sábado, 3 de abril de 2010

David Almond e Jutta Bauer vencem Prémio Hans Christian Andersen

Entre os galardões mais prestigiados que distinguem a literatura infantil, o prémio Hans Christian Andersen é considerado o "pequeno Nobel" este ano consagrou David Almond e Jutta Bauer.

O galardão distingue bienalmente um autor e um ilustrador cujas obras contribuam para a evolução da literatura infantil

Na cerimónia que decorreu na feira do livro de Bolonha (Itália), o norte-americano venceu na categoria de melhor autor e a alemã foi distinguida como melhor ilustradora. Distribuídos pela Organização Internacional para o Livro Juvenil (IBBY, sigla em inglês), os prémios representam uma rede de pessoas em todo o mundo que, de uma forma ou de outra, promovem o livro para os mais novos. O facto de se tratar de uma organização não governamental, sediada na Suíça, não impede o galardão de ser conhecido internacionalmente como ‘Pequeno Prémio Nobel’.

Segundo a Agência EFE, o júri considera que Almond se destacou dos outros 28 candidatos por conseguir “capturar a imaginação dos seus jovens leitores e motivá-los a ler e a utilizar o espírito crítico”, conseguindo compatibilizar a utilização de uma “linguagem sofisticada que ultrapassa as barreiras da idade”. Por sua vez, os motivos evocados para a eleição de Bauer são “a aproximação filosófica, originalidade, criatividade e habilidade para comunicar com os jovens leitores”. Ambos têm obra publicada em Portugal

A entrega dos prémios, que são atribuídos de dois em dois anos, está marcada para 11 de Setembro no Congresso Bienal da IBBY, em Santiago de Compostela.
Fonte Publico.pt

Em classe, o papel da escrita criativa

O mestrado em Creative Writing do Hunter College, de Nova York, que tem ficcionistas de talento como Nathan Englander entre os professores, é ícone de uma vigorosa tendência da literatura americana do pós-guerra
(...)
A turma de seis alunas e cinco alunos está reunida em torno da longa mesa retangular. Eles se debruçam sobre o livro de poemas da convidada Rachel Zucker, Museum of Accidents. A poeta foi colega de Englander no mais tradicional curso de Escrita Criativa da língua inglesa, o lendário Iowa Writers" Workshop.

Aqui como lá a dinâmica entre instrutor e aprendiz é a mesma da Grécia Antiga, mas a fugaz musa da inspiração, o elefante nesta sala de aula, faz com que os alunos bebam as palavras da escritora publicada. Não é preciso consultar estatísticas para saber que uma fração ínfima dos graduados expelidos pelos mais de 300 cursos de pós-graduação de escrita criativa do país terá encontro marcado com o público leitor.
Fonte Estadao

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Paraitinga:é bonito, é bonito e é bonito!

A rápida reconstrução de São Luís do Paraitinga surpreendeu até os mais otimistas. Depois das chuvas, a cidade teve cerca de 600 das 2 mil casas afetadas pelas águas. Dos 425 prédios tombados, 86 foram destruídos ou ficaram abalados. O carisma de Paraitinga e a grande concentração de investimentos e apoio permitiram a reviravolta.

Solidariedade. Nenhum morador da cidade passou fome, já que as doações permitiam oferecer até 5 mil marmitex por dia, suficiente para metade da população, sem contar os estoques de leite, arroz, feijão e macarrão para os que podiam cozinhar. O Supermercado Cursino, um dos primeiros a reabrir, dobrou a média de vendas de iogurtes, biscoitos e carne. "Já o consumo de arroz e feijão caiu porque muitos ainda têm cestas básicas", diz João Rafael Cursino, proprietário do supermercado e integrante do bloco Os Estrambelhados.

As roupas, que lotam o ginásio municipal, começam a ser doadas para cidades vizinhas. Os comerciantes querem que os donativos cessem para a retomada da economia local. Não houve as temidas epidemias. Vieram remédios, médicos e enfermeiros. Alguns fornecedores deram créditos, perdoaram dívidas, permitindo que comerciantes se reerguessem aos poucos.

O empresário Michel Khayat Neto estima o prejuízo com as chuvas em R$ 320 mil, em equipamentos e estoques da Padaria Nossa Senhora da Aparecida. Em fevereiro, estava derrotado, quando um fornecedor da Marlboro veio bater com um cheque em sua porta. Khayat mandou o homem embora. Não tinha como pagar. Mas o fornecedor estava lá para perdoar a dívida de R$ 8 mil. "Ao todo, tive R$ 60 mil de dívida perdoada. Serei eternamente grato ao Depósito Michelin, Casa Sales, Moinho Correcta, Brahma. Ponha o nome deles no jornal", pede, emocionado.

Serão reconstruídas ainda as duas igrejas, está prevista a reforma do Mercado Municipal e prefeitura, vão ser erguidas uma nova escola de música e uma biblioteca. O Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) e o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico Estadual (Condephaat) dão assessoria permanente aos donos de imóveis tombados. Os investimentos devem chegar a R$ 40 milhões. Um novo slogan, que circulou em fevereiro, se popularizou entre os moradores: "Vamos construir uma cidade ainda melhor".
Fonte Estadao
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viernes, 2 de abril de 2010

Charlotte Rampling interpreta Yourcenar no Festival de Almada

01.04.2010 - Luís Miguel Queirós


Teatro Nacional de S. João, no Porto (16 de Julho), e na sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II (dias 17 e 18)


A actriz inglesa Charlotte Rampling vai estar na próxima edição do Festival de Teatro Almada, em Julho, com "Yourcenar/Cavafy", um diálogo ficcionado entre a autora de "Memórias de Adriano" e o poeta grego de Alexandria, interpretado pelo actor Polydoros Vogiatzis. O espectáculo, concebido por Jean-Claude Feugnet a partir de uma cenografia de Lambert Wilson, será apresentado no Teatro Nacional de S. João, no Porto (16 de Julho), e na sala Garrett do Teatro Nacional D. Maria II (dias 17 e 18).

Mais conhecida pelos seus papéis no cinema - ao longo de quase meio século de carreira, trabalhou com Roger Corman, Luchino Visconti, Liliana Cavani, Woody Allen, Sidney Lumet, Nagisa Oshima, Claude Lelouch ou, mais recentemente, François Ozon e Todd Solondz -, Rampling nunca deixou inteiramente o palco, ao qual agora regressa com este "Yourcenar/Cavafy", que tem itinerado por vários países da Europa.

Cruzando excertos de romances e ensaios de Marguerite Yourcenar (1903-1987), como "Memórias de Adriano", "A Obra ao Negro" ou "Fogos", e poemas de Konstandinos Kavafis (1863-1933), esta espécie de conversa literária imagina um encontro que nunca existiu a três dimensões. Yourcenar passou o Verão de 1936 em Atenas e foi nessa ocasião que conheceu a poesia de Kavafis, através de Konstandinos Dimaras. O poeta tinha morrido três anos antes, de cancro na laringe, e a primeira edição reunida dos seus poemas fora postumamente publicada em 1935.
A romancista rapidamente se apercebeu de que tinha bastante em comum com o esteta de Alexandria. Homossexual, hedonista, fascinado pela História, Kavafis viveu em Inglaterra, durante a sua infância e adolescência, mas, de resto, salvo algumas breves viagens, raramente saiu de Alexandria, onde era corretor da Bolsa. Escreveu pouco mais de centena e meia de poemas, muitos deles relacionados com temas da história grega e romana, outros de teor homoerótico, apresentados como rememorações da juventude.

