ou feminina, sem distinção.

É por isso que as pedras não deveriam existir para matar mulheres, e sim, tal como Fernando Pessoa um dia disse:

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, Mas não esqueço de que minha vida É a maior empresa do mundo... E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver Apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e Se tornar um autor da própria história... É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar Um oásis no recôndito da sua alma... É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "Não"!!! É ter segurança para receber uma crítica, Mesmo que injusta... Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
Fonte Expresso.pt

O poder do cinismo

Os tempos, como os povos e indivíduos, têm emoções, atitudes, estados de alma. Há épocas exaltadas, apáticas, heróicas, corruptas, apodrecidas. (...)

O cinismo é a condição de quem não acredita nas boas intenções alheias ou, no limite, duvida até da presença de bondade no mundo. Em qualquer circunstância, vê sempre na realidade os aspectos mais baixos e interesseiros. A suspeita apresenta-se como prudência, mas não é sabedoria que a inspira. É pedantismo.
As formas comuns de cinismo ligam-se a dois raciocínios. O primeiro é assumir que já se sabe, antes mesmo de ver. Naturalmente sabe-se que é mau, egoísta, torpe. Mas saber sem experimentar é estulto. O cínico ventila preconceitos, não pondera razões.
O segundo raciocínio é assumir, a partir de pequeno pormenor, que se entende irremediavelmente o carácter alheio. Mais uma vez trata-se de uma forma de avaliar expedita, mas sumamente injusta. Se o cínico fosse assim tratado sentiria logo o agravo. Ele sabe ter personalidade complexa e variada, com múltiplos cambiantes e deslizes compreensíveis. Não tem pois o direito de condenar os outros da maneira apressada e injustificada.
Constatamos hoje o cinismo em múltiplas formas. Os juízos sobre políticos, banqueiros e empresários são taxativos e devastadores na boca de qualquer ignorante. Toda a gente sabe que isto é tudo uma corja, mesmo sem saber nada acerca daquilo que comenta. Dos poderosos salta-se sem dificuldade para funcionários, sindicatos, partidos, clientes, profissionais, cidadãos em geral. Não tarda desconfia-se de tudo e todos, vendo-se conspirações em cada esquina. É este o veneno do cinismo. Denuncia-se e apregoa-se o mal. Não se promove o bem.
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Fonte Dn.Pt

Joao Paulo II por Coleen Carroll Campbell. Bem Haja!

«How do you summarize the legacy of a towering figure like Pope John Paul II, a man whose charismatic leadership precipitated the collapse of communism, thawed centuries of hostility between the Catholic Church and other religions and led him to log enough miles during his 26-year pontificate to circumnavigate the globe 30 times? Summarizing the late pope’s influence on my own life is only slightly less daunting, given that when he died in 2005, John Paul was the only pope I had ever known.

Like most Catholics of my generation, I grew up seeing John Paul as a sort of permanent fixture on the world stage. He seemed to be everywhere: boldly defending religious freedom in the heart of communist Poland, generously forgiving his would-be assassin in that bleak Roman prison cell, jovially greeting the pulsing throngs of teens and young adults who cheered him at World Youth Day gatherings from Denver to Manila. His dramatic witness to the Gospel impressed me from afar, but it was only after I saw that witness in person that I began to take a closer look at the man and his message.
(...)

In his landmark 1988 Apostolic Letter, “On the Dignity and Vocation of Women,” John Paul made the biblical case for women’s equality with men while also defending the reality and richness of differences between the sexes. He identified women as crucial agents of culture change in our technocratic age, thanks to the person-centered focus he saw as particularly pronounced among women. His 1995 “Letter to Women” served as an extended thank-you note to women in all walks of life, one that acknowledged the reality of sexism and called for women’s full integration “into social, political and economic life.” John Paul even included a special reflection on women in his 1995 encyclical, “The Gospel of Life,” in which he called for a “new feminism” that “rejects the temptation of imitating models of ‘male domination’ in order to acknowledge and affirm the true genius of women in every aspect of the life of society, and overcome all discrimination, violence and exploitation.”

Reading such writings and watching the actions of the man behind them, I gradually grew in esteem for the late pope. My admiration only deepened at the end of John Paul’s life, when I saw him heroically embrace the suffering of severe Parkinson’s as his share in the cross of Christ. John Paul was not without his blind spots and his papacy was not perfect. Even so, his luminous witness to Christ made him a beacon in a dark world. And his new designation as “Blessed John Paul” is fitting, for that’s exactly what he was for me and millions like me: a blessing. »

*Colleen Carroll Campbell is author of “The New Faithful,” an ex-presidential speechwriter, op-ed columnist for the St. Louis Post-Dispatch and host of “Faith & Culture,” a TV and radio show on EWTN.

Beatus Joao Paulo


Mais de um milhão de pessoas invadiram Roma para assistir neste domingo, na Praça São Pedro, à cerimônia de beatificação de João Paulo II, que morreu há seis anos. A capital italiana se transformou para a ocasião, com centenas de cartazes em ônibus, ruas, praças e edifícios públicos com a inscrição "Beatus!" acompanhada da foto do pontífice polonês. Até os bilhetes de metrô e ônibus trazem o rosto do ex-papa.

