lunes, 26 de diciembre de 2011

My Favorite Things -



I just remember my favorite things! And you

jueves, 15 de diciembre de 2011

"Con cualquier vida se puede construir un universo literario".

... "todo abismo tiene sus canciones de cuna", y por eso subraya que ha querido huir de la "ideología" del dolor: "El dolor es intransmisible, solo admite cómplices. Plantearse otra cosa solo sirve para hacer novelas chantajistas". Tal vez por eso su libro tiene algo de sangrante canción de amor no exenta de redención. La palabra no le convence: "Redención, no. Uno es mejor o peor escritor por lo que hace con lo que le tocó. Tengo amigos nacidos en familias felices que son grandes escritores por otra clase de cicatrices. No reivindico ni la pobreza ni el sufrimiento. Con cualquier vida se puede construir un universo literario".
Fonte El Pais
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martes, 13 de diciembre de 2011

El Quijote Interactivo de la BNE

Biblioteca Nacional de España

¿Cómo contar en unas palabras un lugar que aspira a almacenar el saber universal? No se puede. Dicho esto, sintetizemos en algunas preciadas gemas el valor de la Biblioteca Nacional de España, la institución cultural más antigua del país, que fue creada un día de diciembre de hace 300 años por un rey francés que había ganado la Corona española tras una guerra: Felipe V. Una exposición que mañana inauguran los Reyes trata de resumir a través de 240 elementos la historia de la casa y sus tesoros. Una decantación compleja teniendo en cuenta que la BNE almacena 30 millones de documentos, que incluyen una de las colecciones de incunables más valiosas del mundo (3.500). El propio comisario de la muestra, el catedrático de la Universidad Complutense, José Manuel Lucía, confesaba esta mañana antes de iniciar un recorrido con la prensa "la tristeza" que sintió al descartar múltiples joyas que custodia la tricentenaria institución. Esta es una selección de algunas obras que pueden verse en 300 años haciendo historia, organizada por la BNE y Acción Cultural Española, a partir de mañana.Fuente Elpais
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Gente que eu admiro!


Filho de taxista com dona de casa, Caio Allan dos Santos, de 17 anos, economizou o salário de auxiliar administrativo e, com ajuda do pai, chegou aos EUA há dez dias para estudar inglês. Foi o primeiro da casa a viajar de avião, o que, por si só, já é motivo de orgulho para uma típica família da classe C.

(...)

“Falei que meu objetivo não era passear, mas estudar”, conta o garoto, aluno de um cursinho de inglês há três anos. Para ele, o intercâmbio pode ser um aliado no objetivo de “trabalhar numa multinacional.”

A possibilidade de fazer cursos no exterior começa a se tornar acessível para jovens de famílias com renda entre R$ 1.200,00 e R$ 5.174,00 (definição da Fundação Getulio Vargas para a classe C). Os motivos vão do real valorizado às facilidades de parcelamento.

(...)

“A classe C está sentindo uma necessidade de qualificação e tem acesso ao crédito com muita facilidade. O programa de intercâmbio pode ser vendido em várias vezes sem juros”, diz Marcelo Albuquerque, diretor da IE Intercâmbio. Segundo ele, quando a agência abriu as portas, há 14 anos, as classes A e B representavam 80% do faturamento. Agora a liderança é da C, com 55%.

A funcionária pública baiana Márcia Brito Silva, de 53, guardou dinheiro por três anos para que o filho pudesse fazer intercâmbio em Toronto. “Quando contei para minha família que Matheus ia estudar no Canadá, ficaram encantados. Só duas primas tinham ido ao exterior, para a Disney.”

Matheus, hoje com 17, ficou fora do País de novembro do ano passado a fevereiro. Estuda inglês desde os 14 em um dos melhores cursinhos de Salvador, com bolsa integral, por ter se destacado na escola pública.

(...)

Matheus, claro, não cansa de agradecer à mãe. E também ao pai, pintor, que o ajudou mandando dinheiro para comprar roupas de frio. “Fui um adolescente e voltei um rapaz maduro e independente”, diz o estudante, que vai fazer cursinho e tentar vaga em Engenharia Civil na Federal da Bahia. “Depois que estiver trabalhando, vou aproveitar as férias para fazer outros intercâmbios.”

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(Carlos Lordelo e Cedê Silva - Estadão.edu)

lunes, 12 de diciembre de 2011

A Minha Janela

AQUARELA


A imensa curva Norte -Sul
...
Hawai, Pequim ou ISTAMBUL?

domingo, 11 de diciembre de 2011

Pra Voce Guardei O Amor


O convite para o silencio...
guardei sem ter porque, nem razao ou outra coisa qualquer

Diz Que Fui Por Aí


Mas só depois que a saudade se afastar de mim....

Verdú: Negligencia e belleza? Las Hilanderas


Esta belleza de la negligencia no es en absoluto fácil de lograr. O, mejor dicho, no cabe proyecto alguno para conseguirla a través de una tarea y voluntad previa. Se trata de una categoría que nace del cuerpo o de la naturaleza sin poner demasiada atención en su objeto o cuya posible atención se halla desviada hacia un punto excéntrico que, a su antojo, con indolencia, hila la obra.

Es el caso mismo de Las hilanderas cuyo enigma baña tanto la estructura como la emisión del cuadro asociadas ambas a una belleza que procede de un viento interno. De un invisible vendaval, el único asociable pacíficamente a su turbadora belleza.

Turbadora y singular, es original, ocasional. La belleza de la negligencia dura mucho en la "duración" de Bergson, y siempre sin perder encantamiento, tal como el descuidado paseo del gentleman o la desgana de la dama de las camelias.

Porque, en fin, ya lo sabemos, nada nos arrebata más intensamente los sentidos que aquello que no nos tiene en cuenta. Nada nos seduce con más fuerza que la belleza que no nos necesita y ni
siquiera se necesita a ella para conquistar admiración.

El orden facilita la explicación cabal, se presta a ser visitado, controlado y calibrado. El desorden, este actual desorden del mundo que tanto nos hace sufrir, es ante todo el desorden del horror y no de la negligencia. Pero un paso más, una línea de luz que apareciera en la lontananza, transformaría este caos en impensada esperanza, confusa aún pero presagio de un tiempo único, aún sin peinar, que nos espera con su prestancia.
Fonte El Pais
Para ler o ensaio completo, aqui

Para ler mais sobre Las Hilanderas, aqui

sábado, 10 de diciembre de 2011

Menino Deus

Elliot e Pound

Daniel Piza - O Estado de S. Paulo

Permanece ainda um fato a estudar que os dois maiores poetas e intelectuais modernistas dos EUA, T.S. Eliot e Ezra Pound, de incalculável contribuição para a renovação da arte poética, da crítica ocidental e do idioma inglês, por meio de uma inventividade e profundidade até hoje não superadas(...)[Pound] sonhava com o que aconteceria com a América caso os clássicos literários tivessem ampla circulação - como se ler Dante pudesse fazer rimar riqueza e sabedoria. E Eliot, que se dizia classicista, anglicano e monarquista, afirma neste Notas para a Definição de Cultura que uma civilização não pode "produzir simultaneamente grande poesia popular em um nível cultural e o Paraíso Perdido em outro", referindo-se à obra-prima de John Milton.

Delírios e esnobismos à parte, ambos, que viveram muitos anos na Europa (Eliot em Londres, Pound em Paris e Veneza), fizeram o máximo para tirar os EUA da ignorância pujante de cem anos atrás. E não só como poetas (em textos carregados de citações poliglotas), mas também como editores (em revistas e editoras) e como ensaístas, críticos culturais no sentido mais amplo. Para variar, o mercado editorial brasileiro tem dado pouca atenção ao último gênero, essencial para a modernidade. Pound, por influência do grupo concretista, foi mais bem tratado, com títulos como ABC da Literatura. De Eliot, graças a Ivan Junqueira, houve uma seleta de ensaios, hoje esgotada, com textos essenciais como Tradição e Talento Individual e A Função da Crítica e aqueles em que resgata John Dryden e Andrew Marvell, e agora temos a elogiável reedição de Notas para a Definição de Cultura. Mas a produção ensaística dos dois é muito maior.

Eliot foge da definição de cultura de um Matthew Arnold, (...)e se aproxima da definição antropológica: cultura é o "modo de vida" de uma sociedade, o conjunto de valores e signos que diferentes classes e regiões produzem com atritos saudáveis e faz parte do cotidiano comum. Para Eliot, a cultura também transcende fronteiras nacionais - mas tudo isso só acontece graças à religião, com a qual ele identifica o conceito de cultura. De nada valem, diz ele, a sensibilidade artística e a educação científica se não houver o contraponto humanista da religião, em especial dos "2 mil anos de cristianismo". Da mesma forma, uma elite só é digna do nome - a parcela que representa o melhor da sociedade, como uma aristocracia do espírito - se os diversos segmentos dialogam entre si, não fechados em especialidades. Em outras palavras, Eliot, em 1948, via no esquecimento do legado europeu o fim da civilização como ele a entendia. Se vivo hoje, acharia que no poema The Waste Land foi otimista demais.

Fraternidade

viernes, 9 de diciembre de 2011

Disparada



um dia me montei...

jueves, 8 de diciembre de 2011

Pará: é Nao e Nao


55!

Pará Inteiro

Fafá de Belém diz não a Divisão do Pará

FAFA de Belem


Belem de um só Pará!

Lisbon Lounge. O lugar ideal para quem vem a Lisboa!






Escolha aqui onde se hospedar em Lisboa

Emigrei para a Globo - Opinião - DN

Emigrei para a Globo - Opinião - DN
Comento: O artigo é quase perfeito mas ainda falta algo: William Waack, um jornalista de primeira grandeza.

miércoles, 7 de diciembre de 2011

Ribeirinhos do Sao Francisco e o código florestal

Os municípios a beira do Rio Sao Francisco agradecem:
Viva Katia Abreu!
Viva Aldo Rebelo!
Viva o Senado!

martes, 6 de diciembre de 2011

Author of himself

“I'll never Be such a gosling to obey instinct, but stand As is a man were author of himself And knew no other kin.”
(William Shakespeare, Coriolanus )

Película Sur Polaco Goyeneche Nestor Marconi Miguel Angel Sola

naranjo en flor-goyeneche

lunes, 5 de diciembre de 2011

Deutschland in Europa, Deutschland mit Europa und Deutschland für Europa"

"Pode considerar-se a história europeia como uma sucessão infinda de lutas entre a periferia e o centro. (...) Não é suficientemente claro para nós que subsiste entre todos os nossos vizinhos, por gerações, uma certa desconfiança contra a Alemanha. (...) O motivo originário da União Europeia foi a integração europeia. A quem não compreender isso, falta um pressuposto fundamental [grundsätzliche] para a solução dos problemas actuais." Und so weiter...

Helmut Schmidt, um alemão do séc. XX (com tudo o que isso quer dizer, para mais, com o papel que teve), deu uma autêntica Vorlesung de História e de pensamento da política para a Europa, no Parteitag do seu SPD. É algo a que já não estamos habituados e que, de facto, não está na moda. (O pensamento não escapa à Mode Schwert, à espada da moda, foi por ela geteilt, como na ode de Schiller!)

