sábado, 20 de octubre de 2012
A poesia é uma busca da identidade
Quando começo a escrever um poema nunca sei o que vou dizer. O Eliot fala de um ser informe que se pergunta a si mesmo: "O que virei eu a ser?" O Paul Claudel diz que sente qualquer coisa nele que se quer transformar em palavras. A poesia é uma busca da identidade, ou seja, de coincidência. Na busca dessa coincidência, é natural que cada um de nós construa uma narrativa, construa um passado. Os poemas sobre a infância são uma tentativa desesperada de construir um passado onde possa regressar, onde possa encostar a cabeça. Mas isso é comum a todos os seres humanos, quer tenham uma existência nómada, como foi a minha, quer tenham uma existência sedentária - a tentativa desesperada de se encontrar a si mesmos, de coincidir com o rosto que vêem diante do espelho. Não sei como é que hei-de explicar isto...
Fonte Publico.pt
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Farewell Happy Fields
"Agora, se o telefone tocar, diz que não estou./ Estávamos a precisar de solidão,/ de silêncio, de geometria,/ e as nossas lágrimas de uma grande razão./ Agora que não estou/ tudo o que passou/ sou eu regressando." (Manuel Antonio Pina ,1943-2012)
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jueves, 18 de octubre de 2012
miércoles, 17 de octubre de 2012
Documentário sobre Brennand é destaque na Mostra de Cinema
RECIFE - Francisco Brennand passa todos os seus dias na antiga fábrica de
cerâmica herdada de seu pai, no bairro da Várzea do Capibaribe do Recife. O
local foi transformado por ele, desde 1971, em sua oficina; mais do que isso, em
um templo para sua arte. Esculturas de abutres, seus Pássaros Rocca,
formam uma grande fileira de sentinelas no alto da cidadela do artista - abaixo
deles, mulheres, homens e animais feitos em cerâmica, sempre a partir de uma
raiz fálica, sexualizada e mitológica, povoam toda a área da Oficina Brennand.
Há ainda ovos esculpidos pelo chão; um galpão chamado "Accademia", dedicado às
pinturas; excertos literários de Borges, Carlo Levi e de Eclesiastes transcritos
em painéis de cerâmica; imagens de santos e símbolos de Oxossi; fornos, fontes e
um lago; cisnes negros selvagens perambulando por jardins projetados pelo
paisagista Burle Marx. "Isso parece o Egito", disse um taxista a Brennand, anos
atrás. "Senti que ele estava à procura de um equivalente da palavra mistério",
conta o artista, que naquela época ainda estava no meio do processo de
transformar as ruínas da Cerâmica São João em seu "projeto sem volta", sua obra
de vida.
...
Brennand rejeita o que seria uma vertente de brasilidade popular em sua obra. Suas fontes são a antiguidade, a literatura, a mitologia arcaica. "A obra de arte é em parte um artifício e tem outra parte que nós desconhecemos. Desde a pré-história, o homem tinha que produzir e se reproduzir; a reprodução é o equivalente da imortalidade e esse é um dos temas da minha arte", define. "O ovo é um emblema da imortalidade. As coisas se reproduzem a partir do ovo, o universo e a natureza se reproduzem, tudo é como se fosse a história de um imenso desejo", completa, chamando a atenção para o caráter sexualizado de sua produção.
Entre mistérios e desejos, pinturas que muitas vezes retratam mulheres que posaram para ele em um beco contruído na Oficina - e até as figuras femininas mitológicas e trágicas falam de paixões e infortúnios -, Brennand, de alguma maneira, sente-se só. "Falo no filme, eu não era visitado por ninguém, meu pai vinha aqui esporadicamente e à procura de ver o que eu estava fazendo, encantado, mas sem dizer nada do que estava sentindo, porque a geração dele tinha um pudor dos sentimentos. Recife estava se lixando para o que eu estava fazendo. Era como se eu tivesse morrido, não aparecia, não fazia exposições, e quem se faz de morto é enterrado."
...
