viernes, 17 de febrero de 2012
miércoles, 15 de febrero de 2012
FAREWELL
Vive dando cabeçada.
Navegou mares errados,
perdeu tudo que não tinha,
amou a mulher difícil,
ama torto cada vez
e ama sempre, desfalcado,
com o punhal atravessado
na garganta ensandecida.
Este, o triste cavaleiro
de tristíssima figura
que nem mesmo teve a graça
de estar ao lado de Alonso
e poder narrar eventos
nos quais entrou de mau jeito
mas com sabor de epopéia.
Nada a fazer com este tipo
avesso a qualquer romança
ou ode, apenas terráqueo,
ou nem isso, extraterráqueo,
de quem não se ouve um grito
mais além do que um gemido,
nem uma palavra lúcida
varando o cerne das coisas
que esperam ser reveladas
e nós todos pressentimos.
Inútil corpo, alma inútil
se não transfunde alegria
e esperança de renovo
no universo fatigado
em que repousa e não ousa.
Sua ficha - foi rasgada,
por ausência de sinais.
Seu nome - por que sabê-lo?
E sua vida completa
já nem é vida, é jamais.
(C.D.A, Farewell,1996, p. 74-75)
Cartas de Amor e ..Músicas. RIDÍCULAS?
Hay canciones de amor, sus letras, que nos gustan por su secreto atisbo de profecía y otras porque copian e iluminan nuestras vivencias. Unas llegan a nuestras vidas mucho antes de que descubramos, experimentemos y comprendamos lo que allí se nos cuenta y las otras parecen inspiradas en nuestra propia historia. Al final, las dos parecen creadas y cantadas para cada uno de nosotros. Da igual si los expertos musicales las consideran buenas, regulares o malas canciones; y si sus letras son de alta o baja calidad literaria. Están allí, han llegado para quedarse por motivos superiores a nosotros y forman parte esencial de la banda literaria y sonora de nuestras vidas.
Trovadores conrtemporáneos.
Uno de los escritores que mejor hizo este acercamiento a esa realidad fue Marcel Proust. Él, tan exquisito en sus gustos, escribió en 1893 Elogio de la mala música, donde reconocía el misterioso, profundo y sentido valor de la música popular; el efecto milagroso de tocar el alma de las personas incluso contra su deseo. Porque "se han llenado del sueño y las lágrimas de la gente". Teo Sanz, catedrático de literatura francesa, lo describió bien en su blog, hace tres años: "En él señala (Proust en su artículo), con un loable deseo de buscar la verdad, que se puede odiar esa clase de música, pero no menospreciarla porque se toca y canta con más pasión que la buena y, sobre todo, porque "se ha llenado del sueño y las lágrimas de la gente".
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Fonte ElPais.com
Paula Rego
A venda da obra, chamada Broken Promises (2006), ficou só atrás de outra venda feita pela galeria em Junho do ano passado. O quadro Looking back (1987) foi vendido na altura por 769.250 libras, mais 56.000 libras, quase 67.000 euros.
martes, 14 de febrero de 2012
Actualidades Pessoanas
lunes, 13 de febrero de 2012
AIESEC
Liderança não vem da teoria, mas sim da prática
Tetiana Mykhailiuk, presidente da AIESEC, a maior organização estudantil do mundo, explica como a entidade inspira mais de 65.000 jovens líderes
A AIESEC, originalmente uma abreviação de Association Internationale des Etudiants en Sciences Economiques et Commerciales – ou Associação Internacional de Estudantes de Ciências Econômicas e Comerciais, em português – é a maior organização estudantil do mundo. Sediada em Roterdã, na Holanda, a entidade tem como missão inspirar mais de 65.000 jovens, espalhados por 110 países em mais de 2.100 universidades. À frente desta verdadeira multinacional está uma ucraniana de 25 anos que é o espelho da geração que atende. Formada em administração de empresas, Tetiana Mykhailiuk, atua desde os 14 anos em organizações não governamentais voltadas à juventude. Sua ambição sempre foi se tornar uma empreendedora de sucesso, sobretudo no campo da educação. Na AIESEC, ela não só atinge esse objetivo, como também ajuda jovens inspiradores de todo o planeta a transformarem suas ideias em projetos bem-sucedidos.
Entre uma conferência e outra com os escritórios da entidade em todo os continentes, Tetiana cuida também do relacionamento da AIESEC com empresas globais, como Microsoft, Electrolux, PricewaterhouseCoopers, Nike e Unilever, que querem se aproximar de jovens com consciência social, conectados com o mundo e focados no próprio desenvolvimento. O assédio das companhias é compreensível, já que entre os mais de um milhão de jovens que passaram pela organização estão nomes como Mario Monti, primeiro-ministro italiano; Cavaco Silva, presidente de Portugal; e o finlandês Martti Ahtisaari, prêmio Nobel da Paz em 2008.
