sábado, 18 de agosto de 2012
Verao, leitores, trabalho e...minudencias
Marguerite Duras leía indiferente a las estaciones. Por principios, excluía el aire libre. Cuenta Alberto Manguel en Una historia de la lectura que la escritora consideraba la luminosidad característica del verano como una rival de la lectura: “Raras veces leo en playas o jardines. No se puede leer con dos luces al mismo tiempo, la luz del día y la del libro. Hay que leer con luz eléctrica, la habitación en sombras, solo la página iluminada”.
Si el ritual de Duras fuese universal, tal vez no habría libros veraniegos, los más buscados por lectores ocasionales que se reservan para las vacaciones (y su luminosidad característica). Casi todos los expertos en el asunto-libro —sean editores o libreros— distinguen dos tipos de lectores de verano. El profesional —contumaz, regular o fiel, como quieran denominarle— invierte este tiempo en obras densas a las que no puede dedicar la concentración que desea el resto del año. “Es el lector potente que aprovecha para disfrutar de La montaña mágica o el Ulises”, señala Joan Flores, de la librería catalana La Central.
(...)
En la América de clima tropical, recuerda Pilar Reyes, colombiana, nadie publica pensando en un tiempo que no existe: el de las vacaciones de verano.
Leia a integra aqui
Comento: Minha filha, que é demasiado jovem, me pergunta como é possivel que a Europa inteira possa entrar de férias. Me pergunta se no Brasil é também assim. Penso no Carnaval. E é só. Nao temos tempo nem paciencia para tantas férias coletivas...Nas Américas o trabalho é uma necessidade basica.
Lembro de um amigo comentando que em Sao Paulo nao se pergunta "Como vai voce?" mas " O que voce anda fazendo?" .Insistia o meu amigo que aí a idéia é que o homem se revela através da sua obra,do que que-hacer!
Eu disse trabalho e nao emprego! E concordo com o meu amigo. Aí fomos formados a partir da Crat de Pero Vaz de Caminha: " Em se plantandoi, tudo dá!"
Si el ritual de Duras fuese universal, tal vez no habría libros veraniegos, los más buscados por lectores ocasionales que se reservan para las vacaciones (y su luminosidad característica). Casi todos los expertos en el asunto-libro —sean editores o libreros— distinguen dos tipos de lectores de verano. El profesional —contumaz, regular o fiel, como quieran denominarle— invierte este tiempo en obras densas a las que no puede dedicar la concentración que desea el resto del año. “Es el lector potente que aprovecha para disfrutar de La montaña mágica o el Ulises”, señala Joan Flores, de la librería catalana La Central.
(...)
En la América de clima tropical, recuerda Pilar Reyes, colombiana, nadie publica pensando en un tiempo que no existe: el de las vacaciones de verano.
Leia a integra aqui
Comento: Minha filha, que é demasiado jovem, me pergunta como é possivel que a Europa inteira possa entrar de férias. Me pergunta se no Brasil é também assim. Penso no Carnaval. E é só. Nao temos tempo nem paciencia para tantas férias coletivas...Nas Américas o trabalho é uma necessidade basica.
Lembro de um amigo comentando que em Sao Paulo nao se pergunta "Como vai voce?" mas " O que voce anda fazendo?" .Insistia o meu amigo que aí a idéia é que o homem se revela através da sua obra,do que que-hacer!
Eu disse trabalho e nao emprego! E concordo com o meu amigo. Aí fomos formados a partir da Crat de Pero Vaz de Caminha: " Em se plantandoi, tudo dá!"
Grande Sertao:Veredas ou O que é um clássico
Grande Sertão: Veredas (cujo
subtítulo um dia foi O Diabo na Rua, no Meio do Redemunho)
implica uma culminância. É um livro que é muitos livros. É o relato-monólogo de
Riobaldo, que acredita ter feito um pacto com o Diabo, tem uma relação erótica
com um jovem que é como um querubim e um anjo da guarda e que ao fim se revela
mulher sem que a revelação apague a ambiguidade tática que permeia e absorve o
conjunto das situações. É uma recuperação e uma reelaboração do conto popular
que faz do Diabo um personagem mítico e uma espécie de divindade ao mesmo tempo
concreta e fugidia. É uma narração que recria o mito arcaico do homem que
enfrenta uma figura monstruosa ou um labirinto invisível. É um livro no qual se
desfazem as fronteiras entre o logos e a razão, entre uma forma de civilização e
uma forma de barbárie. É um livro que - como o Quixote cervantino - recria
criticamente, e pariodicamente, um arraigado gênero literário, e seus
personagens consuetudinários, próprios de certas terras brasileiras, e cujos
propósitos apontam para instigar o equívoco deliberado, a suspeita discernidora,
o simulacro como fundamento fantasmal.