E há o medo de que sua cidadela possa ser invadida como Pernambuco foi pelos holandeses - daí os abutres-sentinelas cercam seu templo e ele criou, entre 1961 e 1962, o painel da Batalha dos Guararapes - ou possa ser desmembrada e destruída depois de sua morte.
Fonte Estadao.com.br
...
Brennand rejeita o que seria uma vertente de brasilidade popular em sua obra. Suas fontes são a antiguidade, a literatura, a mitologia arcaica. "A obra de arte é em parte um artifício e tem outra parte que nós desconhecemos. Desde a pré-história, o homem tinha que produzir e se reproduzir; a reprodução é o equivalente da imortalidade e esse é um dos temas da minha arte", define. "O ovo é um emblema da imortalidade. As coisas se reproduzem a partir do ovo, o universo e a natureza se reproduzem, tudo é como se fosse a história de um imenso desejo", completa, chamando a atenção para o caráter sexualizado de sua produção.
Entre mistérios e desejos, pinturas que muitas vezes retratam mulheres que posaram para ele em um beco contruído na Oficina - e até as figuras femininas mitológicas e trágicas falam de paixões e infortúnios -, Brennand, de alguma maneira, sente-se só. "Falo no filme, eu não era visitado por ninguém, meu pai vinha aqui esporadicamente e à procura de ver o que eu estava fazendo, encantado, mas sem dizer nada do que estava sentindo, porque a geração dele tinha um pudor dos sentimentos. Recife estava se lixando para o que eu estava fazendo. Era como se eu tivesse morrido, não aparecia, não fazia exposições, e quem se faz de morto é enterrado."
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E há o medo de que sua cidadela possa ser invadida como Pernambuco foi pelos holandeses - daí os abutres-sentinelas cercam seu templo e ele criou, entre 1961 e 1962, o painel da Batalha dos Guararapes - ou possa ser desmembrada e destruída depois de sua morte.
Fonte Estadao.com.br
Da série Acho Chic
Esta pintura em vitrine de moda outonal observada por duas lindas meninas bem poderia fazer parte da série Acho Chic, de Ines Carvalho.
martes, 16 de octubre de 2012
educacao europeia
"Crear puestos de trabajo per se no va a ayudarnos a salir de la crisis", indicaron los autores, para quienes, "Europa debe formar a jóvenes con competencias profesionales adecuadas, con experiencia previa y con capacidad de adaptación a las nuevas tecnologías".
Fuente El Mundo.es
Fuente El Mundo.es
For Once in my life live
Tony Bennet canta no Rio no dia 29 de novembro, e em São Paulo nos dias 1º e 2 de dezembro, no Via Funchal.
domingo, 14 de octubre de 2012
El sueño de la razón romántica
Los pintores románticos fueron algo más que iluminados con pose de dandy que dedicaron sus días a observar paisajes asombrosos con la melena al viento y el mentón en el aire. Caminaron por la vida como visionarios torturados por las fuerzas oscuras, que indagaron en los abismos de la condición humana a través de un interés desmedido por lo tenebroso, lo grotesco y lo fantasmagórico. Así lo descubre la exposición Schwarze Romantik (“Romanticismo negro”), inaugurada en el Museo Städel de Fráncfort, que hasta el 20 de enero permite explorar la agonía existencial de los artistas del periodo, así como la de precursores y herederos de su legado, a través de más de 200 obras de pintores como Goya, Blake, Delacroix, Géricault, Friedrich, Klee, Magritte o Munch.
Más que propensos al autoengaño, los románticos fueron individuos desencantados por el contexto histórico en el que les tocó vivir. “La desilusión que sucedió a la Revolución Francesa y la desconfianza en los criterios que habían guiado la Ilustración despertaron un gran interés por lo oscuro. Nuestro objetivo es alejarnos de los estereotipos sobre el Romanticismo para descubrir la auténtica identidad de un movimiento que se define por la obsesión por miedos y pesadillas”, explica el comisario de la muestra, Ingo Borges, desde este museo situado a la orilla del Meno y poseedor de una de las mayores colecciones de arte de Alemania. El centro, que acaba de ampliar su espacio de exposiciones, intenta revitalizar el interés por una ciudad más conocida como capital de la prima de riesgo que por el atractivo de su oferta cultural.