Fonte Ípsilon-Publico.pt

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Paixão andaluz

jueves, 1 de abril de 2010

O Homem:Jesus Cristo


Letra psicografada por Chico Xavier e musica de Roberto e Erasmo Carlos

Primeiro de Abril!

A cantora Ivete Sangalo segue despreocupada com os quilos que ganhou durante a gestação de Marcelo, seu primeiro filho, nascido em outubro. "Acho melhor parar de malhar. Meu corpo está demais. Hoje, acordei 5 kg mais magra e meu abdômen está no traço. Ai, que gostosura", escreveu a baiana Ivete Sangalo em seu Twitter, nesta quinta. Para depois emendar: "Primeiro de abril!! ahahahah".

PS: Se vale para ela vale tambem para mim??so que eu preciso dizer SETE quilos ao invés de cinco
Via Revista VEJA

Sweet dreams


Who am I to disagree??

Badi Assad é luxo só!

Toquinho e Badi Assad


Toquinho e Badi Assad juntos é mais que um presente. É quase covardia....
"o vencimento nao é como eu, nao pode esperar"

Voce nao me ensinou a te esquecer : Bruno e Marrone


Este vai ser o hit do meu proximo aniversário!Cada dia gosto mais de Bolero,lero-lero e quetais...Age comes!With age,saudades dos tempos que nao voltam mais.

"Espero estar a altura para representar este personagem"


Na semana da Pascoa vale a pena lembrar que Jesus nao abdicou jamais do espirito fraterno e da sua capacidade de perdoar , mesmo quando crucificado.
-" Pai, eles nao sabem o que fazem!"

Chico Xavier.O filme.

"Nao tenho pressa!"

Guimaraes Rosa

“Mestre não é quem ensina, mestre é quem, de repente, aprende”. (Guimaraes Rosa)

miércoles, 31 de marzo de 2010

Semana Mayor en Guatemala

Semana Mayor

Marchas fúnebres

La Semana Mayor reúne una gran cantidad de elementos artísticos guatemaltecos: decoración de andas, adornos procesionales, interpretación de marchas fúnebres, creación de túnicas, etcétera. El chapín toma durante una semana al año un momento para reflejar una expresión que no solamente es de fe, sino también cultural. De estas manifestaciones, se mantienen registros de décadas, en su mayoría archivos fotográficos, y recientemente se ha comenzado a estudiar la música cuaresmal producida en el país.

Hablar de Semana Santa en Guatemala es también hacer mención de marchas fúnebres. El guatemalteco Luis Gerardo Ramírez Ortiz, en su libro ‘Días de Muerte y Gloria’, indica que las Marchas Fúnebres Cuaresmales son “ante todo expresiones de religiosidad popular, y tienen como fuente los distintos elementos constitutivos que conforman y estructuran estas manifestaciones de fe (las procesiones)”.

La información que se tiene sobre la música sacra es muy escasa. “Las marchas cuaresmales llevan un título el cual tiene su historia y circunstancia. Este en la mayoría de los casos es anecdótico, transmitido oralmente y carente de documentación escrita”, sostiene Ramírez en su obra.

Consultado Edgar Cabnal, investigador de biografías de compositores de marchas, expresa que es difícil conocer a ciencia cierta obtener los orígenes de las marchas en Guatemala. El experto indica que la música cuaresmal fúnebre, como se conoce hoy en día, tiene sus orígenes en los principios del siglo XX. Aunque se tiene conocimiento que hay marchas escritas con anterioridad, fue a partir de esa fecha que la música sacra empezó a tomar relevancia en el país.

“Una de las marchas más antiguas que están documentadas es ‘La Fosa’ de Santiago Coronado, la cual se sabe fue escrita en 1898”, dice el experto. Entre otros autores pioneros en la composición de marchas destacan Salvador Iriarte Morales, autor de ‘Señor de la Merced’ y ‘Marcial Prem’, quien compuso la Marcha Fúnebre número tres. “Es impensable pensar en la Semana Santa en Guatemala, sin hacer mención de las marchas fúnebres. Una procesión es una serie de elementos que se conjugan y si falta uno de estos se pierde solemnidad”, concluye Cabnal.

Entre los estrenos de este año de marchas fúnebres se contó con ‘Dolorosa de San Bartolo’, del compositor guatemalteco Joaquín Vega Ortiz; adaptación ‘A mi Virgen de la caridad’, del español Alfonso Rodríguez Baena; ‘Caridad de Guadalquivir’, de Paco Lola; y ‘En la cruz’, del guatemalteco Benito Salazar, que no se interpretaba hacía años.

Fuente ElPeriodico.com.gt

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Ricardo Arjona: avisa que tô quase chegando...


Nao dá prá pensar em ir a Guate sem que a música do Arjona comece a tocar.....La soledad soy yo! (Ricardo Arjona)


"de mis soledades vengo
a mis soledades voy"
(Lope de Vega)

Tô na "Lanterna dos Afogados". Tô sim!



Eu sei. Eu sei. Parece a seman dos Musos do Blog. E é!

"Uma noite longa
para uma vida curta
Mas já nao me importa
(...)
Sao tantas marcas
do que eu sou agora
(...)
há um cais de porto
prá quem precisa chegar"

martes, 30 de marzo de 2010

Armando Nogueira, "travez"

“Se Pelé não tivesse nascido gente, teria nascido bola”.

“Pelé, magnífico, na arte de fazer um gol de placa, e Garrincha, estonteante, no mistério de aturdir o instante do drible”.

“Primeiro foi Hortência, de tantas cestas perfumadas”. “Agora, é Paula, Maria Paula das mãos adivinhas (…) Paula, das mãos que inventam cintilações. Das mãos que adivinhavam os caprichos da bola. Das mãos que regiam o jogo como se fosse um balé. (Alguém dirá que não é?)”.



Comento: A crônica enquanto sub-genero literário alcançou
a crônica desportiva. Estes excertos acima transcritos atestam sobejamente esta magia .

Punset pide que no se intente controlar Internet como se hizo con la mujeres y los niños

El escritor y divulgador científico Eduard Punset ha pedido "que no pase lo mismo con Internet" como con las mujeres y luego los hijos, a los que se trató de controlar pensando que pertenecían a sus maridos y padres, respectivamente.

En su conferencia inaugural del Foro de Industrias Culturales que alberga la Llotja de Mar de Barcelona, el pensador se ha dirigido a la ministra de Cultura, Ángeles González Sinde, presente en el encuentro, para agradecerle que se tengan ganas de mirar "en profundidad" el tema de las redes sociales. "Es fantástico", ha resumido.