A cadeia de livros possíveis exposta
nessas linhas tem apenas - se é que tem, cabe reconhecê-lo - uma modestíssima e
talvez impertinente utilidade retórica. A obra de Guimarães Rosa sucede graças à
sua incoerência e não a seu plano, a suas ambiguidades e não a suas explicações.
A obra é polissêmica e polifônica: escreve e apaga o que escreve, diz e nega o
que disse, constrói e destrói, uma voz é singular e também plural. A obra é,
simplesmente, trepidantemente, a história do "Diabo na rua, no meio do
redemunho"; ou, se assim se preferir, a história de "Deus e o Diabo na terra do
sol". A obra mostra, enfim, que "o sertão é do tamanho do mundo", que o "sertão
está em toda parte" que o "serão está dentro da gente". O sertão é uma metáfora
e um paradigma.
A verdade íntima de Grande Sertão: Veredas radica em ser uma
sequência móvel de espelhos que se replicam a si mesmos e a si mesmos se
comentam. Trata-se de um livro que se desloca e que, ao fazê-lo, fulgura com
poderes totêmicos; trata-se de um livro que, como todo grande livro, rompe suas
próprias fronteiras e se expande e cresce. Por isso, para nós, seus leitores
desde este nosso hoje, ele nos chega com uma espécie de alento profético voltado
para o passado e dali, desde uma nostalgia ancestral, nos projeta até o presente
e ainda, dali, nos fala.
Somos capazes de reconstruir, em suas páginas, um projeto literário com
objetivos claros e ambiciosos; somos capazes de vislumbrar em seus torrenciais
interiores abstratos uma razão crítica; somos capazes de averiguar uma trama
intricada de enigmas que se acrescenta a si mesma por superposição e que urde um
tecido ilusório intercambiável no qual o Diabo é Deus, o medo é valor, o destino
comunga com o livre-arbítrio, o amor direito com o amor torto, e no qual
Riobaldo e Diadorim e Clorinda são diversos e são o mesmo, jovens e velhos e sem
idade, machos e fêmeas e híbridos de uns e outras.
Somos capazes de todas essas leituras e de outras mais: somos capazes de
nos deixar enfeitiçar por uma magia feita de palavras e um desenho musical que
se confunde, reforçando-o, com o movimento dramático que habita nas páginas. E
somos capazes de aceder a um pathos trágico que é a grande aposta que governa o
livro. É um livro, então, que se torna memorável. Não é esse alto empreendimento
que define um clássico? Não é esse traço comum que vincula a Odisseia,
a Divina Comédia, o Quixote, The Waste Land? João
Guimarães Rosa, que ao fim de Grande Sertão: Veredas coloca, para
encerrá-lo e ao mesmo tempo iniciá-lo, o signo do infinito, sabia que estava
trabalhando para somar-se ao fluxo mítico onde habita o memorável. /
TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK
DANUBIO TORRES FIERRO É ESCRITOR E CRÍTICO LITERÁRIO, EDITOR DA
FONDO DE CULTURA ECONÓMICA NO BRASIL
Fonte Estadao.com.br
Leonardo da Vinci é o apostolo mais céptico da " Última Ceia"
Rafael se coló en su fresco tal vez más famoso, La escuela de Atenas. El maestro de Urbino aparece a la derecha, con un gorro negro, mirando hacia el espectador. Y Miguel Ángel también figura en su obra maestra, El juicio universal de la Capilla Sixtina, aunque solo sea en una piel desecha y deformada. En el fondo, dejar algo más que una firma para la eternidad era una opción frecuente y a la vez tentadora para los grandes creadores. Tanto que, según sugiere el estudioso Ross King, el propio Leonardo da Vinci también cayó presa del narcisismo: el británico sostiene que el maestro toscano se autorretrató en La última cena.
King, eso sí, insiste desde el principio en que la suya no es una “certeza categórica”, sino “una posibilidad”. Su castillo argumental se edifica principalmente sobre un fundamento algo sutil: un poema de aquel entonces de Gaspare Visconti. En sus versos, el hombre en cuestión se reía de un artista que tenía la costumbre de autorretratarse en sus cuadros. “Visconti y Da Vinci eran amigos, se conocían bastante bien. Y la broma solo tenía sentido y podía ser comprendida si referida a un pintor muy conocido”, cuenta King.
Para reforzar su hipótesis el estudioso subraya que el poema fue escrito en los mismos años en los que Leonardo terminó La última cena (1497-98), en una época, además, en la que ambos coincidieron en Milán a la corte de la noble familia de los Sforza.