Criada em 1946 em Liége, na Bélgica, a AIESEC surgiu como uma plataforma de intercâmbio profissional entre estudantes. Com o tempo, esta passou a ser uma das ferramentas da organização, que se voltou a políticas diversas direcionadas ao desenvolvimento de jovens líderes globais. O nome por extenso em francês não é mais utilizado, já que estudantes de qualquer parte do globo podem fazer parte. A cada ano, todas as posições de liderança são renovadas. Em julho, Tetiana deve deixar o cargo, que pode ser ocupado pela brasileira Anna Laura Schmidt, ex-presidente da AIESEC no Brasil, caso seja eleita.
Tetiana falou ao site de VEJA sobre o desafio de criar novas lideranças globais.
Como a AIESEC estimula o desenvolvimento da liderança entre os jovens?
A estratégia é criar oportunidades para que os jovens assumam um papel ativo no mundo. Procuramos lhes dar problemas reais para que possam resolver. Isto porque uma das premissas da AIESEC é que a liderança não vem com a teoria, mas sim com a prática. Cremos que qualquer um pode ser um líder se tiver uma chance.
A experiência da organização mostra que, depois que os jovens passam por lá, eles se tornam mais empreendedores. Passam, inclusive, a olhar para os problemas que precisam resolver não como uma dificuldade, mas como uma oportunidade. É uma liderança direcionada para a criação de valor. Vi essa mudança acontecer em mim. Eu mudei a maneira como tomo minhas decisões, como me comunico e como lidero as pessoas.
O intercâmbio profissional sempre ocupou lugar de destaque da AIESEC. Como ele pode ajudar no processo de desenvolvimento de liderança entre os membros?
Temos um programa de intercâmbio global em que os membros podem trabalhar em grandes companhias em todo o mundo. O objetivo é que tenham a oportunidade de vê-las funcionando por dentro. Eles podem continuar trabalhando nessas empresas quando voltam para casa. Contudo, mesmo nos casos em que preferem cortar o vínculo profissional, os jovens levam consigo a aprendizagem que tiveram para outros projetos, como, por exemplo, quando vão abrir seu próprio negócio.
É inegável que as companhias propiciam experiências práticas reais. O problema é que muitos estágios convencionais em empresas são oferecidos apenas para cargos de baixa responsabilidade. A especialidade da AIESEC é abrir espaço para que os intercambistas assumam tarefas realmente importantes e possam exercer impacto nas organizações para as quais estão trabalhando. As empresas também participam dos nossos programas e conferências para desenvolvimento de liderança, disponibilizando equipes que vão compartilhar opiniões, conhecimento e experiência com nossos membros.
Você comanda uma organização com 65.000 jovens comprometidos em liderar processos de mudança no mundo. De todos eles quem se destaca?
Em nossa última conferência mundial, em agosto no Quênia, tivemos um momento em que apresentamos casos de sucesso de nossos membros. O mais interessante, a meu ver, foi o de Marianne Knuth, nascida na Dinamarca, de mãe dinamarquesa e pai zimbabuano. A família decidiu se mudar, quando ela era ainda criança, para o país africano. Marianne passou a vida entre os dois continentes, mas, quando fez 16 anos, voltou para ficar mais tempo na Europa para aprofundar seus estudos. Já adulta, após passar pela AIESEC da Dinarmarca, decidiu retornar ao Zimbábue para abrir uma escola chamada Kufunda Village. O propósito do projeto é que as pequenas comunidades rurais do país tenham sua própria produção, construam suas escolas e ergam seus pequenos hospitais para que possam ser autossustentáveis. Isso tem tudo a ver com os “Objetivos do Milênio” e com o que a Organização das Nações Unidas (ONU) está tentando implementar na África. A iniciativa dela começou bem modesta e agora está se popularizando no Zimbábue. É uma história muito inspiradora de como alguém pode liderar mudanças na vida de muitas pessoas.
Como os jovens da AIESEC na Europa reagem à crise econômica pela qual passa o continente?
A AIESEC é apolítica. Não temos uma posição da organização sobre a crise mundial. Contudo, nossos membros, individualmente, assumem um papel importante nas mudanças que estão em curso na sociedade. Minha recomendação é que os governos ouçam mais o que esses jovens têm a dizer, que abram espaço para uma ação mais colaborativa. Esses jovens estão agora com seus olhos voltados para o futuro, não apenas para sua própria carreira profissional, mas também para projetos inovadores e questões sociais.
Fonte : Veja.com.br