Os ignorantes que por aí andam, esses que só conhecem o mundo no teclado e soletram (e mal) a História a partir da Wikipédia, já começaram a asnear sobre a intervenção de Schmidt. Fariam melhor em ouvi-lo primeiro, procurar entendê-lo (para isso, têm de ler umas coisinhas) e só depois dispararem. Se for o caso.
Fonte Cachimbodemagritte.com
PS Envelheceu muito bem!!!!!!!!!!!

Guadalajara como metáfora


La Feria Internacional del Libro de Guadalajara cumple 25 años ahora, en plena ebullición, en la ciudad de la llanura, en un momento de gran preocupación mexicana por la seguridad y contra el terrorismo de los narcotraficantes, que de modo despiadado actúan en muchos lugares del país y que últimamente actúan también en Guadalajara. Esta vez, al contrario que en otras ocasiones, la vigilancia es evidente, policías armados, soldados, imagino, gente de la seguridad del Estado se sitúan en puntos estratégicos de los alrededores de la feria, y en la feria misma. Pero, ¿cómo reaccionan los mexicanos ante este asedio notable que los terroristas han logrado construir en un país que ya está hartísimo de esta innoble asedio que han organizado los bandidos para amedrentar y para prosperar en sus negocios mafiosos? Con tranquilidad, con aplomo, incluso con sentido del humor. Los narcoterroristas han conseguido lanzar al mundo la especie de que el temor paraliza México. El clima moral de los mexicanos, independientemente de las querellas políticas que animan este país en periodo preelectoral, es alto, debo decir que su literatura es cada día más pujante, las artes siguen mostrando al universo la enorme vitalidad de este país que desanudó las fronteras para hacerse universal. Y en ese plano se sitúa esta iniciativa de la Fil, cuyo equipo celebra ahora, con razón, haberse convertido en símbolo en el que cristalizan las ambiciones mexicanas de universalidad. México es una enorme biblioteca, sus grandes escritores dejaron un tesoro inmenso que ayer presentaba en la feria la ministra de Cultura, Consuelo Saizar, los coloquios públicos son en esta feria (y en cualquier lugar de México) concentraciones masivas de jóvenes y maduros lectores que se quieren encontrar, de frente, en una atmósfera que ya quisiera aquí la Feria del Libro (cualquier feria del libro) con los autores más diversos, a los que escuchan con atención y con reverencia o con disgusto, pero siempre con respeto. Ir a Guadalajara, de donde acabo de volver después de cuatro días frenéticos (por lo que vi, por lo que quisieron que hiciera, que hice con mucho gusto), es envolverse en una bandera metafórica de amor a los libros, de activo amor a los libros, que de muchas maneras están reflejando en EL PAIS mis compañeros Winston Manrique y Luis Prados, activos seguidores del mayor acontecimiento literario del mundo de la lengua española. En ningún sitio del mundo he visto esa vitalidad, ese entusiasmo exigente por saber más, por escuchar más, por acercarse de todas las maneras posibles a la cultura escrita. Y esa es una satisfacción muy grande en un mundo en el que la indiferencia cultural parece ser el sustitutivo de toda esperanza de entendimiento del alma de los otros.

Fonte El Pais - blog de Juan Cruz (Mira que te lo tengo dicho)

Universidade Católica lança amanhã clube de empreendorismo

Quem já não sonhou lançar um dia o seu próprio negócio? O crescimento do empreendedorismo exige uma mudança cultural, pelo que um conjunto diverso de iniciativas têm estado a ser desenvolvidas ao longo dos últimos anos, nomeadamente o reforço de parcerias entre o ensino superior e agentes da economia.

A Universidade Católica Portuguesa (UCP) é um exemplo de estímulo ao empreendedorismo jovem. Amanhã, é lançado oficialmente o “Bring Entrepreneurs Together” (BET), clube de empreendedorismo composto por alunos da Universidade.

O evento será brindado com a divulgação de percursos de empreendedorismo, baseados em histórias de empreendedores de sucesso, um incentivo e um desafio para quem quer pensar, criar e moldar a sua empresa. Entre os convidados estarão Carlos Torres (Resul), Albano Homem de Melo (H3), António Quina (A Vida É Bela), Manuel Forjaz (Ideiateca Consultores),Mário Valente (Seed Capital), Miguel Pina Martins (Science4You), Diogo Cruz (Emove) e Rita Silva (Move) que darão o seu testemunho de como criar uma empresa de sucesso.

Durante o evento, será ainda apresentado o concurso “Lisbon goes to Silicon Valley”, patrocinado pela Resul, cujo prémio final consiste numa viagem ao mais conhecido centro de empreendedorismo e inovação do mundo, onde a equipa vencedora, com a melhor ideia de negócio, terá a oportunidade de visitar os headquarters de várias empresas relacionadas com esta área.

O BET tem como “objectivos principais, a mudança de mentalidade dos jovens portugueses e a criação de sinergias entre diferentes áreas universitárias”, explica a Universidade Católica em comunicado. Para aproximar alunos com interesses e competências complementares, “foi criada uma plataforma online, que funciona como uma rede social onde grupos de diversas áreas de interesse podem interagir e cooperar em projectos comuns”, acrescenta.

Segundo as estatísticas divulgadas pela Sociedade Portuguesa de Empreendedorismo, apesar da inovação ser um dos motores do crescimento económico, a taxa de empreendedorismo portuguesa baixou para metade entre 2007 e 2010 (de 8,8% para 4,5%), reflexo da conjuntura de crise económica e financeira mundial. A aversão ao risco e o financiamento são dos principais obstáculos à criação de novas empresas. De acordo com o Instituto Nacional de Estatísticas, a larga maioria dos empresários financia o arranque da empresa recorrendo a poupanças pessoais e a créditos bancários. É ainda inexpressiva a percentagem de empreendedores que recorre ao capital de risco.

Fonte ionline.pt

domingo, 4 de diciembre de 2011

Educação (2009) - Jenny pede por ajuda...


books..and postcards.Thats all you need.

Trailer Educação - Legendado - HD - Nos cinemas


Old...but not very wise

"Imagem e Fenomenologia" por Benedito Nunes - 8º Colóquio de Fotografia ...



Em sua palestra o professor Benedito Nunes abordará elementos da teoria tradicional da imagem e os desdobramentos do pensamento sobre a imagem na fenomenologia. A contribuição dos autores que pensaram o imagético a partir das bases da fenomenologia e teorizaram a imagem na era tecnológica será analisada por Benedito Nunes a partir do pensamento de Sartre, Deleuze, Bérgson, M. Ponty, Roland Barthes, Vilém Flusser e demais autores.

Linguagem e Sentidos



Platao e Aristoteles; o céu e a terra; a linguagem e os sentidos.

Adriana Calcanhotto | Eu assim sem voce (SP)



Queijo sem goiabada...

sábado, 3 de diciembre de 2011

Bienaventurados los que leen



por Fernando Iwasaki
DESDE HACE MESES le doy vueltas a esta frase, que está al principio del Apocalipsis, porque casi podríamos decir que el fin del mundo es una de los mejores estrategias de promoción de la lectura. ¿Cómo no recordar ese arranque rotundo al contemplar los miles y miles de visitantes de la Feria del Libro de Guadalajara? Y pensar que cada uno ha pagado algo así como un dólar para entrar.
He visto salones rebosantes de jóvenes para escuchar coloquios, presentaciones y conferencias. He contemplado los corredores del recinto ferial colmados de personas comprando libros, buscando dedicatorias y fotografiándose con sus autores favoritos. He mirado con asombro las interminables colas que el público entusiasta forma para conversar con un escritor, presenciar las actividades o pedir un autógrafo.
He oído conmovido cómo los escolares y universitarios nos llaman "maestros" a todos los escritores invitados y me he quedado mudo cada vez que me han pedido que les recomiende un título para ser felices, para agradar a sus padres o para hechizar de amor a otra persona que uno supone dispuesta a dejarse seducir a través de un poema, una novela o un cuento.
He agradecido la curiosidad intelectual de la mayoría de periodistas locales que han leído lo que tenían que leer antes de elaborar sus preguntas. Aquí nadie nos pide que le hablemos de nuestro libro, porque los profesionales que nos entrevistan son los mismos que ya nos entrevistaron en las anteriores ediciones de la FIL. El escritor Antonio Ortuño lo ha resumido así: «vine a la FIL como escolar, más tarde como periodista y desde hace tres años como escritor». ¿Cuántos más, como Antonio Ortuño, habrán crecido para la literatura gracias a la FIL Guadalajara?
He disfrutado con los amigos que apenas veo porque viven en otras ciudades e incluso en otros países. La mayoría son mexicanos como Jorge Volpi, Rafael Pérez Gay, Ignacio Padilla, Cristina Rivera Garza, Pedro Palou, Jorge Hernández, Paco Taibo, Vicente Quirarte o Xavier Velasco. Varios chilenos como Antonio Skármeta (en la foto, a la derecha), Isabel Mellado y Arturo Fontaine. Más de uno argentino: Daniel Divinsky, Ana María Shua, Guillermo Martínez y Andrés Neuman. También un par de peruanos como Enrique Planas y Santiago Roncagliolo. Y por supuesto especies únicas como el nicaragüense Sergio Ramírez, la portorriqueña Mayra Santos o la boliviana Giovanna Rivero. No puedo asegurarlo con certeza, pero seguro que más de uno desea regresar el próximo año para volver a ver a tantos amigos.
El Apocalipsis ha engendrado una literatura rica en futuros distópicos y apocalípticos. Pienso en 1984 de Orwell, Un mundo feliz de Huxley o Farenheit 451 de Bradbury, donde la suerte de los libros iba unida al destino del mundo. Sin embargo, de un tiempo a esta parte los libros han desaparecido de los grandes relatos contemporáneos distópicos y apocalípticos como Mátrix o La Carretera, donde la humanidad lectora ha sido desplazada por legiones de zombis, esas criaturas reñidas con el libro y el jabón. ¿Cómo no echar de menos a los cultos simios que juzgaron a Charlton Heston en El planeta de los simios?
He tenido que venir hasta aquí para conjurar esas pesadillas y comprobar que la FIL Guadalajara sigue siendo ese hermoso refugio de lectores fraguado por Ray Bradbury, porque el Apocalipsis no es el fin del mundo sino el libro que lo narra y cuya primera frase reivindico: "Bienaventurados los que leen".
Fernando Iwasaki



Fonte Babelia

Estrela de Nsatal Kirigami

viernes, 2 de diciembre de 2011

Fenomenologia e existencialismo


Sujeito , objeto e fenomeno
Apreensao do objeto qdotransferida do munda para a minha mente seria o desaparecimento do objeto ou incorporacao total pelo sujeito e as coisas perderiam sua autonomia.
Para resolver este problema Husserl diz que é necessario voltar as coisas mesmas na relacao de conhecimento. Ou seja contaminacao das coisas pelo sujeito que projeta nela coisas de ordem logica, sociologica etc...e esta projecao contamina as coisas. Dai que recolhemos apenas o que lá colocamos. Assim a realidade fica comprometida.
A relacao com as coisas sera mais verdadeiras a partir do pensamento husserliano.E ppreciso entao separarmos a nossa consciencia da carga de conhecimento naturalista que esta na nossa consciencia. Devemos purificar a relacao Sujeito X objeto.Nao preciso mais me envolver com o impasse Posicao realista e idealista.
O conhecimento deve deixar de ser uma eterna competica entre o sujeito e objeto.
Esta competicao é inadequada para o conhecimento de fato. O equilibrio seria pois alcancado se reconhecemos que temos consciencia DE alguma coisa. Esta relacao me permite definir esta consciencia. Definir consciencia é definir conciencia DE alguma coisa.
A consciencia nao é uma realidade substancial...é apenas um MOVIMENTO.
Sujeito e objeto deixam de se anular. De um lado esta a consciencia ( o movimento de OLHAR). Do outro lado esta a COISA. Para ser objeto do olhar é necessario que a coisa continue com a sua realidade propria.
A Intencionalidade é o modo como a consciencia visa as coisas..A consciencia tem intencao em relacao as coisas. Esta é a realidade da consciencia. A INTENCIONALIDADE é o aspecto essencial desta maneira de ver. As coisas estao la na solidez que eleas possuem( senso comum). A consciencia é o ato de ler, de visar...tem esta leveza.
A superacao SujeitoX objeto modifica o que entendemos de interioridade e exterioridade.