Los románticos fueron individuos desencantados por el contexto histórico en el que les tocó vivir
En una Europa todavía más removida que la de hoy, asolada por las guerras napoleónicas y fracturada por la desaparición de los sistemas de organización política conocidos hasta entonces –con el absolutismo se vivía mejor, debieron de pensar algunos—, los románticos amanecieron obcecados por la amenaza invisible de los espectros nocturnos. En la grieta aparecida entre un pasado por olvidar y un futuro desdibujado, los pintores nunca entendieron “si estaban caminando sobre una semilla o un desecho”, como dejaría dicho el escritor romántico Alfred de Musset. La idea de la muestra consiste en aplicar a la pintura la teoría del “Romanticismo oscuro” formulada por el crítico literario Mario Praz, quien describió a los poetas del periodo como seres fascinados por “la idea del horror como fuente de goce y belleza”, que decidieron escarbar en los bajos impulsos que el decoro del siglo anterior había logrado reprimir.
El sueño de la razón ilustrada, como diría Goya, produjo monstruos. Retratista de múltiples escenas de tortura, mutilación y canibalismo –“tristes presentimientos de lo que ha de acontecer”, como reza uno de sus Caprichos—, aparece presentado como padre fundador de esta inclinación por las tinieblas. Resultó tan influyente como Fuseli, que iba para pastor protestante, pero también sería abducido por las fuerzas del mal. La pesadilla, cuadro que da una bienvenida poco cálida a esta exposición de luz tenue y paredes grises, generó estupor y temblores en su época, cuando las damas de salud frágil fueron invitadas a mantenerse a una distancia prudencial del lienzo.
El erotismo mórbido que encerraba su obra sería muy imitado en los siglos posteriores. Ectoplasmas de rasgos femeninos, cadáveres con un halo virginal y femmes fatales enviadas por el diablo se multiplicaron en la pintura, así como mitos clásicos, medievales o isabelinos de comportamiento no siempre digno –de Fausto a Hamlet y de Medea a Lady Macbeth— a quienes los pintores adoptaron en “una búsqueda perpetua de antihéroes con los que poder identificarse”, como apunta Borges. Gran figura del Romanticismo alemán, Caspar David Friedrich ocupa otra de las salas. Conocido por sus panorámicas compatibles con el merchandising museístico, su obra encierra en realidad bosques encantados, veleros fantasma y cementerios nebulosos, supuestos efectos del trauma de haber visto fallecer a un hermano que todavía no gateaba, hundido en un estanque invernal.
El fin del mundo, fantasía masoquista en la que reincidimos como sociedad cada vez que llega un cataclismo, también aparece ampliamente representado en cielos rojizos que anuncian lo peor, de Thomas Cole a Salvador Dalí. La llegada del simbolismo y de las vanguardias no dejó al arte libre de estas obsesiones malsanas, como demuestra la obra de Max Ernst. A los surrealistas, la negra introspección romántica les sirvió de portal de acceso a un mundo ajeno a la realidad física. El nacimiento del cine pronunciaría todavía más esta predisposición a lo oscuro. Como demuestra la exposición, F.W. Murnau, Fritz Lang y James Whale calcaron en sus encuadres a Friedrich, Fuseli o Wiertz. La exposición se detiene en los años cuarenta. No le habría costado demasiado seguir adelante, hasta describir una cultura que ya ha marcado en el calendario la fecha del próximo apocalipsis, mientras venera a heroínas adolescentes de tez mortecina y prefiere no numerar, por pura superstición, la planta 13 de los rascacielos.