En concreto, King cree que Leonardo escogió al apóstol Tomás para mostrar sus rasgos a las generaciones venideras. Primero, porque el poema de Visconti se refiere a un artista que donaba sobre todo “su mímica y sus acciones” a sus personajes. Y “el gesto más frecuente para representar a Leonardo era el dedo apuntando”, justo la postura de Tomás en La última cena.
La segunda razón es más bien filosófica: “Si Leonardo hubiera tenido que elegir un personaje, habría sido Tomás, ya que dudaba de todo”. Aunque en realidad, según King, el maestro no escogió solo al apóstol más escéptico. Santiago el menor también escondería un autorretrato de Leonardo: “Ambas figuras son extremadamente parecidas. La nariz grande, el pelo… Creo que usó el mismo modelo”.
Dos autorretratos de Da Vinci de un golpe. Bastante como para sacudir de polémicas por enésima vez el mundo del arte. Aunque lo cierto es que en la historia de King hay muchos si (si el poema de Visconti se refiere a Leonardo, si el maestro se retrató con el dedo apuntando, si Tomás y Santiago tienen el mismo modelo, etc…) y una sola certeza: el estudioso cuenta su hipótesis en un libro que va a sacar a la venta justo ahora. ¿Operación comercial? King se ríe: “Mire. Yo estaba en mi jardín y es usted quien me ha llamado. De todos modos, estoy interesado sobre todo en cómo reaccione la gente. A lo mejor ni siquiera contesta nadie. En el fondo sobre Leonardo hay una historia nueva cada dos días”.
He ahí una segunda certeza. El gran artista y sus creaciones fascinan desde hace siglos expertos y aficionados. Más aun, desde que se descubrió una nueva Gioconda y fue restaurada otra de sus obras maestras: Santa Ana. Sin embargo una niebla de misterio sigue cubriendo su vida, su arte, y hasta su rostro. “Lo más difícil para los que buscamos autorretratos de Leonardo es que no sabemos cómo era. Se pintó, muy probablemente, en la Adoración de los Magos, de los Uffizi. Y su alumno Francesco Melzi le retrató, de perfil, cuando ya estaba mayor. No hay más rastros de sus rasgos”, defiende King. Tal vez los haya en La última cena. O tal vez no. A falta de más indicios que un poema, háganle caso a San Tomás: duden de todo.
Fuente El país
PS O negrito é meu . Interessa-me a relaçao autor empírico- narrador-autor implicito
King, eso sí, insiste desde el principio en que la suya no es una “certeza categórica”, sino “una posibilidad”. Su castillo argumental se edifica principalmente sobre un fundamento algo sutil: un poema de aquel entonces de Gaspare Visconti. En sus versos, el hombre en cuestión se reía de un artista que tenía la costumbre de autorretratarse en sus cuadros. “Visconti y Da Vinci eran amigos, se conocían bastante bien. Y la broma solo tenía sentido y podía ser comprendida si referida a un pintor muy conocido”, cuenta King.
Para reforzar su hipótesis el estudioso subraya que el poema fue escrito en los mismos años en los que Leonardo terminó La última cena (1497-98), en una época, además, en la que ambos coincidieron en Milán a la corte de la noble familia de los Sforza.
En concreto, King cree que Leonardo escogió al apóstol Tomás para mostrar sus rasgos a las generaciones venideras. Primero, porque el poema de Visconti se refiere a un artista que donaba sobre todo “su mímica y sus acciones” a sus personajes. Y “el gesto más frecuente para representar a Leonardo era el dedo apuntando”, justo la postura de Tomás en La última cena.
La segunda razón es más bien filosófica: “Si Leonardo hubiera tenido que elegir un personaje, habría sido Tomás, ya que dudaba de todo”. Aunque en realidad, según King, el maestro no escogió solo al apóstol más escéptico. Santiago el menor también escondería un autorretrato de Leonardo: “Ambas figuras son extremadamente parecidas. La nariz grande, el pelo… Creo que usó el mismo modelo”.
Dos autorretratos de Da Vinci de un golpe. Bastante como para sacudir de polémicas por enésima vez el mundo del arte. Aunque lo cierto es que en la historia de King hay muchos si (si el poema de Visconti se refiere a Leonardo, si el maestro se retrató con el dedo apuntando, si Tomás y Santiago tienen el mismo modelo, etc…) y una sola certeza: el estudioso cuenta su hipótesis en un libro que va a sacar a la venta justo ahora. ¿Operación comercial? King se ríe: “Mire. Yo estaba en mi jardín y es usted quien me ha llamado. De todos modos, estoy interesado sobre todo en cómo reaccione la gente. A lo mejor ni siquiera contesta nadie. En el fondo sobre Leonardo hay una historia nueva cada dos días”.