Punset ha destacado la necesidad moderna de conciliar entretenimiento y conocimiento. "Si hoy no entretienes al personal no les vas a enseñar nada, meteros eso en la cabeza los empresarios", ha dicho.
Fuente El Mundo

Comento: Melhor nao, né?? Deixo para cada um pensar e repensar.
Fico melhor quando falo só ...com meus botoes.Eles sao meu "Friday".
Tá bem, nao resisto. Gostei que um cientista entrasse no debate. O que eu mais gosto nos cientistas é que eles sabem que o conhecimento que produzem pode ser superado.Mais ainda, desconfirmado,negado...sabem que nao produzem DOXA...Well, isto também é apenas o "manual de instruçoes", eu sei....

Truculencias, tremendismo...

Truculencias

FERNANDO SAVATER


Uno de los highlights de los retiros de ejercicios espirituales de antaño (supongo que seguirán haciéndose, aunque desconozco su formato actual) era la tenebrista descripción de las penas del infierno, que acechaban flamígeras en el precipicio situado a la izquierda del itinerario del homo viator. Descripciones llenas de detalles gore sobre la intensidad y duración de los tormentos, cuya explicitud variaba de acuerdo con la imaginación un punto sádica del maestro de ceremonias. James Joyce les dedica una página formidable en su Retrato del artista adolescente. La verdad es que en líneas generales siempre resultaban más creíbles, pese a su fundamental inverosimilitud, que las edulcoradas y borrosas estampas de la beatitud celestial. Una herencia de Dante, supongo. Y daban pie al humor negro, como el de aquel feligrés que interrumpió al cura engolfado en su tarea de narrar espantos punitivos: "Ya está bien, padre. Si hay que ir al infierno, se va, pero... ¡coño, no acojone!".

El gusto sacro por la pedagogía de lo escalofriante parece irse generalizando hoy
Este gusto sacro por la pedagogía de lo escalofriante parece irse generalizando. Ya hace varios años que la Dirección General de Tráfico optó por prevenirnos contra los accidentes empleando imágenes de carrocerías machacadas, niños que chillan despavoridos y parapléjicos contritos. No queriendo ser menos, las autoridades sanitarias adornan las cajetillas de tabaco que el Estado sigue vendiéndonos con fotografías de chancros, tumores y pulmones perforados (supongo que aspiran al ideal de que la gente no deje de invertir en el rentable veneno pero que no se lo fume, para así ahorrar gastos a la sanidad pública: doble ganancia). Por su parte, las campañas contra el aborto no renuncian a asestar a los impíos retratos de fetos despedazados y otras referencias clínicas espeluznantes a la masacre de los inocentes. Salvo los caníbales, siempre tan suyos, nadie puede permanecer impávido ante tal carnicería...

Ahora se incorporan a esta moda tremendista los antitaurinos. Ya antes eran propicios a mostrar instantáneas chorreando hemoglobina de morlacos agonizantes pero ahora, en el debate del Parlamento catalán, se han aportado estoques y rehiletes como argumento científico irrefutable de que ese tipo de armas blancas hacen sufrir cuando pinchan: hay que agradecer que ningún evolucionista se haya presentado con una cornamenta de buenos pitones para recordarnos que el bos taurus también se las trae. En Madrid, como respuesta a la iniciativa de la presidenta Aguirre de declarar la fiesta bien de interés cultural (su lema podría ser "toro por la patria"), ha habido manifestación de desnudos ensangrentados como protesta. Seré el último que se queje de que señoritas de la edad adecuada se despeloten en público por una buena causa, e incluso sin ella, pero en este caso aunque se peguen banderillas y se embadurnen con tinta roja falla la similitud: porque si a algo no se parecen los toros de lidia -sanos o heridos- es a hembras.

Confieso cierto prejuicio contra estas formas de persuasión por medio de la agonía emocional y la truculencia. Soy de los que creen que la imagen no sólo no vale más que mil palabras sino que necesita más de mil para valer algo. Y desde luego prefiero que me hagan pensar a que se esfuercen en hacerme llorar o temblar. Además, me uno al ruego del feligrés contra la pedagogía del terror que confunde conmover y convencer: oiga, no acojonen, que bastante tenemos ya cada uno con lo nuestro.
Fuente El País

Comento: E porque nao dizer que o tremendismo me conecta imediatamente com Cela? E dizer que o Savater é um dos musos do blog é informaçao dispensável,né?
Fuente El Pais

Descifrando el libro más complejo de la historia

Se publica la versión expurgada de errores de 'Finnegans Wake', de James Joyce, tras 30 años de trabajo
EDUARDO LAGO


Gustave Flaubert calculaba que para que el público general pudiera apreciar adecuadamente una innovación artística excesivamente revolucionara era preciso que transcurrieran 80 años. En tanto se cumplía el plazo, el autor estaba condenado a vivir un continuo rechazo. Y eso es exactamente lo que ha ocurrido con Finnegans Wake, obra del escritor irlandés James Joyce, considerada la novela más ininteligible de todos los tiempos y de la que hoy se publica la primera versión revisada. Conforme a los cálculos del autor de Bouvard y Pecuchet, todavía faltarían 10 años para que el lector de a pie esté en condiciones de enfrentarse al formidable reto que plantea la novela final de Joyce. Cuando se publicó originariamente, el 4 de mayo de 1939, el veredicto general fue que su autor había perdido la cabeza. Incluso los más fieles partidarios de Joyce tiraron la toalla. Encogiéndose de hombros, el escritor afirmó que calculaba que los críticos tardarían 300 años en descifrarla.

El corpus textual comprende más de 20.000 páginas de notas manuscritas
No está muy claro qué suerte de artefacto literario es Finnegans Wake. Ni siquiera está muy claro en qué idioma está escrito. La base es un inglés desnaturalizado por la desaforada inventiva lingüística del autor, que en distintos momentos de la obra incorpora oraciones e incluso párrafos enteros en 70 idiomas. Algunos la han definido como una frase de 700 páginas, otros como una palabra de medio millón de caracteres. Sólo que todas estas opiniones se referían al texto de la primera edición, que nadie se había atrevido a tocar jamás. Hasta ahora. Hace unas semanas, se anunció solemnemente la publicación del texto revisado de Finnegans Wake, noticia que ha causado una verdadera conmoción en círculos literarios anglosajones. La editorial que ha tomado la iniciativa responde al nombre de Houyhnhm (como la raza de caballos inteligentes que figuran en Los viajes de Gulliver).

Lo cierto es que la edición original no era muy fiable. Durante los 17 años que duró el proceso de composición, entre copias y revisiones llegó a haber 20 versiones diferentes. El texto que entregó Joyce a los editores estaba bastante corrupto. Él mismo señaló la existencia de errores, pero estaba ciego, lo cual no lo convertía en el corrector idóneo. La ingente tarea de revisión la iniciaron hace 30 años dos expertos, Danis Rose y John O'Hanlon, que forman un tándem formidable, ya que entre los dos cubren los campos de la filología y la física teórica. Juntos han llevado a cabo una exhaustiva revisión de un corpus textual que comprende más de 20.000 páginas de notas manuscritas repartidas en 60 cuadernos. En total se ha detectado 9.000 errores.