Fuente El pais
Más que propensos al autoengaño, los románticos fueron individuos desencantados por el contexto histórico en el que les tocó vivir. “La desilusión que sucedió a la Revolución Francesa y la desconfianza en los criterios que habían guiado la Ilustración despertaron un gran interés por lo oscuro. Nuestro objetivo es alejarnos de los estereotipos sobre el Romanticismo para descubrir la auténtica identidad de un movimiento que se define por la obsesión por miedos y pesadillas”, explica el comisario de la muestra, Ingo Borges, desde este museo situado a la orilla del Meno y poseedor de una de las mayores colecciones de arte de Alemania. El centro, que acaba de ampliar su espacio de exposiciones, intenta revitalizar el interés por una ciudad más conocida como capital de la prima de riesgo que por el atractivo de su oferta cultural.
Los románticos fueron individuos desencantados por el contexto histórico en el que les tocó vivir
En una Europa todavía más removida que la de hoy, asolada por las guerras napoleónicas y fracturada por la desaparición de los sistemas de organización política conocidos hasta entonces –con el absolutismo se vivía mejor, debieron de pensar algunos—, los románticos amanecieron obcecados por la amenaza invisible de los espectros nocturnos. En la grieta aparecida entre un pasado por olvidar y un futuro desdibujado, los pintores nunca entendieron “si estaban caminando sobre una semilla o un desecho”, como dejaría dicho el escritor romántico Alfred de Musset. La idea de la muestra consiste en aplicar a la pintura la teoría del “Romanticismo oscuro” formulada por el crítico literario Mario Praz, quien describió a los poetas del periodo como seres fascinados por “la idea del horror como fuente de goce y belleza”, que decidieron escarbar en los bajos impulsos que el decoro del siglo anterior había logrado reprimir.
El sueño de la razón ilustrada, como diría Goya, produjo monstruos. Retratista de múltiples escenas de tortura, mutilación y canibalismo –“tristes presentimientos de lo que ha de acontecer”, como reza uno de sus Caprichos—, aparece presentado como padre fundador de esta inclinación por las tinieblas. Resultó tan influyente como Fuseli, que iba para pastor protestante, pero también sería abducido por las fuerzas del mal. La pesadilla, cuadro que da una bienvenida poco cálida a esta exposición de luz tenue y paredes grises, generó estupor y temblores en su época, cuando las damas de salud frágil fueron invitadas a mantenerse a una distancia prudencial del lienzo.
El erotismo mórbido que encerraba su obra sería muy imitado en los siglos posteriores. Ectoplasmas de rasgos femeninos, cadáveres con un halo virginal y femmes fatales enviadas por el diablo se multiplicaron en la pintura, así como mitos clásicos, medievales o isabelinos de comportamiento no siempre digno –de Fausto a Hamlet y de Medea a Lady Macbeth— a quienes los pintores adoptaron en “una búsqueda perpetua de antihéroes con los que poder identificarse”, como apunta Borges. Gran figura del Romanticismo alemán, Caspar David Friedrich ocupa otra de las salas. Conocido por sus panorámicas compatibles con el merchandising museístico, su obra encierra en realidad bosques encantados, veleros fantasma y cementerios nebulosos, supuestos efectos del trauma de haber visto fallecer a un hermano que todavía no gateaba, hundido en un estanque invernal.
El fin del mundo, fantasía masoquista en la que reincidimos como sociedad cada vez que llega un cataclismo, también aparece ampliamente representado en cielos rojizos que anuncian lo peor, de Thomas Cole a Salvador Dalí. La llegada del simbolismo y de las vanguardias no dejó al arte libre de estas obsesiones malsanas, como demuestra la obra de Max Ernst. A los surrealistas, la negra introspección romántica les sirvió de portal de acceso a un mundo ajeno a la realidad física. El nacimiento del cine pronunciaría todavía más esta predisposición a lo oscuro. Como demuestra la exposición, F.W. Murnau, Fritz Lang y James Whale calcaron en sus encuadres a Friedrich, Fuseli o Wiertz. La exposición se detiene en los años cuarenta. No le habría costado demasiado seguir adelante, hasta describir una cultura que ya ha marcado en el calendario la fecha del próximo apocalipsis, mientras venera a heroínas adolescentes de tez mortecina y prefiere no numerar, por pura superstición, la planta 13 de los rascacielos.