Quando Husserl mostra que a interioridade nao tem a rudeza material com que o intelecto era concebido, o conhecimento da exterioridade nao exige que o sujeito venha abdicar de sua interioridade.
Ja que ha sujeito de um lado e objeto de outro eu nao posso considerar que o sujeito e objeto possuem a mesma natureza. Conhecimento acontece no encontro entre a consciencia e o mundo, entre a consciencia e as coisas. nem a consciencia sozinha nem as coisas sozinhas constituem sozinho . Sarte parte desta ideia husserliana e, ultrapassando o "quarto de memorias" proustiano diz -nos que nao sera neste refugio interior que vamos nos descobrir. Tudo está Fora. Fora entre os outros! Nós vamos nos descobrir na rua, na multidao, coisa entre coisas, homem entre homens.

Gato de Botas - clip Lady Gaga "Americano"



You are not good as they say...You are BETTER!

"O Gato das Botas" - Trailer Oficial 2 dobrado em Português

Trabalho tem que ser dignifying!

"O trabalho para mim tem de ter dignidade. Tenho valores muito estanques e certos que me passaram os meus pais. Preferia vender cautelas num quiosque do que prostituir-me. Há ali qualquer coisa de falta de dignidade".
Fonte Dn.pt
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jueves, 1 de diciembre de 2011

Ainda Bem


Voce que me faz cantar...assim...

sábado, 26 de noviembre de 2011

REPORTAJE Érase una vez un español que razonaba

Un ensayo traza por primera vez la historia de las ideas literarias en España - El pensamiento estético se ha debatido entre el casticismo y el cosmopolitismo

"Soy un español que razona", respondía Juan Gil-Albert cuando lo acusaban de afrancesado. Las palabras del poeta republicano dos veces exiliado, fuera y dentro, ilustran bien la presunta incompatibilidad entre las palabras España y pensamiento. No digamos pensamiento relacionado con las artes. Esa presunción queda ahora en entredicho con la aparición de las 900 páginas de Las ideas literarias (1214-2010), un volumen coordinado por José María Pozuelo Yvancos. Escrito por el propio Pozuelo, que se encarga del siglo XX, y por cuatro estudiosos más -Fernando Gómez Redondo, Gonzalo Pontón, Rosa María Aradra Sánchez y Celia Fernández Prieto-, el libro es el tomo octavo de la Historia de la literatura española dirigida por José-Carlos Mainer y publicada por la editorial Crítica.
Las ideas literarias es una rareza por lo que recoge y por el hecho de recogerlo. Lo más parecido habría que ir a buscarlo al periodo que va de 1883 a 1891, años en que Menéndez Pelayo redactó su Historia de las ideas estéticas. "Un libro como este estaba sin hacer", explica Pozuelo Yvancos. El catedrático de teoría de la literatura de la Universidad de Murcia y autor de títulos como Poética de la ficción o Teoría del canon y literatura española añade que, en lugar de por el término teoría, optaron por el más amplio de ideas. Y fueron a buscarlas "allá donde estuvieran", fueran prólogos (el Marqués de Santillana en el siglo XV), comentarios (Herrera sobre Garcilaso en el XVI), discursos (Lope de Vega en el XVII), cartas (Feijoo en el XVIII), críticas (Clarín en el XIX) o ensayos filosóficos (Ortega y Gasset en el XX).

Si en otras tradiciones los conceptos salían de manos de los maestros de retórica y poética, en el caso español son "los escritores son los que han ido abriendo camino teórico", dice Pozuelo. "Durante la posguerra, escritores como Benet, Gil de Biedma o Valente se adelantaron a los profesores de su tiempo". En los últimos cien años, un narrador juega un papel fundamental en el terreno de las ideas literarias, la de su tiempo y las del pasado: Azorín, que entre 1911 y 1913 publica Lecturas españolas, Al margen de los clásicos y Clásicos y modernos. "Es el gran creador de la tradición castellana. Hace como escritor lo que en términos filológicos estaba haciendo Menéndez Pidal en el Centro de Estudios Históricos". Así, el Centro impulsa la edición de grandes clásicos españoles de los que, como El Buscón, no existía un texto fiable. "Azorín lee a esos clásicos buscando construir una tradición nacional que estaba sin hacer. Más tarde, en un libro como Castilla, la vincula al paisaje".

La introducción a Las ideas literarias destaca que si hay una continuidad en los ocho cambiantes siglos que recoge, esa es la espinosa "cuestión nacional". ¿Existe una escuela española en literatura como se dice que existe en pintura? "Ha querido crearse", responde el responsable del volumen. "Lo curioso es que fueron los institucionistas los que fueron conscientes de esa necesidad". De entrada, no existía una historia de la literatura española. La primera escrita por un español fue, en 1865, Amador de los Ríos, el maestro de Menéndez Pelayo. No pasaba del siglo XV. "La Institución Libre de Enseñanza quiso dar cauce a una tradición española, y para eso había que historiarla", argumenta Pozuelo, que recuerda la lectura que Pidal hace de la épica castellana buscando la idiosincrasia de española: "Fija así una serie de caracteres de lo español. Por ejemplo, el realismo, que considera determinante en la historia de nuestra cultura. Quería subrayar aquellos elementos con los que España había intervenido en Europa, básicamente, la picaresca".

Si Azorín es el haz de la teoría, el envés (o viceversa) es Ortega y Gasset, que con La deshumanización del arte (1925) instala la cultura local en las polémicas de la vanguardia internacional. Para Pozuelo, Ortega es "la gran figura universal" del pensamiento estético de un país, este, que durante siglos ha vivido la tensión entre lo propio y lo ajeno, lo vernáculo y lo extranjero. Esa es la otra gran continuidad hispánica, la que va del italianizante Garcilaso a los afrancesados del siglo XVIII. "Siempre hubo un diálogo difícil con Europa", dice el profesor Pozuelo. "En eso la literatura no ha ido por un camino muy distinto que la política o la filosofía".

Tras la Guerra Civil, el franquismo triunfante mutiló el árbol de los estudios literarios. De ahí que la teoría literaria tardara en asentarse sin recelos en la universidad. No por casualidad, la antología de textos que cierra el nuevo volumen culmina con dos maestros que son un símbolo: Fernando Lázaro Carreter y Claudio Guillén. En el álbum gráfico que completa el texto, el primero aparece retratado junto a Roman Jakobson; el segundo, junto a George Steiner. El estructuralismo y la literatura comparada al máximo nivel. Las dos fotografías se tomaron en España.


El autor ha muerto, viva el autor

El volumen dedicado a las ideas en la Historia de la literatura española dirigida por José-Carlos Mainer coincide con la resurrección editorial de 1616, el Anuario de Literatura Comparada. Si el nombre de la revista alude al año de la muerte de Cervantes y Shakespeare, su director, Darío Villanueva, analiza en ella el realismo de Zola, Galdós y Henry James. No todas las comparaciones son odiosas. A ese anuario y al nuevo tomo de la Historia le acaba de seguir otro aún más nuevo: Razón y sentimiento, consagrado al siglo XVIII y redactado por María-Dolores Albiac Blanco.

Si el tomo histórico combate los prejuicios sobre la creatividad de las letras española durante el Siglo de las Luces, el teórico subraya lo que la idea actual de la literatura debe a esa centuria. En ella se fijan los géneros literarios por necesidades pedagógicas y comienza la profesionalización de los escritores y de la crítica. "Entre la imprenta e Internet está la prensa", explica Pozuelo Yvancos. "El siglo XVIII vive la eclosión de la comunicación intelectual fuera de los espacios académicos: revistas, tertulias... Nacen la vida literaria y el mercado". Las ideas literarias es, de hecho, un registro de nacimientos y defunciones. La imprenta mata la epopeya pero impulsa el ensayo y la novela, género al que le costó adquirir el pedigrí de la poesía. ¿Y hoy? "La Red lo va a cambiar todo", dice Pozuelo. Puede, por ejemplo, retocar la idea de autor, alguien que en la Edad Media era menos importante que el recitador. "El autor no estuvo y posiblemente llegará a no estar. Tuvimos que inventarnos a Homero con una imagen que es muy posterior. No pasará nada distinto de lo que ha pasado: la disolución de muchas categorías. Es posible que hayamos entrado en el inicio del final". O en el final del inicio.

Fuente El Pais

viernes, 25 de noviembre de 2011

Cuando la gordura perdió su buen nombre

ENSAYO | 700 años de marginación

Cuando la gordura perdió su buen nombre

  • Georges Vigarello estudia la historia de la obesidad y su estigma


Algunos datos y desmentidos pintorescos: la gordura perdió su buen nombre en el siglo XIV, el último de grandes hambrunas en Europa; las órdenes mendicantes fueron los primeros propagandistas contra la obesidad; la costumbre de pesar el cuerpo humano se implantó en el siglo XIX; a los contemporáneos de Pedro Pablo Rubens, las modelos del pintor flamenco tampoco les parecían muy 'normales' (esas comillas, por favor)... Son anécdotas que proceden de 'La metamorfosis de la grasa' (Editorial Península), ensayo del historiador francés Georges Vigarello, libro que se explica mejor por su subtítulo: 'Historia de la obesidad'.