He ahí una segunda certeza. El gran artista y sus creaciones fascinan desde hace siglos expertos y aficionados. Más aun, desde que se descubrió una nueva Gioconda y fue restaurada otra de sus obras maestras: Santa Ana. Sin embargo una niebla de misterio sigue cubriendo su vida, su arte, y hasta su rostro. “Lo más difícil para los que buscamos autorretratos de Leonardo es que no sabemos cómo era. Se pintó, muy probablemente, en la Adoración de los Magos, de los Uffizi. Y su alumno Francesco Melzi le retrató, de perfil, cuando ya estaba mayor. No hay más rastros de sus rasgos”, defiende King. Tal vez los haya en La última cena. O tal vez no. A falta de más indicios que un poema, háganle caso a San Tomás: duden de todo.
Fuente El país
PS O negrito é meu . Interessa-me a relaçao autor empírico- narrador-autor implicito
viernes, 17 de agosto de 2012
"Os ombros suportam o mundo"
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.( Drummond)
Da minha janela , em Milao,"os ombros suportam o mundo", como dizia o Drummond
Os Ombros Suportam o Mundo
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Carlos Drummond de AndradeChega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
Lusitania no Bairro Latino
Georges! anda ver meu país de romarias
E procissões!
Olha estas mocas, olha estas Marias!
Caramba! dá-lhes beliscões!
Os corpos delas, vê! são ourivesarias,
Gula e luxúria dos Manéis!
Têm orelhas grossas arrecadas,
Nas mãos (com luvas) trinta moedas, em anéis,
Ao pescoço serpentes de cordões,
E sobre os seios entre cruzes, como espadas,
Além dos seus, mais trinta corações!
Vá! Georges, faz-te Manel! viola ao peito,
Toca a bailar!
Dá-lhes beijos, aperta-as contra o peito.
Que hão-de gostar!
Tira o chapéu, silêncio!
Passa a procissão
Onde estão eles que não me vêm pintar?
(Antonio Nobre)
Paris, 1891-1892
Romaria de Nossa Senhora da Agonia
Viana do Castelo
17-08 a 20-08. Todos os dias .
Uma festa que acolhe milhares de visitantes numa Viana do Castelo enfeitada para a ocasião.
O desfile funciona como uma mostra dos trajes minhotos, acompanhados do ouro de Viana e dos tradicionais carros que recriam o quotidiano de outros tempos, mostrando o artesanato característico da região.
A romaria, integrada nas Festas da Cidade, é fruto de uma devoção antiga dos pescadores à Virgem, a quem pediam auxílio nas horas de maior aflição.
Fonte Publico.pt
E procissões!
Olha estas mocas, olha estas Marias!
Caramba! dá-lhes beliscões!
Os corpos delas, vê! são ourivesarias,
Gula e luxúria dos Manéis!
Têm orelhas grossas arrecadas,
Nas mãos (com luvas) trinta moedas, em anéis,
Ao pescoço serpentes de cordões,
E sobre os seios entre cruzes, como espadas,
Além dos seus, mais trinta corações!
Vá! Georges, faz-te Manel! viola ao peito,
Toca a bailar!
Dá-lhes beijos, aperta-as contra o peito.
Que hão-de gostar!
Tira o chapéu, silêncio!
Passa a procissão
E a procissão passa. Preia-mar de povo!
Maré-cheia do Oceano Atlântico!
O bom povinho de fato novo,
Nas violas de arame soluça, romântico,
Fadinhos chorosos da su'alma beata.
Maré-cheia do Oceano Atlântico!
O bom povinho de fato novo,
Nas violas de arame soluça, romântico,
Fadinhos chorosos da su'alma beata.
(...)
Qu'é dos Pintores do meu país estranho,Onde estão eles que não me vêm pintar?
(Antonio Nobre)
Paris, 1891-1892
Romaria de Nossa Senhora da Agonia
Viana do Castelo
17-08 a 20-08. Todos os dias .
Uma festa que acolhe milhares de visitantes numa Viana do Castelo enfeitada para a ocasião.
O desfile funciona como uma mostra dos trajes minhotos, acompanhados do ouro de Viana e dos tradicionais carros que recriam o quotidiano de outros tempos, mostrando o artesanato característico da região.
A romaria, integrada nas Festas da Cidade, é fruto de uma devoção antiga dos pescadores à Virgem, a quem pediam auxílio nas horas de maior aflição.