Fuente El pais
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Catedrais Goticas
¿Quién no se ha sentido repentinamente diminuto al adentrarse en alguna de las magníficas catedrales sembradas por la geografía española? ¿Y qué ciudad del mundo no daría lo que fuera por contar con una basílica majestuosa, imán para fieles y profanos?
"La catedral gótica es una de las creaciones más asombrosas del genio occidental y nos sigue asombrando en el siglo XXI, no sólo por esa comunión entre lo divino y lo humano, por esa trascendencia, sino también porque representan el intento de superación del ser humano".
Habla con ritmo, con ese staccato certero que deja la veteranía en las aulas. Sin embargo, a José Luis Corral, que a la cátedra de Historia Medieval en la Universidad de Zaragoza suma cerca de una treintena de títulos, entre novelas y textos de investigación histórica, le llevó 10 años de documentación y viajes trasladar 'El enigma de las catedrales' (Planeta) de idea a libro.
Quizás porque, como él dice, más allá de la habitual visión del historiador del arte, su objetivo es diseccionar la construcción medieval por excelencia desde un prisma poliédrico que reivindique no sólo las catedrales, sino toda una época y sus gentes. "El mundo del gótico, de la Edad Media, tiene su texto semiótico, su plasmación sincrética en la catedral, como ejemplo de un maravilloso mundo que en ocasiones ha sido muy denostado después", puntualiza Corral.
¿Qué pensaban, qué sentían, cómo se vivía en el siglo XI y XII, quién mandaba y qué buscaban los poderosos y el pueblo llano? Entrar en el cerebro y el corazón de los moradores del medievo es el paso previo a una radiografía de algunas de las grandes catedrales del mundo, los misterios de su construcción y su entorno.
Un siglo de prosperidad económica, de relativa paz en Europa y, además, el siglo de las mujeres, afirma Corral, que disfrutaron de un estatus como nunca antes y contribuyeron a generar ese clima propicio para la exaltación del amor y la belleza.
Mujeres con poder político, como Leonor de Aquitania, con ambición intelectual, como la abadesa y reciente doctora de la Iglesia Hildegarda de Bingen, y mujeres trabajadoras, también en la construcción de los templos. "El 30% de la mano de obra de una catedral eran mujeres: carpinteras, vidrieras, trabajaban la argamasa, canteras, pero también constructoras. Sabine de Pierrefons es una maestra que dirige su propio taller en el siglo XIII a la que su padre arquitecto transmite sus conocimientos", explica Corral. Desafortunadamente, en periodos posteriores se desandaría gran parte de lo avanzado en este terreno.
'Alzar' una catedral era una ingente empresa en la que llegaban a trabajar cientos de personas, y precisaba una generosa financiación, así como un maestro o arquitecto, que aprendía desde la adolescencia las artes de la construcción. El gótico, además, trae nuevas herramientas y técnicas que permiten aligerar muros y abrir grandes vanos para dejar entrar esa luz "divina" que ha de abrazar a los fieles orantes.
Corral abunda incluso sobre el papel de las catedrales en la literatura, y aprovecha también para analizar algunos de los mitos y leyendas en torno a esta construcción clave del medievo: templarios, masones, santos griales y hasta supuestos orígenes en el antiguo egipcio; un pequeño caramelo para los amantes de lo esotérico
"La catedral gótica es una de las creaciones más asombrosas del genio occidental y nos sigue asombrando en el siglo XXI, no sólo por esa comunión entre lo divino y lo humano, por esa trascendencia, sino también porque representan el intento de superación del ser humano".
¿Qué pensaban, qué sentían, cómo se vivía en el siglo XI y XII, quién mandaba y qué buscaban los poderosos y el pueblo llano?