Porque, más allá de las anécdotas, el ensayo tiene una sustancia: la aparición y la evolución del estigma social que ha caído sobre los obesos, y, en paralelo, la historia de su percepción y tratamiento médico, su representación artística y su presencia en la 'cultura popular'. Cinco extractos del ensayo ilustran esa evolución:

Reproches mutantes

"Las críticas [a la obesidad] se vuelven más psicológicas cuando se acentúa el individualismo de las sociedades, cuando se proclama la autonomía o la afirmación del yo. Los 'fracasos' son entonces más íntimos, más afectivos. De ahí que, en el siglo XVIII, las corpulentas anatomías de los individuos de las regiones del norte se asocien a la 'apatía', o que, en las descripciones presociológicas de la literatura romántica (por ejemplo, la del atormentado 'gordo y triste que describe Granville en 'Les petites misères de la vie humaine', en 1843) se asocie el 'egoísmo' al 'gordo'. [...] A finales del siglo XIX, Manuel Leven inauguró una larga tradición de tratados donde se asociaba la obesidad con la neurosis".

Baja Edad Media

"De pronto [en la Baja Edad Media], también se exige mayor sutileza al cuerpo femenino, que debe ser completamente distinto al masculino, tener los miembros delicados y frágiles y dirigir la mirada hacia lo alto más que hacia lo bajo; 'esbelta, robusta y erguida' es la doncella de Iván. En las descripciones de la época, el cuerpo femenino es más frágil y más delgado que el del varón, no obstante lo cual debe insinuar carnalidad, combinar el refinamiento con la carne tierna, la gracilidad con la exuberancia. 'En Francia, sólo a finales del siglo XIII comenzó a considerarse bella la cintura estrecha y una anchura de pecho razonable'".

Renacimiento

"[En el Renacimiento] la gordura física se convierte en una torpeza generalizada. El volumen se convertirá en 'lerdez', en inadaptación a un mundo donde la actividad cobrará un nuevo valor. Antes del Renacimiento, la debilidad no se había pasado por alto, ni se había ignorado la lentitud. Pero la mentalidad se fijaba más en la glotonería, en la gula. Su fijación eran los pecados capitales. Mientras que las preocupaciones de la modernidad son la indolencia y la eficacia. [...] La gordura ya no es más que una forma de decadencia que condena ineluctiblemente a la estigmatización y el rechazo".

Siglo XVIII

"De pronto [en la Ilustración], la crítica de la gordura se reorientó al poner el énfasis en la impotencia, la esterilidad y al centrarse en la falta vital hasta el extremo de estigmatizar por primera vez 'lo superfluo' de la civilización, el exceso de artificio y de agitación convertido en redundancia e inutilidad. Se trataba de una crítica que apuntaba a algo que en la época solía considerarse despreciable: la pérdida de sensibilidad. El gordo se convirtió así en un impotente".

En nuestro mundo

"Un fenómeno completamente nuevo caracteriza a la obesidad en nuestros días: se ha convertido en una epidemia, en una 'enfermedad' común muy extendida y perfectamente identificada. El obeso es un enfermo social, un estorbo caro, un individuo sin voluntad."

"[El obeso tiene] la inevitable sensación de estar desgarrado: siente su identidad quebrada y, al mismo tiempo constata la imposibilidad de recomponerla. El sujeto vive en un cuerpo que le traiciona".

"El impacto de la obesidad es inversamente proporcional al nivel de ingresos familiares. Lo cual subvierte el esquema 'burgués' según el cual la obesidad era específica de las clases dominantes".

Fuente Elmundo.es

20 años no es nada...

Show must go on


Inside My heart is breaking
my makeup may be flaking
but my Smile still stays on

jueves, 24 de noviembre de 2011

El día de 'san librero'

«No pueden concebirse mayores ventanas de libertad que los libros ni cabe resguardarse mejor de la mediocridad que lo domina todo que con ellos», señalaba Antonio Gómez Rufo. «Entre todos debemos contribuir a dinamizar cada vez más el sector», manifestaba Juan Casamayor, el editor de Páginas de Espuma. «Llenemos de librerías las islas desiertas en que habitamos», cerraba el acto Luis Eduardo Aute.

¿Tienen plan para este viernes 25, el último de noviembre? Acuda a una librería, en cualquier ciudad de España; las encontrarán abiertas hasta las 22.00 horas, y no de forma estática, no sólo con la presencia, ya de por sí llamativa, de sus novedades, sino con actividades tan diversas como conversaciones entre escritores, recitales de poesía o juegos infantiles para los más pequeños (toda la oferta en esta web).

Si algo está demostrando el gremio de las librerías es su capacidad de resistencia para hacer frente a la crisis con una receta de múltiples ingredientes: dinamismo, capacidad para enfrentarse a los cambios, creatividad y unión.

El 7% de las pérdidas registradas en 2010 no es un dato valorado con pesimismo, teniendo en cuenta los tiempos que corren, por Fernando Valverde, al frente de CEGAL, pero, esta mañana, pese al tono festivo ante la inminente celebración del Día de las Librerías, se notaba un peso en el ambiente y en los corrillos: el parón del consumo interno, sobre todo de esos lectores no fieles que están empezando a dejar de comprar libros en las grandes superficies.

Este año la campaña del libro de texto, «que ha ido mejor que las temporadas pasadas», según Antonio María Ávila, representante de los editores, los buenos datos de las exportaciones a América y Europa, y la respuesta del público a libros como el último Premio Planeta o el último Alatriste de Pérez Reverte, pueden ayudar a capear el temporal.

Para reforzar esos buenos deseos y pronósticos, autores, editores y libreros han hecho piña en defensa de las librerías. A la Biblioteca Nacional acudieron distintas generaciones de autores dispuestos a defender con uñas y dientes ese espacio fundamental de la cultura y la edución, desde el flamante último Premio Nacional de Narrativa, Marcos Giralt Torrente, hasta autores más veteranos como Luis Matero Díez, Manuel Longares o Eduardo Mendicutti, entre muchos otros.

«No pueden concebirse mayores ventanas de libertad que los libros ni cabe resguardarse mejor de la mediocridad que lo domina todo que con ellos», señalaba Antonio Gómez Rufo. «Entre todos debemos contribuir a dinamizar cada vez más el sector», manifestaba Juan Casamayor, el editor de Páginas de Espuma. «Llenemos de librerías las islas desiertas en que habitamos», cerraba el acto Luis Eduardo Aute.

fonte:elmundo.es

miércoles, 23 de noviembre de 2011

Un Método Peligroso


hasta hoy dia.....

Mileuristas

Sin cinismos, se podría decir que también el madrileño Enrique Krahe tiene suerte. Y ese es el drama. Levantó el Teatro Municipal de Zafra, en Badajoz, un edificio trufado de ideas y respeto que abre una vía de futuro en la tradición constructiva local y que le valió premios como el Lamp de iluminación. Luego ganó el primer premio para construir una residencia de estudiantes en Noruega en la que trabaja. Aun así, Krahe pertenece al grupo de los ni-siquiera-mileuristas que han decidido tomarse la precariedad como una oportunidad para la investigación. Vive del despacho y de algunos talleres. "Aunque ya puestos a perder el pudor para hablar de estos temas, he de decir que también he vivido de mi mujer", cuenta desde Delft. Pasa medio mes en esa ciudad holandesa porque en esa universidad trabaja su mujer, ingeniera aeronáutica. No es el único que le levanta un monumento a su pareja. Quienes lo hacen consideran un avance el hecho de que ahora se pueda hablar del tema, un reflejo más de los cambios sociales que a los arquitectos les ha tocado vivir multiplicados. ¿Por qué? Porque al aumento de profesionales, debido al acceso masivo a la educación, ellos suman un recién creado sindicato.

Todos los roles están cambiando. El del cliente, también. Krahe cuenta cómo el dueño de una casa que construye cerca de Madrid ha dejado de trabajar en Telefónica para hacer de constructor de su vivienda. "Es ingeniero, y no sabe de esto. Pero como es muy empollón, ha asumido el papel. ¿Quién vigilaría mejor la construcción de su casa?". Krahe habla de la urgencia de replantear la fórmula tradicional, en la que el arquitecto verificaba en la obra el acuerdo entre esta y los planos. "Hoy la obra es parte activa, allí se realiza la mitad del proyecto", explica. Eso recorta la gente empleada, reduce drásticamente los gastos pero también limita la cantidad de trabajo que un arquitecto puede hacer.

Está claro que los arquitectos tienen que cambiar. Y ese cambio está alterando la arquitectura. Los socios de Iterare, en Santiago de Compostela, han cuajado cinco edificios sobresalientes recuperando, sin nostalgia, métodos constructivos del pasado que combinan con soluciones actuales y con ideas procedentes de otras culturas. Esos proyectos desinhibidos resultan contenidos, escuetos, pero no rígidos. Detallistas, pero no relamidos, transmiten naturalidad. Resultan creíbles. Y es que lo que sucede en Sabadell, Sevilla o Madrid también se vive en Galicia.

Allí, Jacobo Malde, Santiago Rey, Blanca Carballal, Daniel Dapena e Ismael Ameneiros formaron Iterare hace tres años. Habían trabajado en una gran ingeniería nacional, donde aprendieron a construir con precisión y profesionalidad. Sin embargo, se juntaron porque querían aportar algo más: una arquitectura de resistencia, capaz de aguantar agresiones con bajo mantenimiento pero sin bunquerizarse. De acuerdo con ese objetivo, firmaron su primera vivienda de aire nórdico para la matrona de los hijos de Ismael. Tras ella, la prima de esta realizó el segundo encargo, un nuevo experimento que combinaba madera local y prefabricación con un presupuesto inferior a 900 euros por metro cuadrado. Más tarde, fue el arquitecto municipal de Teo, donde se encuentran esas dos casas, quien les encargó su primera piedra de batalla: el centro social de Teo, un edificio partido en tres volúmenes para ahorrar en mantenimiento y abrirse a nuevos usos en el extrarradio de la ciudad.

Las oportunidades para quien está dispuesto a dejarse los días se multiplican. Pero no dan para sobrevivir. Hoy, a punto de concluir otro centro sociocultural, que sustituye dos barracas y una uralita en un barrio de viviendas de realojo en Ferrol y con una emocionante tribuna en el campo de fútbol de Vilalba (Lugo) terminada, los arquitectos de Iterare se van a separar. Ismael tiene dos hijos y dice, más en serio que en broma, que ha sopesado meterse a carnicero. A la escasez de proyectos cabe sumar la bajada en el porcentaje de los presupuestos y el aumento en la implicación de los arquitectos. Todo eso está paradójicamente alumbrando una generación de edificios modélicos, imaginativos y realistas que representan, para los arquitectos, más responsabilidades y más dedicación por menos dinero. Con todo, y con cinco logros personales que son cinco logros sociales, los integrantes de este estudio de Santiago se tienen que separar. Tampoco son mileuristas. No llegan a poder sobrevivir. Asumen no enriquecerse, aceptan esforzarse para hacer algo en lo que creen, pero no pueden dejar de pagar la factura de la luz.http://www.blogger.com/img/blank.gif

La democratización de la arquitectura está produciendo cambios que retan a los proyectistas tanto como a la propia disciplina. "La arquitectura va detrás de los cambios sociales, recogiendo sus efectos y dejando testimonio de esos cambios y de las transformaciones que se producen en la sociedad, ya sea por razones económicas o catastrofistas", sostiene Ángela García de Paredes, tercera generación en una saga de arquitectos que vive con holgura tras décadas de probar suerte, y tenerla, en todo tipo de concursos públicos. La situación económica, pero también un terremoto o la revolución industrial, cambian la arquitectura. García de Paredes lo ha visto pasar. Y está convencida de que, al margen de las adversidades, la arquitectura debe responder. "Hay muchos ejemplos de arquitectura de alta calidad producida en momentos de gran escasez".
Fuente El Pais.
Leia a matéria completa aqui

Ana Carolina

martes, 22 de noviembre de 2011

Sonho dos Outros - Sassetti

Bday e meu presente:Lulu Santos!