Tras una ceremonia casi ritual celebrada hace unas semanas en el castillo de Dublín, como deferencia a la ciudad natal del autor, la editorial Houyhnhm lanzará oficialmente la versión expurgada de Finnegans Wake hoy en su sede de Londres. Quienes tengan curiosidad por ver el resultado deben prepararse para pagar un precio bastante elevado: 300 euros por la edición básica y 900 por la especial, ambas encuadernadas en piel de becerro negro. A diferencia de lo que ocurre con el precio, la nueva versión de la obra es mucho más accesible que la original. Se ha llegado incluso a hablar de coherencia, lo cual ha causado cierta consternación entre algunos adeptos. La posibilidad de que el libro se pueda comprender podría arrebatarle el aura de misterio que lo rodea. No todo el mundo comparte esa preocupación. El secretario de la Sociedad Finnegans Wake de Nueva York, Murray Gross, conduce los encuentros mensuales de aficionados que se citan desde hace dos décadas para leer el libro. Y siempre ha sostenido el carácter democrático de la obra. Ve a esta edición una ventaja incontestable: "El nuevo texto tiene 120 páginas menos, lo que quiere decir que al ritmo que llevamos, tardaremos cinco años menos en leerla".
Fuente El País

Semana Santa na Guatemala.


Niñas en el Lago de Atitlán,Guatemala.
Visitar Atitlán é um programa imperdível e nos permite "falar com Deus" .É impressionante a "majestade" daquele vulcao de água tornado Lago e de suas doze cidadezinhasa a volta com nomes dos apóstolos. A gente se sente chegando ao paraíso.
Mas se voce deseja assistir a procissoes MA-RA-VI-LHO-SAS , destas que fazem a gente refletir sobre o sentido das dores indizíveis e no exemplo do verdadeiro AMOR e a sua capacdde de doaçao,vá a La Antigua.
Veja fotos e programa da Semana Santa aqui

PS : A foto acima é da minha amiga Pequi Molina

Guate y El Plan Nacional de Lectura

En marcha el Plan Nacional de Lectura
El Ministerio de Educación imprimió ya los primeros libros que se repartirán en las escuelas e institutos de todo el país.

Por: Marta Sandoval msandoval@elperiodico.com.gt




La literatura en Guatemala es casi un consumo de lujo. Si un joven de Livingston quiere leer tendrá que hacer un largo viaje hasta la capital para poder comprar un libro, o visitar una biblioteca medianamente surtida. Lo mismo les pasa a los de Mazatenango o Zacapa. En esas condiciones adquirir el hábito de la lectura es casi una odisea. Por eso el ex ministro de Educación, Bienvenido Argueta, coordinó la edición de cinco colecciones de libros que se repartirán gratuitamente en todas las escuelas e institutos del país. De momento, sólo se editaron 10 mil copias para cada grado, como parte del plan piloto, pero los responsables del proyecto esperan cubrir a la totalidad de alumnos antes de que termine el año.


“Estos libros corresponden a la primera colección de tradición oral y popular, la segunda colección es de poesía, la tercera es de cuento, la cuarta de teatro y la última de esta serie, es de mitos y leyendas populares”, explica Gloria Hernández que trabajó en la compilación y edición del material para primaria. “Es un plan piloto para ir afinando en el camino las directrices, la filosofía y las acciones concretas. Se intenta llevar, por primera vez, libros de primera calidad a los niños de edad escolar de toda la República, totalmente gratis”, agrega Hernández.


Las evaluaciones realizadas por el Mineduc en 2006 demostraron que solo el 24 por ciento de los alumnos que egresan de sexto primaria alcanzan los niveles de comprensión lectora esperados, los demás consiguen simplemente una comprensión literal y una velocidad muy baja. Esto sucede en parte, por el poco acceso a material escrito.

Libros para todos
Los textos para educación básica son antologías de poesía compiladas por el poeta Francisco Morales Santos. Se incluyen obras de Luis Cardoza y Aragón, Alaíde Foppa, Miguel Ángel Asturias, Javier Payeras, Maurice Echeverría, Isabel de los Ángeles Ruano, Alan Mills, entre otros.


Los de diversificado son compilaciones de literatura centroamericana, para presentar lo más destacado de cada país de la región.


La colección para primaria y pre primaria está compuesta por rimas, trabalenguas, adivinanzas, canciones, cuentos cortos, poemas y retahílas. La selección estuvo a cargo de Hernández y Frieda Morales. Las ilustraciones fueron realizadas por Liliana Aldai, Teresa Fonseca y Julia Lara.
Fuente El Periodico.com.gt

Comento: Frieda, voce é DEZ!

lunes, 29 de marzo de 2010

Essa vai dedicada a minha irma!




"Tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo"

Chico Xavier "era um santo, mas também era um homem"

"Era um santo, mas também era um homem", diz Daniel Filho sobre o médium mineiro que é tema de seu mais recente filme, também denominado 'Chico Xavier'. O diretor conta que fez uma longa pesquisa e sobre um encontro que teve com o médium.

Daniel Filho: 'Ele tinha humor e eu queria que as pessoas vissem o homem, como eu o conheci'

José Patrício/AE


No começo de Chico Xavier, você adverte que é impossível dar conta de uma vida inteira num filme. É uma defesa antecipada das acusações que poderão ser feitas ao seu recorte?


É como você diz, um recorte. Um filme é feito por muita gente, muitos deram sua contribuição e eu sou, por natureza, um cara aberto, que ouve. Mas, por mais que o cinema seja um trabalho de grupo, a responsabilidade de um filme é individual. As escolhas são minhas. Brinco dizendo que quando um filme faz sucesso tem muitos autores. Quando fracassa, a culpa é do diretor. Ouvi muita gente antes e durante a feitura de Chico Xavier, me preparei mais do que para fazer qualquer outro de meus filmes. Isso se reflete na tela.


A ideia de usar como eixo a entrevista de Chico Xavier no programa Pinga-Fogo é muito interessante. E no final você tem as imagens do próprio Chico no programa, contando, do jeito dele, coisas que vimos recriadas com atores. Como veio o Pinga-Fogo?

Pesquisei muita coisa e aquele programa foi um marco da própria TV brasileira. Tenho essa ligação muito forte com a história da TV no País. Achei que seria uma âncora muito firme para a narrativa. O que o espectador não sabe é que aquilo me deu um trabalho imenso. As câmeras usadas na época nem existem mais. Precisamos recriar tudo, foi um trabalho de muita pesquisa. Ao mesmo tempo, o próprio Chico entrar no filme foi... uma necessidade. Ele tinha humor, humaniza o próprio relato. E eu queria que as pessoas vissem o homem, como eu o conheci.


Como foi o encontro com ele?


Muito breve, um aperto de mãos, algumas palavras, mas dava para sentir a energia. Para mim, essa é, fundamentalmente, uma história de emoção. Poderia citar muitos momentos da filmagem em que a equipe toda experimentava essa emoção, essa energia no próprio set.

Você tem amor e respeito pelo personagem, mas não foge à controvérsia. Os trejeitos, a vaidade. A história da peruca é divertida. Chico se indispunha muito com o espírito de Emmanuel?