Por questões de segurança, apenas 100.000 pessoas estiveram na Praça São Pedro, onde ocorreu a cerimônia. Dividido em nove áreas, o local estava pronto para a beatificação desde quarta-feira. Muitos aplausos e gritos de "santo subito" ("santo já"), como no dia do funeral de João Paulo II, foram ouvidos.

Ao pronunciar a frase em latim que elevou o antecessor, com o qual colaborou durante 23 anos, à glória dos altares, Bento XVI usava a casula e a mitra de João Paulo II: "Concedemos que o venerado Servo de Deus João Paulo II, Papa, seja de agora em diante chamado beato", proclamou ele. Bento XVI também usou o cálice que João Paulo II utilizou nos últimos anos
Fonte: Revista Veja

domingo, 1 de mayo de 2011

Direito ao Trabalho. E juízo no lugar certo!


La literatura como malestar en el mundo

(J. ERNESTO AYALA-DIP)

Ernesto Sabato llega a la novela cuando ve la posibilidad de salvar el callejón sin salida a que lo abocaba la ciencia. Esta idea la recoge en Uno y el universo (1945) y en Hombres y engranajes seis años después. En realidad el problema no desaparece porque él se incline definitivamente por la literatura, sino que en esta dimensión imaginaria puede aprehender y hacer comunicable ese insalvable abismo que el escritor argentino considera que separa la ciencia -su utilización de ella- del hombre. O del humanismo. Desde el abandono de la práctica de la ciencia -Sabato fue físico-, la novela le permite resituarse en el corazón de la verdadera existencia. Extraviado en la ciencia, el hombre no tiene más remedio que refugiarse en el arte. Atrapado en la red cosificadora de la práctica científica, el hombre puede encontrar en la novela su sed de misterio. Nunca creyó Ernesto Sabato en la crisis de la novela, aunque hacia los años sesenta se rebeló contra la dictadura estética de moda: el nouvelle roman (Tres aproximaciones a la literatura de nuestro tiempo, 1969). Siempre salvaguardó a esta de todos los intentos de redefinición, porque nunca dudó que fuera la novela el espacio ideal para airear los demonios del hombre contemporáneo.

En sus tres novelas, El túnel (1948), Sobre héroes y tumbas (1961) y Abbadón el exterminador (1974), el hombre se convierte en ser, sus personajes en indicios metafísicos y sus tramas en itinerarios infernales. Para Sabato el hombre es un misterio que vale la pena indagar. Desde el misterio el hombre debe combatir el racionalismo. Asi aprovecha Sabato el surrealismo y la impronta camusiana. La novela, con todos los recursos compositivos que la modernidad le presta, le sirven al autor para acercarse al amor, la muerte, el mal y el más severo pesimismo. Obligadamente resumido, éste es el perfil filosófico y narrativo de Sabato. Coherente, pertinaz en la búsqueda de verdades y pesimista en el diagnóstico moral del presente. En 1981 publica La robotización del hombre. Tres años más tarde le sigue Nunca más, terrible y dolorosa crónica de investigación sobre los desaparecidos durante la dictadura de los militares comandados por Rafael Videla. No es hasta 1999 que edita Antes del fin. Un texto autobiográfico, pesimista. Contradictorio y agustiniano. Radical en la premonición de un futuro desesperanzado. Su destinatario era la juventud argentina. Y en cierta manera, un libro de despedida.

Pero por sobre todas estas consideraciones y tantas otras como se puedan y deban consignar, Ernesto Sabato es el autor referencial de Sobre héroes y tumbas. Esta novela, que tantas discusiones e interrogantes abrió, le llevó al escritor argentino 13 años de trabajo infatigable. Para muchos de sus compatriotas esta es la novela de Alejandra Vidal. Para otros el relato de iniciación de Martín del Castillo. Para algunos el desasosegante, además de mil veces leído y releído y reinterpretado, Informe sobre ciegos. Para todos, la metáfora de una Argentina de historia convulsa, trágica y llena de enigmas históricos y políticos. Naturalismo, ironía, sarcasmos, la búsqueda de un sentido existencial, el enfrentamiento nihilista ante lo que no se puede explicar. Pero para mí, Sobre héroes y tumbas será siempre la primera novela argentina que leí. Y, sobre todo, para gran parte de la generación de argentinos a la que pertenezco, la novela de la hiriente, indescifrable y sublime Alejandra.
Fuente El País

Ernesto Sábato

"Queridos amigos: Hace pocas horas murió mi padre. Sé que todos ustedes comparten la tristeza que sentimos en la familia. Porque mi padre no nos pertenecía solo a nosotros. Con orgullo, con alegría, sabemos que lo compartimos con mucha gente, que lo quiso y lo necesitó tanto como nosotros.

Desde las cinco de la tarde (diez de la noche hora española), lo vamos a despedir como él lo deseó, en el club de su barrio, Defensores de Santos Lugares. 'Cuando me muera, quiero que me velen acá, para que la gente del barrio pueda acompañarme en este viaje final... Y quiero que me recuerden como un vecino, a veces cascarrabias, pero en el fondo un buen tipo... Es a todo lo que aspiro".

Firmado: Mario Sabato

Fuente El País
Comento: Era um dos meus autores de cabeceira. Nao me afasto jamais de sua obra " O Escritor e seus Fantasmas".