California


Eu vou além desse sonho...
viver a vida sobre as ondas...

lunes, 21 de noviembre de 2011

Javier Pradera por F. Savater

A su lado, uno no sentía la obligación de estar tenso o crispado, pero aprendía que el placer de sonreír no nos dispensa de continuar alerta.

En pocas líneas, entre el apuro del cierre diario y la niebla de la pena, debo expresar la deuda -la de muchos, la mía sobre todo- que tenemos con Javier Pradera. Es imposible, es necesario, en ello consiste el juego del periodismo: él me lo enseñó. Hubiera comprendido mejor que nadie la torpeza del logro, pero no el incumplimiento de lo requerido. Perdona, va por ti.

Javier Pradera puso toda su enorme competencia intelectual al servicio de la política, es decir, de la razón en sociedad. A diferencia de muchos prebostes de los medios de comunicación o del Gobierno, cuya preparación está por debajo del cargo que ocupan o el ruido que causan, la cultura de Javier rebasaba ampliamente lo exigido por las tareas que desempeñó. Como editor, tanto en el Fondo de Cultura Económica como en Alianza, fue imprescindible para facilitar formación integral a quienes debíamos gestionar ?mejor o peor? la Transición desde la chatura torva de la dictadura hasta el libre ejercicio democrático. Puso a nuestro alcance mucho de lo que buscábamos, nos orientó hacia lo que necesitábamos sin aún saberlo. Como periodista, ejerció una pedagogía lúcida y rigurosamente informada, radical en los principios pero moderada en la estrategia. A algunos nos enseñó en su día que en el terreno político lo bueno deja de serlo si se impone sin consenso a la mayoría social. Demasiado inteligente para contentarse con el sectarismo, mantuvo hasta el final un apasionamiento juvenil que le vedaba aparentar equidistancia.

¡Y su humor! Podía encontrar el sesgo cómico hasta hablando de una sentencia del Tribunal Supremo o, más difícil todavía, de un partido de fútbol. Su conversación, maliciosa y lúdica, divertía casi sin querer: nunca se las daba de ingenioso pero nunca podía remediar serlo... al contrario de tantos graciosuelos que sientan plaza de ello. Cuando escribía, en cambio, omitía las bromas que podían distraer de su argumentación y solo se permitía los rasgos humorísticos que la hacían más clara o más persuasiva, al modo de Voltaire. A su lado, uno no sentía la obligación de estar tenso o crispado, pero aprendía que el placer de sonreír no nos dispensa de continuar alerta.

Espontáneamente curioso de todo lo que podía ser humanamente relevante y siempre perspicaz, conservaba un pudor excesivo acerca de cuanto le concernía. No se quejaba de padecer abusos, se limitaba a procurar combatirlos. De sus achaques de salud nos enterábamos casi siempre al día siguiente, cuando volvía del hospital. Estaba convencido de que vivimos hasta el final y que a la muerte no hay que darle el gusto de que nos encuentre esperándola atónitos, de modo que su último artículo apareció su último día. Ha fallecido en una jornada de elecciones generales, de esas que a él le apasionaban como a pocos y que sabía comentar y analizar desmenuzadamente como nadie. Siguiendo a Borges, uno casi se atrevería a creer que algo que ciertamente no se nombra con la palabra azar rige estas cosas.

Nos presentó hace mil años Jesús Aguirre y fuimos amigos casi desde el primer momento. ¿Por qué? Me gustaría poder decir como Montaigne: porque él era él, porque yo era yo. Pero no sería cierto. Fuimos amigos porque él quiso generosamente tomarme bajo su zumbona tutela y enseñarme en la medida de lo posible el oficio de vivir. Cuanto me interesa saber y practicar del periodismo, a él se lo debo. Con paciencia a veces resignada, logró evitar que yo cometiera algunas de las imbecilidades a las que soy propenso. Por lo demás, me dio constante ejemplo de cómo ser donostiarra sin ñoñería y español sin aspavientos. La única vez que casi me traiciona fue precisamente en San Sebastián: yo le había rogado presentar un librito mío sobre la ciudad en un local de la parte vieja y él aceptó, a pesar de lo poco que le gustaba hablar en público. Pero desdichadamente la fecha del acto coincidió con un partido de la Real Sociedad, de modo que Javier se atropelló y aceleró hasta la ininteligible para acabar cuanto antes, mientras desde la puerta Juan Alcorta le hacía señas para que se despidiera de una vez. Tan inmejorable amigo de sus amigos como siempre era, solo cuando había fútbol por medio dejaba un poco de ser fiable...

Adiós, Javier. Ya ves, apenas me has dejado solo y ya empiezo a desbarrar y a dar trompicones. Después será aún peor, seguro que sí. Y toda la culpa va a ser tuya, por haberme cuidado tanto.
Fuente ElPais

domingo, 20 de noviembre de 2011

"El valor" de Mariano Rajoy e do Povo espanhol

Estamos ante una hora decisiva de España, ante uno de esos cruces de caminos que van a determinar el futuro de nuestro gran país, no ya en los próximos años, sino en las próximas décadas. Y, en estos momentos decisivos, es cuando se mide el temple de los hombres y de los pueblos. (Mariano Rajoy)


A crise econômica foi a protagonista da campanha eleitoral e a responsável por iniciar, no domingo na Espanha, um novo ciclo político, dando maioria absoluta aos centro-direitistas do Partido Popular (PP) no Parlamento — e levando os socialistas a uma derrota histórica após sete anos de governo.

Liderado por Mariano Rajoy, o PP governará com a maior margem da centro-direita desde a redemocratização. Rajoy tomará posse provavelmente na véspera do Natal, mas ainda não se sabe que política econômica adotará.

A despeito de toda a incerteza que paira sobre o futuro de um país asfixiado economicamente, a vitória do PP foi festejada por milhares de partidários nas ruas.
As palavras mais repetidas e mais temidas nos últimos três anos — desemprego, dívida pública, déficit e arrocho — acompanharam os eleitores. Rajoy comemorou a vitória adotando o conhecido tom contido:

— Não haverá milagres. Eu não prometi milagres. Para mim, não haverá inimigos maiores do que o desemprego, a dívida e o déficit — advertiu Rajoy, durante seu discurso, acrescentando, num tom mais otimista: — A voz da Espanha precisa voltar a ser ouvida em Bruxelas, vamos deixar de ser parte do problema e nos tornaremos parte da solução.
Fonte Blog do Noblat
PS: sempre me emociona uma alma nacional em festa e esperancada. Deus proteja a Espanha!
Veja a festa aqui
Leia o Discurso de Don Mariano Rajoy, aqui

USP: Rebeldes sem Causa ou...incognita


Rebeldes sem causa: reflexões sobre as recentes manifestações estudantis na USP

Dias atrás, ao serem retirados da reitoria da USP, alguns dos estudantes que a haviam ocupado ensaiaram uma triste evocação dos movimentos estudantis de outras épocas. Disseram –não sei se exatamente com estas palavras – que a universidade voltara a viver sob uma ditadura.

Depois que o sindicato dos funcionários pagou a fiança e a polícia liberou os 73 detidos, alguns dos centros acadêmicos da universidade convocaram uma assembléia para deliberar sobre o que denominaram a iminente “militarização da segurança da universidade“.

Convenhamos: talvez por estudarem na melhor universidade do país, esses rapazes e moças às vezes fazem pouco da inteligência alheia. A desocupação da reitoria – isto ninguém ignora – foi uma operação policial, e operações policiais têm como pressuposto o uso da força; e foi uma operação policial porque eles recorrendo à força, haviam ocupado um próprio público e em seguida se recusado a obedecer à ordem judicial de desocupação.

Longe, portanto, de configurar uma ditadura, o que o episódio indica é que existe no Brasil uma democracia em efetivo funcionamento. Nesse regime, todos nós – dentro e fora da universidade – temos direitos iguais e estamos igualmente obrigados a observar determinados limites de comportamento. O Estatuto da universidade não confere “direitos” especiais aos estudantes, e nem seria concebível que o fizesse, uma vez que acima dele existem as leis estaduais e a Constituição Federal.

UMA REPÚBLICA ESTUDANTIL, COM LEIS PRÓPRIAS?

O segundo ponto que me proponho comentar é tão óbvio quanto o anterior, mas às vezes o óbvio precisa ser dito. Como foi amplamente divulgado, o que deflagrou o episódio da USP foi a detenção pela PM de dois estudantes que fumavam maconha. Nada a ver com questões ou princípios relevantes para a instituição universitária. A mobilização estudantil deveu-se por conseguinte a um motivo fútil, ou quem sabe pior que isso: numa suposição inconsciente mas nem por isso menos estapafúrdia de que a condição universitária de certa forma implicasse a descriminalização do consumo de drogas. Este permanece interditado para os cidadãos em geral, mas não para os estudantes, que a esse respeito teriam um status jurídico diferenciado.

Mas o motivo, valha a redundância, é apenas o início da história. Em relação a movimentos estudantis, ninguém ignora que a participação nas assembléias é extremamente baixa, que há uma chance elevada de os participantes de hoje serem os mesmos de ontem e, não menos importante, de serem muitos deles militantes dos partidos de extrema esquerda. Isto obviamente não configura ilegalidade alguma, mas suscita algumas indagações importantes.

Por que os estudantes universitários – e aqui não me refiro só aos da USP – até hoje não adotaram, em proveito da transparência e da democracia, os procedimentos de discussão e votação universalmente conhecidos, e usados pelos mais diversos segmentos e até em reuniões de condomínio? Sem um mínimo de formalização, é inevitável que a representatividade de suas assembléias seja posta em dúvida.

A ocupação da reitoria da USP foi decidida por cerca de 500 estudantes, num total de 80 mil. Terão os 79.5 mil ausentes implicitamente concordado com tal decisão? Os que não compareceram à assembléia foram devidamente convocados e previamente informados da pauta a ser discutida? As discussões e votações foram conduzidas com clareza e imparcialidade?
Fonte Blog do Bolivar

Made in Portugal: Queijos Casa Matias

José Matias Fotografia © Fernando Fontes - Global Imagens

Era a casa dos Matias - pais, avós, bisavós e demais antepassados de José - que todos os visitantes iam "em romaria" quando queriam comprar o "bom" queijo da serra da Estrela. Ao longo de "quase 200 anos", o saber passou de geração em geração. Ainda hoje, a família é sinónimo do produto mais famoso da montanha mais alta de Portugal. E os seus queijos Casa Matias continuam a sair de Carragosela (Seia) para o mundo.