Quizás porque, como él dice, más allá de la habitual visión del historiador del arte, su objetivo es diseccionar la construcción medieval por excelencia desde un prisma poliédrico que reivindique no sólo las catedrales, sino toda una época y sus gentes. "El mundo del gótico, de la Edad Media, tiene su texto semiótico, su plasmación sincrética en la catedral, como ejemplo de un maravilloso mundo que en ocasiones ha sido muy denostado después", puntualiza Corral.
¿Qué pensaban, qué sentían, cómo se vivía en el siglo XI y XII, quién mandaba y qué buscaban los poderosos y el pueblo llano? Entrar en el cerebro y el corazón de los moradores del medievo es el paso previo a una radiografía de algunas de las grandes catedrales del mundo, los misterios de su construcción y su entorno.
Un siglo de prosperidad económica, de relativa paz en Europa y, además, el siglo de las mujeres, afirma Corral, que disfrutaron de un estatus como nunca antes y contribuyeron a generar ese clima propicio para la exaltación del amor y la belleza.
'Alzar' una catedral era una ingente empresa en la que llegaban a trabajar cientos de personas, y precisaba una generosa financiación, así como un maestro o arquitecto, que aprendía desde la adolescencia las artes de la construcción. El gótico, además, trae nuevas herramientas y técnicas que permiten aligerar muros y abrir grandes vanos para dejar entrar esa luz "divina" que ha de abrazar a los fieles orantes.
Corral abunda incluso sobre el papel de las catedrales en la literatura, y aprovecha también para analizar algunos de los mitos y leyendas en torno a esta construcción clave del medievo: templarios, masones, santos griales y hasta supuestos orígenes en el antiguo egipcio; un pequeño caramelo para los amantes de lo esotérico
la biblioteca que resiste
Si usted no cree en ningún dios, tal vez pueda creer en la biblioteca pública de Guadalajara. Casi el 40% de la población de allí lo hace. En este país de mediocres índices de lectura la estadística (31.650 usuarios, 84.453 habitantes) surge como un bofetón para descreídos. Los más acuden a buscar lectura, pero el edificio es un cosmos donde ocurren miles de cosas: alguien toca Satieal piano en el patio central, un club de lectura disecciona a Jonathan Franzen, alumnos rezagados hacen deberes supervisados por voluntarios, medio centenar de familias pasan una noche al año pertrechados con sacos mientras escuchan cuentos de boca del mismísimo Peter Pan.
Si ahora, por alguna razón, usted tampoco cree en el Gobierno, tal vez puede aferrarse más que nunca a la biblioteca pública de Guadalajara. Tras ser vapuleada por recortes presupuestarios sucesivos e inclementes, son sus usuarios quienes están cubriendo con dinero, tiempo y energía los rotos causados por la falta de euros. Un milagro de solidaridad, una sobredosis de buen rollo, una lección para encarar días innobles, una evidencia de que la cultura no es un capricho. También una encrucijada para la directora de esta biblioteca estatal, Blanca Calvo. “Es emocionante comprobar que nada más enviar un correo pidiendo voluntarios nos contesten inmediatamente un montón de usuarios, pero también es un dilema moral y profesional porque son ellos los que están cubriendo necesidades que debería atender el Estado”, lamenta.
Leia mais aquiFuente El pais
Si ahora, por alguna razón, usted tampoco cree en el Gobierno, tal vez puede aferrarse más que nunca a la biblioteca pública de Guadalajara. Tras ser vapuleada por recortes presupuestarios sucesivos e inclementes, son sus usuarios quienes están cubriendo con dinero, tiempo y energía los rotos causados por la falta de euros. Un milagro de solidaridad, una sobredosis de buen rollo, una lección para encarar días innobles, una evidencia de que la cultura no es un capricho. También una encrucijada para la directora de esta biblioteca estatal, Blanca Calvo. “Es emocionante comprobar que nada más enviar un correo pidiendo voluntarios nos contesten inmediatamente un montón de usuarios, pero también es un dilema moral y profesional porque son ellos los que están cubriendo necesidades que debería atender el Estado”, lamenta.
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