Fonte Publico.pt
jueves, 16 de agosto de 2012
Amadis de Gaula e Quijote
"Quero, Sancho, que saibas que o famoso Amadis de Gaula foi um dos mais
perfeitos cavaleiros andantes. Não disse bem foi um; foi o único, o
primeiro, o mais cabal, e o senhor de todos quantos em seu tempo no mundo houve.
(...) Quando qualquer pintor quer sair famoso em sua arte, não procura imitar os
originais dos melhores pintores de que há notícia? Esta mesma regra se observa
em todos os mais ofícios ou exercícios de monta com que se adornam as
repúblicas. Assim o há-de fazer, e faz, quem aspira a alcançar nomeada de
prudente e sofrido, imitando a Ulisses, em cuja pessoa e trabalhos nos pinta
Homero um retrato vivo de prudência e sofrimento, como também nos mostrou
Virgílio na pessoa de Eneias o valor de um filho piedoso e a sagacidade de um
valente e entendido capitão, não pintando-os ou descrevendo-os como eles foram,
mas sim como deviam ser, para deixar exemplos de suas virtudes aos homens da
posteridade. Deste mesmo modo Amadis foi o norte, o luzeiro, e o sol dos
valentes e namorados cavaleiros, a quem devemos imitar, todos os que debaixo da
bandeira do amor e da cavalaria militamos. Sendo pois isto assim, como é, acho
eu, Sancho amigo, que o cavaleiro andante, que melhor o imitar, mais perto
estará de alcançar a perfeição da cavalaria." (5)
Stendhaliana - Opere presenti nella raccolte della Biblioteca Centrale
- Arrigo Beyle, milanese. In "Revue Bleue", n. 13, 26 septembre 1903, pp. 407-410
(Segn.: MSS FSB B083 [Cat. FSB 960]; www.digitami.it)
- Arrigo Beyle, milanese. Incisioni di Luca Crippa. Introduzione e note di Gian Franco Grechi, Milano, F. Sciardelli, 1983
(Segn.: EX Q 80; www.digitami.it)
BARBIERA, Raffaello
- Stendhal in Italia e Matilde Dembowsky. In R. Barbiera. Figure e figurine del secolo che muore, Milano, Treves, 1899, pp. 29-70
(Segn.: J 74-4; STEND.RSP.0802)
BÉDARIDA, Henri
- Le souvenir de Stendhal à Milan. In "Études italiennes", n. 2, avril-juin 1931, pp. 128-129
(Segn.: MSS RSP 581)
BEZZOLA, Guido
- La vita quotidiana a Milano ai tempi di Stendhal. Milano, Biblioteca Universale Rizzoli, 1991
(Segn.: GEN H 1747)
___________________________________________________________________________________________________________
Bibliografia redatta dal Centro Stendhaliano
Illustrazioni di Alberto Rebori
Per informazioni: C.BiblioCentraleStendhal@comune.milano.it
www.digitami.it/stendhal/
Aggiornamento: febbraio 2011 2
BOTTACIN, Annalisa - Monsieur de Stendhal "Milanese". In A. Bottacin, Stendhal labirinto dell’illusione. Chieti, Solfanelli, 1992, pp. 27-43 (Segn.: GEN G 1145) CELONA, Toti - Scrittori e architetti nella Milano napoleonica. Toti Celona, Elisa e Leonardo Mariani Travi. Milano, Silvana editoriale, 1983 (Segn.: R CONS 1328) COLLET, Annie - Stendhal et Milan. De la vie au roman. Paris, J. Corti, 1986-1987, 2 v. (Segn.: GEN M 4924) DOLLOT, René. - Les logis de Stendhal à Milan. In "Études italiennes", n. 2, avril-juin, 1935, pp. 145-162 (Segn.: MSS RSP 528) - Sur les pas de Stendhal à Milan. In "Letterature moderne", n. 4, luglio-agosto 1952, pp. 412-421 (Segn.: N PER 116; MSS RSP 527) GRECHI, Gian Franco - Anciens et nouveaux liens de Stendhal avec Milan. In "Le Naville. Périodique trimestriel de langue française", n. 15, mars 1976, pp. 17-20 (www.digitami.it) GRIECO, Giuseppe - Stendhal passava le notti sotto le finestre di Matilde. In "Grazia. La Rivista della donna italiana", n. 796, 20 maggio 1956, pp. 24-25 (Segn.: S PER 593) HENRI Beyle milanese di Grenoble. In "Il Giardino di Esculapio", n. 4, dicembre 1958, pp. 5-28 (Segn.: MSS RSP 542) MADINI, Pietro - Stendhal a Milano e il Casino degli Andeghee. 1783-1933. Milano, Società del Giardino, 1933 (Segn.: STEND.RSP.0911) MARTINEAU, Henri - Métilde le grand amour de Stendhal. In "Les Nouvelles littéraires", 30 août 1951, pp. 1-2 (Segn.: MSS RSP 650) "La MARTINELLA di Milano", fasc. II-III, febbraio-marzo 1980, numero speciale dedicato a Stendhal (Segn.: R PER 447) MIGLIORETTO, Mario - Stendhal, il Milanese di Grenoble. In "La Martinella di Milano", n. 35, novembre 1987, pp. 4-39 (Segn.: R PER 447) 3