Não estou inventando, nem quando tomo liberdades para ser fiel à essência. Quem conviveu com Chico conta que ele discutia muito com Emmanuel, a quem ninguém via, só ele. Acho que a questão da peruca, a vaidade, não é desrespeitosa. Ela humaniza o personagem. E eu pesquisei, sim, a sexualidade, a esquizofrenia. Chico tinha aqueles trejeitos femininos, mas depois de muito pesquisar me convenci de que era assexuado. Li os dados de sua avaliação psicológica, para tentar entender se seria uma fraude. Ele vinha de uma família com distúrbios mentais, mas o laudo é inconclusivo. Entramos no território da fé, e a fé não se explica. De qualquer maneira, a psicografia, que podia ser motivo de discussão, terminou aceita como prova jurídica válida num tribunal de júri. Isso é fundamental e está no filme.

O público ri quando o pai leva o jovem Chico ao bordel e ele puxa a reza das prostitutas, mas a cena do Pinga-Fogo em que defende a sexualidade como intrínseca ao homem é coisa de visionário.

A Olivia (aponta para a mulher) enfatizou que aquilo era muito forte e não poderia faltar (A própria Olivia intervém e lembra que aquela janela aberta para a compreensão do outro, inclusive quanto a preferências sexuais, era ousadíssima, ainda mais em 1971, sob a ditadura militar). O Chico falando aquilo na televisão era uma revolução na época. São momentos que não podem faltar.

A cena do avião, quando Chico tem uma crise e admite seu medo de morrer, é cômica. Mas, depois, quando ele conta a história, é ainda mais engraçado. O humor é um risco?

É possível que muita gente esperasse um filme sério, o tempo todo, para dar conta do personagem, mas acho que são esses momentos, essas quebras, que o definem. O homem era um santo, no sentido da bondade, da dedicação ao outro, mas era justamente um homem. Abro o primeiro flash-back com a cena em que a madrinha o obriga a lamber a ferida do amigo porque justamente isso define o que vai ser a vida de Chico. O movimento da câmera, pegando o isolamento daquela fazenda, atrás do monte, também é para realçar o mistério. Como esse homem surgiu naquele lugar, no fim do mundo, para espalhar sua mensagem de amor.

Você tem grandes atores em pequenos papéis. E tem os seus três Chicos. Existem momentos em que Nelson Xavier parece estar interpretando Ângelo Antônio. Como chegaram a isso?

Ah, me desculpe, mas sou um grande diretor de atores. Aceito que critiquem tudo em mim, menos que não sei dirigir atores. Quando eles são bons como o Nelson e o Ângelo, nada é impossível. Havia a preocupação de dar uma continuidade. A prosódia foi cuidada porque o jeito mineiro de falar é importante nessa história. Nelson e Ângelo vão dizer que se conhecem há anos, já trabalharam juntos e não é difícil para eles criar essa unidade de interpretação. Não é mesmo, mas isso era intencional e foi buscado. Nada me orgulha mais neste filme do que o elenco. São 135 personagens. Todos têm a mesma importância. Não há um figurante que não tenha sido preparado para interpretar seu papel. Se o filme acontecer, como espero, vou dever muito a esse elenco maravilhoso.

Inicialmente, ele (Daniel)seria ‘apenas’ o produtor de Chico Xavier. Foi persuadido a dirigir. Saturnino Braga, da empresa Sony, jogou a carta decisiva - disse que Daniel devia dirigir o filme ‘pelo Vanucci’. Augusto César Vanucci foi como um irmão para Daniel Filho. Começaram juntos, integraram o grupo que fez a Globo. Vanucci era espírita, tinha verdadeira devoção pelo médium mineiro. E assim foi: ‘pelo Vanucci’, Daniel dirigiu.



Fonte Estadao

Comento: Eu sei que estou num dia "Brasil Maravilha". Mas cá prá nós, que outro povo tem essa mistureba de Daniel Piza, Armando Nogueira,Pelé,Daniel Filho e Chico Xavier para "desfilar" no jornal num mesmo dia???

Mexico 70

E as palavras, eu que vivo delas, onde estão? Onde estão as palavras para contar a vocês e a mim mesmo que Tostão está morrendo asfixiado nos braços da multidão em transe?

Parece um linchamento: Tostão deitado na grama, cem mãos a saqueá-lo. Levam-lhe a camisa levam-lhe os calções. Sei que é total a alucinação nos quatro cantos do estádio, mas só tenho olhos para a cena insólita: há muito que arrancaram as chuteiras de Tostão. Só falta, agora, alguém tomar-lhe a sunga azul, derradeira peça sobre o corpo de um semi-deus.

Mas, felizmente, a cautela e o sangue-frio vencem sempre: venceram, com o Brasil, o Mundial de 70, e venceram, também, na hora em que o desvario pretendia deixar Tostão completamente nu aos olhos de cem mil espectadores e de setecentos milhões de telespectadores do mundo inteiro.

E lá se vai Tostão, correndo pelo campo afora, coberto de glórias, coberto de lágrimas, atropelado por uma pequena multidão. Essa gente, que está ali por amor, vai acabar sufocando Tostão. Se a polícia não entra em campo para protegê-lo, coitado dele. Coitado, também, de Pelé, pendurado em mil pescoços e com um sombrero imenso, nu da cintura para cima, carregado por todos os lados ao sabor da paixão coletiva.

O campo do Azteca, nesse momento, é um manicômio: mexicanos e brasileiros, com bandeiras enormes, engalfinham-se num estranho esbanjamento de alegria.

Agora, quase não posso ver o campo lá embaixo: chove papel colorido em todo o estádio. Esse estádio que foi feito para uma festa de final: sua arquitetura põe o povo dentro do campo, criando um clima de intimidade que o futebol, aqui, no Azteca, toma emprestado à corrida de touros.

Cantemos, amigos, a fiesta brava, cantemos agora, mesmo em lágrimas, os derradeiros instantes do mais bonito Mundial que meus olhos jamais sonharam ver. Pela correção dos atletas, que jogaram trinta e duas partidas, sem uma só expulsão. Pelo respeito com que cerca de trezentos profissionais de futebol se enfrentaram, músculo a músculo, coração a coração, trocando camisas, trocando consolo, trocando destinos que hão de se encontrar, novamente, em Munique 74.

Choremos a alegria de uma campanha admirável em que o Brasil fez futebol de fantasia, fazendo amigos. Fazendo irmãos em todos os continentes.

Orgulha-me ver que o futebol, nossa vida, é o mais vibrante universo de paz que o homem é capaz de iluminar com uma bola, seu brinquedo fascinante. Trinta e duas batalhas, nenhuma baixa. Dezesseis países em luta ardente, durante vinte e um dias — ninguém morreu. Não há bandeiras de luto no mastro dos heróis do futebol.

Por isso, recebam, amanhã, os heróis do Mundial de 70 com a ternura que acolhe em casa os meninos que voltam do pátio, onde brincavam. Perdoem-me o arrebatamento que me faz sonegar-lhes a análise fria do jogo. Mas final é assim mesmo: as táticas cedem vez aos rasgos do coração.

Tenho uma vida profissional cheia de finais e, em nenhuma delas, falou-se de estratégias. Final é sublimação, final é pirâmide humana atrás do gol a delirar com a cabeçada de Pelé, com o chute de Gérson e com o gesto bravo de Jairzinho, levando nas pernas a bola do terceiro gol. Final é antes do jogo, depois do jogo — nunca durante o jogo.