José Matias, o director executivo da empresa, desfia com orgulho a história centenária do projecto familiar que se tornou uma pujante produtora de queijos, de vocação internacional. "É uma história com quase 200 anos, que vem do tempo dos meus tetravós, pessoas da serra da Estrela ligadas à produção de gado e queijo, numa lógica de auto-suficiência. Com o evoluir dos tempos, os queijos começaram a ser comercializados em pequenas feiras. E o grande salto dá-se há cerca de 50 anos, com o meu pai e a minha mãe (António e Rosa Matias), que, quando se casaram, decidiram iniciar uma vida na área dos queijos", recorda.

Então, "não era precisa qualquer comercialização, os queijos estavam vendidos por natureza: romarias de pessoas, de Lisboa, do Porto, de todo o País" vinham a casa dos Matias comprar queijos. Mas o projecto foi sabendo evoluir - uma constante ao longo dos tempos. A Casa Matias certificou o produto seguindo normas comunitárias, aliou-se a um intermediário que punha os queijos no mercado e, quando esse acordo se extinguiu (1998), autonomizou-se como marca.

Foi por essa altura que José Matias, recém-formado em Engenharia Agronómica, se juntou ao projecto dos pais (tal como a irmã, Rosa, directora-geral da marca, já fizera). "Quis continuar o trabalho da família e levá-lo mais além. Tinha uma força interior muito grande que me dizia que o caminho era por aqui", lembra. Na altura, esse sentimento foi encarado com cepticismo pelo pai António, que preferia outra vida para o filho e o fez começar por baixo ("a ordenhar ovelhas, a gerir a produção agropecuária"). Mas daí à gestão da queijaria foi um salto - como o pulo que a empresa haveria de dar sob a sua gestão, mais profissional e informatizada.

Hoje, 15% das vendas da Casa Matias já são para exportação (Brasil, Luxemburgo, Suíça, França, Espanha), mas José sonha em chegar aos 50% a curto-médio prazo, mesmo continuando a crescer a nível nacional. E tudo assentou na mesma filosofia. "Fiz com que os clientes acreditassem no projecto. Isto é mais do que um produto: é uma história, é uma arte, é uma cultura, é o saber fazer. Há que vendê-lo como um todo, não só como um produto amarelo como uma cinta à volta", frisa José Matias.

Os queijos, mais ou menos curados ou amanteigados, compõem o grosso da oferta da Casa Matias, mas ela não se fica por aí. Também produz requeijão, doce de abóbora (e ainda outros doces e alguns enchidos, apenas para exportação). E na forja está a hipótese de avançar para a produção de uma manteiga.
fonte dn.pt

Dona Ruth de A a Z

Dona Ruth de A a Z

Livro reúne textos inéditos e raros de Ruth Cardoso e mostra minuciosamente
como ela ajudou a criar a antropologia urbana no Brasil
(Marcos Diego Nogueira)

É impossível pensar o estudo das ciências sociais sem lembrar da antropóloga
Ruth Cardoso, falecida em 2008 aos 77 anos. Sua extensa produção intelectual foi
marcada por uma atitude sempre crítica: a ex-primeira-dama do Brasil nunca
aceitou nenhum fato sem antes questioná-lo. Como poucos, se dedicou com afinco
ao detalhamento e aprofundamento do que, para muitos, seria tomado como fato
dado. O pensamento de Ruth, definitivamente, não era o pensamento da
maioria.
Apesar da dedicação aos estudos antropológicos, muitos de seus artigos e
anotações estavam perdidos, seja em ensaios publicados em edições de revistas
antigas, como as revistas "Opinião" e "Argumento", famosas pelo pensamento
politizado nos anos 70, seja em antigos cadernos de quando lecionava ciências
sociais na Universidade de São Paulo. Durante todo esse tempo, o material
permaneceu inédito. Pensando nisso, a professora da cadeira de city and regional
planning da Universidade da Califórnia, Berkeley, Teresa Pires do Rio Caldeira
dedicou os últimos dois anos preparando a compilação "Ruth Cardoso: Obra
Reunida" (Mameluco), que acaba de chegar ao Brasil. Considerando que a
professora teve acesso irrestrito ao acervo pessoal de Ruth, acredita-se que ali
estejam todos os textos acadêmicos escritos por ela ao longo de sua
carreira.
"Várias pessoas que trabalharam com a Ruth tinham a mesma sensação de que a
sua contribuição acadêmica estava sendo eclipsada por toda atenção que os outros
aspectos de sua vida estavam recebendo", diz Teresa, que considera Ruth a
fundadora da antropologia urbana no Brasil ao lado da colega Eunice Durham –
coautora de alguns textos presentes no livro, como "Elaboração Cultural e
Participação Social nas Populações de Baixa Renda", escrito em 1977.
A questão da urbanização e a incorporação desigual de grupos sociais na
cidade foram assuntos aos quais Ruth Cardoso dedicou boa parte de seus estudos,
tanto quanto a democratização e os direitos das mulheres. "Ela ficou interessada
nos movimentos sociais desde quando começaram a aparecer, em 1968. Ela estava
acompanhando esses movimentos serem articulados em outros lugares e se mantinha
superantenada para quando eles começassem a aparecer no Brasil", analisa Teresa.
"Ruth estava indo atrás de novas formas de organização e apostando que dali
viria a nova forma de democratização. A atuação dela era para a política das
mulheres, através do feminismo. Ela criava espaços para as mulheres, como o
Conselho Estadual da Condição Feminina", diz.
Amostra valiosa desses estudos, o quinto capítulo da obra, denominado
Movimentos Sociais, Estado e Democracia, mostra que, já no início dos anos 80,
Ruth tinha clara articulação ao demonstrar que os movimentos sociais urbanos
mudavam não apenas o caráter da sociedade civil, mas existiam em relação a um
Estado que também se transformava para incorporar a participação desses
movimentos e dos representantes da sociedade civil como parte de sua rotina.
"O volume revela o trabalho intelectual de Ruth Cardoso para criar no Brasil
uma antropologia não apenas em total sintonia com tudo que se produzia
internacionalmente, mas também capaz de investigar e explicar os processos de
transformação por que passava a sociedade brasileira na segunda metade do século
XX", diz Teresa, amiga pessoal e que trabalhou diretamente com ela por 20
anos.
Os cadernos de anotação usados em aula por Ruth, até então inéditos, agregam
ainda mais valor ao livro. "Ela era uma fantástica professora e preparava seus
cursos meticulosamente. Para cada aula tinha notas detalhadas", diz a
autora. Entre os cursos há um sobre seu colega de profissão Claude
Lévi-Strauss. "Para cada classe ela tinha novas anotações, algumas vezes
retomando as antigas, outras vezes explorando um novo texto. Essas eram notas
para guiar suas aulas, nas quais ela partia das notas e seguia os caminhos da
argumentação oral e do diálogo com os alunos." Interessante perceber a
complexidade de suas anotações, já que Ruth era conhecida por ser uma talentosa
improvisadora. "Ela argumentava brilhantemente", diz Teresa, que destaca também
as anotações sobre livros que ela estava lendo e observações sobre o andamento
de suas pesquisas.
Ao compilar décadas de estudo e dedicação, "Obra Reunida" revela ao leitor as
transformações no pensamento de Ruth Cardoso ao longo dos anos e permite que se
veja como o pensamento dela vai se moldando, que direções foram escolhidas pela
autora em seus estudos. "Quando você lê tudo, alguns fatores ficam bem claros: a
atitude moderna, o jeito de ser crítico e tomar tudo como objeto de pensamento e
reflexão. Ruth não conseguia ser dogmática com teorias. Se pegava uma coisa para
ler, imediatamente criava uma distância, uma crítica, colocava em comparação com
algo. Seu pensamento estava sempre em movimento", conclui Teresa.
Fonte Revista Isto É

Roberto Pompeu de Toledo.

Trapaça do tempo

Roberto Pompeu de Toledo“O problema da moçada da USP é a saudade de um período que eles não conheceram. Nasceram com atraso. Daí a obsessão por fantasiar um entorno de repressão e obscurantismo contra o qual `resistir”

A nostalgia da ditadura dilacera a moçada da USP especializada em ocupar prédios da Cidade Universitária.

“Abaixo a ditadura na USP”, dizia um dos cartazes expostos no prédio da reitoria durante o período em que ele esteve ocupado. Com a palavra “ditadura”, atirou-se sem economia no reitor, na Polícia Militar, no governo paulista.

Pobre meninada…

Depois que a PM, na madrugada da última terça-feira, acabou com a ocupação, os estudantes divulgaram um manifesto em que denunciavam a ação policial como “repressão sem precedentes”, realizada “na calada da noite” e “num clima de terror que lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar”.

“Clima de terror” é sempre bom invocar, e, se a ação se deu antes de o sol raiar, é de rigor aplicar-lhe essa clássica das clássicas expressões da literatura policial que é a “calada da noite”, mas… Pobre meninada – não adiantou caprichar na retórica. A operação da polícia, realizada no quadro legal de uma reintegração de posse, não produziu um mísero ferido.

E, depois de algumas poucas horas na delegacia, os ocupantes, livres e soltos, já estavam prontos para outra. Ainda não foi desta vez que a ditadura de seus sonhos, uma ditadura de verdade, impiedosa, sanguinária – sobretudo sanguinária, o sangue é fundamental -, fechou-se contra eles, oferecendo-lhes a chance da resistência heroica que tanta falta lhes faz na vida.

A PM está na USP legalmente, devido a um convênio, após o assassinato de um estudante

Para quem está chegando agora a este filme, ele começou com a detenção pela PM de três alunos que fumavam maconha no câmpus. Houve resistência dos colegas, reprimida pela polícia. Em protesto, foram ocupados, primeiro, o prédio da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e, em seguida, o da reitoria.

Ora, a USP se estende por uma imensa área, com recantos ermos e mal iluminados. Ali já ocorreram assaltos e estupros. Em maio, foi morto num assalto o estudante de ciências atuariais Felipe Ramos de Paiva, fato que motivou o convênio pelo qual a PM assumiu o policiamento na área.

O velho barbudo escreveu que a história, na primeira vez, se repete como tragédia, e, na segunda, como farsa. A resistência estudantil contra a ditadura deu-se no quadro da tragédia. A resistência contra a presença da PM no câmpus dá-se no da farsa. A causa é a mesma dos antigos donos do Complexo do Alemão – manter um determinado território fora do alcance das leis e instituições brasileiras, e portanto propício à prática do crime.
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"A resistência contra a presença da PM no câmpus dá-se no da farsa" (Foto: Folhapress)

Os protagonistas são sempre uma minoria

Outro surrado bordão do velho barbudo é que a religião é o ópio do povo. A fantasia da ditadura é o ópio da moçada encrenqueira da USP. Democracia é uma coisa mortalmente monótona. Bom era o tempo em que o porrete da ditadura atiçava a adrenalina. Desta vez o pretexto foi a maconha, mas, se não fosse, algum outro seria encontrado.