MILANO con gli occhi di Stendhal. Disegni, acquerelli, dipinti presentati da Vittorio Sgarbi. Milano, Galleria Elle, 1983
(Segn.: MIN O 213)
La MILANO di Stendhal. Luoghi personaggi libri e documenti di Henri Beyle milanese. A cura di Guido Bezzola. Milano, Comune di Milano, 1980
(Segn.: N CONS 9578; www.digitami.it)
PILLEPICH, Alain
- Nouvelles précisions sur Stendhal et Milan. In "Stendhal Club", n. 131, 15 avril 1991, pp. 199-204
(Segn.: N PER 2763)
- Stendhal à Milan. Précisions topographiques. In "Stendhal Club", n. 129, 15 octobre 1990, pp. 8-13
(Segn.: N PER 2763)
PINCHERLE, Bruno - In compagnia di Stendhal. Milano, All’insegna del pesce d’oro, 1967 (Segn.: L COLL 952-1-1; STEND.RSP.2748) REBORI, Alberto - Stendhal a Milano. [Testo e disegni di] Alberto Rebori. Milano, Biblioteca Comunale, 2006 (Segn.: GEN L 48739; GEN L 48360) STENDHAL a Milano. In "Omnibus", 15 ottobre 1938, p. 4 (Segn.:K ATLA PER.2 BIS THES; MSS RSP 677) STENDHAL e Milano. Atti del 14° Congresso internazionale stendhaliano tenuto a Milano nel 1980. Firenze, L.S. Olschki, 1982, 2 v. (Segn.: O CONS 1007-168) STENDHAL et Milan. In "Stendhal Club", n. 87, 15 mars1980, numero speciale (Segn.: N PER 2763) STENDHAL - A Milano e sui laghi lombardi con Stendhal. Con testi originali di Stendhal. Presentazione di Diego Valeri. Milano, Grafprint, 1959 (Segn.: R CONS 377-2; STEND.RSP.2740) - Diario del Viaggio in Brianza (agosto 1818). Prefazione di Valentina Marchesi. In appendice Il Forestiere in Italia. [s.l.], i libri di brianze, 2009 (Segn.: GEN J 9207) - Il forestiere in Italia. Milano, Amici della Scala, 2006 (Segn.: GEN L 43158) - Milano. Architettura e musica. A cura di Maria Antonietta Crippa. Napoli, A. Guida, 1994 (Segn.: GEN G 1357) - Piccola guida per il viaggio in Italia (1828) partendo da Parigi e rientrando per la Svizzera e Strasburgo. A cura di Annalisa Bottacin. Milano, La vita felice, 1998 (Segn.: GEN G 2471) - Rome, Naples et Florence en 1817. Paris, Delaunay, Pelicier, 1817 (Segn.: STEND.FSB.0871; STEND.RSP.2663; www.digitami.it) - Rome, Naples et Florence. Paris, Delaunay, 1826, 2 v. leg. in 1 (Segn.: STEND.FSB.0866-1-2; STEND.RSP.2506-1-2; STEND.RSP.2644-1-2; www.digitami.it) 4
- Roma, Napoli e Firenze nel 1817, prefazione e note di Bruno Maffi e Ferrante Palla [Bruno Pincherle]. Milano, V. Bompiani, 1943; 2a ed. 1977
(Segn.: L COLL 24-27; STEND.RSP.2621; STEND.RSP.2627; www.digitami.it) - Roma, Napoli e Firenze. Viaggio in Italia da Milano a Reggio Calabria, prefazione di Carlo Levi. Roma [etc.], Laterza, 1990
(Segn.: GEN L 6931; www.digitami.it) - Roma, Napoli e Firenze. Introduzione di Massimo Colesanti. Firenze, le lettere, 2002 (Segn.: DOC S 455-1) - Viaggio in Italia (1801-1818). Con una introduzione di P. Paolo Trompeo. Milano, Roma, Rizzoli, [1942] (Segn.: J COLL 5-17; STEND.RSP.2562; www.digitami.it) - Viaggio in Italia partendo da Parigi e ritornandovi attraverso la Svizzera e Strasburgo. Itinerario e note dettate da Henri Beyle (Stendhal). Postfazione di Lionello Sozzi. Milano, Tranchida, 1987 (Segn.: M VAR 8802) TROMPEO, Pietro Paolo - Nell'Italia romantica sulle orme di Stendhal. Roma, Leonardo da Vinci, 1924 (Segn.: M CONS 976) ZALIANI, Agostino - Joli Milan. Luoghi della Milano di Stendhal. Incisi all'acquaforte da Agostino Zaliani; presentazione di Guido Bezzola. Milano, s.n., 1983 (Segn.: T EX 104) ZEZZOS, Rossano - Vita milanese di Stendhal. In "Milano. Rivista mensile del Comune di Milano", novembre 1931, pp. 595-599 (Segn.: T PER 4 )
DOCUMENTARI