Que humanidade, senão a do esporte, seria capaz de construir, sobre a abstração de um gol, a cerimônia a que assisto, neste instante, querendo chorar, querendo gritar? Os campeões mundiais em volta olímpica, a beijar a tacinha, filha adotiva de todos nós, brasileiros? Ternamente, o capitão Carlos Alberto cola o corpinho dela no seu rosto fatigado: conquistou-a para sempre, conquistou-a por ti, adorável peladeiro do Aterro do Flamengo. A tacinha, agora, é tua, amiguinho, que mataste tantas aulas de junho para baixar, em espírito, no Jalisco de Guadalajara.

Sorve nela, amiguinho, a glória de Pelé, que tem a fragrância da nossa infância.

A taça de ouro é eternamente tua, amiguinho.

Até que os deuses do futebol inventem outra.



Texto extraído do livro "O melhor da crônica brasileira", José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1997, pág. 26.

Via Blog do Noblat

PS: Faleceu Armando Nogueira e o Brasil lhe rende homenagens. E esta belíssima cronica quase me explica a paixao que tenho pelo México. A cronica é linda, e o momento certamente me terá marcado...Mas eu bem seique o México é muito mais que isso. O México é ..o México. Nada consegue lhe reduzir, enquadrar, limitar....

Cumpleaños de Goya

La localidad zaragozana de Fuendetodos celebrará este martes, 30 de marzo, el 264 aniversario del nacimiento de su pintor más universal, Francisco de Goya, con una serie de actos culturales, lúdicos e institucionales que tienen como finalidad "hacer que este día sea una fiesta en el municipio". Así lo manifestó en declaraciones a Europa Press el alcalde de Fuendetodos, Joaquín Gimeno, quien también destacó que el municipio "conmemora esta fecha todos los años, aunque el aniversario no acabe en 0 o en 5".

En primer lugar, se ha organizado una exposición a base de "una selección de fondos donados en estos dos últimos años". Según explicó, se trata de una muestra formada por más de una treintena de grabados que proceden de artistas como Pascual Blanco, Manolo Valdés o Pablo Serrano, entre otros. Esta exposición estará en la Sala 'Ignacio Zuloaga', "al lado de la Casa de Goya", "demuestra que los artistas siguen colaborando con Fuendetodos donando su obra para ampliar la colección de arte contemporáneo", subrayó Gimeno.

Además, el artista Ricardo Calero, que tiene su taller en esta población zaragozana, ha creado para la ocasión "un grabado de más de 100 metros lineales llamado 'Los Pasos' que representa el suelo de Fuendetodos", indicó. Se ha realizado "pasando la flexión de un tórculo sobre una plancha metal" y unirá la Casa Natal de Goya con el Museo del Grabado. Los asistentes podrán escuchar una actuación musical y las intervenciones del artista Ricardo Calero y degustar vino.

Fuente El Mundo.es

Crime e castigo: A morte no museu

A Justiça brasileira acaba de estabelecer um marco com o julgamento dos assassinos da menina Isabella Nardoni, de 5 anos. Ele é histórico pela punição exemplar do crime hediondo em um país habituado à impunidade. Mas também pela impecável lisura do processo. Assim como a excelência no fabrico das provas, onde polícia e perícia serviram-se desde a lógica até avançados recursos ao alcance da criminologia. Contudo, o registro visual do momento passará à posteridade por traços que lembram histórias em quadrinhos. Os desenhos dos infografistas admitidos nas sala de audiência.
Este tipo de material serve, sobretudo, para ilustrar relatos que dão conta do ocorrido longe da imensa maioria do público que acompanhou o caso com não menor interesse. Mas eles um dia poderão adentrar a porta de um museu. É o que esta acontecendo agora em Paris. A partir de uma idéia do jurista Robert Badinter, o homem que aboliu a pena de morte no país da guilhotina, o Museu d’Orsay montou exposição com 475 obras de indivíduos que elegeram o crime e o castigo como tema de seus talentos. A mostra fica aberta a visitação até o dia 27 de junho. Ela explora os dois séculos posteriores à Revolução Francesa.
Os organizadores da exposição Crime et châtiment, título homônimo do clássico de Fiódor Dostoievski, avisam: “Atenção, o conteúdo pode chocar sensibilidades.” A exposição é proibida para crianças. Nenhum exagero. Logo na entrada, o visitante dá de cara, ainda que parcialmente coberto por véu transparente negro, com mais recente exemplar do Dr. Joseph-Ignace Guillotin que fez rolar a cabeça de Hamida Djandoubi para interior de um cesto, o último condenado a morte na França, em 1977. “A Viúva”, apelido da guilhotina, não é exibida em público há 25 anos.

Mais a frente, há telas de Francisco Goya, Edgar Degas, Pablo Picasso, René Magritte e Andy Warhol, onde se vê crucificação, canibalismo, tortura, linchamento, apedrejamentos, estupros. Nestes casos, a circunstância atenuante dos cenários é só a genialidade dos artistas. Há também fotografias e recortes de jornal com notícias de crimes bárbaros. Um deles, é a capa do Le Petit Journal, um diário que chegou a circular um milhão de cópias entre 1863 à 1945, mostra Jeanne Weber, “a ogra”, esganando uma criança.
Ao lado do rato, o homem é único animal capaz de abreviar a vida de um igual, movido apenas pela vontade de matar. O bíblico Caím, primogênito de Adão e Eva, primeiro homem nascido na Terra, é um assassino. A característica sempre fascinou o mundo das artes. “Mas o horror absoluto, no seu estado puro, não é completamente representável, certos sofrimentos são indizíveis”, diz o curador da exposição Jean Caire à VEJA.com. Um aspectos interessantes da exposição Crime et châtiment é notar a superioridade das imagens em relação a escritura e ao relato oral no que diz respeito a descrição da violência e da crueldade. Nelas há pouco espaço para imaginação. Você vê o que vê. Se reflexão vier, ela acontece em um segundo momento.

Quem não tiver oportunidade de ir a exposição do Museu d’Orsay, pode visitar o Museu de Arte Moderna de São Paulo para ver um detalhe curioso. O rosto de uma estatueta em forma de bailarina, esculpida por Degas. Ela tem traços de bandida. Ou melhor, assim sustentava tese da antropologia criminal no século XIX. O psiquiatra italiano César Lombroso, autor de O Homem Criminoso, pesquisou a morfologia de 5.000 delinquentes nas prisões para em seguida, concluir que eles tinham características físicas semelhantes - em sua maioria elas assemelhavam com os de animais primitivos. “Olha aqui com o que se parece o nariz de um bandido atávico”, dizia ele. O que era uma tentativa para estabelecer um método formal de identificação criminal, hoje serve mais como inspiração para ilustrações de literatura fantástica.