Entra ano, sai ano, o mesmo programinha de protesto, ocupação de prédio e denúncia da “ditadura” sacode a USP. Os protagonistas são sempre uma minoria. Dos mais de 80 000 alunos da universidade, desta vez não mais de 2 000 se envolveram no episódio.

Mas é uma minoria estridente. Conta com a boa e velha “imprensa burguesa” para dar ressonância a suas estripulias. O problema central dessa moçada é a saudade de um período que eles não conheceram. Nasceram com atraso. São vítimas de uma trapaça do tempo. Daí a obsessão por fantasiar um entorno de repressão e obscurantismo contra o qual “resistir”.
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Resistência à uma fantasia, com armamento de verdade: coquetéis molotov apreendidos pela PM na reitoria após reintegração

O desejo de viver em outro tempo nos conduz a Woody Allen. Em seu último filme, Meia-Noite em Paris, o personagem central é um escritor fascinado pela mítica Paris dos anos 20, a cidade em que conviviam Picasso, Gertrude Stein, Hemingway, Scott Fitzgerald, Salvador Dalí, Erik Satie, Cole Porter.

Dream of me

Brasil-Portugal :uma ponte de transito pemanente

Economia
Bom momento econômico atrai mão de obra estrangeira ao Brasil

Pablo Pereira, O Estado de S. Paulo

O agravamento do quadro econômico internacional nos últimos meses e o crescimento interno brasileiro colocaram o Brasil na rota da imigração de trabalhadores. Dados do Ministério da Justiça mostram um aumento de 52,5% no número de regularização de estrangeiros que buscam uma oportunidade de vida no País, saltando de 961 mil registros em 2010 para 1,466 milhão até junho.

Portugueses, bolivianos, chineses e paraguaios lideram os índices de elevação da regularização do Departamento de Estrangeiros do Ministério. E a concessão de nacionalidade brasileira dobrou. Subiu de 1.119 (em 2008) para 2.116 novos brasileiros (em 2010).

No Brasil, os estrangeiros que mais procuram oportunidades de trabalho são os portugueses. No ano passado, a regularização de passaportes pelo Ministério da Justiça contemplou 276.703 portugueses até junho.

De janeiro a junho deste ano, esse número pulou para 328.826 - 52.123 a mais do que no período anterior. Em seguida, aparecem os bolivianos. O Brasil acertou a situação de 35.092 deles em 2010 e outros 50.640 agora, em 2011. E há ainda crescimento no reconhecimento da migração de chineses e paraguaios.

Para o secretário nacional de Justiça, Paulo Abrão, a crescente procura por oportunidades de trabalho no Brasil é resultado de uma mistura entre o momento da economia brasileira e a crise do emprego nos países centrais.

Segundo Abrão, há ainda dois aspectos relevantes. "Do ponto de vista político, o Brasil adquiriu maior visibilidade internacional e teremos também importantes eventos nos próximos anos", observa, referindo-se à Copa do Mundo e à Olimpíada. Por outro lado, argumenta, há a forte demanda de empresas brasileiras que se beneficiam com a chegada de profissionais de alta qualificação.

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Fonte BlogdoNoblat

viernes, 18 de noviembre de 2011

Los cafés de Viena, patrimonio la humanidad

La tradicional cultura de los cafés de Viena, a los que acudía y acude la intelectualidad austriaca e internacional, personalidades de la música y la política, y últimamente también del celuloide, han sido incluidos "como práctica social" la semana pasada en la Lista Nacional del Patrimonio Cultural Intangible de la Organización de la ONU para la Educación, la Ciencia y la Cultura (UNESCO). Pese a que los primeros cafés se abrieron en el Imperio Otomano, fue en la Viena de finales del XIX cuando vivieron su época dorada. Muchos intelectuales vivían prácticamente en esos locales: entraban ya por la mañana llevando del brazo el atuendo que se iban a poner para la noche y se cambiaban en un reservado cuando llegaba la hora de salir del local, como hacia el escritor y poeta Peter Altenberg (1859-1919).
El café Landtmann, por ejemplo, está estrechamente ligado al padre del psicoanálisis, el austriaco Sigmund Freud, del que era cliente habitual. Nada extraño si se tiene en cuenta que no está lejos de la que era su vivienda y su consulta en la Bergasse, mientras que el Central, en el palacio Ferstel, era el favorito de su compatriota Altenberg y del revolucionario ruso judío Leon Trostky durante su exilio antes del comienzo de la I Guerra Mundial. Altenberg, "el poeta sin casa", como le denomina el escritor Claudio Magris en su libro El Danubio, vivía física y literalmente en el Central, por ello, desde hace décadas una figura que le representa, realizada en papel maché, está sentada frente a la puerta, como si estuviera atenta a la entrada y salida de clientes. Es tan realista, que hay personas, especialmente turistas, que al encontrárselo nada más entrar y verle mirando fijamente, creen que es una persona, quizá perteneciente al local, y le saludan o se despiden de él al pasar por su lado sin advertir que es una escultura.

Una muestra de que estos establecimientos, que revelan el saber vivir austriaco desde hace casi cuatro siglos, siguen reuniendo a la élite de cualquier sector junto con el ciudadano de a pié, es que mientras esta periodista redactaba estas líneas, en el Café Ediles, detrás del Parlamento federal austriaco y del Ayuntamiento, por lo que sus clientes habituales suelen ser políticos, entraron en él el director de la Wiener Staatsoper (Opera de Viena), el francés Dominique Meyer, con el presidente de la también prestigiosa institución de la Filarmónica de Viena, el austriaco Clemens Hellsberg. Se entiende por tradición cultural de los cafés vieneses la posibilidad de que sus clientes habituales puedan recibir en ellos su correspondencia, es decir, como si fuera su propio domicilio, que se pueda quedar uno, da igual que esté de paso por la ciudad, horas y horas con una bebida, habitualmente un café, sin obligación de consumir más.

La lectura

Todos ofrecen además la posibilidad de leer diferentes diarios, nacionales, regionales y extranjeros sujetos a un marco de madera, pues o cuelgan de un perchero de los llamados vieneses o están sobre un mostrador e igualmente lo portan para mantener el orden las hojas y, en lo posible, el buen estado del periódico, que ese día pasará por las manos de numerosos clientes. Los cafés vieneses fueron siempre centro de reunión social. En ellos,"se sienta la gente que quiere estar sola, pero que necesita compañía", decía el escritor austriaco Alfred Polgar, uno de los favoritos de su colega checo de la minoría alemana Franz Kafka. Lo que se conoce como el Modernismo vienés fue impregnado por la cultura de los cafés de Viena, que ofrecían una plataforma para el intercambio de ideas. Eran lugar de trabajo de escritores y pensadores, a la vez que de relajo. El conocido actor y escritor austriaco Helmut Qualtiger y su compatriota el escritor checo de la minoría alemana Friedrich Torberg, frecuentaban el Café Hawelka, un clásico como el Central o el Landtmann, y filosofaban sobre el mundo y sobre Dios.

Su época dorada fue el fin del siglo XIX, la de 1900, en la que convergieron los cambios propios del ocaso de una época con una monarquía en decadencia ante otra que surgía y en la que florecían las artes y el pensamiento, la creatividad, que inspiró a numerosos escritores, como el austriaco Arthur Schnitzler, que disecciona el alma humana y a quien Freud llamó su alter ego literario. Se conocieron y se admiraban mutuamente. En el Café Landtmann, Freud adoctrinaba durante horas sobre la histeria femenina, la normalidad de la práctica del incesto y otros elementos de su pensamiento, mientras Schnitzler escribía sobre la conciencia y le daba forma en su Relato soñado y el escritor y dramaturgo Hugo von Hofmannsthal buscaba ideas para completar su Jedermann (Cada cual), obra de teatro que se representa cada año en los Festivales de Salzburgo, en verano, fundados en 1920 por él con el director teatral Max Reinhardt, judío austriaco, y el compositor alemán Richard Strauss.

Reuniones políticas

Incluso la iniciativa de la creación de una nación para los judíos, que se hizo realidad en 1948 con la fundación del Estado de Israel, fue debatida intensamente por el fundador del sionismo político moderno Theodor Herzl con sus coetáneos en el Landtmann. En 1900 se hacía política al lado de una taza de café y de un pedazo de las ya famosas tartas vienesas en un café, en el que, por lo general, había música de piano tocada en vivo a partir de las seis de la tarde. También Thomas Bernhard, escritor y dramaturgo austriaco de la segunda mitad del siglo XX, era un habitual de un café, del Bräunerhof, en el caso histórico de Viena, en los que perfeccionó muy probablemente su visión del mundo, que muchos consideran pesimista y otros tantos, realista. En las últimas décadas, el Landtmann, quizá el más elegante, ha tenido como clientes a la política estadounidense Hillary Clinton, al ex beatle Paul McCartney, al actor de Hollywood Burt Lancaster y a la actriz austro-alemana Romy Schneider.

"La tradición de la cultura de los cafés de Viena se remonta al siglo XVII y se distingue por un ambiente muy específico. Son típicos las sillas de Michael Thonet, pionero austriaco del método de dar forma a la madera con calor, las mesas de mármol, en las que se sirve el café y las que muestran los diarios", que conviven con "los asientos con bancos" de forma semicircular o de líneas rectas, "y los detalles de diseño interior de estilo historicista" (siglo XIX), es decir, que imita el de otras épocas con motivos actuales. "Son un lugar donde el tiempo y el espacio se consume, pero solo aparece el café en la cuenta", indica la Comisión de la UNESCO encargada de elaborar la lista. La Convención de la UNESCO para Salvaguardar la Herencia Cultural Intangible fue creada en 2003 y se aplica a bienes no materiales que aportan a grupos o comunidades "un sentido de identidad y continuidad", como, entre otros, las tradiciones orales y las expresiones, las artes escénicas, las prácticas sociales sobre la naturaleza y la artesanía tradicional.

Desde el siglo XVII

La historia de la cultura de los cafés vieneses data del 1683, año en el que un vienés llamado Georg Franz Kolschitzky (1640-1694) recibió, supuestamente, la primera licencia oficial para vender café y lo hizo en un local que llamó La botella azul. Los granos se los había comprado a los turcos, que en aquella época sitiaban Viena, reza la leyenda. El primer café de Viena del que se tiene información oficial fue abierto en 1685 por Johannes Diodato (1640-1725), nacido en Estambul y de origen armenio o griego, quien procedente del Imperio Otomano introdujo esta bebida con cafeína en la capital del imperio austro-húngaro de los Habsburgo.

Actualmente, estos locales ofrecen una veintena de diferentes tipos de cafés, lo que hace muy difícil la elección, especialmente para el primerizo. Los establecimientos dieron un gran paso cuando incluyeron la práctica de poner a disposición de sus clientes periódicos. Esta práctica data de 1720 y la ideó el Kramersches Kaffehaus en el centro, ahora peatonal, de Viena. Otro avance, fue les fue permitido ofrecer comida caliente y bebidas alcohólicas. Esto último tiene su origen en la prohibición de traficar con café emitida por Napoleón en su comercio con Inglaterra, que también fue aplicada a Austria desde 1808, causando una gran subida de las tasas de los granos de café, lo que llevó a los cafeteros vieneses a buscar otras fuentes alternativas de ingresos creando así un nuevo tipo de establecimiento, el Kaffee-Restaurant.