SCRITTORI stranieri a Milano : Stendhal / regia di Egidio Bertazzoni ; a cura di
Raoul Bozzi. Italia, RAI, 1981. [Videocassetta]
(Segn.: VCR A 81/1)
VISSE, scrisse, amò : Milano e Stendhal duecento anni dopo / testo di Gian Franco Grechi ; regia di E. Bertazzoni. Italia, RAI, 1984. [Videocassetta]
(Segn.: VCR A 84/17)
miércoles, 15 de agosto de 2012
Lobo Antunes, experiencias iluminadoras e o sentido da vida. Sempre ele!
martes 17 de junio de 2008
..."uma tal vitória sobre aquilo que é reles"
"Há quem diga que Strauss é um compositor superficial, que não se compara com Bach, com Beethoven, etc., mas, caramba, há nele uma tal explosão de vida, uma tal vitória sobre aquilo que é reles, sobre aquilo que é perecível... Quando tocam aquela marcha, começas a perguntar-te, como nos Evangelhos: «Morte, onde está a tua vitória?»" (Lobo Antunes)
Comento: Re- Copio um antigo post porque seis sempre dá em meia dúzia....
..."uma tal vitória sobre aquilo que é reles"
"Há quem diga que Strauss é um compositor superficial, que não se compara com Bach, com Beethoven, etc., mas, caramba, há nele uma tal explosão de vida, uma tal vitória sobre aquilo que é reles, sobre aquilo que é perecível... Quando tocam aquela marcha, começas a perguntar-te, como nos Evangelhos: «Morte, onde está a tua vitória?»" (Lobo Antunes)
Comento: Re- Copio um antigo post porque seis sempre dá em meia dúzia....
Experiencias iluminadoras , fragmentos da existencia que por um momento fazem parecer que as peças se encaixam outra vez
No deberíamos nunca dejar de asombrarnos de que exista el ser y no la nada, porque, como dice Fernando Savater, la muerte nunca podrá arrebatarnos la victoria de haber vivido. Además, a veces uno conoce experiencias iluminadoras —pasión, ternura, belleza sorprendida, epifanías de la vida cotidiana— en las que pareciera que se eleva en éxtasis por sobre los fragmentos de la existencia y se proyecta a una totalidad de significado en la que por un momento las piezas parecen encajar otra vez.
(...)
Pero el secreto último, amigo mío, para aprender a reconciliarse con la imperfección está en descubrir que no existe en este mundo nuestro algo así como un “sentido de la vida” que pueda comprenderse intelectualmente y escribirse en un papel como la fórmula de la Coca-Cola; este mundo no tiene solución teórica, sino sólo una salida pragmática: el placer que Aristóteles asoció al mero ejercicio de las potencias, o la dicha que produce al tenista jugar al tenis, y al hombre… ser hombre. Porque sí.
Como esa rosa sin porqué a la que simplemente le gusta ser rosa.
Leia a íntegra, aqui
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Pero el secreto último, amigo mío, para aprender a reconciliarse con la imperfección está en descubrir que no existe en este mundo nuestro algo así como un “sentido de la vida” que pueda comprenderse intelectualmente y escribirse en un papel como la fórmula de la Coca-Cola; este mundo no tiene solución teórica, sino sólo una salida pragmática: el placer que Aristóteles asoció al mero ejercicio de las potencias, o la dicha que produce al tenista jugar al tenis, y al hombre… ser hombre. Porque sí.
Como esa rosa sin porqué a la que simplemente le gusta ser rosa.
Leia a íntegra, aqui
martes, 14 de agosto de 2012
Stendhal em Milano / Stendhal e a nossa época
Henri Beyle, o romancista Stendhal, atuava no corpo diplomático de Milão.Em 1818 ele tomou-se de grande paixão por Matilde Viscontini, ex-mulher de um oficial polonês de nome Dembowski, que havia servido Napoleão e de quem se achava separada. Stendhal, entretanto, nao foi correspondido. O romancista escreveu entao o seu ensaio De l'Amour (Do Amor), confessando que escrevia "para meditar sobre sua própria conduta [...] para diminuir a influência das paixões sobre os julgamentos que devem ser feitos."