Fonte: Blog De Paris/ Antonio Ribeiro / Revista VEJA

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A canção que mudou as canções



Em um livro apaixonado, o crítico Greil Marcus mostra como Like a Rolling Stone, de Bob Dylan, revolucionou a música pop e estabeleceu para ela um novo padrão sonoro e literário


Sérgio Martins


Os 55 anos de existência do rock são marcados por momentos emblemáticos. As primeiras gravações de Elvis Presley, em meados da década de 50, anunciaram a chegada do rock’n’roll e definiram um padrão de comportamento para a juventude. A aparição dos Beatles no Eddie Sullivan Show, em 1964, mostrou uma nova maneira de fazer música pop e levou bandas inglesas como The Who e Rolling Stones a desembarcar nos Estados Unidos em busca de sucesso. Já Like a Rolling Stone, canção que Bob Dylan lançou em 20 de julho de 1965, transformou a poética do rock. A partir dela, o gênero se libertaria de temas como carros e garotas para mergulhar não só em assuntos sociais e políticos, mas na introspecção: o que dizer, e como dizê-lo, viraria a razão de ser do rock e a sua bandeira revolucionária. O objetivo do crítico Greil Marcus em Like a Rolling Stone – Bob Dylan na Encruzilhada (Companhia das Letras; tradução de Celso Mauro Paciornik; 256 páginas; 42 reais) é mostrar a gênese dessa canção e provar que ela, sozinha, mudou a cultura pop em todo o mundo. Marcus está à altura do que se propõe: ele é não apenas referência obrigatória na crítica musical, como também um especialista em Bob Dylan.

Dylan surgiu no início dos anos 60 como uma versão remoçada do artista folk Woody Guthrie. De violão e gaita empoleirada sobre os ombros, ele compunha canções de protesto como Blowin’ in the Wind (aquela que o senador Eduardo Suplicy se encarrega de estragar toda vez que a "interpreta"). A fórmula durou até Bringing It All Back Home. O disco, lançado em 1965, introduziu a guitarra elétrica no folk e deixou furiosos os fãs de primeira hora. Highway 61 Revisited, de poucos meses depois, causou ainda mais estranheza – a começar pela faixa Like a Rolling Stone. A música nasceu de uma brincadeira de Dylan com La Bamba, de Ritchie Valens. Mas a pancada seca de bateria que anuncia o início da canção (Bruce Springsteen disse que ela soava como se alguém tivesse aberto a porta de sua mente), os solos de guitarra que a costuram e as intervenções do teclado criaram um novo padrão de sonoridade no trabalho do cantor. Os amantes do folk iam às suas apresentações para xingá-lo de Judas e vaiá-lo. O compositor respondia com fúria, gritando o refrão "how does it feel?" como um chamado à guerra.

Like a Rolling Stone revolucionou a maneira de divulgar uma canção no rádio. As músicas, então, podiam durar no máximo três minutos; ela tem o dobro. A CBS (atual Sony Music) pediu que Dylan a cortasse. Ele se recusou, e a faixa foi dividida em duas partes. "Foi assim que conheci a canção. Passei uma hora escutando a primeira parte até conseguir pular para a segunda", disse Marcus a VEJA. O público rejeitou o artifício e exigiu que Like a Rolling Stone fosse tocada na íntegra pelas rádios, formato em que ela chegou ao segundo lugar na parada e se tornou o maior sucesso de Dylan até então.

A letra de Like a Rolling Stone é uma das mais brilhantes da carreira de Dylan. Para contar a história de uma esnobe da alta sociedade que vira indigente, ele emprega metáforas e se vale de uma estrutura narrativa então inédita nas letras de rock – tanto que a canção o colocou não apenas no cânone musical, como no literário. "Trata-se de uma composição capaz de viver no papel, sem a música", diz Marcus. Seu lançamento fez com que os principais compositores do período alterassem seus métodos, não raro com algum desespero – como no caso de Gerry Goffin, um dos mentores do Brill Building, espécie de quartel-general dos principais hitmakers do período. A protagonista da canção também é motivo de debate. Há quem ache que se trata de um decalque de Edie Sedgwick, socialite que era amiga de Andy Warhol e por quem Dylan se apaixonou – e há quem teorize que o cantor está falando de si próprio, metaforicamente. Greil Marcus, entretanto, aposta em outra tese. Para ele, o segredo está nas três palavras iniciais – "Era uma vez". Ou seja, tudo não passa de história e invenção. É um bom mote: com Like a Rolling Stone, Dylan reinventou a música pop. E a história dela nunca mais foi a mesma.
Fonte : Revista Veja

Entre a imaturidade e a decadência

Em dia de aniversário a gente pode quase tudo: pode ganhar café na cama, sair mais cedo do trabalho, pegar a primeira fatia do bolo. Ou pode até pensar como aquela personagem da peça Três Mulheres Altas, de Edward Albee, e dizer que nesta idade estamos entre a imaturidade e a decadência, num platô de cima do qual podemos ver tudo – e quem viu Nathalia Timberg rugindo essa fala não esquece jamais. Mas a gente também pode acreditar nessas classificações da psicologia e matutar sobre a meia-idade, um termo que sugere outros igualmente melancólicos: meia-boca, meia-bomba, meia-sola…


(...)

Quase 20 anos de prática me ensinaram a identificar quando uma resenha negativa faz questão, por exemplo, de identificar se você é jornalista, paulista, jovem… E sei que é minha cabeça que deito no travesseiro, não a dos outros. A propósito, muitas pessoas de poder na cultura e na política brasileira – produtos e produtores da mentalidade oligárquica que ainda nos governa – têm o péssimo costume de imitar a rainha de Alice e pedir as cabeças dos que as contestam. Conseguiram aqui e ali, mas sobrevivi a todos.

(...)

Qualquer um que trabalhe em comunicação, por supuesto, quer ser bem entendido. Mas não existe comunicação sem ruído. Quando comecei, me diziam que os leitores não querem saber de muito senso crítico e de assuntos supostamente sérios. A maioria só quer saber de celebridades e diversões, e mesmo os que se interessam pelos temas leem com desatenção e palpitam com furor. (Até familiares me perguntam por que não escrevo um “best-seller”, como se fosse uma fórmula e, mais importante, como se eu quisesse.) Os que não me conhecem, portanto, imaginam que sou rabugento, que não dou gargalhada vendo Didi na TV, que não sei chutar bola, etc. Estão acostumados com “intelectuais” que não sabem dirigir, só escutam música erudita e olham os outros de cima para baixo. Ou com jornalistas que não falam mal da imprensa, paulistas que não falam mal de São Paulo (afora trânsito e violência) e jovens que acham que o mundo começou quando nasceram.
Me divirto muito com tudo isso e, principalmente, me sinto satisfeito quando me dizem que leram livros como Dois Irmãos, de Milton Hatoum, Desonra, de Coetzee, Reparação, de Ian McEwan, ou que “redescobriram” Machado porque instigados pelo que comentei. Ou que gostam justamente da mistureba de assuntos que faço aqui.Fonte Estadao/Daniel Piza
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TODAS e TODOS: YA!!!



domingo, 28 de marzo de 2010

Un craneo en la sombra

UN CRANEO EN LA SOMBRA

¿Dónde poner la cabeza?

Me dijeron:

—los pies sobre la tierra.

las alas en el viento

y las manos arriba!

¿Y la cabeza?