Esa novedad ha demostrado ser de éxito en los últimos 300 años dado que, según la Cámara de Comercio, Viena tiene actualmente 1.083 cafés, 900 Kaffee-Restaurants y 181 Kaffe-Konditoreien, es decir, cafés que producen y venden su propia pastelería. No fue hasta 1900 en que la joven intelectualidad hizo de ellos su lugar de reunión para celebrar tertulias, aunque la primera época de florecimiento de los cafés se dio en torno a 1815, cuando aquellos que creían ser alguien o lo eran se sentaban en los bancos tapizados en terciopelo rojizo, bajo las enormes lámparas, con luz algo sombría y amarillenta, igualmente típicas hoy en día, y los revestimientos de madera de las paredes que decoraban estos lugares, impregnados del aroma de los granos tostados de café.

Entre las peculiaridades de los cafés de Viena destacan el que hasta 1856 no se permitió la entrada de clientas, por lo que la única mujer que había habido en ellos hasta entonces era la cajera, y el que estos locales contaran a finales del siglo XVIII con mesas para jugar al billar, espejos, un gran reloj, arañas de cristal y a los que se entraba por la esquina de un edificio, con buenas vistas de la calle. Desde que decayeron en los años setenta los cafés han vuelto a renacer gracias a Internet. Los que tienen Internet inalámbrico o WiFi, cada vez más numerosos, se llenan de gente portátiles. La gente acude a los cafés de Viena para no ser molestados en sus pensamientos mientras beben sin prisa, extremo fundamental. Son lugares que sirven de refugio contra el estrés de la gran ciudad. Ofrecen espacio para hacer de espectador callado y poder estudiar la diversidad de la gente y sus conductas, según formuló el autor Polgar.

El café de Viena es legendario, de renombre internacional, una institución, un símbolo de la capital austriaca, sobre el que se ha escrito mucho, muy visitado y tan vivo hoy como lo fue en el pasado. Hay muchos que aseguran que no habría Estado de Israel, ni muchos textos literarios, filosóficos ni canciones si no hubiera existido esa especial atmósfera que creaban y crean los cafés de Viena, la de un pasado de monarquía y arquitectura modernista (Jugendstil), de música clásica, propicio para el nacimiento de ideas nuevas que contribuyeron a cambiar el mundo. Ya lo decía el emperador Francisco José, "Ustedes tienen suerte. Pueden sentarse en los cafés".

Fuente El pais.com

Para mim , também, ele está vivo!


"Nao praticar temeridades, mas obrigados a correr riscos"(tancredo Neves)

jueves, 17 de noviembre de 2011

The greatest



Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep dust

Melt me down
Into big black armor
Leave no trace of grace
Just in your honor
Lower me down
To culprit south
Make'em wash a space in town
For the lead
And the dregs of my bed
I've been sleeping
Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the later parade

Once I wanted to be the greatest
Two fists of solid rock
With brains that could explain
Any feeling

Lower me down
Pin me in
Secure the grounds
For the lead
And the dregs of my bed
I've been sleeping
For the later parade

Once I wanted to be the greatest
No wind or waterfall could stall me
And then came the rush of the flood
Stars of night turned deep to dust

miércoles, 16 de noviembre de 2011

BNP e os Klássicos

Torrente

Heterodoxia e liberdade (Vasco Graca Moura)

(...)
O acervo de Eduardo Lourenço tem vindo a ser inventariado e catalogado sob a responsabilidade de João Nuno Morais Alçada, pertencendo a coordenação científica da edição a Carlos Mendes de Sousa e João Tiago Pedroso de Lima.

Quem tiver uma ideia, ainda que imprecisa, da caligrafia quase ilegível de Eduardo Lourenço, da multiplicidade dos seus interesses, da generosa dispersão com que tem produzido, ao longo da vida, escritos sobre as mais variadas matérias e as mais desencontradas solicitações, e puder ainda imaginar a fatal "tendência para a entropia" que consta ser a dos seus arquivos pessoais, pode imaginar a paciência beneditina e as competências invulgares que esta tarefa mobiliza, uma vez que, além dos manuscritos e dos livros, supõe a consulta, utilização e referência dos inúmeros suportes que os coordenadores científicos descrevem assim: "jornais, revistas, actas de colóquios, prefácios, livros colectivos, rádio, televisão, etc."

(...)
A esta consciência em processo existencial de permanente interrogação e questionamento do mundo e da relação que a palavra e a criação artística mantêm com ele numa dialéctica subtilmente multipolarizada, a cultura portuguesa deve também, a partir da segunda metade do século XX, a construção de uma correlação decisiva entre heterodoxia e liberdade.
Fonte DN.pt

martes, 15 de noviembre de 2011

Bahia

lunes, 14 de noviembre de 2011

"El lujo es que la gente se sienta como en casa".

Ni bordes ni decimonónicos. En los restaurantes del siglo XXI, el esplendor de la sala pasa por la satisfacción de la clientela y la complicidad con el chef. El arte de recibir no luce guantes blancos, pero sí maneja sentimientos. La sutileza de los jefes de sala y sumilleres se mueve incluso con pasos coreográficos.

La sala es un ingrediente clave en el éxito del establecimiento pero ¿por qué no tiene tanto protagonismo como los chefs mediáticos de la cocina de vanguardia? ¿Por qué aparecen aún como actores secundarios en la película de las estrellas? Los hombres y mujeres que trabajan en sala reivindican reconocimiento en la revolución gastronómica y lo plantean a diario entre las mesas y también en las aulas de hostelería. Quieren convencer a las nuevas generaciones del valor de las palabras "camarero" y "servir". Aquí ofrecen argumentos profesionales con experiencia y premios nacionales de gastronomía.

- Comedia o thriller. "El esfuerzo económico y humano de tantas personas como hay en un restaurante se ve representado en el acto final: la sala. Cada establecimiento tiene su propia alma y en unas horas se intenta narrar un mundo de sensaciones. Y cada servicio puede ser drama, comedia o un gran thriller", cuenta José Ramón Calvo, jefe de sala de Mugaritz, cuyo guion culinario lo firma Andoni Luis Aduriz. "La cocina ha sabido reinventarse. Se equivocan los que piensan que en la sala está todo hecho. La relevancia de ser camarero se da cuando la persona que ejerce la profesión se siente importante". Así les dice a sus alumnos en los cursos. "Hay un movimiento que empuja para dignificar y ampliar la formación: ser camarero implica también dominar sumillería, coctelería, atención al cliente, gestión...".

- Baile armónico. Otro ingrediente para engrandecer el perfil de los trabajadores de sala resurgió de las cenizas de Mugaritz. Tras el estrés por el incendio del restaurante vasco, se repensó la cocina y la sala y en la escenografía entraron dos coreógrafos, Aiert Beobide y Gotzon Poza. Crearon conciencia del ritmo y en cada mesa se interpreta una danza diferente. "Sensaciones y posturas que en la danza son innatas nos sirven para dar una mayor calidad al servicio. Es gratificante ver que los argumentos que les planteamos les sirven para coger confianza", aseguran los artistas. Además de Mugaritz, también hacen bailar a los equipos de Ni Neu (Kursaal), y Nerua (Guggenheim Bilbao). En diciembre contarán a los universitarios del Basque Culinary Center los secretos de cómo coreografiar la sala.

- Seductores para seducir. "En una sociedad necesitada de entretenimiento, de vehicular válvulas de escape, la gastronomía aporta fulgor", piensa Josep Roca, sumiller y jefe de sala en ese trío de ases (con Joan y Jordi) que luce en El Celler de Can Roca (Girona). "Los camareros debemos reinterpretar nuestra profesión aprovechando el buen momento de los cocineros para crecer con ellos. Hay que evitar la vanidad y asumir nuestra responsabilidad de embajadores de felicidad entre la clientela. Los camareros somos seductores para que la cocina seduzca", manifiesta Roca. Más allá del conocimiento técnico (que implicaría incluso "explorar las tendencias de pasarela para revisar los uniformes"), hay que "gestionar la inteligencia emocional en la aproximación entre cocinero y comensal", "convertirse en narradores de cuentos y de platos y vinos". Como modelo, "el encantamiento de la ceremonia del té".

- El cliente, un dios. "Si la comida es buena pero el servicio fatal o el servicio es bueno y la comida pésima, nunca volverás al restaurante. Nuestra labor es ofrecer un momento mágico y memorable. Cada servicio tiene que ser único y personalizado: comida de negocios, de familia, enamorados, gente mayor... Hay que tener los ojos y los sentidos abiertos para captar los deseos de los comensales. Si ves que un cliente se pone un jersey, bajas el aire acondicionado antes de que te lo pida. En mi país decimos: 'los clientes son Dios", comenta Rie Yasui, jefa de sala del Sant Pau de Carme Ruscalleda en Sant Pol de Mar y Tokio y única maitre japonesa en un restaurante español con tres estrellas. "El jefe de sala es mensajero entre el chef y los clientes", dice, y ella los mensajes los puede transmitir en japonés, catalán, castellano, francés, inglés...

- Aptitud y actitud. "Hay que quitar el mito de que para camarero vale cualquiera. No hay que desprestigiar el trabajo de hostelería sino dignificarlo. Servir es algo importante, y más en un país de servicios como el nuestro. Es una cuestión de aptitud y actitud. Hay que ser un anfitrión perfecto, con paciencia y tacto", subraya el madrileño Paco Patón. Él empezó muy joven, en un bar de barrio, y ahora es responsable de sala y alimentación y bebidas de dos hoteles de lujo (Urban y Villa Real). Tiene 100 personas a su cargo.

- Refuerzo de la cocina. También en Madrid, en La Terraza del Casino, Alfonso Vega complementa en sala lo que Paco Roncero plantea en los fogones: "El buen trato y el buen hacer en sala es el 50%. Hace que la imagen de un restaurante salga reforzada". "Antes los clientes solo se fijaban si el servicio había sido malo. Ahora ya se fijan cuando es bueno".

- Cuestión de equipo. "Se habla de que la próxima revolución está en la sala: atender, recibir, despedir...". Son cualidades "que enriquecen la experiencia del restaurante y que están en todo el equipo". Así lo ven los protagonistas de la historia gastronómica de Azurmendi, liderada por el chef vizcaíno Eneko Atxa.

- Mimos y relax. "El arte de recibir hay que alimentarlo, no se puede perder. En estos tiempos que vamos a cien por hora, ofrecer mimo y una atmósfera de relax es la gran aportación del servicio". Es lo que piensa José Polo, anfitrión de sonrisa constante junto al cocinero Toño Pérez en Atrio. Tras 25 años, ha renacido como restaurante-hotel en el centro de Cáceres. Pero el objetivo es el mismo: "El lujo es que la gente se sienta como en casa".

ROSA RIVAS
Fonte El Pais.com