Do amor é a um só tempo uma fisiologia da paixão e uma confissão íntima . A idéia mestra desta obra, e que se tornaria célebre é aquela da "cristalização amorosa": a pessoa apaixonada cristaliza-se, isto é, fica paralisada, perde a habilidade de agir e raciocinar, sobretudo em presença do ser amado.
xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Leia aqui um ensaio de Robert André, na Colóquio Letras, sobre a modernidade da escrita stendhaliana.
Do amor é a um só tempo uma fisiologia da paixão e uma confissão íntima . A idéia mestra desta obra, e que se tornaria célebre é aquela da "cristalização amorosa": a pessoa apaixonada cristaliza-se, isto é, fica paralisada, perde a habilidade de agir e raciocinar, sobretudo em presença do ser amado.
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Leia aqui um ensaio de Robert André, na Colóquio Letras, sobre a modernidade da escrita stendhaliana.
lunes, 13 de agosto de 2012
La vida social y individual y la esclerosis de un modelo
“Puede que tengan dos meses de vacaciones obligadas por el Gobierno, pero tienen más impuestos y más paro”.
“En el Estado del Bienestar al estilo europeo, los impuestos altos, el sector público grande y el desempleo de dos dígitos se convierten en un modo de vida. La pasividad a la que este tipo de vida anima significa que la mayoría de la gente abandona el derecho a la autosuficiencia, dejando a expertos burócratas y a líderes políticos el control de cada aspecto de la vida individual y social”.
(Paul Ryan) Fuente El mundo.es
“En el Estado del Bienestar al estilo europeo, los impuestos altos, el sector público grande y el desempleo de dos dígitos se convierten en un modo de vida. La pasividad a la que este tipo de vida anima significa que la mayoría de la gente abandona el derecho a la autosuficiencia, dejando a expertos burócratas y a líderes políticos el control de cada aspecto de la vida individual y social”.
(Paul Ryan) Fuente El mundo.es
O melhor livro segundo Félix de Azúa
En cuanto al mejor libro de todos cuantos se han escrito, no me cabe ninguna duda, es la Recherche du Temps Perdu de Marcel Proust. Debería añadir que es el mejor libro nunca escrito para nosotros. Creo obligado añadir que no es el más indicado, por ejemplo, para un monje toscano del siglo XIII o para un macedonio del tercero antes de Cristo. Ni siquiera para un devoto islamista de nuestros días, aunque nunca se sabe, a lo mejor se curaba.
Resumiendo, si lo que el aficionado anda buscando es aquello que cada uno de nosotros debería saber antes de morir, todo se encuentra en el libro de Proust, el cual, lejos de ser una "novela", como suele catalogarse, es, muy al contrario, el ensayo más sabio escrito por la inteligencia más penetrante del siglo XX. En sus seis mil páginas se encuentra la totalidad del saber humano llamado "moderno" y buena parte del antiguo, o sea, la percepción sensible de las cosas, el sentimiento de pertenencia a la especie, las relaciones amorosas con las personas mayores, la dependencia materna, el amor de las muchachas en flor, la grandeza y la gloria de los nobles, la ambición social de los plebeyos, la sexualidad en todas sus manifestaciones, las tiernas perversiones, los peligros de la depravación, el irresistible ascenso de los mediocres, la inevitable tragedia de los mejores, las patéticas parejas desiguales, los celos activos y retroactivos, la destrucción del ser amado, el progreso del envejecimiento, la imparable decadencia, el dolor y la muerte en vida, los viejos sin amor, la aniquilación.
En realidad también trata sobre la estructura del tiempo, los trampantojos de la espacialidad, las paradojas de la lingüística, la inseguridad de la etimología, el lujo de la matemática, la gran técnica sartorial, en fin, de innumerables cosas y asuntos que sería inútil tratar de catalogar porque lo propio de este libro es ser inagotable y aunque su asimilación (un poco seria) ocupa entre cuatro y seis meses de lectura diaria, debe volverse sobre él cada veinte años si uno tiene la suerte de contar con varios veinte años de renta vital. Si no, entonces por lo menos una vez hay que leerlo como quien lee su sentencia de muerte. Para decirlo a la manera francesa: si no se lee, uno corre el peligro de morir idiota.
Fonte Blog de Félix de Azúa
Leia a íntegra aqui
domingo, 12 de agosto de 2012
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