Se ha tejido teorías, se ha fabricado hipótesis:

—la cabeza debajo del sombrero

encima de los hombros;

al final del cogote;

detrás del mecapal;

bajo el cuchillo de la guillotina;

al encuentro de un tiro de pistola;

en medio de laureles;

bajo la lupa de un sicoanalista.

¡pero nunca en tus manos,

nunca en tu regazo,

nunca en la almohada, al lado de la tuya!

Y de no ser así

¿cómo justificarla?

ya no es bastante sólo decir:

gracias a ella existen las industria

de peines, de analgésicos, de anteojos,

libros y barberías,

los dentistas, los oculistas y los narizólogos

¡tanta gente viviendo de este redondo y complicado fruto!

Pero al final de cuentas

yo sólo estoy aquí preguntando una cosa:

si no es entre tus manos, si no es en tu regazo,

si no es sobre tu almohada, al lado de la tuya

¿dónde poner, entonces, la cabeza?
(Manuel Jose Arce)

Soledad broder

así es brother
paso de una soledad a otra
con un revólver en la mano
ríete y te dispararán en los ojos
dispara
y perderás el juicio
amar
es buscar pelea
(Javier Payeras)

Caruso .



Te voglio bene
Ma tanto tanto tanto bene,sai?

"La historia de la literatura española se ha parcelado demasiado"

Carles Geli

Una de las obras filológicas fundamentales de España en tres décadas ha sido dirigida por este profesor, escritor y crítico. Historia de la Literatura Española. Modernidad y nacionalismo 1900-1939 es el volumen que abre el proyecto

No creo que vuelva a escribir más sobre la Edad de Plata y menos obras de este empeño; quizá una biografía de Pío Baroja para 2012, pero poco más; el resto serán artículos o prólogos y homenajes". Podría ser la típica depresión posparto y más cuando se ha alumbrado un volumen de 800 páginas (Modernidad y nacionalismo 1900-1939), el que abre la Historia de la Literatura Española, de nueve tomos (Crítica), 6.500 páginas, que también ha coordinado. Pero quien conozca a José-Carlos Mainer (Zaragoza, 1944), inasequible al cansancio, lector compulsivo, sabe que el catedrático de Historia de la Literatura en la Universidad de Zaragoza, padre de la fusión de la historia de la literatura con la cultural, está hecho de la madera que le lleva ahora, desde su mullido sofá rojo con tapetes de punto blancos, a tomar ya notas barojianas y comentar aspectos de la literatura. En realidad, una manera de hablar de sí mismo.


PREGUNTA. En su postrera mirada a la Edad de Plata, ¿qué ha dejado de nuevo?

RESPUESTA. Básicamente, el balance global de Juan Ramón Jiménez que, gracias a los expedicionarios filólogos, han dado otra imagen del poeta desde 1982; también haber recuperado a Gabriel Miró y un engarce, vía nihilismo, entre Baroja y Antonio Machado en los años veinte.

P. ¿Se atreve, desde el epílogo, a nombrar a la santísima trinidad entre 1900 y 1930?

R. ¡Buf! Bueno: Juan Ramón, Valle-Inclán y, si me deja hacer pack, la generación del 27



(...)

P. Ensayo-novela también lo es Javier Cercas y su Soldados de Salamina o Anatomía de un instante.

R. Sí, marca la narrativa actual: el escritor entra en la realidad y se pinta ahí; aflora su intimidad, el individuo pasa por cosas que no entiende y sale la autoficción. Ahí está Kapuscinski, que no sé si fabuló o no, pero leí El imperio hace poco: soberbio; o el Ian MacEwan de Chesil Beach

... Pero es que Baroja y Pla ya hicieron eso en los sesenta.

Fuente Babelia/El País
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La Gran Literatura

Sobre el amor y la muerte


JOSÉ MARÍA GUELBENZU


Releer a Tolstói permite no perder de vista la Gran Literatura. En Anna Karénina, en la que el autor despliega su minucioso sentido de la narratividad, hay que adentrarse con el asombro y la admiración que producen las obras mayores. Una nueva traducción de la novela se añade a la publicación de sus obras en el año del centenario de su muerte


En este año del centenario de la muerte de Tolstói, nada más oportuno que una nueva traducción de la inmortal Anna Karénina para celebrarlo. Al término de la lectura que nos propone Alba, el lector agradece a Víctor Gallego un trabajo que ha debido dejarle exhausto. Últimamente han venido apareciendo varias ediciones de las obras de Tolstói, unas dedicadas al propio autor (los Diarios y la Correspondencia, en la editorial Acantilado) y otras de piezas cortas como Los cosacos (Atalanta) y Hadjí Murat (Verticales) y El cupón falso (Nórdica), a las que habría que añadir, como ediciones de referencia, los Relatos (Alba), la traducción de López Morillas de La muerte de Iván Ilich (Alianza), las Memorias de Sebastopol (Gredos), la versión completa de Resurrección (Pre-Textos) y, cómo no, Guerra y paz (del taller de Mario Muchnik).

Que Tolstói es un gigante de la novela no lo duda nadie, pero así como no conviene olvidarlo es absolutamente pertinente leerlo de vez en cuando para no perder de vista lo que es de verdad la Gran Literatura.
(...)

La perspicacia de Tolstói en el desarrollo psicológico de los personajes es una verdadera obra de arte. La mediocridad de Vronski, la sensibilidad y el deseo de Anna, la zozobra infantil de Kitty, la emotiva ingenuidad de Levin y su entereza ante el desaliento, el sometimiento de Dolly a su función de madre y esposa entregada y dolorosa, la alegre inconsciencia consciente del tarambana de Stepán Oblonski, la progresiva miseria moral de Alekséi Karenin, cuya frialdad acaba siendo pareja de su cobardía vital... nos llevan a una doble visión de la vida amorosa: si el amor es sobre todo carnal, está condenado a morir; si es un acuerdo de convicción, arrastra consigo una dependencia gravosa. Todo el mundo interior que se desprende de este planteamiento lo construye Tolstói con una habilidad de filigrana y cogiendo al toro por los cuernos, es decir, afrontando todos y cada uno de los problemas que suscitan sus personajes. La entereza del Tolstói escritor es tan grande como la del Tolstói persona y por eso su vida será tan violentamente compleja como la de sus personajes. Y el esfuerzo expresivo al que se somete para dar cima a su obra lo empuja hasta donde haga falta: al final de la séptima parte, con Anna Karénina perdida en sus pensamientos y en su propia desdicha, en la estación fatídica, Tolstói la hace hablar nada menos que en forma de monólogo interior cruzándolo con la presencia de lo exterior al pensamiento, de lo que sucede a su alrededor. El sueño de Virginia Woolf era el de situar la voz dentro de la mente, lo que consiguió al fin en el relato Mrs. Dalloway in Bond Street; Joyce lo pudo llevar aún más lejos por medio del stream of consciousness, pero asombra hallar esta experiencia en Tolstói, tan canónico en su escritura. Y es que en un creador de su talla no hay barreras ni costumbres que puedan oponerse a la libertad misma del acto creador.

Fuente El País

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Hora do Planeta.Copacabana


Fonte Estadao